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“Era fundamental termos maior flexibilidade por parte do Aeroporto de Lisboa”

Portugal é um mercado estratégico para o Grupo Lufthansa, que continua a lançar novos voos em território nacional, apesar do esgotamento do aeroporto da capital. Numa entrevista ao Publituris, Stefan Kreuzpaintner, vice-presidente de Vendas EMEA do Grupo Lufthansa, e Patrick Borg-Hedley, country manager da Lufthansa em Portugal, falam dos problemas da infraestrutura, mas fazem um balanço positivo da operação em território nacional, assim como das mudanças na relação das companhias aéreas com o trade, devido ao NDC.

Inês de Matos
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“Era fundamental termos maior flexibilidade por parte do Aeroporto de Lisboa”

Portugal é um mercado estratégico para o Grupo Lufthansa, que continua a lançar novos voos em território nacional, apesar do esgotamento do aeroporto da capital. Numa entrevista ao Publituris, Stefan Kreuzpaintner, vice-presidente de Vendas EMEA do Grupo Lufthansa, e Patrick Borg-Hedley, country manager da Lufthansa em Portugal, falam dos problemas da infraestrutura, mas fazem um balanço positivo da operação em território nacional, assim como das mudanças na relação das companhias aéreas com o trade, devido ao NDC.

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Portugal é um mercado estratégico para o Grupo Lufthansa, que continua a lançar novos voos em território nacional, apesar do esgotamento do aeroporto da capital. Numa entrevista ao Publituris, Stefan Kreuzpaintner, vice-presidente de Vendas EMEA do Grupo Lufthansa, e Patrick Borg-Hedley, country manager da Lufthansa em Portugal, falam dos problemas da infraestrutura, mas fazem um balanço positivo da operação em território nacional, assim como das mudanças na relação das companhias aéreas com o trade, devido ao NDC.

O Turismo em Portugal tem crescido muito e isso tem tido reflexos no tráfego aéreo. Como estão os resultados da Lufthansa nas rotas portuguesas e qual é a expectativa para o segundo semestre do ano?

SK: Estamos muito satisfeitos com as rotas portuguesas. Aumentámos agora a capacidade, estamos a realizar um voo adicional para Frankfurt, que é o nosso principal hub, e também começámos a voar da Madeira para Munique, uma rota de lazer, mas que mostra que Portugal continua a estar no nosso mapa estratégico, é um importante destino, basta olharmos para os nossos números de passageiros acumulados até Maio e para as nossas perspectivas. Não nos podemos queixar, estamos muito contentes, estamos acima dos resultados do ano passado e daquilo que tínhamos estimado há seis meses.
Estamos muito satisfeitos com as reservas antecipadas para o pico do Verão, mesmo com o aumento de capacidade, as vendas estão a correr bem, temos um maior aumento de passageiros do que lugares adicionais à partida de Portugal. Só podemos estar satisfeitos e optimistas.
Portugal está a ter um grande crescimento, também a nível financeiro, creio que a reestruturação de há alguns anos atrás, está a ter efeito, o país esta a crescer e, para nós, isso é muito atractivo, porque Portugal sempre foi um destino forte no segmento de lazer, mas agora também está a crescer no tráfego de negócios. Esse é um ‘mix’ que estamos sempre à procura, e Portugal ainda tem muito potencial no tráfego de negócios, assim como de lazer, apesar de, nos últimos anos, se ter sobrevalorizado o tráfego de lazer. Agora está a equilibrar.

Falou na nova rota para o Funchal, que foi lançada a 31 de Março, o que nos pode dizer sobre os resultados desta rota, como está o load factor e quantos passageiros já voaram entre a Madeira e Munique?

SK: Estamos agora a entrar na época alta e, por isso, os números ainda são sensíveis. Mas começámos a voar para a Madeira há alguns anos, desde outro destino, e estamos agora a complementar esse serviço com este voo de Munique, o que mostra o sucesso que temos tido no Funchal.

PBH: Começámos a voar para o Funchal em Novembro de 2016, à partida de Frankfurt, tinha eu acabado de assumir funções aqui, no escritório de Lisboa.

SK: Esta nova rota Funchal-Munique é um grande passo em Portugal, não só porque aumentámos a capacidade, mas também porque já vendemos essa capacidade adicional, o que é um primeiro sinal de que a rota vai ter sucesso, também de uma perspectiva financeira. O primeiro passo é vender para optimizar a operação e garantir que tudo está afinado, se assim continuar nos próximos anos, vamos ver o que pode acontecer.

