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“A maior parte dos jogadores é extremamente sensível ao preço”

A viver um bom momento, o golfe português enfrenta ainda alguns desafios, com destaque para a taxa de IVA a 23% e o Brexit, segundo Luís Correia da Silva, presidente do CNIG – Conselho Nacional da Indústria do Golfe.

Inês de Matos
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“A maior parte dos jogadores é extremamente sensível ao preço”

A viver um bom momento, o golfe português enfrenta ainda alguns desafios, com destaque para a taxa de IVA a 23% e o Brexit, segundo Luís Correia da Silva, presidente do CNIG – Conselho Nacional da Indústria do Golfe.

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A viver um bom momento, o golfe português enfrenta ainda alguns desafios, com destaque para a taxa de IVA a 23% e o Brexit, segundo Luís Correia da Silva, presidente do CNIG – Conselho Nacional da Indústria do Golfe.


Portugal tem vivido um ‘boom’ turístico. Isto também se nota no golfe?
Julgo que, no turismo em geral, depois de dois anos de grande expansão do número de visitantes e das receitas, no ano de 2018 ainda houve crescimento, mas já houve algum abrandamento. Também no golfe aconteceu isso.
Em 2019, o ano começou fraco e, neste momento, estamos a sentir, no turismo em geral, uma melhoria nas reservas para o verão, sendo que, no golfe, também aconteceu mais ou menos a mesma coisa, porque estamos muito dependentes do mercado inglês. Depois de um início de ano com uma substancial retração, porque as pessoas estavam muito condicionadas devido ao Brexit e o seu potencial impacto, este mercado está a ter melhor comportamento, julgo que pelo facto desse assunto ter saído da ordem do dia e ter havido um adiamento.
Temos assistido a uma evolução positiva a partir do fim de abril e, para o verão, as reservas são positivas. Do ponto de vista do golfe, é menos significativo, porque os meses de junho a agosto são uma época muito baixa, o golfe funciona ao contrário do resto do turismo, mas estamos a sentir muito interesse para setembro e outubro, o que é positivo.
No golfe, estamos basicamente com os mesmos números de 2018, com um crescimento mínimo, na ordem das décimas, e deveremos chegar, no fim do ano, ao mesmo nível de receitas, talvez um pouco acima, porque houve uma decisão estratégica que foi tomada pela indústria, no sentido de reduzir os preços que tinham aumentado nos anos anteriores. Portanto, acredito que possamos chegar ao fim do ano com um número de voltas um pouco superior a 2018 e, provavelmente, no mesmo nível de receitas.

Estamos a falar de que valores?
A receita global do golfe ronda os 500 milhões de euros e o crescimento não vai ser muito significativo, nem sair muito deste valor, mas nas principais regiões de golfe, como o Algarve, o nosso grande destino de golfe, a receita deve rondar os 400 milhões de euros. Esta receita não aconteceria se não houvesse jogadores e campos de golfe no Algarve.
O golfe é fundamental para atrair turistas fora da época alta. Para o Algarve, esta é uma questão ainda mais fundamental, porque, se não fosse o golfe, grande parte dos hotéis e empreendimentos turísticos não teria clientes e, associado a isso, os restaurantes fechariam e as atividades económicas reduziriam, como o rent-a-car, que teria metade do rendimento fora da época alta. Portanto, o grande desafio que se coloca é, nas épocas altas do golfe – que começam em março e acabam em maio, e, depois, regressam em setembro e novembro-, temos muitos jogadores, mas, depois, há meses em que temos muito poucos jogadores, em que há um grande potencial de crescimento. Esta é uma questão que temos de gerir de outra forma, nomeadamente tendo mais portugueses e residentes a jogar nos campos nacionais.

Voltando ao Brexit, o adiamento foi positivo, mas não pode vir a trazer más notícias no final do ano? Não existe receio que se venha a sentir uma quebra a partir de outubro?
Trabalho no turismo há muitos anos e já vi ciclos muito altos e o seu contrário. O número de pessoas que viaja, hoje, não tem nada a ver com o número de pessoas que viajava há 30 anos, independentemente dos fenómenos, e o Brexit será, com certeza, mais um, que pode afetar pontualmente a atividade. Mas, hoje, as viagens são uma condição de qualidade de vida. Por isso, acredito que é provável que tenhamos algum efeito conjuntural, principalmente se houver desvalorização da libra face ao euro e especialmente se isso não acontecer face a outras moedas, como o dólar. É evidente que Portugal pode vir a ter uma descida.
Mas uma coisa é certa, mesmo que tenha um impacto pontual, vai haver um ajustamento, se não for este ano será no próximo, porque os ingleses gostam de vir a Portugal jogar golfe e somos, reconhecidamente, um destino de golfe para os ingleses.
O Turismo de Portugal teve uma reação importante, adiantou-se a outros países fazendo uma campanha de promoção para dizer que, independentemente das circunstâncias, os ingleses seriam sempre bem-vindos em Portugal e seriam tratados com excecionalidade. Foi uma situação que teve muito impacto no Reino Unido, com uma reação muito positiva dos ingleses.
Mas não podemos dar nada por garantido, tudo muda rapidamente e temos de trabalhar numa visão a longo prazo, melhorar a infraestrutura turística e dos campos de golfe, tornar as empresas mais competitivas e ter melhores pessoas a trabalhar, sempre numa perspetiva a longo prazo. Também temos de ter capacidade para intervir no momento, para minimizar os impactos, mas sempre na perspetiva de que isto é um ciclo com altos e baixos.

