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Reportagem: A (re)descoberta dos Açores

Os navegadores portugueses descobriram os Açores no século XV e agora os portugueses estão a redescobrir o arquipélago como destino de férias o ano todo.

Carina Monteiro
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Reportagem: A (re)descoberta dos Açores

Os navegadores portugueses descobriram os Açores no século XV e agora os portugueses estão a redescobrir o arquipélago como destino de férias o ano todo.

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Os navegadores portugueses descobriram os Açores no século XV e agora os portugueses estão a redescobrir o arquipélago como destino de férias o ano todo.

Estarão os portugueses a redescobrir os Açores? Definitivamente sim. Os Açores estão no top das preferências de viagens dos portugueses nos últimos tempos. Isso é evidente pelas estatísticas que mostram que, em 2016, o número de hóspedes e dormidas de portugueses subiu duas casas decimais, 16,8% e 17,5%, respectivamente. Mais e melhor oferta de alojamento e animação, mais e melhor promoção e uma oferta mais competitiva de transporte aéreo fizeram disparar a procura, aliado a um produto e destino de beleza estonteante, como pôde comprovar o grupo de agentes de viagens que viajaram para a ilha de São Miguel a convite do operador turístico Solférias, de 13 a 15 de Outubro.

São Miguel é a maior ilha do arquipélago e a principal porta de entrada e saída dos turistas. Em 2016, a ilha foi responsável por 67,9% das dormidas na hotelaria tradicional em todo o arquipélago, de acordo com o relatório anual do Observatório do Turismo dos Açores. O que não é de admirar, uma vez que São Miguel dispõe do maior número de estabelecimentos hoteleiros, 40 face aos 18 estabelecimentos em hotelaria tradicional que a ilha Terceira dispõe. Os turistas permanecem na ilha em média 3,4 noites, tempo suficiente para conhecer as principais atracções de São Miguel e ficar com vontade de voltar e conhecer o menos óbvio.

Lagoa das Sete Cidades
Saídos do aeroporto João Paulo II, no Big Truck (ver caixa), o grupo seguiu viagem em direcção à zona Oeste da ilha, onde as montanhas e a lagoa das sete cidades estão localizadas. O primeiro destino é a Ponta da Ferraria, um geo-sítio com bastantes atracções, umas mais evidentes que outras. Se é impossível não reparar na formação vulcânica do lugar, as atracções mais subtis podem passar-nos ao lado. Por isso, fica a recomendação, o lugar da Ferraria tem outra grande riqueza: as suas duas nascentes de águas termais de origem vulcânica. Com propriedades medicinais, as águas termais fizeram da Ferraria um local de culto há muitos anos. Hoje continua a ser local de culto para veraneantes, que procuram banhar-se nas águas quentes do mar, ou para frequentar o complexo termal composto por spa, restaurante e piscinas. O acesso à Ponta da Ferraria pode ser um teste aos condutores, até aos que têm nervos de aço, já que a estrada é íngreme e com algum movimento. Mas vale a pena.

A caminho da Ponta da Ferraria passa-se por um antigo ponto de vigia de baleias agora transformado em ponto de vigia para as empresas de observação de cetáceos. A caça à baleia chegou a ser uma das principais actividades económicas da ilha, mas que terminou nos anos 80 por imposição da então Comunidade Europeia. Como muitas outras coisas, esta foi uma tradição vinda de fora. No século XVIII, os americanos que vinham caçar para aqueles lados, passavam pelos Açores. Hoje em dia, a principal indústria de São Miguel, a par do turismo, é a agropecuária.
A próxima paragem é no miradouro da Vista do Rei, uma das mais importantes vistas panorâmicas da ilha, de onde se pode observar a famosa Lagoa das Sete Cidades, localizada dentro de uma enorme cratera vulcânica. A maior dúvida à volta desta lagoa reside na sua cor diferenciada: de um lado verde, do outro azul. Lendas à parte, a explicação dada pela guia desta viagem reside nas encostas da lagoa. Enquanto que, as encostas são mais fechadas no lado onde a lagoa é verde, reflectindo a vegetação, no lado azul as encostas são mais abertas, o que permite reflectir o céu. O regresso a Ponta Delgada foi feito através de uma estrada de montanha “Cumeeiras”, o que possibilita a vista sobre as paisagens da zona central da ilha.