E nas restantes companhias do Grupo Lufthansa, que também têm operação em Portugal, os resultados são igualmente positivos?

SK: Estamos muito satisfeitos com os resultados da Swiss, é uma companhia com uma operação de grande sucesso em Portugal. A companhia duplicou a operação desde 2015, quando voava apenas uma vez por dia para Portugal, agora tem duas ligações por dia e, no horário de Verão, aumenta ainda mais o número de voos. O mesmo se passa com a Brussels Airlines, que voa desde Lisboa e do Porto.
Quando falamos no Grupo Lufthansa, é normal que a Lufthansa continue a ser a principal marca, mas também temos que contar comas nossas outras companhias premium, como a Swiss e a Brussels – também a Austrian Airlines, apesar de não voar para Lisboa.

Já referiu que os resultados em Portugal são positivos e que a expectativa para o Verão é boa, que novidades está o Grupo Lufthansa a preparar para o mercado português no próximo Inverno?

SK: Bom, posso dizer que a rota Porto-Munique vai manter-se no Inverno, já era uma rota que tínhamos no Inverno passado e vamos continuar a operá-la, assim como a rota Funchal-Munique, que vai continuar com uma frequência por semana, e vamos ter, por parte dos nossos parceiros da Brussels, um aumento para 11 frequências semanais durante o Natal. Além disto, também a rota do Porto-Zurique vai ter um aumento, passando de três para cinco frequências semanais, no Inverno.
Temos expectativas altas, as reservas antecipadas para o período de Inverno estão ainda muito baixas, mas se não acreditássemos no mercado e no potencial de Portugal, não colocaríamos tanta capacidade no mercado. É um sinal de que acreditamos no mercado e creio que os nossos números dizem tudo, temos mais de 200 frequências para Portugal – no Verão vão ser 202 – no conjunto do Grupo Lufthansa. Penso que são números impressionantes.

PBH: No ano passado, seguimos a estratégia de expandir o horário de Verão, correu muito bem e, por isso, vamos dar-lhe continuidade, até porque é um pedido do mercado e queremos ir ao encontro das expectativas dos nossos clientes.

Aeroporto

A Lufthansa tem uma nova operação em Berlim, já que ficou com parte dos activos da airberlin, depois da insolvência desta companhia. Como está a correr esta aposta, uma vez que Berlim é um destino com muita procura, mas pouca capacidade aérea?

SK: A insolvência da airberlin foi, como é obvio, uma grande oportunidade para a Lufthansa. A Lufthansa sempre deixou claro que queria contribuir para a consolidação da aviação na Europa e, enquanto maior grupo de aviação, queremos ser parte activa nesse processo, especialmente no nosso mercado doméstico e a airberlin era muito forte no nosso mercado doméstico. Por isso, a insolvência da airberlin trouxe a oportunidade de termos mais frota em Berlim – porque já tínhamos operação lá com a Eurowings – e de aumentarmos a capacidade.
Berlim é, de facto, um destino muito interessante de incoming, mas também nas viagens de negócios. Infelizmente, o aeroporto tem diversas limitações e não poderemos crescer tão rápido como planeado.

O problema do aeroporto de Berlim é comum a Lisboa, onde também há diversas queixas sobre o esgotamento da capacidade. Qual é a visão da Lufthansa sobre este problema?

SK: É verdade, o aeroporto de Lisboa está bastante congestionado. Fui responsável pelo mercado português e espanhol até 2015 e, nessa altura, o aeroporto de Lisboa não estava tão congestionado. Mas estou a par dos problemas e sei que, nos últimos dois anos, o tráfego cresceu muito, isso é muito visível, é visível através dos nossos números e do grande aumento de capacidade de algumas companhias.
Sim, é verdade que o aeroporto está num ponto crítico em termos da disponibilidade de slots e claro que, quanto mais congestionado um aeroporto está, mais atrasos vão existir, entre outros problemas.
Falando pela Lufthansa, que oferece um serviço premium, era fundamental termos uma maior flexibilidade por parte do aeroporto de Lisboa, de forma a garantir que temos uma operação pontual e confiável. Estamos a avaliar com a infraestrutura aeroportuária as possibilidades que poderemos implementar no curto prazo para melhorar essa flexibilização. Existem algumas ideias em cima da mesa, nomeadamente em volta do horário nocturno e outras medidas, o que penso que é essencial para garantir a possibilidade de crescimento no futuro.

