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INE: Viagens dos residentes aumentam mas têm menor duração

Número de deslocações turísticas realizadas pelos residentes em Portugal aumentou 1,1% no terceiro trimestre de 2017, atingindo 7,8 milhões.

Inês de Matos
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INE: Viagens dos residentes aumentam mas têm menor duração

Número de deslocações turísticas realizadas pelos residentes em Portugal aumentou 1,1% no terceiro trimestre de 2017, atingindo 7,8 milhões.

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O número de deslocações turísticas realizadas pelos residentes em Portugal aumentou 1,1% no terceiro trimestre de 2017, atingindo 7,8 milhões, com o maior aumento a incidir nas viagens ao estrangeiro, que subiram 8,5%, para 10,1% do total. Apesar do aumento, o Instituto Nacional de Estatística (INE) assinala uma descida de 1,1% na duração média das deslocações, que se fixou nas 7,88 noites.

De acordo com os dados provisórios divulgados esta sexta-feira, 16 de Fevereiro, das 7,8 milhões de deslocações, a grande maioria foi motivada por “lazer, recreio ou férias”, num total de 4,7 milhões ou 60,3% do total, aumento de 0,4 pontos percentuais face a período homólogo. As viagens para “visita a familiares ou amigos” somaram 2,6 milhões e representaram 32,9% do total, subida de 0,6 pontos face ao terceiro trimestre de 2016.

Já as viagens por motivos “profissionais ou de negócios” apresentaram um decréscimo de 0,8 pontos percentuais entre Julho e Setembro de 2017, com o INE a apontar para um total de 295,6 mil, o que representa 3,8% do total de viagens turísticas realizadas pelos residentes.

O maior aumento diz respeito às viagens para o estrangeiro, que subiram 8,5% e representaram 10,1% do total, crescimento de 0,7 pontos percentuais face a igual trimestre de 2016. Nas viagens domésticas, o crescimento foi de 0,4%.

“Entre as deslocações realizadas para o estrangeiro, 73,7% foram motivadas por “lazer, recreio e férias”, com um ganho de representatividade de 5,5 p.p., por contrapartida da menor expressão observada nas viagens ao estrangeiro para “visita a familiares ou amigos” e por motivos “profissionais ou de negócios” (-2,0 p.p. e -1,2 p.p., respectivamente). Nas viagens domésticas, “lazer, recreio ou férias” foi também a principal motivação das deslocações (58,8%), embora com ligeira diminuição na sua representatividade (-0,3 p.p.)”, refere o INE.

Os dados provisórios mostram uma descida da duração média das viagens, que se situou nas 7,88 noites, o que representa uma quebra de 1,1% face a igual trimestre de 2016. A maior descida foi registada em Setembro, mês em que a duração média se situou nas 4,98 noites, menos 3,7% que em período homólogo. Já em Agosto a duração média foi de 8,92 noites, descida de 2,4%, enquanto Julho teve um aumento de 2,1%, para 8,43 noites.

Em termos de alojamento, a preferência foi para o “alojamento particular gratuito”, que agregou 61,9% do total de dormidas, subindo 1,2 pontos percentuais, enquanto o “alojamento particular pago” aumentou 1,9 pontos percentuais e o alojamento em “hotéis e similares” foi a opção em 18,2% das dormidas.

Do total de deslocações turísticas dos residentes, em 35,1% dos casos foi realizada reserva antecipada, mais 2,1 pontos percentuais face ao terceiro trimestre de 2016, com predominância nas viagens ao estrangeiro, em que 88,6% das deslocações foram antecedidas de reserva prévia.

A maioria das reservas foi realizada pela internet, num total de 19,1% e 2,5 pontos percentuais acima de igual período do ano anterior. No caso das viagens ao estrangeiro, a reserva pela internet foi a opção em 52,6% dos casos, subida de 2,5 pontos percentuais.

Ainda assim, as reservas nas agências de viagens também registaram um “ligeiro aumento de expressão”, com o INE a indicar uma subida de 0,2 pontos percentuais, tendo sido opção em 40,5% das viagens realizadas para o estrangeiro (+4,3 p.p.) mas apenas em 3,0% das viagens domésticas (-0,5 p.p.)

 

 

 

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Site “Algarve Eventos” substitui “Guia Algarve”

O objetivo é “melhorar a experiência de quem nos visita, facilitar a interação com o destino e aumentar a eficiência da comunicação e da fruição dos espaços e acontecimentos da região”, diz João Fernandes, presidente da RTA.

“Algarve Eventos” é o novo site e agregador de tudo o que acontece nos 16 concelhos da região, em substituição do “Guia Algarve”, até agora impresso mensalmente, e que pretende divulgar a oferta de lazer e cultural da região.

