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Receitas dos hotéis Vila Galé crescem 6%

Em 2018, o grupo Vila Galé alcançou em Portugal receitas no valor de 112 milhões de euros, o que equivale a um crescimento de 6% comparativamente a 2017, ano em que a cadeia tinha alcançado 106 milhões de euros.

Carina Monteiro
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Receitas dos hotéis Vila Galé crescem 6%

Em 2018, o grupo Vila Galé alcançou em Portugal receitas no valor de 112 milhões de euros, o que equivale a um crescimento de 6% comparativamente a 2017, ano em que a cadeia tinha alcançado 106 milhões de euros.

Carina Monteiro
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Em 2018, o grupo Vila Galé alcançou em Portugal receitas no valor de 112 milhões de euros, o que equivale a um crescimento de 6% comparativamente a 2017, ano em que a cadeia tinha alcançado 106 milhões de euros.

Os resultados do grupo foram apresentados esta quarta-feira, dia 9, num encontro com a imprensa. De acordo com o administrador da Vila Galé, Gonçalo Rebelo de Almeida, a cadeia tinha a ambição de manter os resultados muito positivos de 2017 e os primeiros meses de 2018 pareciam antever um “ano altamente promissor”, algo que acabou por se atenuar ao longo do ano.

Para deste abrandamento terão contribuído alguns factores que “já vêm de trás, mas que tiveram reflexo”, tais como instabilidade do mercado inglês e a indefinição do Brexit, assim como “o reaparecimento de países como a Turquia, a Tunísia ou o Egito que são concorrentes, em certa medida, da Madeira e do Algarve, sobretudo no produto de all inclusive para famílias”, explica. Gonçalo Rebelo de Almeida afirma que, nestes destinos em particular, houve uma queda, principalmente provocada pelos dois grandes operadores europeus, TUI e Thomas Cook, que direcionaram parte das suas operações para destinos concorrentes”.

No exercício de 2018, os hotéis da Vila Galé em Portugal registaram um ligeira quebra de quartos ocupados mas o preço médio global subiu 7%, por força de medidas que o grupo levou a cabo, tais como “a criação de quartos superiores, mexidas nos canais de distribuição e reajustamento de valores”.

No que diz respeito a mercados, o português continua a ser o principal mercado dos hotéis Vila Galé em Portugal, representando 30% das dormidas, seguido do mercado inglês, que teve uma quebra de 8%, o alemão, espanhol e francês.

Gonçalo Rebelo de Almeida destacou como positivo o comportamento do mercado brasileiro e do norte-americano. No caso deste último, figurou pela primeira vez no top 10 dos mercados emissores.

“Os turistas americanos acabam por ter um comportamento semelhante ao do mercado brasileiro, na medida em que procuram vários destinos no País”, explicou.

Ainda em jeito de balanço, Gonçalo Rebelo de Almeida falou das unidades abertas em Portugal e no Brasil durante o ano de 2018. Começando por dizer que foi um ano desafiante devido à abertura de três unidades, algo que só sucedeu em 2002, o administrador disse estar a satisfeito com os três hotéis: Vila Galé Sintra, Vila Galé Braga e Vila Galé Touros (este último no Brasil).

No caso do Vila Galé Sintra, com um conceito que promove o estilo de vida saudável, teve um bom desempenho no Verão entre o segmento de famílias e superou as expectativas no que diz respeito à componente de eventos. Em Braga, os resultados também são satisfatórios, com os clientes a elogiar a recuperação que foi feita do edifício. As duas unidades têm obtido as pontuações mais elevadas dos hotéis do grupo nas plataformas digitais, tendo as equipas obtido “excelente feedback”.

Brasil
Relativamente às unidades no Brasil, o grupo registou receitas de 318 milhões de reais (já incluindo a operação do novo Vila Galé Touros), representando um aumento de 20% face aos 265 milhões de reais verificados em 2017.

Neste país, a Vila Galé detém três hotéis de cidade (Rio de Janeiro, Salvador e Fortaleza) e cinco resorts: Marés, Ecoresort do Cabo, Ecoresort de Angra, Cumbuco e, inaugurados este ano, em setembro, o Vila Galé Touros e, em dezembro, o Vila Galé Costa dos Ventos Suites.

