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Reportagem | Helsínquia: E um (Mar) Báltico de oportunidades

A capital finlandesa pode ser pequena em dimensão mas é grande no aproveitamento da arte e do design. É também o ponto de partida para a descoberta de outras cidades no Mar Báltico.

Carina Monteiro
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Reportagem | Helsínquia: E um (Mar) Báltico de oportunidades

A capital finlandesa pode ser pequena em dimensão mas é grande no aproveitamento da arte e do design. É também o ponto de partida para a descoberta de outras cidades no Mar Báltico.

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Em 2018, a Finlândia registou 32 mil dormidas do mercado português, o equivalente a uma subida de 35% face ao ano anterior. A abertura do voo direto da Finnair entre a capital portuguesa e Helsínquia, em junho do ano passado, ajuda a explicar o crescimento expressivo. A ligação, além de abrir novas possibilidades de viagem para quem tem como destino final a Ásia, é a porta de entrada para descobrir Helsínquia e cidades como Taillin, Estocolmo ou São Petersburgo, que se encontram a pouca distância. Foi a proposta da Finnair e da Teldar que no final de setembro levaram um grupo de agentes de viagens a conhecer Helsínquia e Estocolmo. Neste artigo publicamos a primeira parte da viagem.

Helsínquia é um reflexo de todos os clichés que temos sobre os povos nórdicos. É ordenada, limpa e funcional e até mais pequena do que a imaginamos. Os principais pontos de interesse estão a uma distância a pé entre si, pelo que um dia chegará para visitar a cidade e ficar com uma ideia geral. Mas se é para viver a cidade e experimentar o modo de vida dos finlandeses, então é preciso mais tempo e dinheiro na carteira, já que o custo de vida é superior à média do sul da Europa. A primeira lição a reter é que, em Helsínquia, não existem locais turísticos, como identificamos facilmente noutras cidades onde o turismo chegou em força. A ideia de que ainda existem cidades na Europa onde é possível passear sem esbarrar noutros turistas, onde não há filas, nem preços inflacionados pela chegada do turismo começa a escassear, mas em Helsínquia isso ainda não acontece. O turismo é algo relativamente novo na capital finlandesa, com início nos anos 90 devido aos cruzeiros no Báltico. Pode ser um bom argumento para sugerir Helsínquia na próxima viagem.

Cidade portuária

O ponto de partida desta visita foi a Bulevarden, onde se encontrava o nosso hotel. Fomos guiados por Artur, o guia enérgico da Nordic Ways, que fala português, mas que é natural da Estónia. Esta artéria fica situada num bairro com comércio local e onde se encontra um dos cafés mais famosos da cidade. O Ekberg abriu em 1852, tendo sido renovado recentemente, mas a renovação não agradou a todos. Há quem diga que o café perdeu o seu ar aristocrático. Um café aqui pode custar entre 3 a 4 euros e uma refeição ao almoço 25 euros. Basta andar mais um pouco para encontrar a avenida principal da cidade, a Mannerheimintie, onde estão localizados importantes edifícios de Helsínquia, como o museu de arte contemporânea Kiasma. Seguimos viagem em direção ao porto, pela Esplanadi, parecida à Av. da Liberdade, uma rua larga com esplanadas arranjadas e lojas de marcas internacionais. A Esplanadi desemboca na Praça do Mercado, um mercado ao ar-livre onde se vende comida tradicional e artesanato. É daqui que partem alguns navios e ferries para visitar as ilhas ao largo da cidade, é o caso de Suomenlinna e da sua fortaleza, um dos locais mais populares na Finlândia, ou as ilhas de Vallisaari e Lonna. Helsínquia é uma das cidades portuárias mais procuradas na Europa, devido à sua localização estratégica no Báltico. Recebe cerca de 300 navios por ano com 500 mil passageiros para visitarem a cidade. Existem quatro portos de cruzeiros em Helsínquia: Hernesaari, Terminal Oeste, Terminal Sul e Katajonokka.