Desafios
Para essa competitividade seria desejável que a taxa de IVA do golfe voltasse a ser mais reduzida. O que é que o CNIG tem feito para pressionar o Governo nesse sentido?
Para sermos competitivos, temos, hoje, dois ou três grandes desafios, em que o CNIG está a trabalhar. O primeiro é um desafio de competitividade global, estamos na primeira liga do golfe europeu, mas precisamos de aumentar o número de jogadores.
Depois, temos um segundo desafio que é aumentar o número de jogadores nas épocas baixas do golfe. Se conseguirmos aumentar substancialmente os jogadores em janeiro/fevereiro e novembro/dezembro, também aumentamos o turismo em geral. É um desafio de sazonalidade que é alinhado entre o golfe e as outras atividades turísticas.
Mas, a questão fundamental é como é que as pessoas podem aceder aos destinos de golfe. E, nesse aspeto, há problemas, seja no aeroporto de Lisboa seja por falta de voos, especialmente para o Algarve. Se pudéssemos ter uma ponte aérea para o Algarve, nem digo com as características que existem entre Lisboa e Porto, mas uma mini-ponte aérea, com aviões mais pequenos, que oferecesse transporte rápido a quem quer jogar golfe no Algarve, isso seria fundamental.
Depois, há outro desafio que tem a ver com a escassez de recursos humanos. Este é, hoje, um grande desafio em Portugal, o mercado de trabalho é restrito e isso tem impacto nos custos de manutenção dos campos, que precisam de manutenção 365 dias por ano e há uma série de exigências de sustentabilidade que temos de cumprir para sermos considerados o melhor destino de golfe do mundo. Para isso, são precisas pessoas e é por isso que o CNIG está a trabalhar com a associação dos Green Keepers, porque temos de ter pessoas qualificadas nas receções, restaurantes e também nos campos, pessoas habilitadas a oferecerem uma boa experiência de golfe.
Depois, há o desafio do IVA. Estamos a trabalhar nisso e vamos apresentar um trabalho sobre essa matéria, porque a questão do IVA a 23% só afeta a competitividade do golfe português. Já tentei explicar isso, assim como os meus antecessores, várias vezes a várias instituições.
90% das voltas de golfe em Portugal, e principalmente das que são jogadas nas áreas turísticas, são jogadas por estrangeiros, pessoas que podem vir jogar para Portugal ou para qualquer outra parte do mundo. No golfe, Portugal compete com todo o mundo e, em determinadas circunstâncias, é mais barato para um inglês ir jogar golfe a Miami ou a qualquer outro destino nos EUA, do que vir para Portugal.

Nota-se esse efeito, ou seja, há jogadores que podiam vir para Portugal, mas que escolhem outros destinos pelo preço?
Nota-se que poderíamos ter preços mais competitivos se os fatores de custo fossem mais positivos e não tivéssemos de refletir parte substancial do custo dos 23% da taxa de IVA.
Há cerca de 4,25 milhões de jogadores na Europa, mas só 12 a 15 mil jogam em Portugal. É preciso perceber que neste total há uma percentagem que decide jogar independentemente do custo, porque conhece o campo e porque a experiência é fantástica, mas é uma percentagem mínima, a maior parte dos jogadores é extremamente sensível ao preço.

Existirá aqui um preconceito em relação ao golfe? Ou seja, muitas vezes há a ideia de que o golfe gera muito dinheiro, porque é um desporto para a elite e jogado por pessoas com muito dinheiro. Como é que se desmistifica esta ideia?
Desmistifica-se de forma simples: se um grupo de autarquias, depois do ciclo dos pavilhões gimnodesportivos que existem em todo o país, muitos com um número limitado de utilizadores e custos brutais, aceitasse o desafio de criar pequenos campos municipais – bastava que tivessem quatro ou seis buracos de golfe, um pequeno driving range e um edifício de apoio. Isso iria criar tradição de golfe. Se tivéssemos 20 ou 30 campos pelo país, teríamos dezenas de milhares de portugueses a jogar golfe.
Se olharmos para a realidade de outros países, grande parte dos campos é municipal, foi isso que levou ao grande ‘boom’ do golfe em Espanha. As pessoas habituaram-se a, no final da tarde, jogar uma ou duas horas, porque é uma atividade física e de bem-estar.
Portanto, a imagem elitista do golfe é errónea, também porque existe a ideia de que há um custo elevado para jogar golfe, mas isso é falso, há modalidades que têm custos muito mais elevados. E há campos em Portugal, mesmo entre os privados, em que o custo da assinatura é inferior ao custo dos health clubs. Portanto, não há nenhuma razão para que essa imagem exista, a não ser o preconceito, contra o qual temos de lutar. Para isso, era importante que existissem essas pequenas infraestruturas, num período de cinco a 10 anos poderíamos ter uma expansão muito interessante e uma mudança de visão.