Considerando um câmbio de 1€ = 4,4R$, a operação no Brasil gerou 72 milhões de euros, reflectindo também algum efeito cambial já que, no anterior exercício se verificava uma taxa de câmbio de 1€ = 3,9R$.

Renovações
Em 2018, o grupo investiu cerca de 1,5 milhões de euros em renovações e novos conceitos em Portugal, destacando-se a abertura de duas pizzarias Massa Fina (em Vilamoura e Lagos), o lançamento do conceito Vila Galé Café e a renovação de quartos no hotel Vila Galé Ampalius (Vilamoura).

As ampliações e remodelações em unidades brasileiras mereceram um investimento de quase 20 milhões de reais. Aqui, são de evidenciar o aumento do número de quartos nos resorts Vila Galé Marés e Vila Galé Cumbuco, que passaram a ter mais de 500 quartos cada um.

2019
Gonçalo Rebelo de Almeida não prespetiva um ano de 2019 muito diferente do anterior, a menos que “aconteça algo absolutamente extraordinário”.

Destinos como Lisboa, Centro, Norte e Alentejo devem um bom desempenho, esperando-se mais dificuldades no Algarve e na Madeira, pelo abrandamento de alguns mercados emissores, já verificado em 2018.

Durante este ano, existem perspetivas que o mercado norte-americano volte a crescer devido à abertura de novas rotas da TAP. Já quanto ao mercado português, este deve ter o mesmo desempenho. “O maior receiro continua a ser o Reino Unido”, conclui.

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TAP mantém liderança nos passageiros transportados entre o Brasil e a Europa

Desde o início do ano, a TAP já transportou 1.140.800 passageiros nas rotas entre a Europa e o Brasil, “duas vezes mais que a segunda colocada no ranking”.

A TAP manteve-se como a companhia aérea líder no transporte de passageiros entre o Brasil e a Europa e, desde o início do ano, já transportou 1.140.800 passageiros, “duas vezes mais que a segunda colocada no ranking”.

Num comunicado enviado à imprensa, a companhia aérea de bandeira nacional destaca o período de julho a setembro, em que a foram transportados mais de 500 mil passageiros, o que corresponde a “um aumento de 223% em relação ao ano anterior”.

A TAP destaca ainda a performance do mês de setembro, ao longo do qual realizou 1.318 voos de e para o Brasil, o que representa “92% em relação ao mesmo mês de 2019, ou seja, período pré-pandemia”.

“Com menos oferta de lugares que em 2019, em setembro, a TAP transportou 97% dos passageiros do período homólogo de 2019”, sublinha a companhia aérea na informação divulgada, revelando que, no Brasil, a TAP já está com cerca de 85% da capacidade em relação ao período anterior à pandemia e pretende chegar aos 90% até ao final do ano.

A companhia aérea de bandeira nacional reafirma o seu compromisso com o Brasil e diz que este continua a ser “um dos mercados prioritários para a TAP”, motivo pelo qual vai continuar a investir, até ao final do ano, no atendimento a passageiros brasileiros, uma vez que, defende a transportadora, este é um “diferencial” que  mantém a TAP como a principal companhia aérea internacional nas ligações entre Brasil e Europa.

Recorde-se que a TAP conta atualmente com voos diretos entre Lisboa e São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Natal, Maceió, Porto Alegre, Recife e Salvador, aos quais se juntam ainda os voos entre o Porto e São Paulo e o Rio de Janeiro, num total de 13 rotas diretas entre Portugal e Brasil.

 

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Aumento dos custos e falta de pessoal são os maiores problemas para a indústria dos cruzeiros

Além das questões relacionadas com a sustentabilidade e os impactos ambientais, o aumento dos custos e a falta de trabalhadores estão a a afetar a indústria dos cruzeiros.

A 12.ª edição do International Cruise Summit (ICS), realizada nos dias 15 e 16 de novembro, em Madrid, colocou o foco nos problemas globais relativos ao aumento dos custos e na falta de trabalhadores que estão a afetar a indústria dos cruzeiros.

