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Especial 2017| Aberturas, aquisições e encerramentos

Em 2017, o sector turístico voltou a mostrar um forte dinamismo, com a abertura de novos negócios e a aquisição de outros, num ano que ficou ainda marcado por alguns encerramentos.

Inês de Matos
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Especial 2017| Aberturas, aquisições e encerramentos

Em 2017, o sector turístico voltou a mostrar um forte dinamismo, com a abertura de novos negócios e a aquisição de outros, num ano que ficou ainda marcado por alguns encerramentos.

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Transportes

Em 2017, o sector turístico voltou a mostrar um forte dinamismo, com a abertura de novos negócios e a aquisição de outros, num ano que ficou ainda marcado por alguns encerramentos.

Transportes
Na área dos transportes, 2017 trouxe diversas novidades. Na aviação, o ano ficou marcado pela abertura de rotas aéreas da China e dos EUA, entre várias outras novas ligações, mas também pela insolvência de companhias aéreas.
No caso da TAP, as aberturas de rotas foram diversas, num total de 11 – Abidjan, Toronto, Estugarda, Gran Canaria, Alicante, Budapeste, Bucareste, Colónia, Lomé, London-City e Fez.
Mas, em 2017, a TAP reabriu também o seu lounge no aeroporto de Lisboa, em Julho, e voltou a ter o Estado como principal accionista, depois do Conselho de Ministros ter aprovado a minuta que formalizou a operação. Em Setembro, a companhia mudou ainda de nome, passando a TAP Air Portugal, designação que esteve já presente na ABAV’17, em São Paulo.
As novidades da aviação foram muito além da TAP. Em Lisboa, o ano ficou marcado pelo regresso da Delta Air Lines, que retomou a rota entre Lisboa e Nova Iorque a 26 de Maio, e pela operação da Beijing Capital Airlines, a primeira companhia aérea a lançar voos directos da China, com três ligações por semana, com inicio a 26 de Julho, que foi apresentada como a “rota da seda do século XXI”.
2017 trouxe novidades também nos restantes aeroportos nacionais. O Porto passou a contar com rotas para Argel, Amesterdão e Casablanca, enquanto Faro ganhou voos para Budapeste, para as cidades francesas de Nice e Lille, para Varsóvia e para Dresden, Erfurt, Muenster e Nuremberga. Destaque ainda para a operação da Scandinavian Airlines (SAS), que passou a voar entre Faro e Estocolmo, neste Inverno IATA.
Na Madeira, o ano arrancou com o anúncio de uma operação da Iberia à partida de Santiago de Compostela, em Julho e Agosto, enquanto a Jet2.com iniciou, em Abril, uma ligação desde Londres-Stansted. Destaque ainda para os voos da Eurowings desde Dusseldorf e da easyJet à partida de Genebra, que tiveram início a 1 de Novembro.
Já nos Açores, 2017 marcou o fim das ligações da easyJet entre Lisboa e Ponta Delgada, cujo último voo decorreu a 28 de Outubro.
Na aviação, o ano ficou ainda marcado pelas insolvências da Alitalia, no início de Maio, e da airberlin, em meados de Agosto, enquanto a Monarch, que tinha lançado voos para o Porto em Abril, declarou falência e o fim imediato de todos os voos, em Outubro.  A 15 de Dezembro, cessaram ainda as operações da Niki, companhia low cost que pertencia à airberlin.
A nível internacional, destaque também para o lançamento, em Março, da LEVEL, companhia aérea low cost de longo curso do International Airline Group (IAG), que começou a voar desde Barcelona, em Junho, bem como da Joon, a nova companhia do Grupo Air France/KLM, dedicada aos millennials, que lançou voos para Lisboa e Porto no início de Dezembro.
Além da aviação, 2017 trouxe novidades também nos cruzeiros. A MSC Cruzeiros inaugurou, em Junho, o MSC Meraviglia, e já no final do ano chegou o MSC Seaside, “o navio que segue o sol” e que vai operar nas Caraíbas. A Pullmantur renovou o Monarch e a Silversea investiu 34 milhões de euros na remodelação do Silver Cloud, que vai realizar expedições polares.
Falando ainda de cruzeiros, destaque também para a abertura do novo Terminal de Cruzeiros de Lisboa, inaugurado a 10 de Novembro pelo primeiro-ministro, num investimento de 77 milhões de euros, que pretende afirmar a capital no segmento dos cruzeiros.

