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Especial 2017| Aberturas, aquisições e encerramentos

Em 2017, o sector turístico voltou a mostrar um forte dinamismo, com a abertura de novos negócios e a aquisição de outros, num ano que ficou ainda marcado por alguns encerramentos.

Inês de Matos
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Especial 2017| Aberturas, aquisições e encerramentos

Em 2017, o sector turístico voltou a mostrar um forte dinamismo, com a abertura de novos negócios e a aquisição de outros, num ano que ficou ainda marcado por alguns encerramentos.

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Em 2017, o sector turístico voltou a mostrar um forte dinamismo, com a abertura de novos negócios e a aquisição de outros, num ano que ficou ainda marcado por alguns encerramentos.

Transportes
Na área dos transportes, 2017 trouxe diversas novidades. Na aviação, o ano ficou marcado pela abertura de rotas aéreas da China e dos EUA, entre várias outras novas ligações, mas também pela insolvência de companhias aéreas.
No caso da TAP, as aberturas de rotas foram diversas, num total de 11 – Abidjan, Toronto, Estugarda, Gran Canaria, Alicante, Budapeste, Bucareste, Colónia, Lomé, London-City e Fez.
Mas, em 2017, a TAP reabriu também o seu lounge no aeroporto de Lisboa, em Julho, e voltou a ter o Estado como principal accionista, depois do Conselho de Ministros ter aprovado a minuta que formalizou a operação. Em Setembro, a companhia mudou ainda de nome, passando a TAP Air Portugal, designação que esteve já presente na ABAV’17, em São Paulo.
As novidades da aviação foram muito além da TAP. Em Lisboa, o ano ficou marcado pelo regresso da Delta Air Lines, que retomou a rota entre Lisboa e Nova Iorque a 26 de Maio, e pela operação da Beijing Capital Airlines, a primeira companhia aérea a lançar voos directos da China, com três ligações por semana, com inicio a 26 de Julho, que foi apresentada como a “rota da seda do século XXI”.
2017 trouxe novidades também nos restantes aeroportos nacionais. O Porto passou a contar com rotas para Argel, Amesterdão e Casablanca, enquanto Faro ganhou voos para Budapeste, para as cidades francesas de Nice e Lille, para Varsóvia e para Dresden, Erfurt, Muenster e Nuremberga. Destaque ainda para a operação da Scandinavian Airlines (SAS), que passou a voar entre Faro e Estocolmo, neste Inverno IATA.
Na Madeira, o ano arrancou com o anúncio de uma operação da Iberia à partida de Santiago de Compostela, em Julho e Agosto, enquanto a Jet2.com iniciou, em Abril, uma ligação desde Londres-Stansted. Destaque ainda para os voos da Eurowings desde Dusseldorf e da easyJet à partida de Genebra, que tiveram início a 1 de Novembro.
Já nos Açores, 2017 marcou o fim das ligações da easyJet entre Lisboa e Ponta Delgada, cujo último voo decorreu a 28 de Outubro.
Na aviação, o ano ficou ainda marcado pelas insolvências da Alitalia, no início de Maio, e da airberlin, em meados de Agosto, enquanto a Monarch, que tinha lançado voos para o Porto em Abril, declarou falência e o fim imediato de todos os voos, em Outubro.  A 15 de Dezembro, cessaram ainda as operações da Niki, companhia low cost que pertencia à airberlin.
A nível internacional, destaque também para o lançamento, em Março, da LEVEL, companhia aérea low cost de longo curso do International Airline Group (IAG), que começou a voar desde Barcelona, em Junho, bem como da Joon, a nova companhia do Grupo Air France/KLM, dedicada aos millennials, que lançou voos para Lisboa e Porto no início de Dezembro.
Além da aviação, 2017 trouxe novidades também nos cruzeiros. A MSC Cruzeiros inaugurou, em Junho, o MSC Meraviglia, e já no final do ano chegou o MSC Seaside, “o navio que segue o sol” e que vai operar nas Caraíbas. A Pullmantur renovou o Monarch e a Silversea investiu 34 milhões de euros na remodelação do Silver Cloud, que vai realizar expedições polares.
Falando ainda de cruzeiros, destaque também para a abertura do novo Terminal de Cruzeiros de Lisboa, inaugurado a 10 de Novembro pelo primeiro-ministro, num investimento de 77 milhões de euros, que pretende afirmar a capital no segmento dos cruzeiros.