Neste momento, está em discussão a abertura de outro aeroporto no Montijo, na margem sul do Tejo, que deverá estar pronto em 2022. O que pensa desta hipótese?

SK: Sinceramente, não tenho dados nem informação que me permitam pronunciar sobre essa questão, mas será importante que exista um aumento de capacidade.

Relação com o trade

Sobre a relação da Lufthansa com o trade, têm existido algumas mudanças, que têm merecido críticas por parte destes parceiros. Qual é o objectivo da Lufthansa com estas mudanças?

SK: É um novo caminho, que para a Lufthansa começou em 2015, quando foi publicada a nossa nova estratégia de distribuição, que decidiu cobrar 16 euros pelas reservas geradas através dos GDS, para equilibrar o custo dessa vantagem. Ao mesmo tempo, convidámos os nossos parceiros a acompanharem-nos neste caminho e, por isso, estamos a oferecer diferentes soluções, como os canais ‘direct connect’, que permitem que os agentes de viagens se liguem directamente ao nosso inventário, seja através das soluções API, seja através de soluções mais simples, como as disponíveis online.
Em 2016/2017, também começámos a mudar um pouco a forma das nossas ofertas, não só da oferta disponível nos GDS, como nos nossos canais, com a primeira diferenciação de preço que implementámos para as reservas avançadas e na bagagem. Não foi uma grande mudança, mas mostrou ao trade que a nossa estratégia é mais do que apenas cobrar 16 euros nas reservas dos GDS. Penso que essa mensagem é importante, não queremos prejudicar ninguém.

Mas há diversas queixas por parte do trade, não especificamente sobre a Lufthansa, mas sobre esta mudança que está a acontecer. Será uma questão de comunicação?

SK: Sim, é verdade, mas este é um caminho que está a ser continuado em 2018, em que estamos a oferecer preços completamente diferentes nos canais directos que estão disponíveis para os agentes de viagens. Ainda na semana passada, anunciámos que as nossas tarifas Light ponto-a-ponto vão ser exclusivamente vendidas nos canais ‘direct connect’ e nos sites das companhias do Grupo Lufthansa.

Como disse, vejo esta mudança como um caminho, e acreditamos que os parceiros do trade vão acompanhar-nos, porque é uma situação benéfica para ambos, mas claro que é uma grande mudança. É muito mais do que cobrar 16 euros, não se trata de eliminar alguns itens de preço e em alguns canais, é uma mudança inovadora.

PBH: Temos estado em conversações com os agentes de viagens nos últimos meses e creio que aprendemos imenso com esse diálogo. É uma mudança para ambas as partes. O que estamos a fazer é a usar o IATA NDC – New Distribution Capability e tecnologia avançada, porque a tecnologia que ainda usamos, nos dias de hoje, é dos anos 90 e nós queremos ir mais além e ser mais rápidos, de forma a disponibilizarmos a nossa oferta de uma forma mais imediata aos agentes de viagens.
É verdade que temos recebido um feedback misto, mas há muito interesse naquilo que estamos a fazer e, é por isso, que convidamos os nossos parceiros a embarcarem connosco nesta viagem, a viagem do NDC, uma ferramenta que está a crescer, como mostram as estatísticas da IATA, já que cada vez mais companhias aéreas se estão a juntar ao NDC e a obter níveis de certificação elevados. Ao mesmo tempo, também os GDS clássicos anunciaram, no ano passado, que passariam a ser certificados ao mais alto nível no NDC, o longo de 2018, e alguns já o conseguiram. Por isso, acredito que este caminho está a crescer, está a ganhar volume e, como qualquer tecnologia, vai tornar-se mais barata à medida que vai evoluindo.

SK: Como referi a propósito da airberlin, como maior grupo de aviação, o Grupo Lufthansa quer ser parte activa da consolidação da aviação na Europa e o mesmo acontece no capítulo da distribuição. Em 2015, começámos a maior mudança no que diz respeito à distribuição e a nossa ambição, de uma perspectiva estratégica, é moldar a indústria e não ser apenas um actor passivo. Claro que esta ambição leva a discussões, porque quando somos os primeiros a dar um determinado passo, temos sempre vantagens, mas também temos desvantagens.

