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Reportagem: A (re)descoberta dos Açores

Os navegadores portugueses descobriram os Açores no século XV e agora os portugueses estão a redescobrir o arquipélago como destino de férias o ano todo.

Carina Monteiro
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Os navegadores portugueses descobriram os Açores no século XV e agora os portugueses estão a redescobrir o arquipélago como destino de férias o ano todo.

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Os navegadores portugueses descobriram os Açores no século XV e agora os portugueses estão a redescobrir o arquipélago como destino de férias o ano todo.

Estarão os portugueses a redescobrir os Açores? Definitivamente sim. Os Açores estão no top das preferências de viagens dos portugueses nos últimos tempos. Isso é evidente pelas estatísticas que mostram que, em 2016, o número de hóspedes e dormidas de portugueses subiu duas casas decimais, 16,8% e 17,5%, respectivamente. Mais e melhor oferta de alojamento e animação, mais e melhor promoção e uma oferta mais competitiva de transporte aéreo fizeram disparar a procura, aliado a um produto e destino de beleza estonteante, como pôde comprovar o grupo de agentes de viagens que viajaram para a ilha de São Miguel a convite do operador turístico Solférias, de 13 a 15 de Outubro.

São Miguel é a maior ilha do arquipélago e a principal porta de entrada e saída dos turistas. Em 2016, a ilha foi responsável por 67,9% das dormidas na hotelaria tradicional em todo o arquipélago, de acordo com o relatório anual do Observatório do Turismo dos Açores. O que não é de admirar, uma vez que São Miguel dispõe do maior número de estabelecimentos hoteleiros, 40 face aos 18 estabelecimentos em hotelaria tradicional que a ilha Terceira dispõe. Os turistas permanecem na ilha em média 3,4 noites, tempo suficiente para conhecer as principais atracções de São Miguel e ficar com vontade de voltar e conhecer o menos óbvio.

Lagoa das Sete Cidades
Saídos do aeroporto João Paulo II, no Big Truck (ver caixa), o grupo seguiu viagem em direcção à zona Oeste da ilha, onde as montanhas e a lagoa das sete cidades estão localizadas. O primeiro destino é a Ponta da Ferraria, um geo-sítio com bastantes atracções, umas mais evidentes que outras. Se é impossível não reparar na formação vulcânica do lugar, as atracções mais subtis podem passar-nos ao lado. Por isso, fica a recomendação, o lugar da Ferraria tem outra grande riqueza: as suas duas nascentes de águas termais de origem vulcânica. Com propriedades medicinais, as águas termais fizeram da Ferraria um local de culto há muitos anos. Hoje continua a ser local de culto para veraneantes, que procuram banhar-se nas águas quentes do mar, ou para frequentar o complexo termal composto por spa, restaurante e piscinas. O acesso à Ponta da Ferraria pode ser um teste aos condutores, até aos que têm nervos de aço, já que a estrada é íngreme e com algum movimento. Mas vale a pena.

A caminho da Ponta da Ferraria passa-se por um antigo ponto de vigia de baleias agora transformado em ponto de vigia para as empresas de observação de cetáceos. A caça à baleia chegou a ser uma das principais actividades económicas da ilha, mas que terminou nos anos 80 por imposição da então Comunidade Europeia. Como muitas outras coisas, esta foi uma tradição vinda de fora. No século XVIII, os americanos que vinham caçar para aqueles lados, passavam pelos Açores. Hoje em dia, a principal indústria de São Miguel, a par do turismo, é a agropecuária.
A próxima paragem é no miradouro da Vista do Rei, uma das mais importantes vistas panorâmicas da ilha, de onde se pode observar a famosa Lagoa das Sete Cidades, localizada dentro de uma enorme cratera vulcânica. A maior dúvida à volta desta lagoa reside na sua cor diferenciada: de um lado verde, do outro azul. Lendas à parte, a explicação dada pela guia desta viagem reside nas encostas da lagoa. Enquanto que, as encostas são mais fechadas no lado onde a lagoa é verde, reflectindo a vegetação, no lado azul as encostas são mais abertas, o que permite reflectir o céu. O regresso a Ponta Delgada foi feito através de uma estrada de montanha “Cumeeiras”, o que possibilita a vista sobre as paisagens da zona central da ilha.

Chegados às portas da cidade de São Miguel, ainda há tempo para visitar as estufas dos ananases, outra das atracções da ilha. Localizada na Fajã de Baixo, a Plantação Augusto Arruda dá a conhecer aos turistas as diversas fases de crescimento do ananás, um ex-libris dos Açores. As visitas são gratuitas e no final pode provar o Licor de Ananás A. Arruda, uma receita da família e exclusiva da plantação.

Plantação de chá e Furnas

O segundo dia de viagem foi dedicado à visita à Plantação de Chá da Gorreana e ao Parque Terra Nostra, na conhecida localidade das Furnas.

O caminho fez-se partindo de Ponta Delgada em direcção à Ribeira Grande, conhecida pela sua arquitectura barroca, característica dos séculos XVII e XVIII. Seguindo pela estrada costeira, é feita uma paragem no Miradouro de Santa Iria, a caminho das Plantações de Chá.

