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SET garante que nova directiva não vai impactar negativamente as agências de viagens

O diploma da transposição da nova Directiva para as Viagens Organizadas, que vai ser publicado até ao final do ano, resulta de um “permanente diálogo” e de “cedências mútuas”.

Raquel Relvas Neto
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SET garante que nova directiva não vai impactar negativamente as agências de viagens

O diploma da transposição da nova Directiva para as Viagens Organizadas, que vai ser publicado até ao final do ano, resulta de um “permanente diálogo” e de “cedências mútuas”.

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Está concluído o projecto-diploma de discussão sobre a transposição da Directiva 2015/2302, cujo diploma vai ser publicado até ao final deste ano em Diário da República para entrar em vigor a 1 de Julho de 2018.
Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, que falava na sessão de abertura do XLIII Congresso da Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo (APAVT), anunciou que a discussão sobre a nova directiva para as viagens Organizadas estava encerrada e que a solução final resulta de um "permanente diálogo" entre a Associação, a DECO e a Direcção Geral do Consumidor, mas também de "cedências mútuas" para garantir que a transposição não impacte negativamente na vida das agências de viagens.
"Fizemo-lo respondendo às necessidades e às realidades concretas das agências de viagens, não agravando as contribuições para o Fundo [De Garantia de Viagens e Turismo], mas conseguindo redistribuir o esforço das contribuições adicionais em função do respectivo do volume de negócios diminuindo o valor da prestação das agências de viagens com volume de serviços até um milhão de euros", indicou a responsável, explicando que esta contribuição vai passar de 350€ para 200€ para as agências com menos volume de serviços.
"O que conseguimos foi garantir que o impacto sobre o Fundo de Garantia fosse mínimo", explicou posteriormente aos jornalistas. A criação do FGVT há nove anos permite que Portugal esteja agora preparado para a transposição, fazendo apenas "algumas correções", concretamente, "uma redistribuição das contra-partidas necessárias para o fundo, tratando de forma diferente as pequenas agências, diminuindo o esforço que as pequenas agências têm que fazer em caso de prestações adicionais".
Actualmente, o FGVT ultrapassa os 4 milhões de euros, o que, acrescenta, "também nos permitiu que fosse muito mais fácil a transposição da Directiva, porque já tínhamos um mecanismo criado com um conforto do próprio valor".
Além da nova directiva, outro dos diplomas relevantes para a APAVT tem que ver com o IVA aplicado aos congressos, impedimento à competitividade de Portugal perante a vizinha Espanha. Sobre este tema, Ana Mendes Godinho adiantou que a Secretaria de Estado está, em conjunto com as Finanças, a procurar "a melhor forma de aplicar o regime do IVA nos congressos", não querendo adiantar mais detalhes sobre o processo.

*Em Macau, a convite da APAVT

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Como foi o congresso da APAVT? (em vídeo)

Veja o vídeo do congresso da APAVT que decorreu em Macau.

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O Congresso Nacional da Associacao Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo realizou-se este ano em Macau, entre os dia 23 e 27 de Novembro. Quem não esteve presente pode ver aqui os melhores momentos.

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Compra da VEM permitiu à TAP ser o que é hoje no Brasil, diz Diogo Lacerda Machado

Considerado ainda hoje um negócio ruinoso para a TAP, o tema foi abordado no congresso nacional da APAVT.

Carina Monteiro

"Se a TAP não tentasse salvar a Varig, jamais teria tido condições para ser o que é hoje no Brasil". A afirmação é de Diogo Lacerda Machado, actual administrador não executivo da TAP e protagonista da compra da VEM, o negócio de engenharia e manutenção da Varig, em 2005. Considerado ainda hoje um negócio ruinoso para a TAP, o tema foi abordado no congresso nacional da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), onde Diogo Lacerda Machado participou numa conversa com o presidente da associação, Pedro Costa Ferreira. Depois de Pedro Costa Ferreira ter questionado Diogo Lacerda Machado se este queria pedir desculpa pelo que se diz "ter sido a maior desgraça do grupo TAP nos últimos tempos," este preferiu explicar o negócio da compra da VEM.
"A TAP é de longe a maior operadora estrangeira no Brasil, aquilo que a distinguiu foi a sua operação no Brasil. Nos últimos dez anos, em noves deles, o Brasil gerou mais receitas para a TAP que Portugal", afirmou.
Para o responsável, "convém medir inteiramente o significado da operação, perceber que está ali uma activo que vale dinheiro. A TAP fez um investimento relativamente diminuto e obteve, em função disto tudo, um resultado extraordinariamente superior". "A TAP já facturou 13 mil milhões de euros no Brasil", sustenta.
O responsável esclareceu, ainda, que a Geocapital, empresa da qual é administrador e que entrou como parceiro financeiro deste negócio, "ganhou zero" com esta compra. "No dia em que assinámos os acordos ficou entendido qu,e se não fosse possível a compra da Varig, não faria qualquer sentir que a Geocapital continuasse".