Com a indústria dos cruzeiros a registar uma recuperação da atividade em 2022, embora os níveis de ocupação ainda tenham ficado abaixo do período pré-pandémico, nos últimos três anos foram incorporados novos navios de grande capacidade com as últimas tecnologias no que diz respeito ao meio-ambiente, substituindo navios mais antigos, pequenos e ineficientes, de forma a dar espaço para as novas unidades.

Apesar dos níveis de ocupação não terem recuperado totalmente e de haver mais lugares disponíveis, as companhias de navegação estão empenhadas em não baixar os preços, o que, segundo as conclusões a que se chegou no ICS, “desvalorizaria um produto que oferece uma relação qualidade/preço excecional, e que também enfrenta uma subida de custos de combustível nunca antes vistos”.

Assim, combater os mitos que prejudicam a reputação dos navios de cruzeiro é um objetivo de curto e médio prazo, destacando não apenas a sua segurança sanitária, mas também o compromisso com a redução do impacto ambiental e o valor para os destinos, onde cada passageiro de cruzeiro produz uma despesa de 750 dólares (cerca de 720 euros) numa semana de cruzeiro.

Outras das conclusões retiradas da cimeira diz respeito à falta de voos ou frequências em determinadas rotas que se mantém, optando-se por mais portos de embarque, bem como pelo transporte de passageiros em comboio ou mesmo autocarro.

O fenómeno da escassez ocorre, de resto, em várias áreas da cadeia de fornecimento, desde a escassez de autocarros, motoristas e guias turísticos para excursões, à dificuldade em encontrar pessoal que queira trabalhar a bordo e nas operações portuárias. No entanto, a indústria espera que a normalidade seja restabelecida à medida que a atividade económica continua a evoluir.

A sustentabilidade, “um autêntico mantra” para as empresas de cruzeiros, levou-as mesmas a construírem navios com as últimas tecnologias em redução de emissões, purificação de água, programas de redução de plásticos descartáveis, papel e separação para reciclagem, tendo ampliando a sua influência, inclusivamente, aos próprios escritórios das empresas, mas também nos destinos, onde se procura uma abordagem holística que inclua não só as boas práticas ambientais ao nível do porto, mas também ao longo da cadeia de valor do destino, ou seja, nos operadores turísticos, transportes, locais a visitar ou empresas de atividade.

Além disso, as companhias estão também a investir na pesquisa de novas fontes de energia, como hidrogénio, amónia ou metanol, com protótipos projetados para entrar em operação nos próximos anos.

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António Costa e Silva anuncia novo programa de 50 milhões para o Turismo

O programa servirá para ajudar as empresas de turismo a modernizar os seus imóveis.

Carla Nunes

Na sessão de abertura do 33.º Congresso da AHP, António Costa e Silva, Ministro da Economia e do Mar, anunciou um novo programa de apoio “Call 50|Turismo e Indústria” no âmbito das medidas de apoio financeiro à indústria e do Plano de Ação “Reativar o Turismo | Construir o Futuro.

O programa terá disponíveis 50 milhões de euros para ajudar o investimento das empresas e servirá para ajudar as empresas de turismo a modernizar os seus imóveis.

“É uma espécie de programa que já foi também desenvolvido no passado de sale e leaseback, para ajudar as empresas de turismo em relação a todos os seus edifícios e imóveis, para [que se possam] modernizar, recuperar e desenvolver”, explica o Ministro da Economia e do Mar, adiantando que “o programa será gerido pelo turismo de fundos, do Turismo de Portugal, para a aquisição destes imóveis como opção de recompra para as empresas”.

Na sua intervenção, António Costa e Silva aproveitou ainda para enfatizar que os empresários têm disponíveis ” 380 milhões de euros em programas que foram lançados anteriormente: cerca de 150 milhões de euros do Apoiar Turismo e mais 230 milhões do programa Requalifica”.

“São programas que estão disponíveis e trabalharemos sempre em parceria, como deve ser, para tentar construir soluções”, termina.

Em atualização

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Congresso AHP: “O tempo da política tem de se aproximar das necessidades da economia”

A afirmação é de Bernardo Trindade, presidente da AHP, na abertura do 33.º congresso desta associação, que este ano versa sobre o tema “Winds of Change”.