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Nova Edição: O balanço de 2022 e as perspectivas para 2023 no turismo, os segredos da Allways, autocaravanismo e dossier tecnologia

A primeira edição de 2023 do Publituris tem com tema principal o balanço de 2022 e as perspectivas para 2023 feitas por alguns ‘stakeholders’ do setor do turismo. Além disso, a edição revela os segredos do “luxury” da Allways Unique Travel Designers, o segmento do autocaravanismo e um dossier sobre tecnologia no turismo.

Publituris

A primeira edição do jornal Publituris faz capa com um balanço de 2022 e as perspectivas para o ano que agora se inicia. Para o efeito, o jornal Publituris ouviu vários intervenientes do setor que antecipam um ano incerto em, por isso, com um otimismo moderado.

A crescente inflação, subida das taxas de juros, menor rendimento disponível por parte das famílias, além da guerra na Ucrânia foram os problemas mais apontados por Francisco Calheiros (CTP), João Fernandes (Turismo do Algarve), Pedro Machado (Turismo do Centro), António Marques Vidal (APECATE), Luís Araújo (Turismo de Portugal), Berta Cabral (Turismo dos Açores), Vítor Costa (Turismo de Lisboa), Eduardo Jesus (Turismo da Madeira), Vítor Silva (Turismo do Alentejo), Eduardo Santander (ETC), Julia Simpson (WTTC), Pedro Costa Ferreira (APAVT), Adriano Portugal (Mercado das Viagens), Álvaro Vilhena (Viajar Tours), Luís Henriques (Airmet), Tiago Encarnação (Lusanova), Amaro Correia (Iberobus), Eduardo Cabrita (MSC Cruzeiros), Paulo Pinto (Europcar), Francisco Teixeira (Melair Cruzeiros), Joaquim Robalo de Almeida (ARAC), José Lopes (easyJet), Marie-Caroline Laurent (CLIA) e Paulo Geisler (RENA).

Na “Distribuição”, damos a conhecer (alguns) segredos da Allways Unique Travel Designers, uma marca do grupo Travelstore, que atua no segmento “luxury”.

O dossier desta edição é dedicado à Tecnologia. Tendo a pandemia realçado a relevância da tecnologia e digitalização para a recuperação e o avanço da indústria das viagens, esta veio demonstrar a necessidade de acelerar os processos.

Além de ouvidas várias opiniões de quem está no terreno, também damos a conhecer algumas das soluções implementadas pela HiJiffy, Paraty Tech, Amadeus, Mastercard, Travelport, Roiback, Google, Optigest, XLR8RM, CLEVER/HOST e Vasco.

Para fechar, fazemos uma análise ao mercado do autocaravanismo que, depois de ter sido um dos segmentos turísticos com maior aumento de procura durante a pandemia, continua em alta e revela expectativas positivas para o futuro.

Além do Check-in, as opiniões pertencem a Jaime Quesado (economista e gestor), Dana Dunne (eDreams ODIGEO) e António Paquete (economista e consultor de empresas).

Boas leituras!

A versão completa desta edição é exclusiva para subscritores do Publituris. Pode comprar apenas esta edição ou efetuar uma assinatura do Publituris aqui obtendo o acesso imediato.

Para mais informações contacte: Carmo David | [email protected] | 215 825 43

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W Algarve contrata novo diretor de marketing e comunicação

Henrique Pires é a nova aposta do W Algarve para dirigir o departamento de marketing e comunicação da unidade hoteleira, como anunciado em comunicado.

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Com 11 anos de experiência no setor hoteleiro, o profissional setubalense começou o seu percurso profissional no Pine Cliffs Hotel, passou pelo Waldorf Astoria Ras Al Khaimah e fez carreira na cadeia Minor Hotels, onde foi responsável pelas áreas do marketing e comunicação dos Anantara Hotels & Resorts e dos Tivoli Hotels & Resorts, em Portugal.

Chega agora ao recém-aberto W Algarve, onde irá desempenhar funções como diretor de marketing e comunicação.

“Estou muito contente e entusiasmado por me juntar à fantástica equipa do W Algarve e abraçar este novo desafio. É um grande orgulho para mim trazer as minhas ideias e visão para um hotel que abriu há cerca de meio ano e que já conquistou tanto terreno na região”, garante Henrique Pires.

O W Algarve marca o primeiro Hotel da marca W a abrir em Portugal. Situado no topo das icónicas falésias do sul de Portugal, o recém-aberto W Algarve junta-se à família de W Escapes, oferecendo “uma mistura de descontração à beira-mar com uma energia exuberante”, como referido em comunicado.