Mercados
Quantos portugueses jogam, atualmente, golfe?
O número de federados anda entre os 14 e os 16 mil, o que inclui portugueses e estrangeiros residentes em Portugal. Além destes, poderá haver um número adicional de pessoas que se estão a iniciar e ainda não têm handicap, e que pode chegar aos mil ou dois mil. Infelizmente, o número de portugueses que jogam golfe não tem crescido e essa é uma questão importante, porque nos horários em que os nossos campos não são utilizados, poderiam ser usados em condições especiais – e normalmente os campos fornecem condições especiais para os portugueses, na maior parte, nem se aplica a taxa de IVA a 23%. Portanto, não é pelo preço que os portugueses não jogam golfe.

Os principais mercados estrangeiros que procuram Portugal devido ao golfe continuam a ser o britânico e o nórdico?
Dos dois milhões de voltas jogadas em Portugal, 1,5 milhões são de estrangeiros e as outras 500 mil de portugueses, sendo que os campos das regiões turísticas têm fundamentalmente jogadores estrangeiros, particularmente o Algarve, onde a percentagem é acima de 90%, porque é uma região de golfe turístico.
Quanto a nacionalidades, temos fundamentalmente três ou quatro nacionalidades, os ingleses são a maioria – e se juntarmos os irlandeses, então, estão em esmagadora maioria. Depois, os nórdicos que ficam sempre entre o segundo e o terceiro lugar, e os alemães. Não temos mais alemães devido à falta de transporte aéreo, o que leva a que estes jogadores vão para países que têm preços esmagadores, como a Turquia, Tunísia, Egito e o Dubai, que são destinos muito competitivos para os alemães. Deveríamos ter capacidade de fazer uma grande campanha de promoção de golfe no mercado alemão, associada a um maior número de voos.
Estes são os mercados fundamentais. Mas há um conjunto de mercados emergentes. Nos últimos anos, os jogadores franceses, italianos e belgas têm crescido e, visto que partiram de uma base baixa, estão a crescer de forma muito interessante.
No Brasil, o golfe também está a crescer, assim como na Argentina e, agora, há os mercados asiáticos. Para termos uma ideia, a zona de maior crescimento de campos de golfe, neste momento, é a China. Os chineses estão completamente enlouquecidos pelo golfe e os mercados de maior crescimento de golfe estão deslocados para a Ásia – como, aliás, acontece no turismo. Se pudéssemos ganhar uma pequena quota desse crescimento, estaríamos cheios.
Há também uma grande expectativa em relação aos EUA, a decisão da TAP de abrir vários destinos nos EUA abre a porta a que venham muitos americanos e isso é uma boa notícia. Mas temos de ter alguma visão para que venham também golfistas, até porque já tivemos, no passado, muitos jogadores americanos, que eram particularmente bons clientes.
Os golfistas são um tipo interessante de turista, há um estudo que diz que o golfista médio gasta 1.550 a 1.600 euros por estadia, um valor muito interessante e ainda mais fora das épocas altas. Se tivermos forma de fazer com que os golfistas dos grandes mercados dos EUA, Canadá e Ásia saibam que Portugal tem condições extraordinárias para golfe, poderemos ter um crescimento muito significativo.

A nível de campos nacionais, há novos projetos em carteira?
Durante a crise, houve um conjunto de empreendimentos que foram congelados e reavaliados, e que obedeciam a uma situação particular: o modelo de desenvolvimento olhava para os campos de golfe como um instrumento para desenvolver os hotéis. O golfe servia como atividade para sustentar o investimento, mas já se ultrapassou essa fase.
Neste momento, há apenas um campo para abrir em breve, na Quinta da Ombria, que está associado a um grande empreendimento e que foi desses que esteve congelado. Julgo que há mais uma ou duas situações em reavaliação, mas, cada vez mais, os campos têm que ser construídos de acordo com uma perspetiva de negócio ‘stand alone’. Isso vai exigir que, ao nível da oferta, olhemos para o mercado internacional e para o seu crescimento, para percebermos como podemos ter mais golfistas em Portugal. Creio que vamos passar por um período de ajustamento em que não vão aparecer muitos mais campos, enquanto não tivermos capacidade de atrair um maior número de golfistas.

Prémios e competições
Portugal tem vindo a ser consecutivamente reconhecido como melhor destino de golfe, nos World Golf Awards. Qual é a mais-valia destas distinções?
Os prémios são importantes, são um reconhecimento e um selo de qualidade. Não devemos ficar excitados por ganharmos um prémio mundial, mas é importante para os empresários e trabalhadores sentirem que o esforço e as práticas que introduzem são reconhecidas, e é algo que podemos usar para promover o golfe português nos mercados externos.
Em Portugal, as pessoas desconhecem o esforço extraordinário que foi feito para que os campos tenham qualidade e sejam sustentáveis, não apenas devido ao ambiente, mas porque isso ajuda a baixar custos. Hoje, os campos nacionais consomem menos água, têm sistemas de rega eficientes, aplicam menos pesticidas, têm praticas de manutenção menos agressivas e monitorizam um conjunto de indicadores que permitem olhar para a manutenção de forma inovadora. Isso traduziu-se numa melhoria substancial que está a ser reconhecida.
Mas, quando somos reconhecidos pela experiência de golfe, não é apenas pela qualidade dos campos, é uma mistura entre clima, gastronomia e serviço. Não quer dizer que todos os nossos campos sejam os melhores, mas oferecemos a melhor experiência.