Divulgação de mais eventos, incluindo os de dimensão local, atualização em tempo real do que acontece na região e aumento do alcance da informação disponibilizada a turistas e residentes são algumas das vantagens que levaram o Turismo do Algarve a apostar neste formato disponível em https://eventos.visitalgarve.pt/.

Para além da significativa redução da pegada ecológica, associada à produção e distribuição do anterior guia, que só em papel consumia cerca de 21 toneladas por ano.

O novo site integra funcionalidades como pesquisa de eventos por categoria, data e concelho e ao abrir a página de um evento será possível adicioná-lo ao calendário, a uma wishlist ou até partilhá-lo nas principais redes sociais. Outra possibilidade será subscrever uma newsletter para receber diretamente os destaques da semana, bastando para isso seguir os passos aqui.

“Numa época em que as tendências de padrões de consumo revelam a preferência pelo acesso a conteúdos online, a expectativa com a disponibilização dos eventos num site bilingue, em inglês e português, é que resulte igualmente na atração de mais turistas para a região durante todo o ano, atenuando desta forma a sazonalidade”, refere a entidade em comunicado.

João Fernandes, presidente do Turismo do Algarve, pretende que o novo site “enriqueça o conjunto de instrumentos de promoção turística e cultural do território que integram a marca Algarve”.

O responsável pela entidade salienta ainda que, “além de favorecer uma gestão célere e facilitada dos conteúdos, o site terá também uma navegação intuitiva, estando presente a preocupação com a disponibilização da informação em dispositivos móveis”.

O objetivo é, assim, “melhorar a experiência de quem nos visita, facilitar a interação com o destino e aumentar a eficiência da comunicação e da fruição dos espaços e acontecimentos da região», conclui João Fernandes.

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Estadias flexíveis “desviam” turistas para destinos menos saturados

No caso de Lisboa, a análise da Airbnb revela que os hóspedes flexíveis são mais propensos a permanecer fora do centro da cidade do que os hóspedes tradicionaism e que os viajantes estão também a virar-se para Lisboa para estadias mais longas.

Uma análise realizada pela Airbnb revela uma mudança nas reservas de vários destinos de topo para destinos menos populares – tanto nas cidades, como nos bairros mais populares dentro das cidades. A pesquisa flexível está também a ajudar a redirecionar os hóspedes para aproximadamente cinco milhas (cerca de oito quilómetros) mais longe da sua localização inicial pretendida dentro das cidades, em comparação com os hóspedes tradicionais na Airbnb.

O relatório mostra uma mudança consistente nas reservas, passando dos bairros mais populares para a periferia das cidades ou outras áreas. Em Lisboa, os hóspedes flexíveis são mais propensos a permanecer fora do centro da cidade do que os hóspedes tradicionais (+42,6%) e menos propensos a permanecer nos bairros mais turísticos de Santa Maria Maior (-20,1%) e Misericórdia (15,8%).

Estes dados vão, de resto, ao encontro das tendências de viagens mais sustentáveis, de acordo com um relatório da empresa divulgado na Web Summit por Nathan Blecharczyk, co-fundador e diretor de Estratégia da Airbnb.

Flexibilidade acima de tudo
Milhões de pessoas são agora mais flexíveis sobre o local onde vivem e trabalham. Mesmo com mais empresas a exigir aos colaboradores que regressem ao escritório, as noites reservadas para estadias de longa duração mantiveram-se estáveis desde há um ano, representando 20% do total de noites brutas reservadas.

Em julho, a Airbnb anunciou que Lisboa integra os 20 destinos com mais destaque para os trabalhadores remotos a nível mundial. A plataforma está agora a lançar um hub exclusivo que funcionará como um balcão único para os aspirantes a trabalhadores remotos em Lisboa.

A Airbnb já tinha lançado as suas ferramentas de pesquisa flexíveis ‘Categorias’ (maio 2022), ‘Sou flexível’ (maio 2021) e ‘Sou’’ (ainda mais) flexível’ (novembro 2021) para criar uma nova forma de pesquisa de viagens e fornecer uma solução com base tecnológica para o turismo de massas, ajudando os hóspedes a descobrir casas e comunidades para além dos hotspots turísticos saturados e em diferentes alturas do ano. Cerca de 1 em cada 20 estadias na Airbnb são atualmente reservadas com recurso às características de pesquisa flexível.

A Airbnb trabalhou em estreita colaboração com Lisboa para criar este hub personalizado que mostra o melhor dos anúncios de estadias locais de longa duração em todos os bairros, bem como informações importantes relacionadas com os requisitos de entrada no país e políticas fiscais. Como parte da colaboração com Lisboa, a Airbnb também desenvolveu campanhas informativas para promover o acolhimento e viagens responsáveis como trabalhador remoto.

