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“A maior parte dos jogadores é extremamente sensível ao preço”

A viver um bom momento, o golfe português enfrenta ainda alguns desafios, com destaque para a taxa de IVA a 23% e o Brexit, segundo Luís Correia da Silva, presidente do CNIG – Conselho Nacional da Indústria do Golfe.

Inês de Matos
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“A maior parte dos jogadores é extremamente sensível ao preço”

A viver um bom momento, o golfe português enfrenta ainda alguns desafios, com destaque para a taxa de IVA a 23% e o Brexit, segundo Luís Correia da Silva, presidente do CNIG – Conselho Nacional da Indústria do Golfe.

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A viver um bom momento, o golfe português enfrenta ainda alguns desafios, com destaque para a taxa de IVA a 23% e o Brexit, segundo Luís Correia da Silva, presidente do CNIG – Conselho Nacional da Indústria do Golfe.


Portugal tem vivido um ‘boom’ turístico. Isto também se nota no golfe?
Julgo que, no turismo em geral, depois de dois anos de grande expansão do número de visitantes e das receitas, no ano de 2018 ainda houve crescimento, mas já houve algum abrandamento. Também no golfe aconteceu isso.
Em 2019, o ano começou fraco e, neste momento, estamos a sentir, no turismo em geral, uma melhoria nas reservas para o verão, sendo que, no golfe, também aconteceu mais ou menos a mesma coisa, porque estamos muito dependentes do mercado inglês. Depois de um início de ano com uma substancial retração, porque as pessoas estavam muito condicionadas devido ao Brexit e o seu potencial impacto, este mercado está a ter melhor comportamento, julgo que pelo facto desse assunto ter saído da ordem do dia e ter havido um adiamento.
Temos assistido a uma evolução positiva a partir do fim de abril e, para o verão, as reservas são positivas. Do ponto de vista do golfe, é menos significativo, porque os meses de junho a agosto são uma época muito baixa, o golfe funciona ao contrário do resto do turismo, mas estamos a sentir muito interesse para setembro e outubro, o que é positivo.
No golfe, estamos basicamente com os mesmos números de 2018, com um crescimento mínimo, na ordem das décimas, e deveremos chegar, no fim do ano, ao mesmo nível de receitas, talvez um pouco acima, porque houve uma decisão estratégica que foi tomada pela indústria, no sentido de reduzir os preços que tinham aumentado nos anos anteriores. Portanto, acredito que possamos chegar ao fim do ano com um número de voltas um pouco superior a 2018 e, provavelmente, no mesmo nível de receitas.

Estamos a falar de que valores?
A receita global do golfe ronda os 500 milhões de euros e o crescimento não vai ser muito significativo, nem sair muito deste valor, mas nas principais regiões de golfe, como o Algarve, o nosso grande destino de golfe, a receita deve rondar os 400 milhões de euros. Esta receita não aconteceria se não houvesse jogadores e campos de golfe no Algarve.
O golfe é fundamental para atrair turistas fora da época alta. Para o Algarve, esta é uma questão ainda mais fundamental, porque, se não fosse o golfe, grande parte dos hotéis e empreendimentos turísticos não teria clientes e, associado a isso, os restaurantes fechariam e as atividades económicas reduziriam, como o rent-a-car, que teria metade do rendimento fora da época alta. Portanto, o grande desafio que se coloca é, nas épocas altas do golfe – que começam em março e acabam em maio, e, depois, regressam em setembro e novembro-, temos muitos jogadores, mas, depois, há meses em que temos muito poucos jogadores, em que há um grande potencial de crescimento. Esta é uma questão que temos de gerir de outra forma, nomeadamente tendo mais portugueses e residentes a jogar nos campos nacionais.

