Turismo perde protagonismo na constituição de novas empresas

Por a 11 de Novembro de 2019 as 15:28

Os setores ligados ao turismo estão a perder protagonismo na constituição de novas empresas, segundo o Barómetro Informa D&B, divulgado esta segunda-feira, 11 de novembro, que mostra que os “setores onde a constituição de empresas não cresce face ao período homólogo devem essa quebra à menor quantidade de novas empresas ligadas ao turismo”.

De acordo com um comunicado enviado à imprensa, entre 1 de janeiro e 31 de outubro nasceram 41 852 novas empresas, cerca de 3 700 a mais que em igual período do ano passado, que representa um crescimento de 9,8%.

No entanto, refere o Barómetro Informa D&B, “os setores mais dinâmicos estão a mudar” e, ao contrário dos anos mais recentes, os setores das Atividades imobiliárias e do Alojamento e Restauração (sobretudo o subsetor do ‘Alojamento de curta duração’) já não são os que apresenta maiores crescimentos, tendo sido ultrapassados pelos setores dos Transportes e da Construção, que mostram maiores crescimentos neste indicador.

“Pelo contrário, os setores onde a constituição de empresas não cresce face ao período homólogo devem essa quebra à menor quantidade de novas empresas ligadas ao turismo, uma tendência que se tem consolidado a partir do 2º semestre de 2019”, lê-se na informação divulgada.

No período acumulado de 1 de janeiro a 31 de outubro, o Barómetro Informa D&B identificou um recuo de 1,0% em novas empresas, comparativamente com igual período de 2018, decréscimo que, segundo os resultados apurados, “é consequência do subsetor do ‘Alojamento de curta duração’, que até final de outubro deste ano regista menos 148 empresas que em igual período de 2018 (-15,4%)”.

Já as Atividades Imobiliárias registam uma quebra de 3%, descida que, apesar de pouco significativa, ganha maiores proporções na região de Lisboa, onde o decréscimo foi de perto de 10%, passando de um total de 1726 novas empresas em 2018 para 1570 em 2019.

A descida da constituição de novas empresas ligadas ao turismo está a ter também reflexos no setor dos Serviços Gerais, que, segundo o Barómetro Informa D&B, registou uma “quebra na constituição de novas empresas que é totalmente da responsabilidade do subsetor dos ‘Serviços turísticos’”, que este ano viu nascer menos de metade das empresas que foram criadas em 2018 (passaram de 1375 para 661).

À exceção dos setores do Alojamento e restauração, Atividades imobiliárias e Serviços gerais, todos os outros setores registam em 2019 mais constituições de novas empresas do que em igual período do ano passado, com os Transportes e a Construção a liderar este crescimento.

Nos Transportes, até 31 de outubro nasceram 3672 empresas, mais 1954 que em igual período de 2018, o que equivale a um crescimento de 113,7%, enquanto na Construção nasceram este ano mais 1057 empresas que no ano passado, num crescimento de 29,4%.

A descer estiveram os encerramentos, com o Barómetro Informa D&B a apontar que “todos os setores registam menos encerramentos do que em 2018”, com exceção da Agricultura, onde houve uma “descida residual”, com apenas três encerramentos, enquanto os setores das Indústrias, dos Grossistas e da Construção apresentaram a descida dos encerramentos mais acentuada.

Já os processos de insolvência registaram um abrandamento da descida, traduzindo uma “quebra de 8,2%, uma tendência que vem já desde 2013, mas que é agora menos acentuada”, aponta o estudo, que adverte, no entanto, para o facto de existirem setores “que dão sinais de inverter esta tendência de descida nas insolvências”, com  as Indústrias destacarem-se pela negativa, com uma subida de 16,7% nas insolvências, o que, segundo o Barómetro Informa D&B, “se deve sobretudo aos subsetores dos subsetores ‘têxtil e moda’ (267 novas insolvências, +75 casos) e ‘metalurgia’ (59 novas insolvências, +17 casos)”.

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