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Reportagem | Lisboa dos escravos

A capital portuguesa é uma cidade monumental. Mas, para lá dessa faceta, guarda vestígios de uma história nem sempre contada e muito pouco colorida: a escravatura.

Inês de Matos
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Reportagem | Lisboa dos escravos

A capital portuguesa é uma cidade monumental. Mas, para lá dessa faceta, guarda vestígios de uma história nem sempre contada e muito pouco colorida: a escravatura.

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Naky Gaglo é natural do Togo e vive em Lisboa há cinco anos. Há quatro, começou a mostrar uma outra Lisboa aos turistas que visitam a capital portuguesa, a Lisboa dos escravos, num passeio que nos faz recuar ao século XV e à Lisboa dos Descobrimentos, o African Lisbon Tour. “Comecei a fazer este tour porque percebi, quando vim pela primeira vez a Portugal, que havia muitos negros. Fiquei muito contente, mas também percebi que a história não estava a ser contada”, começou por explicar Naky Gaglo ao Publituris, no dia em que nos juntámos a um grupo de 14 turistas dos EUA, Canadá, França e Portugal para realizar a visita, que começa na Praça do Comércio e só termina no Jardim da Praça Dom Luís, quatro horas depois.

Depois de chegar a Lisboa, Naky Gaglo interessou-se pela história da cidade e do país, particularmente pela história africana de Lisboa. “É um tema que me apaixona e criei este tour tentando fazer um mix entre a história, mas também a realidade de hoje, abordando a dança africana, que está muito presente em Lisboa, e a gastronomia”, explicou, revelando que, para isso, fez uma intensa “investigação sobre a história de Portugal e sobre a história africana de Portugal, especialmente sobre a história da escravatura”. Nascia assim o African Lisbon Tour.

O ponto de encontro era a estátua de D. José I, na Praça do Comércio, local por onde, no século XV, passavam todos os escravos que chegavam ao reino. “Os portugueses não inventaram a escravatura, mas foi Portugal que começou a troca comercial de escravos, no século XV”, começou por explicar Naky Gaglo, revelando que apenas em 1562 os britânicos entraram no comércio de escravos, seguindo-se outros povos europeus.

Durante os minutos iniciais, Naky Gaglo foi relatando a história, explicando que os portugueses começaram por raptar negros na África Ocidental e Central, mas rapidamente optaram pela troca de escravos por outros bens, negociando com os líderes africanos. O rum era, à época, um dos bens mais trocados por escravos. “Os portugueses precisavam de mão-de-obra para os destinos descobertos, como a Madeira, os Açores ou Cabo Verde”, referiu Naky Gaglo, explicando que os primeiros 235 escravos que chegaram a Portugal tiveram Lagos como destino, em 1444. Desde então, o comércio não mais parou e intensificou-se com a descoberta do Brasil, em 1500, e foi uma realidade até ao século XIX, quando foi definitivamente abolida.

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Religião
Depois da Praça do Comércio, seguimos pela Rua Augusta em direção à Igreja de São Domingos, que era, à época, a igreja mais frequentada pela comunidade africana de Lisboa. Ninguém sabe ao certo quantos escravos foram traficados, mas os historiadores estimam que, em Portugal, esse número ronde os 5,8 milhões, ainda que seja impossível ter a certeza, pois muitos escravos morriam na viagem, devido às terríveis condições do transporte, e os seus corpos eram atirados ao mar, não entrando nas contas oficiais.

Assim que chegavam a Portugal, os escravos negros eram obrigados a seguir a religião católica e era-lhes atribuído um nome cristão, além de terem de aprender a falar português, o que facilitava a relação com os ‘senhores’. Como explicou Naky Gaglo, em 1550, “10% da população de Lisboa era negra”, chegando aos 20% poucos anos depois, isto apesar de grande parte dos escravos seguir para as zonas rurais do país, onde existiam as grandes plantações agrícolas. Mesmo assim, a população negra de Lisboa aumentou, o que trouxe alguns benefícios aos escravos. Em 1515, começaram a poder vender nas ruas da cidade e, a partir de 1528, passou a ser possível comprar a própria liberdade, ainda que apenas através das fraternidades religiosas, que começaram, por essa altura, a multiplicar-se como forma de integrar os escravos negros na sociedade da época.