Chegados às portas da cidade de São Miguel, ainda há tempo para visitar as estufas dos ananases, outra das atracções da ilha. Localizada na Fajã de Baixo, a Plantação Augusto Arruda dá a conhecer aos turistas as diversas fases de crescimento do ananás, um ex-libris dos Açores. As visitas são gratuitas e no final pode provar o Licor de Ananás A. Arruda, uma receita da família e exclusiva da plantação.

Plantação de chá e Furnas

O segundo dia de viagem foi dedicado à visita à Plantação de Chá da Gorreana e ao Parque Terra Nostra, na conhecida localidade das Furnas.

O caminho fez-se partindo de Ponta Delgada em direcção à Ribeira Grande, conhecida pela sua arquitectura barroca, característica dos séculos XVII e XVIII. Seguindo pela estrada costeira, é feita uma paragem no Miradouro de Santa Iria, a caminho das Plantações de Chá.

As primeiras referências à plantação de chá nesta região datam do século XIX. Depois de uma praga que assolou os laranjais da ilha, José do Canto, um micaelense abastado e um grande proprietário e intelectual açoriano, preocupado com a crise económica que daí poderia advir, pediu ajuda à China e ao Japão. Vieram dois técnicos de Macau ensinar a trabalhar as folhas de chá e a secá-las. Chegaram a ser mais de uma dezena de fábricas de chá, mas a única que continuou a laborar foi a Gorreana. Fundada em 1883, a Gorreana produz chá verde e chá preto. O processo de produção pode ser visitado na sua fábrica, onde é possível degustar o chá ali produzido.

Dali partimos para o mágico Vale das Furnas, para conhecer a sua lagoa, as fumarolas e o icónico Parque Terra Nostra. No Vale das Furnas temos a exacta noção que estamos numa zona vulcânica por causa das fumarolas e das caldeiras. Há muitas histórias à volta deste local. No final do século XVIII, o comerciante norte-americano Thomas Hickling veio viver para Ponta Delgada. Um dia, ao visitar o Vale das Furnas apaixonou-se por aquele lugar e decidiu fazer ali a sua casa de férias, onde agora é o Parque Terra Nostra. Thomas Hickling terá sido um dos pioneiros do desenvolvimento do termalismo no Vale das Furnas. A propriedade foi depois vendida à família dos viscondes da Praia. Já no início do século XX, em 1930, Vasco Bensaúde adquiriu o Parque Terra Nostra, que servia complemento ao hotel que acabara de construir. Vasco Bensaúde acabou por ser o grande impulsionador do desenvolvimento turístico das Furnas, muito ligado ao Parque Terra Nostra. Hoje em dia, o ex-libris do parque é a piscina de água férrea mas também a sua exuberante flora. A cereja no topo do bolo da visita às Furnas é o famoso cozido, cuja sua fama longe entoa. Cozido debaixo de terra, o manjar pode ser apreciado em vários restaurantes da localidade, incluindo no restaurante do Hotel Terra Nostra. As Furnas e as suas várias atracções merecem pelo menos um dia de visita. O regresso a Ponta Delgada faz-se por Vila Franca do Campo, para avistar o ilhéu. A pequena ilhota vulcânica dista cerca de 500 metros da costa de Vila Franca. Pode ser visitada até  Outubro, até um limite de 400 pessoas por dia. O ilhéu ficou famoso sobretudo depois de ali se ter realizado uma das etapas do Red Bull Cliff Diving – o campeonato mundial de salto de penhasco.