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No que aos destinos portugueses diz respeito, o ano ficou marcado sobretudo por inaugurações e aberturas de novos espaços de eventos, desporto, centros interpretativos, comerciais e de lazer.
Logo no segundo mês do ano, Lisboa assistiu à inauguração Pavilhão Carlos Lopes. Reaberto a 17 de Fevereiro, após uma reabilitação que manteve a sua história e o transformou num espaço multiusos, o novo Pavilhão Carlos Lopes motivou um investimento de oito milhões de euros, por parte da Associação de Turismo de Lisboa.
No mesmo dia da reabertura do Pavilhão Carlos Lopes, entrou também em funcionamento o Centro Internacional de Alto Rendimento da Marina de Vilamoura, no Algarve, dedicado à vela e, no mês seguinte, foi a vez de abrir o Casino de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, Açores. A infraestrutura era aguardada há muito e disponibiliza 51 máquinas e mais de 200 jogos.
Em Maio, Seia ganhou um novo Centro de BTT para apoio aos praticantes da modalidade, inaugurado no dia 14, poucos dias antes do novo Parque Aventura de Vila Real de Santo António, aberto a 17 de Maio.
Com o Verão à porta, abriu também a primeira praia do Grande Lago Alqueva, no Centro Náutico de Monsaraz, inaugurada a 1 de Junho, num mês que ficou ainda marcado pelo golfe, com a abertura do campo de 18 buracos do West Cliffs Resort, perto de Óbidos.
Em Castelo Branco, o bordado tradicional passou a contar com um Centro Interpretativo, espaço que foi inaugurado a 25 de Julho, pelo ministro da Cultura, e que pretende divulgar e promover esta peça artesanal. No dia seguinte, 26 de Julho, foi o Douro que ganhou um novo acesso directo, com a inauguração do Cais do Ferrão, junto à Quinta Nova, em Sabrosa.
No Dia Mundial do Turismo, o grande destaque foi para a inauguração da Experiência Pilar 7 – Centro Interpretativo da Ponte 25 de Abril, uma nova atracção para os turistas que visitam Lisboa, que motivou um investimento de 5,3 milhões de euros e que integra um miradouro panorâmico à altura do tabuleiro rodoviário e uma experiência de realidade virtual no pilar da ponte, localizado na Avenida da Índia, em Alcântara.
Já no fim do ano, a 21 de Novembro, foi a vez do Freeport Lisboa Fashion Outlet apresentar o resultado das remodelações que permitiram aumentar a área comercial do centro, que se quer afirmar como o “melhor destino de compras de moda em Lisboa”.

 Agentes e operadores
Novidades não faltaram também no que diz respeito ao mundo das agências de viagens e operadores. As aberturas de agências foram constantes e, logo nos primeiros dias de Janeiro, a Orbita Viagens abriu o seu 20.º balcão, em Braga. Poucos dias depois, a 11 de Janeiro, o Grupo Flagworld anunciou a adquisição das agências Meliá em Coimbra, Leiria, Lisboa e Loulé.
No início de Fevereiro, foi a vez do grupo Mercado das Viagens abrir uma nova agência em Guimarães, enquanto a Bestravel abriu a sua 17.ª agência no distrito de Lisboa, a 23 de Fevereiro, localizada em Campo de Ourique. A abertura de agências continuou em Março, com a Abreu a abrir uma loja no GuimarãeShopping e a Bestravel a inaugurar outro espaço em Lisboa, concretamente nas Picoas.
Em Abril, o destaque foi para o anúncio da MTS Globe, que adquiriu parte da Desert Gate, como forma de acelerar o seu crescimento na região dos Emirados Árabes Unidos, Omã e Qatar e, a terminar o primeiro semestre, o Grupo GEA anunciou a entrada no Peru, contando com um total de 10 agências de viagens no País, enquanto a Picos de Aventura iniciou operações na ilha Terceira, Açores, depois de 14 anos de actividade apenas em São Miguel.
Já em pleno Verão, a 29 de Agosto, chegava o anúncio de que a American Express Global Business Travel, representada em Portugal pelo Grupo Travelstore, tinha adquirido a Banks Sadler, multinacional de gestão de eventos sediada em Londres, que passou a integrar a divisão de reuniões e eventos da empresa americana.
Setembro voltou a ser marcado pela abertura de novas agências, com a TopAtlântico a inaugurar uma loja no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, enquanto a Bestravel anunciava a abertura de quatro agências até ao fim do ano, na Maia, Chaves, Odivelas – Colinas do Cruzeiro e Lisboa – Bairro Azul, tal como o grupo Mercado das Viagens, que anunciou, a 17 de Outubro, a abertura de quatro agências no sul do país, passando a contar com 16 unidades. Já a EmViagem inaugurou, a 13 de Outubro, uma agência em Ponta Delgada e a Bestravel abriu, a 24, o seu primeiro centro de formação, nas instalações do master franchising, em Lisboa.

Em Novembro, o Grupo Barceló através da marca Avoris assumiu a marca Latitudes do Grupo Globalia e a distribuição dos destinos de longo curso para os quais a companhia aérea Air Europa não voa, além de ter adquirido também a Halcón Viagens em Portugal, numa operação divulgada a 20 de Novembro.