A visita à Igreja de São Domingos serviu para falar da parte da história em que a religião se cruza com a escravatura e também com os dias de hoje, já que, atualmente, a Praça de São Domingos continua a ser muito frequentada pela comunidade negra, que se estabeleceu no centro da cidade. Prova disso é a mercearia senegalesa que visitámos de seguida e que se localiza ao início do labirinto de ruas que nos levam ao Hospital de São José. Nesta mercearia, tudo cheira a África, talvez porque a grande maioria dos produtos vem diretamente do continente africano, como o tamarindo, a banana-da-terra ou as várias espécies de pimentos e malaguetas que ali se podem encontrar, e que provam que a cultura africana chegou a Lisboa com os escravos, mas continua bem viva nos dias de hoje.

Marquês de Pombal
Depois da religião, o grupo seguiu para a estação do Rossio, onde a atenção se centrou em Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, que ganhou protagonismo após o terramoto de 1755, ao reconstruir Lisboa das cinzas.
Por essa altura, o abolicionismo era já uma tendência, incluindo em Portugal, o que terá incentivado a primeira lei portuguesa contra o tráfico de escravos, aprovada pelo Marquês de Pombal, em 1761. Apesar da consciência abolicionista que já existia, a lei foi aprovada debaixo de um coro de críticas, de quem tinha medo do impacto da medida na economia, mas não parou o comércio de escravos, até porque, por essa altura, já tinham sido criadas “as companhias que, no Brasil, faziam o tráfico de escravos”, recordou Naky Gaglo, explicando que estas ‘companhias’ continuaram a traficar milhões de africanos ao longo de vários anos. Mas o mundo estava mesmo a mudar e, por isso, em 1773, surgiu uma nova lei, desta vez para dar liberdade aos filhos dos escravos.
Após uma breve referência às datas e momentos que marcaram esta fase da história da escravatura, Naky Gaglo voltou a guiar o grupo até à próxima paragem, o Bairro Alto, para falar sobre os diferentes estatutos sociais da época, partindo do exemplo de Bárbara Fernandes, uma negra com posses que vivia na zona do Bairro Alto e que, segundo relatos históricos, arrendava quartos e casas a quem estava de passagem pela capital.
Nesta altura, o grupo quis saber quem era Barbara Fernandes e foi assim que Naky Gaglo explicou que, apesar da maioria dos negros serem escravos, também havia africanos com posses em Lisboa, fossem negros libertados, líderes africanos ou escravos com um estatuto mais elevado. Um desses casos seria o de Bárbara Fernandes, não sendo também de excluir que tivesse alguma ligação à prostituição, já que, à época, essa era uma atividade associada ao Bairro Alto, local que é, hoje, conhecido pela animação noturna. Mas é impossível saber, pois a história apenas diz que “tinha posses, sem se saber exatamente porquê”, acrescentou o criador da African Lisbon Tour.

Abolição
Do Bairro Alto, demos um saltinho ao Miradouro de Santa Catarina, zona de Lisboa que, no século XVI chegou a ser uma espécie de cemitério a céu aberto de escravos, já que os corpos de quem não resistia à viagem eram ali largados, o que motivou mesmo uma ordem régia, do Rei D. Manuel I, que veio estabelecer a obrigatoriedade de se enterrarem os escravos mortos num poço, o que terá dado origem à Rua do Poço dos Negros, que liga o bairro de Santos à Baixa Pombalina e que, ainda hoje, apresenta o mesmo nome.