Nómadas mais permanentes
De resto, estudos conduzidos pela Harvard Business School mostram que, “embora seja evidente que os nómadas digitais, e os trabalhadores remotos em geral, possam ser uma bênção para qualquer economia, também podem desempenhar um papel fundamental na promoção do empreendedorismo nas comunidades onde permanecem, criando ‘pólos tecnológicos’ em todo o mundo”.

Com isto em mente, a Airbnb publicou em setembro um guia para governos e destinos que apresenta recomendações sobre como as comunidades podem beneficiar economicamente do aumento dos trabalhadores remotos. O “Guia da Airbnb para viver e trabalhar a partir de qualquer lugar: como as comunidades podem beneficiar dos trabalhadores remotos” é baseado nos conhecimentos, dados e experiências da Airbnb em parceria com 20 destinos que estão a abraçar o potencial do trabalho remoto, bem como um balanço dos programas de trabalhadores remotos em todo o mundo.

“Ser anfitrião proporciona um rendimento vital a muitas famílias em Portugal, uma vez que o custo de vida continua a aumentar. O interesse que os viajantes estão a demonstrar por toda a área de Lisboa, incluindo trabalhadores remotos que estão dispostos a permanecer por períodos mais longos, é uma boa notícia para todos e ajudará mais famílias a partilhar as suas casas para aumentar os seus rendimentos, ao mesmo tempo que torna as comunidades mais fortes e o turismo melhor”, refere Monica Casañas, diretora-geral da Airbnb Marketing Services SL.

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Em setembro, proveitos no turismo sobem a duplo dígito face 2019

A atividade turística em Portugal continua a recuperar. Prova disso, são os números avançados pelo INE relativamente ao mês de setembro, colocando-o acima de 2021 e, mais importante, de 2019. Mas não é somente na comparação mensal que Portugal apresenta bons números. No trimestre e no acumulado dos nove meses de 2022, os proveitos também estão acima do melhor ano na atividade turística no nosso país.

Victor Jorge

De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira, 14 de novembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), os proveitos totais da atividade turística aumentaram, em setembro, 70,3% face a igual período de 2021, atingindo 608,2 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento atingiram 469,2 milhões de euros, refletindo um crescimento de 74,5% face a período homólogo do ano passado.

Comparando com setembro de 2019, o INE aponta aumentos de 21,3% e 22,5%, nos proveitos totais e de aposento, respetivamente.

O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 78 euros, em setembro, e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 115,6 euros (+62,6% e +26,5% face a setembro de 2021, respetivamente). Em relação a setembro de 2019, o RevPAR aumentou 17,7% e o ADR cresceu 18,9%.

Estes valores vêm na sequência de no nono mês de 2022, o setor do alojamento turístico ter registado 2,9 milhões de hóspedes e 7,7 milhões de dormidas, correspondendo a variações, face ao mesmo mês de 2021, de +41,3% e +37,4%, respetivamente (+33,2% e +32,3% em agosto, pela mesma ordem).

Já comparando com setembro de 2019, o INE indica crescimentos de 0,2% e 0,7%, respetivamente.

Trimestre (também) acima de 2019
Na análise trimestral, o INE refere que no 3.º trimestre deste ano as dormidas aumentaram 48,8% face a igual trimestre de 2021. Já comparado com o 3.º trimestre de 2019, o crescimento foi de 2,9%.

As dormidas de residentes diminuíram 3,6% em comparação com igual período de 2021, para, face ao 3.º trimestre de 2019, a evolução apontada ser de 10,8%. As dormidas de não residentes, por sua vez, cresceram 108,3% face a igual período de 2021, mas desceram 0,8% quando comparadas com o 3.º trimestre de 2019.

Neste trimestre, os proveitos totais aumentaram 78,1% (+24,4% em relação ao 3.º trimestre de 2019) e os relativos a aposento cresceram 81,2% (+25,2% comparando com o 3.º trimestre de 2019).

Já no acumulado dos primeiros nove meses de 2022, considerando a generalidade dos meios de alojamento (estabelecimentos de alojamento turístico, campismo e colónias de férias e pousadas da juventude), o INE contabiliza 22,6 milhões de hóspedes e 61,3 milhões de dormidas, correspondendo a crescimentos de 105,1% e 103,7%, respetivamente, face a igual período de 2021.

Quando comparado com os primeiros nove meses de 2019, os números de 2022 mostram que as dormidas diminuíram 2,6% (+4,6% nos residentes e -6,3% nos não residentes).

Mercado externo regressa em força, mas fica abaixo de 2019
Em setembro, o mercado interno contribuiu com 2,4 milhões de dormidas, tendo diminuído 3,1% face a igual período de 2021, enquanto os mercados externos predominaram (peso de 68,2%) e totalizaram 5,2 milhões de dormidas, correspondendo a uma subida de 70,7% face a período homólogo de 2021.

