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Estes são os vencedores dos Publituris Trade Awards 2019

A entrega de prémios decorreu esta quinta-feira, dia 21 de março, no Pavilhão de Portugal, em Lisboa.

Carina Monteiro
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Estes são os vencedores dos Publituris Trade Awards 2019

A entrega de prémios decorreu esta quinta-feira, dia 21 de março, no Pavilhão de Portugal, em Lisboa.

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Já são conhecidos os vencedores dos Publituris Portugal Trade Awards 2019. A entrega de prémios decorreu esta quinta-feira, dia 21 de março, no Pavilhão de Portugal, em Lisboa.

Numa cerimónia presidida pela secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, o Prémio Personalidade do Ano no Turismo 2019 foi entregue a Adrian Bridge, CEO da Fladgate Partnership.

Os Publituris Portugal Trade Awards têm o patrocínio do Novo Banco e da Travelport, e o apoio da Desafio Global, AVKOpção Global, The StorytellingMultislideGreenmedia, Rituais, NoForkDelta CafésSumol CompalDelifrance e Keyfortravel.

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ARAC denuncia “concorrência desleal de operadores não regulamentados” no aluguer de autocaravanas

A ARAC diz que, nos últimos anos, têm surgido plataformas que disponibilizam autocaravanas particulares, “frequentemente sem respeitar a legislação que regulamenta esta atividade”, o que pode prejudicar os consumidores e a imagem do país enquanto destino turístico de excelência.

A Associação Nacional dos Locadores de Veículos (ARAC) veio esta terça-feira, 9 de julho, alertar os consumidores e denunciar a existência de “concorrência desleal de operadores não regulamentados” no aluguer de autocaravanas, o que afeta negativamente as empresas que cumprem a lei e pode prejudicar “a reputação de Portugal como um destino turístico de prestígio”.

Num comunicado enviado à imprensa, a associação que representa o rent-a-car em Portugal, em cuja legislação está inserida a regulação das autocaravanas, lembra existe “um conjunto de obrigações para garantir a legalidade, a proteção dos consumidores e a transparência contratual” no aluguer destes veículos.

“No entanto, nos últimos anos, têm surgido várias plataformas de aluguer que disponibilizam autocaravanas pertencentes a particulares, frequentemente sem respeitar a legislação que regulamenta esta atividade. Estes veículos, muitas vezes com um grande número de anos de uso, não cumprem os requisitos legais necessários e operam num quadro legal e fiscal pouco claro, prejudicando os consumidores que os utilizam”, lamenta a associação.

A ARAC diz que tem vindo a denunciar esta situação às “autoridades competentes”, ainda que, até ao momento, não tenham existido “resultados eficazes”, numa situação que a associação diz que “prejudica os consumidores” e a reputação do país.

“Dado o crescimento turístico em Portugal, é fundamental que as entidades públicas relacionadas com a mobilidade, o turismo e as autoridades policiais e fiscais atuem de forma coordenada para resolver este problema. Esta situação não só prejudica os consumidores, como também afeta negativamente a reputação de Portugal como um destino turístico de prestígio”, defende a ARAC.

A associação concorda que a “atividade de aluguer de autocaravanas em Portugal apresenta um potencial significativo de crescimento e desenvolvimento” mas defende que “é essencial assegurar que este crescimento seja sustentável e regulamentado, de forma a proteger os consumidores e manter a reputação de Portugal como um destino
turístico de excelência”.

Sobre o autorInês de Matos

Inês de Matos

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Portugueses planeiam gastar mais nas férias

Segundo o Observador Cetelem, os portugueses têm, este verão, um orçamento de 1.005,57 euros para as férias de verão, o que representa um aumento de 54 euros face ao verão do ano passado, mas uma descida de 347 euros comparativamente às férias de 2019.

Os portugueses estão a pensar nas férias e, segundo o Observador Cetelem, cerca de um quarto dos turistas nacionais planeia gastar mais neste verão, com o orçamento a chegar aos 1.005,57 euros, o que representa um aumento de 54 euros face ao verão do ano passado, mas uma descida de 347 euros comparativamente às férias de 2019.

“Os resultados do mais recente Observador Cetelem, marca comercial do grupo BNP Paribas Personal Finance, sobre as intenções para as férias de verão revelam que ¼ dos portugueses tenciona gastar mais do que no ano passado durante o período de férias de verão, enquanto 20% planeiam gastar menos e 48% o mesmo”, apurou o Observador Cetelem.

Segundo esta pesquisa, a estadia representa a maior parcela dos gastos com as férias de verão, cerca de 450 euros em média, seguida da viagem, que representa perto de 300 euros, e ainda das refeições, que devem custar cerca de 250 euros.

É nas atividades de lazer que os turistas portugueses contam gastar menos dinheiro nestas férias de verão, com o Observador Cetelem a apurar que o orçamento para este tipo de gasto ronda os 170 euros.

O estudo diz também que cerca de metade dos turistas nacionais vai utilizar o cartão crédito para pagar as despesas das férias de verão, um número inferior quando comparado com 2022 (64%).

O número de portugueses que está a planear férias fora do país também aumentou, ainda que a maioria dos turistas nacionais continuem a preferir destinos nacionais, até porque a escolha do destino também tem interferência no orçamento, o que leva a que para 49% dos portugueses o custo financeiro seja o fator com mais influência na hora de escolher o destino.

“Porém há ainda outros motivos que “pesam” na decisão: correspondência com “o tipo de férias pretendido” (27%), a” atratividade do destino” (17%) e a “recomendação de familiares e amigos” (4%)”, acrescenta o Observador Cetelem.

Depois, há ainda 8% de portugueses que afirmam que não planeiam fazer férias nos meses mais quentes do ano, apontando a falta de condições financeiras (39%) e também o facto de os preços serem mais elevados nesta altura do ano (13%).

 

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Consórcio estuda criação do primeiro centro de hidrogénio para a aviação em Espanha

Airbus, Aena, Air Nostrum, Iberia, Exolum e Repsol uniram esforços para estudar a criação do primeiro centro de hidrogénio para a aviação em Espanha.

Seis empresas – Airbus, Aena, Air Nostrum, Iberia, Exolum e Repsol – uniram forças para enfrentar os principais desafios da implantação da aviação movida a hidrogénio em Espanha.

Esta é a primeira vez que uma colaboração reúne toda a cadeia de valor, desde a produção de energia primária até às operações em terra com hidrogénio, com duas companhias aéreas a bordo e numa rede completa de aeroportos ao mesmo tempo.

Esta colaboração proporcionará aos parceiros uma visão holística da aeronave movida a hidrogénio e da forma como esta pode ser integrada no ecossistema aeroportuário.

Em comunicado, o consórcio informa que “não se centrará apenas no abastecimento e nas infraestruturas de hidrogénio, mas também nos requisitos específicos das operações em terra nos aeroportos”. O objetivo final é promover e apoiar o crescimento do ecossistema da aviação a hidrogénio em Espanha.