Percorremos parte da Rua do Poço dos Negros até ao Jardim da Praça Dom Luís, junto ao Mercado da Ribeira, onde se encontra a estátua do Marquês de Sá da Bandeira, que seria o responsável pela abolição da escravatura em Portugal e nas colónias. Em 1836, o Marquês de Sá da Bandeira aprovou uma lei para abolir o comércio de escravos em todo o império português, naquele que seria o primeiro grande passo para a proibição total, que chegou a Portugal em 1870 e, 10 anos depois, ao Brasil.

Antes do final da visita, Naky Gaglo falou ainda, de forma resumida, sobre a estátua evocativa da abolição da escravatura, que é composta pela representação do Marquês de Sá da Bandeira, que se encontra em lugar de destaque, e, na parte inferior, pela estátua de uma mulher, que representa África e que aponta para o estadista que trouxe a liberdade aos escravos. É um monumento carregado de simbolismo e nem sempre lhe damos o devido valor, pelas tantas e tantas vezes que ali passamos sem lhe prestar atenção. Não fosse o Naky Gaglo e a sua African Lisbon Tour e provavelmente nem saberíamos que foi inspirada numa mulher real, Fernanda de seu nome, uma negra que vivia em Lisboa e que foi convidada a pousar como modelo para a estátua.

Com o fim da escravatura, muitos africanos voltaram para os seus países, é por isso que, ainda hoje, existem tantos nomes portugueses em África, mesmo em países que não foram colonizados por Portugal, como é o caso do Gana. Mas Fernanda ficou para a posteridade, como símbolo de um dos períodos mais terríveis da história da humanidade e em homenagem aos milhões de africanos que foram escravizados.

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Europeus impulsionarão a recuperação do turismo na região do Golfo

A Europa está entre os países emissores que mais deverão contribuir para a recuperação do turismo no Golfo, muito devido à “ajuda” dos britânicos.

Victor Jorge

Os viajantes europeus devem tornar-se um mercado importante para a região do Golfo, especialmente os países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), o que ajudará na recuperação da indústria turística pós-pandemia.

Os países do GCC incluem Emirados Árabes Unidos (EAU), Arábia Saudita, Catar, Omã, Kuwait e Bahrein e todos oferecem uma boa variedade de opções de voos e um produto turístico variado, que agrada aos viajantes europeus, revela a GlobalData.

O último relatório da empresa, ‘Gulf Cooperation Council (GCC) Tourism Destination Market Insight’, revela que, em 2019, as chegadas pré-pandêmicas da Europa para os países do GCC alcançaram 11,8 milhões de turistas. Em 2020, as chegadas caíram para 3,9 milhões devido à pandemia, uma redução de 67% numa comparação anual. No entanto, os indicadore mostram que as chegadas pós-pandemia devem recuperar para 13,3 milhões de turistas até 2024, uma taxa composta de crescimento anual (CAGR ) de 17,5%.

 

Gus Gardner, analista associado de Viagens e Turismo da GlobalData, salienta que “os viajantes europeus que chegam aos países do GCC nos próximos três anos serão o principal impulsionador da recuperação do turismo da região “. O analista admite mesmo que um dos países de maior importância será o Reino Unido, já que as últimas previsões da GlobalData mostram que as chegadas do Reino Unido aos países do GCC chegarão a 3 milhões em 2024, numa evolução anual de 21,7%. ‘

“Os viajantes britânicos sempre foram atraídos pelos países do GCC”, admite a GlobalData, “pois oferecem uma proposta turística diversificada para o sol de verão e inverno, com praias deslumbrantes, cidades extensas e atividades de aventura”. Além disso, a “opulência e o status de Dubai com hotéis de luxo e a experiência suntuosa que tem a oferecer também são populares entre os viajantes do Reino Unido”.

Gardner conclui ainda que os países do GCC “têm muito para atrair os europeus, com uma mistura de atividades, desde as tradicionais férias na praia até a experiência cultural proporcionada pelas tradições e história da região. Isso o ajudará a recuperar sua popularidade mais rápido do que aqueles destinos que oferecem apenas uma experiência de pausa na cidade”.