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“A ANA foi um extraordinário negócio para os parceiros privados”

Diogo Lacerda Machado, administrador não executivo da TAP, falou no último dia do congresso da APAVT.

Carina Monteiro

Diogo Lacerda Machado, antigo consultor do gabinete de António Costa em assuntos estratégicos e jurídicos, como a reversão da privatização da TAP, participou no último dia do congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que decorre em Macau. Num painel conduzido pelo presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, o também administrador não executivo da TAP falou da sua longa relação com o Oriente, do novo aeroporto de Lisboa e do processo de reversão da privatização da TAP.
O melhor amigo de Antonio Costa, forma como o próprio se referiu ao primeiro-ministro durante a sua intervenção, afirma que o actual aeroporto de Lisboa é "um constrangimento ao desenvolvimento da TAP" e espera que a solução do Montijo seja acelerada.
O gestor não deixa, no entanto, de criticar aquilo que chama de "incapacidade de fazer projecções". "Há algo em comum nos muitos estudos que foram feitos ao longo dos últimos quarenta anos sobre o tráfego do aeroporto: enganámo-nos nas projecções e a realidade superou o projectado. Devíamos confrontar-mo-nos com a nossa incapacidade de fazer projecções".
Considerando que o aeroporto de Lisboa é, actualmente, "um constrangimento", e frisando que não é o seu melhor amigo quando emite certas opiniões, Diogo Lacerda Machado considera que a "ANA foi um extraordinário negócio para os parceiros privados que tiveram o mérito de o fazer" e que "qualquer decisão que tenhamos de tomar a propósito da política de infra-estruturas aeroportuárias em Portugal passa por sentar à frente de quem não tem grande incentivo para fazer o que quer seja", referindo-se claramente à privatização da ANA pelo Grupo Vinci.

Reversão da privatização da TAP

Responsável pela reversão da privatização da TAP, Diogo Lacerda Machado fez uma balanço positivo do processo. "O resultado daquilo que se fez já é hoje melhor do que provavelmente se teria pensado", considera. "Entraram na TAP 300 milhões, o balanço da TAP mudou e a companhia criou condições para trazer novos aviões", além disso, refere, "o Estado português conservou na TAP a posição que lhe permite assegurar com certeza absoluta que não há nenhuma decisão estratégia na companhia sem a participação activa do próprio governo".
Diogo Lacerda Machado foi ainda confrontado com uma pergunta de Pedro Costa Ferreira. O presidente da APAVT considera que "temos uma TAP mais forte forte, mas também se verificam algumas dificuldades de serviço mais notórias na Europa e nos lugares da frente do avião. É uma crise de crescimento ou temos de nivelar por baixo para competir no mundo aéreo actual."
"Acho que a resposta é que é preciso estar à altura do mercado", afirmou Diogo Lacerda Machado. "Não sei se têm noção, mas taxa de ocupação aumentou muitíssimo no último ano, portanto a pressão sobre o serviço,a escala e a organização acabou por conduzir pontualmente a algumas dificuldades", justifica.
Por outro lado, afirma, "os grupos europeus de aviação foram adaptando a sua oferta à realidade", exemplo da Lufthansa, Ibéria e Air France. "O que a TAP está a fazer também é uma oferta alinhada com o mercado. A TAP segmentou os aviões e passou a ter tarifas à medida de cada um. Os últimos lugares dos aviões permitiram ir fazer uma coisa que não acontecia há oito anos, ir buscar passageiros às low cost."

*Em Macau, a convite da APAVT

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“Reinventar o crescimento económico é fugir da economia das quantidades”

Augusto Mateus, ex-ministro da Economia no governo de António Guterres e consultor, alerta para as “actividades que têm muito êxito nas quantidades, mas não geram valor para satisfazer as expectativas de quem investiu”.