“Na Airbus, a descarbonização da aviação é um dos nossos objetivos mais importantes e a implantação de aeronaves comerciais movidas a hidrogénio com o seu ecossistema é uma dessas alavancas fundamentais. Dado o grande potencial da Espanha em termos de energias renováveis e produção de hidrogénio com baixo teor de carbono, é essencial que a indústria da aviação como um todo colabore para garantir uma futura cadeia de abastecimento de hidrogénio de ponta a ponta até aos aeroportos”, afirma Karine Guenan, vice-presidente do Ecossistema ZEROe da Airbus.

Do lado da Aena, a diretora de Sustentabilidade, Ana Salazar, acrescenta que “a descarbonização do setor do transporte aéreo é uma prioridade para a Aena”, considerando ainda que esta colaboração “permitir-nos-á compreender melhor como se poderá materializar no futuro o processo de fornecimento de hidrogénio aos aeroportos espanhóis, a fim de estabelecer um roteiro para enfrentar os principais desafios apresentados pela introdução deste novo vetor energético em ambiente aeroportuário”.

María José Sanz, diretora de Qualidade e Ambiente da Air Nostrum, explica, por sua vez, que o compromisso é de “estar ao lado dos criadores de novas tecnologias destinadas a descarbonizar o transporte aéreo. Como companhia aérea regional, podemos ser relevantes no projeto porque temos as condições necessárias para nos tornarmos os primeiros implementadores da tecnologia do hidrogénio, graças à dimensão dos nossos aviões e à distância média que voamos”.

Teresa Parejo, diretora de Sustentabilidade da Iberia, destaca que “a colaboração entre os diferentes atores é necessária para avançar na descarbonização do setor”, admitindo que “o hidrogénio fará previsivelmente parte do futuro da aviação, que virá mais tarde e complementará o desenvolvimento de combustíveis sustentáveis; para alcançar esse futuro, temos de começar a dar os primeiros passos agora”.

Andrés Suárez, Global Strategy & Innovation Lead da Exolum, refere que a empresa está “comprometida com o desenvolvimento e operação de infraestruturas que contribuam para impulsionar a transição energética e a descarbonização da mobilidade aérea em todas as suas áreas e, especialmente, com a implantação do hidrogénio como uma solução energética futura para o sector”.

Luis de Oyarzabal, diretor sénior de Novos Negócios da Repsol, termina assinalando que o hidrogénio renovável é “fundamental na nossa estratégia de descarbonização. Não só o utilizaremos nas nossas aplicações industriais, como também prevemos o seu potencial no domínio da mobilidade. Para promover este mercado, consideramos essencial colaborar com os melhores parceiros, reunidos neste centro, para tirar o máximo partido da oportunidade que temos”.

Refira-se que a Airbus lançou o programa “Hydrogen Hub at Airports” para promover a expansão da infraestrutura de hidrogénio na aviação. Até à data, foram assinados acordos com parceiros e aeroportos em 13 países, incluindo Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Nova Zelândia, Noruega, Singapura, Espanha, Coreia do Sul, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos.

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Parque Aquático de Amarante investe 2M€ em novas atrações ao celebrar 30 anos

O Monster Lotus e o Vertigem são os dois novos escorregas de assinatura que fazem agora parte do leque de atrações do Parque Aquático de Amarante, que atrai ao município mais de 220 mil pessoas por ano, número que deverá crescer, significativamente, esta temporada, depois do investimento realizado, orçado em cerca de dois milhões de euros, no ano em que celebra o seu 30º aniversário.

Helder Silva, diretor geral do Parque Aquático revela que “um projeto desta dimensão, que celebra este ano 30 anos, tem, obrigatoriamente, que se ir renovando anualmente”, para acrescentar que “isso implica estar atento às novidades do setor e ter recursos humanos e financeiros que nos permitam investir naquilo que sentimos que são as necessidades dos nossos visitantes”, projetando uma época balnear fervorosa. As reservas já estão disponíveis, online, com preços dinâmicos, que incluem descontos que podem ir até aos 40% face ao preço de tabela.

Com 130 metros de comprimento, o Monster Lotus, um escorrega com boias triplas, ideal para partilhar aventuras com amigos e familiares, torna-se, a partir deste verão, no maior escorrega do Parque Aquático de Amarante, prometendo descidas hilariantes repletas de diversão. Já os mais destemidos poderão optar por uma experiência em queda livre, feita em velocidade foguete, no Vertigem, com 15 metros de altura. A estas novidades, juntam-se, ainda, aumentos significativos de áreas verdes, mais espaços de restauração e uma nova zona de solário bem como uma aposta rigorosa na animação diária do parque nortenho, num investimento próximo dos dois milhões de euros.

No ano em que celebra 30 anos de vida, o Parque Aquático de Amarante, atualmente com mais de 20 atrações, incluindo sete piscinas, estima receber um número diário de visitantes próximo dos três mil. O balanço destas décadas, segundo o diretor-geral, é “francamente positivo”, destacando a trilogia – inovação, social e económico – como os principais aliados do sucesso alcançado.

“Desde o início que mostramos ser inovadores, primeiro pelo conceito e, depois, pelo espírito audacioso que sempre tivemos, com a aposta em novidades distintivas, que fazem deste parque uma referência além-fronteiras”, defende o responsável que avança que “somos um elemento criador de emprego e formação, sobretudo junto das camadas mais jovens, e um dos principais impulsionadores da sustentabilidade na região, adotando medidas que vão ao encontro das preocupações ambientais e que promovam a inclusão social”, afirma Helder Silva.

No que respeita ao impacto económico, os efeitos são, também, visíveis, com um crescimento significativo do número de visitantes por temporada. “Há meros seis anos, teríamos cerca de 140 mil visitantes, enquanto atualmente temos mais de 220 mil por temporada”, que se estende até 15 de setembro, continua o responsável, que destaca a construção da piscina de ondas e o alargamento realizado, em 2019, como os investimentos principais para a reputação atual do Parque Aquático de Amarante, que o colocam ao lado de outros parques de renome na Europa.

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APAVT está fora da BTL 2025. “Não vejo como poderemos regressar”, afirma presidente da associação

A Associação Portuguesa da Agências de Viagens e Turismo (APAVT) não participará na próxima BTL, feira que se realiza de 12 a 16 de março de 2025.

A Associação Portuguesa da Agências de Viagens e Turismo (APAVT) está, nesta altura, fora da Bolsa de Turismo de Lisboa – BTL 2025.

O Publituris confirmou esta decisão junto do presidente da associação, Pedro Costa Ferreira, que confirmou que “as condições financeiras que a BTL nos exigiu não permitem a continuidade da nossa presença”.

Questionado se esta posição poderá ser revertida, o presidente da APAVT afirma que “face ao histórico do processo, e aos argumentos da BTL, não vejo como poderemos regressar”, admitindo que, no que diz respeito à não participação de operadores e agentes de viagem, “parece-me óbvio que perderemos todos, incluindo a feira e os consumidores”.

Com a BTL a dividir-se entre três dias dedicados ao mercado B2B e dois (fim de semana) ao consumidor final (B2C), e face à possibilidade de os associados da APAVT perderem um ponto importante de venda, Pedro Costa Ferreira considera que “cada associado saberá reagir, de acordo com os seus objetivos e estratégia comercial. Todos eles, como nós, estão habituados a transformar eventuais problemas em soluções”.

Questionado se a APAVT poderá mudar a sua posição, o presidente da associação respondeu: “A APAVT não tomou uma posição, apenas não conseguiu satisfazer as exigências financeiras da BTL”.