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Melhores filmes de turismo do mundo estarão no ART&TUR em Aveiro

Aveiro será, durante quatro dias, a capital dos filmes de turismo no panorama nacional e internacional.

Victor Jorge

O ART&TUR – Festival Internacional de Cinema de Turismo, vai decorrer entre 26 e 29 de outubro, no Centro de Congressos de Aveiro. Trata-se da 14.ª edição de um certame consolidado no panorama nacional e internacional de festivais de cinema de turismo que atrai à competição os melhores filmes promocionais e documentários sobre turismo, nacionais e internacionais.

As últimas três edições do festival realizaram-se no Centro de Portugal, nomeadamente em Leiria, Torres Vedras e Viseu, a que se segue agora Aveiro.

Durante os quatro dias do Festival, serão exibidos os filmes que compõem a short list da competição, selecionados pelo júri internacional entre todos os candidatos. No total, serão exibidos 74 filmes, integrados em 17 sessões temáticas. As sessões temáticas serão antecedidas de mesas-redondas, em que peritos convidados e autores de filmes selecionados refletirão sobre o relançamento do turismo na era pós-COVID 19. Paralelamente, decorrerão outras iniciativas inseridas no Festival.

Francisco Dias, diretor do Festival, salienta que o ART&TUR “não é um festival qualquer de cinema”, destacando a “componente muito importante de business to business e uma dimensão internacional de relevo”. Por outro lado, refere, “o ART&TUR tem contribuído para a melhoria da qualidade dos filmes promocionais de turismo feitos em Portugal, uma vez que as autarquias e outras entidades perceberam as vantagens de terem bons filmes promocionais a concurso”.

Já Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal, frisa que a aposta desta entidade no Festival e, paralelamente, na criação da Centro Portugal Film Commission, se deve ao facto de os filmes de turismo serem “um excelente veículo de promoção da região Centro de Portugal”. “Com esta aposta queremos dizer que o audiovisual é uma área de crescimento estratégico para o Centro de Portugal, que tem alcançado resultados inequívocos, os quais contribuem para que a marca e o destino Centro de Portugal registe taxas muito altas de crescimento”.

O programa completo do evento pode ser consultado em https://tourfilm-festival.com/programa.

 

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Civitatis destaca destinos nos EUA depois de anúncio de abertura de fronteiras

A abertura das fronteiras dos EUA levou a Civitatis a compilar uma séries de destinos a visitar no país.

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Depois de os EUA terem anunciado, a partir de novembro, a reaberturas das fronteiras do país, especialmente da União Europeia e Brasil, a Civitatis compilou uma lista de alguns dos lugares para visitar que inclui tanto cidades mais conhecidas como outras menos familiares.

Assim, a Civitatis destaca destinos como Nova Iorque, Nova Orleães, São Francisco, Nashville, Phoenix, San Diego, Charleston, Boston, Santa Fé ou Galveston.

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Qatar Airways Holidays lança pacotes de viagens para o Campeonato do Mundo de futebol

Com sete níveis, os pacotes de viagens da Qatar pretende levar os adeptos ao Mundial de Futebol de 2022.

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A pouco mais de um ano do início do Campeonato do Mundo FIFA Qatar 2022, a Qatar Airways Holidays anuncia o lançamento de pacotes de viagens para adeptos, que incluem bilhetes para jogos, voos de regresso e opções de alojamento.

Os adeptos terão primeiro de aderir ao Qatar Airways Privilege Club, para terem acesso a pacotes de viagens únicos, com flexibilidade nas reservas, e obterem lugares reservados nos seus jogos preferidos.

A viagem começa com a escolha da sua seleção favorita e caso a equipa escolhida não se qualifique para o torneio, será oferecida uma opção de reembolso total. No entanto, os adeptos têm também a flexibilidade de escolher jogos de uma equipa diferente (em função da disponibilidade).

Com sete níveis, os pacotes de viagem têm preços que começam nos 3.261 euros e cada adepto pode reservar um total de sete jogos, combinando mais do que um pacote. No caso da sua seleção favorita ser derrotada nas fases avançadas do torneio, serão emitidos bilhetes para os jogos de uma das equipas prevalecentes do mesmo grupo ou da fase a eliminar.