A visibilidade para o destino é também a grande vantagem das competições de renome que Portugal recebe, como o Portugal Masters?
Essa é uma questão fundamental, as pessoas viajam para os sítios onde decorrem as grandes competições, isso é claro. Portanto, temos de ser competitivos, de mostrar aquilo que temos e as grandes competições, que, por alguma razão, não decorrem noutras partes do mundo.
É por isso que temos de manter o Portugal Masters e a nova competição Golf Sixies Cascais, e o ideal seria termos também um evento dedicado às senhoras, porque o golfe feminino está a crescer muito. Depois, seria importante distribuir os eventos pelo país, para que tivéssemos, ao longo do ano, várias transmissões televisivas para o mundo e vários artigos nos media. 

Sobre o autorInês de Matos

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Créditos: IP Património

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Estação de comboios de Viana do Castelo vai ser transformada em hotel mas mantém serviços

Fonte da IP adiantou à Lusa que “o projeto propõe a criação de 41 quartos no edifício de passageiros e de 15 quartos no antigo armazém de materiais, resultando num total de 56 quartos com capacidade total de 112 utentes”.

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O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo disse esta terça-feira, 9 de agosto, que a estação de comboios da cidade, construída no século XIX, vai ser transformada em hotel por um investidor local e que o projeto está em fase de licenciamento, de acordo com informação adiantada pela agência Lusa.

Em declarações aos jornalistas, no final da reunião camarária de terça-feira, durante a qual foi questionado sobre o projeto, pela bancada do PSD e da CDU, Luís Nobre adiantou que “a Infraestruturas de Portugal (IP), proprietária do imóvel, entendeu dar uso a um espaço que está devoluto há mais de uma década”.

O autarca socialista garantiu que as funções e serviços atualmente a funcionar na estação de caminhos-de-ferro “não vão desaparecer, mas serão transferidos para outro local”.

“A bilheteira, o bar e outros serviços, vão manter-se. Não podia ser de outra forma. Ninguém ia fazer um investimento de 90 milhões de euros na modernização da Linha do Minho para depois prejudicar esse investimento”, sustentou.

Segundo Luís Nobre, o empresário, que já tem uma unidade hoteleira na cidade, “propôs à IP a refuncionalização do edifício em unidade hoteleira, tendo concretizado essa intenção, sendo que, “posteriormente, o município foi informado do projeto”.

“O município concorda. Faz sentido refuncionalizar aquele imóvel histórico, desde que se garanta e, foi dada essa segurança, que as atuais funções da estação não são prejudicadas. No fundo, trata-se de uma valorização de um edifício que passará a ter uma função dinamizadora, não só da atividade hoteleira, mas também das sinergias que vai criar e na revitalização de toda a envolvente”, especificou.

Contrato de subconcessão da IP celebrado com a Turilima

A agência Lusa contactou a IP relativamente ao contrato de cedência do imóvel e das características do investimento em causa, sendo que esta sublinhou que “o serviço de transporte ferroviário não vai sofrer alterações e a área destinada aos passageiros vai ser beneficiada”.

“Os serviços ferroviários serão mantidos, embora relocalizados em diversas zonas do piso 0 do edifício de passageiros e antigas instalações sanitárias, nomeadamente as bilheteiras e salas de apoio, a sala de estar e sala de refeições para o pessoal da CP, a sala de telecomunicações, a sala de comando, a sala do inspetor e, o espaço para a vigilância humana”, especificou a fonte da IP.

A mesma fonte adiantou que a IP “celebrou um contrato de subconcessão com a Turilima – Empreendimentos Turísticos do Vale do Lima SA, que prevê a construção de um hotel ocupando parcialmente três edifícios da estação de Viana do Castelo”.

“O projeto propõe a criação de 41 quartos no edifício de passageiros e de 15 quartos no antigo armazém de materiais, resultando num total de 56 quartos com capacidade total de 112 utentes”.

A Lusa tentou, sem sucesso, falar com a administração da Turilima, a empresa que detém os hotéis Axis de Viana do Castelo, de Ofir, em Esposende, no distrito de Braga, entre outros empreendimentos.

Antigo edifício dos CTT na mira para unidades de habitação

Após a reunião camarária, o autarca adiantou que “o município tem estado a acompanhar o processo de licenciamento [da estação de comboios de Viana do Castelo], juntamente com a Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN)”.

“O projeto inicial está a ser alterado porque inicialmente previa algumas alterações ao nível da cobertura. A DRCN e a Câmara entenderam que não podiam ser efetuadas. O objetivo é manter a fachada e as características históricas do imóvel”, referiu.

Luís Nobre adiantou que “as unidades hoteleiras criadas em contexto histórico são temáticas e apelam à memória, às experiências da cidade onde se instalam”.

“Neste caso há um elemento muito forte que é toda a mística da atividade ferroviária no concelho e, naquele local em concreto, que se vai perpetuar”.

Questionado sobre o montante do investimento, Luís Nobre disse desconhecer o mesmo, adiantando apenas que a nova unidade hoteleira “terá sempre que ter mais de 40 quartos, caso contrário não será sustentável”.

“A cidade precisa daquele espaço revitalizado, com dinâmicas que atraiam novos visitantes”, frisou.

O autarca adiantou existir uma “manifestação de interesse de um empresário de Viana do Castelo para a aquisição do edifício dos CTT, na principal avenida da cidade.