Recorde-se que na BTL 2024, o stand da APAVT foi o maior espaço privado, com uma área de 1.200 metros quadrados, contando com a presença de 80 expositores, incluindo nove operadores turísticos, 60 agências de viagens, duas empresas de rent-a-car, companhias aéreas e DMC.

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Transportes

Aeroporto do Porto volta a ser o melhor de Portugal, diz AirHelp

De um total de 239 aeroportos analisados, o Aeroporto Francisco Sá Carneiro é o primeiro aeroporto português em 117.º lugar. O Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, é considerado o pior aeroporto português.

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O Aeroporto Francisco Sá Carneiro volta a ser considerado o melhor aeroporto de Portugal. Segundo a análise realizada pela AirHelp – formada por aproximadamente 240 aeroportos de 70 países distintos de todo o mundo e recolhidos dados sobre chegadas e partidas entre 1 de maio de 2023 e 30 de abril de 2024 – o aeroporto do Porto obteve uma pontuação global de 7,60, alcançado 7,30 na pontualidade; 8,20 na consideração dos clientes e 7,90 na qualidade da sua área de restauração e lojas. De uma forma geral, a pontuação global deste aeroporto melhorou, já que, em 2023, apresentou uma pontuação de 7,52, tal como os parâmetros de pontualidade e consideração dos clientes, tendo piorado somente na qualidade da sua área de restauração e lojas.

Em segundo lugar no ranking nacional, o Aeroporto de Faro obteve uma pontuação global de 7,27, enquanto o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, continua a ser o pior aeroporto de Portugal, com uma pontuação global de 6,59.

A nível global, contudo, o Aeroporto Francisco Sá Carneiro passou do 91.º lugar, em 2023, para o 117.º lugar, enquanto as infraestruturas aeroportuárias de Faro e Lisboa desceram, respetivamente, da 137.ª para a 185.ª posição, e do 191.º para o 234.º lugar, pela mesma ordem.

É na Ásia, mais precisamente na cidade de Doha (Catar) que se situa o melhor aeroporto do mundo, segundo o ranking da AirHelp. O Doha Hamad International Airport obteve uma pontuação global de 8,52, considerando 8,30 na pontualidade; 8,70 nas avaliações dos passageiros; e 8,90 para a qualidade das instalações comerciais e de restauração. Em 2023, este aeroporto ficou na quinta posição.

Em segundo lugar na classificação está o aeroporto sul-africano da Cidade do Cabo, com uma pontuação de 8,50. Por fim, em terceiro lugar, encontra-se o Aeroporto de Chubu, Nagoya (Japão), com uma pontuação de 8,49. Este aeroporto foi avaliado pela primeira vez pela AirHelp e teve uma entrada direta para o Top 3 do ranking.

De referir que, para determinar a classificação dos aeroportos, a AirHelp considera três áreas: a pontualidade (60%), a consideração dos clientes (20%) e a qualidade das suas áreas de restauração e lojas (20%).

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Europa cresce a duplo dígito nas chegadas internacionais em julho e agosto

Uma recente análise da ForwardKeys, em parceria com a ETOA, revela que os meses de julho e agosto deverão ultrapassar recordes anteriores, apontando crescimentos de duplo dígito para os mercados de longo curso da Ásia-Pacífico e EUA.

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“A Europa está preparada para um verão excecional”, indica uma análise da ForwardKeys, em parceria com a European Tourism Association (ETOA), com o turismo recetivo europeu a ultrapassar recordes anteriores.

Globalmente, as chegadas internacionais à Europa, em julho e agosto, registam um crescimento anual de 12%, um pouco acima da média mundial (+11%), com esta evolução a ser impulsionada, principalmente, pelas viagens intra-regionais com um aumento de 10% em relação a 2023 e um afluxo significativo de visitantes de mercados de longo curso da Ásia-Pacífico (+11%) e dos EUA (+21%).

Segundo a ForwardKeys, os aumentos nas pesquisas de voos e nas reservas de bilhetes indicam “um forte interesse pelos destinos europeus, apesar dos efeitos persistentes dos desafios económicos globais, devido, em parte, aos grandes eventos que se realizam durante a época de verão”.

No entanto, esta incerteza económica pode refletir-se num crescimento mais rápido dos lugares em classe económica (+11%), em comparação com os bilhetes de classe premium, que se mantêm aos mesmos níveis de 2023 (+1%).

Cidades ganham ao sol e praia
A Europa Central e Oriental estão a registar o crescimento mais rápido no turismo inbound, após um período de reativação tardio devido à guerra na Ucrânia. Este verão, a região espera um aumento notável de 23% no volume de turistas em relação ao ano passado. O Norte da Europa também está no bom caminho para crescer a um ritmo mais rápido (+12%) do que os destinos do Sul da Europa (+10%), refletindo uma tendência mais ampla de recuperação em todas as sub-regiões europeias.

Os destinos urbanos estão a liderar o renascimento do turismo na Europa, ultrapassando as tradicionais férias de sol e praia, indicando a análise que cidades como Munique (+37%), que beneficia de eventos desportivos importantes este verão, estão a registar um crescimento significativo face a 2023. O padrão é equilibrado nas sub-regiões europeias, com aumentos substanciais em todo o continente incluindo Viena (+23%), Edimburgo (+19%), Madrid (+16%) e Veneza (+16%).

Embora as estadias de média duração continuem a representar a maior parte das chegadas intra-regionais (63%), as viagens curtas de uma a três noites registam o maior crescimento no período em análise, com +23%, representando 16% de todas as estadias. As viagens longas – mais de duas semanas – registam um crescimento mais modesto de +5%.

A força asiática e norte-americana
A região da Ásia-Pacífico está a começar a mostrar sinais de reativação, com um crescimento impressionante das chegadas provenientes da China (+64%) e Japão (+53%) em comparação com 2023. Embora os volumes globais ainda estejam abaixo dos níveis pré-pandémicos, as melhorias na conectividade aérea conduziram a um aumento das viagens a partir destes países.

A China, em particular, é responsável por uma parte muito maior da capacidade de lugares do que antes da pandemia (+12 p.p.), em parte devido ao facto de a conectividade entre a China e os EUA continuar a estar limitada, o que significa que as companhias aéreas chinesas estão a utilizar a sua frota de aviões de grande porte em rotas para a Europa.

As viagens com vários destinos também estão a ser procuradas pelo mercado da Ásia-Pacífico neste verão de 2024, destacando a análise da ForwardKeys os pares de cidades como Budapeste-Viena (+118%), Milão-Munique (+106%), Praga-Amesterdão (+71%) e Istambul-Atenas (+63%), refletindo a popularidade dos destinos europeus urbanos para os viajantes asiáticos que procuram combinar atividades culturais, históricas e de compras.

Eventos globais impulsionam turismo
Certo é que os eventos estão a desempenhar um papel crucial no aumento da procura turística. As chegadas à Alemanha – anfitriã do Euro 2024 – apresentam um crescimento de 19% em comparação com o mesmo período em 2023. A procura de viagens durante os Jogos Olímpicos de Paris também é superior à do ano passado, com os mercados com melhor desempenho a incluir a China (+124%), o Japão (+57%), Alemanha (+32%) e os EUA (+25%).