Carla Nunes

Decorreu na manhã desta quinta-feira, 17 de novembro, a sessão de abertura do 33.º Congresso da AHP, que contou com a participação de Bernardo Trindade, presidente da AHP; Luís Miguel Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Ourém; Carlos Manuel Pedrosa Cabecinhas, reitor do Santuário de Fátima; Francisco Calheiros, presidente da CTP; Pedro Machado, presidente da ERT Centro e António Costa Silva, ministro da Economia e do Mar.

Na sua intervenção, Bernardo Trindade apontou para a necessidade de o tempo da política ter “de se aproximar das necessidades da economia”, remetendo-se à questão da celebração do acordo com a CPLP para trazer cidadãos do espaço da lusofonia para trabalhar em Portugal. Neste contexto, defende que deve existir “um processo desburocratizado e simples”, numa altura em que o setor do turismo viu perder na pandemia 45.000 ativos.

“Da recuperação mais rápida do que prevíamos em 2022, resultou também uma qualidade de serviço pior. Tenhamos todos essa consciência. Sabemos que para repor esta força de trabalho perdida não nos bastamos a nós próprios. Foi por isso que apoiamos a celebração do acordo com a CPLP”, afirma.

Sobre esta questão, o Ministro da Economia e do Mar, António Costa e Silva, afirmou compreender “bem os problemas dos empresários”, dado o seu percurso no setor privado, reconhecendo que “de facto”, o tempo da administração não é o mesmo das empresas, sendo necessário “aumentar esta sincronização” – apesar de não apontar os meios necessários para o fazer.

O presidente da AHP fez notar ainda que, apesar de 2022 ser neste momento “um ano excecional na recuperação da confiança dos nossos clientes”, com Portugal a “liderar o crescimento económico na União Europeia”, não nos podemos “iludir”, já que “os anos da pandemia fizeram-nos recuar 20 anos em termos de dormidas e 10 anos em termos de proveitos”.

Aponta que “a autonomia financeira das empresas hoteleiras degradou-se durante a pandemia”, e se as linhas de créditos de apoio “foram importantes”, estas “caminham para a sua maturidade”. Definindo a tesouraria futura como “uma incógnita”, Bernardo Trindade reporta para a necessidade de se verem “alargadas as maturidades das linhas de crédito e premiados projetos em função de metas realizadas”.

“Basta copiar o ótimo exemplo do turismo de Portugal no microcrédito. Temos hoje um sistema financeiro robusto, temos baixíssimos níveis de incumprimento na banca, temos a garantia mútua, ajudemos as empresas”, declara o presidente da AHP.

Relativamente a este ponto, também Francisco Calheiros defendeu que “o grande problema do nosso país nos últimos 25 anos tem sido a falta de crescimento económico”. Apesar de afirmar que “foi dado um primeiro passo com a assinatura do acordo de rendimentos no mês passado”, é da opinião de que “temos de ser realistas: é preciso conseguir muito mais”.

“Temos todos de estar contra [a semana de quatro dias de trabalho] nesta altura”

Se Bernardo Trindade afirma que neste congresso não será debatido “o novo aeroporto”, importando sim ouvir “como se posicionam as companhias aéreas, o regulador, o concessionário, a sua congénere europeia”, Francisco Calheiros assegura que enquanto participante no evento “não pode deixar de falar do aeroporto”.

“A resiliência dos empresários do turismo em geral e da hotelaria em particular fez com que, contra todas as expetativas, ultrapassámos em 2022 o melhor ano turístico de sempre. Tentamos fazer tudo bem e, de repente, não podemos melhorar porque não há sítio para que os nossos visitantes turísticos nos possam visitar. Isto não é aceitável, é uma vergonha nacional. E que de uma vez por todas se decidam”, declara.

O modelo da semana laboral de quatro dias também esteve em cima da mesa nesta sessão de abertura, com Francisco Calheiros a assegurar que “temos todos de estar contra este projeto nesta altura”.

“A semana passada o conselho permanente da concertação social foi inteiramente dedicada à semana dos quatro dias. Bem sei que é facultativo, uma experiência piloto, mas já sabemos como é que estas experiências acabam. Numa altura em que estamos em pleno emprego, em que assinámos o acordo para o crescimento de rendimentos, a primeira coisa que fazemos é passar para menos 20% de trabalho, não faz sentido”, afinca.