Voltando ao Brexit, o adiamento foi positivo, mas não pode vir a trazer más notícias no final do ano? Não existe receio que se venha a sentir uma quebra a partir de outubro?
Trabalho no turismo há muitos anos e já vi ciclos muito altos e o seu contrário. O número de pessoas que viaja, hoje, não tem nada a ver com o número de pessoas que viajava há 30 anos, independentemente dos fenómenos, e o Brexit será, com certeza, mais um, que pode afetar pontualmente a atividade. Mas, hoje, as viagens são uma condição de qualidade de vida. Por isso, acredito que é provável que tenhamos algum efeito conjuntural, principalmente se houver desvalorização da libra face ao euro e especialmente se isso não acontecer face a outras moedas, como o dólar. É evidente que Portugal pode vir a ter uma descida.
Mas uma coisa é certa, mesmo que tenha um impacto pontual, vai haver um ajustamento, se não for este ano será no próximo, porque os ingleses gostam de vir a Portugal jogar golfe e somos, reconhecidamente, um destino de golfe para os ingleses.
O Turismo de Portugal teve uma reação importante, adiantou-se a outros países fazendo uma campanha de promoção para dizer que, independentemente das circunstâncias, os ingleses seriam sempre bem-vindos em Portugal e seriam tratados com excecionalidade. Foi uma situação que teve muito impacto no Reino Unido, com uma reação muito positiva dos ingleses.
Mas não podemos dar nada por garantido, tudo muda rapidamente e temos de trabalhar numa visão a longo prazo, melhorar a infraestrutura turística e dos campos de golfe, tornar as empresas mais competitivas e ter melhores pessoas a trabalhar, sempre numa perspetiva a longo prazo. Também temos de ter capacidade para intervir no momento, para minimizar os impactos, mas sempre na perspetiva de que isto é um ciclo com altos e baixos.

Desafios
Para essa competitividade seria desejável que a taxa de IVA do golfe voltasse a ser mais reduzida. O que é que o CNIG tem feito para pressionar o Governo nesse sentido?
Para sermos competitivos, temos, hoje, dois ou três grandes desafios, em que o CNIG está a trabalhar. O primeiro é um desafio de competitividade global, estamos na primeira liga do golfe europeu, mas precisamos de aumentar o número de jogadores.
Depois, temos um segundo desafio que é aumentar o número de jogadores nas épocas baixas do golfe. Se conseguirmos aumentar substancialmente os jogadores em janeiro/fevereiro e novembro/dezembro, também aumentamos o turismo em geral. É um desafio de sazonalidade que é alinhado entre o golfe e as outras atividades turísticas.
Mas, a questão fundamental é como é que as pessoas podem aceder aos destinos de golfe. E, nesse aspeto, há problemas, seja no aeroporto de Lisboa seja por falta de voos, especialmente para o Algarve. Se pudéssemos ter uma ponte aérea para o Algarve, nem digo com as características que existem entre Lisboa e Porto, mas uma mini-ponte aérea, com aviões mais pequenos, que oferecesse transporte rápido a quem quer jogar golfe no Algarve, isso seria fundamental.
Depois, há outro desafio que tem a ver com a escassez de recursos humanos. Este é, hoje, um grande desafio em Portugal, o mercado de trabalho é restrito e isso tem impacto nos custos de manutenção dos campos, que precisam de manutenção 365 dias por ano e há uma série de exigências de sustentabilidade que temos de cumprir para sermos considerados o melhor destino de golfe do mundo. Para isso, são precisas pessoas e é por isso que o CNIG está a trabalhar com a associação dos Green Keepers, porque temos de ter pessoas qualificadas nas receções, restaurantes e também nos campos, pessoas habilitadas a oferecerem uma boa experiência de golfe.
Depois, há o desafio do IVA. Estamos a trabalhar nisso e vamos apresentar um trabalho sobre essa matéria, porque a questão do IVA a 23% só afeta a competitividade do golfe português. Já tentei explicar isso, assim como os meus antecessores, várias vezes a várias instituições.
90% das voltas de golfe em Portugal, e principalmente das que são jogadas nas áreas turísticas, são jogadas por estrangeiros, pessoas que podem vir jogar para Portugal ou para qualquer outra parte do mundo. No golfe, Portugal compete com todo o mundo e, em determinadas circunstâncias, é mais barato para um inglês ir jogar golfe a Miami ou a qualquer outro destino nos EUA, do que vir para Portugal.

Nota-se esse efeito, ou seja, há jogadores que podiam vir para Portugal, mas que escolhem outros destinos pelo preço?
Nota-se que poderíamos ter preços mais competitivos se os fatores de custo fossem mais positivos e não tivéssemos de refletir parte substancial do custo dos 23% da taxa de IVA.
Há cerca de 4,25 milhões de jogadores na Europa, mas só 12 a 15 mil jogam em Portugal. É preciso perceber que neste total há uma percentagem que decide jogar independentemente do custo, porque conhece o campo e porque a experiência é fantástica, mas é uma percentagem mínima, a maior parte dos jogadores é extremamente sensível ao preço.