O efeito da digressão “Eras” da cantora Taylor Swift também é notório, revelando um aumento significativo nas chegadas em torno das datas dos concertos em comparação com o período de verão no seu conjunto – incluindo Estocolmo (+136% vs +15%), Varsóvia (+203% vs +31%) e Londres (+45% vs +12%).

Estas mudanças, ligadas a datas de eventos específicos, revelam a importância dos grandes eventos para impulsionar o crescimento, mesmo em períodos de recessão económica, uma vez que a procura continua a ser elevada para experiências “únicas na vida”. Os destinos com infraestruturas bem desenvolvidas, como estádios, salas de espetáculos ou locais de festivais, podem beneficiar significativamente desta realidade.

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Solférias, Exoticoonline, Sonhando e Alto Astral lançam mais um voo charter para o Brasil no Fim de Ano

O novo voo charter, o quarto anunciado pela Solférias, Exoticoonline, Sonhando e Alto Astral para o Brasil no Fim de Ano, vai ter destino a Natal e conta com partida do Porto, a 26 de dezembro.

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A Solférias, a Exoticoonline, a Sonhando e a Alto Astral anunciaram mais um voo charter para o Brasil no Fim do Ano, que vai ter Natal como destino e que conta com partida do Porto no dia 26 de dezembro.

De acordo com os operadores turísticos, este será o quarto voo charter para o Brasil no período do Fim de Ano, o que se deve à “elevada procura existente para esta época do ano”.

“Esta parceria dá não só continuidade ao sucesso das operações recentes, como reforça a posição dos operadores como especialistas na venda do destino Brasil”, lê-se num comunicado conjunto divulgado esta terça-feira, 9 de julho.

O voo charter desde o Porto para Natal vai contar com programas para alojamento de sete noites no destino, cujas informações vão estar disponíveis nos sites dos operadores parceiros nesta operação.

“A Solférias, Exoticoonline, Sonhando e Alto Astral (este último com a responsabilidade da venda dos trajetos Brasil/Portugal), numa estreita colaboração com todos os seus parceiros no destino, proporcionam aos agentes de viagem a capacidade de responder à crescente procura por este encantador país, e mais concretamente por esta época emblemática do ano”, lê-se ainda na informação divulgada.

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Sesimbra Oceanfront Hotel

Alojamento

INE confirma que atividade turística superou níveis de 2019 no ano passado

Segundo o INE, as unidades de alojamento turístico nacionais contabilizaram, no ano passado, 32,5 milhões de hóspedes e 85,1 milhões de dormidas, com aumentos também nos proveitos, “evidenciando a retoma da atividade do setor depois da crise gerada pela pandemia de COVID-19”.

Inês de Matos

A atividade turística superou, no ano passado, os níveis de 2019, avança o Instituto Nacional de Estatística (INE), que identifica crescimentos de 12,5% e 10,3% no total de hóspedes e dormidas, respetivamente, totalizando 32,5 milhões de hóspedes e 85,1 milhões de dormidas.

Segundo os dados divulgados esta segunda-feira, 8 de julho, estes valores refletem “crescimentos médios anuais de 2,4% e 2,3%, pela mesma ordem, desde 2019, evidenciando a retoma da atividade do setor depois da crise gerada pela pandemia de COVID-19”.

Os dados do INE mostram que, no ano passado, “todas as regiões registaram acréscimos no número de dormidas”, mas o destaque foi para o Oeste e Vale do Tejo (+18,2%), Norte (+14,0%) e Grande Lisboa (+11,8%), que apresentaram as maiores variações, sendo menos expressivos no Algarve (+6,7%) e no Centro (+6,9%).

“Em comparação com 2019, o Algarve e a Península de Setúbal foram as exceções, ao ficarem, em termos de dormidas, ainda aquém dos níveis pré-pandemia (-1,5% e -0,9% respetivamente)”, acrescenta o INE.

Segundo o INE, no ano passado, houve “sinais de recuperação da crise no setor”, uma vez que se superaram “os valores recorde de 2019 nos principais indicadores”, com destaque para as chegadas de turistas não residentes em Portugal, que chegaram às 26,5
milhões, correspondendo a um acréscimo de 19,2% face a 2022 e de 7,7% comparativamente a 2019.

Por mercados, o espanhol manteve-se como principal mercado emissor de turistas internacionais para Portugal, com uma quota de 25,2% e depois de um crescimento de 16,7% face a 2022, seguindo-se o mercado do Reino Unido, que representou 12,6% do total e voltou a ser o segundo principal mercado emissor de turistas para território nacional, apresentando um aumento de 14,0%.

Já o mercado francês foi o terceiro principal emissor de turistas para Portugal, com uma quota de 12,4% do total e um crescimento de 11,0%, ainda que tenha descido uma posição face ao ano passado.

No que diz respeito a outros mercados, que no conjunto representaram 44,8% dos turistas não residentes que visitaram Portugal em 2023, o INE destaca os EUA, que cresceu 34,2% no ano passado, assim como o italiano, que apresentou ainda um aumento de 29,2%.

O INE realça que, em 2023, os mercados externos geraram 57,1 milhões de dormidas nas unidades de alojamento turístico nacionais, refletindo um crescimento anual de 14,9%, enquanto o mercado interno “gerou 1/3 das dormidas em 2023”, num total de 28,1 milhões, o que representa um crescimento de 2,1% face ao ano anterior.

“Face a 2019, as dormidas de não residentes ganharam expressão, ainda que de forma muito ligeira (+0,6 p.p.), e registaram um crescimento de 10,4%, acima da variação observada nas dormidas de residentes (+7,5%)”, lê-se no comunicado que acompanha os números.

No que diz respeito às dormidas, os mercados externos que mais se destacaram foram o  Reino Unido, que se “manteve como principal mercado emissor em 2023 (18,0% do total de dormidas de não residentes) e registou um crescimento de 10,2% das dormidas (+5,9% face a 2019)”, seguindo-se o mercado alemão (11,8% do total), que aumentou 12,4% (+5,9% face 2019), mantendo a segunda posição, enquanto Espanha manteve-se como terceiro mercado emissor (10,6% do total) e registou um acréscimo de 8,3% (+5,4% face a 2019).

“As dormidas de não residentes representaram 67,0% das dormidas na generalidade dos meios de alojamento em 2023, tendo este sido o ano, desde 2013, em que se observou uma maior dependência dos mercados internacionais, apenas superado pelo ano de 2017, em que estes mercados totalizaram 67,8% do total”, explica o INE.

O INE diz que o mercado britânico tem vindo a perder preponderância e sublinha que, “analisando o conjunto dos três principais mercados externos, em 2023, estes representaram 40,3% do total das dormidas de não residentes na generalidade dos meios de alojamento, o valor mais baixo desde 2013”, sendo que, se excluirmos os anos da pandemia, “desde 2016 que o peso dos três principais mercados tem vindo a diminuir”, registando-se mesmo um decréscimo de 7,5 p.p. face a 2013.

A Grande Lisboa foi a região nacional que apresentou menor dependência dos mercados tradicionais, enquanto o Algarve foi a região mais dependente do principal mercado externo, que representou 35,4% das dormidas de não residentes na região.