O investidor, que já contribuiu em regeneração urbana na mesma avenida, pretende transformar o imóvel dos CTT para unidades de habitação.

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“Be Our Guest”
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Hospitalidade em ambientes complexos teve destaque na terceira sessão “Be Our Guest”

A terceira sessão de conversas da ADHP “Be Our Guest” contou com a presença de Nuno Neves, General Manager do InterContinental Luanda.

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A terceira edição das conversas “Be Our Guest”, organizadas pela ADHP – Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal, decorreu a 25 de julho com a presença de Nuno Neves, General Manager do InterContinental Luanda.

Em debate estiveram as questões relacionadas com a hospitalidade em ambientes complexos, numa sessão em que o profissional partilhou a experiência na direção de uma unidade do Grupo IHG na capital angolana.

Para Nuno Neves, a capacidade de adaptação à mentalidade e à cultura local é parte fundamental no processo de transição entre mercados e no desafio de manter funcional a operação hoteleira num ambiente complexo, exigindo “força mental” e “espírito de missão”.

Além dos fatores pessoais, como a distância do país de origem e da família, o General Manager do InterContinental Luanda destacou desafios práticos que se colocam em mercados caracterizados por ambientes de trabalho complexos, como problemas no abastecimento de água e eletricidade. Para lidar com estas questões, o profissional sublinhou a importância de cultivar nos profissionais da hotelaria a tenacidade, confiança e paciência, mas também uma capacidade de resposta e planeamento para os momentos de adversidade.

“Para tudo o que uma pessoa faz em prol do hotel ou em decisões importantes, [deve haver] um plano A, B e C. [Devemos] estar sempre dispostos para que nada seja uma surpresa”, considerou o profissional.

Nuno Neves deu também destaque ao papel central da formação no funcionamento de uma unidade hoteleira em contextos adversos, designadamente através da repetição de processos. A existência de mentalidades “abertas”, bem como o facto de os profissionais não se prenderem a “hábitos antigos”, foram algumas características apontadas pelo General Manager como comuns nestes mercados, referindo que os gestores hoteleiros podem tirar proveito destas para incutir conhecimentos formativos.

Para Raúl Ribeiro Ferreira, responsável pela moderação da sessão, o trabalho dos profissionais da hotelaria em contextos de maior adversidade carece de valorização em mercados como o europeu.

“Infelizmente, o trabalho feito nestes países não é muito valorizado quando se chega à Europa, injustamente por isso: porque mais do que a parte técnica, são precisos todos esses componentes que foram abordados e que fazem com que não seja apenas necessário saber servir, saber fazer os rácios, conquistar clientes. É preciso, depois, saber coisas tão simples como isso: como é que se tem água, como é que se tem eletricidade”, referiu o vice-presidente da ADHP.

Quando questionado sobre as diferenças entre os três mercados em que já trabalhou, o General Manager do InterContinental Luanda realçou a importância de “ter ‘jogo de cintura’ entre a religião e os hábitos” no mercado do Médio Oriente e lamentou que na Europa exista uma “cultura de cost control, cost cutting, cost effectiveness” e uma “gestão diária de recursos online para o hotel sobreviver” que retiram ao gestor hoteleiro o “contacto com o cliente”.

Já no mercado africano, o profissional considera existir uma elevada versatilidade na operação, o que permite que o contacto com o cliente seja frequente, e um sentimento de contribuição para a profissionalização e o estabelecimento de novos padrões na hotelaria da região.

Sobre o panorama da hotelaria em Angola, Nuno Neves destacou a existência de uma nova geração de jovens angolanos que estão a entrar no setor e a ser formados em unidades como o InterContinental Luanda, além de cidadãos de dupla nacionalidade que se formaram e estagiaram em Portugal e estão a regressar ao país com o objetivo de trabalhar ou abrir negócios próprios.

A iniciativa “Be Our Guest” promove conversas informais com diretores de hotéis de referência sobre as suas experiências profissionais, a hotelaria e o setor do turismo. As conversas decorrem sempre nas últimas segundas-feiras de cada mês, às 19h. A iniciativa “Be Our Guest” será interrompida durante o mês de agosto, retomando a 26 de setembro, na última segunda-feira desse mês.

A gravação da terceira sessão das conversas “Be Our Guest” encontra-se disponível no canal de YouTube da ADHP.

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Vitrine do “Lisboa Pessoa Hotel”. Créditos: Fernando Bagnola.

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Instituto Politécnico do Porto cria pós-graduação em Turismo Literário

A pós-graduação da Escola Superior de Hotelaria e Turismo começa a 17 de outubro.

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A Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Instituto Politécnico do Porto (ESHT – P.Porto) abre as portas ao ano letivo 2022/2023 com uma nova pós-graduação em Turismo Literário.

O objetivo passa por “desenvolver competências na área do Turismo Literário, privilegiando uma perspetiva ao nível do desenvolvimento e implementação de roteiros literários como produto de dinamização dos destinos turísticos”, como se pode ler na brochura deste novo curso.

Dirigida a quem já exerce a atividade profissional em Turismo Literário, mas também a quem pretende iniciar o percurso nesta área, a pós-graduação começa a 17 de outubro de 2022, em regime pós-laboral e formato B-learning.