Katajonakka e o Terminal Sul estão localizados junto à Praça do Mercado e é daqui que partem dois cruzeiros rumo a Estocolmo das companhias Viking e Silja, respetivamente. Para Tallin, na Estónia, ou para São Petersburgo, na Rússia, é preciso ir até ao Terminal Oeste. É na Praça do Mercado que nos deixamos estar mais tempo, para apreciar o ambiente e a paisagem portuária, enquadrada pelos principais edifícios da cidade, com destaque para a Catedral Branca que rivaliza em imponência com a Uspenski, a igreja ortodoxa, uma das maiores desta zona da Europa. Mas já lá vamos. Primeiro, o porto e a Praça do Mercado convidam a ficar mais tempo. No mercado serve-se peixe frito ou o prato típico dos finlandeses: a sopa de salmão com funcho, batata e nata, que no mercado custa à volta de 8 euros. Pode-se comer nas barracas do mercado ou há quem preferia sentar-se junto ao Báltico. Ao lado da praça encontra-se também o Mercado Velho, cujo edifício data de 1889. Aqui vendem-se todos os tipos de queijos, peixes, mariscos, vegetais, frutas e bolos e especiarias.

É no porto junto à Praça do Mercado que se tem uma das melhores vistas sobre a cidade. Para isso existem duas alternativas: a partir do complexo balneário que dispõe de uma piscina ao ar-livre, saunas e um conjunto de equipamentos de entretenimento, como um bar com vista sobre a cidade, ou andar na roda gigante de quarenta metros de altura, onde não poderia faltar uma sauna numa das cabines, ou não estivéssemos no país das saunas.
O passeio continua, agora pela zona histórica de Helsínquia, tendo como principal atração a Praça do Senado, onde está situada a Catedral Branca. Helsínquia é mais nova e pequena que a maioria das capitais europeias. Foi fundada em 1550 pelo rei Gustavo Wasa junto à foz do rio Vantaa, para competir com o porto de Tallin e aumentar o comércio com a Rússia. Em 1640, a cidade foi deslocada para perto da área hoje conhecida como Praça do Senado, que oferecia um melhor porto. Durante vários séculos, a cidade permaneceu como uma cidade portuária modesta. Nenhum dos edifícios construídos antes de 1750 permaneceu, uma vez que foram sucessivamente demolidos ou queimados.
A Finlândia fez parte do império sueco até ao início do século XVIII, altura em que foi invadida pela Rússia que declarou Helsínquia a capital do país. Um grande impulsionador da arquitetura da cidade foi o arquiteto alemão Carl Ludvig Engel, também responsável pela catedral luterana construída entre 1830 e 1852, conhecida pela Catedral Branca. As suas semelhanças com a Catedral de Santo Isaac em São Petersburgo, na Rússia, não são pura coincidência, já que a cópia foi propositada. A praça é assim mais antiga que a catedral, remonta ao século XVI, mas não existem edifícios dessa época resultado dos diversos incêndios que ali sucederam. A Praça do Senado é hoje dia o local de festejos, como o Dia Nacional ou do Ano Novo.

Capital do Design

Um pouco por toda a cidade de Helsínquia deparamo-nos com diversas lojas de design finlandesas. Artek, Ittala, Aarikka ou Marimekko são algumas delas, o que atesta que os finlandeses têm uma cultura muito ligada ao design e à arte, tendo a cidade já recebido o título de Capital Mundial do Design, em 2012. Há muitos museus de arte contemporânea, assim como edifícios com um design moderno e vanguardista, pelo que andar por Helsínquia pode ser um exercício de passear numa galeria de arte gigante ao ar-livre. Um dos exemplos que junta arte e design é o Kiasma. O Museu de Arte Contemporânea fica situado na principal avenida de Helsínquia, a Mannerheimintie, e é um dos três museus que integram o conjunto da Galeria Nacional da Finlândia, a maior instituição de museus de arte do país. Os outros dois são o Museu de Arte Ateneum e o Museu de Arte Sinebrychoff. O Kiasma é uma peça original de arquitetura desenhada pelo americano Steven Holl. Do outro lado da avenida, no bairro Kamppi, conhecido por ser uma zona comercial, encontra-se mais o Museu de Arte, o Amos Rex, cuja arquitetura é facilmente destacada como ponto de encontro da cultura e arte urbana. Mais recentemente, a 5 de dezembro de 2018, foi inaugurada a Oodi, a biblioteca com o título de “a nova sala de estar mais cool de Helsínquia”. A sua inauguração coincide com a celebração do centenário da independência da Finlândia e está plena de simbolismo, já que o país é uma das nações mais alfabetizados do mundo. A biblioteca fica situada na Praça do Cidadão (Kansalaistori) um dos novos polos culturais da cidade, onde fica também localizada a Casa da Música e o Kiasma. A Oodi é um espaço transformativo e multifuncional que impressiona por fora e por dentro. Se o exterior é contemporâneo e vanguardista, o interior é mutável e vibrante, mas ao mesmo tempo sereno e confortável, algo que é conferido pelas linhas da arquitetura e pelos tons usados na decoração. A Oodi tem espaços para eventos, recantos para trabalhar e até áreas de entretenimento para crianças e todos convivem numa perfeita harmonia. Foi o último ponto desta visita e o mais ilustrativo da cultura e modo de ser dos nórdicos que, apesar da natureza não tão expansiva como o sul da Europa, é compensada em cidadania.