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Grupo Onyria duplamente nomeado nos European Excellence Awards 2022

O Grupo Onyria está duplamente nomeado para os European Excellence Awards 2022, onde está a concorrer em shortlist nas categorias Travel & Tourism e Internal Communications.

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O Onyria, grupo de gestão hoteleira com mais de 30 anos, detém o hotel de cinco estrelas Onyria Quinta da Marinha, onde foi desenvolvido o projeto de comunicação interna “Trading Places” (Inverter os papéis) – que valeu as duas nomeações do grupo para este concurso.

O projeto consistiu na ideia de inverter os papéis dos colaboradores do Onyria Quinta da Marinha Hotel, tornando-os hóspedes por um dia.

A iniciativa surgiu no seguimento dos dois anos de pandemia, como forma de compensar a resiliência da equipa. Os colaboradores “transformaram-se em clientes de luxo e carregaram energias para o verão de 2022, o momento de regresso à normalidade”, como o grupo indica em comunicado.

“Não há sucesso em hotelaria sem talento humano e esta foi uma forma de celebrarmos o nosso talento, numa altura decisiva para o turismo em Portugal. Estas nomeações são muito positivas porque vêm demonstrar o nosso empenho para fazer um trabalho de excelência, não só de forma externa, como interna”, afirma o diretor do Onyria Quinta da Marinha Hotel, João Pinto Coelho.

Os vencedores serão conhecidos a 9 de dezembro.

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O futuro das acessibilidades em debate no Congresso da AHRESP

O futuro do aeroporto, não só de Lisboa como das restantes vias aéreas portuguesas, marcou a sessão paralela, onde ainda houve tempo para falar das questões da ferrovia nacional e os problemas de ligação a Espanha.

Carla Nunes

O futuro das acessibilidades em Portugal esteve em debate numa das sessões paralelas do Congresso da AHRESP, que começou esta sexta-feira, 14 de outubro, no Convento de São Francisco, em Coimbra.

A sessão começou com um aviso por parte de Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP): “Se não tivermos rapidamente infraestruturas de mobilidade que respondam às necessidades das pessoas, principalmente um novo aeroporto, mais moderno e em condições de receber mais volume [de pessoas], podemos mais tarde ou mais cedo começar a perder turistas para outros destinos”.

Num discurso pautado pela necessidade de que “não podemos perder mais tempo” em relação ao futuro do aeroporto de Lisboa, Francisco Calheiros coloca os números em cima da mesa.

“Não canso de o dizer: segundo um estudo apresentado pela CTP, a não decisão sobre o novo aeroporto terá no mínimo um custo de quase sete mil milhões euros, menos 28 mil empregos e uma perda de receita fiscal de 2 mil milhões por ano”, frisa.

Os intervenientes da sessão, que contou com a participação de Eugénio Fernandes, CEO da euroAtlantic Airways, José Luís Arnaut, presidente do Conselho de Administração da ANA – Aeroportos de Portugal e Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT procederam desta forma a debater as várias possibilidades para o aeroporto, com Luís Arnaut a referir-se em tom jocoso à procura de localização de aeroportos como “um desporto nacional”.

Para Pedro Costa Ferreira, “uma das poucas cosias que nos aproxima da realidade” passa pela realização de obras no aeroporto da Portela, por considerar que “nesta década não vamos ter solução”.

Lembra ainda que “as acessibilidades aéreas não são só em Lisboa”, reportando-se aos aeroportos de Porto Santo – que afirma não ter condições e precisar de obras – e o da Madeira, “com restrição de operacionais que foram definidas em 1964”.

“A tecnologia melhorou no âmbito da pista [do aeroporto da Madeira], a pista foi aumentada, melhorou nos aviões, melhorou na formação, [mas] mantém-se os mesmos limites, e julgo que é o único aeroporto internacional no mundo em que os limites não são recomendatórios, mas são mandatários. Ninguém toca nisto, e isto fere a região”, explica.

Quanto à solução de aproveitar a infraestrutura de Beja, Eugénio Fernandes lembra que esta “peca por pequenas coisas: não tem abastecimento de combustível, fecha ao fim de semana, não tem serviço 24 horas e se quisermos aterrar passageiros que não são do espaço Schegen, não há SEF”.

Por essa razão, e dada a logística adicional desta opção, o CEO da euroAtlantic Airways defende que “o que for mais rápido é o melhor” – neste caso, “do ponto de vista teórico e sonhador”, uma solução rápida de Portela +1, que sabe “que agora não será possível, estamos num contexto diferente”.