Os dados do INE mostram ainda que também a taxa de sazonalidade diminuiu no ano passado, chegando aos 36,9%, naquele que foi o valor mais baixo desde 2013, com destaque para os residentes (41,3%).

O Alentejo foi a região que registou maior taxa de sazonalidade (44,5%), seguido pela Península de Setúbal (42,5%), enquanto na Grande Lisboa e na RA Madeira se registaram os valores mais baixos deste indicador (29,9% e 30,2%, respetivamente).

Proveitos também subiram

O INE diz que, no ano passado, as dormidas cresceram em todas as categorias de alojamento turístico, que registaram um total de 30,0 milhões de hóspedes e 77,2 milhões de dormidas (+13,2% e +10,7%, respetivamente).

“Os parques de campismo receberam 2,1 milhões de campistas (+3,6%), correspondendo a 7,2 milhões de dormidas (+6,3%). Face a 2019, os hóspedes cresceram ligeiramente (+1,3%), mas as dormidas foram inferiores (-2,6%). As colónias de férias e pousadas da juventude receberam 347,5 mil hóspedes, (+12,3%), que totalizaram 781,4 mil dormidas (+9,2%)”, refere o INE.

O crescimento das dormidas ditou também um aumento dos proveitos, que somaram 6 015,3 milhões de euros nos proveitos totais, depois de um crescimento de 20,0%, e 4 622,6 milhões de euros nos proveitos de aposento, onde o aumento foi de 21,4%, com o INE a indicar que, desde 2019, estes indicadores apresentaram crescimentos anuais médios de 8,8% e 9,4%, respetivamente.

Já o RevPAR atingiu os 64,8 euros no ano passado, crescendo 15,4% face a 2022, enquanto o o rendimento médio por quarto ocupado chegou aos 113,0 euros, depois de aumentar 9,1%.

Os dados do INE mostram ainda que, segundo o índice de Herfindahl–Hirschman (IHH), que permite avaliar níveis de concentração com base nos proveitos totais dos estabelecimentos de alojamento turístico, no ano passado, houve “uma tendência de redução da concentração no setor”, o que levou a um aumento da concorrência, uma vez que este indicador atingido os 28,5 em 2023 (45,6 em 2013), “o valor mais baixo neste período”.

“Numa análise por segmento, em 2023, o IHH foi mais baixo no alojamento local (20,0), seguindo-se a hotelaria (37,0) e o turismo no espaço rural e de habitação (47,4)”, explica o INE, revelando que, em termos regionais, o IHH atingiu os valores mais elevados na Península de Setúbal (472,6), na RA Madeira (347,9) e na RA Açores (315,2), enquanto os valores mais reduzidos observaram-se no Norte (62,1), no Centro (76,3) e na Grande Lisboa (90,1).

O INE diz ainda que, a 31 de julho de 2023, estavam em atividade e com movimento de
hóspedes, 8 015 estabelecimentos turísticos nacionais, correspondendo a um aumento de 7,9% face a 2022 e a um aumento médio anual de 2,9% desde 2019.

Viagens dos residentes ao estrangeiro também subiram

Os dados divulgados pelo INE esta segunda-feira, 8 de julho, mostram ainda que também o número de viagens realizadas pelos residentes ao estrangeiro aumentou no ano passado, com 51,7% da população residente em Portugal a realizar, pelo menos, uma viagem turística, o que representou um acréscimo de 4,0 p.p. face a 2022 (mais 431,9
mil turistas), correspondendo a 5,3 milhões de indivíduos, número ainda 2,1% abaixo do total de 2019.

“As deslocações turísticas dos residentes atingiram os 23,7 milhões, refletindo uma variação anual de 4,6%, embora ainda aquém dos valores de 2019 (-3,2%). As viagens em território nacional aumentaram 2,4% (-4,3% face a 2019), atingindo 20,4 milhões (86,4% do total, 88,3% em 2022 e 87,3% em 2019). As deslocações para o estrangeiro ganharam representatividade (13,6%, +1,9 p.p. acima do valor de 2022, +1,0 p.p. face a 2019) ao alcançarem 3,2 milhões em 2023 (+21,5% face ao ano anterior, +4,1% em comparação com 2019)”, resume o comunicado divulgado pelo INE.

No ano passado, as viagens turísticas dos residentes geraram mais de 96,5 milhões de dormidas (+2,0% face a 2022, -2,7% face a 2019), tendo a maioria ocorrido em Portugal (77,1% do total, 78,4% em 2022 e 77,6% em 2019).

Já as dormidas em território nacional registaram um acréscimo de 0,3%, enquanto as ocorridas no estrangeiro aumentaram 8,0%, aproximando-se dos níveis de 2019 (-3,2% e -0,8%, respetivamente).

O alojamento em casa de familiares ou amigos manteve-se como o meio de alojamento mais utilizado nas dormidas dos residentes, concentrando 39,6 milhões de dormidas (41,0% do total, +1,5 p.p. do que no ano anterior e +2,4 p.p. face a 2019), sendo que esta modalidade prevaleceu nas deslocações em território nacional (44,9% das dormidas, +3,2 p.p. do que em 2022 e +3,3 p.p. em comparação com 2019).

No entanto, nas deslocações ao estrangeiro foram os “estabelecimentos hoteleiros e similares” que reuniram a preferência dos residentes (53,2% das dormidas, -1,1 p.p. do que em 2022, -0,5 p.p. do que em 2019).

Já a despesa média por turista em cada viagem teve um acréscimo de 4,3% face ao valor de 2022, fixando-se em 242,4 euros (+23,9% face a 2019), com destaque para as viagens em Portugal, em que os gastos foram de 164,3 euros por turista/viagem, +1,1 euros que em 2022 e +31,3 euros em comparação com 2019, enquanto nas deslocações para o estrangeiro, o gasto médio por turista/viagem decresceu 2,1% em 2023 (+17,5% do que em 2019), tendo atingido 736,6 euros.

 

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“As tecnologias e aplicações que estão já disponíveis são muitas, mas ainda muito pouco expressivas em relação ao que aí vem”

“Walk the Talk: AI in Hospitality and Travel 2024-2026”, que se realiza em Lisboa, é o “kick-off” para mais 23 eventos que a BAE Ventures irá realizar em todo o mundo, focados no setor do turismo. Para Henrique Veiga, CEO da BAE Ventures, estamos ainda no início, admitindo que “estamos perante o nascer de uma nova era, comparável ao aparecimento da internet, e que vai mudar profundamente o mundo tal como o conhecemos”.

Victor Jorge

Há muito que a Inteligência Artificial (IA) entrou no léxico de todo o mundo e o setor do turismo não poderia ser indiferente a esta “nova realidade”. A BAE Ventures escolheu Lisboa com cidade anfitriã do primeiro evento – de um conjunto de 24 que se realizarão em todos o mundo – que irá discutir como a IA poderá intervir na hospitality e viagens, sendo certo que, segundo o que Henrique Veiga, CEO da BAE Ventures, assinalou ao Publituris, “a capacidade de prever tendências com precisão ajuda as empresas a estarem mais bem preparadas para responder às necessidades dos clientes e às mudanças do mercado”. E considera que a rapidez e qualidade dos dados disponíveis poderão incluir “ajustes imediatos em preços, alocação de recursos, gestão de pessoal e atendimento ao cliente”, entre outros.