À boleia do Big Truck
A viagem organizada pela Solférias a São Miguel teve como parceiro a LMJC Azores Tours & Transfers Providers, responsável por comercializar o Big Truck. Trata-se de uma viatura de tração integral, desenhada e adaptada com o objectivo de oferecer circuitos Off Road, acomodando confortavelmente 24 pessoas. Nesta viatura o cliente tem a oportunidade de conhecer o que de melhor a ilha de São Miguel tem para oferecer, de uma forma diferenciadora e inovadora, proporcionando momentos que certamente vão ficar na memória. Em entrevista ao Publituris, Luís Miguel Rego, CEO da LMJC Azores Tours & Transfers Providers, afirma que o Big Truck ainda se encontra em fase de promoção e divulgação, no entanto, a adesão tem sido “muito positiva” e “ao encontro das nossas expectativas”. “Muitos foram e continuam a ser os turistas que escolhem os tours que o Big Truck tem para oferecer, acreditamos que estes indicadores surgem muito devido ao facto deste ser um produto acessível a todas as idades, pois alia todo o conforto e segurança a uma vista panorâmica”. Segundo o responsável, o Big Truck é Ideal para grupos/incentivos, bem como para individuais, mas o seu potencial vai até onde a imaginação nos levar. No que diz respeito aos tours individuais, a empresa oferece uma programação semanal disponível todo o ano e dividida em três tours: o “Adventure Tour”, que percorre o lado Oeste da ilha, contemplando a passagem por rotas alternativas e a visita a uma das maiores atracções turísticas de São Miguel: as Sete Cidades; o “Emotion Tour”, um passeio que percorre vales, lagoas, cascatas escondidas, ribeiras e contempla a visita à Lagoa do Fogo e à Lagoa de São Brás; por fim, o “Experience Tour”, que combina o que de melhor São Miguel tem para oferecer na terra e no mar. O passeio inicia-se com uma viagem de observação de cetáceos, seguido de almoço servido num restaurante local, e passeio em terra a bordo do Big Truck. Os Grupos/Incentivos podem utilizar os circuitos acima mencionados bem como outros programas que incluem, por exemplo a passagem pelo Vale das Furnas ou até mesmo um circuito pela costa norte da ilha com a paragem na Vila do Nordeste.

Solférias leva agentes de viagens aos Açores
O operador turístico Solférias, com o apoio do Turismo dos Açores, da Bensaúde Hotels, do Big Truck e da SGS – Sociedade Mediadora de Seguros, organizou uma fam trip a São Miguel, para um grupo de 21 pessoas, entre quais estavam agentes de viagens das seguintes agências: EMVIAGEM Cascais, RAVT, Top Atlântico – Torres Vedras, Top Atlântico – Évora, Geostar, Coimbra, Geostar Maia, Click Viaja Porto, Avic – Arcos de Valdevez, Q’Viagem de Felgueiras, By Travel – Loures, By Travel – Lumiar e MR Travel.

ONDE FICAR
O grupo Bensaúde oferece várias possibilidades de estadia em São Miguel, desde o histórico Parque Terra Nostra, nas Furnas, até opções mais citadinas, como o Marina Atlântico, em Ponta Delgada. De referir que o Hotel Azores Atlântico, unidade do grupo localizada em Ponta Delgada, encerrou no passado dia 31 de Outubro para obras.

ONDE COMER
Restaurante Alcides
R. Hintze Ribeiro 67, 9500-049
Ponta Delgada

Restaurante Anfiteatro
www.restauranteanfiteatro.com

*A jornalista viajou a convite da Solférias

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Hotelaria algarvia superou números de 2019 em julho

Segundo a AHETA, o “Algarve superou, em julho, os números de 2019, o melhor ano turístico de sempre”, depois de registar uma taxa de ocupação de 87,7%, valor que ficou 4,3 pontos percentuais acima de igual mês pré-pandemia.

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No passado mês de julho, a hotelaria algarvia registou uma taxa de ocupação/quarto de 87,7%, valor que ficou 4,3 pontos percentuais acima de igual mês de 2019, o que leva a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) a sublinhar que o “Algarve superou, em julho, os números de 2019, o melhor ano turístico de sempre”.

De acordo com os dados provisórios divulgados esta sexta-feira, 5 de agosto, pela associação, a taxa de ocupação/quarto de julho também superou o valor registado em julho de 2021, ficando 37,5 pontos percentuais acima do registado em julho do ano passado.

Por mercados, o destaque vai para o doméstico e para o americano, que apresentaram, em julho, subidas de 4,3 pontos percentuais e 1,1 pontos percentuais, respetivamente, e afirmando-se como “os que mais contribuíram para a subida verificada”.

Em sentido contrário estiveram os mercados britânico e alemão, que apresentaram descida de 2,2 pontos percentuais e 1,8 pontos percentuais, respetivamente, sendo mesmo aqueles que “apresentaram as maiores descidas”  no sétimo mês do ano.

Por zonas geográficas, as maiores subidas ocorreram nas zonas Vilamoura/Quarteira/Quinta do Lago, que assistiram a um aumento de 13,1 pontos percentuais, seguindo-se Monte Gordo/VRSA, onde a subida foi de 9,4 pontos percentuais, e Carvoeiro/Armação de Pêra, com um crescimento de 9,1 pontos percentuais.

