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Reportagem | Lisboa dos escravos

A capital portuguesa é uma cidade monumental. Mas, para lá dessa faceta, guarda vestígios de uma história nem sempre contada e muito pouco colorida: a escravatura.

Inês de Matos
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Reportagem | Lisboa dos escravos

A capital portuguesa é uma cidade monumental. Mas, para lá dessa faceta, guarda vestígios de uma história nem sempre contada e muito pouco colorida: a escravatura.

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Naky Gaglo é natural do Togo e vive em Lisboa há cinco anos. Há quatro, começou a mostrar uma outra Lisboa aos turistas que visitam a capital portuguesa, a Lisboa dos escravos, num passeio que nos faz recuar ao século XV e à Lisboa dos Descobrimentos, o African Lisbon Tour. “Comecei a fazer este tour porque percebi, quando vim pela primeira vez a Portugal, que havia muitos negros. Fiquei muito contente, mas também percebi que a história não estava a ser contada”, começou por explicar Naky Gaglo ao Publituris, no dia em que nos juntámos a um grupo de 14 turistas dos EUA, Canadá, França e Portugal para realizar a visita, que começa na Praça do Comércio e só termina no Jardim da Praça Dom Luís, quatro horas depois.

Depois de chegar a Lisboa, Naky Gaglo interessou-se pela história da cidade e do país, particularmente pela história africana de Lisboa. “É um tema que me apaixona e criei este tour tentando fazer um mix entre a história, mas também a realidade de hoje, abordando a dança africana, que está muito presente em Lisboa, e a gastronomia”, explicou, revelando que, para isso, fez uma intensa “investigação sobre a história de Portugal e sobre a história africana de Portugal, especialmente sobre a história da escravatura”. Nascia assim o African Lisbon Tour.

O ponto de encontro era a estátua de D. José I, na Praça do Comércio, local por onde, no século XV, passavam todos os escravos que chegavam ao reino. “Os portugueses não inventaram a escravatura, mas foi Portugal que começou a troca comercial de escravos, no século XV”, começou por explicar Naky Gaglo, revelando que apenas em 1562 os britânicos entraram no comércio de escravos, seguindo-se outros povos europeus.

Durante os minutos iniciais, Naky Gaglo foi relatando a história, explicando que os portugueses começaram por raptar negros na África Ocidental e Central, mas rapidamente optaram pela troca de escravos por outros bens, negociando com os líderes africanos. O rum era, à época, um dos bens mais trocados por escravos. “Os portugueses precisavam de mão-de-obra para os destinos descobertos, como a Madeira, os Açores ou Cabo Verde”, referiu Naky Gaglo, explicando que os primeiros 235 escravos que chegaram a Portugal tiveram Lagos como destino, em 1444. Desde então, o comércio não mais parou e intensificou-se com a descoberta do Brasil, em 1500, e foi uma realidade até ao século XIX, quando foi definitivamente abolida.

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Religião
Depois da Praça do Comércio, seguimos pela Rua Augusta em direção à Igreja de São Domingos, que era, à época, a igreja mais frequentada pela comunidade africana de Lisboa. Ninguém sabe ao certo quantos escravos foram traficados, mas os historiadores estimam que, em Portugal, esse número ronde os 5,8 milhões, ainda que seja impossível ter a certeza, pois muitos escravos morriam na viagem, devido às terríveis condições do transporte, e os seus corpos eram atirados ao mar, não entrando nas contas oficiais.

Assim que chegavam a Portugal, os escravos negros eram obrigados a seguir a religião católica e era-lhes atribuído um nome cristão, além de terem de aprender a falar português, o que facilitava a relação com os ‘senhores’. Como explicou Naky Gaglo, em 1550, “10% da população de Lisboa era negra”, chegando aos 20% poucos anos depois, isto apesar de grande parte dos escravos seguir para as zonas rurais do país, onde existiam as grandes plantações agrícolas. Mesmo assim, a população negra de Lisboa aumentou, o que trouxe alguns benefícios aos escravos. Em 1515, começaram a poder vender nas ruas da cidade e, a partir de 1528, passou a ser possível comprar a própria liberdade, ainda que apenas através das fraternidades religiosas, que começaram, por essa altura, a multiplicar-se como forma de integrar os escravos negros na sociedade da época.

