Madeira: easyJet ameaça abandonar rotas devido à mudança no subsídio de mobilidade

Por a 6 de Fevereiro de 2020 as 16:45

A easyJet diz que “não conseguirá implementar as mudanças inerentes” ao novo modelo do subsídio de mobilidade social da Madeira, aprovado esta quarta-feira, 5 de fevereiro, e ameaça abandonar das duas rotas domésticas que opera atualmente entre o continente e o arquipélago.

“A implementação destas medidas implica a expulsão da easyJet de um mercado liberalizado, por uma decisão política, e que forçará a companhia a interromper as duas rotas domésticas atualmente existentes entre a Madeira e o continente português”, refere em comunicado a companhia aérea low cost, que atualmente voa de Lisboa e Porto para o Funchal.

O novo modelo do subsídio de mobilidade social da Madeira, que foi aprovado quarta-feira pelos deputados do PSD Madeira na Assembleia da República, prevê que sejam as companhias aéreas a assumir o ónus do diferencial entre o valor fixo pago pelos residentes na Madeira e o custo total da passagem.

Na informação divulgada, a easyJet lembra que começou a voar para a Madeira em 2007 e abriu voos domésticos de ligação ao continente no ano seguinte, operação que, defende a companhia, caso venha a ser suspensa vai causar “um enorme impacto negativo tanto na vida das pessoas, como no turismo e na economia de toda a região”.

Apesar de ponderar abandonar as rotas para a Madeira, a easyJet garante que, em conjunto com as suas equipas de regulação e jurídicas, vai continuar “a monitorizar esta decisão, e a analisar todos os detalhes relacionados com a mesma”.

Quem também já reagiu às mudanças no modelo do subsídio de mobilidade social da Madeira foi António Trindade, presidente e CEO da PortoBay Hotels & Resorts, cadeia de hotelaria com origem na Madeira, que numa publicação no Facebook diz antever uma “guerra” para a Madeira.

“Antevejo para a Madeira uma “guerra” onde a perda de frequências aéreas será fortemente prejudicial para a Região, pois o nosso maior problema em termos de acessibilidades externas, é a insuficiência de oferta de transporte aéreo”, refere o responsável da PortoBay Hotels & Resorts.

António Trindade defende que seria preferível adotar medidas no sentido de “agilizar o reembolso do subsídio” e diz que “haveria formas fáceis de o fazer”, mas considera que os deputados optaram “pelo mais fácil”, ao colocarem nas companhias aéreas a responsabilidade pelo diferencial entre o valor fixo pago pelo passageiro e o total da passagem.

 

 

 

 

 

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