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Academia de Formadores’17 com mais de 100 participantes inscritos

Academia de Formadores 2017 é um evento dirigido a professores e formadores das escolas com formação na área do turismo e decorre entre 3 e 5 de Julho, em Lisboa.

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O Fórum Turismo 2.1 anunciou esta segunda-feira que a Academia de Formadores 2017, que decorre entre 3 e 5 de Julho, em Lisboa, conta já com mais de 100 participantes inscritos.

“A participação dos docentes e formadores do nosso setor está a superar todas as nossas melhores expetativas. Vamos seguramente ter um evento esgotado, o que demonstra não só a necessidade de organizar este tipo de eventos, mas também pela qualidade dos temas e oradores convidados” sublinha António Marto, secretário-geral do Fórum Turismo 2.1.

Direccionado para professores e formadores das escolas com oferta de ensino e formação na área do turismo, este evento vai ter lugar no Lux Park Lisboa Hotel, contando com de 30 oradores, com destaque para o Chef Alexandre Silva, Casal Mistério, Francisco Moser dos DHM Discovery Hotel, Nuno Troni da Randstad, Telmo Faria do Rio Prado Hotel, Ana Alcobia da Time Out Market ou Sílvia Lopes da Makro Portugal.

As inscrições para o evento podem ser realizadas através do site www.academiadeformadores.pt, onde se encontra também disponível o programa da iniciativa.

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Nova edição: Azul, Geoparque Algarvensis e Lisboa

A segunda edição de outubro do Publituris faz capa com a Azul – Linhas Aéreas Brasileiras, que já está a sentir um forte aumento na procura por viagens entre Portugal e o Brasil, na sequência da reabertura das fronteiras entre os dois países. Em resposta, a companhia prepara-se para retomar os voos diários para Lisboa já em dezembro.

A nova edição do Publituris, a segunda do mês de outubro, faz capa com a Azul – Linhas Aéreas Brasileiras, que se prepara para retomar os voos diários entre Lisboa e São Paulo-Campinas já em dezembro. Ao Publituris, Giuliano Ponzio, gerente comercial regional da Azul para a Europa, revela que a companhia aérea, que disponibiliza atualmente quatro ligações entre os dois lados do Atlântico, está a sentir um forte aumento da procura na sequência da reabertura de fronteiras entre Portugal e o Brasil, e quer recuperar rapidamente a oferta que tinha antes da pandemia na capital portuguesa.

Nesta edição, publicamos também um dossier sobre Lisboa. Como está a recuperar a atividade turística na capital apesar do impacto da pandemia, qual é o cenário nas diferentes atividades, assim como as perspetivas para o futuro e as novidades que estão a chegar à oferta lisboeta, são alguns dos temas que exploramos e que pode conhecer neste trabalho.

Saiba também quais são as expetativas da distribuição e da aviação para quando a pandemia estiver ultrapassada. Em véspera do seminário luso-brasileiro, organizado pela Airmet, para debater os desafios pós-COVID, o Publituris quis saber, junto de alguns participantes, como olham para o futuro dos setores da distribuição e da aviação dos dois lados do Atlântico.
Este fim-de-semana, termina a 4.ª edição do Portugal Air Summit. Ao longo de cinco dias, este evento reúne a indústria da aviação em Ponte de Sor, o, num certame que tem também vantagens para a promoção económica e turística.

Conheça também o Geoparque Algarvensis Loulé-Silves-Albufeira, que é candidato a Geoparque Mundial da UNESCO e que conta 350 milhões de anos de história da região algarvia. Criar maior coesão territorial e contribuir para tornar o Algarve num destino ao longo de todo o ano, são alguns dos objetivos do novo geoparque.

Os artigos de opinião nesta edição são assinados por Pedro Machado (presidente da Turismo Centro de Portugal), Mariana Calaça Baptista (Centro de Portugal Film Comission) e Luiz S. Marques (investigador do Dreams, Universidade Lusófona).