A segunda fase de inscrições para as 25 vagas disponíveis decorre de 16 de agosto a 2 de setembro, existindo ainda a possibilidade de uma terceira fase de inscrições, de 28 de setembro a 9 de outubro.

Algumas das unidades curriculares desta pós-graduação incluem temáticas como a “Conceção de Eventos Literários”, “Implementação de Produtos Turísticos em Turismo Literário” e “Desenho de Roteiros Literários”. O plano de estudos contempla dois semestres e 60 ECTS, num conjunto de dez disciplinas.

A professora-adjunta convidada da ESHT Ana Ferreira assume a coordenação da nova pós-graduação. Doutorada em Turismo pela Universidade de Vigo, a profissional tem desenvolvido trabalho de investigação focado na área de turismo literário e de eventos, elaborando roteiros com base na vida e obra de Camilo Castelo Branco, adaptados à cidade do Porto.

Em entrevista à Publituris Hotelaria em maio deste ano, Ana Ferreira ressalvou como o turismo literário “pode combater de forma determinante a sazonalidade associada a outros tipos de turismo”, já que este turista “não se desloca apenas numa época do ano”.

A pós-graduação em Turismo Literário tem um valor de 1.750 euros, sendo que o pagamento pode ser realizado numa única prestação, no ato da matrícula, ou em dez vezes.

Os interessados devem candidatar-se através do link de acesso e ingresso do IPP, sendo condição necessária de acesso uma das seguintes valências: título do grau de licenciatura ou equivalente legal; título de um grau superior estrangeiro, conferido na sequência de um 1.º ciclo de estudos organizado de acordo com os princípios do processo de Bolonha por um Estado aderente a esse processo; título de um grau académico superior estrangeiro que seja reconhecido como satisfazendo os objetivos do grau de licenciado pelo Conselho Técnico-Científico da ESHT ou a detenção de um currículo académico, científico e/ou profissional que seja reconhecido pelo Conselho Técnico-Científico da ESHT, como atestando capacidade para a realização com êxito deste curso.

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The Vintage Hotel & Spa Lisboa entra no portfólio da Small Luxury Hotels of the World

A marca é constituída por uma comunidade de hotéis independentes e conta com 520 pequenos hotéis em todo o mundo, com uma média de 50 quartos por unidade.

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O The Vintage Hotel & Spa Lisboa, unidade de cinco estrelas gerida pela Bomporto Hotels, passa a constar no portfólio da Small Luxury Hotels of the World (SLH), uma marca de luxo que reúne unidades hoteleiras com características únicas e de carácter independente. A primeira unidade do grupo Bomporto a integrar a marca foi o The Lumiares Hotel & Spa Lisboa, em novembro de 2019.

O Small Luxury Hotels of the World (SLH) é constituído por uma comunidade de hotéis independentes e conta com 520 pequenos hotéis em todo o mundo. Com uma média de 50 quartos por unidade, as propriedades SLH “têm características únicas, com os mais altos padrões de luxo e bem-estar”, como indicado em comunicado.

“A integração da nossa segunda unidade hoteleira na SLH vem reforçar a estratégia de desenvolvimento de negócio e a notoriedade no segmento de luxo. É um selo de qualidade e uma afiliação de renome e prestígio que contribui para a promoção das nossas unidades a nível internacional. ” afirma Nick Roucos, diretor-geral da Bomporto Hotels.

Localizado entre o Príncipe Real e a Avenida da Liberdade, o The Vintage Hotel & Spa Lisboa, boutique hotel de cinco estrelas, é composto por 56 quartos com uma decoração assente no design vintage e traços contemporâneos.  Combinando peças únicas de mobiliário vintage, produzidas especialmente para o hotel, e algumas reproduções feitas à medida, a estética do espaço reflete uma decoração contemporânea e simultaneamente apresenta o melhor do design dos anos 50, 60 e 70.

A unidade oferece diferentes atmosferas em cada um dos espaços que o compõem, tanto no rooftop bar, com um jardim vertical e vista para a capital, como nas diferentes áreas lounge, salas de estar e no spa.

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Eurostars Santa Luzia 4* integra portefólio da Eurostars Hotel Company

O hotel localizado em Guimarães funciona em regime de aluguer e conta com 99 quartos, bem como uma área de bem-estar com spa e piscina.

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A Eurostars Hotel Company integrou um novo hotel no portefólio, o Eurostars Santa Luzia 4*, em Guimarães.

O antigo Santa Luzia Art Hotel, que agora pertence à carteira da Eurostars Hotel Company, funciona em regime de aluguer e contabiliza 99 quartos, totalmente equipados e decorados “em tons quentes”, como indicado em comunicado.

As instalações, que prometem “satisfazer as necessidades dos mais diversos tipos de turistas”, incluem uma cafetaria, um restaurante de cozinha portuguesa e internacional, ginásio e uma área de bem-estar, com spa, sauna, banhos turcos, piscina e zona de massagens e tratamentos. Inclui ainda uma piscina exterior no telhado, localizada no terceiro andar, bem como quatro salas de diferentes capacidades para a realização de eventos.

“Temos orgulho em continuar a avançar na expansão internacional da Eurostars Hotel Company e, ao mesmo tempo, consolidar a nossa posição num mercado como o português, tão estratégico para nós e com grandes expectativas de crescimento”, afirma o presidente do Grupo Hotusa, Amancio López Seijas.