As primeiras referências à plantação de chá nesta região datam do século XIX. Depois de uma praga que assolou os laranjais da ilha, José do Canto, um micaelense abastado e um grande proprietário e intelectual açoriano, preocupado com a crise económica que daí poderia advir, pediu ajuda à China e ao Japão. Vieram dois técnicos de Macau ensinar a trabalhar as folhas de chá e a secá-las. Chegaram a ser mais de uma dezena de fábricas de chá, mas a única que continuou a laborar foi a Gorreana. Fundada em 1883, a Gorreana produz chá verde e chá preto. O processo de produção pode ser visitado na sua fábrica, onde é possível degustar o chá ali produzido.

Dali partimos para o mágico Vale das Furnas, para conhecer a sua lagoa, as fumarolas e o icónico Parque Terra Nostra. No Vale das Furnas temos a exacta noção que estamos numa zona vulcânica por causa das fumarolas e das caldeiras. Há muitas histórias à volta deste local. No final do século XVIII, o comerciante norte-americano Thomas Hickling veio viver para Ponta Delgada. Um dia, ao visitar o Vale das Furnas apaixonou-se por aquele lugar e decidiu fazer ali a sua casa de férias, onde agora é o Parque Terra Nostra. Thomas Hickling terá sido um dos pioneiros do desenvolvimento do termalismo no Vale das Furnas. A propriedade foi depois vendida à família dos viscondes da Praia. Já no início do século XX, em 1930, Vasco Bensaúde adquiriu o Parque Terra Nostra, que servia complemento ao hotel que acabara de construir. Vasco Bensaúde acabou por ser o grande impulsionador do desenvolvimento turístico das Furnas, muito ligado ao Parque Terra Nostra. Hoje em dia, o ex-libris do parque é a piscina de água férrea mas também a sua exuberante flora. A cereja no topo do bolo da visita às Furnas é o famoso cozido, cuja sua fama longe entoa. Cozido debaixo de terra, o manjar pode ser apreciado em vários restaurantes da localidade, incluindo no restaurante do Hotel Terra Nostra. As Furnas e as suas várias atracções merecem pelo menos um dia de visita. O regresso a Ponta Delgada faz-se por Vila Franca do Campo, para avistar o ilhéu. A pequena ilhota vulcânica dista cerca de 500 metros da costa de Vila Franca. Pode ser visitada até  Outubro, até um limite de 400 pessoas por dia. O ilhéu ficou famoso sobretudo depois de ali se ter realizado uma das etapas do Red Bull Cliff Diving – o campeonato mundial de salto de penhasco.

À boleia do Big Truck
A viagem organizada pela Solférias a São Miguel teve como parceiro a LMJC Azores Tours & Transfers Providers, responsável por comercializar o Big Truck. Trata-se de uma viatura de tração integral, desenhada e adaptada com o objectivo de oferecer circuitos Off Road, acomodando confortavelmente 24 pessoas. Nesta viatura o cliente tem a oportunidade de conhecer o que de melhor a ilha de São Miguel tem para oferecer, de uma forma diferenciadora e inovadora, proporcionando momentos que certamente vão ficar na memória. Em entrevista ao Publituris, Luís Miguel Rego, CEO da LMJC Azores Tours & Transfers Providers, afirma que o Big Truck ainda se encontra em fase de promoção e divulgação, no entanto, a adesão tem sido “muito positiva” e “ao encontro das nossas expectativas”. “Muitos foram e continuam a ser os turistas que escolhem os tours que o Big Truck tem para oferecer, acreditamos que estes indicadores surgem muito devido ao facto deste ser um produto acessível a todas as idades, pois alia todo o conforto e segurança a uma vista panorâmica”. Segundo o responsável, o Big Truck é Ideal para grupos/incentivos, bem como para individuais, mas o seu potencial vai até onde a imaginação nos levar. No que diz respeito aos tours individuais, a empresa oferece uma programação semanal disponível todo o ano e dividida em três tours: o “Adventure Tour”, que percorre o lado Oeste da ilha, contemplando a passagem por rotas alternativas e a visita a uma das maiores atracções turísticas de São Miguel: as Sete Cidades; o “Emotion Tour”, um passeio que percorre vales, lagoas, cascatas escondidas, ribeiras e contempla a visita à Lagoa do Fogo e à Lagoa de São Brás; por fim, o “Experience Tour”, que combina o que de melhor São Miguel tem para oferecer na terra e no mar. O passeio inicia-se com uma viagem de observação de cetáceos, seguido de almoço servido num restaurante local, e passeio em terra a bordo do Big Truck. Os Grupos/Incentivos podem utilizar os circuitos acima mencionados bem como outros programas que incluem, por exemplo a passagem pelo Vale das Furnas ou até mesmo um circuito pela costa norte da ilha com a paragem na Vila do Nordeste.