Quanto à opção de Santarém, Pedro Costa Ferreira é taxativo ao assegurar que esta representa “mais 24 anos de diálogo”.

“Se estivermos à procura de uma decisão que não tenha vozes contrárias, não vamos ter mais aviões em Portugal. Fazer políticas é fazer escolhas. Assusta-me que seja necessário um consenso para o aeroporto”, declara.

“O fenómeno do entroncamento”

E porque, como Pedro Costa Ferreira lembra, “os problemas das acessibilidades não são só aéreas” a ferrovia também foi discutida na sessão, tendo sido caracterizada pelo presidente da APAVT como o “fenómeno do entroncamento” dadas as 8h40 necessárias para chegar de Lisboa a Madrid – incluindo, também, uma passagem pelo Entroncamento.

Afirma ainda que “do ponto de vista de sustentabilidade, os voos de curta duração vão ser muito atacados” e que nos encontramos “muito dependentes dos voos curtos nalguns mercados muito importantes para [o país]”. Aliás, José Luís Arnaut precisa que 94% dos turistas que visitam Portugal vêm de avião.

“Somos um país periférico, é obvio que temos de fazer um trabalho grande e estamos atrasados décadas na ligação com comboios rápidos com Espanha”, afirma Arnaut.

A encerrar o tema da ferrovia, Eugénio Fernandes acredita que “se houver uma conectividade grande a Madrid, e uma conectividade boa internamente, vamos conseguir desenvolver muito o turismo e o Interior”.

Numa nota final, reportando-se ao tema do congresso, Francisco Calheiros defende que esta não é “uma questão nem de utopia, nem de sobrevivência, é sim uma necessidade cada vez mais atual que as empresas devem ter em conta”.

“Continuamos a viver tempos desafiantes. O turismo, porém, continua resiliente. É praticamente unânime que se não fossem as receitas do turismo a receita seria muito menor”, termina o presidente da CTP.

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AHRESP revela programa do próximo congresso em Coimbra

O congresso terá cerca de 60 oradores, 12 sessões paralelas e cinco workshops de parceiros, além de duas sessões plenárias.

Carla Nunes

O próximo Congresso da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), que decorre de 14 a 15 de outubro no Convento de São Francisco, em Coimbra, já tem um pré-programa definido.

Sob o tema, “Sustentabilidade: utopia ou sobrevivência?”, o congresso terá cerca de 60 oradores, 12 sessões paralelas e cinco workshops de parceiros, além de duas sessões plenárias.

A primeira sessão plenária, a cargo de Luís Marques Mendes, abre com o tema “Que conjuntura política e social teremos em 2023?”. Já a segunda sessão plenária vai consistir numa conversa entre a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, com as jornalistas Rosário Lira e Rosália Amorim, que serão também moderadoras em várias sessões paralelas.

De destacar ainda a sessão de abertura, que conta com a presença de Carlos Moura, presidente da direção da AHRESP, Pedro Machado, presidente da Turismo do Centro de Portugal, António Costa e Silva, ministro da Economia e do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. A sessão de encerramento, onde serão lidas as conclusões do congresso, ficará a cargo da Secretária de Estado do Turismo, Congresso e Serviços, Rita Marques.

Ao longo dos dois dias de congresso, as sessões paralelas tratarão temas como o futuro das acessibilidades em Portugal, a sustentabilidade económica e ambiental, a influência do digital na vida das empresas, entre outros assuntos, que podem ser consultados no programa disponível no website da AHRESP.

“O Congresso AHRESP surge no momento em que a recessão bate à porta da Europa, o que pode não deixar ninguém imune – nenhum país e nenhuma atividade – nem mesmo aquela que teve indesmentível recuperação no verão, mas insuficiente para fazer face aos desafios que se colocam à economia nacional como um todo e, em casos muito concretos, aos diversos setores da atividade turística”, refere a associação em comunicado.

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“Hospitality Talks” reúnem hoteleiros e empresas tecnológicas para mitigar escassez de mão-de-obra no setor

A iniciativa conjunta da HiJiffy, RM hub, Climber RMS e OTA Insight vai juntar “cerca de uma centena de gestores hoteleiros”.

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A 11 e 13 de outubro, em Lisboa e Porto, respetivamente, hoteleiros e especialistas em tecnologia vão reunir-se nas “Hospitality Talks” para discutir formas de mitigar a falta de trabalhadores no setor.