Hotelaria
Mas 2017 foi definitivamente o ano da hotelaria, marcado por sucessivas aberturas e aquisições, ainda que tenham existido alguns encerramentos.
O mês de Janeiro trouxe as aberturas do Eurostars Cascais, o nono hotel da cadeia espanhola do Grupo Hotusa em Portugal, que aproveitou a ocasião para anunciar que, ainda antes do Verão, seriam também abertos o Eurostars Cais de Santarém, de cinco estrelas, o Exe Porto Centro e o Exe Almada Porto, ambos situados na Cidade Invicta.
Fevereiro marcou a abertura do AVANI Avenida Liberdade Lisbon Hotel , naquela que foi a primeira unidade da AVANI Hotels & Resorts na Europa, bem como a aquisição da Momondo pela The Priceline Group, num negócio avaliado em 500 milhões de euros. Neste mês, deu-se ainda a passagem da gestão das Termas do Luso para o Grande Hotel do Luso, e abriu o Maria Nova Lounge Hotel, em resultado da renovação do antigo Hotel Porta Nova, em Tavira.
Em meados de Março, a Hoti Hotéis abria mais uma unidade em Lisboa, o Star inn Lisbon – Smart Choice Hotel, naquela que é a segunda unidade da marca, localizada ao lado do Hotel Tryp Aeroporto. Poucos dias depois, chegava o novo Tivoli Avenida Liberdade, que reabriu profundamente renovado, depois de um investimento de 15 milhões de euros.
Na Madeira, foi em Abril que abriu o Santa Cruz Boutique Hotel, localizado junto ao Mercado Municipal, na localidade homónima, enquanto o Grupo Onyria abriu, a 24 de Abril, o novo Onyria Palmares Beach House, na Meia-Praia, em Lagos, Algarve.
Em Maio, a Madeira voltou a abrir uma nova unidade, o Pestana Royal, resultado da reconversão do antigo Regency Palace, que passou a ostentar a categoria de cinco estrelas, enquanto no Crato abriu o Olive Residence and Suites. Fátima ganhou igualmente um novo hotel, com a inauguração, a 18 de Maio, do hotel Essence inn Marianos.
Já o hotel Le Consulat, que resulta da reconversão do edifício do antigo Consulado do Brasil em Lisboa, foi inaugurado a 25 de Maio, e foi também neste mês que o Grupo Stay Hotels adquiriu o mais antigo hotel da cidade do Porto, o Grande Hotel de Paris.
O mês de Junho voltou a ser sinónimo de aberturas. A Luna Hotels & Resorts inaugurou oficialmente, no dia 2, o Luna Hotel Turismo de Abrantes e, no dia 9, o município de Penedono abriu o Hotel Medieval. Nos Açores, reabriu o Neat Hotel Avenida, em Ponta Delgada, e o Grupo Stay Hotels deu a conhecer o Stay Hotel Porto Centro Trindade, oitava unidade do grupo e a primeira criada de raiz.
Também em Junho abriu o The Noble House Évora, a primeira unidade propriedade da Unlock Boutique Hotels, enquanto o The Lince Nordeste Azores, em Ponta Delgada, foi inaugurado no dia 30, seguido do White Exclusives Suites & Villas, em Lagoa, também em São Miguel, Açores.
Em Julho, assinalou-se a aquisição pelo Grupo Flagworld do hotel Campanile, em Setúbal, enquanto a DHM – Discovery Hotel Management abriu o Santiago Hotel Cooking & Nature, boutique hotel em Santiago do Cacém, e o Funchal viu nascer o o SBH – Sé Boutique Hotel.
O sétimo mês do ano trouxe ainda um encerramento, com a Pousada do Convento do Desagravo, em Vila Pouca da Beira, Oliveira do Hospital, a encerrar portas, enquanto, em Agosto, houve novidades na hotelaria do Porto e Algarve, com a Invicta a abrir o Eurostars Porto Centro, na rua Sampaio Bruno, bem como o Sea Porto Hotel, em Matosinhos. No Algarve, a Luna Hotels & Resorts adquiriu o Hotel Soláqua, em Albufeira, que vai passar a Luna Soláqua e o Jupiter Hotel Group abriu o Jupiter Marina Portimão.
Em Setembro chegou o novo hotel-escola do ISAG – Instituto Superior de Administração e Gestão, bem como o cinco estrelas Corpo Santo Lisbon Historical Hotel, em Lisboa. Também neste mês, o grupo hoteleiro MGM Muthu Hotels adquiriu o Hotel Raga, na Madeira, onde abriu também, a 18 de Setembro, Tiles Madeira Hotel. Também em Setembro, a Starwood Capital Group realizou um investimento estratégico de 210 milhões de euros no Yotel, com vista à aquisição de 30% do seu capital.
Em Outubro, começou a funcionar a nova escola de Hotelaria da Covilhã e,  dia 11, abriu o Iberostar Lisboa, o primeiro hotel da Iberostar Hotels & Resorts em Portugal. Neste mês foi ainda anunciada a aquisição do capital do Grupo Mantra pela AccorHotels, tendo decorrido também a abertura do Vila Galé Porto Ribeira, no Porto, assinalando-se ainda, neste mês, a abertura do WC Beautique Hotel, em Lisboa.
Novembro trouxe o encerramento do Bairro Alto Hotel, em Lisboa, que fechou no dia 1 para expansão, bem como da Herdade do Touril, na Zambujeira do Mar, cuja remodelação decorre até Abril de 2018. E foi também em Novembro que o SEH United Hoteliers Group anunciou a aquisição da Hôtels-Chalets de Tradition, grupo francês de hotéis de montanha, passando a incorporar 14 hotéis em França, Suíça e Itália.

