Empresários da Terceira querem explicações sobre voos da Delta Air Lines para os Açores

Por a 6 de Dezembro de 2018 as 17:24

A Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH) exigiu esta quinta-feira, 6 de Dezembro, explicações ao Governo Regional dos Açores sobre os voos da Delta Airlines entre Nova Iorque e Ponta Delgada, defendendo um acordo entre a companhia aérea norte-americana e a SATA, caso a operação para Ponta Delgada tenha resultado das contrapartidas do ‘downsizing’ da base das Lajes.

A exigência de explicações surgiu depois do antigo embaixador dos EUA em Portugal, Robert Sherman, ter dado uma entrevista ao Expresso em que sugeria que a operação da Delta Air Lines para São Miguel tinha resultado das negociações para a redução de efectivos norte-americanos na base das Lajes.

Num comunicado enviado à imprensa e divulgado pela Lusa, a CCAH diz que esta não é a primeira vez que questiona o governo açoriano sobre a origem da operação da Delta Air Lines e reivindica um “acordo ‘interline’ da SATA Air Açores com a Delta”, alegando que a falta dessa medida coloca em causa “o desenvolvimento do turismo nas ilhas do grupo central”.

“No início deste ano, a direcção da CCAH emitiu comunicado a pedir esclarecimentos à Embaixada dos EUA e ao presidente do Governo Regional dos Açores, tendo obtido respostas claras no sentido contrário ao que agora é veiculado. Perante estas declarações, a direcção considera que as entidades competentes deverão esclarecer, com total transparência, todo o processo de negociação estabelecido”, lê-se na informação divulgada.

Recorde-se que, na entrevista concedida ao Expresso, Robert Sherman lembrou as difíceis negociações com o Governo Regional dos Açores para a redução de efectivos norte-americanos na base das Lajes, mas considerou que as contrapartidas oferecidas têm dado um contributo positivo para a economia da ilha, afirmando que “o turismo, certamente, aumentou”, graças ao voo directo criado pela companhia aérea dos EUA.

“Criou-se um voo directo da Delta Air Lines para Ponta Delgada. A nível da tecnologia, há oportunidades para fazer mais no lançamento de microsatélites. O MIT acaba de relançar a sua colaboração com as universidades americanas. Fala-se de utilizar os Açores para estudar as alterações climáticas. Há muitas discussões em curso, e não apenas entre os Estados Unidos e o Governo português. Tenta-se que haja um esforço internacional”, afirmou Robert Sherman ao Expresso.

 

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