O que fazer

A Temppeliaukio (Igreja da Pedra) fica localizada na Rua Fredrikinkatu e deve o seu nome ao facto de ter sido esculpida na pedra. Construída há 50 anos, é uma das atrações mais populares de Helsínquia, pela sua atmosfera e arquitetura única. Devido à acústica do local é frequente receber concertos. Foi construída pelos irmãos arquitetos Timo e Tuomo Suomalaimen que ganharam um concurso de arquitetura com este projeto em 1960/1961. A igreja elíptica é banhada pela luz do dia, que passa para o corredor pelas estreitas claraboias entre a parede de pedra e a cúpula de teto de cobre. A superfície interna da cúpula é revestida com fita de cobre com um comprimento de 22 km. O diâmetro da cúpula fica a 24 metros do chão. A superfície de escavação das paredes foi deixada irregular por razões acústicas e estéticas. Para observar esta obra-prima da arquitetura, o preço do bilhete é de 3 euros.

Onde Ficar

Nesta viagem visitámos três hotéis, todos localizados no centro da cidade. Começámos pelo hotel Sokos Vakuno, da cadeia Sokos Hotels, que fica junto à praça onde está localizada a estação central de comboios de Helsínquia, pelo que a localização é uma das mais-valias deste hotel. Foi concluído em 1952, ano em que Helsínquia acolheu os Jogos Olímpicos, oferecendo uma decoração charmosa ao estilo dos anos 50. Tem um terraço no 10º com vista sobre a cidade. É hotel corporate, sendo que as áreas comuns foram remodeladas recentemente. Apesar de não ser comum o uso das estrelas na hotelaria finlandesa, os hotéis desta cadeia equivalem à classificação de quatro estrelas (https://www.sokoshotels.fi/en). Na mesma praça, situa-se o Holiday Inn (https://www.ihg.com/holidayinn) com 170 quartos. O destaque vai novamente para a localização do hotel, perto de todas as atrações da cidade. Ao estilo do Holiday Inn, as áreas comuns são ambientes descontraídos. Por fim, visitámos o Scandic Simonkentta da cadeia (https://www.scandichotels.com). Situado no bairro de Kamppi, a zona comercial da cidade, este hotel foi remodelado em 2015, contando com 360 quartos, alguns com varandas e outros com sauna (disponíveis nas categorias superiores). Destaque para o restaurante Más, com uma decoração moderna e cheia de apontamentos de design, condizente com os seus pratos inspirados na cozinha moderna.

Como ir

A Finnair tem voos diários para Helsínquia à partida de Lisboa. Do Porto, a companhia finlandesa terá uma ligação sazonal, de 22 de junho a 7 de agosto de 2020, com dois voos semanais (segundas e sextas). Para o Funchal, a Finnair irá operar dois voos semanais (segundas e terças) de 28 de outubro a 24 de março de 2020 e um voo semanal de 30 de março a 19 de outubro de 2020. Para quem está a pensar voar para Ásia, é importante saber que as rotas mais curtas são via Helsínquia e a Finnair voa para um vasto conjunto de destinos naquele continente tais como Tóquio, Seul, Pequim, Shanghai, Hong Kong, Singapura e Deli. Muitas destas rotas são operadas pelos A350 XWB, que se caraterizam por terem uma cabine com mais espaço e mais luz devido às suas janelas de maior dimensão. O aeroporto de Helsínquia é relativamente pequeno e tranquilo, o que permite conexões fáceis e rápidas. O controlo de passaportes é eletrónico. Também pode visitar facilmente a cidade já que existe uma ligação ferroviária do aeroporto até ao centro de Helsínquia (a Finnair dispõe de um autocarro que faz este percurso por 6 euros). De referir que nos voos de longo curso são servidas duas refeições e no médio curso (caso do voo entre Lisboa e Helsínquia) não é servida nenhuma refeição em económica, apenas bebidas, tratando-se de uma política generalizada entre as companhias nórdicas. Para os voos intercontinentais, a Finnair dispõe do serviço Economy Confort, não se trata de uma classe, mas sim de um conjunto de serviços que são adicionados à classe economy, mediante um valor extra (85€ ou 95€, dependendo do destino), por exemplo, até 13 cm de espaço adicional para as pernas e encosto de cabeça mais cómodo, embarque e desembarque prioritários, kit pessoal de viagem ou uma hora grátis de wifi.