A visita à Igreja de São Domingos serviu para falar da parte da história em que a religião se cruza com a escravatura e também com os dias de hoje, já que, atualmente, a Praça de São Domingos continua a ser muito frequentada pela comunidade negra, que se estabeleceu no centro da cidade. Prova disso é a mercearia senegalesa que visitámos de seguida e que se localiza ao início do labirinto de ruas que nos levam ao Hospital de São José. Nesta mercearia, tudo cheira a África, talvez porque a grande maioria dos produtos vem diretamente do continente africano, como o tamarindo, a banana-da-terra ou as várias espécies de pimentos e malaguetas que ali se podem encontrar, e que provam que a cultura africana chegou a Lisboa com os escravos, mas continua bem viva nos dias de hoje.

Marquês de Pombal
Depois da religião, o grupo seguiu para a estação do Rossio, onde a atenção se centrou em Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, que ganhou protagonismo após o terramoto de 1755, ao reconstruir Lisboa das cinzas.
Por essa altura, o abolicionismo era já uma tendência, incluindo em Portugal, o que terá incentivado a primeira lei portuguesa contra o tráfico de escravos, aprovada pelo Marquês de Pombal, em 1761. Apesar da consciência abolicionista que já existia, a lei foi aprovada debaixo de um coro de críticas, de quem tinha medo do impacto da medida na economia, mas não parou o comércio de escravos, até porque, por essa altura, já tinham sido criadas “as companhias que, no Brasil, faziam o tráfico de escravos”, recordou Naky Gaglo, explicando que estas ‘companhias’ continuaram a traficar milhões de africanos ao longo de vários anos. Mas o mundo estava mesmo a mudar e, por isso, em 1773, surgiu uma nova lei, desta vez para dar liberdade aos filhos dos escravos.
Após uma breve referência às datas e momentos que marcaram esta fase da história da escravatura, Naky Gaglo voltou a guiar o grupo até à próxima paragem, o Bairro Alto, para falar sobre os diferentes estatutos sociais da época, partindo do exemplo de Bárbara Fernandes, uma negra com posses que vivia na zona do Bairro Alto e que, segundo relatos históricos, arrendava quartos e casas a quem estava de passagem pela capital.
Nesta altura, o grupo quis saber quem era Barbara Fernandes e foi assim que Naky Gaglo explicou que, apesar da maioria dos negros serem escravos, também havia africanos com posses em Lisboa, fossem negros libertados, líderes africanos ou escravos com um estatuto mais elevado. Um desses casos seria o de Bárbara Fernandes, não sendo também de excluir que tivesse alguma ligação à prostituição, já que, à época, essa era uma atividade associada ao Bairro Alto, local que é, hoje, conhecido pela animação noturna. Mas é impossível saber, pois a história apenas diz que “tinha posses, sem se saber exatamente porquê”, acrescentou o criador da African Lisbon Tour.

Abolição
Do Bairro Alto, demos um saltinho ao Miradouro de Santa Catarina, zona de Lisboa que, no século XVI chegou a ser uma espécie de cemitério a céu aberto de escravos, já que os corpos de quem não resistia à viagem eram ali largados, o que motivou mesmo uma ordem régia, do Rei D. Manuel I, que veio estabelecer a obrigatoriedade de se enterrarem os escravos mortos num poço, o que terá dado origem à Rua do Poço dos Negros, que liga o bairro de Santos à Baixa Pombalina e que, ainda hoje, apresenta o mesmo nome.