Já a zona de Albufeira, que é considerada a principal zona turística do Algarve, “registou uma ocupação idêntica à verificada em 2019”, indica ainda a AHETA no comunicado enviado à imprensa.

Em julho, o volume de vendas dos hotéis e empreendimentos turísticos do Algarve cresceu ainda 17,2 por cento face ao mesmo mês de 2019.

Já no acumulado desde janeiro, a AHETA diz que a taxa de ocupação/quarto regista uma descida de 6,2% face a 2019, o que corresponde a uma subida de 194% face a 2021.

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APHORT pede “sensatez e razoabilidade” na negociação coletiva com profissionais de turismo

Associação considera que “a melhoria dos instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho passa pela negociação de contratos equilibrados, que não estejam exclusivamente assentes em alterações das tabelas salariais”.

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A Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo (APHORT) veio esta sexta-feira, 5 de agosto, mostrar-se confiante no sucesso da negociação dos contratos coletivos de trabalho no setor do turismo, mas pede “sensatez e razoabilidade”, considerando que “a melhoria dos instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho passa pela negociação de contratos equilibrados, que não estejam exclusivamente assentes em alterações das tabelas salariais”.

Num comunicado enviado à imprensa, a associação revela que tem vindo a negociar com os sindicatos que representam os trabalhadores do setor do turismo desde o início do ano e diz que está “confiante no alcance de um entendimento justo e equilibrado entre empresas e trabalhadores”.

“Este processo de negociação está já a decorrer há vários meses, com representantes dos trabalhadores que estão empenhados em resolver esta questão de forma séria e ponderada, e temos confiança no sucesso destas conversações”, afirma Rodrigo Pinto Barros, presidente da APHORT.

A associação diz que pretende repor a “verdade dos factos”, uma vez que existe um sindicato que continua a vir a público acusar as associações e as empresas de turismo de quererem manter a precariedade no setor, algo que a APHORT diz não corresponder à verdade e que em nada contribui para a resolução da situação.

“As posições extremadas e o discurso agressivo em nada contribuem para a resolução da situação. Perante a realidade atual do mercado de trabalho, as empresas estão empenhadas em fazer um esforço para se readaptarem”, acrescenta a associação.

Rodrigo Pinto Barros diz mesmo que muitos dos associados da APHORT “conseguiram já, este ano, fazer ajustes salariais correspondentes a aumentos médios entre os 5% e 10%, para além de outros aspetos como a reorganização de horários e dos dias de encerramento dos estabelecimentos”, isto apesar da situação precária em que muitas empresas ainda se encontram devido à pandemia e do atual contexto económico.

“Não nos podemos esquecer que, para além de dois anos de pandemia, durante os quais as empresas do setor foram severamente penalizadas, o atual contexto económico não é favorável, pelo que tem de haver sensatez e razoabilidade naquilo que é exigido a estas empresas”, acrescenta o presidente da APHORT.

A associação considera, por isso, que “a melhoria dos instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho passa pela negociação de contratos equilibrados, que não estejam exclusivamente assentes em alterações das tabelas salariais” e mostra-se disponível para discutir alternativas.

“Perante o agravar da falta de mão-de-obra que atinge o setor, a associação aguarda com expectativa os resultados das missões empresariais, recentemente anunciadas pela Secretária de Estado do Turismo, para captação de trabalhadores nos países da CPLP e assegura que vai manter-se atenta à evolução desta questão”, refere ainda a AHORT.

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Feira Internacional de Emprego & Carreiras Trabalhar num Navio regressa a Lisboa a 20 de outubro

A Feira Internacional de Emprego & Carreiras Trabalhar num Navio vai voltar a decorrer no Parque das Nações, em Lisboa, a 20 de outubro, contando com a presença de várias companhias de navios de todo o mundo, que vão recrutar colaboradores.

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A Feira Internacional de Emprego & Carreiras Trabalhar num Navio vai voltar a decorrer no Parque das Nações, em Lisboa, a 20 de outubro, contando com a presença de várias companhias de navios de todo o mundo.