Existirá aqui um preconceito em relação ao golfe? Ou seja, muitas vezes há a ideia de que o golfe gera muito dinheiro, porque é um desporto para a elite e jogado por pessoas com muito dinheiro. Como é que se desmistifica esta ideia?
Desmistifica-se de forma simples: se um grupo de autarquias, depois do ciclo dos pavilhões gimnodesportivos que existem em todo o país, muitos com um número limitado de utilizadores e custos brutais, aceitasse o desafio de criar pequenos campos municipais – bastava que tivessem quatro ou seis buracos de golfe, um pequeno driving range e um edifício de apoio. Isso iria criar tradição de golfe. Se tivéssemos 20 ou 30 campos pelo país, teríamos dezenas de milhares de portugueses a jogar golfe.
Se olharmos para a realidade de outros países, grande parte dos campos é municipal, foi isso que levou ao grande ‘boom’ do golfe em Espanha. As pessoas habituaram-se a, no final da tarde, jogar uma ou duas horas, porque é uma atividade física e de bem-estar.
Portanto, a imagem elitista do golfe é errónea, também porque existe a ideia de que há um custo elevado para jogar golfe, mas isso é falso, há modalidades que têm custos muito mais elevados. E há campos em Portugal, mesmo entre os privados, em que o custo da assinatura é inferior ao custo dos health clubs. Portanto, não há nenhuma razão para que essa imagem exista, a não ser o preconceito, contra o qual temos de lutar. Para isso, era importante que existissem essas pequenas infraestruturas, num período de cinco a 10 anos poderíamos ter uma expansão muito interessante e uma mudança de visão.

Mercados
Quantos portugueses jogam, atualmente, golfe?
O número de federados anda entre os 14 e os 16 mil, o que inclui portugueses e estrangeiros residentes em Portugal. Além destes, poderá haver um número adicional de pessoas que se estão a iniciar e ainda não têm handicap, e que pode chegar aos mil ou dois mil. Infelizmente, o número de portugueses que jogam golfe não tem crescido e essa é uma questão importante, porque nos horários em que os nossos campos não são utilizados, poderiam ser usados em condições especiais – e normalmente os campos fornecem condições especiais para os portugueses, na maior parte, nem se aplica a taxa de IVA a 23%. Portanto, não é pelo preço que os portugueses não jogam golfe.

Os principais mercados estrangeiros que procuram Portugal devido ao golfe continuam a ser o britânico e o nórdico?
Dos dois milhões de voltas jogadas em Portugal, 1,5 milhões são de estrangeiros e as outras 500 mil de portugueses, sendo que os campos das regiões turísticas têm fundamentalmente jogadores estrangeiros, particularmente o Algarve, onde a percentagem é acima de 90%, porque é uma região de golfe turístico.
Quanto a nacionalidades, temos fundamentalmente três ou quatro nacionalidades, os ingleses são a maioria – e se juntarmos os irlandeses, então, estão em esmagadora maioria. Depois, os nórdicos que ficam sempre entre o segundo e o terceiro lugar, e os alemães. Não temos mais alemães devido à falta de transporte aéreo, o que leva a que estes jogadores vão para países que têm preços esmagadores, como a Turquia, Tunísia, Egito e o Dubai, que são destinos muito competitivos para os alemães. Deveríamos ter capacidade de fazer uma grande campanha de promoção de golfe no mercado alemão, associada a um maior número de voos.
Estes são os mercados fundamentais. Mas há um conjunto de mercados emergentes. Nos últimos anos, os jogadores franceses, italianos e belgas têm crescido e, visto que partiram de uma base baixa, estão a crescer de forma muito interessante.
No Brasil, o golfe também está a crescer, assim como na Argentina e, agora, há os mercados asiáticos. Para termos uma ideia, a zona de maior crescimento de campos de golfe, neste momento, é a China. Os chineses estão completamente enlouquecidos pelo golfe e os mercados de maior crescimento de golfe estão deslocados para a Ásia – como, aliás, acontece no turismo. Se pudéssemos ganhar uma pequena quota desse crescimento, estaríamos cheios.
Há também uma grande expectativa em relação aos EUA, a decisão da TAP de abrir vários destinos nos EUA abre a porta a que venham muitos americanos e isso é uma boa notícia. Mas temos de ter alguma visão para que venham também golfistas, até porque já tivemos, no passado, muitos jogadores americanos, que eram particularmente bons clientes.
Os golfistas são um tipo interessante de turista, há um estudo que diz que o golfista médio gasta 1.550 a 1.600 euros por estadia, um valor muito interessante e ainda mais fora das épocas altas. Se tivermos forma de fazer com que os golfistas dos grandes mercados dos EUA, Canadá e Ásia saibam que Portugal tem condições extraordinárias para golfe, poderemos ter um crescimento muito significativo.