Além disso, os adeptos podem especificar com quantos convidados viajam e o número de quartos em que gostariam de ficar. Podem escolher entre alojamento standard e premium, com base no seu orçamento.

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EUA reabre fronteiras para turistas vacinados

A partir de novembro, as fronteiras dos EUA reabrem-se aos turistas internacionais.

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Os EUA começam a abrir, lentamente, as fronteiras a turistas internacionais, tendo informado que os visitantes do Canadá e do México vacinados poderão regressar aos EUA para turismo e outras viagens não essenciais, depois de as viagens não essenciais estarem restritas há cerca de 19 meses.

Além da abertura das fronteiras a estes dois países, a partir de novembro, também outras 33 nações poderão voar para os EUS, casos do Brasil, países da União Europeia, Índia e Reino Unido, além de se registarem alterações nas regras para viagens aéreas internacionais.

Recorde-se que, em meados de setembro, a US Travel Association fez as contas, revelando que, por cada semana que os EUA mantiveram as fronteiras fechadas com os 33 países na “lista vermelha”, a economia americana perde 1,5 mil milhões de dólares (cerca de 1,3 mil milhões de euros).

Além disso, a associação norte-americana salienta que esses 33 países foram responsáveis por 53% da chegada de turistas aos EUA, em 2019.

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Nova edição: Azul, Geoparque Algarvensis e Lisboa

A segunda edição de outubro do Publituris faz capa com a Azul – Linhas Aéreas Brasileiras, que já está a sentir um forte aumento na procura por viagens entre Portugal e o Brasil, na sequência da reabertura das fronteiras entre os dois países. Em resposta, a companhia prepara-se para retomar os voos diários para Lisboa já em dezembro.

Publituris

A nova edição do Publituris, a segunda do mês de outubro, faz capa com a Azul – Linhas Aéreas Brasileiras, que se prepara para retomar os voos diários entre Lisboa e São Paulo-Campinas já em dezembro. Ao Publituris, Giuliano Ponzio, gerente comercial regional da Azul para a Europa, revela que a companhia aérea, que disponibiliza atualmente quatro ligações entre os dois lados do Atlântico, está a sentir um forte aumento da procura na sequência da reabertura de fronteiras entre Portugal e o Brasil, e quer recuperar rapidamente a oferta que tinha antes da pandemia na capital portuguesa.

Nesta edição, publicamos também um dossier sobre Lisboa. Como está a recuperar a atividade turística na capital apesar do impacto da pandemia, qual é o cenário nas diferentes atividades, assim como as perspetivas para o futuro e as novidades que estão a chegar à oferta lisboeta, são alguns dos temas que exploramos e que pode conhecer neste trabalho.

Saiba também quais são as expetativas da distribuição e da aviação para quando a pandemia estiver ultrapassada. Em véspera do seminário luso-brasileiro, organizado pela Airmet, para debater os desafios pós-COVID, o Publituris quis saber, junto de alguns participantes, como olham para o futuro dos setores da distribuição e da aviação dos dois lados do Atlântico.
Este fim-de-semana, termina a 4.ª edição do Portugal Air Summit. Ao longo de cinco dias, este evento reúne a indústria da aviação em Ponte de Sor, o, num certame que tem também vantagens para a promoção económica e turística.

Conheça também o Geoparque Algarvensis Loulé-Silves-Albufeira, que é candidato a Geoparque Mundial da UNESCO e que conta 350 milhões de anos de história da região algarvia. Criar maior coesão territorial e contribuir para tornar o Algarve num destino ao longo de todo o ano, são alguns dos objetivos do novo geoparque.

Os artigos de opinião nesta edição são assinados por Pedro Machado (presidente da Turismo Centro de Portugal), Mariana Calaça Baptista (Centro de Portugal Film Comission) e Luiz S. Marques (investigador do Dreams, Universidade Lusófona).