Solférias leva agentes de viagens aos Açores
O operador turístico Solférias, com o apoio do Turismo dos Açores, da Bensaúde Hotels, do Big Truck e da SGS - Sociedade Mediadora de Seguros, organizou uma fam trip a São Miguel, para um grupo de 21 pessoas, entre quais estavam agentes de viagens das seguintes agências: EMVIAGEM Cascais, RAVT, Top Atlântico - Torres Vedras, Top Atlântico – Évora, Geostar, Coimbra, Geostar Maia, Click Viaja Porto, Avic - Arcos de Valdevez, Q’Viagem de Felgueiras, By Travel – Loures, By Travel – Lumiar e MR Travel.

ONDE FICAR
O grupo Bensaúde oferece várias possibilidades de estadia em São Miguel, desde o histórico Parque Terra Nostra, nas Furnas, até opções mais citadinas, como o Marina Atlântico, em Ponta Delgada. De referir que o Hotel Azores Atlântico, unidade do grupo localizada em Ponta Delgada, encerrou no passado dia 31 de Outubro para obras.

ONDE COMER
Restaurante Alcides
R. Hintze Ribeiro 67, 9500-049
Ponta Delgada

Restaurante Anfiteatro
www.restauranteanfiteatro.com

*A jornalista viajou a convite da Solférias

Sobre o autorCarina Monteiro

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BTL 2022 arranca dentro de 145 dias

De acordo com Pedro Braga, diretor-geral Adjunto da Fundação AIP, a BTL 2022 assentará em quatro vetores: internacionalização, reforço da representação nacional, formação e o BTL LAB. Além disso, também a venda direta ao consumidor final será “mais abrangente”.

Victor Jorge

A 145 dias do arranque do evento, foi apresentada a mais importante feira do setor do turismo em Portugal. A Bolsa Turismo Lisboa 2022 terá lugar na Feira Internacional de Lisboa (FIL) de 16 a 20 de março, num evento que, segundo o presidente da Fundação AIP, Jorge Rocha de Matos, será “forçosamente diferente”, mas que assume, “enquanto Fundação AIP temos a responsabilidade e o desafio de dar o apoio a todos os setores de atividade da nossa economia, neste caso particular, ao turismo”.

O presidente da Fundação AIP reconheceu, durante a apresentação oficial da BTL 2022 que “temos uma maratona pela frente”, admitindo que “temos de vencê-la”.

Certo é que “os negócios fazem-se de forma direta e de olhos nos olhos”, salientando Rocha de matos que “vamos voltar a colocar o turismo no local que merece”.

Do lado mais operacional, Pedro Braga, diretor-geral Adjunto da Fundação AIP, começou por referir que a BTL “é a montra do turismo nacional”, querendo afirmá-la, desde já, como “o marketplace do turismo em Portugal”.

Certo é que a BTL 2022 assentará em quatro vetores. O primeiro é a internacionalização, ficando Pedro Braga o objetivo de “não ter o maior programa de buyers na Europa, mas sim o melhor e de maior valor acrescentado”, referindo que “conta com a ajuda de todos para cumprir esse objetivo”.

Para já, será colocada no terreno uma campanha de promoção, ou melhor, de notoriedade que, segundo a organização, “terá como finalidade atrair novos países”.

De resto, o objetivo principal é, “no prazo de 10 anos, colocar a BTL a ser considerada como uma das maiores feiras internacionais do turismo”.

Admitindo que o pretendido é ter “uma forte representação presencial”, até porque, segundo Pedro Braga, “não nos revemos no digital, apesar de sabermos da sua importância”, o responsável salienta que “nada substitui o face-to-face”.

Como segundo vetor aparece o reforço da representação nacional, apostando-se na diversificação e diferenciação, apresentando Pedro Braga como terceiro vetor a formação, numa altura em que os recursos humanos assumem uma importância capital. Finalmente, o reforço do BTL LAB foi exposto como o quarto vetor, havendo um último ou adicional que coloca um reforço extra na venda direta ao consumidor final, oferta essa que, segundo Pedro Braga terá de ser “mais abrangente”.

De resto, a BTL 2022 apresenta Anadia como município convidado, enquanto Porto e Norte será o destino nacional convidado. A nível internacional, o destino convidado da edição de 2022 será a República Dominicana.

 

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Pauliteiros de Miranda promovem candidatura a património da UNESCO na Expo Dubai 2020

Iniciativa do Turismo do Porto e Norte e da AICEP visa dar a conhecer o Norte de Portugal no Dubai e promover a candidatura a Património Imaterial da UNESCO.

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Os Pauliteiros de Miranda do Douro vão representar o destino Porto e Norte de Portugal na Expo Dubai 2020, que decorre no Dubai até final de março de 2022, numa iniciativa que, além do turismo regional, pretende também chamar a atenção para a candidatura a Património Imaterial da Humanidade da UNESCO.

De acordo com o Turismo do Porto e Norte de Portugal, a iniciativa, que conta com o apoio da entidade regional de turismo e da AICEP, prevê duas atuações dos Pauliteiros de Miranda do Douro na Expo Dubai 2020, ambas a ter lugar no próximo domingo, 24 de outubro.