Comparando com setembro de 2019, as dormidas de residentes aumentaram 10% enquanto as de não residentes diminuíram 3,2%.

Já no 3.º trimestre de 2022, as dormidas de residentes diminuíram 3,6% face ao mesmo trimestre de 2021, mas subiram 10,8% em relação ao 3.º trimestre de 2019), enquanto as de não residentes cresceram 108,3% face ao terceiro trimestre 2021, ficando, contudo, 0,8% abaixo das do 3.º trimestre de 2019.

No conjunto dos primeiros nove meses de 2022, as dormidas em alojamento turístico aumentaram 113face a 2021% (+27,3% nos residentes e +222,3% nos não residentes). Já comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas decresceram 2,4%, como consequência da diminuição das dormidas de não residentes (-7%), dado que as de residentes cresceram 8%.

Não residentes penalizam dormidas no Algarve, Alentejo e Centro face a 2019
Em setembro, o Algarve concentrou 30,4% das dormidas, seguindo-se Lisboa (24,5%) e o Norte (16,2%).

Registaram-se aumentos das dormidas em todas as regiões, mais expressivos em Lisboa (+77,6%), no Norte (+48,8%) e no Centro (+28,6%).

Contudo, quando comparado com setembro de 2019, apenas o Algarve e o Centro registaram decréscimos (-9,2% e -3,3%, respetivamente). Os maiores aumentos ocorreram na Madeira (+17,0%), seguindo-se o Norte (+8,7%) e os Açores (+8,2%). Relativamente às dormidas de residentes, observaram-se aumentos em todas as regiões, destacando-se a Madeira (+64,3%), Lisboa (+13%) e Alentejo (+11%).

As dormidas de não residentes aumentaram nos Açores (+12,5%), Madeira (+8,8%), Norte (+8,6%) e Lisboa (+0,8%), tendo-se observado diminuições no Centro (-15,4%), Algarve (-13,2%) e Alentejo (-5,9%).

Por municípios, em setembro de 2022, Lisboa atingiu 1,4 milhões de dormidas (quota de 18% do total). Comparando com setembro de 2019, as dormidas aumentaram 3,6% (+11,4% nos residentes e +2,4% nos não residentes).

Em Albufeira, registaram-se 886,6 mil dormidas (peso de 11,6% do total), o que representa uma redução de 13,8% face a setembro de 2019 (-5,8% nos residentes e -16,4% nos não residentes).

O Funchal representou 7% do total de dormidas (540,7 mil), um acréscimo de 16,5% (+77,5% nos residentes e +8,9% nos não residentes) em comparação com setembro de 2019.

No Porto (6,8% do total), registaram-se 518,3 mil dormidas em setembro, que se traduziram num crescimento de 9,7% face ao mesmo mês de 2019 (+7,5% nos residentes e +10,1% nos não residentes).

No conjunto dos primeiros nove meses de 2022, face a igual período de 2019, o município de Lisboa registou uma diminuição de 7% (-0,6% nos residentes e -8,1% nos não residentes). No município de Albufeira, as dormidas decresceram 16,5% (-10,2% nos residentes e -18,4% nos não residentes), enquanto no Funchal verificou-se um aumento de 9,5% (+77% nos residentes e +1,3% nos não residentes) e no Porto uma evolução de 2,9% (+6,4% nos residentes e +2,2% nos não residentes).

Acumulado do ano em alta
Nos proveitos totais, o terceiro trimestre de 2022 dita um aumento de 78,1% face a mesmo trimestre de 2021, registando-se uma subida de 24,4% em relação ao 3.º trimestre de 2019). Relativamente aos aposentos, os proveitos aumentaram 81,2% em comparação com igual período de 2021, e +25,2% face ao 3.º trimestre de 2019).

No conjunto dos primeiros nove meses de 2022, o INE revela que os proveitos totais cresceram 143% e os relativos a aposento aumentaram 144,1% face aos mesmos nove meses de 2021.

Comparando com igual período de 2019, verificaram-se aumentos de 14,3% e 15,4%,

respetivamente.

Nos primeiros nove meses de 2022, a evolução dos proveitos foi positiva nos três segmentos de alojamento.

Comparando com o mesmo período de 2019, os proveitos totais na hotelaria aumentaram 13% e os de aposento cresceram 14,2% (pela mesma ordem, pesos de 87,2% e 85,5% no total do alojamento turístico).

Nos estabelecimentos de alojamento local (quotas de 8,7% e 10,3%), registaram-se subidas de 11,6% e 12,6%, e no turismo no espaço rural e de habitação (representatividade de 4% e 4,2%, respetivamente) os aumentos atingiram 62,8% e 60,5%, pela mesma ordem.