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No que aos destinos portugueses diz respeito, o ano ficou marcado sobretudo por inaugurações e aberturas de novos espaços de eventos, desporto, centros interpretativos, comerciais e de lazer.
Logo no segundo mês do ano, Lisboa assistiu à inauguração Pavilhão Carlos Lopes. Reaberto a 17 de Fevereiro, após uma reabilitação que manteve a sua história e o transformou num espaço multiusos, o novo Pavilhão Carlos Lopes motivou um investimento de oito milhões de euros, por parte da Associação de Turismo de Lisboa.
No mesmo dia da reabertura do Pavilhão Carlos Lopes, entrou também em funcionamento o Centro Internacional de Alto Rendimento da Marina de Vilamoura, no Algarve, dedicado à vela e, no mês seguinte, foi a vez de abrir o Casino de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, Açores. A infraestrutura era aguardada há muito e disponibiliza 51 máquinas e mais de 200 jogos.
Em Maio, Seia ganhou um novo Centro de BTT para apoio aos praticantes da modalidade, inaugurado no dia 14, poucos dias antes do novo Parque Aventura de Vila Real de Santo António, aberto a 17 de Maio.
Com o Verão à porta, abriu também a primeira praia do Grande Lago Alqueva, no Centro Náutico de Monsaraz, inaugurada a 1 de Junho, num mês que ficou ainda marcado pelo golfe, com a abertura do campo de 18 buracos do West Cliffs Resort, perto de Óbidos.
Em Castelo Branco, o bordado tradicional passou a contar com um Centro Interpretativo, espaço que foi inaugurado a 25 de Julho, pelo ministro da Cultura, e que pretende divulgar e promover esta peça artesanal. No dia seguinte, 26 de Julho, foi o Douro que ganhou um novo acesso directo, com a inauguração do Cais do Ferrão, junto à Quinta Nova, em Sabrosa.
No Dia Mundial do Turismo, o grande destaque foi para a inauguração da Experiência Pilar 7 – Centro Interpretativo da Ponte 25 de Abril, uma nova atracção para os turistas que visitam Lisboa, que motivou um investimento de 5,3 milhões de euros e que integra um miradouro panorâmico à altura do tabuleiro rodoviário e uma experiência de realidade virtual no pilar da ponte, localizado na Avenida da Índia, em Alcântara.
Já no fim do ano, a 21 de Novembro, foi a vez do Freeport Lisboa Fashion Outlet apresentar o resultado das remodelações que permitiram aumentar a área comercial do centro, que se quer afirmar como o “melhor destino de compras de moda em Lisboa”.

 Agentes e operadores
Novidades não faltaram também no que diz respeito ao mundo das agências de viagens e operadores. As aberturas de agências foram constantes e, logo nos primeiros dias de Janeiro, a Orbita Viagens abriu o seu 20.º balcão, em Braga. Poucos dias depois, a 11 de Janeiro, o Grupo Flagworld anunciou a adquisição das agências Meliá em Coimbra, Leiria, Lisboa e Loulé.
No início de Fevereiro, foi a vez do grupo Mercado das Viagens abrir uma nova agência em Guimarães, enquanto a Bestravel abriu a sua 17.ª agência no distrito de Lisboa, a 23 de Fevereiro, localizada em Campo de Ourique. A abertura de agências continuou em Março, com a Abreu a abrir uma loja no GuimarãeShopping e a Bestravel a inaugurar outro espaço em Lisboa, concretamente nas Picoas.
Em Abril, o destaque foi para o anúncio da MTS Globe, que adquiriu parte da Desert Gate, como forma de acelerar o seu crescimento na região dos Emirados Árabes Unidos, Omã e Qatar e, a terminar o primeiro semestre, o Grupo GEA anunciou a entrada no Peru, contando com um total de 10 agências de viagens no País, enquanto a Picos de Aventura iniciou operações na ilha Terceira, Açores, depois de 14 anos de actividade apenas em São Miguel.
Já em pleno Verão, a 29 de Agosto, chegava o anúncio de que a American Express Global Business Travel, representada em Portugal pelo Grupo Travelstore, tinha adquirido a Banks Sadler, multinacional de gestão de eventos sediada em Londres, que passou a integrar a divisão de reuniões e eventos da empresa americana.
Setembro voltou a ser marcado pela abertura de novas agências, com a TopAtlântico a inaugurar uma loja no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, enquanto a Bestravel anunciava a abertura de quatro agências até ao fim do ano, na Maia, Chaves, Odivelas – Colinas do Cruzeiro e Lisboa – Bairro Azul, tal como o grupo Mercado das Viagens, que anunciou, a 17 de Outubro, a abertura de quatro agências no sul do país, passando a contar com 16 unidades. Já a EmViagem inaugurou, a 13 de Outubro, uma agência em Ponta Delgada e a Bestravel abriu, a 24, o seu primeiro centro de formação, nas instalações do master franchising, em Lisboa.

Em Novembro, o Grupo Barceló através da marca Avoris assumiu a marca Latitudes do Grupo Globalia e a distribuição dos destinos de longo curso para os quais a companhia aérea Air Europa não voa, além de ter adquirido também a Halcón Viagens em Portugal, numa operação divulgada a 20 de Novembro.

