Furacão Irma: APAVT aconselha a agências a informarem devidamente clientes com viagens para destinos afectados

Por a 6 de Setembro de 2017 as 16:03

Na sequência das últimas notícias divulgadas pelo Centro Nacional de Furacões dos EUA, o Furacão Irma atingiu a categoria 5 e as projecções acerca da trajectória do furacão, apesar de incerta, colocam o Haiti, a República Dominicana e Cuba no seu percurso, antes de se dirigir para o norte, em direcção ao Estado da Florida.
Neste âmbito, a Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo (APAVT) alerta às agências de viagens associadas, em comunicado, que se torna “essencial que todos os clientes que tenham agendadas viagens para os destinos em causa, sejam devidamente informados da situação, sob pena de responsabilidade legal por ausência de informação”.
A APAVT indica ainda que os associados devem ter em consideração três situações: viagens marcadas e nas quais seja solicitado o cancelamento pelo cliente – “tais cancelamentos, sendo possíveis, serão derivados a motivos de força maior o que implicará que, não existirá, à partida, direito ao reembolso de qualquer das quantias pagas pelos clientes, sem prejuízo do reembolso dos valores que sejam reembolsados pelos respectivos fornecedores”; viagens marcadas e que os clientes pretendam realizar – “a realização da viagem corre por integral conta e risco do cliente”; e, viagens reservadas a partir da presente data – “tem a agência a obrigação (exigência legal) de informar (previamente) os clientes da situação, devendo conseguir comprovar à posteriori, caso seja necessário, que tal informação foi prestada. A concretização da reserva é da exclusiva responsabilidade do cliente”.

Um comentário

  1. Rui Querido

    7 de Setembro de 2017 at 12:40

    Como é possivel que um furacão de grau 5 seja considerado “um motivo de força maior” e estando já em fila de espera mais duas formações ciclonicas – Katia e Jose?
    Que férias relaxantes as operadoras proporcionarão aos clientes com destino às Caraibas (no meu caso Cuba)e que tenham voos agendados para 09 Set 2017 e cujo voo à hora de chegada a Varadero, tenha à sua espera ventos que superam os 250 Kms/h ???
    Não erá este motivo suficiente para que a APAVT pura e simplesmente sugira o cancelamento das viagens e devolução imediata dos valores totais já dispendidos atempadamente pelos clientes.
    Mas não, foi mais uma vez montada uma armadilha para extorsão de dinheiros. Se for o cliente a não se sentir seguro para viajar para aqueles destinos a solicitar o cancelamento da viagem não terá direito de ser ressarcido dos valores pagos pois “trata-se de um motivo de força maior”. Não amigos isto acontecer porque estamos em Portugal e o lucro sobrepõe-se sempre ou quase ao valor de 1 vida .
    Vejam o exemplo do canadá, da gra-bretanha, da suiça etc. estes conscenciosamente, querem tirá-los de lá não enviá-los para uma zona de catastrofe.
    Estarei enganado ou apenas desinformado?

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