A BAE Ventures escolheu Lisboa para acolher nos próximos dias 9 e 10 de julho o encontro de lançamento do “Walk the Talk: AI in Hospitality and Travel 2024-2026”, num projeto coorganizado, em Portugal, com o Nova SBE Westmont Institute of Tourism & Hospitality. Este é um tema incontornável na e para as indústrias da ‘hospitality’ e viagens?
Sim, este é um tema incontornável no setor, pois a Inteligência Artificial (IA) tem o potencial de transformar profundamente a indústria da hospitality e das viagens. A IA melhora a experiência do cliente, aumenta a eficiência operacional e permite uma gestão mais precisa dos recursos.

A parceria com o Nova SBE Westmont Institute of Tourism & Hospitality adiciona valor ao evento, combinando expertise académica e empresarial. Este instituto, conhecido pelo seu foco em excelência na educação e inovação, prepara líderes para o futuro do setor, assegurando que o evento será um ponto de encontro para a troca de conhecimentos, networking e de aprendizagem prática e estratégica.

Um facto incontornável é que a IA já está a revolucionar a indústria da hospitality e das viagens, abrindo novas oportunidades para a inovação e o crescimento, tornando este tema absolutamente essencial.

O que trará este evento a Portugal, sendo que se trata de um dos 24 eventos que a BAE Ventures organiza em 24 cidades de todo o mundo?
Acreditamos que este evento proporcionará uma plataforma robusta para a partilha de conhecimento e networking, ligando profissionais e líderes da indústria globalmente e trazendo benefícios significativos a Portugal. Os participantes terão acesso a masterclasses, estudos de casos concretos, apresentações práticas de IA em hospitality e turismo, palestras de especialistas e workshops interativos.

Ao escolher Lisboa, a BAE Ventures destaca a importância da colaboração internacional e promove a cidade como um ponto de encontro global para explorar a IA. Incentivará o envolvimento de gestores hoteleiros, “desenvolvedores” de tecnologia, investidores, académicos e responsáveis políticos, permitindo a partilha de estratégias e melhores práticas para a integração da IA no setor.

O evento criará oportunidades para startups e empresas apresentarem as suas inovações, atraindo investimentos e estabelecendo parcerias estratégicas. Facilitará também a criação de uma comunidade global de profissionais dedicados à IA no turismo, fortalecendo a posição de Portugal como líder em inovação no setor.

Ao acolher este evento, Portugal beneficiará da entrada de conhecimento e inovação, consolidando a sua reputação como um epicentro para a discussão e desenvolvimento de tecnologias avançadas na hospitality e viagens.

Poder transformador
O que poderá aportar, na realidade, a Inteligência Artificial (IA) ao universo da hospitality e também das viagens e que impacto transformador poderá ter nestes setores do turismo?
A IA tem o potencial de transformar profundamente o setor da hospitality e das viagens, trazendo benefícios tangíveis que vão desde a personalização da experiência do cliente até à otimização da eficiência operacional e à promoção de práticas sustentáveis. Esta transformação permite que as empresas melhorem a sua competitividade e criem experiências mais memoráveis e agradáveis para os seus clientes.

A IA permite analisar dados relativos à matriz de preferências dos clientes para oferecer experiências personalizadas, adaptando recomendações e serviços em tempo real, o que aumenta naturalmente a satisfação e a fidelização. Além disso, a automação de tarefas como reservas e check-in reduz erros e custos, permitindo que as equipas se concentrem em atividades de maior valor. A IA pode também ajudar a otimizar a gestão de stocks e a alocação de recursos, aumentando a eficiência operacional.

Outra vantagem significativa é a capacidade da IA de prever tendências de viagens e comportamentos dos clientes, permitindo o ajuste proativo das estratégias de marketing e vendas para se manter competitiva. Com insights detalhados sobre as preferências e padrões dos clientes, as empresas podem criar campanhas de marketing mais eficazes e direcionadas, melhorando a taxa de conversão e maximizando o retorno sobre o investimento. Esta talvez seja uma das áreas onde as alterações com a introdução da IA será mais rápida e contundente.

A IA pode prever picos de afluência e distribuir os turistas de forma mais equilibrada, ajudando a evitar a sobrecarga de destinos populares

Mas a IA também pode melhorar a segmentação de mercado e personalização de ofertas, ajudando as empresas a identificar nichos de mercado e a adaptar seus produtos e serviços para atender às necessidades específicas desses segmentos. Isso pode resultar num aumento das vendas e na fidelização do cliente. A gestão de recursos também é otimizada, com a IA a aumentar a eficiência energética e a alocação de recursos humanos, reduzindo custos operacionais e apoiando práticas sustentáveis. Para além de poder ajudar a otimizar a dinâmica de preço, ajustando-os em tempo real com base na procura, concorrência e outros fatores.

A IA está, sem dúvida, a revolucionar o setor da hospitality e das viagens, proporcionando múltiplos benefícios que vão da eficiência operacional às estratégias de marketing e vendas.

Que exemplos pode dar de tecnologias de IA que estão a transformar as experiências na hospitality e viagens?
Alguns exemplos incluem, chatbots e Assistentes Virtuais, que proporcionam atendimento 24/7, ajudando com reservas e alterações de itinerários. Os Sistemas de Recomendação, os quais personalizam ofertas com base nas preferências dos clientes, analisado o histórico de navegação e de preferências dos utilizadores.

A Análise Preditiva, que revê procura e ocupação, ajusta preços e gere o inventário eficientemente. Isto permite antecipar a procura, ajustar as tarifas e otimizar a gestão de inventário. A Automação e Robótica, as quais automatizam tarefas administrativas, check-in e gestão de bagagens, reduzindo a carga de trabalho dos colaboradores.

O Reconhecimento Facial, que simplifica o check-in em hotéis e aeroportos. Esta tecnologia de reconhecimento facial pode reduzir o tempo de check-in para menos de um minuto. Também os Sensores “Internet of Things” (IoT), que otimizam energia e conforto, ajustando automaticamente a iluminação e a climatização com base na ocupação dos quartos e preferências dos hóspedes. A Realidade Aumentada (AR) e Virtual (VR), com as quais são criadas experiências imersivas e pré-visualizações de destinos. A AR pode fornecer informações adicionais sobre pontos turísticos, enquanto a VR permite que os clientes explorem virtualmente quartos de hotel antes de fazer uma reserva.

E ainda a Tradução Automática, constituída por ferramentas que facilitam a comunicação entre hóspedes e funcionários de diferentes idiomas, melhorando a acessibilidade dos serviços. E a Monitorização de Sentimentos, conceito que analisa feedback para melhorias. Ou seja, sistemas de IA captam o sentimento dos comentários em plataformas online, fornecendo insights às empresas que lhes permitem ajustar os seus serviços conforme necessário.

Mas é também muito importante destacar que estamos ainda no início da viagem da IA. As tecnologias e aplicações que estão já disponíveis são muitas, mas ainda muito pouco expressivas, em relação ao que aí vem.