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créditos: Luís Ferreira Alves (LFC)

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Lançado “Projeto Turismo e Arquitetura”

O programa lançado pela Casa da Arquitetura (CA) e o Turismo de Portugal assenta no princípio de que a arquitetura nacional é uma ferramenta e uma expressão privilegiada de promoção de Portugal a nível nacional e internacional.

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A Casa da Arquitetura (CA) e o Turismo de Portugal juntaram-se para criar um programa de visitas que seja uma referência no domínio do turismo dedicado à arquitetura contemporânea. Este programa está assente no princípio de que a arquitetura nacional é uma ferramenta e uma expressão privilegiada de promoção de Portugal tanto para o público português, como para o turismo internacional.

Esta parceria representa, num país com dois Prémios Pritzker, o que a arquitetura portuguesa contemporânea reúne como potencial turístico, propondo o programa uma travessia do território nacional, envolvendo as ilhas da Madeira e Açores, constituindo um primeiro passo num trabalho que se irá desenvolver continuamente no futuro.

O programa está dividido em dois eixos programáticos, sendo que o primeiro – “Visite Connosco – está orientada para visitas a edifícios selecionados em sete regiões  de Portugal, acompanhadas por monitores especializados preparados pela equipa da Casa da Arquitetura.

O programa inaugural destas visitas orientadas gira em torno do tema Mestres da Arquitetura Portuguesa, uma seleção de quatro percursos – Legado do Porto; Património nortenho; Lisboa em Continuidade; Lisboa, Monumental Ribeirinha – que marca o início de um conjunto em contínuo desenvolvimento passível de ser vendido em articulação com os promotores turísticos que operam no mercado nacional e internacional.

Já o segundo programa – “Visite por Si” – contempla visitas livres e autónomas, “à la carte”, apoiadas por um mapa interativo com 50 obras acompanhadas das informações fundamentais sobre os projetos selecionados.

Esta parceria entre o Turismo de Portugal e a Casa da Arquitetura “permite valorizar a arquitetura enquanto ativo do país, garantindo uma melhor divulgação para o público nacional e internacional numa clara missão de serviço público”, realça Nuno Sampaio, diretor-executivo da CA.

“A partir de hoje, os conteúdos preparados pelo Serviço Educativo da CA e os monitores formados pela instituição vão permitir que o público em geral visite arquitetura e também que o setor turístico usufrua de conteúdos que ajudem a mostrá-la a todos, num esforço de democratização do acesso à arquitetura”, conclui.

A relevância da Arquitetura enquanto elemento de promoção do país dentro e fora de portas é também assinalada pelo presidente do Turismo de Portugal. Segundo Luís Araújo, “a arquitetura é um elemento único e revelador da identidade, autenticidade e do reconhecimento de um país enquanto destino turístico. Os inúmeros exemplos de arquitetura de qualidade que existem no nosso país, a sua inovação e, muitas vezes, associação com a oferta turística, permitem reforçar o nosso objetivo de termos turismo em todo o território e ao longo de todo o ano, reforçando a missão de contribuir para a sustentabilidade do destino e do setor.”

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Grande Prémio de F1 contribui com mais de 200 milhões de euros para a economia de São Paulo

A realização de grandes eventos desportivos traz, claramente, vantagens aos locais onde decorrem. Prova disso mesmo, foi o Grande Prémio de Fórmula 1, em São Paulo, no Brasil, que terá contribuído com mais de 200 milhões de euros para a economia local num só fim de semana.

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Depois de realizado o Grande Prémio de Fórmula 1, em São Paulo, Brasil, as entidades responsáveis admitem que o evento do passado fim de semana poderá contribuir com mais de 1,2 mil milhões de reais (cerca de 215 milhões de euros) para a economia local.

Este valor ficará cerca de 25% acima do que foi conseguido no ano passado, estimando-se que o setor hoteleiro de São Paulo registou a maior taxa de ocupação desde 2019, com clientes a efetuarem reservas com mais de seis meses de antecedência.

De resto, com o Grande Prémio a ser realizado durante um fim de semana com feriado, estimulando uma maior estadia por parte de quem visitou a cidade brasileira, as entidades apontam para que cada turista tenha gasto mais do que os 4.500 reais de 2021 (mais de 800 euros), além dos valores dos bilhetes e gastos no próprio circuito.

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ATCGA quer certificação do Caminho da Geira

O objetivo da ATCGA passa pela certificação deste itinerário pelas autoridades governamentais portuguesas e galegas, das áreas da Cultura e do Turismo.

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Uma assembleia de peregrinos portugueses e galegos nomeou um grupo de trabalho com o objetivo de constituir a Associação Transfronteiriça do Caminho da Geira e dos Arrieiros (ATCGA).

