Turiscópio: Contar histórias para atrair mais turistas e valorizar entidades de turismo

Por a 18 de Junho de 2018 as 10:40

Quando escrevo o Turiscópio visito os portais das oito entidades regionais de turismo: Visit Portugal no Porto e Norte (1), Centro (2), Area Metropolitana de Lisboa (3), Alentejo (4) e Ribatejo (5), Algarve (6), Açores (7) e Madeira (8). Mas fico sem saber que eventos merecem ser visitados por nacionais e estrangeiros nos nossos mais belos destinos culturais, desportivos e comerciais. Ora visite Portugal diverge da atracção de férias e falta quem conte histórias sobre terras e pessoas, que também não é tarefa do meu agrado. Mas também não é com a repetição de dados de cada destino sem novidades, que se atraem turistas num sector dinâmico que exige a constante renovação da oferta, contra a concorrência que conta histórias sobre cidades e sobre os vultos que lá passam férias, incluindo as estrelas que vivem em Portugal. Hoje tento duas vias: uma parte em inglês visando esclarecer hóspedes estrangeiros sobre alguns eventos e costumes, e o texto em português; os dois idiomas com que fui criado.

1 – STORY TELLING: Portugal is open for travellers, holidaymakers, tourists, and short-time visitors, and every month there are special events. In JANUARY there are great sales after Xmas; in FEBRUARY there are carnival parades from North to South; in MARCH or APRIL enjoy Easter celebrations with food and sweet delights. In MAY enjoy celebrations in Fátima Shrine, which repeat monthly until OCTOBER 13. In JUNE enjoy Lisbon’s parties, and most sports leagues are ending tournaments.In JULY and AUGUST students, and employees enjoy their beach or country holidays, with most towns and villages holding colourful local festivities. In AUGUST and SEPTEMBER the last holidaymakers return home, and the schools reopen. In OCTOBER there are church gatherings all over the country, with parties and local fairs attracting families to their birth-places. In NOVEMBER families open their own wine for St. Martin’s Eve on the 11th.It is a great party tasting the new wine. Next comes DECEMBER with Xmas shopping and parties giving out Xmas offers for families and friends. And in the New Year we wish a Happy New Year to family members and close friends joining their parties. This is the story of every happy year, the Portuguese also assess every year by good or poor weather.

DESPORTIVO E CULTURA – Voltando ao português, a matéria-prima da nossa oferta concentra-se em 308 municípios, cuja maioria dispõe de meios de alojamento local e estabelecimentos hoteleiros, a par de restaurantes, cafés, esplanadas, e transportes rodoviários ou ferroviários, enquanto os municípios litorais e fluviais também dispõem de linhas de ferries locais, indispensáveis nos maiores rios com estuários, rias e marinas bastantes visitadas por turistas, desportistas, e armadores.

PORTOS – Temos a maior rede de portos atlânticos, numa tentativa para divulgar notícias agradáveis. Há muitos europeus interessados nas obras em portos. Quando era jovem havia o costume de perguntar a amigos os portos conhecidos e o nome de navios das principais potências navais, além dos nomes das estações ferroviárias e dos rios adjacentes ao Tejo e Douro. Temos 26 portos com navios diferentes, desde Caminha, Viana do Castelo, Leixões, Douro, Aveiro com a ria de Aveiro, Figueira da Foz, Peniche, Ericeira, Cascais, Lisboa com o estuário do Tejo (um dos maiores e melhores portos europeus), Setúbal, Sines, até Sagres, Lagos, Portimão, Faro-Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António; além dos portos insulares nos Açores: em Ponta Delgada, Horta no Faial, e Praia da Vitória na Terceira; e na Madeira: Funchal e Porto Santo. Cada um com histórias curiosas sobre navios e tripulantes, lembrando as histórias quando entrei no Turismo em 1955, como agente de navegação e viagens, conhecendo portos concorrentes: Southampton, Liverpool, Glasgow, Havre, Amesterdão, Antuérpia, Hamburgo, Copenhaga. Gotemburgo, Oslo, Helsínquia, e mais a sul: Veneza, Trieste, Dubrovnik, Pireu, Istambul, Alexandria, Tânger, Palermo, Nápoles, e Génova, etc. E quem não conhece estórias sobre portos no Mediterrâneo, Egeu, etc.

PRIORIDADES – Um aviso: Não basta construir novos terminais marítimos, aéreos, ou ferroviários, para recebermos mais turistas. É preciso por exemplo rebocar os pavimentos das ruas e dos passeios em Lisboa e outras cidades face à concorrência das cidades europeias que atraem milhões de turistas com grandes eventos. E é preciso melhorar a sinalética para peões e automobilistas.

DOS PAQUETES AOS CRUZEIROS, FERRIES e JACTOS – O primeiro jacto comercial foi o Comet britânico que voou entre 1949 e 1954. Teve dois acidentes graves e foi retirado de serviço, sendo substituído pelo Boeing 707 seguido do B747 e 787-Dreamliner, e pelos A380 e A350 da Airbus. Entrei no turismo em 1955 quando os jactos substituíram muitos paquetes nas viagens intereuropeias e intercontinentais. Mas os armadores não deixaram de construir navios e as linhas marítimas funcionaram até aos anos 70/80, quando os paquetes foram transformados em navios de cruzeiro. De tal modo que, em 2018, há uma centena de navios de cruzeiro encomendados a estaleiros asiáticos e europeus.

TRANSPORTES E TURISMO – Temos oito entidades regionais e associações de hotelaria, restauração, alojamentos locais, e de transportes turísticos, mais associações de empresas de animação turística e geral. Mas não conheço o registo de municípios turísticos. O Turismo hoje é um fenómeno mundial imparável, apesar da miséria e conflitos em alguns países. E a sua promoção faz-se à escala mundial como tarefa constante.

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