Gerir fluxos
Muito se tem falado na gestão de fluxos turísticos, de forma a contrariar a tendência de turismo massivo nalguns destinos. Essa poderá ser uma das aplicações da IA?
Sim, a IA pode desempenhar um papel crucial na gestão de fluxos turísticos. Através da análise de dados em tempo real, a IA pode prever picos de afluência e distribuir os turistas de forma mais equilibrada, ajudando a evitar a sobrecarga de destinos populares.

Esta capacidade é fundamental para criar uma experiência turística mais sustentável e agradável, tanto para os visitantes quanto para os residentes locais. Um exemplo inovador desta aplicação é o trabalho desenvolvido pela Fundacion Metropoli, um importante parceiro da BAE Ventures, que tem sido pioneira na criação de cidades inteligentes e sustentáveis ao longo dos últimos 25 anos. Os seus projetos visam a utilização de tecnologias avançadas de IA e IoT para gerir de forma eficiente os fluxos turísticos, integrando diferentes modos de transporte, monitorizando o uso de recursos e melhorando a experiência dos visitantes.

Utilizando dados de smartphones, câmaras de vigilância e sensores IoT, a IA pode analisar a densidade de turistas em tempo real e sugerir redistribuições para áreas menos congestionadas. Isto pode incluir o redireccionamento automático de turistas para atrações menos conhecidas ou horários de visita alternativos, evitando picos de afluência. A IA pode também criar rotas turísticas personalizadas que distribuem a pressão turística de forma mais equilibrada, recomendando destinos menos frequentados, mas igualmente interessantes. E relembro que em muitos destinos muitas destas soluções já estão implementadas.

Com a análise preditiva, as autoridades turísticas podem lançar campanhas de marketing direcionadas para promover destinos alternativos em épocas específicas, equilibrando a distribuição dos turistas ao longo do ano e reduzindo a sazonalidade

Analisando dados históricos e comportamentais, a IA pode prever padrões de visita e ajustar proactivamente os serviços e infraestruturas necessárias, como a gestão de transportes públicos e a alocação eficiente de recursos de segurança. Sensores ambientais e IA podem monitorizar o impacto do turismo em áreas sensíveis, ajustando as permissões de acesso e sugerindo medidas para mitigar o impacto ecológico, especialmente em zonas naturais e parques. Com a análise preditiva, as autoridades turísticas podem lançar campanhas de marketing direcionadas para promover destinos alternativos em épocas específicas, equilibrando a distribuição dos turistas ao longo do ano e reduzindo a sazonalidade.

O projeto da “Superciudad de Madrid” da Fundacion Metropoli exemplifica como a IA pode ser integrada numa abordagem holística para a gestão urbana e turística. A fundação tem utilizado estas tecnologias e inovações para transformar Madrid numa cidade modelo em termos de inovação e sustentabilidade.

Em suma, a aplicação da IA na estão de fluxos turísticos não só ajuda a evitar a superlotação e a preservar a qualidade de vida dos residentes, como também enriquece a experiência dos visitantes, promovendo um turismo mais equilibrado.

Trata-se, efetiva e somente de melhorar a eficiência operacional ou a IA poderá ir mais além?
A IA vai muito além de simplesmente melhorar a eficiência operacional no setor da hospitality e das viagens. Além de otimizar processos e reduzir custos, a IA transforma profundamente a experiência do cliente, as estratégias de marketing e vendas, e promove práticas sustentáveis.

A IA proporciona uma transformação abrangente e inovadora no setor, ao criar oportunidades de crescimento e personalização. Ela permite a criação de campanhas de marketing altamente direcionadas, melhorando a lealdade dos clientes e maximizando o retorno sobre o investimento. No campo das vendas, facilita a segmentação de mercado e a adaptação de ofertas, resultando num aumento significativo nas vendas. Ao promover práticas sustentáveis que beneficiam tanto as cidades quanto o meio ambiente, a IA otimiza recursos e equilibra o turismo, contribuindo para a preservação dos destinos turísticos e a sustentabilidade global. Dessa forma, a IA está a moldar um futuro mais inteligente, sustentável e rentável para o setor da hospitality e das viagens.

Foto: Depositphotos.com

Quais as tarefas específicas que estão a ser automatizadas pela IA e que impacto poderão ter na força de trabalho/recursos humanos?
Tarefas como reservas, atendimento ao cliente, gestão de inventário, limpeza e manutenção, estão a ser automatizadas pela IA. Isto pode libertar os colaboradores para se concentrarem em tarefas que requerem um toque humano, como o atendimento personalizado e a resolução de problemas complexos. No entanto, também implica a necessidade de requalificação dos colaboradores para que possam desempenhar novas funções que surgem com a automação.

Como é que a IA está a ajudar na análise de dados para prever tendências de viagem e comportamento dos clientes?
A IA utiliza algoritmos de Machine Learning (ML) para analisar grandes volumes de dados históricos e em tempo real, identificando padrões e tendências. Isto permite prever comportamentos futuros, ajustar ofertas em tempo real e criar estratégias mais eficazes de marketing e vendas. A capacidade de prever tendências com precisão ajuda as empresas a estarem mais bem preparadas para responder às necessidades dos clientes e às mudanças do mercado.

A capacidade de prever tendências com precisão ajuda as empresas a estarem mais bem preparadas para responder às necessidades dos clientes e às mudanças do mercado

“Agora” e “Já”
Poder-se-á dizer que a IA veio reforçar a gestão em real-time. Ou seja, através da IA poder-se-ão tomar decisões no momento que de outra forma seriam impossíveis tomar?
Absolutamente. A IA permite a análise e interpretação de dados em tempo real, o que é crucial para tomar decisões rápidas e informadas. Ou seja, não é apenas o tema do tempo real, mas a qualidade das decisões em tempo real. Isto pode incluir ajustes imediatos em preços, alocação de recursos, gestão de pessoal e atendimento ao cliente. A capacidade de agir de forma proativa, em vez de reativa, oferece uma vantagem competitiva significativa.

Com a IA veio, igualmente, uma maior preocupação com segurança e privacidade associadas ao uso de IA no setor de hospitality e viagens? Como é que as empresas podem ou estão a garantir que os dados dos clientes estão protegidos ao utilizar tecnologias de IA?
A segurança e privacidade dos dados são preocupações cruciais. As empresas estão a implementar diversas medidas para garantir a proteção dos dados dos clientes. A criptografia é usada para proteger dados sensíveis durante a transmissão e armazenamento, garantindo que apenas os destinatários autorizados possam aceder à informação. A “anonimização” remove informações identificáveis dos dados dos clientes, protegendo a sua privacidade. Para além da implementação de controlos de acesso rigorosos para assegurar que apenas o pessoal autorizado pode aceder aos dados.

As empresas também seguem regulamentações como o RGPD para garantir que os dados são tratados de forma ética e segura, cumprindo todas as normas legais e garantindo a confiança dos clientes.

De que maneira a IA pode contribuir para práticas mais sustentáveis no setor da hospitality e viagens?
A IA pode ajudar a implementar práticas mais sustentáveis ao otimizar o consumo de energia, monitorizando e gerindo eficientemente o uso de energia em hotéis e outros estabelecimentos. Permite também uma previsão precisa da procura, evitando o desperdício de alimentos e de outros recursos.