A versão completa desta edição é exclusiva para subscritores do Publituris. Pode comprar apenas esta edição ou efetuar uma assinatura do Publituris aqui obtendo o acesso imediato.

Para mais informações contacte: Carmo David | cdavid@publituris.pt | 215 825 430

Nota: Se já é subscritor do Publituris entre no site com o seu Login de assinante, dirija-se à secção Premium – Edição Digital e escolha a edição que deseja ler, abra o epaper com os dados de acesso indicados no final do resumo de cada edição.

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ISG debate Gestão da Aeronavegabilidade

Iniciativa decorre no âmbito da nova Pós-Graduação em Gestão da Aeronavegabilidade do estabelecimento de ensino superior, que arranca em janeiro de 2022.

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O ISG – Instituto Superior de Gestão vai promover no próximo dia 20 de outubro, entre as 18h30 e as 20h30, o seminário “Gestão da Aeronavegabilidade”, iniciativa que vai ter lugar no âmbito da nova Pós-Graduação em Gestão da Aeronavegabilidade do estabelecimento de ensino superior, que arranca em janeiro de 2022.

De acordo com o ISG, o debate pretende fornecer aos participantes “conhecimentos atualizados e aprofundados sobre a realidade operacional, as estruturas e responsabilidades, e as práticas de gestão nos Operadores Aéreos e nas organizações CAMO (Continuing Airworthiness Management Organisation) e CAO (Combined Airworthiness Organisation) no que respeita à gestão da continuidade da aeronavegabilidade das aeronaves operando no espaço aéreo da União Europeia”.

O evento, que vai decorrer no auditório do piso 3 do estabelecimento de ensino superior, será moderado pelo professor João Martinez, um dos coordenadores Científicos da Pós-Graduação que arranca em janeiro, e assenta em “reflexões de especialistas com know-how reconhecido no sector dos transportes, nomeadamente da aviação civil e aeronáutica”

O evento pode ser acompanhado a nível presencial ou online, via zoom, devendo os interessados proceder à inscrição pelo e-mail posgraduacoes@isg.pt.

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Bali reabre para turistas de 19 países, incluindo Portugal

Ilha turística da Indonésia reabriu esta quinta-feira, 14 de outubro, para turistas de países de baixo risco para a COVID-19, mas continuam a existir várias restrições.

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A Ilha de Bali, na Indonésia, reabriu esta quinta-feira, 14 de outubro, para turistas estrangeiros provenientes de 19 países, entre os quais também se encontra Portugal, apesar de continuarem a existir diversas restrições, avança a Lusa.

De acordo com as autoridades da Indonésia, para entrarem  em Bali, os turistas estrangeiros devem apresentar prova de que possuem a vacinação completa contra a COVID-19 ou um teste negativo na chegada ao destino, onde será ainda necessário realizar uma quarentena de cinco dias em hotéis designados pelas autoridades e cujos custos são suportados pelos turistas. Existem também diversas restrições em vigor nos hotéis, restaurantes e praias de Bali.

Além de Portugal, também os turistas provenientes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Nova Zelândia, Kuwait, Bahrein, Qatar, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Liechtenstein, Itália, França, Espanha, Suécia, Polónia, Hungria e Noruega voltam a poder entrar em Bali, sendo todos países que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apresentam um baixo risco para a COVID-19.

A Lusa cita ainda o presidente da Indonésia, Joko Widodo, que já tinha explicado que a decisão de reabrir Bali se devia à alta taxa de vacinação na ilha, que chega já a perto de 80% da população de Bali.

 

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Brasil mostra na Expo Dubai que está pronto a receber visitantes internacionais

A Embratur quer afirmar o Brasil como um destino turístico mundial e está a aproveitar a Expo Dubai 2020, que decorre até março de 2022, para promover as atrações e destinos brasileiros.

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A Embratur – Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo está presente na Expo Dubai 2020 com o objetivo de mostrar que “o Brasil está pronto para receber visitantes internacionais”, numa estratégia que visa também “o posicionamento do Brasil enquanto destino turístico mundial”.