Percorremos parte da Rua do Poço dos Negros até ao Jardim da Praça Dom Luís, junto ao Mercado da Ribeira, onde se encontra a estátua do Marquês de Sá da Bandeira, que seria o responsável pela abolição da escravatura em Portugal e nas colónias. Em 1836, o Marquês de Sá da Bandeira aprovou uma lei para abolir o comércio de escravos em todo o império português, naquele que seria o primeiro grande passo para a proibição total, que chegou a Portugal em 1870 e, 10 anos depois, ao Brasil.

Antes do final da visita, Naky Gaglo falou ainda, de forma resumida, sobre a estátua evocativa da abolição da escravatura, que é composta pela representação do Marquês de Sá da Bandeira, que se encontra em lugar de destaque, e, na parte inferior, pela estátua de uma mulher, que representa África e que aponta para o estadista que trouxe a liberdade aos escravos. É um monumento carregado de simbolismo e nem sempre lhe damos o devido valor, pelas tantas e tantas vezes que ali passamos sem lhe prestar atenção. Não fosse o Naky Gaglo e a sua African Lisbon Tour e provavelmente nem saberíamos que foi inspirada numa mulher real, Fernanda de seu nome, uma negra que vivia em Lisboa e que foi convidada a pousar como modelo para a estátua.

Com o fim da escravatura, muitos africanos voltaram para os seus países, é por isso que, ainda hoje, existem tantos nomes portugueses em África, mesmo em países que não foram colonizados por Portugal, como é o caso do Gana. Mas Fernanda ficou para a posteridade, como símbolo de um dos períodos mais terríveis da história da humanidade e em homenagem aos milhões de africanos que foram escravizados.

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Centro de Portugal é o Destino Internacional Protagonista da Naturcyl 2024 em Espanha

A oferta de ecoturismo e de turismo de natureza do Centro de Portugal vai estar em destaque na Naturcyl 2024, em Espanha, uma vez que a região acaba de ser eleita, pela organização da Feira de Ecoturismo de Castela e Leão o Destino Internacional Protagonista.

O Centro de Portugal vai ser o primeiro Destino Internacional Protagonista da edição de 2024 da Naturcyl, evento de referência na promoção do ecoturismo que se realiza em Espanha, de 20 a 22 de setembro. O anúncio foi feito pela organização, que destaca “as muitas maravilhas que esconde este território”.

A Feira de Ecoturismo de Castela e Leão é um evento anual que, desde a sua primeira edição, em 2018, se tem afirmado como um fórum essencial para a troca de ideias e oportunidades de negócios entre profissionais e amantes do ecoturismo e do meio rural. Na última edição, a feira atraiu 10.500 visitantes.

A grande novidade deste ano é a eleição de um Destino Internacional Protagonista. A escolha recaiu no Centro de Portugal, que terá assim uma participação e notoriedade especial na feira. A Turismo Centro de Portugal estará presente na Naturcyl com um stand próprio de 27m2, onde divulgará e promoverá o vastíssimo património natural da região. Além disso, participará nas jornadas de comercialização de Turismo de Natureza (B2B) que ocorrerão em paralelo.

Um dos motivos que levou a que o Centro de Portugal tenha sido o preferido foi a grande diversidade da oferta de turismo de natureza da região, que inclui os Geoparques da UNESCO Estrela, Naturtejo e Oeste, os Parques Naturais do Tejo Internacional, da Serra da Estrela e do Douro Internacional, bem como as reservas da Malcata e da Faia Brava, entre muitas outras áreas protegidas. Além disso, possui duas Cartas Europeias de Turismo Sustentável: as Montanhas Mágicas e as Terras do Lince.