Esta feira, cujo objetivo passa por “promover o trabalho em navios e transmitir informação sobre carreiras marítimas”, tem entrada gratuita mas está sujeita a inscrição prévia, destinando-se a estudantes e profissionais das áreas de restauração, hotelaria, turismo, lojas, saúde, beleza, desporto, animação, audiovisual, segurança, entretenimento, ambiente, ar condicionado, manutenção hoteleira, convés, engenharia, máquinas, eletricidade, entre outras áreas.

O certame inclui três áreas distintas, concretamente uma Feira de Emprego, na qual as empresas de navios vão recrutar colaboradores, assim como um Congresso que inclui apresentações dos expositores aos visitantes e onde vão também ser realizados workshops de carreiras marítimas, além de uma área de Carreiras, com exposição de instituições de ensino, formação e serviços associados a desenvolvimento de carreira a bordo de navios.

Viking Cruises, Seabourn; Disney Cruise Line; Costa Crociere; Uniworld; U River Cruises; PeopleConquest e Steiner Spa & Fitness são algumas das companhias já confirmadas na feira, que vai também contar com a participação do Centro FOR-MAR, escola pública especializada em cursos especializados STCW, no domínio da formação marítima.

O evento vai contar ainda com a visita do secretário de Estado do Mar, José Maria Costa, que já confirmou a presença na feira no dia 20 de outubro.

O programa do evento está disponível na plataforma online em www.trabalharnumnavio.pt.

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México recebe mais de 10M de turistas internacionais no 1.º semestre e ultrapassa 2019

No primeiro semestre de 2022, o México recebeu 10.266.000 turistas internacionais, número que ultrapassa em 1,5% o resultado contabilizado em igual período de 2019.

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No primeiro semestre de 2022, o México recebeu 10.266.000 turistas internacionais, número que ultrapassa em 1,5% o resultado contabilizado em igual período de 2019, ainda antes da chegada da pandemia da COVID-19.

De acordo com o jornal espanhol Hosteltur, os EUA continuaram a ser o principal mercado emissor de turistas internacionais para o México, contabilizando 6.660.000 turistas que chegaram ao país por via aérea, o que traduz um aumento de 50,5% face ao primeiro semestre de 2021 e uma subida de 19,1% face a período homólogo de 2019.

Os números avançados pela Unidade de Política Migratória, Registro e Identidade de Pessoas mexicana indicam que, além dos EUA, também o Canadá é um importante mercado emissor de turistas internacionais para o México, ocupando a segunda posição, com 859.580, o que corresponde a um aumento de 443,4% face ao primeiro semestre de 2021.  Na comparação com o mesmo período de 2019, o mercado canadiano ficou ainda 40,5% abaixo dos 1.445.000 turistas que tinham sido contabilizados.

Já a terceira posição no ranking de mercados emissores de turistas para o México ficou a Colômbia, com 412.542 turistas que chegaram ao país por via aérea, o que traduz uma subida de 191,9% face aos seis primeiros meses de 2021 e 49,1% acima do mesmo período de 2019.

As restantes nacionalidades contabilizaram 2.334.000 turistas nos primeiros seis meses do ano, o que representa um aumento de 136,1% face ao primeiro semestre de 2021, com uma quota de mercado de 22,7%.

O aeroporto de Cancun, um dos principais destinos turísticos do México, recebeu, entre janeiro e junho,  4.823.000 passageiros internacionais, número que ficou 83,8% acima de igual período do ano passado, enquanto o aeroporto da capital mexicana contabilizou a chegada de 1.974.000 turistas, o que revela uma subida homóloga de 111,2%. Já o aeroporto de Los Cabos recebeu 1.125.000, o que também traduz uma forte subida face a igual período de 2021, que chegou aos 51,6%.

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REVIVE abre novo concurso para a concessão do Paço Real de Caxias

O Paço Real de Caxias, em Oeiras, deverá ser concessionado por um período de 50 anos, com uma renda mínima anual de 174.912 euros, devendo os interessados apresentar as suas propostas num prazo de 48 dias.

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O Programa REVIVE lançou esta quinta-feira, 4 de agosto, um novo concurso para a concessão e recuperação para fins turísticos do Paço Real de Caxias, edifício histórico em Oeiras que já tinha sido alvo de um concurso em 2020, mas cujos termos do contrato se tornaram inviáveis devido ao surgimento da pandemia da COVID-19.

Com este novo concurso, pretende-se concessionar o Paço Real de Caxias por um período de 50 anos, com uma renda mínima anual de 174.912 euros, devendo os interessados apresentar as suas propostas num prazo de 48 dias.