Dicas

Viagem para São Petersburgo
Uma vez em Helsínquia, porque não aproveitar a viagem para conhecer outra capital ou cidade europeia? É o caso de Estocolmo, Tallin ou São Petersburgo. Pode fazê-lo num cruzeiro, com para partida num dos terminais que enumerámos no texto e, no caso de São Petersburgo, através da empresa https://stpeterline.com/. Pode-se viajar de Helsínquia para São Petersburgo sem visto, por um máximo de 72 horas. Desde de 1 de outubro de 2019 os cidadãos de vários países, incluindo Portugal, poderão obter vistos eletrónicos de turísmo, de negócios e humanitários, todos de uma entrada, para viagens a São Petersburgo e região de Leningrado, através de preenchimento do formulário no portal http://electronic-visa.kdmid.ru/.

Nordic Ways
A viagem contou com o apoio da Nordic Ways, uma DMC fundada pela brasileira Roberta Perez, que possui uma longa experiência na organização de congressos, viagens e eventos. Em 2011, abriu a NOW em Estocolmo, mas faz a organização de qualquer viagem, seja de negócios, incentivos ou lazer, para toda a região nórdica (Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia). A equipa fala diversas línguas, entre quais português. Nesta viagem, contamos com guia em português.

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‘Agenda Acelerar e Transformar o Turismo’ quer 145M€ para projetos que visam a retoma do turismo

Propostas já foram entregues ao Governo por um consórcio empresarial e da academia, que reúne várias empresas e entidades ligadas ao setor do turismo.

A ‘Agenda Acelerar e Transformar o Turismo’, que visa concretizar os objetivos do Plano Reativar o Turismo e que já foi entregue ao Governo por um consórcio empresarial e da academia, que reúne empresas e entidades da área do Turismo, apresenta um conjunto de projetos que estão avaliados em 145 milhões de euros e que, segundo o consórcio, visam a retoma do setor, ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PSS).

"Trata-se de uma agenda mobilizadora que visa obter apoio financeiro a projetos que no global estão avaliados em 145 milhões de euros. Projetos de investigação e desenvolvimento, inovação, transformação digital e transição climática, na área do Turismo, que pretendem cumprir os eixos definidos no PRR. Por outro lado, a Agenda Acelerar e Transformar o Turismo visa concretizar os objetivos do Plano Reativar o Turismo, já aprovado em Resolução do Conselho de Ministros, para incentivar a retoma do setor do turismo nacional", lê-se num comunicado enviado à imprensa.

Este consórcio, que reúne empresas e entidades da área do Turismo, universidades, assim como entidades ligadas à inovação e tecnológicas, em sintonia com a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) e com o Turismo de Portugal, pretende, com as propostas apresentadas, contribuir para "a alteração do perfil de especialização na área do Turismo e na economia portuguesa em geral", assim como "dotar as empresas de maior capacidade tecnológica e de inovação, permitindo também uma requalificação e especialização dos recursos humanos e a redução das emissões de CO2", no âmbito da transição climática.

“É extremamente importante que seja aprovada a ‘Agenda Acelerar e Transformar o Turismo’, que vai permitir investimentos imprescindíveis em projetos que visam não só acelerar a retoma da atividade turística, como também irão tornar o turismo em Portugal ainda mais qualificado e preparado para a transição climática, fatores a que os turistas e visitantes dão cada vez mais importância quando escolhem um destino”, considera Francisco Calheiros, presidente da CTP, citado no comunicado divulgado.

Para este consórcio, a concretização destas propostas é "um veículo imprescindível para que o Ecossistema do Turismo possa fazer face a um mercado mais competitivo no pós-pandemia e acelerar a retoma do crescimento e assim continuar a dar o seu contributo importantíssimo para a economia nacional".

