Douro tem novo hotel rural

Por a 14 de Fevereiro de 2020 as 14:47

Em pleno coração do Alto Douro Vinhateiro, no concelho de São João da Pesqueira, entre o Pinhão e Ervedosa do Douro, a Quinta de Ventozelo é uma das maiores e mais antigas quintas do Douro, com uma área de 400 hectares, 200 dos quais de vinha, e conta agora com um hotel rural.
Com 29 quartos, restaurante, provas de vinhos, centro interpretativo, percursos pedestres, atividades de turismo de natureza e cinegéticas, Ventozelo Hotel & Quinta oferece um conjunto de experiências fortemente ligadas à ruralidade, nomeadamente à vinha e ao vinho, à gastronomia, à paisagem, à história e aos saberes do Douro.
Desde 2014, ano da declaração do Douro Vinhateiro como Património Mundial da UNESCO, que a Quinta do Ventozelo está sob a chancela da Gran Cruz, uma das maiores exportadoras de Vinho do Porto, que teve como objectivo não apenas investir na produção vitícola, mas sim transformar a quinta num símbolo das enormes potencialidades da região do Douro. O hotel surge com o propósito de concretizar um objetivo muito simples: “o de permitir a visita e a permanência na quinta, acrescentar o conforto indispensável ao bem-estar, reusar os seus edifícios, e continuar a história”, explica Carlos Santelmo, arquiteto duriense que assina o projeto de reconversão desta quinta agrícola tradicional num enoturismo. Já o Centro Interpretativo nasce com o propósito de criar pontes para o conhecimento da região duriense através de uma verdadeira experiência sensorial de descoberta de Ventozelo e da sua história.
A quinta conta também com o Catina de Ventozelo Restaurante & Wine Bar, aberto a hóspedes e ao público em geral, cuja gastronomia regional do Douro e de Trás-os-Montes conta com a consultadoria do chefe Miguel Castro e Silva.

Desafios

Localizado numa região do interior de Portugal, Jorge Dias, diretor-geral da Gran Cruz, acredita “no futuro do destino turístico do Douro, se os agentes económicos e as entidades públicas souberem preservar, salvaguardar e valorizar este território, cuja paisagem apresenta um valor excecional e universal, reconhecido pela UNESCO como Património Mundial”. O responsável considera que o desenvolvimento turístico do destino tem de “ser encarado de forma sustentável e contribuir para a dinamização económica, social e cultural da região”. “Os desafios passam pela criação de uma oferta experiencial, multi-sensorial e autêntica, ligada às múltiplas valências que a região tem para oferecer, e que passa naturalmente pelos vinhos do Douro e do Porto, pela gastronomia de cariz marcadamente local”, complementa.

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