MI
Na área de MI houve menos novidades, mas ainda assim dignas de destaque. Em Março, a Abreu PCO mudou de nome, passando a Abreu Events, e a área metropolitana do Porto ganhou um novo centro de congressos, localizado na Maia e destinado à organização e gestão de eventos particulares empresariais e institucionais.

Nota do editor: artigo publicado na edição do Publituris nr. 1357, de 15 de Dezembro

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Oferta hoteleira de Moçambique aumenta no primeiro trimestre

No primeiro trimestre do ano, Moçambique assistiu à entrada em funcionamento de 66 empreendimentos, dos quais 28 de alojamento, 33 de restauração e bebidas e cinco agências de viagens, o que corresponde a um aumento de 57,1% face ao mesmo período de 2023.

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Até março, Moçambique assistiu à abertura de 66 novos empreendimentos ligados à restauração e turismo, o que ditou um aumento de 414 quartos na hotelaria, avança a Lusa, que cita dados divulgados esta sexta-feira, 24 de março, pelo governo moçambicano.

Segundo um relatório de execução orçamental do Ministério da Economia e Finanças de Moçambique, no primeiro trimestre de 2024, o investimento privado mais do que triplicou face ao ano passado, somando 18,7 milhões de euros, o que ditou também o aumento dos postos de trabalho criados, que chegou aos 559 face aos 470 gerados no mesmo período do ano passado.

O relatório diz que, neste período, “entraram em funcionamento 66 empreendimentos contra 42 empreendimentos do primeiro trimestre de 2023, dos quais 28 de alojamento, 33 de restauração e bebidas e cinco agências de viagens, o que corresponde a um aumento de 57,1%”.

“As aberturas incrementaram a capacidade com 414 quartos contra 323 do primeiro trimestre de 2023, o que representa um crescimento de 28,2%”, lê-se ainda no relatório a que a Lusa teve acesso.

O aumento do investimento chega numa altura em que também o número de turistas está a aumentar em Moçambique, o que se deve à isenção de vistos decretada no ano passado para  países de baixo risco, o que levou à emissão de quase 30 mil vistos de fronteira ainda em 2023.

No relatório de execução orçamental do último trimestre de 2023, o governo moçambicano recorda que “foi criada uma plataforma para requisição de vistos ‘online’ e a isenção de vistos de turismo e negócios para uma lista de países de baixo risco”, num total de 29 Estados, o que “resultou na emissão de 28.963 vistos solicitados por visitantes”, até dezembro.

“A medida vem tornando Moçambique mais competitivo e facilitando o acesso de potenciais investidores ao país”, é ainda referido no documento citado pela Lusa.

A Lusa recorda também que o governo moçambicano já tinha afirmado no relatório de execução orçamental do terceiro trimestre do ano passado que a decisão de facilitar e isentar de vistos turistas de países de baixo risco fez aumentar o número de visitas ao país em 34% nos primeiros 90 dias de implementação da medida.

O Governo estima uma “despesa média” por cada visitante em 110 dólares e o tempo médio de visita de quatro dias, pelo que cada visitante representa 440 dólares “de novos fundos” para a economia.

“O aumento de visitantes ao país em virtude desta medida representa um crescimento do setor e um efeito multiplicador na economia moçambicana”, acrescenta-se no relatório sobre a execução orçamental no terceiro trimestre.

O Governo moçambicano já tinha avançado, em agosto de 2023, que mais de 13.000 cidadãos estrangeiros entraram em Moçambique ao abrigo da medida de isenção de vistos introduzida em maio, a grande maioria turistas, incluindo de Portugal.

De acordo com dados avançados pela ministra da Cultura e do Turismo, Eldevina Materula, dessas isenções, com vistos concedidos na fronteira, “mais de 10.000” entraram em Moçambique “com o propósito de turismo e os restantes três mil em negócios”.

“Este é um sinal claro que as medidas tomadas pelo Governo estão a surtir efeitos na dinamização do nosso setor. Com estas medidas, temos claramente um novo padrão de turistas, sendo que as nacionalidades americana, britânica, portuguesa, chinesa e alemã se destacam como as cinco principais entradas em Moçambique”, afirmou a governante, em agosto.

Recorde-se que Moçambique introduziu em dezembro de 2022 o Visto Eletrónico (e-Visa) e, no dia 1 de maio, entrou em vigor a isenção de vistos para cidadãos de 29 países, tendo sido ainda revista a medida de concessão de vistos de investimentos para períodos mais alargados aos cidadãos estrangeiros que detenham investimento em Moçambique, simplificando os requisitos de atribuição.

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Governo dos Açores cria grupo de trabalho para revisão do Plano Ordenamento Turístico da região

Um grupo de trabalho, com a missão de coordenar todo o processo de revisão do Plano Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores-POTRAA, e liderado por Rui Coutinho Pereira, técnico superior da Direção Regional do Turismo, acaba de ser criado.