De acordo com Raul Almeida, presidente da Turismo Centro de Portugal, Espanha é um mercado estratégico para a região, “pela proximidade – é o principal emissor de turistas para a região – e por receber mais de 80 milhões de turistas por ano”, referindo ainda que “em Espanha, como no Centro de Portugal, tem havido um grande aumento da procura pelo turismo de natureza e pelo mundo rural, produtos turísticos que estão na génese da Naturcyl. Por isso, foi com grande satisfação que recebemos a informação de que o nosso território será o primeiro Destino Internacional Protagonista da feira”.

O responsável regional acredita que este facto “é uma oportunidade de ouro para promovermos a oferta de ecoturismo existente na região e para consolidarmos a nossa identidade territorial enquanto destino de Turismo de Natureza”.

 

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Turismo, Mobilidade e Infraestruturas dos Açores com 321,1 M€ no Plano e Orçamento para 2024

Os setores do Governo Regional dos Açores tutelados por Berta Cabral, ou seja, o Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, contam com uma dotação total de 321,1 milhões de euros do Plano e Orçamento (PO) para 2024.

Intervindo no Parlamento açoriano, na discussão das propostas de Orientações de Médio Prazo 2024-2028 e do Plano e Orçamento para 2024, a secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral sublinhou que esta verba está “fundamentada nas necessidades prementes” das ilhas, da economia dos Açores “e, acima de tudo, das pessoas, sem ignorar desafios que urge resolver e oportunidades que não podem ser desperdiçadas”.

No Turismo, com uma dotação de 19,1 milhões de euros, a governante disse, citada em nota publicada na página oficial do Governo Regional, não abdicar do objetivo fundamental de ter turismo todo o ano em todas as ilhas e refere que, sendo o setor mais transversal da economia e aquele que mais alavanca todos os outros setores produtivos, há a responsabilidade coletiva de “contribuir de forma positiva e construtiva para o seu desenvolvimento sustentável fundado na qualidade, na excelência e na produção de bem-estar para os residentes”.

Reafirmando que 2024 será um ano bastante positivo para este setor na Região, Berta Cabral assegurou que vai “dar continuidade à política de qualificação dos recursos e do produto turístico, investindo na sustentabilidade do destino, na digitalização do setor, na promoção externa e no desenvolvimento da conetividade internacional, de acordo com o Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores 2030”.

Para a Mobilidade, a secretária Regional considerou que o investimento superior a 134 milhões de euros visa assegurar intervenções em infraestruturas portuárias de todas as ilhas, incluindo obras nos portos de Vila do Porto, Ponta Delgada e Praia da Vitória, assim como nos aeródromos à responsabilidade da Região, nomeadamente a aerogare da Graciosa e o processo para ampliação da pista do aeroporto do Pico.

Berta Cabral deu conta ainda que a “Tarifa Açores” é para manter, sendo complementada com o “Passe Açores 9 Ilhas”, com o objetivo de estimular, de forma cada vez mais assertiva, a construção de um mercado interno, a mitigação dos efeitos da sazonalidade turística, a criação de condições de excelência para que os jovens conheçam, promovam e contribuam ativamente para o espírito de açorianidade e para o desenvolvimento de todas as ilhas.

“A proposta de investimento que estruturámos dá sequência a diversas medidas e obras estruturantes, que terão um impacto direto em importantes objetivos económicos na Região, incluindo o desenvolvimento sustentável do turismo, a mobilidade dos açorianos, a descarbonização da economia e a preparação de infraestruturas fundamentais”, concluiu.

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Coimbra: Projeto de turismo sustentável tem apoio de 4,9M€ da Comissão Europeia

A Câmara Municipal de Coimbra e a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, entre outros parceiros, viram aprovada uma candidatura à European Urban Initiative com um projeto de turismo sustentável intitulado “COIMBRA ST LLM”, que implica um financiamento de 4,9 milhões de euros para a sua implementação.

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A candidatura vai permitir o desenvolvimento de ferramentas de monitorização e de apoio ao desenvolvimento de práticas turísticas mais sustentáveis, que vão contribuir para responder a desafios associados à mobilidade, à criação de emprego, à qualidade do serviço prestado e à perceção dos residentes sobre o impacto do turismo, avança a autarquia de Coimbra no seu site oficial.