Os próximos projetos

Já no final da sua intervenção, António Costa e Silva dá conta de um novo  programa a ser comunicado esta quinta-feira, o “Call 50 Turismo e Indústria”, que terá disponíveis 50 milhões de euros para ajudar o investimento das empresas.

“É uma espécie de programa que já foi também desenvolvido no passado de sale e lease back, para ajudar as empresas de turismo em relação a todos os seus edifícios e imóveis, para [que se possam] modernizar, recuperar e desenvolver”, explica o Ministro da Economia e do Mar, adiantando que “o programa será gerido pelo turismo de fundos, do Turismo de Portugal, para a aquisição destes imóveis como opção de recompra para as empresas”.

Enfatiza ainda que os empresários têm disponíveis ” 380 milhões de euros em programas que foram lançados anteriormente: cerca de 150 milhões de euros do Apoiar Turismo e mais 230 milhões do programa Requalifica”.

“São programas que estão disponíveis e trabalharemos sempre em parceria, como deve ser, para tentar construir soluções”, termina.

 

Numa nota final, Bernardo Trindade deu conta dos próximos projetos da AHP, nomeadamente a organização do “primeiro Marketplace AHP” no segundo trimestre do próximo ano, onde a associação irá procurar juntar os seus associados e parceiros, “dando expressão ao reforço desta parceria”.

Refere ainda a ambição da associação de “reforçar” o programa OSPES, programa de sustentabilidade ambiental e responsabilidade social da AHP, além de dar conta do lançamento da nova plataforma digital AHP Tourism Monitors, “já praticamente concluída, agora muito mais simples, atual e rápida, com novos indicadores”.

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Movimento de passageiros nos aeroportos nacionais teve em setembro a menor diferença face aos níveis pré-pandemia

Em setembro, os aeroportos nacionais contabilizaram 5,9 milhões de passageiros, número que ficou apenas 1,0% abaixo de setembro de 2019, naquela que foi a “menor diferença face aos níveis pré-pandemia”, segundo o INE.

Inês de Matos

Em setembro, os aeroportos nacionais contabilizaram o movimento de 5,9 milhões de passageiros, número que traduz um crescimento de 63,1% face a mês homólogo de 2021 e que ficou apenas 1,0% abaixo de setembro de 2019, o que leva o Instituto Nacional de Estatística (INE) a afirmar que esta foi a “menor diferença face aos níveis pré-pandemia”.

De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira, 16 de novembro, pelo INE, em setembro de 2022, registou-se o desembarque médio diário de 97,2 mil passageiros nos aeroportos nacionais (99,4 mil no mês anterior), número que também se aproximou “do valor observado em setembro de 2019 (98,3 mil)”.

No nono mês de 2022, os aeroportos nacionais contabilizaram também a aterragem de 21,4 mil aeronaves em voos comerciais, o que traduz  uma subida de 33,3% face ao mesmo período de 2021, ainda que, em comparação com igual mês de 2019 se registe uma descida de 1,4% no número de aeronaves aterradas.

Dos passageiros que chegaram aos aeroportos nacionais em setembro, 80,7% corresponderam a tráfego internacional, quando em igual mês do ano passado representavam 76,9% do total, tendo a maioria dos passageiros sido provenientes do continente europeu (67,3% do total).

Já no que diz respeito aos passageiros embarcados, 81,1% corresponderam a tráfego internacional (77,4% em setembro de 2021), e o principal destino voltou a ser o continente europeu (69,0% do total).

O dados de setembro levam o INE a indicar que, “em 2022, tem-se verificado uma tendência de aproximação aos níveis registados no período pré-pandémico,
com o mês de setembro a revelar a maior aproximação a 2019, até ao momento”.

Acumulado até setembro ainda abaixo de 2019

A recuperação é também visível nos dados relativos ao período acumulado entre janeiro e setembro de 2022, ao longo do qual o número de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais aumentou 171,5% em comparação com o mesmo período de 2021, ainda que permaneça 8,2% abaixo de período homólogo de 2019.