O grupo de trabalho, constituído pelo presidente União das Freguesias de Caldelas, Sequeiros e Paranhos, José Manuel Almeida, e pelos peregrinos António Devesa, Luís Miguel Sampaio e Vítor Cunha, tem como missão contactar os municípios portugueses por onde passa este itinerário jacobeu, “com a intenção de perceber o seu interesse e motivá-los a envolverem-se no projeto”.

“Em face dos resultados obtidos, que esperamos possam corresponder às nossas melhores expetativas, será criada a comissão instaladora da ATCGA”, explica o Carlos Ferreira, membro da assembleia de peregrinos, adiantando que a associação “poderá integrar pessoas coletivas ou individuais, como peregrinos, municípios ou coletividades, sejam portugueses ou galegos”.

“A ATCGA terá como objetivos representar e defender os interesses dos peregrinos e do Caminho, mas sem descorar os relacionados com a cultura, património, economia, ambiente, tradições e outros valores das povoações por onde passa”, refere Carlos Ferreira.

Para melhor responder a estes desafios, as pessoas envolvidas na iniciativa “entendem que é muito importante a certificação deste itinerário pelas autoridades governamentais portuguesas e galegas, das áreas da Cultura e do Turismo, à semelhança do que já fez o Arcebispado de Santiago, e vão empenhar-se nesse sentido”, destaca o moderador da assembleia de peregrinos.

No entanto, o trabalho da ATCGA não está “exclusivamente dependente da homologação pelas autoridades civis e deverá manter-se para além disso, embora se reconheça que é um dos aspetos fundamentais”.

De referir que o Caminho da Geira e dos Arrieiros começa na Sé de Braga e passa pelos municípios de Amares, Terras do Bouro, Castro Laboreiro e Melgaço, entrando em território galego pela Portela Homem. Nos últimos cinco anos foi percorrido por mais de três mil peregrinos, um terço dos quais no corrente ano, sobretudo de Portugal e Espanha, mas também de Itália, Inglaterra, Alemanha, Croácia, Ucrânia, Rússia, Polónia, Brasil, EUA, Austrália ou Países Baixos.

Este itinerário foi apresentado em 2017 em Ribadavia (Galiza) e Braga, reconhecido pela Igreja em 2019, e pela associação de municípios transfronteiriços Eixo Atlântico em 2020, tratando-se de um itinerário oficial da Peregrinação Europeia de Jovens do Ano Santo Jacobeu 2021/22.

O percurso tem 240 quilómetros e destaca-se por incluir patrimónios únicos: a Geira Romana, a via do género mais bem conservada do mundo, e a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés. Além disso, o seu traçado é um dos escassos cinco que ligam diretamente à Catedral de Santiago de Compostela.

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Espanha quer acabar com regra dos 90 dias para turistas britânicos

Após o Brexit foram diversas as limitações impostas aos turistas britânicos. Em Espanha, as entidades pretendem que Bruxelas levante a regra dos 90 dias para os turistas britânicos.

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Espanha quer eliminar o limite de 90 dias para visitantes do Reino Unido, permitindo que permaneçam no país indefinidamente.

Recorde-se que os visitantes de fora da União Europeia (UE) podem visitar os países do espaço Schengen por 90 dias a cada período de 180 dias.

Espanha irá pedir a Bruxelas que levante esta regra para os turistas britânicos, admitindo o secretário de Turismo da Espanha, Fernando Valdés, que esta restrição “vai contra os interesses da Espanha”, referindo à imprensa espanhola que se trata de uma regra que, infelizmente, não é algo que Espanha estabeleceu por si mesma ou pode-se livrar”.

Espanha pretende, agora, pressionar Bruxelas para isentar os turistas britânicos da regra, avançando a imprensa em Espanha que “é do interesse do país fazer lobby e convencer [a UE] a abrir uma exceção”.

Antes da pandemia, Espanha recebia cerca de 84 milhões de turistas por ano, com 17 milhões a viajarem do Reino Unido, caindo esse número com o início das restrições da pandemia.

No entanto, os números começaram a aumentar novamente este ano, com 1,8 milhões de britânicos a visitar Espanha no primeiro trimestre de 2022.

Com o turismo a representar cerca de 12% do PIB espanhol, o Brexit tornou as viagens entre os dois países mais difíceis, já que o Reino Unido sai dos acordos de livre circulação em toda a UE.

As negociações sobre autorizações de residência e turismo pararam e, em maio deste ano, expatriados britânicos foram proibidos de conduzir em Espanha utilizando as cartas de condução do Reino Unido após o fracasso das negociações.

No entanto, Espanha está ansiosa para ver o regresso dos britânicos, falando-se em detalhes de um acordo bilateral que permitirá que os trabalhadores do turismo permaneçam em Espanha durante a temporada de férias.