Refira-se que a European Urban Initiative é uma iniciativa europeia que visa apoiar cidades na implementação de projetos inovadores para tornar as áreas urbanas mais sustentáveis, inclusivas e resilientes, apresentando um projeto de turismo sustentável.

O projeto de Coimbra destacou-se entre as 112 candidaturas apresentadas por 12 estados-membros da União Europeia. Coimbra destaca-se como a única cidade portuguesa selecionada.

Este projeto, elaborado numa parceria entre a CM Coimbra e a CIM-RC, é liderado pela autarquia e tem ainda como parceiros o Turismo de Portugal, a Universidade de Coimbra, o Instituto Politécnico de Coimbra, o Instituto Pedro Nunes, a Present Technology e a Inova +. Estes parceiros vão, agora, trabalhar em conjunto na implementação das ações e das medidas propostas.

“Esta inédita aprovação de um projeto camarário desta índole e desta dimensão, em Coimbra, extra quadros comunitários clássicos e numa lógica de captação de instrumentos de financiamento diretamente dirigidos pela Comissão Europeia, reunindo todos os parceiros e apoios que o tornaram possível, vai colocar Coimbra de uma forma inovadora no radar turístico nacional, internacional e das instituições europeias, incluindo a própria Comissão Europeia, e muito contribuirá para a afirmação criativa da marca Coimbra, concorrendo de forma sólida para o desenvolvimento turístico, económico, cultural e ambiental do concelho de Coimbra”, refere o presidente da autarquia, José Manuel Silva, citado na notícia.

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Governo alivia restrições impostas ao consumo de água no Algarve devido à seca

O Governo decidiu aliviar as restrições impostas aos consumos de água na agricultura e no setor urbano do Algarve, incluindo o turismo, para fazer face à seca na região, anunciou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, em Faro.

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“O Governo decidiu revogar a resolução 26A de 2024, de 20 de fevereiro, e nas próximas semanas vai ser aprovada e publicada uma outra resolução que visa dar continuidade a uma política de responsabilidade, mas, ainda assim, aliviar as restrições que estão hoje em vigor face à situação de 2023”, afirmou o primeiro-ministro, após uma reunião da comissão de acompanhamento da seca, em Faro.

Luís Montenegro indicou que o Executivo vai aprovar um “alívio de cerca de 20 hectómetros cúbicos na restrição que está hoje em vigor em todas as áreas de atividade”, distribuindo-se este valor por “2,65 hectómetros cúbicos de alívio no consumo urbano, de 13,14 de alívio no consumo da agricultura e de 4,17 no alívio no consumo para o turismo”.

Em fevereiro, o anterior Governo, liderado por António Costa, decretou a situação de alerta no Algarve devido à seca e aplicou medidas de contingência que previam reduções de consumo de 25%, para a agricultura, e de 15%, para o setor urbano.

Agora, Luís Montenegro anunciou um alívio destas restrições, embora frisando que é preciso preservar ao máximo a água, que é “um recurso escasso” na região.

Montenegro disse ainda que os dados representam, “face a 2023, um diminuição de disponibilidade de 10% no consumo urbano e 13% no consumo para agricultura e turismo”.

O primeiro-ministro disse ainda que é necessário “diminuir perdas nas várias utilizações de água” e recorrer a águas residuais em casos onde esta fonte é viável, como nos golfes, assegurando que o objetivo do Governo é também promover investimento que “possa ajudar a esta gestão mais eficiente” da água.

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Propósito da taxa de entrada em Veneza é um fracasso porque número de turistas aumentou

A introdução da taxa que gere os fluxos turísticos em Veneza é contrariada pelos factos. A cidade recebe cada vez mais turistas, diz o vereador Giovanni Andrea Martini, líder do grupo da lista ‘Cidade inteira junta’, durante uma conferência de imprensa no Palazzo Grazioli, na sede da Associação de Imprensa Estrangeira em Roma.