Por aeroportos, foi a infraestrutura de Lisboa que movimentou a maior parte do tráfego de passageiros, contabilizando 48,7% do total, o que corresponde a 20,8 milhões de passageiros e traduz um aumento de 194,1% face ao mesmo período de 2021, ainda que, face ao acumulado até setembro de 2019, se registe ainda uma descida de 12,5%.

Entre os três aeroportos nacionais com maior volume de tráfego, foi em Faro que se registou o maior crescimento em relação ao ano passado, com um aumento de 214,1%, enquanto o Porto registou a maior aproximação aos níveis de 2019, ficando a apenas 5,5% do resultado do acumulado até setembro do período pré-pandemia.

No que diz respeito a mercados, o Reino Unido voltou a ser o principal país de origem e de destino dos voos, apresentando um crescimento de 326,8% no número de passageiros desembarcados e 338,4% no número de passageiros embarcados, face a 2021, o que, lembra o INE, também se deve ao facto do corredor aéreo com este país ter estado encerrado durante grande parte do período em análise de 2021.

Já a França ocupou a segunda posição e registou aumentos de 144,6% nos passageiros desembarcados e 145,4% nos passageiros embarcados, face ao mesmo período de 2021, enquanto Espanha ocupou a terceira posição como principal país de origem e de destino dos passageiros que passaram pelos aeroportos nacionais neste período.

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GBTA prevê recuperação das viagens de negócios em 2023

À medida que as restrições relacionadas com a pandemia se vão aligeirando, a Global Business Travel Association (GBTA) mostra expectativas de recuperação para as viagens de negócios em 2023.

Victor Jorge

Embora as viagens de negócios ainda registem uma recuperação mais lenta, ficando aquém dos níveis pré-pandêmicos, uma análise da Global Business Travel Association (GBTA) mostra expectativas de recuperação em 2023, com 78% dos gerentes de viagens a estimar que as empresas farão mais viagens de negócios no próximo ano. Já do lado dos agentes de reservas de viagens de negócios, 85% prevê a existência de mais reservas em geral.

A análise da GBTA refere ainda que as viagens de negócios domésticas estão em 63% dos níveis vistos antes do COVID-19, e as viagens internacionais estão em 50% dos totais anteriores.

“Continuamos a ver um progresso à medida que as viagens de negócios voltam a ser uma indústria global de 1,4 bilião de dólares como era antes da pandemia”, refere Suzanne Neufang, CEO da GBTA, em nota de imprensa.

A pesquisa conclui que a pandemia está a diminuir como um fator que impacta as viagens, com a maioria dos fornecedores de viagens a destacar as condições económicas como fator que pode limitar as viagens de negócios no próximo ano, embora 75% dos compradores de viagens admitam que não há planos atualmente para limitar as viagens devido à economia.

A maioria dos inquiridos confirmou modelos de trabalho híbridos ou totalmente remotos para as suas empresas, com 72% dos entrevistados a afirmar que o trabalho remoto não mudaria o número de viagens de negócios feitas pelos funcionários e 14% acreditando que os acordos de trabalho remoto aumentariam o número de viagens de negócios.

Ao mesmo tempo, quem gere as de viagens relata “um aumento nas solicitações de viagens combinadas que incluem atividades de trabalho e lazer ou algum período de férias”. Acordos de trabalho híbrido e remoto podem encorajar viagens, já que muitos inquiridos confirmaram que as suas empresas permitem que os funcionários vivam fora da sua base por longos períodos, mesmo incluindo locais internacionais enquanto continuam a trabalhar remotamente.

27% indicaram ainda que estão disponíveis reembolsos para despesas de trabalho remoto na respetiva empresa, enquanto 42% dizem que esses reembolsos não são oferecidos.

Quando se trata de viagens internacionais, 74% dos entrevistados confirmaram que viagens internacionais não essenciais são permitidas pelas empresas.

“Também é importante entender o contexto da recuperação global das viagens de negócios. A Ásia ainda está a abrir fronteiras, as viagens internacionais de negócios em geral começaram a aumentar apenas no início deste ano em todo o mundo, e os EUA só permitiram viagens irrestritas desde junho”, acrescentou Neufang.