De acordo com um comunicado enviado à imprensa, o novo concurso conta com “condições idênticas às do concurso anterior”, estimando-se um investimento de recuperação na ordem dos 11 milhões de euros para colocar o edifício ao serviço do turismo. A área de construção total é de 5.817 m2.

Recorde-se que o Paço Real de Caxias é um imóvel construído em meados do século XVII e que se encontra classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1953, tendo sido um dos 33 imóveis inscritos na primeira fase do Revive, que neste momento integra já 52 imóveis.

Segundo o comunicado divulgado pelo Programa REVIVE, este imóvel já tinha sido sujeito a concurso e concessionado em março de 2020, no entanto, com a chegada da pandemia da COVID-19, os termos do contrato tornaram-se inviáveis, o que levou à sua revogação e ao lançamento do novo concurso.

Além do Paço Real de Caxias, atualmente, estão abertos concursos para a concessão da Casa Grande, em Pinhel, e da 7.ª Bateria do Outão, no Parque Natural da Arrábida, concelho de Setúbal, estando ainda a decorrer os concursos lançados para concessão dos Fortes de S. João e de S. Pedro, em Cascais.

Toda a informação sobre o novo concurso para a concessão do Paço Real de Caxias vai estar disponível no site do Programa REVIVE a partir desta quinta-feira, 4 de agosto.

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SETCS espera fechar 2022 com receitas turísticas superiores a 2019

Rita Marques revelou também, durante uma visita ao Algarve, que vai ser realizada uma missão empresarial para atrair trabalhadores estrangeiros para o turismo português, que deverá ter lugar no último trimestre do ano.

Inês de Matos

A secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, mostra-se confiante quantos aos resultados turísticos e acredita que o país tem “todas as condições para fechar o ano de 2022 com valores de receita turística que ultrapassarão” os de 2019, quando as receitas turísticas somaram 18,7 mil milhões de euros, naquele que foi um ano recorde para a atividade turística nacional.

“Depois de dois anos muitos difíceis para o setor do turismo, temos muito boas expetativas relativamente ao mês de agosto e, portanto, achamos que temos todas as condições para fechar o ano de 2022 com valores de receita turística que ultrapassarão aquelas que obtivemos em 2019”, admitiu a governante em declarações aos jornalistas, durante uma visita ao Algarve, que decorreu esta terça-feira, 2 de agosto.

Rita Marques lembrou que o Banco de Portugal (BdP) reviu, recentemente, em alta as perspetivas para este ano relativamente às receitas turísticas, estimando que, no final de 2022, este indicador fique 4,2% acima do valor apurado em 2019.

Durante a visita, Rita Marques falou também do problema da escassez de recursos humanos que afeta atualmente o setor e, além de admitir que Portugal precisa de 45 a 50 mil trabalhadores para o turismo, revelou que está a ser preparada uma missão empresarial para garantir que o país recebe trabalhadores provenientes dos países de língua portuguesa, que gozam do recentemente aprovado um regime de entrada e permanência no país.

“O objetivo é levar uma comitiva de empresários portugueses que estejam à procura de reforçar os mapas de pessoal, identificando trabalhadores dessas geografias que estejam interessados em vir para Portugal e que os serviços consulares possam depois administrativamente despachar favoravelmente os vistos e possamos trazer connosco os trabalhadores que pretendem ingressar neste setor de atividade”, explicou Rita Marques, revelando que esta missão deverá acontecer no último trimestre do ano.

Para Rita Marques, a nova lei veio introduzir “alterações muitíssimo relevantes e substanciais na emissão de vistos, designadamente no âmbito dos países que ratificaram o acordo da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa]”.

Sobre o autorInês de Matos

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Governo cria grupo de trabalho para agilizar emissão de vistos

O Turismo de Portugal é um dos organismos que vão estar representados neste novo grupo de trabalho.

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O Governo criou um grupo de trabalho para coordenar e acompanhar a emissão de vistos, com o objetivo de agilizar o procedimento, avança a Lusa, que cita um despacho da Presidência do Conselho de Ministros, publicado esta terça-feira, 2 de agosto, em Diário da República.