A versão completa desta edição é exclusiva para subscritores do Publituris. Pode comprar apenas esta edição ou efetuar uma assinatura do Publituris aqui obtendo o acesso imediato.

Para mais informações contacte: Carmo David | cdavid@publituris.pt | 215 825 430

Nota: Se já é subscritor do Publituris entre no site com o seu Login de assinante, dirija-se à secção Premium – Edição Digital e escolha a edição que deseja ler, abra o epaper com os dados de acesso indicados no final do resumo de cada edição.

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ISG debate Gestão da Aeronavegabilidade

Iniciativa decorre no âmbito da nova Pós-Graduação em Gestão da Aeronavegabilidade do estabelecimento de ensino superior, que arranca em janeiro de 2022.

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O ISG – Instituto Superior de Gestão vai promover no próximo dia 20 de outubro, entre as 18h30 e as 20h30, o seminário “Gestão da Aeronavegabilidade”, iniciativa que vai ter lugar no âmbito da nova Pós-Graduação em Gestão da Aeronavegabilidade do estabelecimento de ensino superior, que arranca em janeiro de 2022.

De acordo com o ISG, o debate pretende fornecer aos participantes “conhecimentos atualizados e aprofundados sobre a realidade operacional, as estruturas e responsabilidades, e as práticas de gestão nos Operadores Aéreos e nas organizações CAMO (Continuing Airworthiness Management Organisation) e CAO (Combined Airworthiness Organisation) no que respeita à gestão da continuidade da aeronavegabilidade das aeronaves operando no espaço aéreo da União Europeia”.

O evento, que vai decorrer no auditório do piso 3 do estabelecimento de ensino superior, será moderado pelo professor João Martinez, um dos coordenadores Científicos da Pós-Graduação que arranca em janeiro, e assenta em “reflexões de especialistas com know-how reconhecido no sector dos transportes, nomeadamente da aviação civil e aeronáutica”

O evento pode ser acompanhado a nível presencial ou online, via zoom, devendo os interessados proceder à inscrição pelo e-mail posgraduacoes@isg.pt.

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Bali reabre para turistas de 19 países, incluindo Portugal

Ilha turística da Indonésia reabriu esta quinta-feira, 14 de outubro, para turistas de países de baixo risco para a COVID-19, mas continuam a existir várias restrições.

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A Ilha de Bali, na Indonésia, reabriu esta quinta-feira, 14 de outubro, para turistas estrangeiros provenientes de 19 países, entre os quais também se encontra Portugal, apesar de continuarem a existir diversas restrições, avança a Lusa.

De acordo com as autoridades da Indonésia, para entrarem  em Bali, os turistas estrangeiros devem apresentar prova de que possuem a vacinação completa contra a COVID-19 ou um teste negativo na chegada ao destino, onde será ainda necessário realizar uma quarentena de cinco dias em hotéis designados pelas autoridades e cujos custos são suportados pelos turistas. Existem também diversas restrições em vigor nos hotéis, restaurantes e praias de Bali.

Além de Portugal, também os turistas provenientes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Nova Zelândia, Kuwait, Bahrein, Qatar, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Liechtenstein, Itália, França, Espanha, Suécia, Polónia, Hungria e Noruega voltam a poder entrar em Bali, sendo todos países que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apresentam um baixo risco para a COVID-19.

A Lusa cita ainda o presidente da Indonésia, Joko Widodo, que já tinha explicado que a decisão de reabrir Bali se devia à alta taxa de vacinação na ilha, que chega já a perto de 80% da população de Bali.

 

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Brasil mostra na Expo Dubai que está pronto a receber visitantes internacionais

A Embratur quer afirmar o Brasil como um destino turístico mundial e está a aproveitar a Expo Dubai 2020, que decorre até março de 2022, para promover as atrações e destinos brasileiros.

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A Embratur – Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo está presente na Expo Dubai 2020 com o objetivo de mostrar que “o Brasil está pronto para receber visitantes internacionais”, numa estratégia que visa também “o posicionamento do Brasil enquanto destino turístico mundial”.