A nível de campos nacionais, há novos projetos em carteira?
Durante a crise, houve um conjunto de empreendimentos que foram congelados e reavaliados, e que obedeciam a uma situação particular: o modelo de desenvolvimento olhava para os campos de golfe como um instrumento para desenvolver os hotéis. O golfe servia como atividade para sustentar o investimento, mas já se ultrapassou essa fase.
Neste momento, há apenas um campo para abrir em breve, na Quinta da Ombria, que está associado a um grande empreendimento e que foi desses que esteve congelado. Julgo que há mais uma ou duas situações em reavaliação, mas, cada vez mais, os campos têm que ser construídos de acordo com uma perspetiva de negócio ‘stand alone’. Isso vai exigir que, ao nível da oferta, olhemos para o mercado internacional e para o seu crescimento, para percebermos como podemos ter mais golfistas em Portugal. Creio que vamos passar por um período de ajustamento em que não vão aparecer muitos mais campos, enquanto não tivermos capacidade de atrair um maior número de golfistas.

Prémios e competições
Portugal tem vindo a ser consecutivamente reconhecido como melhor destino de golfe, nos World Golf Awards. Qual é a mais-valia destas distinções?
Os prémios são importantes, são um reconhecimento e um selo de qualidade. Não devemos ficar excitados por ganharmos um prémio mundial, mas é importante para os empresários e trabalhadores sentirem que o esforço e as práticas que introduzem são reconhecidas, e é algo que podemos usar para promover o golfe português nos mercados externos.
Em Portugal, as pessoas desconhecem o esforço extraordinário que foi feito para que os campos tenham qualidade e sejam sustentáveis, não apenas devido ao ambiente, mas porque isso ajuda a baixar custos. Hoje, os campos nacionais consomem menos água, têm sistemas de rega eficientes, aplicam menos pesticidas, têm praticas de manutenção menos agressivas e monitorizam um conjunto de indicadores que permitem olhar para a manutenção de forma inovadora. Isso traduziu-se numa melhoria substancial que está a ser reconhecida.
Mas, quando somos reconhecidos pela experiência de golfe, não é apenas pela qualidade dos campos, é uma mistura entre clima, gastronomia e serviço. Não quer dizer que todos os nossos campos sejam os melhores, mas oferecemos a melhor experiência.

A visibilidade para o destino é também a grande vantagem das competições de renome que Portugal recebe, como o Portugal Masters?
Essa é uma questão fundamental, as pessoas viajam para os sítios onde decorrem as grandes competições, isso é claro. Portanto, temos de ser competitivos, de mostrar aquilo que temos e as grandes competições, que, por alguma razão, não decorrem noutras partes do mundo.
É por isso que temos de manter o Portugal Masters e a nova competição Golf Sixies Cascais, e o ideal seria termos também um evento dedicado às senhoras, porque o golfe feminino está a crescer muito. Depois, seria importante distribuir os eventos pelo país, para que tivéssemos, ao longo do ano, várias transmissões televisivas para o mundo e vários artigos nos media. 

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75% dos portugueses diz que próximas férias vão ser em Portugal, revela estudo da Bloom Consulting

Estudo da consultora Bloom Consulting apurou que 44% dos portugueses conta gozar um período de descanso ainda este ano e que apenas 27% deixa para o próximo ano os planos de férias.

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Para 75% dos portugueses, as próximas férias vão ser passadas em território nacional, apurou um estudo da Bloom Consulting, que revela também que, apesar da pandemia, 44% dos portugueses conta gozar um período de descanso ainda este ano e que apenas 27% deixa para o próximo ano os planos de férias.

Ainda assim, diz a Bloom Consulting num comunicado divulgado esta sexta-feira, 17 de setembro, “ma grande fatia da população inquirida afirmou ainda não estar decidida quanto à sua próxima viagem de lazer (22%), sendo que apenas 5,8% afirma que apenas viajará em 2023”.

“Os dados do estudo são reveladores de algo que a indústria turística portuguesa já tem vindo a sentir_ uma maior movimentação dos portugueses em viagens de lazer. Com o avançar da vacinação e aproximação à tão desejada imunidade de grupo, é expectável que alguns destes portugueses vão progressivamente alterando a sua posição em relação ao turismo sendo no entanto irrealista pensar que a situação reverterá para as tendências registadas em 2019 num futuro próximo”, considera Filipe Roquette, diretor geral da Bloom Consulting Portugal.