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Nova política de passaportes impacta negativamente o mercado das viagens estudantis no Reino Unido

A eliminação da “List of Travellers” por parte do Governo britânico impossibilita a viagem de estudantes somente o Cartão de Identificação em vez de passaporte. Uma análise diz, agora, que o impacto pode chegar aos 1,7 mil milhões de euros para a economia britânica.

Victor Jorge

De acordo com uma análise realizada junto de 82 operadores turísticos europeus, o número de estudantes que visitaram os Reino Unido, em 2022, caiu 83% face a 2019.

Esta quebra deve-se à nova política de passaportes e à eliminação da “List of Travellers” pela qual os grupos organizados de estudantes, acompanhados de professores, podiam viajar até ao Reino Unido utilizando somente o Cartão de Identificação em vez de passaporte.

As contas feitas pelos responsáveis pela análise – Tourism Alliance, UKinbound, English UK, BETA e ETOA – avançam que esta realidade significa uma quebra de mais de 700 milhões de libras por ano (cerca de 800 milhões de euros) à economia britânica.

Os autores da análise referem que “existe agora uma exigência para que todos esses alunos devem ter um passaporte completo. Este é um documento que muitas crianças da UE normalmente não precisam para viajar pela maior parte da Europa, e muitas não têm este documento”.

Na análise é ainda salientado que “os números variam de país para país, mas, por exemplo, estima-se que apenas 35% das crianças italianas em idade escolar tenham passaporte. O custo (entre €50 e €120) e os encargos administrativos para obter esses documentos são uma barreira substancial para aqueles que consideram uma viagem ao Reino Unido”.

Em 2019, o Reino Unido recebeu 1,2 milhão de estudantes de países da UE que vieram para aprender inglês, conhecer a história e a cultura do país ou participar de eventos culturais e desportivos, calculando que tenham gasto cerca de mil milhões de libras (cerca de 1,2 mil milhões de euros) na economia local, sustentando perto de 17.000 empregos, admitindo-se que “são um componente significativo das atividades de ‘soft power’ do Reino Unido”.

A análise destaca ainda que “não se espera que o setor recupere, pois os operadores indicam que o número de grupos escolares que enviarão para o Reino Unido, em 2023, diminuirá em pelo menos 60%, o que significa uma perda adicional de receita para a economia do Reino Unido de 600 milhões de libras (cerca de 700 milhões de euros).

Richard Toomer, diretor executivo da Tourism Alliance, refere que “as viagens de grupo de estudantes eram um mercado importante para a economia do Reino Unido. Há muitas razões pelas quais esses grupos gostariam de visitar o Reino Unido para eventos desportivos, visitas culturais, eventos e muito mais. O que aconteceu com a outrora forte indústria de escolas de inglês do Reino Unido é um excelente exemplo dos danos causados por esta política e, como resultado, o país está a perder quase 1,5 mil milhões de libras [mais de 1,7 mil milhões de euros] em receita de exportação”.

Assim, Toomer conclui que “o Governo deve restabelecer a ‘List of Travellers’ urgentemente ou um esquema de viagens de grupo de jovens semelhante, reconhecendo o risco extremamente baixo representado por essas crianças viajantes, o custo insignificante e o impacto económico positivo”.

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Mata do Bussaco bate recorde de visitantes em 2022

A Mata Nacional do Bussaco tem registado um crescimento na ordem dos 20% em todos serviços disponíveis.

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A Mata Nacional do Bussaco já recebeu, este ano, cerca de meio milhão de visitantes, número que corresponde a um recorde e que se segue a dois anos atípicos, devido à pandemia da COVID-19.

“Depois de 2020 e 2021 serem anos atípicos, com a Mata a estar fechada em alguns períodos, estamos muito satisfeitos com os números de 2022. Sabíamos que este ano, que ainda não terminou, seria de muito trabalho, mas estamos muito satisfeitos com os resultados, que batem todos os recordes conseguidos até hoje”, disse à Lusa Guilherme Duarte, presidente da Fundação Mata do Bussaco.

De acordo com o responsável, a Mata Nacional do Bussaco tem registado um crescimento na ordem dos 20% em todos serviços disponíveis, comparativamente com “o último ano dito normal, antes da pandemia”.

“Utilizando o ano de 2019 como barómetro, o número de visitantes aumentou significativamente e a venda de serviços que a Mata também proporciona superou as expectativas. Portanto, temos mais receita nas entradas na Mata, mais receita na visitação ao Convento [de Santa Cruz do Bussaco], ou seja, na exploração de todos os nossos serviços”, explicou.

Guilherme Duarte indicou também que a Fundação Mata do Bussaco vai continuar a investir na melhoria das condições de visitação do parque, estando já prevista a conclusão do processo de sinalética.

“Este ano, o projeto do Fundo Ambiental atribuiu-nos 300 mil euros, sendo fundamental para concluir o processo de sinalética. É uma mais-valia enorme, pois vai permitir que os visitantes circulem pela mata com a ajuda desta informação, sendo guias de si próprios”, acrescentou.