Convocado precisamente para falar dos primeiros resultados da contribuição para o acesso a Veneza – cinco euros – introduzida em abril passado a título experimental, o vereador Giovanni Andrea Martini afirmou que “o bilhete para Veneza é um fracasso sensacional. Mais turistas chegam todos os dias”.

Uma medida que, segundo disse, não abranda o turismo de massa, pelo contrário, e que teria sido implementada “para evitar que Veneza fosse colocada na lista negra da UNESCO”. As chegadas registadas, sublinha, “são numericamente superiores às dos anos anteriores”.

“Olhando para os dados disponíveis, só no dia 19 de maio Veneza registou 70 mil inscrições, enquanto no dia 23 de abril do ano passado foram 66 mil e no dia 2 de junho de 2023, feriado nacional, foram 65 mil”, apontou Martini, destacando que a medida serve “apenas para arrecadar dinheiro”.

Como reiterado diversas vezes durante o encontro com a imprensa estrangeira, Veneza representa o emblema da cidade aberta, mas que hoje se encontra “fechada por vontade política de uma administração que com esta medida traz para casa um pouco de dinheiro”. Mas isso não salva, segundo o vereador da oposição, “a alma da cidade”.

A solução para gerir o turismo de massa deve ser de longo prazo. Na conferência de imprensa em Roma, a medida da administração Brugnaro foi contestada pelo vereador: “A cidade está em desordem, é necessária uma solução a longo prazo”.

Poderia-se pensar também – destacou o vereador – num número limitado com reserva gratuita e sem pedido de dados para salvaguarda da privacidade, além do regresso dos residentes permanentes. Isto numa cidade que tem 49 mil cidadãos no centro histórico e que em média duplica o número de turistas que chegam todos os dias.

Defendeu que “se quisermos que a vida da cidade mude, devemos permitir que a cidade mude a sua vida”, para concluir que “devemos superar a desertificação social criada por esta floresta de arrendamentos de curta duração e de habitações públicas que não são atribuídas”.

Refira-se que nos primeiros 11 dias da nova taxa, a cidade italiana arrecadou cerca de 977.430 euros com a venda de 195 mil bilhetes. Mesmo assim, este montante é inferior ao custo de implementação do sistema de reservas, campanhas informativas e verificação de bilhetes, estimado em três milhões de euros.

A medida, inicialmente em fase experimental, será aplicada em 29 dias específicos durante os meses de maio, junho e julho, incluindo fins de semana e feriados.

Após o período experimental, a taxa pode ser aumentada para 10 euros por dia, com multas de até 300 euros para quem tentar visitar a cidade sem bilhete. A eficácia da medida continuará a ser avaliada, mas as críticas indicam que podem ser necessários ajustes significativos para alcançar os objetivos desejados.

 

Sobre o autorCarolina Morgado

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Suíça pondera taxas de entrada em locais turísticos populares

A cobrança de taxas de entrada em locais turísticos populares da Suíça só faz sentido se os turistas estrangeiros também ganharem com a taxa, diz o setor de turismo suíço.

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A idílica localidade de Lauterbrunnen, na Suíça, está a considerar a possibilidade de cobrar uma taxa de entrada no estilo de Veneza para diminuir o excesso de turismo. A aldeia é frequentemente paralisada por ondas de turistas interessados em aproveitar a sua beleza natural e tranquilidade.

“Desde que a medida também beneficie o turista, ela é aceita e até mesmo apreciada”, disse Markus Brenner, porta-voz da Suíça Turismo, à emissora pública suíça SRF e citado pelo SWI.