A iniciativa conjunta da HiJiffy, RM hub, Climber RMS e OTA Insight vai juntar “cerca de uma centena de gestores hoteleiros” com o objetivo de identificar “os contextos em que a adoção de soluções tecnológicas e de revenue management podem funcionar como um trunfo na mitigação desta problemática”, indica a HiJify em comunicado.

As conclusões das Hospitality Talks serão incluídas num plano estratégico, “posteriormente disponibilizado aos diferentes stakeholders”, desde players da indústria, até decisores políticos. O intuito passa por “catalisar um compromisso conjunto no sentido de converter Portugal num exemplo de sucesso a nível a europeu”.

“É fundamental esclarecer que a adoção de soluções tecnológicas não visa eliminar a componente humana, muito pelo contrário. O objetivo passa antes por automatizar tarefas repetitivas e de baixo valor acrescentado, maximizando a eficiência de processos”, sublinha Tiago Araújo, CEO da HiJiffy, no respetivo comunicado.

A mesma mensagem é reforçada pelo CEO da RM Hub, Rudi Azevedo, que explica que “a tecnologia permite que as empresas possam canalizar esforços para as áreas operacionais, podendo desta forma direcionar o seu esforço para melhorar a experiência do cliente externo e interno”.

Evento limitado a 50 participantes por edição

Os hoteleiros interessados em fazer parte das Hospitality Talks devem formalizar a inscrição gratuita na edição de Lisboa, que terá lugar a 11 de Outubro, no NEYA Lisboa Hotel, às 9h00, através deste link.

Por sua vez, os interessados em participar na edição do Porto, que decorre a 13 de outubro no Selina Navis Cowork, às 14h00, poderão fazê-lo gratuitamente através deste link.

O evento será limitado a 50 participantes, “por forma a assegurar um envolvimento ativo de todos os presentes”. No entanto, a HiJiffy sublinha que ainda existem vagas disponíveis.

Além das conclusões resultantes dos diferentes painéis de discussão, os hoteleiros serão também chamados a participar num inquérito final. Todos os insights serão depois plasmados num documento que visa funcionar como um plano estratégico.

“Com a iniciativa ‘Hospitality Talks’ procuramos trazer não só os dados e tendências mais relevantes e atuais do mercado hoteleiro, mas também partilhar dicas de como trabalhar com a falta de staff e manter uma estratégia de sucesso”, remata Joanna Tomaszkiewicz, responsável da OTA Insight.

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Idanha-a-Nova recebe nova unidade de três estrelas

O verão é visto pelo General Manager do Hotel Vila Raia como “a época de eleição para atrair clientes”, devido aos atrativos da zona.

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A zona da Raia acabou de ganhar mais quartos com a abertura do Hotel Vila Raia, em Idanha-a-Nova, Castelo Branco. A unidade de três estrelas acrescenta assim 26 quartos à região, num investimento que já superou um milhão de euros.

Os quartos, todos com twin bed, “seguem um modelo muito utilizado em Espanha, podendo-se juntar as camas sempre que o cliente desejar”, como explica Jorge Humberto, General Manager do Hotel Vila Raia.

Ao alojamento juntam-se valências como uma piscina exterior, sauna e jacuzzi, bem como uma sala de reuniões e estacionamento próprio. O edifício da unidade encontrava-se fechado há oito anos, pelo que foi necessário proceder a restauros, pinturas e à impermeabilização da piscina, de acordo com o General Manager.

O responsável aponta que esta unidade “será mais procurada pelo cliente que  quer fugir da agitação das grandes cidades e procura um sítio calmo e sossegado para carregar baterias”. O verão é visto como “a época de eleição para atrair clientes”, dados os atrativos da zona.

“Temos praias fluviais, aldeias históricas e boa gastronomia perto do hotel. Estamos inseridos numa região rica em eventos e que atraem muita gente de fora”, justifica Jorge Humberto.

Por se tratar de um novo hotel, o responsável afirma que não têm “qualquer historial em que possamos basear a nossa perspetiva [de reservas futuras]”. No entanto, mantém-se otimistas, dadas as reservas realizadas “na primeira e segunda semana de abertura e para a última semana de setembro”.

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Carrís Porto Ribeira contrata Simão Cruz para direção de vendas

O profissional conta com várias experiências na vertente hoteleira, somando passagens pelo Grupo Tivoli e pela Blue & Green Hotels.

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A Carrís Hoteles contratou Simão Cruz para assumir o cargo de diretor de vendas do Carrís Porto Ribeira.