Com a integração desta unidade, a cadeia hoteleira do Grupo Hotusa passa a gerir 23 estabelecimentos e mais de 1800 quartos em Portugal.

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José Arnaut é o novo diretor de F&B do Real Hotels Group

O profissional conta com 19 anos de experiência profissional na indústria hoteleira de luxo, tanto em Portugal como em Espanha.

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O Real Hotels Group anunciou em comunicado de imprensa a contratação de um novo diretor de F&B do grupo, José Arnaut.

Com 19 anos de experiência profissional na indústria da hoteleira de luxo, o profissional fez parte de unidades como o Tivoli Liberdade Lisboa, o EPIC SANA Lisboa, o Sheraton Lisboa Hotel & Spa e o Palácio Estoril Hotel & Golf. Em Espanha, também deu cartas no Le Meridien Barcelona, no Alfonso XIII Luxury Collection Hotel e no Gran Meliá Palácio de Isora, entre outros.

Começou a formação em Business Management na Universidade Lusíada, tendo posteriormente feito a licenciatura em Gestão Turística e Hoteleira na Universidade Internacional, apostando em várias formações em cozinha e gestão de comidas e bebidas.

Conquistou um certificado de Foodservice Management da Cornell University e, na mesma instituição, realizou o General Manager Program. Em 2021 adquiriu o grau de Executive Master’s em Gestão Hoteleira Internacional, na Les Roches Marbella.

“O novo desafio no Real Hotels Group constitui mais um passo na minha carreira, na medida em que será a primeira vez que vou trabalhar para 16 hotéis em simultâneo. Quero trazer a estas unidades a minha experiência em hotelaria de luxo e elevar a fasquia do serviço, ultrapassando os desafios que a pandemia nos trouxe”, afirma o profissional em comunicado.

O Real Hotels Group resulta da fusão, em 2020, de dois grupos hoteleiros nacionais, os detentores da marca REAL e a NEWPALM, operadora Holiday Inn Express da IHG – o que se traduz em 16 hotéis, num conjunto de 2.100 quartos distribuídos por Lisboa, Porto e Algarve.

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PortoBay Rio de Janeiro é alvo de remodelação no valor de 2M€

A fachada do edifício fez parte de um dos elementos remodelados.

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O hotel de quatro estrelas PortoBay Rio de Janeiro foi alvo de várias remodelações, num investimento de 2M€.

Estas decorreram no âmbito de um conjunto de remodelações levadas a cabo nos hotéis do grupo, de acordo com informação adiantada em comunicado.

A unidade aproveitou o último ano para proceder às obras que alteraram o exterior do PortoBay Rio de Janeiro para “uma imagem sofisticada em tons claros, integrado na paisagem cultural urbana da orla de Copacabana”.

Questões como a sustentabilidade e a eficiência energética tiveram peso no planeamento da intervenção, segundo o grupo, que explica que “todo o material retirado foi entregue para reciclagem ou reutilização”, por forma a reduzir o impacto ambiental da obra.

Para otimizar o rendimento energético da nova fachada, foram utilizados elementos maioritariamente feitos em vidro, alumínio e alumínio compósito (ACM).

“A escolha do tipo de vidro foi adequada às condições climatéricas da zona, permitindo limitar a troca térmica entre o interior e o exterior e, dessa forma, reduzir a necessidade de uso do sistema de ar condicionado do hotel e o impacto no consumo energético e na pegada de carbono inerente”, explica Cláudio Santos, CEO do PortoBay no Brasil.

O projeto de remodelação do PortoBay Rio de Janeiro contemplou ainda uma obra de manutenção profunda na zona da cobertura, onde está a situada a piscina. Acresce a reestruturação da rede elétrica do prédio, bem como a readequação do sistema de ar condicionado nas zonas públicas.

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“Be Our Guest” debate “hospitalidade em ambientes complexos” a 25 de julho

A terceira sessão decorre a 25 de julho, às 19h00, com a presença de Nuno Neves, General Manager do Intercontinental Luanda.

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A terceira sessão da “Be Our Guest”, uma iniciativa de conversas promovida pela ADHP – Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal, vai discutir “a hospitalidade em ambientes complexos” a 25 de julho, às 19h00.

Desta vez, a sessão conta com a presença de Nuno Neves, General Manager do Intercontinental Luanda, numa conversa moderada por Raúl Ribeiro Ferreira, vice-presidente da ADHP.

À semelhança das conversas anteriores, a sessão terá lugar em ambiente digital, via Zoom, sendo necessária inscrição através de um formulário. Em comunicado de imprensa, a associação alerta que as inscrições são limitadas.

Com formação em Gestão Hoteleira pela Alpina School of Hotel Management, na Suíça, e pela Cornell School of Hotel Administration, nos Estados Unidos, Nuno Neves é General Manager do InterContinental Luanda. No currículo, conta ainda com passagens pela direção de F&B do Meliá Milano, de unidades do Radisson em Roma e Bordéus, e do Hilton Vilamoura.

Antes de assumir a direção do InterContinental na capital angolana, foi General Manager do Océana Palace Hotel (Hammamet, Tunísia), do Radisson Blu Mammy Yoko Hotel (Freetown, Serra Leoa), do Radisson Blu Hydra Hotel (Argel, Algéria) e dos Park Inn by Radisson em Mascate e Duqm (Omã).