Hotelaria
Mas 2017 foi definitivamente o ano da hotelaria, marcado por sucessivas aberturas e aquisições, ainda que tenham existido alguns encerramentos.
O mês de Janeiro trouxe as aberturas do Eurostars Cascais, o nono hotel da cadeia espanhola do Grupo Hotusa em Portugal, que aproveitou a ocasião para anunciar que, ainda antes do Verão, seriam também abertos o Eurostars Cais de Santarém, de cinco estrelas, o Exe Porto Centro e o Exe Almada Porto, ambos situados na Cidade Invicta.
Fevereiro marcou a abertura do AVANI Avenida Liberdade Lisbon Hotel , naquela que foi a primeira unidade da AVANI Hotels & Resorts na Europa, bem como a aquisição da Momondo pela The Priceline Group, num negócio avaliado em 500 milhões de euros. Neste mês, deu-se ainda a passagem da gestão das Termas do Luso para o Grande Hotel do Luso, e abriu o Maria Nova Lounge Hotel, em resultado da renovação do antigo Hotel Porta Nova, em Tavira.
Em meados de Março, a Hoti Hotéis abria mais uma unidade em Lisboa, o Star inn Lisbon – Smart Choice Hotel, naquela que é a segunda unidade da marca, localizada ao lado do Hotel Tryp Aeroporto. Poucos dias depois, chegava o novo Tivoli Avenida Liberdade, que reabriu profundamente renovado, depois de um investimento de 15 milhões de euros.
Na Madeira, foi em Abril que abriu o Santa Cruz Boutique Hotel, localizado junto ao Mercado Municipal, na localidade homónima, enquanto o Grupo Onyria abriu, a 24 de Abril, o novo Onyria Palmares Beach House, na Meia-Praia, em Lagos, Algarve.
Em Maio, a Madeira voltou a abrir uma nova unidade, o Pestana Royal, resultado da reconversão do antigo Regency Palace, que passou a ostentar a categoria de cinco estrelas, enquanto no Crato abriu o Olive Residence and Suites. Fátima ganhou igualmente um novo hotel, com a inauguração, a 18 de Maio, do hotel Essence inn Marianos.
Já o hotel Le Consulat, que resulta da reconversão do edifício do antigo Consulado do Brasil em Lisboa, foi inaugurado a 25 de Maio, e foi também neste mês que o Grupo Stay Hotels adquiriu o mais antigo hotel da cidade do Porto, o Grande Hotel de Paris.
O mês de Junho voltou a ser sinónimo de aberturas. A Luna Hotels & Resorts inaugurou oficialmente, no dia 2, o Luna Hotel Turismo de Abrantes e, no dia 9, o município de Penedono abriu o Hotel Medieval. Nos Açores, reabriu o Neat Hotel Avenida, em Ponta Delgada, e o Grupo Stay Hotels deu a conhecer o Stay Hotel Porto Centro Trindade, oitava unidade do grupo e a primeira criada de raiz.
Também em Junho abriu o The Noble House Évora, a primeira unidade propriedade da Unlock Boutique Hotels, enquanto o The Lince Nordeste Azores, em Ponta Delgada, foi inaugurado no dia 30, seguido do White Exclusives Suites & Villas, em Lagoa, também em São Miguel, Açores.
Em Julho, assinalou-se a aquisição pelo Grupo Flagworld do hotel Campanile, em Setúbal, enquanto a DHM – Discovery Hotel Management abriu o Santiago Hotel Cooking & Nature, boutique hotel em Santiago do Cacém, e o Funchal viu nascer o o SBH – Sé Boutique Hotel.
O sétimo mês do ano trouxe ainda um encerramento, com a Pousada do Convento do Desagravo, em Vila Pouca da Beira, Oliveira do Hospital, a encerrar portas, enquanto, em Agosto, houve novidades na hotelaria do Porto e Algarve, com a Invicta a abrir o Eurostars Porto Centro, na rua Sampaio Bruno, bem como o Sea Porto Hotel, em Matosinhos. No Algarve, a Luna Hotels & Resorts adquiriu o Hotel Soláqua, em Albufeira, que vai passar a Luna Soláqua e o Jupiter Hotel Group abriu o Jupiter Marina Portimão.
Em Setembro chegou o novo hotel-escola do ISAG – Instituto Superior de Administração e Gestão, bem como o cinco estrelas Corpo Santo Lisbon Historical Hotel, em Lisboa. Também neste mês, o grupo hoteleiro MGM Muthu Hotels adquiriu o Hotel Raga, na Madeira, onde abriu também, a 18 de Setembro, Tiles Madeira Hotel. Também em Setembro, a Starwood Capital Group realizou um investimento estratégico de 210 milhões de euros no Yotel, com vista à aquisição de 30% do seu capital.
Em Outubro, começou a funcionar a nova escola de Hotelaria da Covilhã e,  dia 11, abriu o Iberostar Lisboa, o primeiro hotel da Iberostar Hotels & Resorts em Portugal. Neste mês foi ainda anunciada a aquisição do capital do Grupo Mantra pela AccorHotels, tendo decorrido também a abertura do Vila Galé Porto Ribeira, no Porto, assinalando-se ainda, neste mês, a abertura do WC Beautique Hotel, em Lisboa.
Novembro trouxe o encerramento do Bairro Alto Hotel, em Lisboa, que fechou no dia 1 para expansão, bem como da Herdade do Touril, na Zambujeira do Mar, cuja remodelação decorre até Abril de 2018. E foi também em Novembro que o SEH United Hoteliers Group anunciou a aquisição da Hôtels-Chalets de Tradition, grupo francês de hotéis de montanha, passando a incorporar 14 hotéis em França, Suíça e Itália.

MI
Na área de MI houve menos novidades, mas ainda assim dignas de destaque. Em Março, a Abreu PCO mudou de nome, passando a Abreu Events, e a área metropolitana do Porto ganhou um novo centro de congressos, localizado na Maia e destinado à organização e gestão de eventos particulares empresariais e institucionais.

Nota do editor: artigo publicado na edição do Publituris nr. 1357, de 15 de Dezembro

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IPDAL assinala 17º aniversário e promete continuar a fazer “pontes” entre Portugal, América Latina e Caraíbas

O IPDAL – Instituto para a Promoção da América Latina e Caraíbas assinalou o seu 17º aniversário esta quarta-feira, em Lisboa, em ambiente de festa. Na ocasião, o seu presidente, Paulo Neves, garantiu que a organização vai continuar a fazer “pontes” entre Portugal, América Latina e Caraíbas.