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Um despacho, que acaba de ser publicado no Jornal Oficial dos Açores, revela que o Governo Regional constituiu um grupo de trabalho para coordenar a revisão do Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma (POTRAA), que será presidido por Rui Coutinho Pereira, técnico superior da Direção Regional do Turismo.

Considerando a aprovação do Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores – Horizonte 2030 [PEMTA2030], “mostra-se, agora, necessário reiniciar o processo de revisão do Plano Ordenamento Turístico da Região”, daí a constituição deste grupo de trabalho, de âmbito técnico, com a missão de coordenar este processo “no que diz respeito à organização procedimental, orientação dos consultores, caso existam, e da equipa técnica, acompanhamento da execução contratual, preparação e organização de reuniões e outros eventos, entre outras tarefas necessárias para a boa prossecução do presente procedimento”, indica o documento.

De acordo com o Governo Regional, importa “territorializar a nova visão, missão e objetivos estratégicos para o turismo dos Açores, plasmados no PEMTA2030, numa perspectiva de qualificação dos ativos identitários e qualificadores da experiência turística e de promoção dos produtos estratégicos definidos, tendo por base a sustentabilidade do destino turístico e, quando possível, a assunção da sua capacidade regenerativa”.

Pretende-se a implementação, nas nove ilhas dos Açores, de um “instrumento de planeamento e gestão territorial do setor do turismo, inovador e eficaz, na linha do que de melhor se faz noutros destinos turísticos internacionais sustentáveis”, contribuindo para a “salvaguarda e valorização dos recursos naturais, ambientais e paisagísticos”, segundo o despacho.

 

 

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Mais de 82 mil turistas portugueses visitaram o Brasil em quatro meses

Nos primeiros quatro meses deste ano 82.164 turistas portugueses visitaram o Brasil, o que corresponde a uma subida de 13,8% face ao mesmo período de 2023. No ranking dos mercados emissores Portugal posiciona-se em 7º lugar, o segundo europeu, atrás da França.

Os dados mais recentes da Embratur revelam que dos 2,9 milhões de turistas estrangeiros que visitaram o Brasil, de janeiro a abril deste ano, considerada a terceira melhor marca da história do destino, 1.070.545 são argentinos, mesmo assim, com uma quebra do 11,1% quando comparado com os primeiros quatro meses do ano anterior, enquanto na segunda posição são estão os chilenos (258.523), mercado que mais cresceu em termos percentuais (+32,2%).

Os Estados Unidos, com 251.419 turistas (+9%) foi o terceiro país emissor para o Brasil no período analisado, seguindo-se o Paraguai 217.392 (+9,8%) e o Uruguai 199.316 (+13,8%).

No ranking da Embratur, o primeiro mercado europeu é o francês, (84.468 turistas – 25,5%) colocado na sexta posição. Depois é que vem o mercado português Portugal 82.164 (+13,8%), que ultrapassou o alemão 75.025 (+15,7%), o britânico 65.994 (+15%), e o italiano, com 55.165 turistas (+18,5%), a fechar o top 10.

Sobre o autorCarolina Morgado

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Centro de Portugal é o Destino Internacional Protagonista da Naturcyl 2024 em Espanha

A oferta de ecoturismo e de turismo de natureza do Centro de Portugal vai estar em destaque na Naturcyl 2024, em Espanha, uma vez que a região acaba de ser eleita, pela organização da Feira de Ecoturismo de Castela e Leão o Destino Internacional Protagonista.

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O Centro de Portugal vai ser o primeiro Destino Internacional Protagonista da edição de 2024 da Naturcyl, evento de referência na promoção do ecoturismo que se realiza em Espanha, de 20 a 22 de setembro. O anúncio foi feito pela organização, que destaca “as muitas maravilhas que esconde este território”.

A Feira de Ecoturismo de Castela e Leão é um evento anual que, desde a sua primeira edição, em 2018, se tem afirmado como um fórum essencial para a troca de ideias e oportunidades de negócios entre profissionais e amantes do ecoturismo e do meio rural. Na última edição, a feira atraiu 10.500 visitantes.

A grande novidade deste ano é a eleição de um Destino Internacional Protagonista. A escolha recaiu no Centro de Portugal, que terá assim uma participação e notoriedade especial na feira. A Turismo Centro de Portugal estará presente na Naturcyl com um stand próprio de 27m2, onde divulgará e promoverá o vastíssimo património natural da região. Além disso, participará nas jornadas de comercialização de Turismo de Natureza (B2B) que ocorrerão em paralelo.

Um dos motivos que levou a que o Centro de Portugal tenha sido o preferido foi a grande diversidade da oferta de turismo de natureza da região, que inclui os Geoparques da UNESCO Estrela, Naturtejo e Oeste, os Parques Naturais do Tejo Internacional, da Serra da Estrela e do Douro Internacional, bem como as reservas da Malcata e da Faia Brava, entre muitas outras áreas protegidas. Além disso, possui duas Cartas Europeias de Turismo Sustentável: as Montanhas Mágicas e as Terras do Lince.