"Para tal, é necessário fortalecer o Ecossistema do Turismo para que este possa dar resposta à altura às solicitações da retoma. Daí a importância de serem aprovados pelas instâncias próprias os projetos e o valor de investimento contidos na ‘Agenda Acelerar e Transformar o Turismo’, tendo em conta os objetivos do Plano Reativar o Turismo oportunamente apresentado pelo Governo", acrescenta a informação divulgada.

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UE gera mais de 590 milhões de certificados digitais e admite juntar mais 28 países aos atuais 43

Considerado uma das ferramentas essenciais para a recuperação da economia, viagens e turismo, a União Europeia quer juntar mais países à norma. Para já, são 28 os países que podem ligar-se, embora a Comissão ter sido contactada por 60 países terceiros.

Victor Jorge

 

A União Europeia (UE) já gerou mais de 591 milhões de certificados digitais COVID-19, avançando um relatório da Comissão que o certificado europeu tem sido “um elemento crucial da resposta da Europa à pandemia”.

De acordo com Bruxelas, o certificado, que abrange a vacinação, teste e recuperação da COVID-19, “facilita a realização de viagens seguras para os cidadãos, tendo também sido fundamental para apoiar a indústria do turismo, mais duramente atingida na Europa”, salientando que “estabeleceu uma norma mundial, sendo atualmente o único sistema operacional a nível internacional”.

Atualmente, estão integrados 43 países de quatro continentes no sistema e outros se seguirão nas próximas semanas e meses, adianta a Comissão no site institucional.

Tal como afirmou a presidente Ursula von der Leyen no seu discurso de 2021 sobre o estado da União, o Certificado Digital COVID da UE mostra que “quando atuamos em conjunto, conseguimos fazê-lo rapidamente”.

Dos 43 países ligados ao sistema da UE, 27 são Estados-Membros da UE, 3 são países do Espaço Económico Europeu (EEE), além de Suíça e 12 outros países e territórios.

No total, a Comissão foi contactada por 60 países terceiros interessados em aderir ao sistema europeu, avançando que, para além dos países já ligados, “estão em curso negociações de natureza técnica com 28 destes países”.

A importância do Certificado Digital COVID da UE foi, de resto, destacada pelo setor dos transportes aéreos que beneficiou da entrada em funcionamento mesmo a tempo para a época alta das viagens de verão. A Associação do Conselho Internacional dos Aeroportos (ACI Europe) comunicou, em julho de 2021 um volume total de passageiros superior ao dobro de julho de 2020, atribuindo esta mudança à implantação do Certificado Digital COVID da UE, em conjunto com a flexibilização das restrições de viagem.

Segundo um inquérito Eurobarómetro do Parlamento Europeu, cerca de dois terços (65 %) dos inquiridos concordaram que o Certificado Digital COVID da UE é o meio mais seguro para viajar livremente na Europa durante a pandemia de COVID-19.

20 Estados-Membros da UE também utilizam o Certificado Digital COVID da UE a nível interno, nomeadamente para o acesso a grandes eventos, restaurantes, cinemas e museus, dispondo de uma base jurídica nacional suplementar.

Declarações dos membros do Colégio de Comissários:

Para o comissário responsável pela Justiça, Didier Reynders, “o sistema de Certificados Digitais COVID da UE deu aos viajantes a confiança necessária para viajarem em segurança na UE e aumentou as viagens este verão. Num momento de crise, a Europa estabeleceu rapidamente e com êxito uma norma mundial inovadora e respeitadora da privacidade, havendo muitos países em todo o mundo interessados em aderir a este sistema”.

Já o comissário responsável pelo Mercado Interno, Thierry Breton, adianta que a União Europeia criou um sistema “seguro e interoperável em tempo recorde” que tem sido “um motor essencial para a recuperação do ecossistema turístico e das suas muitas pequenas empresas familiares em toda a Europa”.

Além disso, salienta ainda que o sistema da UE foi adotado por países de todo o mundo, demonstrando como a Europa “pode estabelecer normas mundiais através de uma ação decisiva e coordenada”.

Por fim, Stella Kyriakides, comissária responsável pela Saúde, destaca o facto do certificado ser um instrumento europeu “forte, que nos permitiu avançar no sentido da reabertura das nossas economias e sociedades e do exercício da liberdade de circulação de forma segura e coordenada”.

Para o futuro, a Comissão revela que “continuará a acompanhar de perto a validade dos certificados de vacinação e recuperação”, além de prosseguir os esforços para ligar mais países ao sistema da UE e trabalhar com os Estados-Membros a nível técnico para aplicar o regulamento relativo ao Certificado Digital COVID da EU.