Na sua intervenção, Paulo Neves sublinhou a atenção que o Ministério português dos Negócios Estrangeiros tem dado àquelas duas regiões do mundo que o IPDAL representa no sentido de fomentar a cooperação.

O IPDAL, segundo o responsável, também colabora numa reflexão sobre a estratégia da política externa portuguesa, dando como exemplo uma reunião realizada no passado mês de setembro em Cascais, cujo documento das sugestões, sobre esta matéria, será entregue ao Governo.

O presidente do IPDAL lembrou que o objetivo desta organização é fazer a promoção da América Latina e das Caraíbas em Portugal, nos mais diversos setores, incluindo o turismo, mas também vice-versa. Assegurou que “vamos continuar a trabalhar muito para promover essas regiões e os países individualmente, aqui em Portugal”, recordando, nomeadamente, a realização do Fórum Empresarial Iberoamericano com vista a aproximar as empresas portuguesas à América Latina, bem como o Fórum do Turismo, a reunião da América Latina com a CPLP, a presença na BTL, e a organização de visitas a regiões do país e a instituições com os embaixadores, sempre com o objetivo de “fazer ‘pontes’ entre Portugal, a América Latina e as Caraíbas”, disse.

Paulo Neves prometeu que “vamos continuar a ter muita ambição e vamos fazer aquilo que, exatamente, aquilo que sabemos fazer e gostamos, fazer ‘pontes’ e pôr Portugal no mapa e o mapa em Portugal”.

A cerimónia de celebração dos 17 anos do IPDAL contou com presenças do secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Francisco André, membros do corpo diplomático acreditado em Portugal, com destaque para os da América Latina e Caraíbas, responsáveis do setor do turismo, outras entidades portuguesas, parceiros e amigos do Instituto.

 

Sobre o autorCarolina Morgado

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Gastos com cartões estrangeiros em Portugal aumentam 69% face a 2019. No alojamento crescem 30%

Os números avançados pela SIBS relativamente aos gastos com cartões de pagamento estrangeiros em Portugal, em 2022, indicam uma clara subida em valor e volume. A subida no alojamento foi superior a 30% e na restauração de 74%.

De acordo com a SIBS, o número de transações anuais com cartões estrangeiros em Portugal mais do que duplicou, em 2022, em comparação com 2021, totalizando quase 126 milhões de transações, correspondendo a +106,5% face a 2021 e mais 68,9% em comparação com 2019.

Já quanto ao volume total de compras que se cifrou nos 5.598 milhões de euros, a SIBS indica que ficou 92,9% acima do registado em 2021 e mais 36,1% face ao ano de 2019.

Contudo, valor médio de transação baixou relativamente aos outros dois anos em análise, com a comparação com 2021 a indicar uma quebra de 6,6%, enquanto face a 2019 essa descida foi de 8,8%.

As transações em compras com cartões bancários estrangeiros, em 2022, ficaram marcadas por dois aspetos, já que, com exceção de janeiro, em todos os outros meses foram registados máximos absolutos. Em comparação com os meses homólogos de 2019, janeiro foi o que registou menores ganhos. Um segundo aspeto apontado pela SIBS refere que, a partir do 2.º trimestre a utilização de cartões bancários para compras aumentou mais de 70% relativamente ao meses homólogos de 2019.

No global, a distribuição regional das transações não foi equitativa, indicando a SIBS que a Área Metropolitana de Lisboa concentrou mais de 40% do total de transações; o Algarve e a Região Norte ficaram numa posição intermédia, cada uma com cerca de 20% do valor total; e os Açores e o Alentejo foram as regiões com menor número de transações, ambas abaixo dos 3%.

Globalmente, a distribuição das transações por mercado de origem assume uma evidente hierarquização, com a liderança a ser partilhada pelo Reino Unido e pela França com quotas próximas dos 15%. Espanha ocupa a posição seguinte, com uma quota de 11%; os EUA ultrapassaram, ainda que muito ligeiramente, a Alemanha, ocupando respetivamente o 4.º e 5.º lugares entre os principais mercados emissores.

Tal como nas transações, a distribuição regional dos consumos não foi equitativa, tendo a Área Metropolitana de Lisboa concentrado perto de 40% dos gastos totais; o Algarve, com 24%, e a Região Norte, com 19%, ficaram em posições intermédias. Já os Açores e o Alentejo foram as regiões com menores valores gastos, ficando ambas as regiões entre os 2,5% e os 3,5%.

A distribuição dos consumos, por mercado de origem, também evidencia uma clara hierarquização com o Reino Unido e a França ocupam as posições cimeiras, com quotas a rondar os 15%; os EUA posicionaram-se em 3.º lugar, como líderes destacados entre os mercados intercontinentais, com 11%. Alemanha e Espanha, apesar de aumentarem as suas quotas face a anos anteriores, são ultrapassadas pelos EUA.

O gasto médio em compras com cartões bancários estrangeiros em 2022 reforçou a tendência de “diminuição já verificada em anos anteriores”, sendo o valor mais reduzido desde 2019. “Na origem desta tendência e do crescimento significativo do número de operações está a generalização do uso do cartão bancário como meio de pagamento mais utilizado, mesmo para despesas mais correntes e de baixo valor”, refere a SIBS.