A importância da contribuição que o Turismo tem para a recuperação económica de Portugal tem sido reflectida nos resultados dos variados indicadores nos anos mais recente.
No entanto, Augusto Mateus, ex-ministro da Economia e consultor, que falava sobre "O papel do Turismo na reinvenção do crescimento económico de Portugal" no XLIII Congresso da APAVT, em Macau, alerta que "vivemos muito na economia da quantidade, as pessoas digladiam-se politicamente em torno do PIB", no entanto, "é preciso ter muito cuidado com as contas nacionais, com esta ideia do PIB em volume até porque não temos muita capacidade para medir claramente o Turismo".
Segundo o consultor, "reinventar o crescimento económico é fugir da economia das quantidades e entrar na economia do valor" e considera ainda que é necessário algum cuidado com "as actividades que têm muito êxito nas quantidades mas não geram valor para satisfazer as expectativas de quem investiu".
Do ponto de vista estratégico numa economia, o Turismo é um sector importante para qualquer país, referiu ainda, destacando também que "é a principal actividade económica à escala global", portanto, "não se percebe porque é que algum país há-de ter algum problema em ser bom na principal actividade e com maior dinamismo à escala global".

*Em Macau a convite da APAVT.

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Cristina Ávila é membro honorário da APAVT

Cristina Ávila recebeu a distinção no congresso da APAVT que decorre em Macau.

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Cristina Ávila, delegada da Direcção Regional do Turismo dos Açores, foi surpreendida com uma homenagem, esta quinta-feira, em Macau, ao ser nomeada Membro Honorário da APAVT – Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo.
Recorde-se que o 43º Congresso Nacional da APAVT decorre em Macau até ao próximo dia 27, com o tema “Turismo: A Oriente, tudo de novo”.

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“Regulamento da IATA já devia ser peça de museu”

Os gigantes da indústria da aviação, assim como a IATA, foram alvo de duras críticas por parte do presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, no seu discurso de abertura do congresso nacional da associação, que começou esta quinta-feira, em Macau.

Carina Monteiro
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Os gigantes da indústria da aviação, assim como a Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), foram alvo de duras críticas por parte do presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, no seu discurso de abertura do congresso nacional da associação, que começou esta quinta-feira, em Macau.
Apesar de reconhecer a "boa prestação do sector ao longo do ano", Pedro Costa Ferreira afirma que existem muitas dúvidas relativamente ao futuro.
As preocupações dos agentes prendem-se desde logo com a indústria aérea e a instituição de "taxas discriminatórias de reserva nos GDS`s pelos gigantes da aviação", afirma o responsável.
O argumento de baixa de custos usado pelas companhias aéreas para instituíram taxas não convence Pedro Costa Ferreira. "O estudo mais recente publicado pela ECTAA conclui, de forma muito clara, que os custos da distribuição directa não diminuem com o incremento da quota de vendas directas. Pelo contrário, o estudo conclui que no caso de companhias aéreas regionais, como a SATA, ou nacionais mas com um home market de diminuta dimensão, como é o caso da TAP, os custos da distribuição aumentam muito consideravelmente, em cenário de eventual aumento da quota de vendas directas. Naturalmente, esta conclusão tem de nos preocupar enquanto comunidade turística".
Para o presidente da APAVT, "estamos perante a tentativa de construção de um oligopólio". Oligopólio esse, que está "a tentar afastar a distribuição independente porque quer evitar a comparação directa de preços, está a limitar a capacidade das companhias aéreas de menor dimensão de vender em mercados exteriores, está provavelmente a lançar as bases de um futuro aumento de tarifas, próprio de um mercado menos competitivo, e com menor capacidade de escolha por parte do consumidor".
A esta crítica acresce ainda outra à IATA, cujo regulamento, diz Pedro Costa Ferreira, "devia ser já uma peça de museu", por "total inadequação à realidade da relação económica existente entre as agências de viagens e as companhias aéreas".
O responsável vai mais longe e questiona o porquê de algumas medidas que são um retrocesso no sector. "Num mundo onde se assiste a uma revolução na área dos pagamentos, que sentido faz impor um único modo de pagamento? E que grau de ridículo está subjacente à decisão de escolher um único banco para receber os pagamentos ao BSP, por parte das agências de viagens portuguesas, numa conta sediada na Alemanha".
Pedro Costa Ferreira diz que há um único beneficiado neste processo. "O Deutsche Bank estará agradecido, passa a gerir um movimento bancário de cerca de 900 milhões de euros anuais, que era dos bancos nacionais".