"Como é tradição os Pauliteiros serão acompanhados por um grupo de músicos, nomeadamente um gaiteiro, um tocador de bombo e um tocador de caixa, num total de 15 elementos em atuação", avança o Turismo do Porto e Norte de Portugal, explicando que a iniciativa visa "promover esta prática ancestral e dar visibilidade à candidatura dos Pauliteiros de Miranda do Douro a Património Imaterial da Humanidade da UNESCO, na categoria de manifestações musicais e correlacionadas".

"Esta tradição de Miranda do Douro, remonta ao século III e, inicialmente, era uma espécie de preparação para a guerra. Hoje é um manifesto de celebração das colheitas e do Solstício de Verão e uma dança de paz", acrescenta o Turismo do Porto e Norte de Portugal.

Luís Pedro Martins, presidente do Turismo do Porto e Norte, explica que a participação na Expo Dubai 2020 “representa a ambição do destino em marcar uma posição no Médio Oriente, a região turística mundial que é apontada como a que irá ter maior crescimento até 2030, e é igualmente uma excelente oportunidade para realizar um conjunto de encontros com operadores e órgãos de comunicação social do Médio Oriente”.

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Golfe no Algarve recupera e já está em “níveis muito altos” de procura

Presidente do Turismo do Algarve disse à Lusa que, na região, a procura de golfe deverá aumentar até novembro e que se espera uma nova subida em fevereiro e março.

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O presidente do Turismo do Algarve, João Fernandes, revelou esta quinta-feira, 21 de outubro, que o golfe na região está em “níveis muito altos” de procura, existindo a expetativa de que este aumento de procura se mantenha também em fevereiro e março.

De setembro a novembro, estamos com níveis muito altos de procura”, afirmou o presidente do Turismo do Algarve à Lusa, frisando que a retoma neste segmento de mercado pode até “ter procura a partir de fevereiro ou março” de 2022, após o levantamento de restrições às viagens no Reino Unido devido à pandemia.

João Fernandes recordou que o golfe contou sempre com a “infeliz coincidência de as épocas de confinamento coincidirem com os períodos de maior procura habitual”, mas destacou que, “a partir de setembro do corrente ano, passou a angariar uma procura”, impulsionada por “dois fenómenos” que classificou como “interessantes”.

A retoma da procura foi, segundo o responsável, influenciada por “sucessivas reservas que eram adiadas e que se confirmaram, os chamados ‘rebookings’”, e por uma “procura de ‘last minute’, muito próxima do local de execução da própria reserva”, mas está “ancorada também numa retoma do mercado britânico e irlandês, que representam 73% das voltas de golfe no Algarve”.

“Estando inclusive a decorrer nestes dias a IGTM [International Golf Travel Market], no País de Gales, que é a principal feira do mercado de golfe, tive oportunidade de recolher ‘in-loco’ o ‘feedback” dos 40 campos do Algarve, que é um ‘feedback’ muito positivo, com campos praticamente cheios até final de novembro e ainda com alguma procura para dezembro”, afirmou.

Segundo o presidente do Turismo do Algarve, “as expectativas, sobretudo a partir de março, e em alguns casos em fevereiro até”, apontam para um “mercado do golfe que está a retomar em força” e se somam a um “comportamento muito positivo” do principal mercado para este produto no Algarve, o britânico e irlandês.

Opinião idêntica tem também Elidérico Viegas, presidente da AHETA - Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, que disse à Lusa que as “perspetivas no golfe, atendendo às circunstâncias, estão a ser bastante boas”, com “uma recuperação após quase mais de ano e meio sem turistas e praticamente sem atividade”.

De acordo com o responsável, a procura pelo golfe no Algarve “apresenta já uma recuperação interessante, sendo que o expectável levantamento das restrições nos países de origem dos turistas deverá também “traduzir-se num aumento gradual da procura para esse segmento de mercado”.

O presidente da AHETA realça, no entanto, que a procura não está ainda ao nível “daquilo que era habitual antes da pandemia”.

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Nova vaga alastra na Europa sobretudo em regiões com menos vacinação

Tudo indica que uma nova vaga da COVID-19 está a ganhar terreno na Europa, destacando-se os países com taxas de vacinação mais baixas.

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Uma nova vaga da COVID-19 está a ganhar terreno em toda a Europa e a atingindo sobretudo os países com taxas de vacinação baixas, mas também os jovens, e obrigando os governos a reimpor restrições.

A situação é sentida com mais impacto no centro e leste europeu, onde os níveis de vacinação seguem o cenário russo e se mantêm baixos.

Naquela zona, a Ucrânia, a Letónia, a Roménia, a Bulgária, a República Checa, a Polónia, a Sérvia e a Croácia são os países onde o aumento das infeções está a pressionar mais os sistemas de saúde e a alarmar o resto da Europa.

Ucrânia 
Na terça-feira, 19 de outubro, a Ucrânia, onde apenas 16% da população está vacinada, registou um recorde de 538 mortes e 15.579 novos infetados em 24 horas.