De acordo com Raul Almeida, presidente da Turismo Centro de Portugal, Espanha é um mercado estratégico para a região, “pela proximidade – é o principal emissor de turistas para a região – e por receber mais de 80 milhões de turistas por ano”, referindo ainda que “em Espanha, como no Centro de Portugal, tem havido um grande aumento da procura pelo turismo de natureza e pelo mundo rural, produtos turísticos que estão na génese da Naturcyl. Por isso, foi com grande satisfação que recebemos a informação de que o nosso território será o primeiro Destino Internacional Protagonista da feira”.

O responsável regional acredita que este facto “é uma oportunidade de ouro para promovermos a oferta de ecoturismo existente na região e para consolidarmos a nossa identidade territorial enquanto destino de Turismo de Natureza”.

 

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Turismo, Mobilidade e Infraestruturas dos Açores com 321,1 M€ no Plano e Orçamento para 2024

Os setores do Governo Regional dos Açores tutelados por Berta Cabral, ou seja, o Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, contam com uma dotação total de 321,1 milhões de euros do Plano e Orçamento (PO) para 2024.

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Intervindo no Parlamento açoriano, na discussão das propostas de Orientações de Médio Prazo 2024-2028 e do Plano e Orçamento para 2024, a secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral sublinhou que esta verba está “fundamentada nas necessidades prementes” das ilhas, da economia dos Açores “e, acima de tudo, das pessoas, sem ignorar desafios que urge resolver e oportunidades que não podem ser desperdiçadas”.

No Turismo, com uma dotação de 19,1 milhões de euros, a governante disse, citada em nota publicada na página oficial do Governo Regional, não abdicar do objetivo fundamental de ter turismo todo o ano em todas as ilhas e refere que, sendo o setor mais transversal da economia e aquele que mais alavanca todos os outros setores produtivos, há a responsabilidade coletiva de “contribuir de forma positiva e construtiva para o seu desenvolvimento sustentável fundado na qualidade, na excelência e na produção de bem-estar para os residentes”.

Reafirmando que 2024 será um ano bastante positivo para este setor na Região, Berta Cabral assegurou que vai “dar continuidade à política de qualificação dos recursos e do produto turístico, investindo na sustentabilidade do destino, na digitalização do setor, na promoção externa e no desenvolvimento da conetividade internacional, de acordo com o Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores 2030”.

Para a Mobilidade, a secretária Regional considerou que o investimento superior a 134 milhões de euros visa assegurar intervenções em infraestruturas portuárias de todas as ilhas, incluindo obras nos portos de Vila do Porto, Ponta Delgada e Praia da Vitória, assim como nos aeródromos à responsabilidade da Região, nomeadamente a aerogare da Graciosa e o processo para ampliação da pista do aeroporto do Pico.

Berta Cabral deu conta ainda que a “Tarifa Açores” é para manter, sendo complementada com o “Passe Açores 9 Ilhas”, com o objetivo de estimular, de forma cada vez mais assertiva, a construção de um mercado interno, a mitigação dos efeitos da sazonalidade turística, a criação de condições de excelência para que os jovens conheçam, promovam e contribuam ativamente para o espírito de açorianidade e para o desenvolvimento de todas as ilhas.

“A proposta de investimento que estruturámos dá sequência a diversas medidas e obras estruturantes, que terão um impacto direto em importantes objetivos económicos na Região, incluindo o desenvolvimento sustentável do turismo, a mobilidade dos açorianos, a descarbonização da economia e a preparação de infraestruturas fundamentais”, concluiu.

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Coimbra: Projeto de turismo sustentável tem apoio de 4,9M€ da Comissão Europeia

A Câmara Municipal de Coimbra e a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, entre outros parceiros, viram aprovada uma candidatura à European Urban Initiative com um projeto de turismo sustentável intitulado “COIMBRA ST LLM”, que implica um financiamento de 4,9 milhões de euros para a sua implementação.

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A candidatura vai permitir o desenvolvimento de ferramentas de monitorização e de apoio ao desenvolvimento de práticas turísticas mais sustentáveis, que vão contribuir para responder a desafios associados à mobilidade, à criação de emprego, à qualidade do serviço prestado e à perceção dos residentes sobre o impacto do turismo, avança a autarquia de Coimbra no seu site oficial.

Refira-se que a European Urban Initiative é uma iniciativa europeia que visa apoiar cidades na implementação de projetos inovadores para tornar as áreas urbanas mais sustentáveis, inclusivas e resilientes, apresentando um projeto de turismo sustentável.

O projeto de Coimbra destacou-se entre as 112 candidaturas apresentadas por 12 estados-membros da União Europeia. Coimbra destaca-se como a única cidade portuguesa selecionada.

Este projeto, elaborado numa parceria entre a CM Coimbra e a CIM-RC, é liderado pela autarquia e tem ainda como parceiros o Turismo de Portugal, a Universidade de Coimbra, o Instituto Politécnico de Coimbra, o Instituto Pedro Nunes, a Present Technology e a Inova +. Estes parceiros vão, agora, trabalhar em conjunto na implementação das ações e das medidas propostas.