Raúl Ribeiro Ferreira é diretor da Estalagem Muchaxo Hotel desde 2003. Assumiu durante nove anos a presidência da ADHP, tendo sido eleito recentemente para um novo mandato como vice-presidente.

É professor na Universidade Lusófona, na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do Instituto Politécnico de Leiria e na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, responsável por unidades curriculares relacionadas com a gestão hoteleira e a gestão de restauração.

Tem formação em Gestão Hoteleira pelo Instituto Superior Politécnico Internacional e pela Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, para além de um doutoramento em Gestão de Turismo pela Universidade de Lisboa.

A iniciativa “Be Our Guest” promove conversas informais com diretores de hotéis de referência sobre as suas experiências profissionais, a hotelaria e o setor do turismo, decorrendo sempre nas últimas segundas-feiras de cada mês, às 19h00.

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Tarrafal Alfândega Suites é a nova unidade hoteleira da Oásis Atlântico em Cabo Verde

A inauguração terá lugar na próxima sexta-feira, 1 de julho, no novo empreendimento.

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O grupo Oásis Atlântico vai inaugurar esta sexta-feira, 1 de julho, um novo empreendimento, o Tarrafal Alfândega Suites.

Localizado na Baía do Tarrafal, na Ilha de Santiago, em Cabo Verde, o edifício da antiga alfândega foi agora transformado numa unidade de 20 apartamentos, “todos com vista para o mar”, como indicado pelo grupo em comunicado.

O projeto turístico pretende “valorizar o património cultural, local e nacional, estimulando a economia da região”. Por essa razão, os detalhes arquitetónicos da traça original do edifício histórico foram preservados.

Para além dos apartamentos, o Tarrafal Alfândega Suites dispõe de um espaço de restauração, o “Restaurante Malagueta”, com terraço com vista para o mar e uma ementa que promete “refeições ligeiras e saudáveis”.

O cocktail de inauguração deste empreendimento contará com a presença do primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, bem como de diversas entidades institucionais.

O grupo Oásis Atlântico tem um portefólio de oito hotéis, nomeadamente: Hotel Belorizonte e Hotel Salinas Sea (Ilha do Sal, Cabo Verde); Hotel Praiamar (Santiago, Cabo Verde); Hotel Porto Grande (S.Vicente, Cabo Verde); Hotel Fortaleza e Hotel Imperial, no Brasil, e os hotéis Hotel Saidia Palace & Hotel Blue Pearl, em Marrocos.

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HiJiffy lança sistema operativo “Aplysia OS” para facilitar interações entre hóspedes e hotéis

A tecnologia utiliza inteligência artificial para acompanhar todas as fases da jornada do hóspede no hotel, desde a pré reserva até ao pós-estadia. O objetivo passa por facilitar ações como “o processo de reserva, o check-in antecipado ou a reserva de uma mesa no restaurante”, de acordo com a HiJiffy.

Carla_Nunes

A HiJiffy acaba de lançar um novo sistema operativo de comunicação com hóspedes, o Aplysia OS.

Esta tecnologia utiliza Inteligência Artificial (IA) para criar interações entre os hotéis e os clientes em todas as fases da jornada do hóspede, desde a pré reserva até ao pós-estadia, de acordo com informação enviada em comunicado pela empresa.

Desta forma, a Aplysia permite conectar os hóspedes e hotéis “24 horas por dia, sete dias por semana”, sem a necessidade de interação humana”.

O objetivo passa por facilitar ações como “o processo de reserva, o check-in antecipado ou a reserva de uma mesa no restaurante”, de acordo com a HiJiffy.

A empresa explica que este sistema foi treinado nos últimos seis anos “com milhões de questões exclusivamente relacionadas com a indústria hoteleira”, pelo que possui recursos de autoaprendizagem para analisar dados em bruto e não etiquetados e classificá-los por si só.

Isto permite que a IA “aprenda de forma quase autónoma, tornando o processo de aprendizagem mais rápido face às soluções treinadas manualmente por humanos”.

Para além disso, a Aplysia consegue “entender as emoções por detrás das conversas”, através da análise semântica e de sintaxe.

O sistema consegue reconhecer se a conversa é negativa, neutra ou positiva, reagindo de acordo com esta análise – ou seja, dá prioridade e encaminha automaticamente as mensagens para o departamento certo.

Por exemplo, se a conversa for classificada pelo sistema como positiva, “o hóspede poderá seguir um fluxo de atendimento normal, eventualmente até sem qualquer interação com um agente humano”, tal como explica Tiago Araújo, CEO da HiJiffy, à Publituris Hotelaria.

Se, por outro lado, o tom da conversa for negativo, o “hóspede poderá ser imediatamente redirecionado para a equipa do front-office, por exemplo, ou então diretamente para o diretor do hotel”.

A Aplysia OS é baseada na cloud e possui uma consola acessível através de desktop, browser e aplicações para Android e iOS.

Esta solução funciona apenas para os produtos da HiJiffy e não poderá ser comprada para ser usada para outros fins, tal como indica a empresa.

De momento, a tecnologia já está disponível “para todos os clientes da HiJiffy com muitos recursos já totalmente funcionais”, como adianta a empresa.

Funcionalidades em beta testing, que de momento só estão disponíveis para um número restrito de hotéis, serão alargadas a todos os clientes “em breve”.

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