Desde o início da pandemia, mais de 61.000 pessoas morreram oficialmente devido ao coronavírus na Ucrânia, pelo que o país, onde vivem 45 milhões de habitantes, é proporcionalmente um dos que mais mortes apresenta na Europa.

O Governo de Kiev decidiu, face à situação, voltar a adotar restrições em eventos públicos e salas de espetáculos.

Letónia
Também a Letónia, um dos países com menor taxa de vacinação na União Europeia, decidiu voltar ao confinamento – durante cerca de um mês – e ao recolhimento obrigatório face ao agravamento do número de infeções por COVID-19.

Na segunda-feira, 18 de outubro, o Centro de Prevenção e Controlo de Doenças da Letónia avançou que a taxa de incidência da doença no país é de 864 pessoas por cada 100.000 habitantes, constituindo atualmente uma das mais altas do mundo.

Roménia
A Roménia, que até agora só conseguiu vacinar um terço dos seus 19 milhões de habitantes, apresenta atualmente a segunda taxa mais alta do mundo em termos de mortes por tamanho de população, registando 18 vítimas mortais por cada milhão de pessoas.

Bulgária 
A baixa taxa de vacinação também está a afetar a Bulgária que, na terça-feira, 19 de outubro, registou quase 5.000 novas infeções em 24 horas, o maior número desde março passado, enquanto 214 pessoas morreram de COVID-19 num único dia.

A Bulgária continua no último lugar da lista de países da União Europeia em termos de população vacinada, com apenas 23,9% das pessoas com o esquema completo.

Por isso, o Governo admitiu estar a ponderar a introdução de novas restrições, como limitar o acesso a eventos desportivos, culturais e de lazer apenas a pessoas vacinadas, curadas ou com um teste de coronavírus negativo.

República Checa 
A República Checa foi também atingida por um aumento acentuado do número de infetados, contabilizando, na terça-feira, 19 de outubro, 3.246 novos casos em 24 horas, o que representa mais do dobro dos casos diários na semana anterior.

O valor constituiu um recorde desde 20 de abril e levou o Governo a reintroduzir medidas restritivas para controlar a pandemia, como o uso obrigatório de máscaras faciais em locais de trabalho e escolas.

Polónia 
Mais drástico foi o ministro da Saúde da Polónia que, perante a duplicação do número de novos casos em 24 horas registada na quarta-feira, 20 de outubro, propôs que a polícia passe a emitir multas em vez de “simplesmente repreender os cidadãos que não cumpram as restrições”.

Segundo o ministro, Adam Niedzielski, a Polónia está a viver uma “explosão pandémica”, com 5.559 novos infetados e 75 mortos entre terça e quarta-feira, o que, alertou, “vai obrigar a tomar medidas drásticas”.

A campanha de vacinação na Polónia está estagnada há alguns meses e apenas 52% dos polacos têm o esquema já completo.

Sérvia 
Após várias semanas a ultrapassar os vários milhares de novas infeções diárias e as cerca de 50 mortes por dia, a Sérvia decidiu, na quarta-feira, 20 de outubro, adotar os passes covid-19 para locais de entretenimento fechados, como restaurantes, bares e discotecas.

A primeira-ministra sérvia, Ana Brnabic, disse que a nova medida entra em vigor no sábado e será aplicada a partir das 22h00.

A decisão foi também tomada na sequência de vários pedidos de especialistas médicos para que as autoridades imponham restrições severas face às baixas taxas de vacinação no país.

A Sérvia já soma mais de 1 milhão de infetados e quase 10.000 mortes no país desde o início da pandemia, mas só cerca de metade dos adultos estão vacinados.

Croácia 
As infeções pelo coronavírus SARS-Cov-2 também têm aumentado na Croácia, onde foram registados, na quarta-feira, mais de 3.000 novos casos em 24 horas, atingindo o maior número dos últimos meses.

O número representa uma subida de cerca de 1.000 doentes em relação à média diária contabilizada na semana passada.

A Croácia também tem uma taxa de vacinação de cerca de 50% de sua população adulta, mas, segundo a imprensa local, as pessoas começaram, na quarta-feira, a fazer filas nos locais de vacinação da capital, Zagreb, após a divulgação do aumento mais recente do número de novos infetados.

Rússia 
A nova vaga no leste da Europa parece refletir o que se passa na Rússia, onde os números associados à pandemia continuam a bater recordes diários, com o país a registar mais de mil mortes diárias causadas pela COVID-19.

Até ao momento, 47,2 milhões de russos receberam as duas doses da vacina contra a COVID-19 em todo o país, ou seja, menos de um terço da população, tendo o organismo de saúde pública do país defendido, esta semana, a necessidade de adotar aquilo que chamou “dias não úteis”, ou seja, sem trabalho, para combater os contágios.

Em Moscovo, a cidade onde a situação é mais grave, serão, pela primeira vez, adotados confinamentos para aqueles com mais de 60 anos e ainda não vacinados.