A distribuição regional dos gastos médios, tal como os outros indicadores, também mostrou diferenças. Os Açores e o Algarve apresentam o valor médio por compra mais elevado, superior a 50€; o Alentejo, a Região Centro e a Madeira ficaram em posições intermédias, com montantes entre 45 e 50€; a Área Metropolitana de Lisboa registou o valor médio por compra mais baixo, pouco acima dos 40€.

A distribuição dos gastos médios, por mercado de origem, ao contrário dos outros indicadores, mostra um relativo equilíbrio, com os EUA a posicionaram-se como líderes absolutos, com um gasto médio próximo dos 60€; seguem-se França, Reino Unido e Alemanha, com valores pouco acima de 40€.

Gastos em alojamento a crescer a partir do 2.º trimestre
Em 2022, os gastos em compras com cartões bancários estrangeiros no alojamento foram sempre crescentes até agosto, mês em que foi atingido o valor máximo.

Os dados da SIBS mostram um valor acumulado, em 2022, de 1,526 milhões de euros, comparando com os 1.166 milhões de 2019, representando, assim, uma evolução de mais de 30%, enquanto com o ano de 2022 (580 milhões de euros), esse crescimento cifra-se acima dos 160%.

Comparando com os meses homólogos de 2019, registaram-se ganhos relativos a partir do início do 2.º trimestre. Os meses de julho e agosto apresentaram ganhos relativos quase 50% superiores face aos meses homólogos de 2019.

A distribuição relativa dos gastos em alojamento, por região, evidencia, mais uma vez, uma marcada hierarquia entre regiões, com a Área Metropolitana de Lisboa a representar quase 40% dos gastos; o Algarve conquistou a 2.ª posição, com uma quota de 27%; os Açores (4%) e o Alentejo (2%) foram as regiões com menores gastos relativos em serviços de alojamento.

A distribuição dos consumos em alojamento, por mercado emissor, evidencia uma liderança partilhada pelos EUA e Reino Unido que superam claramente os maiores mercados europeus.

Neste ponto, tal como na globalidade da análise da SIBS, o valor médio gasto desce face a 2019, passando de 172,8 euros para 153,6 euros.

Já na restauração, os gastos em compras com cartões bancários estrangeiros foram, em 2022, sempre crescentes até ao mês de agosto, altura em que foi atingido o valor máximo.

No acumulado do ano 2022, a SIBS indica um valor de 1.685 milhões de euros, o que compara com os 688,5 milhões de 2021 e com os 965,5 milhões de 2019.

Comparando com os meses homólogos de 2019, registaram-se ganhos relativos logo desde o início do ano. Em todos os meses do 2.º semestre, os ganhos relativos tiveram aumentos pelo menos 75% superiores face aos meses homólogos de 2019.

Quanto ao valor médio por compra, esta cifrou-se nos 30,3 euros, enquanto em 2021 estava nos 32,3 euros e, em 2019, nos 36,6 euros.

A distribuição relativa dos gastos em restauração, por região, evidencia uma forte hierarquia entre regiões, com a Área Metropolitana de Lisboa representou cerca de 44% dos gastos; o Algarve ocupou a 2.ª posição, com 26%; os Açores (2,5%) e o Alentejo (2%) foram as regiões com menores gastos relativos em serviços de restauração.

Quanto à distribuição dos consumos por mercado emissor evidencia uma liderança destacada do Reino Unido, secundado pela França e pelos Estados Unidos da América que superam Espanha e Alemanha.

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Marina de Vilamoura recebe certificação 5 Gold Anchor Platinum da TYHA

A Marina de Vilamoura acaba de receber a certificação 5 Gold Anchor Platinum acreditada pela The Yacht Harbour Association (TIHA).

Torna-se, assim, na primeira marina em Portugal a ostentar a mais alta distinção desta mais antiga associação da indústria, e permite que o nosso país entre para o Top 10 mundial.

São apenas 10 as marinas/portos de recreio, a nível mundial, a hastear a certificação e, agora, Portugal faz parte deste ranking de marinas que se distinguem por receber clientes de elevada exigência e que esperam os mais altos níveis de instalações, infraestruturas e serviço ao cliente.

Para alcançar a distinção foi necessário garantir alguns princípios diferenciadores onde se inclui uma avaliação da ambiência da marina baseada em design de construção, instalações, acessórios e outras características de primeira classe; atendimento ao cliente através de uma equipa de concierge dedicada que atende a todas as necessidades dos proprietários, convidados e tripulação; e instalações de qualidade, proporcionando uma experiência de luxo para os clientes.

Isolete Correia, administradora da Vilamoura World, entidade master developer que tem por objetivo liderar e promover Vilamoura, comenta que “esta certificação reflete o nível de oferta e a qualidade das infraestruturas, bem como o trabalho constante e dedicação de toda a equipa envolvida, cujo esforço está inteiramente focado na prestação de serviços de excelência”.

Refira-se que, entre 2015 e 2017, a Marina de Vilamoura foi eleita, entre todas as marinas classificadas com 5 Âncoras, a melhor marina internacional do ano e, por ser galardoada em três anos consecutivos, em 2017 foi-lhe atribuída a respetiva distinção: prémio “International Marina of Distinction 2015-2017”. Em 2019 foi novamente distinguida com prémio de melhor marina internacional do ano e nomeada como a Melhor do Mundo em 2021 e mais recentemente, em setembro de 2022, foi eleita a Melhor Marina Internacional, no Southampton International Boat Show.