“Quando vou a Lauterbrunnen, sei que terei de pagar a taxa, mas com certeza encontrarei uma vaga de estacionamento. Também sei que o número de turistas no vale é limitado”, refere o responsável, acrescentando que também “é preciso ser compreensível para os turistas e deixar claro o que eles receberão em troca”.

Brenner considera que o excesso de turismo na Suíça está confinado a locais específicos em determinadas épocas do ano, rejeitou a ideia de que o país é constantemente invadido por turistas, mas mesmo assim, pediu aos habitantes locais que demonstrem tolerância.

Lauterbrunnen, na região do Oberland Bernês, não é o único ponto turístico a se sentir vítima do próprio sucesso turístico. A aldeia vizinha de Iseltwald, às margens do lago, foi paralisada há alguns anos por um fluxo inesperado de fãs da série da Netflix Crash Landing on You.

Refira-se que Lauterbrunnen situa-se num dos mais impressionantes vales dos Alpes, entre gigantes escarpas e cumes montanhosos. Com as 72 estrondosas cascatas, vales acolhedores, coloridos prados alpinos e solitárias pousadas de montanha, o Vale Lauterbrunnen constitui uma das maiores áreas de conservação da natureza da Suíça.

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Pendular é um dos parceiros do futuro Surf Park Óbidos

Pronta a disponibilizar uma solução que permite agilidade e facilidade na gestão de serviços, a Pendular, empresa dedicada à gestão de compras e contratos, associou-se ao grupo responsável pelo investimento no futuro parque temático sobre surf que vai nascer em Óbidos, firmando compromisso com o apoio à gestão, competitividade e sucesso do projeto.

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Vai nascer em Óbidos um parque temático sobre surf, que inclui aldeamento turístico de quatro estrelas com capacidade máxima para 144 camas, restaurante, loja de surf, skate parks, courts de padel e beach ténis, escola de surf, espaço de wellness, zonas verdes, pistas de bicicleta, bem como zona de eventos corporativos. A Pendular, considerada líder de mercado no setor da gestão de compras e contratos, associou-se ao grupo responsável por este investimento, firmando um laço de compromisso com o apoio à gestão, competitividade e sucesso do projeto.

Numa altura em que a proposta de valor do outsourcing se propõe a uma redução de custos entre 10% a 30%, ao centralizar e gerir custos e operações (controlando as diferentes variáveis que os influenciam), o recurso à Pendular “revelou-se uma mais valia para as entidades gestoras do projeto já que, desde uma avaliação das necessidades de equipamentos e serviços; conciliação das necessidades e look and feel; proposta de soluções e seleção de fornecedores, a Pendular estará presente de forma contínua ao longo do desenvolvimento do projeto, construindo um plano que lhes garanta a máxima competitividade, centralizando num só parceiro, serviços que influenciam, de forma determinante, a eficiência da operação”, destaca a nota de imprensa.

Para a Pendular, “este é um projeto do qual muito nos orgulha fazer parte, não só do ponto de vista da sua dimensão, onde o outsourcing pode realmente fazer a diferença e contribuir para a otimização de tempo e custos de toda a operação; mas também pelo prazer que é ser parte de um projeto de valorização e enriquecimento da zona Oeste do país, que acolherá um espaço diferenciador e que, pelas suas características ímpares, atrairá um vasto público, dinamizando a economia e património cultural da região”, refere Vitor Gomes Ribeiro, CEO da empresa de gestão de compras e contratos com mais de 25 anos de atuação no mercado nacional.

Com abertura prevista para 2026, a Surfers Cove, responsável pelo projeto, estima que os resultados se centrem, maioritariamente, no negócio relacionado com o surf, com potencial para criar cerca de 50 postos de trabalho.

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Porto entre as cidades mais baratas para uma “escapadinha” de fim de semana

Um recente estudo divulgado pela Stasher coloca a cidade do Porto entre as mais baratas para uma “escapadinha” de fim de semana na Europa.