Certo é que até 31 de março de 2022, a Comissão apresentará um novo relatório sobre a aplicação do regulamento que poderá ser acompanhado de uma “proposta legislativa destinada a prorrogar o período de aplicação do regulamento, tendo em conta a evolução da situação epidemiológica”, pode ler-se na declaração da Comissão no site.

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Live Electric Tours lança modelo de franchising e quer chegar a mais seis cidades portuguesas

Empresa de experiências self-drive lançou um modelo de franchising sob o mote “Leve a Live Electric Tours para a sua cidade” para chegar a Aveiro, Coimbra, Viseu, Viana do Castelo, Braga e Lagos.

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A Live Electric Tours, startup que oferece diversas experiências de self-drive, lançou um modelo de franchising para "crescer rapidamente e ter uma cobertura nacional" e através do qual espera chegar a mais seis cidades portuguesas.

"Com a ambição de crescer rapidamente e ter uma cobertura nacional, a Live Electric Tours acaba de lançar o seu modelo de Franchising sobre o mote “Leve a Live Electric Tours para a sua cidade”", refere a Live Electric Tours em comunicado, no qual aponta as cidades de Aveiro, Coimbra, Viseu, Viana do Castelo, Braga e Lagos como objetivo.

"A empresa tem como objetivo encontrar parceiros de negócio que desejem ser empreendedores no segmento de turismo e que queiram levar este conceito inovador para a sua cidade", acrescenta a empresa.

A Live Electric Tours nasceu em 2017 e atualmente opera em 10 cidades, em quatro países diferentes, com uma oferta de mais de 50 experiências diferentes de self-drive.

"Este é um momento importante para nós. Queremos confiar a nossa marca a outros empreendedores capazes de fazer crescer a empresa para outras geografias. Dispomos de uma equipa pronta e competente para dar todo o suporte para a implementação de negócio em diferentes localidades", garante Djalmo Edgar Gomes, CEO da Live Electric Tours.

Recorde-se que a Live Electric Tours foi considerada a melhor startup da Europa em 2018 e distinguida no ano de 2020 como a melhor startup do mundo de turismo sustentável nos prémios da Organização Mundial do Turismo.

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Europeus impulsionarão a recuperação do turismo na região do Golfo

A Europa está entre os países emissores que mais deverão contribuir para a recuperação do turismo no Golfo, muito devido à “ajuda” dos britânicos.

Victor Jorge

Os viajantes europeus devem tornar-se um mercado importante para a região do Golfo, especialmente os países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), o que ajudará na recuperação da indústria turística pós-pandemia.

Os países do GCC incluem Emirados Árabes Unidos (EAU), Arábia Saudita, Catar, Omã, Kuwait e Bahrein e todos oferecem uma boa variedade de opções de voos e um produto turístico variado, que agrada aos viajantes europeus, revela a GlobalData.

O último relatório da empresa, ‘Gulf Cooperation Council (GCC) Tourism Destination Market Insight’, revela que, em 2019, as chegadas pré-pandêmicas da Europa para os países do GCC alcançaram 11,8 milhões de turistas. Em 2020, as chegadas caíram para 3,9 milhões devido à pandemia, uma redução de 67% numa comparação anual. No entanto, os indicadore mostram que as chegadas pós-pandemia devem recuperar para 13,3 milhões de turistas até 2024, uma taxa composta de crescimento anual (CAGR ) de 17,5%.

 

Gus Gardner, analista associado de Viagens e Turismo da GlobalData, salienta que “os viajantes europeus que chegam aos países do GCC nos próximos três anos serão o principal impulsionador da recuperação do turismo da região “. O analista admite mesmo que um dos países de maior importância será o Reino Unido, já que as últimas previsões da GlobalData mostram que as chegadas do Reino Unido aos países do GCC chegarão a 3 milhões em 2024, numa evolução anual de 21,7%. '

“Os viajantes britânicos sempre foram atraídos pelos países do GCC”, admite a GlobalData, “pois oferecem uma proposta turística diversificada para o sol de verão e inverno, com praias deslumbrantes, cidades extensas e atividades de aventura”. Além disso, a “opulência e o status de Dubai com hotéis de luxo e a experiência suntuosa que tem a oferecer também são populares entre os viajantes do Reino Unido”.