*Em Macau a convite da APAVT

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“Vamos fazer uma boa transposição” da directiva europeia das viagens organizadas

Pedro Costa Ferreira fez a abertura do Congresso Nacional da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, que decorre em Macau.

Carina Monteiro

"Com todas as dificuldades que se nos apresentaram, vamos fazer uma boa transposição" da nova directiva das viagens organizadas. A afirmação é de Pedro Costa Ferreira, no discurso de abertura do XLIII Congresso Nacional da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) que começou hoje em Macau. O novo ambiente regulatório que se aproxima marcou parte do discurso do presidente da APAVT.
Começando pela nova directiva europeia sobre viagens organizadas, cujo trabalho de transposição se iniciou precisamente há um ano, no anterior congresso, Pedro Costa Ferreira elogiou o trabalho realizado em conjunto com a DECO e a Secretaria de Estado do Turismo. "Ao longo do trabalho conjunto realizado, nunca sentimos que existissem dois lados em presença. Sempre nos sentimos, não de um lado da mesa, mas sim todos à volta da mesma mesa, raciocinando em conjunto sobre o mercado, sobre as empresas, sobre as pessoas", garantiu.
Sobre a lei disse estarem asseguradas as duas principais preocupações apresentadas no congresso do ano passado. "Por um lado, a mais expressiva fatia das viagens profissionais ficam de fora do âmbito da directiva; por outro, as nossas empresas não terão que realizar novas entregas para o mecanismo financeiro de protecção do consumidor".
Outras das regulações que preocupa o responsável é o “novo regulamento europeu sobre protecção de dados”, que se prevê que entre em vigor em Maio do próximo ano.
Para Pedro Costa Ferreira, o cenário é aterrador, porque "a lei é tão pouco clara", ao ponto das empresas "ainda não saberem como a cumprir".
O presidente da APAVT apelou, por isso, à Secretária de Estado do Turismo e ao governo, que no seu entender "têm a responsabilidade de clarificar a lei, permitindo antes de tudo o mais que todos possamos perceber como a cumprir".
A APAVT quer que seja a Confederação do Turismo Português (CTP) a dirigir este processo com o governo. "Apelo pois para que a CTP, do lado dos privados, tome a liderança deste projecto, ajudando as empresas a encontrar uma saída para o labirinto que representa o simples conhecimento da lei, a definir um custo razoável e proporcionado para o seu cumprimento, e finalmente uma actuação razoável, equilibrada, justa, por parte da fiscalização".
Ainda na esfera da regulação, o presidente da APAVT chamou a atenção para as alterações que a Câmara Municipal de Lisboa impôs à operação turística na cidade. Apesar de entender que é necessário existir "uma harmonização do crescimento do turismo com a qualidade de vida dos habitantes da cidade", "nenhum plano de harmonização deve afastar a actividade turística, antes deve exactamente tê-la permanentemente em conta", defende Pedro Costa Ferreira. O responsável fez novamente um apelo à tutela do Turismo e à CTP,  para que liderem os trabalhos de negociação. "Estamos a trabalhar em cima de realidades que cresceram muito, mas que se mantêm, acreditem, frágeis. Se não tivermos cuidado, voltaremos a ter sossego nas ruas de Lisboa. Mas daquele sossego assustador, que acompanha quem não pode sair à rua, com medo de ser assaltado, das drogas e da prostituição",  concluiu.

*Em Macau a convite da APAVT

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APAVT cria site “O Centro das atenções”

O anúncio foi feito por Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, na abertura do XLIII Congresso Nacional da associação, que começou esta quinta-feira, em Macau.

Carina Monteiro

A Asssociação  Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) criou o site "O Centro das Atenções", como forma de apoio ao Turismo do Centro de Portugal, depois dos trágicos incêndios que assolaram a região este ano.
O anúncio foi feito por Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, na abertura do XLIII Congresso Nacional da associação, que começou esta quinta-feira, em Macau. "Escolhemos a data de hoje para vos dar conta que já colocámos à disposição do Turismo do Centro, o site “O Centro das atenções”, que será colocado on-line a todo o momento, e que cumpre uma promessa realizada no nosso primeiro encontro após a primeira tragédia", afirmou o responsável.
Segundo Pedro Costa Ferreira, ao longo do próximo ano, a associação compromete-se a manter "vivo este site onde, em conjunto com o Turismo do Centro, chamaremos a atenção para todas as oportunidades que se mantêm inalteradas, na região."
A APAVT custeou integralmente este site e a sua dinamização.