 

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‘Metro Art’ é nova atração turística de Banguecoque

Chama-se ‘Metro Art’ a nova atração turística da capital tailandesa, um espaço de arte e criatividade, que acaba de ser inaugurado.

Localizado na estação de metro MRT Phahon Yothin, a nova atração turística de Banguecoque ocupa uma área de 1.000 metros quadrados, está aberta entre as 07h00 e as 21h00, e é de entrada gratuita.

O projeto Metro Art resulta de um investimento de mais de 30 milhões de Baht (mais de 842 mil euros) e foi desenvolvido pela Bangkok Expressway, Metro Public Company Limited e Bangkok Metro Networks Limites (BMN), apoiado pela TAT para se tornar num novo local atrativo para os turistas e residentes que apreciam arte e criatividade.

Ao longo de 2023, o Metro Art vai ser palco de vários eventos, desde exposições mensais de arte moderna e clássica de artistas famosos, bem como apresentações regulares de música ao vivo. O espaço conta ainda com um Art Learning Center, em colaboração com a International Watercolor Society Thailand, no qual os visitantes podem aprender vários tipos de arte; uma galeria e loja para venda de obras de arte; um espaço de pintura; e um mercado de arte.

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Sustentabilidade como elemento-chave na agenda de viagens dos turistas

Um recente relatório do WTTC, em conjunto com o Grupo Trip.com e Deloitte, revela que 69% dos viajantes procuram ativamente opções de viagens sustentáveis. Além disso, três quartos dos viajantes de luxo estão dispostos a pagar mais para tornar as suas viagens mais sustentáveis.

Victor Jorge

Um novo e importante relatório do World Travel & Tourism Council (WTTC) e do Grupo Trip.com, juntamente com a Deloitte, revela um interesse elevado por turismo sustentável entre os consumidores, com 69% dos viajantes a procurarem ativamente opções de viagens sustentáveis.

O relatório “A world in motion: shifting consumer travel trends in 2022 and beyond”, mostra que a sustentabilidade é um elemento-chave da agenda de viagens, com viajantes interessados em reduzir a sua pegada de carbono e apoiar o turismo sustentável.

De acordo com uma pesquisa incluída no relatório, três quartos dos viajantes estão a considerar viajar de forma mais sustentável no futuro e quase 60% escolheram opções de viagem mais sustentáveis nos últimos dois anos. Outra pesquisa também descobriu que cerca de três quartos dos viajantes de luxo estão dispostos a pagar mais para tornar as suas viagens mais sustentáveis.

No ano passado, após mais de dois anos de interrupções nas viagens, os viajantes deixaram claro que o seu desejo de viajar está muito vivo, com um aumento de 109% nas chegadas internacionais durante a noite, em relação a 2021.

De acordo com o relatório, no ano passado, os consumidores estavam dispostos a esticar o seu orçamento para os planos de férias, com 86% dos viajantes a planear gastar a mesma quantia ou mais em viagens internacionais do que em 2019, com os turistas dos EUA a liderarem a lista como grandes gastadores.

Mas 2023 parece ainda melhor em termos de gastos dos viajantes. Apesar das preocupações com a inflação e a crise do custo de vida em todo o mundo, o relatório do WTTC revela que “quase um terço (31%) dos viajantes pretende gastar mais em viagens internacionais este ano do que em 2022”.

Além disso, de acordo com o ‘Global State of the Consumer Tracker’ da Deloitte, no ano passado, mais da metade (53%) dos consumidores globais entrevistados durante o verão afirmaram que planeiam ficar num hotel nos três meses seguintes.

Julia Simpson, presidente e CEO do WTTC, frisa que a “procura por viagens está mais forte do que nunca e este relatório mostra que este ano veremos uma recuperação significativa. 2023 está definido para ser um ano muito forte para as viagens e turismo”.

A responsável pelo WTTC destaca ainda que “a sustentabilidade está no topo da agenda dos viajantes, e os consumidores destacam o valor que atribuem à proteção da natureza e ao viajar com responsabilidade.”

Jane Sun, CEO do Trip.com Group, refere, por sua vez, que “as viagens e turismo são uma força poderosa para impulsionar a economia global, criar empregos, estimular o crescimento económico e tirar as comunidades da pobreza”.

Além disso, salienta que “a região da Ásia-Pacífico, com suas economias dinâmicas e de classe média em rápido crescimento, está bem posicionada para capitalizar o crescimento da indústria e ocupar o seu lugar como líder na economia global do turismo”, admitindo-se “otimista com o momento positivo para a retomada global e o crescimento das viagens em 2023, impulsionado principalmente pelos consumidores da China continental, o que ajudará a acelerar a recuperação e o desenvolvimento mundial”.

Já Scott Rosenberger, líder do setor de transporte global, hospitalidade e serviços da frisa que “as viagens estão a recuperar da pandemia, inovando e atendendo às procuras de tipos de viagens alternativas mais modernas, viagens sustentáveis, viagens de luxo e muito mais”.

Mesmo o aumento das preocupações financeiras causadas pela inflação “não está a diminuir o ritmo”, salientando o responsável da Deloitte que “incrivelmente, as viagens estão no topo das prioridades e os acordos de trabalho remoto/flexível estão a criar novas oportunidades”.