No texto do documento, a Presidência do Conselho de Ministros explica que este grupo de trabalho surge pela “necessidade de organização de fluxos regulares, seguros e ordenados de migrações, o combate à migração ilegal e ao tráfico de seres humanos a ela associado, assim como a regulação e agilização de condições para a entrada e permanência de cidadãos em Portugal”.

Este grupo de trabalho tem como objetivo a simplificação dos processos relativos aos pedidos de visto para tornar mais rápida a sua concessão e “acompanhar todo o processo de circuito de vistos”.

Além da simplificação e acompanhamento do processo de emissão de vistos, o grupo de trabalho vai também propor medidas para reforçar os recursos humanos nos postos consulares com mais pedidos de vistos e avaliar “a necessidade de colocação de elementos do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) e IEFP, I. P. (Instituto do Emprego e da Formação Profissional), nos postos mais sujeitos a pressão”.

A missão deste grupo de trabalho, que inclui representantes da Direção-Geral dos Assuntos Consulares, do SEF, do Alto Comissariado para as Migrações, do Turismo de Portugal, do Instituto do Emprego e da Formação Profissional, do Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção, e do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral, passa por “estabelecer um canal de comunicação permanente entre as entidades, das distintas áreas governativas, envolvidas nos processos de visto”.

Além de representantes dos institutos e organismos referidos, o grupo vai ainda contar com a participação de “um elemento de cada gabinete das referidas áreas governativas”, segundo o texto do documento, que entra em vigor esta quarta-feira, 3 de agosto.

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REDE-T volta a lançar Promoção de verão e oferece desconto de 15%

A Promoção de verão da REDE-T está disponível até 31 de agosto e permite que os membros da plataforma para profissionais do canal HORECA façam um registo premium e possam registar e promover os seus produtos a preços mais convidativos.

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A REDE-T lançou a sua já conhecida Promoção de verão, dando oportunidade a todos os membros de, até 31 de agosto, criarem um acesso premium nesta rede que junta profissionais do canal HORECA e, desta forma, registarem e promoverem os seus produtos a preços mais convidativos, já que gozam de um desconto de 15%.

“Com a retoma em força do setor, só faria sentido motivar ainda mais todos os intervenientes e a melhor forma de o fazer seria mantendo a nossa promoção de verão”, afirma Ricardo Augusto, founder e CEO da REDE-T.

Recorde-se que a REDE-T conta com mais de 17.000 profissionais do canal HORECA registados, mais de 19.000 ofertas de trabalho e perto de 2.000 documentos para download, permitindo ainda o acesso a mais de 2.000 CVs dos melhores profissionais do setor e a um diretório de empresas com muitas das mais conhecidas marcas presentes.

 

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Julho foi o melhor mês de sempre para o turismo na República Dominicana

A República Dominicana recebeu, em julho, 735.064 turistas estrangeiros, naquele que foi o melhor mês de sempre para o turismo no país e que superou mesmo os números de dezembro de 2021.

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A República Dominicana recebeu, em julho, 735.064 turistas estrangeiros, naquele que foi o melhor mês de sempre para o turismo no país e que superou mesmo os números de dezembro de 2021, que tinha batido todos os recordes.

De acordo com o jornal espanhol Hosteltur, que cita o ministro do Turismo da República Dominicana, David Collado, o número de turistas não residentes no país, em julho, ficou 10% acima de mês homólogo de 2018 e 24% acima de igual mês de 2019, tendo ainda crescido 30% face a julho do ano passado.

Por mercados, os EUA, Canadá, Colômbia, Porto Rico, Espanha, Cuba e Reino Unido foram os principais países de origem dos turistas estrangeiros que visitaram a República Dominicana em julho, cujo impacto económico no país foi de 931 milhões de dólares (909 milhões de euros).

Além dos turistas que chegaram ao país por via áreas, a República Dominicana recebeu ainda 98.389 turistas em navios de cruzeiro e, no acumulado de janeiro a julho, o país contabiliza já 4.182.000 turistas estrangeiros, estando no bom caminho para atingir o marco de sete milhões de turistas previstos pelas autoridades dominicanas para este ano.

 

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Turismo do Algarve propõe redução de água em fontes, piscinas e espaços verdes

As propostas da Região de Turismo do Algarve (RTA) foram concertadas com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e com as associações do setor e vem juntar-se a um leque diversificado de ações que já vinha a ser aplicado no turismo e na hotelaria.