“Esta inédita aprovação de um projeto camarário desta índole e desta dimensão, em Coimbra, extra quadros comunitários clássicos e numa lógica de captação de instrumentos de financiamento diretamente dirigidos pela Comissão Europeia, reunindo todos os parceiros e apoios que o tornaram possível, vai colocar Coimbra de uma forma inovadora no radar turístico nacional, internacional e das instituições europeias, incluindo a própria Comissão Europeia, e muito contribuirá para a afirmação criativa da marca Coimbra, concorrendo de forma sólida para o desenvolvimento turístico, económico, cultural e ambiental do concelho de Coimbra”, refere o presidente da autarquia, José Manuel Silva, citado na notícia.

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Governo alivia restrições impostas ao consumo de água no Algarve devido à seca

O Governo decidiu aliviar as restrições impostas aos consumos de água na agricultura e no setor urbano do Algarve, incluindo o turismo, para fazer face à seca na região, anunciou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, em Faro.

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“O Governo decidiu revogar a resolução 26A de 2024, de 20 de fevereiro, e nas próximas semanas vai ser aprovada e publicada uma outra resolução que visa dar continuidade a uma política de responsabilidade, mas, ainda assim, aliviar as restrições que estão hoje em vigor face à situação de 2023”, afirmou o primeiro-ministro, após uma reunião da comissão de acompanhamento da seca, em Faro.

Luís Montenegro indicou que o Executivo vai aprovar um “alívio de cerca de 20 hectómetros cúbicos na restrição que está hoje em vigor em todas as áreas de atividade”, distribuindo-se este valor por “2,65 hectómetros cúbicos de alívio no consumo urbano, de 13,14 de alívio no consumo da agricultura e de 4,17 no alívio no consumo para o turismo”.

Em fevereiro, o anterior Governo, liderado por António Costa, decretou a situação de alerta no Algarve devido à seca e aplicou medidas de contingência que previam reduções de consumo de 25%, para a agricultura, e de 15%, para o setor urbano.

Agora, Luís Montenegro anunciou um alívio destas restrições, embora frisando que é preciso preservar ao máximo a água, que é “um recurso escasso” na região.

Montenegro disse ainda que os dados representam, “face a 2023, um diminuição de disponibilidade de 10% no consumo urbano e 13% no consumo para agricultura e turismo”.

O primeiro-ministro disse ainda que é necessário “diminuir perdas nas várias utilizações de água” e recorrer a águas residuais em casos onde esta fonte é viável, como nos golfes, assegurando que o objetivo do Governo é também promover investimento que “possa ajudar a esta gestão mais eficiente” da água.

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Propósito da taxa de entrada em Veneza é um fracasso porque número de turistas aumentou

A introdução da taxa que gere os fluxos turísticos em Veneza é contrariada pelos factos. A cidade recebe cada vez mais turistas, diz o vereador Giovanni Andrea Martini, líder do grupo da lista ‘Cidade inteira junta’, durante uma conferência de imprensa no Palazzo Grazioli, na sede da Associação de Imprensa Estrangeira em Roma.

Convocado precisamente para falar dos primeiros resultados da contribuição para o acesso a Veneza – cinco euros – introduzida em abril passado a título experimental, o vereador Giovanni Andrea Martini afirmou que “o bilhete para Veneza é um fracasso sensacional. Mais turistas chegam todos os dias”.

Uma medida que, segundo disse, não abranda o turismo de massa, pelo contrário, e que teria sido implementada “para evitar que Veneza fosse colocada na lista negra da UNESCO”. As chegadas registadas, sublinha, “são numericamente superiores às dos anos anteriores”.

“Olhando para os dados disponíveis, só no dia 19 de maio Veneza registou 70 mil inscrições, enquanto no dia 23 de abril do ano passado foram 66 mil e no dia 2 de junho de 2023, feriado nacional, foram 65 mil”, apontou Martini, destacando que a medida serve “apenas para arrecadar dinheiro”.

Como reiterado diversas vezes durante o encontro com a imprensa estrangeira, Veneza representa o emblema da cidade aberta, mas que hoje se encontra “fechada por vontade política de uma administração que com esta medida traz para casa um pouco de dinheiro”. Mas isso não salva, segundo o vereador da oposição, “a alma da cidade”.

A solução para gerir o turismo de massa deve ser de longo prazo. Na conferência de imprensa em Roma, a medida da administração Brugnaro foi contestada pelo vereador: “A cidade está em desordem, é necessária uma solução a longo prazo”.

Poderia-se pensar também – destacou o vereador – num número limitado com reserva gratuita e sem pedido de dados para salvaguarda da privacidade, além do regresso dos residentes permanentes. Isto numa cidade que tem 49 mil cidadãos no centro histórico e que em média duplica o número de turistas que chegam todos os dias.

Defendeu que “se quisermos que a vida da cidade mude, devemos permitir que a cidade mude a sua vida”, para concluir que “devemos superar a desertificação social criada por esta floresta de arrendamentos de curta duração e de habitações públicas que não são atribuídas”.