Victor Jorge

A cidade do Porto aparece entre as 10 cidades mais baratas para uma “escapada” de fim de semana. Segundo o estudo divulgado pela Stasher, com base em dados da Hotels.com, Kayak.co.uk, e Numbeo.com, a cidade Invicta coloca-se em 9.º lugar, com um preço de 787 para uma viagem para duas pessoas, incluindo aeroporto, voos, quartos de hotel, refeições e transportes locais.

Em primeiro lugar, aparece Cracóvia (Polónia), com um preço de 617 euros, seguida de Bucareste (Roménia) com 655 euros, fechando Varsóvia (Polónia) o Top 3 com 656 euros.

Antes do Porto aparecem ainda Riga (Letónia, com 676 euros), Praga (Chéquia, com 716 euros), Budapeste (Hungria, com 730 euros), Istambul (Turquia, com 730 euros) e Estocolmo (Suécia, com 782 euros). A finalizar o ranking e no 10.º lugar, surge a cidade espanhola de Valência, com 793 euros.

Já nas cidades mais caras para a mesma escapadela de fim de semana, o 1.º lugar pertence a Zurique (Suíça), com 1.382 euros, seguida de Reiquiavique (Islândia), com 1.349 euros, fechando o Top 3 a cidade de Colónia (Alemanha), com 1.260 euros.

Fazem ainda parte deste ranking das cidades mais caras para um fim de semana: Edimburgo (Escócia), Genebra (Suíça), Florença, Veneza, Milão e Roma (Itália) e Copenhaga (Dinamarca).

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Praia de Verandinha na ilha da Boavista, Cabo Verde

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Governo cabo-verdiano quer receber 1,2 milhões de turistas este ano

Cabo Verde quer antecipar para este ano a meta de receber 1,2 milhões de turistas, antes prevista para 2026, revelou, no parlamento, o ministro do Turismo e Transportes cabo-verdiano, Carlos Santos.

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“Depois da marca de um milhão de turistas em 2023, as perspectivas são de anteciparmos a meta prevista para 2026, ou seja, de atingirmos 1,2 milhões de turistas já este ano”, afirmou, no primeiro dia da sessão parlamentar de maio que decorre até sexta-feira.

Os estabelecimentos hoteleiros de Cabo Verde bateram o recorde de hóspedes em 2023, ultrapassando o total de um milhão: o ano fechou com 1.010.739 hóspedes, segundos o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os números superam também os valores pré-pandémicos: “face ao ano de 2019, registou-se um crescimento de 23,4% no número de hóspedes”.

O Governo e instituições privadas preveem que o setor (que representa um quarto do Produto Interno Bruto de Cabo Verde) continue a crescer, alavancado, em parte, no arranque de voos de companhias de baixo custo, em outubro, para a ilha do Sal – que concentra a larga maioria das atividades turísticas do arquipélago.

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Macau regista mais de 2,6 milhões de visitantes em abril

Macau recebeu mais de 2,6 milhões de visitantes em abril, uma subida de 14,4% em termos anuais, embora longe dos 3,4 milhões registados antes da pandemia de covid-19.

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Este número (2.600.717) representa ainda assim uma recuperação de entradas de visitantes em relação a abril de 2019, mas uma queda de 4,4%, face a março, referiu a Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) em comunicado.

Em abril, “o número de entradas de excursionistas (1.349.927) e o de turistas (1.250.790) subiram 23% e 6,3%, respetivamente, em relação a abril de 2023”, indica-se na mesma nota.

A grande maioria dos visitantes no quarto mês do ano continuou a chegar da China continental (1.737.314).

Depois de três anos de rigorosas restrições devido à pandemia da covid-19, o território reabriu as fronteiras a todos os estrangeiros, incluindo turistas, a partir de 08 de janeiro de 2023.

Nesse ano, Macau recebeu mais de 28,2 milhões de visitantes, cinco vezes mais do que no ano anterior e um valor que representa 71,6% do registado antes do início da pandemia.

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