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Gastos com cartões estrangeiros em Portugal no 3.º trimestre 55% acima de 2019

As compras efetuadas com cartões por estrangeiros no 3.º trimestre, em Portugal, ultrapassou os valores de 2019 em termos de número de transações e valor gasto. No alojamento, foram os americanos que mais gastaram, ultrapassando os tradicionais europeus.

Victor Jorge

A utilização de cartões bancários estrangeiros durante o 3.º trimestre de 2022 ultrapassou todos os anteriores registos em períodos homólogos, e praticamente duplicou o número de utilizações de cartões verificados em 2021.

De acordo com os dados da SIBS, no 3.º trimestre de 2022, número de transações efetuadas com cartões estrangeiros no nosso país ascendeu a 52,1 milhões, correspondendo a uma subida de 95% face a igual período de 2021 e mais 82,5% relativamente ao mesmo trimestre de 2019.

No que diz respeito ao valor de compras, os números mostram que totalizaram 2.480 milhões de euros, ficando 85,9% acima de período homólogo de 2021. Quando comprado com o 3.º trimestre de 2019, os dados da SIBS indicam uma variação positiva de 55,2%. Já quanto à transação média no período de julho a setembro, verifica-se que esta rondou os 48 euros, menos 4,7% relativamente ao mesmo trimestre de 2021 e 4,8% abaixo de igual período de 2019.

Em termos da distribuição regional do número de operações, a Região de Lisboa liderou destacadamente com 19,4 milhões de transações, significando tal uma quota de 37%. Em segundo lugar aparece o Algarve com 12,3 milhões de transações, correspondendo a uma quota de 23,4%, com a Região Norte a fechar o top 3 com 10,8 milhões de transações e 20,7% da quota global.

Em termos de mercados, França lidera com 10,4 milhões de transações (19,9% do total), seguindo-se Reino Unido com 7,6 milhões de transações (14,6%) e Espanha com cinco milhões de transações (11,5%). Significativo é o 4.º lugar dos E.U.A. em resultado do nítido crescendo de presença de turistas norte-americanos.

Já quando se analisam os gastos com cartões estrangeiros em Portugal, mas por valor de compras, a liderança continua a pertencer a França com 485,5 milhões de euros, seguindo-se o Reino Unido, com 333,9 milhões de euros. O maior destaque vai, contudo, para os EUA que, com os 261 milhões de euros, suplantaram mercados tradicionalmente mais relevantes, como o espanhol e alemão.

Americanos lideram nos gastos com alojamento
No 3.º trimestre de 2022, os gastos em compras com cartões bancários estrangeiros no alojamento foram sempre superiores aos meses homólogos dos anos anteriores, tendo atingido o valor máximo no mês de agosto, com 247,5 milhões de euros, correspondendo a uma subida de 46% face ao valor do mesmo mês de 2019.

Mas também julho, com 221,7 milhões de euros, e setembro, com 176,7 milhões de euros, ficaram acima dos mesmos meses de 2019, com variações positivas de 48,8% e 38,2%, respetivamente.

Mais uma vez a região de Lisboa lidera os gastos feitos com cartões por estrangeiros com mais de 214 milhões de euros (32,7%) de quota, aparecendo o Algarve em segundo lugar a curta distância, com 211 milhões de euros (32,1%), com o Norte de Portugal a registar ainda gastos de 3 dígitos, com 105,3 milhões de euros (16%).

No que diz respeito ao mercado estrangeiro mais gastador no alojamento, a distribuição dos consumos evidencia uma inédita liderança dos EUA com 87,8 milhões de euros (13,6% de quota), secundados de perto pelo Reino Unido, com 81,1 milhões de euros (12,6%) e superando claramente os restantes maiores mercados europeus: Espanha (64,3 milhões de euros e uma quota de 10%), França (52,5 milhões de euros e quota de 8,1%) e Alemanha (35,9 milhões de euros e quota de 5,6%).

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Tivoli Marina Vilamoura passa por remodelação geral

A renovação do Tivoli Marina Vilamoura vai decorrer até 31 de janeiro de 2023 e vai ser dedicada à atmosfera das praias e do mar do Algarve.

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O Tivoli Marina Vilamoura vai ser submetido a um processo de remodelação geral, que abrange as áreas interiores e exteriores da unidade hotelaria, e que obriga ao seu encerramento entre 20 de novembro de 2022 e 31 de janeiro de 2023.