O estudo mostra também que, quanto mais jovens os inquiridos, maior a disposição para viajar ainda este ano, com a Bloom Consulting a revelar que, “o grupo de 54 ou mais anos é o mais conservador e também o mais indeciso nesta matéria”.

Quanto a destinos, o mercado nacional é o que sai a ganhar, até porque, dos 75% dos portugueses que conta fazer férias em destinos nacionais, em 60% dos casos nem são consideradas outras hipóteses. Ainda assim, há 14% de portugueses que dizem não saber onde vão passar as próximas férias, enquanto 11% descarta férias no território nacional e só pensa em férias no estrangeiro.

“Entre os que afirmam que o seu próximo destino será em território nacional, o Algarve é a região mais referida com 20% do total de menções. Seguem-se as regiões autónomas dos Açores e da Madeira com 18% e 16% respetivamente. Também com 16% estão o Alentejo e a região do Porto e Norte de Portugal. O Centro de Portugal com 8% e a Região de Lisboa são as regiões sob as quais recaem menos intenções de visitação por parte dos portugueses num futuro próximo”, indica o comunicado.

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Iberia mantém voos para as Maldivas no inverno

Depois do sucesso no verão, a Iberia vai manter a operação para as Maldivas este inverno, com dois voos por semana, e, em Portugal, tem planos para aumentar a capacidade nas rotas de Lisboa e Porto.

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A Iberia vai manter os voos para as Maldivas, que arrancaram no início de julho, também  durante a temporada de inverno, com a companhia aérea espanhola a revelar que a decisão foi tomada na sequência do “bom funcionamento desta rota nos meses de verão” e que, na época baixa, os voos decorrem entre dezembro e fevereiro, com duas ligações por semana. Já para Lisboa e Porto, está previsto um aumento para o triplo dos voos diários, ao longo dos próximos meses.

“Entre as principais novidades, destaca-se a incorporação do destino estrela do verão, as Ilhas Maldivas. Após o bom funcionamento da rota nos meses de verão, a companhia aérea decidiu retomar os voos a partir de dezembro com duas frequências diretas por semana, que vão até fevereiro de 2022”, lê-se na informação divulgada pela companhia aérea sobre o plano de rotas para este inverno.

Além das Maldivas, a Iberia vai manter também no inverno os voos para Cali, na Colômbia, outra das rotas que a companhia aérea também operou este verão e que, no inverno vai contar com três frequências por  semana, entre dezembro e março.

Neste inverno, a Iberia vai ainda aumentar o número de voos disponíveis na ponte aérea entre Madrid e Barcelona, que em setembro já tinha sido aumentada em 32%, mas que, segundo a Iberia, vai ainda conhecer novos aumentos este inverno, até um total de 68 voos por semana, o que totaliza 11 voos por dia em cada trajeto.

Na informação divulgada, a Iberia explica que os aumentos previstos para a ponte aérea visam a reativação das viagens de negócios, motivo pelo qual a transportadora vai também reforçar a operação em alguns destinos europeus, a exemplo de Paris, para onde a Iberia conta disponibilizar até sete voos por dia em cada sentido, mas também de Londres, que passa a contar com até cinco voos por dia e por trajeto, enquanto cidades como Lisboa, Porto, Frankfurt, Bruxelas, Genebra, Milão, Roma, Zurique, Dusseldorf, Munique, Veneza, Lyon e Marselha vão chegar aos três voos por dia, ao longo deste inverno. Já Frankfurt, vai contar com um aumento até 18 frequências por semana.

Na rede de longo curso, e além das Maldivas e de Cali, a Iberia vai também aumentar a sua oferta para a América Latina e EUA, estimando voar para 23 cidades em 17 países, num total de 280 voos por semana, à partida de Madrid. Apenas na América Latina, a companhia aérea vai operar para 17 destinos em 15 países, superando os 200 voos por semana.

“Os mercados com maiores taxas de crescimento são o México – que já conta com dois voos diários -, a República Dominicana – com mais três voos semanais, até 13 frequências – e a Colômbia, com mais três frequências para Bogotá, chegando a 10; e Cali, para onde a Iberia voa três vezes por semana”, indica a transportadora.

Além disso, acrescenta a Iberia, vai ser também aumentada a capacidade para a América do Centro e Caraíbas, em concreto para o Panamá, Costa Rica e Guatemala/El Salvador, que passam a contar com mais um voo por semana, até seis frequências semanais no caso do Panamá e Costa Rica, enquanto a Guatemala/El  Salvador passa a contar com cinco ligações semanais.