“A presença da Embratur na Expo Dubai 2020 tem como objetivo reforçar que o Brasil está pronto para receber visitantes internacionais. A nossa cultura diversa e as infinitas belezas naturais ao longo de todo o território brasileiro, com 66% de vegetação nativa protegida, praias, parques, ilhas e sem desastres naturais em nenhuma época do ano, são a garantia de encantamento e de vontade de visitar o Brasil”, refere Carlos Brito, presidente da Embratur, citado num comunicado enviado à imprensa.

De acordo com o responsável, a participação na Expo Dubai 2020 reveste-se de uma ainda maior importância pela altura em que decorre o certame, uma vez que a recuperação da aviação comercial já está em marcha e os voos internacionais já estão de regresso ao Brasil.

“A divulgação do nosso país no exterior é ainda mais necessária, num momento em que aumenta a vacinação e se retomam gradualmente as viagens. O mundo merece e precisa de conhecer o nosso turismo”, acrescenta Carlos Brito.

O pavilhão do Brasil na Expo Dubai 2020 fica localizado na entrada do Distrito da Sustentabilidade e, segundo o comunicado da Embratur, esse é o principal mote que orienta o pavilhão do país, que apresenta o tema “Juntos pelo Desenvolvimento Sustentável”, com o objetivo de ligar “a natureza às pessoas e ao amanhã”.

No pavilhão do Brasil vão também decorrer diversas iniciativas, como manifestações culturais, uma exposição com imagens e artesanato, e ainda música e dança típicas de todas as regiões do país.

“Além disso, a Agência prepara também ações de experiência de marca para aumentar a interação com os visitantes, distribuindo também materiais promocionais”, refere ainda a Embratur.

A Expo 2020 Dubai, que foi adiada durante um ano em função da pandemia de COVID-19, decorre até final de março de 2022 e conta com a participação de 190 países, estimando-se que, ao longo dos seis meses de atividades, visitam a exposição cerca de 25 milhões de pessoas.

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Campanha de verão de Lagos soma 2,5 milhões de visualizações

Campanha lançada pela Câmara Municipal de Lagos foi promovida em Portugal e Espanha através das redes sociais, assim como em França, Reino Unido, Alemanha, República Checa, Lituânia, Polónia e Suécia.

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A campanha promocional lançada pela Câmara Municipal de Lagos para promover o destino neste verão e que contou com a participação do ator e blogger João Cajuda, soma já mais de 2,5 milhões de visualizações, o que leva a autarquia a fazer um balanço positivo desta campanha, que terá contribuído para que a hotelaria da cidade tenha registado uma taxa de ocupação média próxima dos valores de 2019.

Num comunicado enviado à imprensa, a autarquia de Lagos, no Algarve, explica que o filme promocional desta campanha foi promovido em Portugal e Espanha através do Facebook e Instagram, assim como em França, Reino Unido, Alemanha, República Checa, Lituânia, Polónia e Suécia, e, ao longo de 40 dias, foram contabilizadas 2,5 milhões de visualizações.

“Paralelamente, a campanha teve declinação offline em toda a região e envolveu mais três influenciadores, que amplificaram ainda mais o conceito e que, em conjunto, geraram mais de 100 mil likes, 1.500 comentários e 100 mil reencaminhamentos de stories. Tudo isto para além do impacto mediático gerado pela publicação de dezenas de notícias nos media portugueses. Os números do impacto no turismo estão a ser fechados, mas estima-se que a taxa de ocupação média se tenha aproximado dos valores de 2019″, explica a autarquia.

Denominada ‘Where Are You João?’, a campanha de verão de Lagos, começa com João Cajuda a explorar vários destinos internacionais até chegar a Lagos, que é apresentado como um destino de eleição onde ninguém pode faltar.

O vídeo da campanha está disponível online para visualização através do Vimeo, pelo link https://vimeo.com/578531762.

 

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