Viagens turísticas dos residentes desaceleraram no 2.º trimestre

Por a 26 de Outubro de 2018 as 17:32

No segundo trimestre do ano, as viagens turísticas dos residentes desaceleraram, crescendo apenas 2,1%, valor que compara com o crescimento de 12,1% no trimestre anterior, atingindo um total de 4,7 milhões, de acordo com os dados revelados esta sexta-feira, 26 de Outubro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Apesar do menor crescimento nas viagens turísticas, as deslocações dos residentes ao estrangeiro até aceleraram, subindo 18,1%, quando no último trimestre tinham crescido 14,9%, num total de 621,8 mil viagens, ainda que o total tenha reflectido o menor crescimento das deslocações dentro do território nacional, que subiram apenas 0,1%, somando 4,1 milhões de deslocações.

De acordo com o INE, as viagens por motivos de “Lazer, recreio ou férias” foram as mais representativas com um total de 2,1 milhões de viagens, que representaram 45,3% do total, o que demonstra uma subida de 3,4 pontos percentuais, seguindo-se a “visita a familiares ou amigos” que originou dois milhões de viagens, com um peso de 41,2%, caindo 4,1 pontos percentuais, enquanto as viagens por motivos “profissionais ou de negócios”, que somaram 428,8 mil deslocações, representaram 9% do total, mais 0,3 pontos percentuais.

Em 32,2% das viagens realizadas, houve reserva antecipada, subida de 1,2 pontos percentuais, o que aconteceu de forma mais expressiva nas viagens ao estrangeiro, que abrangeu 90% das viagens, mais 0,1 pontos percentuais que em igual período do ano passado.

Já no que diz respeito ao recurso à internet para realizar a reserva , o INE diz que ocorreu em 19,3% das viagens realizadas, o que traduz uma subida de 1,8 p.p, método que foi também usado em 55,7% das deslocações com destino ao estrangeiro, num aumento de 3,4 pontos percentuais.

Os “hotéis e similares” foram o alojamento escolhido em 28,1% das dormidas resultantes das viagens turísticas, o que corresponde a um aumento de 4,0 pontos percentuais, enquanto o “alojamento particular gratuito” perdeu expressão e desceu 5,9 pontos, mantendo-se, contudo, como a principal opção de alojamento e representando 58,4% das dormidas, enquanto o “alojamento particular pago” foi opção em 6,9% das dormidas, num aumento de 0,9 pontos.

Em média, cada turista residente pernoitou 4,62 noites nas viagens turísticas realizadas no segundo trimestre de 2018, o que demonstra uma descida de 3,7%, com o mês de Junho a registar o número de dormidas por turista mais elevado, com uma média de 5,33 noites.

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