A par da sinalética, que deverá estar toda instalada “o mais tardar nos primeiros dias de 2023”, a Fundação pretende ainda realizar uma intervenção nas Estufas da Mata.

“Esta é uma intervenção urgente e que vai arrancar dentro de alguns dias. Vai ter um papel muito importante na produção de novas espécies, novas plantas, para além de se recuperar um espaço que os visitantes sempre gostaram muito de ver”, revelou.

Prevista está também a aquisição de três viaturas elétricas, que vão servir de apoio nas visitas à Mata, passando por espaços definidos, revelou ainda o responsável, explicando que as intervenções pretendem também reduzir a sazonalidade da Mata Nacional do Bussaco.

“Todos sabemos que a Mata vive de sol e que os dias de sol fazem toda a diferença no número de visitantes. No entanto, queremos atrair mais visitantes, criando atrativos para o resto dos dias do ano, promovendo programas que sirvam de pretexto para trazer pessoas à Mata”, concluiu.

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Secretária de Turismo dos Açores acusa PS de “desinformação premeditada” sobre o setor

Berta Cabral informou que o Plano Anual Regional para 2023 contempla um investimento público em matéria de turismo que ascende a 13,5 milhões de euros, indicando que, em comparação com o ano de 2022, não foram considerados, para efeitos de estruturação do Plano, 10 milhões de euros correspondentes à alavancagem operada pela Associação de Turismo dos Açores (ATA) através de fundos comunitários.

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A secretária do Turismo dos Açores criticou o PS regional por uma “lamentável e premeditada desinformação” quanto às verbas previstas para o setor no Plano Regional para 2023, notando que ascendem a 13,5 milhões de euros.

“O Plano Anual Regional para 2023 contempla um investimento público em matéria de turismo que ascende a 13,5 milhões de euros”, indicou a governante, em resposta a críticas do PS.

“A secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas vem denunciar a lamentável e premeditada desinformação gerada, em declarações públicas, pelo deputado Carlos Silva, do grupo parlamentar do PS, no que concerne às verbas alocadas à promoção e à sustentabilidade turística no Plano Anual Regional de 2023”, lê-se na nota de imprensa do executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM.

De acordo com Berta Cabral, o deputado “foi amplamente elucidado, em sede de audição na Comissão Especializada de Economia da Assembleia Legislativa sobre este tema mas, infelizmente, opta por insistir em veicular informação que sabe ser incorreta”.

A responsável indicou que, “em comparação com o ano de 2022, não foram considerados, para efeitos de estruturação do Plano, 10 milhões de euros correspondentes à alavancagem operada pela Associação de Turismo dos Açores (ATA) através de fundos comunitários”.

Isto, porque, “esta entidade não se encontra no perímetro do Setor Público Empresarial dos Açores na sequência da decisão do anterior Governo, do PS, em inexplicavelmente desvincular-se dessa associação”, acrescentou.

“Não obstante, mantêm-se todos os pressupostos e a expetativa de que essa alavancagem seja garantida pela ATA, através do seu plano de atividades e logo que o PO Açores 2030 esteja aprovado, sem que exista qualquer redução nas verbas alocadas à promoção turística da região”, frisou.

A secretária regional notou também que 2022 está a comprovar a recuperação do setor do turismo nos Açores no pós-pandemia de covid-19, “apresentando o melhor desempenho de sempre, mesmo perante uma conjuntura internacional extremamente adversa”.

Por esse motivo, justificou, foram descontinuadas várias medidas extraordinárias de apoio ao setor já em 2022.

Berta Cabral garantiu ainda que o desenvolvimento sustentável do turismo é e continuará a ser uma prioridade do Governo dos Açores e que, “prova disso é o reconhecimento internacional inédito de que a região tem sido alvo, em particular nos meses mais recentes”.

A responsável pela pasta do Turismo no Governo dos Açores lembrou, igualmente, que está em curso o procedimento de contratualização pública para a revisão do Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores (PEMTA).

Só “após estar concluído esse trabalho – que se perspetiva para o verão IATA de 2023 – se irá dar sequência à revisão de instrumentos operacionais, como o Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores (POTRAA), documento que os anteriores Governos do PS negligenciaram e que suspenderam parcialmente durante mais de 10 anos”, acrescentou.

Recorde-se que o PS/Açores acusou o Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) de, em 2023, “cortar em quase 13 milhões de euros” as verbas para a promoção e sustentabilidade do turismo na Região.

Carlos Silva alertou ainda para “a falta do Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores (POTRAA) e a ausência ainda de um plano estratégico e de marketing para os próximos anos”, o que “agudiza as preocupações dos empresários e a incerteza que se irá viver no próximo ano”.

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