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A Região de Turismo do Algarve (RTA) propôs aos empreendimentos turísticos reduzir ou eliminar fontes ornamentais, diminuir a rega dos espaços verdes ou renovar a água das piscinas como medidas de contingência para responder à situação de seca, avança a Lusa, que cita João Fernandes, presidente da entidade regional de turismo.

“Nós enviámos medidas que versam várias áreas de atuação do setor do turismo, em especial a hotelaria, porque os golfes já estão num trabalho mais fino, campo a campo, com a Agência Portuguesa do Ambiente, e fruto de um trabalho que começámos em 2020 com o Plano de Eficiência Hídrica”, indicou à Lusa João Fernandes.

De acordo com o responsável, as propostas foram concertadas com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e com as associações do setor e vem juntar-se a um leque diversificado de ações que já vinha a ser aplicado  no turismo e na hotelaria para reduzir os consumos de água.

João Fernandes considera que era necessário tomar medidas, uma vez que a região se encontra “numa situação de contingência, em que há um grande stresse hídrico, provocado por uma situação preocupante e prolongada de seca”, mas sem estar em causa o consumo humano.

“Isto é muito importante dizer, porque nem turistas nem residentes vão ter, até outubro do próximo ano, cortes de abastecimento de água para consumo humano”, sublinhou o responsável.

O presidente da RTA explicou que foi definido “um conjunto de medidas de contingência a adotar pelos empreendimentos turísticos”, de forma a que existam “ganhos de eficiência hídrica, por um lado, e reduções de consumo, por outro”.

Além disso, foi também recomendado “o uso de fontes alternativas de água”, que permitam um “maior equilíbrio entre a captação de água superficial e subterrânea”, consoante a disponibilidade de cada zona.

As propostas da RTA preveem ainda que os empreendimentos turísticos realizem auditorias regulares ao consumo de água e promovam o “envolvimento” de clientes e ‘staff’ na deteção de perdas, de forma a que seja possível a “adoção de práticas mais responsáveis na utilização da água”.

Por outro lado, está também previsto o reforço da informação aos clientes sobre “procedimentos para mudança de lençóis e toalhas, estabelecendo um período mínimo de utilização de toalhas de dois dias”, assim como a formação de trabalhadores de seções específicas, nomeadamente lavandarias, sensibilizando estes colaboradores para os comportamentos que fomentem a poupança de água.

Apesar das propostas, João Fernandes lembra que o setor já vinha a adotar medidas que permitissem reduzir o consumo de água, a exemplo da utilização de redutores de caudais, instalação de autoclismos de dupla descarga, temporizadores de torneiras.

Ainda assim, admite o presidente da RTA, era preciso sensibilizar o setor para “utilizar água de qualidade inferior para regas e lavagens” ou para “melhorar a limpeza de filtros de piscinas e o tratamento da água para evitar a necessidade de renovação da água”.

Mas João Fernandes considera que é também preciso “reduzir ou adaptar as técnicas de limpeza de zonas pública, evitando lavagens com mangueira ou máquina de pressão, reduzir ou mesmo anular o funcionamento de fontes ornamentais, acelerar medidas na área da rega que levem a maior eficiência, como instalar contadores por várias secções, para se detetar perdas e analisar melhor consumos, e privilegiar a utilização de espécies endógenas em espaços verdes, com menor necessidade hídrica”.

“O que estamos aqui a falar, neste momento, é da necessidade de acelerarmos a implementação dos processos de eficiência hídrica e de inclusivamente fazermos – como é o caso das fontes ornamentais, da rega dos espaços verdes ou da renovação da água das piscinas – medidas mais de curto prazo, específicas, por causa do stresse hídrico pontual neste verão”, acrescentou.

No caso do golfe, que já vinha a reduzir os consumos de água, até por uma questão de sustentabilidade, João Fernandes realça que já existia um esforço para aumentar a rega com águas residuais tratadas, com o objetivo de multiplicar o valor total utilizado de um hectómetro cúbico, para oito, até ao final de 2023.

O presidente da RTA destacou ainda a “redução da área do jogo para haver menos área regada, a mudança de relva para relvas de estação quente, com menos consumo de água” ou “melhorias de eficiência da própria rega e drenagem, criando pontos comuns de confluência da água” como outras das medidas a adotar no golfe, que já é “dos produtos turísticos mais sustentáveis ambientalmente”.

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