Refira-se que nos primeiros 11 dias da nova taxa, a cidade italiana arrecadou cerca de 977.430 euros com a venda de 195 mil bilhetes. Mesmo assim, este montante é inferior ao custo de implementação do sistema de reservas, campanhas informativas e verificação de bilhetes, estimado em três milhões de euros.

A medida, inicialmente em fase experimental, será aplicada em 29 dias específicos durante os meses de maio, junho e julho, incluindo fins de semana e feriados.

Após o período experimental, a taxa pode ser aumentada para 10 euros por dia, com multas de até 300 euros para quem tentar visitar a cidade sem bilhete. A eficácia da medida continuará a ser avaliada, mas as críticas indicam que podem ser necessários ajustes significativos para alcançar os objetivos desejados.

 

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Suíça pondera taxas de entrada em locais turísticos populares

A cobrança de taxas de entrada em locais turísticos populares da Suíça só faz sentido se os turistas estrangeiros também ganharem com a taxa, diz o setor de turismo suíço.

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A idílica localidade de Lauterbrunnen, na Suíça, está a considerar a possibilidade de cobrar uma taxa de entrada no estilo de Veneza para diminuir o excesso de turismo. A aldeia é frequentemente paralisada por ondas de turistas interessados em aproveitar a sua beleza natural e tranquilidade.

“Desde que a medida também beneficie o turista, ela é aceita e até mesmo apreciada”, disse Markus Brenner, porta-voz da Suíça Turismo, à emissora pública suíça SRF e citado pelo SWI.

“Quando vou a Lauterbrunnen, sei que terei de pagar a taxa, mas com certeza encontrarei uma vaga de estacionamento. Também sei que o número de turistas no vale é limitado”, refere o responsável, acrescentando que também “é preciso ser compreensível para os turistas e deixar claro o que eles receberão em troca”.

Brenner considera que o excesso de turismo na Suíça está confinado a locais específicos em determinadas épocas do ano, rejeitou a ideia de que o país é constantemente invadido por turistas, mas mesmo assim, pediu aos habitantes locais que demonstrem tolerância.

Lauterbrunnen, na região do Oberland Bernês, não é o único ponto turístico a se sentir vítima do próprio sucesso turístico. A aldeia vizinha de Iseltwald, às margens do lago, foi paralisada há alguns anos por um fluxo inesperado de fãs da série da Netflix Crash Landing on You.

Refira-se que Lauterbrunnen situa-se num dos mais impressionantes vales dos Alpes, entre gigantes escarpas e cumes montanhosos. Com as 72 estrondosas cascatas, vales acolhedores, coloridos prados alpinos e solitárias pousadas de montanha, o Vale Lauterbrunnen constitui uma das maiores áreas de conservação da natureza da Suíça.

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Pendular é um dos parceiros do futuro Surf Park Óbidos

Pronta a disponibilizar uma solução que permite agilidade e facilidade na gestão de serviços, a Pendular, empresa dedicada à gestão de compras e contratos, associou-se ao grupo responsável pelo investimento no futuro parque temático sobre surf que vai nascer em Óbidos, firmando compromisso com o apoio à gestão, competitividade e sucesso do projeto.

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Vai nascer em Óbidos um parque temático sobre surf, que inclui aldeamento turístico de quatro estrelas com capacidade máxima para 144 camas, restaurante, loja de surf, skate parks, courts de padel e beach ténis, escola de surf, espaço de wellness, zonas verdes, pistas de bicicleta, bem como zona de eventos corporativos. A Pendular, considerada líder de mercado no setor da gestão de compras e contratos, associou-se ao grupo responsável por este investimento, firmando um laço de compromisso com o apoio à gestão, competitividade e sucesso do projeto.

Numa altura em que a proposta de valor do outsourcing se propõe a uma redução de custos entre 10% a 30%, ao centralizar e gerir custos e operações (controlando as diferentes variáveis que os influenciam), o recurso à Pendular “revelou-se uma mais valia para as entidades gestoras do projeto já que, desde uma avaliação das necessidades de equipamentos e serviços; conciliação das necessidades e look and feel; proposta de soluções e seleção de fornecedores, a Pendular estará presente de forma contínua ao longo do desenvolvimento do projeto, construindo um plano que lhes garanta a máxima competitividade, centralizando num só parceiro, serviços que influenciam, de forma determinante, a eficiência da operação”, destaca a nota de imprensa.

Para a Pendular, “este é um projeto do qual muito nos orgulha fazer parte, não só do ponto de vista da sua dimensão, onde o outsourcing pode realmente fazer a diferença e contribuir para a otimização de tempo e custos de toda a operação; mas também pelo prazer que é ser parte de um projeto de valorização e enriquecimento da zona Oeste do país, que acolherá um espaço diferenciador e que, pelas suas características ímpares, atrairá um vasto público, dinamizando a economia e património cultural da região”, refere Vitor Gomes Ribeiro, CEO da empresa de gestão de compras e contratos com mais de 25 anos de atuação no mercado nacional.

Com abertura prevista para 2026, a Surfers Cove, responsável pelo projeto, estima que os resultados se centrem, maioritariamente, no negócio relacionado com o surf, com potencial para criar cerca de 50 postos de trabalho.

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