*Em Macau a convite da APAVT.

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“Turismo: A Oriente, tudo de novo” é o tema do 43º Congresso da APAVT

“Turismo: A Oriente, tudo de novo!” é o tema do 43º Congresso Nacional da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que se realiza este ano em Macau, entre os dias 23 e 27 de Novembro.

Carina Monteiro
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“Turismo: A Oriente, tudo de novo!” é o tema do 43º Congresso Nacional da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que se realiza este ano em Macau, entre os dias 23 e 27 de Novembro.

Juntamente com o logotipo, o tema foi apresentado esta terça-feira, dia 23, numa cerimónia que decorreu no Sheraton Lisboa e contou com a presença de diversos convidados do sector, como a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, e o presidente da Confederação do Turismo Português, Francisco Calheiros. A representar Macau esteve Rodolfo Faustino, coordenador do Turismo de Macau, e a directora dos Serviços de Turismo de Macau, Maria Helena de Senna Fernandes, que viajou expressamente de Macau para participar no evento.

O presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, começou por descrever Macau como “uma cidade que representa hoje toda uma centralidade económica mundial que se move em direção ao Oriente, uma verdadeira janela para a mudança económica estrutural que se anuncia e, sobretudo, que já se perceciona”.
Pedro Costa Ferreira realçou o facto de este congresso contar com mais de 350 inscritos antes da sua apresentação formal.

Sobre o tema, o presidente da APAVT referiu: “Macau é hoje um furação económico, montra de um vendaval de transformação que nos é trazido pela era da tecnologia, tecnologia que será tratada de forma particularmente relevante no nosso congresso”. Além disso, “o Oriente é já o maior mercado emissor mundial e será mais cedo ou mais tarde um novo descobrimento de Portugal enquanto destino turístico”.

Para Pedro Costa Ferreira, "será em Macau que voltaremos a olhar para o futuro das agências de viagens, alicerçados na apresentação do estudo solicitado ao escritório do Professor Augusto Mateus e Associados”. “Um futuro que, como sempre, se nos apresenta com enormes desafios, mas ainda e sempre pleno de oportunidades, relacionadas com a capacidade de criação de valor que temos sabido integrar na cadeia de distribuição”, concluiu.

Este é a quinta vez que Macau recebe um congresso da APAVT – a última vez foi em 2008 -, e o facto mereceu destaque na intervenção de Maria Helena de Senna Fernandes, que espera que l esta quinta edição supere as edições anteriores. “A organização de quatro congressos em três décadas permitiu manter viva a ligação dos operadores turísticos portugueses a Macau”, referiu a responsável, que também lembrou que Macau é hoje muito diferente daquilo que era em 2008. “É uma boa altura para mostrar aos agentes de viagens os novos produtos e a transformação que continua em marcha em Macau”, afirmou. Como exemplo referiu que o número de visitantes em Macau aumentou de perto de 23 milhões em 2008, para quase 31 milhões em 2016, as infra-estruturas também continuaram a expandir-se e a diversificar-se, ao ponto do número de quartos estar quase a duplicar desde o último congresso da APAVT (mais de 18 mil em 2008, para 36 mil no ano passado).

A directora dos Serviços de Turismo de Macau realçou ainda a parceria com a APAVT, dizendo que “tem sido fundamental para promover uma relação mais estreita entre os operadores e Macau, sobretudo durante a presidência de Pedro Costa Ferreira”, período no qual Macau foi eleito o primeiro Destino Preferido da APAVT e recebeu a distinção de Membro Honorário da associação, entre outras actividades de cooperação.

“Estamos certos que iremos ver mais pacotes turisticos a surgir no mercado e mais visitantes portugueses em Macau, melhorando os bons resultados de 2016, altura em que recebemos mais de 15 mil visitantes de Portugal. Este ano, já registámos um subida de 10% nos primeiros quatro meses”, disse a responsável.