Outras descobertas reveladas no relatório revelam que as vendas de pacotes de férias de sol e mar para 2022 aumentem 75% em comparação com o ano anterior; que no ano passado, durante o verão, as chegadas internacionais a destinos europeus de sol e praia ficaram apenas 15% abaixo dos níveis de 2019; que, em 2022, se espera que as visitas às principais cidades tenham um aumento de 58% em relação ao ano anterior, menos de 14% abaixo dos níveis de 2019; que as férias de luxo serão particularmente populares, com vendas de hotéis de luxo estimadas em 92 mil milhões de dólares (cerca de 85 mil milhões de euros) até 2025, em comparação com 76 mil milhões de dólares (cerca de 70 mil milhões de euros) em 2019); e que quase 60% dos viajantes admitiram já estarem a pagar para compensar as suas emissões de carbono ou a considerar esse aspeto se o preço for justo.

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Timor-Leste quer dinamizar o turismo e aprova Plano Estratégico 2023-2030

Timor-Leste pretende transformar-se num “destino único na Ásia”, apostando em um turismo “inclusivo, sustentável e responsável”. Para tal, o governo acaba de aprovar um Plano Estratégico Nacional para o Desenvolvimento do Turismo 2023-2030.

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O novo plano (PENDT), aprovado em Conselho de Ministros, estabelece, conforme notícia da Lusa, “vetores estratégicos de intervenção e propostas de ação a tomar até 2030, de forma a acelerar e dinamizar o desenvolvimento do turismo nacional”, ao mesmo tempo que defende parcerias “com todos os intervenientes, incluindo instituições nacionais, sociedade civil, parceiros de desenvolvimento e setor privado”.

O PENDT, a que a Lusa teve acesso, define ao longo de quase 50 páginas um total de 11 “vetores estratégicos, com as respetivas áreas prioritárias de intervenção” e estabelece um plano plurianual de implementação até 2030, com um cronograma para as atividades prioritárias e identificação dos principais responsáveis e parceiros.

A promoção do progresso económico e social do país e a proteção do património natural, cultural e histórico do país são considerados objetivos fundamentais do plano,  bem como a promoção de investimentos nacionais e criação das condições económicas para atrair investimentos estrangeiros .

Assim, o PENDT assenta em cinco pilares — prioridade, prosperidade, pessoas, proteção e parcerias — identificando, em cada um deles as ações prioritárias a adotar.

O plano identifica ainda, segundo a Lusa, cinco nichos de mercado, nomeadamente ecoturismo e turismo marítimo, turismo histórico e cultural, turismo de aventura e desporto, turismo religioso e de peregrinação e o setor das conferências e convenções.

Por outro lado, cria três zonas turísticas – oriental, central e ocidental — e define como metas, até 2030, que pelo menos 200 mil turistas internacionais visitem o país todos os anos, com uma estadia média de cinco dias.

Até 2030, as receitas de turismo do exterior (excluindo tarifas aéreas e marítimas) devem chegar aos 150 milhões de dólares por ano e o setor empregará mais de 15 mil pessoas, preconiza o documento ora aprovado.

 

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Santarém tem novo mapa turístico

O concelho de Santarém vai lançar oficialmente um novo mapa turístico durante a BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorrerá de 1 a 5 de março, onde vão ser também apresentados novos percursos turísticos e material promocional.

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De acordo com a autarquia, trata-se de um novo instrumento promocional mais funcional e que aposta numa imagem mais moderna e apelativa, que reúne num só documento, em português, inglês, espanhol e francês, os pontos de interesse do concelho de Santarém.

João Teixeira Leite, vereador da Câmara de Santarém com o pelouro do Turismo, anunciou que “para além deste mapa com informação útil, estamos a preparar novo material promocional com novas rotas temáticas e com uma nova imagem mais atrativa e funcional, com informação prática para todos os que visitam o nosso território. Com o novo mapa turístico podemos utilizar vários QR Codes e desta forma obter acesso à informação, através do site do Turismo.”

O mapa, que disponibiliza informações turísticas, para além de possibilitar aos visitantes, conhecerem os pontos de maior interesse patrimonial e cultural existentes no concelho, já está, no entanto, disponível no Posto de Turismo.

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Nauticampo vai promover destinos que apostam em atividades outdoor

Os destinos nacionais que apostam em atividades outdoor, permitem o contacto com natureza e a prática de desportos ao ar livre vão marcar presença na próxima edição da Nauticampo que irá decorrer de 8 a 12 de fevereiro de 2023, na FIL.

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Para além da Náutica de Recreio e do Campismo / Caravanismo, esta edição da Nauticampo vai contar com uma oferta representativa de destinos dinamizadores de atividades outdoor, na qual se incluem as Estações Náuticas, que são ecossistemas em franca expansão no nosso país.

Segundo Miguel Anjos, coordenador da Nauticampo, “teremos uma oferta diversificada de destinos, na medida em que já estão asseguradas as presenças da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro que integra 11 municípios, da Comunidade Intermunicipal do Oeste composta por 12 municípios e ainda de Castelo de Bode, Faro, Portimão, Moura – Alqueva, Valongo, e Vila Franca de Xira”.