O profissional conta com várias experiências na vertente hoteleira, somando passagens pelo Grupo Tivoli, onde assumiu funções de Corporate Account Manager, e pela Blue & Green Hotels, onde desempenhou o cargo de Iberian Market Manager em todas as vertentes de negócio – Corporate, MICE e Leisure. Posteriormente, Simão Cruz foi responsável pela planificação e reposicionamento do Santa Luzia ArtHotel, em Guimarães, enquanto Sales & Marketing Manager.

A Carrís Hoteles é uma cadeia hoteleira com unidades hoteleiras distribuídas pela Galiza e o Norte de Portugal. Atualmente, dispõe de seis hotéis localizados no Porto (Carrís Porto Ribeira), A Coruña (Carrís Marineda), Ferrol (Carrís Almirante), Santiago de Compostela (Carrís Casa de la Troya e Monte do Gozo) e Ourense (Carrís Cardenal Quevedo).

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Marta Paixão assume funções como Events Manager no Lisbon Marriott Hotel

A profissional iniciou a sua carreira como Groups & Events Coordinator / MICE no Sana Metropolitan Hotel, em 2014.

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O Lisbon Marriott Hotel contratou Marta Paixão para ocupar o cargo de Events Manager na unidade.

Licenciada em Direção e Gestão Hoteleira no ESHTE – Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, bem como mestranda em Ciências Empresariais pelo Instituto Superior de Economia e Gestão em Lisboa (ISEG-UTL), a profissional iniciou a sua carreira como Groups & Events Coordinator / MICE no Sana Metropolitan Hotel, em 2014.

Posteriormente, desempenhou funções como Groups & Events Coordinator na Continental Hotels Portugal, em 2016.

“É com imenso entusiasmo que abraço este novo desafio. Ingressar na Marriott International, a maior cadeia hoteleira a nível mundial, é de facto uma realização profissional. O nosso compromisso será, em conjunto com as equipas operacionais, garantir que o sucesso dos eventos seja uma constante”, afirma Marta Paixão em comunicado.

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Casual Hoteles abre segunda unidade no Porto

O Casual Raízes Porto tem 42 quartos e situa-se na Rua de Santa Catarina. Este é o segundo hotel da marca no Porto e o terceiro em Portugal, juntando-se ao Casual Inca Porto e ao Casual Belle Epoque Lisboa.

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A Casual Hoteles, uma cadeia hoteleira temática valenciana, reforçou a sua presença em Portugal com a abertura da terceira unidade no país, o Casual Raízes Porto. Localizado na Rua de Santa Catarina, o hotel junta-se a uma outra unidade da cadeia na cidade, o Casual Inca Porto, bem como ao Casual Belle Epoque Lisboa, na capital.

O novo hotel é constituído por 42 quartos e um restaurante com terraço exterior, onde são servidos os pequenos-almoços, almoços e jantares. A decoração de interiores ficou a cargo de Raquel Sanjuan, que se inspirou nos ícones do Porto para criar diferentes ambientes no hotel: monumentos como a Igreja de Santo Ildefonso, a Ponte D. Luís I e tradições como a produção de vinho do Porto ganham destaque nos quartos da unidade desta temática.

À semelhança dos restantes hotéis do grupo, o Casual Raízes Porto é pet friendly, assegurando uma cama própria, taças de água e comida e um snack de boas-vindas aos seus hóspedes de quatro patas.

Casual Raízes Porto
Além disso, a unidade disponibiliza quatro packs românticos: o Casual Sense, Casual Love, Casual Bubbles e Casual Sweet, que podem ser consultados no website da cadeia.

“A abertura da Casual Raízes Porto confirma o interesse da nossa cadeia em consolidarmo-nos em Portugal, [principalmente] numa cidade como o Porto, cuja beleza artística e interesse histórico foram uma excelente inspiração para fazermos algo que faz parte do nosso ADN: “tematizar hotéis e juntar o passado dos destinos à estética dos nossos estabelecimentos”, afirma Juan Carlos Sanjuan, presidente e fundador do Casual Hoteles em comunicado.

Com a abertura do Casual Raízes Porto, o portefólio do Casual Hoteles passa a contar com 22 hotéis e 848 quartos em 11 cidades de Espanha (Valência, Bilbao, San Sebastián, Sevilha, Barcelona, Madrid, Benidorm, Cádiz e Málaga) e Portugal. O grupo tem prevista a abertura de mais um hotel em Valência, o Casual Dreams Valencia, com 45 quartos.

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