O congresso da APAVT pemitirá também “dinamizar os fluxos turísticos entre o interior da China e Portugal, com a abertura da nova rota entre a China e Portugal”.

Ana Mendes Godinho começou por dizer que a realização do congresso da APAVT em Macau “representa a chave de ouro com que vamos terminar este grande ano nas relações entre Portugal e a China”. Além da inauguração do voo directo a 26 de Julho da China para Portugal, a governante destacou o conjunto de acções que a tutela tem desenvolvido ao longo deste ano para reforçar a presença e a promoção de Portugal na China. “Em 2016 recebemos 180 mil turistas chineses em Portugal e estamos com um crescimento de 20%, estou certa que, com esta nova ligação directa, o futuro se abre completamente na dinamização dos fluxos entre os dois países”.

Para a secretária de Estado do Turismo este é um momento que deve ser aproveitado por todos. “Num ano em que estamos a realizar diversas acções de promoção na China e a estabelecer acordos com empresas chinesas, temos ouvido falar muito de Macau. Macau é uma porta fantástica de entrada para os portugueses, mas também uma porta de saída dos chineses para Portugal. Aproveitemos todos o momento para que seja um forma de consolidar e operacionalizar relações comerciais com operadores chineses”, afirmou a responsável.

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Incoming pode estar a perder negócio por causa de congressos de grande dimensão

“MI em Portugal, Factores de Competitividade” foi um dos temas do Congresso Nacional da APAVT, que terminou este Domingo.

Carina Monteiro

João Silva, administrador da Team Quatro, afirmou que as DMC’s portuguesas deparam-se “com grandes dificuldades de reserva para o seu nosso negócio” motivadas pela existência de grandes congressos em Portugal. O responsável, que falava no painel “MI em Portugal, Factores de Competitividade”, no Congresso Nacional da APAVT, defendeu a existência de uma discussão sobre as vantagens de trazer para Portugal congressos de grande dimensão.

Tenho alguma dificuldade em perceber esta euforia à volta destes grandes eventos e congressos. Normalmente estes grandes eventos duram quatro dias, uma parte do dinheiro não fica cá. Estamos a deparamo-nos com grandes dificuldades de reservas para o nosso negócio normal motivadas pela existência destes congressos. Temos eventos de grande dimensão, isto é, eventos com uma duração de três meses, não podem vir para Portugal porque há um congresso pelo meio. Estamos a falar de eventos de 20, 25 milhões de euros”.

O responsável afirmou ser contra os apoios para trazer a Portugal eventos, porque “o mercado deve funcionar por aquilo que produz, os clientes devem vir a Portugal pela qualidade da oferta, do produto e dos serviços”. “Sou avesso a este tipo de apoios e depois não está a haver uma discussão sobre se isso é verdadeiramente do interesse do sector. É importante saber o negócio que não entra por causa disso. Sabemos que há muitos incentivos que não se realizam”.

Por outro lado, João Silva questionou um dos princípios defendidos pela Secretaria de Estado do Turismo para a captação de Congressos, que é o de trazer eventos fora da época alta. “É perigoso dizer que estamos a captar negócio para as épocas em que não há negócio. Quem é que definiu as épocas? Não estou de acordo com a definição que se está a fazer agora de quando é que é a época de negócio”, defendeu.

O IVA aplicado aos eventos em Portugal foi também um dos temas abordados por João Silva. “A questão do IVA está a ser mal comunicada, nisso faço um mea culpa ao sector. Não estamos a pretender devolver nada a ninguém, estamos a pretender que haja mais clientes e mais negócio para Portugal fruto da neutralização da carga fiscal.” As explicação oficiais da Secretaria de Estado do Turismo de que isto é uma ilegalidade não convencem João Silva, porque, alega, Portugal faz isso noutros sectores. Para João Silva, negócio neste momento está bem, mas se o ambiente mudar, o país que “for mais facilitador” é o que vai receber mais eventos. O responsável defendeu que se deve aproveitar esta onda para tornar o país mais competitivo.

O painel “MI em Portugal, Factores de Competitividade” contou também com as presenças de Brad Williams (Platinum DMC Collection), Joaquim Pires (Turismo de Portugal ), Rosário Morais (Vega - Agência de Viagens) e a moderação de Eduarda Neves (Portugal Travel Team).

O 42º congresso da APAVT decorreu de 8 a 11 de Dezembro, em Aveiro.

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