ARAC passa a assumir-se como associação de mobilidade

Por a 9 de Fevereiro de 2018 as 20:36

A ARAC – Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor vai passar a assumir-se como uma associação de mobilidade e não apenas do rent-a-car, mudança anunciada na sessão de encerramento da sua II Convenção Nacional, que decorreu esta sexta-feira, 9 de Fevereiro.

“A ARAC pretende assumir-se, a partir de agora, como uma associação de mobilidade e não apenas de rent-a-car, porque o futuro está aí, e está aí com novos meios de mobilidade, sejam eles o carsharing, o bikesharing e todos os outros meios de mobilidade”, explicou Joaquim Robalo de Almeida, no final da convenção da associação, que decorreu no hotel Pestana Palace, em Lisboa.

Aos jornalistas, o responsável não negou a hipótese de a associação vir a adoptar mesmo uma nova designação, mais abrangente, mas preferiu remeter o assunto para mais tarde, dizendo apenas que “a seu tempo se verá”.

“Inicialmente teremos o alargamento a estas áreas da mobilidade, o que faz todo o sentido, porque a ARAC é uma associação dinâmica e não estática e, portanto, evolui consoante a evolução do mercado e dos tempos”, acrescentou.

A evolução dos meios de mobilidade foi um dos principais temas debatidos na II Convenção Nacional da ARAC, que contou com cerca de 330 participantes e mereceu um balanço positivo, permitindo “reflectir sobre a constante mutação da realidade com que as empresas se deparam, fruto da evolução tecnológica, dos meios de mobilidade, dos novos modelos de comunicação e do cada vez maior advento da actividade turística”, resumiu o secretário-geral da associação.

Apesar dos desafios, as perspectivas para o futuro são positivas, com Joaquim Robalo de Almeida a prever que “à semelhança do Turismo, também o rent-a-car registará, certamente, um crescimento este ano, como  aconteceu em 2017”.

Mas para atingir os objectivos, o responsável alerta que as “empresas devem mater-se competitivas e actualizadas, de forma a poderem responder às mais variadas exigências, sejam elas legais, nomeadamente com o regulamento da actividade, devendo, neste caso, a legislação ser clara, simplificada e responder às exigências de um mercado cada vez mais dinâmico”.

Na sessão de encerramento do evento participou também Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo Português (CTP), que destacou a importância do rent-a-car para o Turismo e para a economia nacional, defendendo que “é tão fundamental continuar a investir na criação de melhores condições para as empresas de rent-a-car, como é importante que estas se preparem para as novas realidades económicas”.

A sessão de encerramento da II Convenção Nacional da ARAC contou ainda com uma mensagem em vídeo da secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, que se referiu ao rent-a-car como um “aliado” e, tal como Carlos Abade, administrador do Turismo de Portugal, mostrou-se disponível para ajudar a desburocratizar a actividade e “descomplicar a relação entre o Estado e as empresas”.

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