Gardner conclui ainda que os países do GCC “têm muito para atrair os europeus, com uma mistura de atividades, desde as tradicionais férias na praia até a experiência cultural proporcionada pelas tradições e história da região. Isso o ajudará a recuperar sua popularidade mais rápido do que aqueles destinos que oferecem apenas uma experiência de pausa na cidade”.

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Melhores filmes de turismo do mundo estarão no ART&TUR em Aveiro

Aveiro será, durante quatro dias, a capital dos filmes de turismo no panorama nacional e internacional.

Victor Jorge

O ART&TUR - Festival Internacional de Cinema de Turismo, vai decorrer entre 26 e 29 de outubro, no Centro de Congressos de Aveiro. Trata-se da 14.ª edição de um certame consolidado no panorama nacional e internacional de festivais de cinema de turismo que atrai à competição os melhores filmes promocionais e documentários sobre turismo, nacionais e internacionais.

As últimas três edições do festival realizaram-se no Centro de Portugal, nomeadamente em Leiria, Torres Vedras e Viseu, a que se segue agora Aveiro.

Durante os quatro dias do Festival, serão exibidos os filmes que compõem a short list da competição, selecionados pelo júri internacional entre todos os candidatos. No total, serão exibidos 74 filmes, integrados em 17 sessões temáticas. As sessões temáticas serão antecedidas de mesas-redondas, em que peritos convidados e autores de filmes selecionados refletirão sobre o relançamento do turismo na era pós-COVID 19. Paralelamente, decorrerão outras iniciativas inseridas no Festival.

Francisco Dias, diretor do Festival, salienta que o ART&TUR “não é um festival qualquer de cinema”, destacando a “componente muito importante de business to business e uma dimensão internacional de relevo”. Por outro lado, refere, "o ART&TUR tem contribuído para a melhoria da qualidade dos filmes promocionais de turismo feitos em Portugal, uma vez que as autarquias e outras entidades perceberam as vantagens de terem bons filmes promocionais a concurso".

Já Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal, frisa que a aposta desta entidade no Festival e, paralelamente, na criação da Centro Portugal Film Commission, se deve ao facto de os filmes de turismo serem "um excelente veículo de promoção da região Centro de Portugal". "Com esta aposta queremos dizer que o audiovisual é uma área de crescimento estratégico para o Centro de Portugal, que tem alcançado resultados inequívocos, os quais contribuem para que a marca e o destino Centro de Portugal registe taxas muito altas de crescimento".

O programa completo do evento pode ser consultado em https://tourfilm-festival.com/programa.

 

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Civitatis destaca destinos nos EUA depois de anúncio de abertura de fronteiras

A abertura das fronteiras dos EUA levou a Civitatis a compilar uma séries de destinos a visitar no país.

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Depois de os EUA terem anunciado, a partir de novembro, a reaberturas das fronteiras do país, especialmente da União Europeia e Brasil, a Civitatis compilou uma lista de alguns dos lugares para visitar que inclui tanto cidades mais conhecidas como outras menos familiares.

Assim, a Civitatis destaca destinos como Nova Iorque, Nova Orleães, São Francisco, Nashville, Phoenix, San Diego, Charleston, Boston, Santa Fé ou Galveston.

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Qatar Airways Holidays lança pacotes de viagens para o Campeonato do Mundo de futebol

Com sete níveis, os pacotes de viagens da Qatar pretende levar os adeptos ao Mundial de Futebol de 2022.

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A pouco mais de um ano do início do Campeonato do Mundo FIFA Qatar 2022, a Qatar Airways Holidays anuncia o lançamento de pacotes de viagens para adeptos, que incluem bilhetes para jogos, voos de regresso e opções de alojamento.

Os adeptos terão primeiro de aderir ao Qatar Airways Privilege Club, para terem acesso a pacotes de viagens únicos, com flexibilidade nas reservas, e obterem lugares reservados nos seus jogos preferidos.

A viagem começa com a escolha da sua seleção favorita e caso a equipa escolhida não se qualifique para o torneio, será oferecida uma opção de reembolso total. No entanto, os adeptos têm também a flexibilidade de escolher jogos de uma equipa diferente (em função da disponibilidade).

Com sete níveis, os pacotes de viagem têm preços que começam nos 3.261 euros e cada adepto pode reservar um total de sete jogos, combinando mais do que um pacote. No caso da sua seleção favorita ser derrotada nas fases avançadas do torneio, serão emitidos bilhetes para os jogos de uma das equipas prevalecentes do mesmo grupo ou da fase a eliminar.