A IA também melhora a alocação de recursos como a água e os produtos de limpeza, assegurando uma gestão eficiente. Por fim, pode ser utilizada para promover destinos sustentáveis, incentivando rotas e locais que contribuem para a preservação ambiental, ajudando a equilibrar o impacto do turismo no meio ambiente.

Não é apenas o tema do tempo real, mas a qualidade das decisões em tempo real

Promessas e desafios
Quais as inovações mais promissoras que a IA poderá trazer no futuro para o turismo?
É uma pergunta muito difícil. Como já referi, estamos no início da viagem. No futuro, a IA promete trazer inovações ainda mais avançadas e transformadoras para os setores de hospitality e viagens e uma das inovações mais promissoras é a criação de experiências hiperpersonalizadas através da análise preditiva de dados. Utilizando algoritmos sofisticados de Machine Learning, os hotéis poderão prever as necessidades e preferências dos hóspedes antes mesmo da sua chegada, oferecendo serviços e produtos altamente customizados, como programas de bem-estar, experiências gastronómicas e até mesmo atividades baseadas no perfil psicológico do hóspede.

Outra inovação revolucionária será a implementação de robôs e assistentes de IA com capacidades avançadas de interação e tomada de decisões em tempo real. Esses robôs poderão realizar tarefas complexas e até o atendimento a pedidos específicos de maneira eficiente e humana. Além disso, a IA permitirá a criação de ambientes totalmente integrados e inteligentes, onde a automação será levada a um novo nível, ajustando não apenas a temperatura e a iluminação, mas criando atmosferas personalizadas através de música, aromas e decoração baseada no estado de espírito do hóspede.

No setor de viagens, a IA poderá transformar radicalmente a forma como planeamos e vivenciamos as viagens. Uma inovação futura será o desenvolvimento de sistemas de IA que atuam como companheiros de viagem virtuais, capazes de oferecer suporte contínuo e adaptativo durante toda a jornada. Esses sistemas poderão antecipar imprevistos, replanear itinerários em tempo real e proporcionar uma experiência de viagem fluida e sem interrupções.

Imagine um assistente virtual que não só reserva um restaurante, mas também coordena transporte, monitoriza o trânsito, ajusta as reservas de acordo com possíveis atrasos e até sugere alternativas em caso de mudanças inesperadas no clima.

Penso que a IA avançará também na criação de experiências de Realidade Aumentada e virtual para enriquecer a viagem. Antes mesmo de sair de casa, os viajantes poderão explorar destinos, hotéis e atrações em detalhe através de tours virtuais hiper-realistas, facilitando decisões informadas aumentando a expectativa e o planeamento das férias.

Durante a viagem, dispositivos de realidade aumentada poderão fornecer informações contextuais em tempo real, traduzir sinais e conversas, e até oferecer narrativas históricas ou culturais instantâneas sobre os locais visitados, tornando cada experiência mais imersiva e educativa.

Estas inovações destacam o potencial da IA não apenas para melhorar, mas para reinventar os setores de hospitality e viagens, criando experiências mais interligadas, personalizadas e intuitivas para os usuários.

Uma outra ponte muito interessante e que certamente surgirá é a ligação da IA à neurociência que permitirá abrir novas avenidas. Os últimos tempos testemunharam uma onda de inovações revolucionárias em IA por parte de gigantes tecnológicas como Google, Microsoft e Apple, que prometem transformar profundamente também os setores da hospitality e viagens. Estas inovações não só destacam o potencial da IA para criar oportunidades, mas também ilustram como as tecnologias de ponta podem ser aplicadas para resolver desafios complexos e melhorar a experiência do cliente.

Acredito que estamos perante o nascer de uma nova era, comparável ao aparecimento da internet, e que vai mudar profundamente o mundo tal como o conhecemos.

Estamos perante o nascer de uma nova era, comparável ao aparecimento da internet, e que vai mudar profundamente o mundo tal como o conhecemos

Nesse sentido, quais são os maiores desafios a enfrentar pela implementação de IA na indústria da hospitality e viagens?
Os maiores desafios na implementação da IA incluem diversos aspetos críticos. Primeiro, o custo de implementação é um obstáculo significativo, especialmente para PME que podem achar dispendioso investir em tecnologias avançadas de IA. Além disso, garantir que os novos sistemas de IA se integrem perfeitamente com as infraestruturas existentes é um desafio técnico que exige recursos e expertise especializados.

Outro desafio importante é a qualificação dos profissionais. É necessário formar e requalificar os colaboradores para que possam trabalhar eficazmente com as novas tecnologias, o que pode exigir tempo e investimento adicional. As preocupações com a privacidade também são cruciais, pois é necessário garantir a conformidade com as regulamentações de privacidade e segurança dos dados para proteger as informações dos clientes.

Mas na minha opinião o mais importante é o desafio da adaptação cultural. Superar a resistência à mudança tanto por parte dos colaboradores como dos clientes é essencial para uma implementação bem-sucedida da IA. É uma missão de toda a equipa, mas tem de ter uma enorme motivação do top management das empresas. É sempre difícil porque não é um processo linear. Sabemos onde começamos, mas não sabemos onde vamos terminar e nessa medida é um processo, uma viagem que precisa de ser acompanhada com muita humildade, com uma abertura total de que estamos todos a aprender e a definir o futuro todos os dias. Estou convencido que esta característica de abertura a novas realidades, sem ideias pré-concebidas e uma postura entusiástica sobre a evolução da nossa sociedade, tal como a vemos e vivemos hoje é fundamental para encarar todas estas alterações.

E é também fundamental reconhecer que não existe uma única forma de adaptação. Há vários caminhos e realidades, e cada organização precisa identificar e seguir o caminho mais adequado para sua realidade específica. As organizações não são todas iguais e, portanto, cada uma delas fará um percurso diferente na implementação da IA.

É crucial que as empresas avaliem cuidadosamente as suas necessidades, recursos e cultura organizacional para escolher a abordagem que melhor se alinha com suas metas e capacidades. Essa flexibilidade na abordagem permite que cada organização encontre a melhor maneira de integrar a IA, maximizando os benefícios e minimizando os desafios.

E como estão estes setores a reagir à implementação da IA em Portugal?
A verdade é que muitas empresas já têm algumas ferramentas de IA implementadas e em alguns casos até desconhecem que usam a tecnologia. Mas para responder assim muito objetivamente creio que a adesão ao evento que estamos a organizar demonstra isso mesmo.

Eventos como o “Walk the Talk: AI in Hospitality and Travel” exemplificam esta tendência, proporcionando plataformas para a partilha de conhecimento e a promoção de boas práticas. A resposta tem sido muito positiva, com um crescente reconhecimento do valor que a IA pode trazer para a competitividade e sustentabilidade do setor.

Temos cerca de 900 pessoas registadas num evento lançado há apenas um mês, o que demonstra o elevado interesse e a necessidade de informação sobre este tema. Muitas pessoas sentem um overload de informação sobre IA, precisando de ajuda para triar e qualificar a informação relevante.

Há também uma preocupação significativa sobre a segurança das funções na era da IA, com dúvidas sobre a continuidade das suas funções e sobre as ferramentas necessárias para se adaptarem à nova realidade. Para além do sentimento comum a muitos profissionais do sector de que as suas empresas estão atrasadas na implementação de IA e necessitam de explorar caminhos sobre como avançar.

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