Para San Juan de Porto Rico, a Iberia vai passar de três para quatro frequências por semana, enquanto o Uruguai passa a seis voos diretos por semana. Já Buenos Aires, Lima, São Paulo e Santiago do Chile mantêm um voo diário, ainda que, no caso da capital argentina, a operação esteja ainda sujeita a aprovação governamental.

Já nos EUA, onde a Iberia diz estar ainda dependente da reabertura turística, a companhia tem planos para recuperar as frequências que oferecia antes da pandemia, e conta operar 10 voos por semana para Nova Iorque e Miami, ou seja, mais três que no verão, e espera manter ainda as ligações a Chicago, Boston e Los Angeles.

Este inverno, a Iberia conta ainda com uma campanha especial que pretende estimular a procura ao longo dos próximos meses e que oferece tarifas especiais para reservas até 22 de setembro e que se aplica a viagens até 9 de junho de 2022.

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Operadores retomam operação de Fim-de-Ano para Salvador e Natal

Os charters dos operadores Solférias, Exoticoonline e Sonhando têm partida programada para 26 e 27 de dezembro.

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Os operadores turísticos Solférias, Exoticoonline e  Sonhando voltam a juntar-se para lançar uma operação especial de Fim-de-Ano com destino a Salvador da Bahia e Natal no Brasil, com partidas de Lisboa e Porto.

 Esta operação especial de Réveillon em Salvador, com saída a 26 de dezembro e regresso a 2 de janeiro, terá partida de Lisboa via Porto. 

Para a cidade de Natal, a saída será dia 27 de dezembro e regresso dia 3 de janeiro e também com partida de Lisboa via Porto. 

No sentido inverso, estas operações estão ser comercializadas pelo operador Alto Astral, em parceria com Lusanova e outros parceiros locais.

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Ryanair abre nova rota entre o Porto e Clermont-Ferrand no inverno

Companhia aérea vai realizar dois voos por semana entre o Porto e a cidade francesa de Clermont-Ferrand, a partir de novembro.

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A Ryanair anunciou a abertura de uma nova rota entre o Porto e a cidade francesa de Clermont-Ferrand no próximo inverno, operação que vai contar com dois voos por semana e que, segundo comunicado da companhia aérea low cost, arranca em novembro.

“Estamos encantados por anunciar esta nova rota do Porto para Clermont-Ferrand com dois voos semanais, a partir de novembro. A Ryanair continua empenhada em reconstruir a industria turística em Portugal e em reforçar a conetividade, à medida que continua a crescer na Europa e as viagens regressam aos níveis pré-COVID-19”, congratula-se Jason McGuinness, diretor Comercial da Ryanair.

Para assinalar o lançamento da nova rota de inverno, a Ryanair lançou uma promoção com preços desde 19,99 euros, para viagens que decorram até março de 2022 e cujas reservas sejam realizadas até à meia-noite do próximo sábado, 18 de setembro, através do site da companhia aérea,  em  www.Ryanair.com

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Altis Grand Hotel reabre dia 18

Com esta reabertura, todos os hotéis do grupo Altis voltam a estar simultaneamente em funcionamento.

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 1 de outubro é a data escolhida para reabertura oficial do Altis Grand Hotel, o primeiro hotel do grupo que irá completar este ano 48 anos. Depois de estar fechado desde abril do ano passado, o emblemático hotel lisboeta   reabrirá, enquanto a cidade espera receber de volta mais turistas.

Para Raul Martins, presidente do Conselho de Administração do Grupo Altis, “o Altis Grand Hotel é um hotel com história desde a sua abertura, temos empresas e gerações de clientes que estão ligados a este hotel, aqui vieram pela mão dos avós ou dos pais, e é uma enorme satisfação poder voltar a recebê-los. Toda a equipa está ansiosa e motivada”.

Desde o inicio da pandemia, o grupo manteve sempre pelo menos um hotel em funcionamento e, com esta reabertura, todos os hotéis do grupo Altis voltam a estar simultaneamente em funcionamento, uma  decisão tomada  com base nas “boas perspetivas de ocupação para o último trimestre do ano e para o próximo ano”.

“Para 2022, o grupo espera atingir uma ocupação anual média de 60%, sendo que em 2019, fechou o ano com uma ocupação de 80%”, perspetiva Diogo Fonseca e Silva, diretor-geral de operações do Grupo Altis Hotels.

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American Airlines compra 5,2% da Gol e anuncia codeshare exclusivo

Negócio prevê a criação do maior programa de fidelidade do continente americano, assim como a ampliação do acordo de codeshare que as duas transportadoras já mantinham.