Reino Unido
O Reino Unido registou, na terça-feira, 19 de outubro, 223 mortes por COVID-19 em 24 horas, o maior número diário desde março e que confirmou o aumento sustentado das últimas semanas.

O surto está concentrado nos menores de 20 anos não vacinados, mas está a espalhar-se também para os seus pais de meia-idade, aumentando gravemente as hospitalizações.

O diretor executivo da confederação do NHS (o serviço inglês de saúde pública), Matthew Taylor, pediu na quarta-feira ao Governo britânico que restabeleça restrições face ao aumento contínuo de casos e consequente pressão sobre os hospitais, sobretudo numa altura em que está a chegar o inverno.

Perante os indícios de nova vaga de COVID-19, o Governo britânico admitiu ter se de preparar para “um inverno difícil”, mas afastou a possibilidade de voltar a adotar as restrições já suspensas.

A Irlanda, por seu lado - que já vacinou quase 90% das pessoas com mais de 12 anos - decidiu adiar o levantamento, agendado para a próxima semana, de algumas medidas de restrição e manter a obrigação de usar máscara em espaços interiores, como discotecas, lojas e transportes públicos.

Países Baixos
Outro país da Europa ocidental que está a viver um ressurgimento da COVID-19 é os Países Baixos, que registou um crescimento de 44% no número de novos infetados na semana passada.

As autoridades sanitárias locais registaram 25.750 novos casos de COVID-19 nos últimos sete dias, face aos 17.850 contabilizados na semana anterior, aumento que aconteceu sobretudo nas regiões de maioria calvinista, onde as taxas de vacinação são muito mais baixas.

Para já, não estão a ser ponderadas novas medidas restritivas de combate ao surto. (Lusa)

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Marrocos suspende voos com Alemanha, Reino Unido e Países Baixos devido ao agravamento da COVID-19

Suspensão de voos entra em vigor às 23h59 desta quarta-feira, 20 de outubro, e não tem data para terminar

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As autoridades marroquinas decidiram suspender, a partir da meia-noite desta quinta-feira, 21 de outubro, os voos de e para a Alemanha, Reino Unido e Países Baixos, devido à evolução da situação da COVID-19 nestes três países.

"Suspensão pelas autoridades marroquinas, a partir de 20/10/2021 às 23:59 e até novo aviso, dos voos de e para: Alemanha, Países Baixos e Reino Unido”, anunciou o organismo marroquino que gere os aeroportos na rede social Twitter, segundo a Lusa.

A Lusa diz ainda que também a Royal Air Maroc (RAM), companhia aérea de bandeira marroquina, confirmou já a suspensão dos voos com estes três países, devido "à evolução da pandemia”.

A Lusa recorda que a Alemanha, o Reino Unido e os Países Baixos são os países europeus com os quais Marrocos possui maior número de ligações aéreas, devido às comunidades  migrantes que ali residem.

A 5 de outubro, Marrocos já tinha suspendido as ligações aéreas com a Rússia pelo mesmo motivo, uma vez que este país tem vindo a apresentar recordes diários de novos infetados pelo coronavírus SARS-Cov-2, que causa a doença COVID-19.

No Reino Unido, a situação também se tem vindo a agravar e o governo britânico já veio dizer que está a “monitorizar muito de perto” uma nova subvariante (‘AY4.2’) da mutação Delta, considerada mais contagiosa que a estirpe inicial e que se espalhou pelo Reino Unido.

Nas últimas semanas, o Reino Unido voltou, por isso, a ultrapassar os 40 mil casos por dia de COVID-19, numa taxa de incidência que, indica a Lusa, é muito maior do que a do resto da Europa, ainda que o número de infeções também esteja a aumentar nos Países Baixos e na Alemanha.

Em Marrocos, cerca de 54% da população já recebeu uma dose da vacina contra a COVID-19 e 43% tem a vacinação completa, mas a meta das autoridades marroquinas passa por vacinar 80% da população, cerca de 30 milhões de pessoas.

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Agosto faz disparar receitas turísticas mas ainda longe dos valores de 2019

Segundo o Banco de Portugal (BdP), em agosto, as receitas turísticas dispararam e cresceram 48,3%, somando 2.014,00 milhões de euros, mas ainda ficam 32,5% abaixo de igual mês de 2019.

Inês de Matos

As receitas turísticas dispararam em agosto e cresceram 48,3%, somando 2.014,00 milhões de euros, valor que, no entanto, continua 32,5% abaixo dos 2.982,98 milhões de euros apurados em igual mês de 2019, quando a pandemia ainda não se fazia sentir, de acordo com os dados divulgados esta quarta-feira, 20 de outubro, pelo Banco de Portugal (BdP).

Os dados do BdP mostram que, em agosto, as receitas turísticas, que se encontram pelos gastos dos turistas estrangeiros em Portugal, subiram 74,8% face ao valor apurado no mês anterior, quando este indicador se tinha ficado pelos 1.152,38 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 861,62 milhões de euros.