Segundo um comunicado enviado à  imprensa pela unidade hoteleira, a remodelação visa “oferecer aos clientes um ambiente ainda mais contemporâneo e sofisticado, sem esquecer os valores ligados à marca Tivoli Hotels & Resorts, como a elegância e a tradição”.

“A remodelação do Tivoli Marina Vilamoura visa renovar a nossa oferta de serviço aos hóspedes. Este é um dos hotéis mais emblemáticos de Vilamoura e do Algarve, com 35 anos de história, que se caracteriza pela localização ímpar e pela versatilidade dos diferentes espaços. As obras terão início este mês de novembro e vamos reabrir, no dia 1 de fevereiro do próximo ano, com muitas novidades”, adianta o diretor do resort, Hugo Gonçalves.

Todos os quartos do Tivoli Marina Vilamoura vão ser remodelados, assim como o lobby, o The Argo Cocktail Bar, o restaurante onde é servido o pequeno-almoço e toda a zona exterior da piscina e jardins.

“Com um design e decoração que reforçam um conceito de lazer e bem-estar aliado à sofisticação, característica da marca Tivoli Hotels & Resorts, toda a renovação será inspirada na atmosfera única das praias e do mar do Algarve, numa perfeita simbiose entre o espaço exterior e interior”, acrescenta o comunicado divulgado pela unidade hoteleira.

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Emirates volta a recrutar em Portugal

A companhia aérea do Dubai vai voltar a promover dois Open Days para recrutar tripulação em Lisboa e em Faro, que vão decorrer a 21 e 23 de novembro, respetivamente.

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A Emirates vai voltar a promover uma ação de recrutamento em Portugal e, desta vez, leva os seus Open Days a Lisboa e Faro, que recebem as sessões de recrutamento a 21 e 23 de novembro, respetivamente.

De acordo com um comunicado da companhia aérea do Dubai, os candidatos devem apresentar-se no hotel Ramada Lisbon by Wyndham, em Lisboa, ou no Eva Senses Hotel, em Faro, acompanhados  dos documentos necessários.

Todos os requisitos para este processo de recrutamento estão disponíveis aqui, onde é também possível fazer uma candidatura prévia e enviar “o curriculum vitae (CV) atualizado e em inglês, assim como uma fotografia recente”.

A companhia aérea lembra que os candidatos selecionados, assim como toda a tripulação da Emirates, recebem formação nas instalações da companhia aérea no Dubai.

Os candidatos selecionados podem também contar com “um pacote salarial distintivo no mercado que inclui uma variedade de benefícios, tais como um salário isento de impostos, alojamento gratuito oferecido pela companhia, transporte gratuito de e para o trabalho, excelente cobertura médica, bem como descontos exclusivos em compras e atividades de lazer no Dubai”.

Os benefícios oferecidos abrangem também família e amigos, uma vez que a tripulação de cabina da Emirates desfruta de benefícios de viagem para si e para as suas famílias e amigos, para todos os destinos para os quais a companhia aérea voa.

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Azul lembra que ainda é necessário certificado de vacinação ou teste negativo para entrar no Brasil

A companhia aérea brasileira indica que os passageiros que se apresentarem no aeroporto sem um destes documentos “terão o embarque negado e deverão arcar com os custos da remarcação”.

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A companhia aérea brasileira Azul veio esta segunda-feira, 14 de novembro, relembrar agentes de viagens e passageiros que ainda é necessário apresentou um certificado de vacinação completa ou um teste negativo à COVID-19 para viajar para o país, regra que se aplica tanto a passageiros brasileiros como internacionais.

De acordo com um comunicado da companhia aérea brasileira, os passageiros que se apresentarem no aeroporto sem um destes documentos “terão o embarque negado e deverão arcar com os custos da remarcação”.

A companhia aérea coloca-se à disposição dos agentes de viagens para esclarecer todas as dúvidas que possam existir e agradece a compreensão dos passageiros relativamente a esta exigência, que continua em vigor no Brasil.

As dúvidas podem ser esclarecidas através do e-mail [email protected] ou do número de telefone +351 211 350 520.

 

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