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A American Airlines adquiriu 5,2% da Gol, atualmente a maior companhia aérea brasileira, o que vai dar origem a uma “parceria exclusiva”, que prevê a criação do maior programa de fidelidade do continente americano, assim como a ampliação do acordo de codeshare que as duas transportadoras já mantinham, num negócio que visa a afirmação da companhia norte-americana no Brasil.

De acordo com a imprensa brasileira, o negócio prevê um investimento de 200 milhões de dólares, já que a American Airlines compra 22,2 milhões de ações preferenciais da Gol, assim como a junção dos programas de fidelidade das duas companhias, o Aadvantage e o Smiles, numa fusão que vai dar origem ao maior programa de milhas do continente americano.

Mas o principal destaque vai mesmo para a ampliação do acordo de codeshare, o que vai permitir aumentar a presença da American Airlines na América do Sul, principalmente no Brasil.

“A American é, há muito tempo, a companhia aérea líder entre os Estados Unidos e a América do Sul, e esta parceria mais forte com a Gol solidifica essa posição de liderança”, afirma Robert Isom, presidente da American Airlines, considerando que a rede da transportadora norte-americana “combina perfeitamente” com a rede da Gol no Brasil.

“Juntos, seremos capazes de oferecer aos clientes que voam para, através e do Brasil acesso à maior rede com as taxas mais baixas e o melhor e maior programa de fidelidade de viagens conjunto da América”, acrescenta o responsável.

Com a ampliação do acordo de venda compartilhada, os clientes da Gol passam a ter acesso a mais de 30 destinos da American Airlines nos EUA, à partida dos hubs da Gol em São Paulo (GRU) e no Rio de Janeiro (GIG), assim como a outras 34 rotas brasileiras e internacionais, nomeadamente na América Latina.

“O acordo de codeshare exclusivo entre duas das principais empresas aéreas das Américas combina malhas altamente complementares e oferece aos clientes uma experiência de viagem superior, proporcionada pelo maior número de voos e destinos nas Américas do Norte e do Sul”, destaca Paulo Kakinoff, CEO da Gol, considerando que este acordo “fortalecerá ainda mais a presença da Gol nos mercados internacionais” e vai contribuir para o crescimento da transportadora.

O negócio, que prevê também que a American Airlines passe a indicar um dos membros do Conselho de Administração da Gol, não está, no entanto, ainda completamente concluído e, segundo a imprensa brasileira, aguarda a confirmação de algumas condições, incluindo assinatura e entrega da documentação definitiva, entre outras condições usuais de operações deste nível.

Recorde-se que a American Airlines voa atualmente para 17 destinos na América do Sul, incluindo São Paulo (GRU) e Rio de Janeiro (GIG), a partir das suas bases em Dallas-Fort Worth (DFW), Miami (MIA) e Nova York (JFK), enquanto a Gol conta com ligações aéreas para 63 destinos no Brasil, assim como para várias das principais cidades da América Latina.

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Primeiros turistas da SpaceX já iniciaram viagem

A cápsula da SpaceX partiu para uma viagem de três dias no espaço, sem nenhum astronauta profissional a bordo.

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Quatro turistas norte-americanos já descolaram do Centro Espacial Kennedy, na Florida, nos Estados Unidos, a bordo de uma cápsula da SpaceX, para uma viagem de três dias no espaço, sem nenhum astronauta profissional a bordo.

O foguetão Falcon 9, transportando a cápsula Dragon, ambos da empresa privada SpaceX, descolou à hora prevista, 20:02 horas locais de quarta-feira (23:02 em Portugal), do Centro Espacial Kennedy, na Florida, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

Minutos depois, o foguetão separou-se da cápsula com sucesso, levando a bordo, pela primeira vez, apenas civis como tripulantes, que permanecerão três dias no espaço.

“Poucos lá foram e muitos vão seguir-se. A porta abre-se agora”, disse o multimilionário Jared Isaacman, de 38 anos, que fretou o “cruzeiro espacial” e comanda a missão.

Isaacman, de 38 anos, fundador e presidente da empresa Shift4 Payments, amante da aviação, financiou a travessia espacial dos outros três tripulantes, com um custo que não foi divulgado, mas que deverá rondar as dezenas de milhões de dólares, segundo a AFP.

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Ilha do Sal vai ter charter no Fim-de-Ano

Esta operação é promovida pelos operadores turísticos Solférias, Soltrópico e Viagens Abreu.