"O crescimento das exportações de viagens e turismo (48,3%) foi o que mais contribuiu para o aumento do excedente da balança de serviços", indica o BdP, no comunicado divulgado com os números de agosto.

Tal como as exportações, também as importações turísticas, que resultam dos gastos dos portugueses no estrangeiro, aumentaram em agosto e cresceram 46,7%, passando de um total de 338,65 milhões de euros no oitavo mês do ano passado para 496,66 milhões de euros em agosto de 2021.

Face a agosto de 2019, continua, no entanto, a existir uma quebra nas importações do turismo e que chega aos 17,3%, uma vez que, no oitavo mês do último ano antes da pandemia, as exportações somavam 600,98 milhões de euros, o que indica uma descida de 104,32 milhões de euros.

A subir esteve também o saldo da rúbrica Viagens e Turismo, que chegou aos 1.517,33 milhões de euros, num aumento de 48,8% face aos 1.019,78 milhões de euros apurados em agosto de 2020. Ainda assim, em comparação com agosto de 2019, também o saldo desta rubrica continua a apresentar uma descida, que chegou aos 36,3%, uma vez que, nessa altura, o montante do saldo era de 2.382,00 milhões de euros.

O BdP diz ainda que "as receitas de turistas provenientes de França, Espanha e Reino Unido, os três principais países de origem das receitas de turistas não residentes, apesar de continuarem aquém dos níveis pré-pandemia (agosto de 2019), aumentaram em relação a julho de 2021 e a agosto de 2020".

No caso de França, as receitas turísticas somaram 615,27 milhões de euros, enquanto as receitas provenientes de turistas espanhóis alcançaram os 320,87 milhões de euros e o mercado do Reino Unido gerou receitas de 223,6  milhões de euros.

No acumulado do ano até agosto, as receitas turísticas somam 5.554,12 milhões de euros, valor que já ultrapassa o registado em igual período de 2020, quando este indicador ficou nos 5428,41 milhões de euros, o que traduz um aumento modesto de 2,3%.

No entanto, em comparação com o acumulado até agosto de 2019, a descida continua a ser bastante expressiva e traduz uma quebra de 56,1%, já que, nessa altura, o valor acumulado das receitas turísticas chegava aos 12,662,77 milhões de euros.

 

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Venezuela restringe voos internacionais por tempo indeterminado

Autoridades venezuelanas justificam a decisão com a necessidade de “garantir a saúde dos cidadãos que residem na Venezuela, através de políticas que permitam mitigar os efeitos ocasionados pela pandemia”.

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As autoridades venezuelanas prolongaram, por tempo indeterminado, as restrições às operações aéreas internacionais em vigor no país e justificam a decisão com a necessidade de "garantir a saúde dos cidadãos que residem na Venezuela, através de políticas que permitam mitigar os efeitos ocasionados pela pandemia gerada pela COVID-19".

Segundo a Lusa, a informação foi divulgada através de um comunicado do Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) venezuelano, no qual se informa "o público em geral, exploradores aéreos e agentes de viagem que continuam as restrições às operações aéreas da aviação comercial, aviação geral e privada" de e para o país.

Apenas estão autorizadas, de "forma excecional", "as operações aéreas comerciais para o transporte de passageiros, carga e correio" entre a Venezuela e a Turquia, o México, o Panamá, a República Dominicana, a Bolívia e a Rússia.

As autoridades da aviação civil venezuelanas não precisam, no entanto, por quanto tempo vão estas restrições ser mantidas, esperando-se, no entanto, que venham a vigorar por mais de 30 dias, o tempo normal para restrições às operações aéreas.

Recorde-se que as restrições às operações aéreas na Venezuela começaram a 12 de março de 2020, inicialmente apenas para voos provenientes da Europa e da Colômbia, tendo, depois, sido estendida também a nível global, com o propósito de travar a pandemia da COVID-19 no país.

Desde março de 2020 que a Venezuela está em confinamento preventivo e atualmente tem um sistema de sete dias de flexibilização, seguidos de sete dias de confinamento rigoroso. Internamente, a Venezuela permite a realização de voos comerciais durante os dias de quarentena flexibilizada.

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Cuba elimina quarentena obrigatória a 7 de novembro

Eliminação da quarentena é uma das medidas que antecedem a reabertura de Cuba ao turismo, prevista para 15 de novembro.

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Os viajantes internacionais que cheguem a Cuba deixam de ter de realizar a quarentena obrigatória a partir de 7 de novembro, informou o ministro do Turismo, Juan Carlos García, que anunciou o fim da quarentena como uma das medidas que antecipam a reabertura total do turismo no país, prevista para 15 de novembro.

De acordo com o jornal espanhol Hosteltur, tal como o fim da quarentena, também a apresentação de um teste PCR negativo para a COVID-19 deixa de ser exigida a 7 de novembro, passando a ser apenas necessário apresentar prova de vacinação, sendo aceite a imunização com qualquer uma das vacinas atualmente existentes contra a COVID-19.

Já os menores de 12 anos não precisam apresentar teste negativo nem prova de vacinação, mas as autoridades cubanas vão, no entanto, manter a vigilância epidemiológica, assim como o uso obrigatório de máscara.