Além disso, os adeptos podem especificar com quantos convidados viajam e o número de quartos em que gostariam de ficar. Podem escolher entre alojamento standard e premium, com base no seu orçamento.

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EUA reabre fronteiras para turistas vacinados

A partir de novembro, as fronteiras dos EUA reabrem-se aos turistas internacionais.

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Os EUA começam a abrir, lentamente, as fronteiras a turistas internacionais, tendo informado que os visitantes do Canadá e do México vacinados poderão regressar aos EUA para turismo e outras viagens não essenciais, depois de as viagens não essenciais estarem restritas há cerca de 19 meses.

Além da abertura das fronteiras a estes dois países, a partir de novembro, também outras 33 nações poderão voar para os EUS, casos do Brasil, países da União Europeia, Índia e Reino Unido, além de se registarem alterações nas regras para viagens aéreas internacionais.

Recorde-se que, em meados de setembro, a US Travel Association fez as contas, revelando que, por cada semana que os EUA mantiveram as fronteiras fechadas com os 33 países na “lista vermelha”, a economia americana perde 1,5 mil milhões de dólares (cerca de 1,3 mil milhões de euros).

Além disso, a associação norte-americana salienta que esses 33 países foram responsáveis por 53% da chegada de turistas aos EUA, em 2019.

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ISG debate Gestão da Aeronavegabilidade

Iniciativa decorre no âmbito da nova Pós-Graduação em Gestão da Aeronavegabilidade do estabelecimento de ensino superior, que arranca em janeiro de 2022.

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O ISG – Instituto Superior de Gestão vai promover no próximo dia 20 de outubro, entre as 18h30 e as 20h30, o seminário “Gestão da Aeronavegabilidade”, iniciativa que vai ter lugar no âmbito da nova Pós-Graduação em Gestão da Aeronavegabilidade do estabelecimento de ensino superior, que arranca em janeiro de 2022.

De acordo com o ISG, o debate pretende fornecer aos participantes "conhecimentos atualizados e aprofundados sobre a realidade operacional, as estruturas e responsabilidades, e as práticas de gestão nos Operadores Aéreos e nas organizações CAMO (Continuing Airworthiness Management Organisation) e CAO (Combined Airworthiness Organisation) no que respeita à gestão da continuidade da aeronavegabilidade das aeronaves operando no espaço aéreo da União Europeia".

O evento, que vai decorrer no auditório do piso 3 do estabelecimento de ensino superior, será moderado pelo professor João Martinez, um dos coordenadores Científicos da Pós-Graduação que arranca em janeiro, e assenta em "reflexões de especialistas com know-how reconhecido no sector dos transportes, nomeadamente da aviação civil e aeronáutica"

O evento pode ser acompanhado a nível presencial ou online, via zoom, devendo os interessados proceder à inscrição pelo e-mail [email protected]

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Bali reabre para turistas de 19 países, incluindo Portugal

Ilha turística da Indonésia reabriu esta quinta-feira, 14 de outubro, para turistas de países de baixo risco para a COVID-19, mas continuam a existir várias restrições.

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A Ilha de Bali, na Indonésia, reabriu esta quinta-feira, 14 de outubro, para turistas estrangeiros provenientes de 19 países, entre os quais também se encontra Portugal, apesar de continuarem a existir diversas restrições, avança a Lusa.

De acordo com as autoridades da Indonésia, para entrarem  em Bali, os turistas estrangeiros devem apresentar prova de que possuem a vacinação completa contra a COVID-19 ou um teste negativo na chegada ao destino, onde será ainda necessário realizar uma quarentena de cinco dias em hotéis designados pelas autoridades e cujos custos são suportados pelos turistas. Existem também diversas restrições em vigor nos hotéis, restaurantes e praias de Bali.

Além de Portugal, também os turistas provenientes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Nova Zelândia, Kuwait, Bahrein, Qatar, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Liechtenstein, Itália, França, Espanha, Suécia, Polónia, Hungria e Noruega voltam a poder entrar em Bali, sendo todos países que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apresentam um baixo risco para a COVID-19.

A Lusa cita ainda o presidente da Indonésia, Joko Widodo, que já tinha explicado que a decisão de reabrir Bali se devia à alta taxa de vacinação na ilha, que chega já a perto de 80% da população de Bali.

 

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