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Os operadores turísticos Solférias, Soltrópico e Viagens Abreu juntaram-se para realizar uma operação charter para a ilha do Sal, em Cabo Verde, na época festiva do Fim-de-Ano.

Com partidas de Lisboa e do Porto em voos operados pela SATA no dia 26 de dezembro 2021 e regresso a 02 de Janeiro de 2022 (o voo parte do Sal na madrugada de 03 de Janeiro), os pacotes disponibilizados, neste caso pela Soltrópico, incluem estadas de  sete dias, a partir de 1388 euros como preço base, por pessoa, em quarto duplo standard, em regime de Tudo Incluído, no 4-estrelas, Oásis Belorizonte, e 1547 euros, por pessoa, em quarto standard, em regime de Tudo Incluído no 5-estrelas, Oásis Salinas Sea.

O programa inclui passagem aérea em voo TAP Lisboa ou Porto / Sal / Lisboa ou Porto, em classe S1, com direito a 20 kg de bagagem; estadia de 7 noites no hotel e regime escolhidos; transfers aeroporto/hotel/aeroporto; Taxa de Segurança Aeroportuária; Seguro de viagem Global Extra; Taxas de aeroporto segurança e combustível (223€ – sujeito a alterações legais até emissão dos bilhetes).

Segundo Nuno Paixão, Diretor Comercial da Newtour, onde a Soltrópico se integra, “tendo em conta a retoma de procura pelo destino Sal e tendo em conta o sucesso das operações antes da pandemia, para a Soltrópico faz todo o sentido voltar a apostar neste destino de Sol e de proximidade para os portugueses que preferem passar o Réveillon 21/22 num destino quente.”

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Certificado europeu mais perto de se tornar ‘standard’ global

Desde que foi colocado em prática, em junho deste ano, que foram emitidos mais de 420 milhões de certificados da UE.

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Albânia, Andorra, Ilhas Faroé, Israel, Mónaco, Marrocos e Panamá são os países e territórios mais recentes a adoptar  o sistema europeu do certificado  COVID Digital da União Europeia.

A Comissão Europeia anunciou que os  certificados COVID-19 emitidos pelos países referidos são equivalente ao Certificado COVID Digital da União Europeia.

Desde que foi colocado em prática, em junho deste ano, que foram emitidos mais de 420 milhões de certificados da UE, existindo atualmente 42 países, incluindo os 27 Estados-membros, que integram o sistema europeu, o que o está a converter num ‘standard’ internacional.

Didier Reynders, comissário da Justiça, destacou que esta situação  permite que todos ganhem: “os cidadãos podem desfrutar do seu direito de livre circulação e as empresas, assim como o setor dos transportes, podem começar a compensar as perdas dos últimos meses”.

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“Turismo e mobilidade sustentável” em debate no Algarve

Debate “Turismo e Mobilidade Sustentável” está inserido no ciclo “Conversas com Futuro”, decorre a 17 de setembro, e pretende ser um contributo para a Conferência sobre o Futuro da Europa.

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O Centro Europe Direct Algarve, em parceria com a CCDR Algarve e a Região de Turismo do Algarve (RTA), promovem na próxima sexta-feira, 17 de setembro, o debate “Turismo e Mobilidade Sustentável”, inserido no ciclo “Conversas com Futuro”, que pretende ser um contributo para a Conferência sobre o Futuro da Europa.

Num comunicado enviado à imprensa, a organização do evento explica que “esta será uma oportunidade única para debater os desafios e as prioridades do Algarve, de Portugal e da Europa no âmbito do turismo e da mobilidade sustentável, mas sobretudo para ouvir e responder às perguntas do público que estará a assistir à conversa em direto”.

“Com o mote da Conferência sobre o Futuro da Europa, que até à primavera de 2022 vai ouvir os cidadãos europeus sobre o futuro que pretendem para a União Europeia, o Centro Europe Direct Algarve organiza este fórum de discussão, abrindo o diálogo à região do Algarve e a todos os que nela vivem, com o objetivo de aumentar o nível de conhecimento sobre o projeto europeu”, lê-se no comunicado divulgado pela organização.

Com a participação de João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA),  da eurodeputada  Cláudia Monteiro de Aguiar, de João Ferreira, da DG MOVE da Comissão Europeia, José Apolinário, da CCDR Algarve, e Rodrigo Soares, da Erasmus Student Network, o debate vai decorrer entre as 11h00 e as 13h00, e pode ser acompanhado através da página de Facebook da RTA.
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