António José Correia, do Fórum Oceano e Coordenador da Rede das Estações Náuticas de Portugal explica que de entre as principais atividades náuticas, a Rede “ oferece a possibilidade de praticar surf, canoagem, remo, kitesurf e de explorar a natureza de forma abrangente numa amplitude inimaginável de atividades, sendo esta uma oferta autêntica, inclusiva, segura, comprometida com a sustentabilidade ambiental“.

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Selo “Confiança Porto” vai certificar passeios turísticos pedestres

A Câmara do Porto alargou o âmbito do programa municipal de reconhecimento “Confiança Porto”, inicialmente destinado ao alojamento turístico, e que passa a abranger os passeios turísticos pedestres. O objetivo é contribuir para que quem visita a cidade veja “mais Porto.”

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Este instrumento, anunciou a vereadora do Turismo e da Internacionalização, Catarina Santos Cunha, vai passar a reconhecer os passeios turísticos pedestres e pretende impulsionar a certificação das designadas “free walking tours”, através de um conjunto de formações gratuitas asseguradas pelo município.

“É nossa vontade descentralizar o turismo do Centro Histórico e mostrar outras rotas”, reconheceu Catarina Santos Cunha, constatando que os passeios turísticos pedestres contêm por vezes “algumas narrativas sobre a nossa cidade com alguns erros.”

Assim, “sentimos necessidade de criar um programa voluntário para ajudarmos as pessoas que fazem estas visitas a passarem uma mensagem de verdade às pessoas que nos visitam. Temos dois objetivos: corrigir essas narrativas e ajudar a construir as narrativas corretas, e fazer formação a quem dela necessite, de uma forma gratuita. Ao mesmo tempo que recebemos essas pessoas, vamos ensinar-lhes outro Porto”, sublinhou a autarca.

O foco vai estar na qualificação dos recursos humanos e privilegiando a interação dos visitantes com a cultura, o ambiente e a população local, bem como na difusão de narrativas sobre a história da cidade que respeitem a sua autenticidade e singularidade.

“O turismo é um grande motor económico da região”, vincou a vereadora do Turismo e da Internacionalização, daí este esforço em “termos uma cidade mais preparada, mais profissional”, acrescentou: “Queremos que quem nos visita perceba que este selo de qualidade é um reconhecimento do município. Faz todo o sentido trazermos mais pessoas para aderirem a esta plataforma.”

O programa “Confiança Porto” visa distinguir a excelência da prestação de serviços, através da validação e reconhecimento de boas práticas implementadas pelo setor do turismo. Inicialmente destinado ao alojamento turístico (já distinguiu 21 unidades), o programa está alinhado com a nova visão de sustentabilidade do destino.

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Tunísia é o destino internacional convidado da edição 2023 da BTL

A Tunísia é o destino internacional convidado da 33ª edição da BTL– Bolsa de Turismo de Lisboa, que irá decorrer de 1 a 5 de março de 2023, na FIL – Parque das Nações. Considerado um dos destinos de eleição dos viajantes portugueses, a Tunísia promete apresentar-se com uma programação cultural criada especialmente para o evento.

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O destino internacional convidado da edição 2023 da BTL tem vindo a reforçar a sua posição enquanto destino de eleição para um público que pretende aliar natureza e praia a cultura e tradição.

Um dos locais de eleição é Djerba.  Com voos diretos frequentes desde 2016, a ilha localizada no Golfo de Gabes, a cinco quilómetros da costa sul da Tunísia, ideal para quem quer aproveitar o sol, mas também para quem tem interesse em atrações históricas e culturais, local paradisíaco com águas cristalinas e quilómetros de praia, tem-se afirmado como um dos destinos prediletos dos viajantes nacionais na região, contribuindo decisivamente para o impacto crescente do mercado português nas estatísticas do turismo tunisino.

Além de Djerba, a Tunísia vai ter a oportunidade de apresentar na feira outros destinos turísticos do país como Monastir, Sousse Port, El Kantaoui e Mahdia, que terão novas rotas.

Refira-se que no final de 2022, o turismo da Tunísia recuperou 95% dos níveis pré-pandémicos, tendo ultrapassado os números associados à recuperação global e europeia, que apontam para os 60%.

Leila Tekaia, diretora do Turismo da Tunísia para Portugal e Espanha promete para esta edição da BTL encontros estratégicos com operadores e agências de viagens, mas também as apresentações dedicadas ao público final, focadas na oferta cultural tunisina.

“A Tunísia tem mantido uma excelente relação com o mercado português e a BTL tem representado um momento fulcral neste elo entre os dois países”, realça a responsável, para acrescentar que ao “longo dos anos, temos recebido cada vez mais viajantes de Portugal, atraídos pela proximidade, mas também por tudo aquilo que a Tunísia tem para oferecer como destino”.

Assim, esta edição “será uma oportunidade única para mostrarmos aos portugueses um pouco do que podem encontrar no nosso território, desde beleza natural a património histórico classificado pela UNESCO, passando por novas rotas culinárias, que os deixará certamente com uma grande vontade de conhecer o nosso país”, sublinha Leila Tekaia.

Para Dália Palma, gestora da Bolsa de Turismo de Lisboa “a presença reforçada da oferta turística tunisina em Portugal vai contribuir para uma BTL mais diversa, mais forte e mais alinhada com os desejos de consumo dos portugueses, num ano que se antevê de novas aventuras em países com tanto por descobrir como a Tunísia”.

 

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