No caso dos cubanos residentes, que estejam de regresso ao país, passa a existir a obrigação de se apresentarem num centro de saúde no prazo de 48 horas depois do regresso a Cuba, devendo ainda realizar um teste antígeno no sétimo dia depois da chegada ao país.

De acordo com Juan Carlos García, a reabertura "controlada" do turismo em Cuba só é possível devido à vacinação massiva dos cubanos, que, em novembro, deve chegar a 90% da população residente nesta ilha das Caraíbas.

O Hosteltur recorda que, desde abril de 2020, que Cuba suspendeu os voos comerciais e charter com o objetivo de travar a disseminação da COVID-19, e apenas reabriu os aeroportos em outubro do ano passado, ainda que com uma redução de voos provenientes dos EUA, México, Panamá, Bahamas, Haiti, República Dominicana e Colômbia.

 

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Navios cruzeiros voltam a Cabo Verde

19 meses depois, o porto do Mindelo, em Cabo Verde, voltou a receber um navio cruzeiro. Até ao final do ano estão previstas cerca de 68 escalas, diz a Enapor.

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Os navios cruzeiros voltaram a Cabo Verde, com a chegada do "MS Europa 2", de 225 metros de comprimento, ao Porto Grande, o primeiro do género nos últimos 19 meses.

Trata-se de uma reabertura, desta feita para os navios de cruzeiro, além dos restantes segmentos turísticos, após a pandemia, mas também para os turistas que por mais de um ano adiaram a viagem.

Pela primeira vez no arquipélago e na estreia numa viagem de navio cruzeiro, os turistas dizem-se seguros face à situação da COVID-19, tendo em conta as precauções que têm tomado e à situação no país.

Para a Enapor, empresa estatal cabo-verdiana que gere os portos do país, a passada terça-feira, dia 19 de outubro, marca “um novo capítulo” no setor do turismo de cruzeiros em Cabo Verde, após cerca de 19 meses de paralisação total”, cita a agência Lusa.

De acordo com a empresa, com o levantamento das restrições anteriores, impostas para conter a transmissão da pandemia da COVID-19, os portos de Cabo Verde voltam a receber navios de cruzeiro com passageiros, “estando previstas cerca de 68 escalas até ao final do ano”.

Cerca de 48.500 turistas em viagens em 149 navios de cruzeiro visitaram Cabo Verde em 2019, o melhor registo de sempre e um aumento de 3% face ao ano de 2018, segundo dados avançados pela Enapor.

Devido à COVID-19, o turismo de navios de cruzeiro ficou paralisado desde o início da pandemia no arquipélago, em março de 2020, mas alguns países já retomaram, de forma gradual, a atividade.

“Pretende-se uma retoma progressiva e sustentada dos cruzeiros e neste sentido os Portos de Cabo Verde, em concertação com as entidades de saúde e demais parceiros, encontram-se preparados para a receção desses navios, estando definido os protocolos necessários ao cumprimento de todas as normas de higiene e segurança impostas pela situação epidemiológica atual”, destaca a Enapor, sobre a chegada do primeiro destes navios ao Mindelo.

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2022 vai ter Carnaval em Estarreja

Com o esperado regresso à normalidade, Estarreja terá Carnaval em 2022.

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Câmara Municipal de Estarreja, Associação de Carnaval de Estarreja (ACE) e os 11 grupos desfilantes (7 grupos de folia e 4 escolas de samba) consideram estar reunidas as condições para o regresso do Carnaval de Estarreja no próximo ano.

Após um interregno em 2021, e tendo em conta a taxa nacional de vacinação e os indicadores atuais da pandemia de COVID-19, as partes envolvidas no evento consideram que “haverá condições para a realização dos grandes corsos carnavalescos e do desfile noturno das escolas de samba em 2022, mantendo-se o cariz competitivo dos desfiles”

A vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Estarreja, Isabel Simões Pinto, refere, em comunicado, que, “depois desta decisão unânime de voltarmos a ter os grandes corsos e o desfile noturno das escolas de samba, estamos empenhados na organização de um Carnaval de qualidade, que garanta não só um bom espetáculo, mas também as condições de segurança e de bem-estar para toda a comunidade, seja para desfilantes, seja para o público, onde manteremos todas as preocupações de um bom acolhimento”. A vereadora salienta ainda que “voltar a ter Carnaval de Estarreja é o sinal de retoma que todos precisamos”.

O presidente da ACE, Pedro Silva, sublinha que “um novo interregno poderia pôr em causa a existência de algumas associações, que mobilizam centenas de pessoas de todas as idades, e que têm um papel reconhecido no plano social. Depois da decisão tomada, o nosso principal papel é ajudar os grupos a fazerem um desfile com qualidade, apesar de todas as adversidades causadas pela pandemia.”

O evento será sempre sujeito a protocolos de segurança e a planos de contingência, a definir em articulação com as orientações das autoridades de saúde e com a evolução da pandemia.

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