“A presença da Embratur na Expo Dubai 2020 tem como objetivo reforçar que o Brasil está pronto para receber visitantes internacionais. A nossa cultura diversa e as infinitas belezas naturais ao longo de todo o território brasileiro, com 66% de vegetação nativa protegida, praias, parques, ilhas e sem desastres naturais em nenhuma época do ano, são a garantia de encantamento e de vontade de visitar o Brasil”, refere Carlos Brito, presidente da Embratur, citado num comunicado enviado à imprensa.

De acordo com o responsável, a participação na Expo Dubai 2020 reveste-se de uma ainda maior importância pela altura em que decorre o certame, uma vez que a recuperação da aviação comercial já está em marcha e os voos internacionais já estão de regresso ao Brasil.

“A divulgação do nosso país no exterior é ainda mais necessária, num momento em que aumenta a vacinação e se retomam gradualmente as viagens. O mundo merece e precisa de conhecer o nosso turismo”, acrescenta Carlos Brito.

O pavilhão do Brasil na Expo Dubai 2020 fica localizado na entrada do Distrito da Sustentabilidade e, segundo o comunicado da Embratur, esse é o principal mote que orienta o pavilhão do país, que apresenta o tema “Juntos pelo Desenvolvimento Sustentável”, com o objetivo de ligar “a natureza às pessoas e ao amanhã”.

No pavilhão do Brasil vão também decorrer diversas iniciativas, como manifestações culturais, uma exposição com imagens e artesanato, e ainda música e dança típicas de todas as regiões do país.

“Além disso, a Agência prepara também ações de experiência de marca para aumentar a interação com os visitantes, distribuindo também materiais promocionais”, refere ainda a Embratur.

A Expo 2020 Dubai, que foi adiada durante um ano em função da pandemia de COVID-19, decorre até final de março de 2022 e conta com a participação de 190 países, estimando-se que, ao longo dos seis meses de atividades, visitam a exposição cerca de 25 milhões de pessoas.

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Campanha de verão de Lagos soma 2,5 milhões de visualizações

Campanha lançada pela Câmara Municipal de Lagos foi promovida em Portugal e Espanha através das redes sociais, assim como em França, Reino Unido, Alemanha, República Checa, Lituânia, Polónia e Suécia.

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A campanha promocional lançada pela Câmara Municipal de Lagos para promover o destino neste verão e que contou com a participação do ator e blogger João Cajuda, soma já mais de 2,5 milhões de visualizações, o que leva a autarquia a fazer um balanço positivo desta campanha, que terá contribuído para que a hotelaria da cidade tenha registado uma taxa de ocupação média próxima dos valores de 2019.

Num comunicado enviado à imprensa, a autarquia de Lagos, no Algarve, explica que o filme promocional desta campanha foi promovido em Portugal e Espanha através do Facebook e Instagram, assim como em França, Reino Unido, Alemanha, República Checa, Lituânia, Polónia e Suécia, e, ao longo de 40 dias, foram contabilizadas 2,5 milhões de visualizações.

“Paralelamente, a campanha teve declinação offline em toda a região e envolveu mais três influenciadores, que amplificaram ainda mais o conceito e que, em conjunto, geraram mais de 100 mil likes, 1.500 comentários e 100 mil reencaminhamentos de stories. Tudo isto para além do impacto mediático gerado pela publicação de dezenas de notícias nos media portugueses. Os números do impacto no turismo estão a ser fechados, mas estima-se que a taxa de ocupação média se tenha aproximado dos valores de 2019″, explica a autarquia.

Denominada ‘Where Are You João?’, a campanha de verão de Lagos, começa com João Cajuda a explorar vários destinos internacionais até chegar a Lagos, que é apresentado como um destino de eleição onde ninguém pode faltar.

O vídeo da campanha está disponível online para visualização através do Vimeo, pelo link https://vimeo.com/578531762.

 

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Turismo espacial e subaquático: Da promessa à realidade em dois anos

A Les Roches Marbella voltou a ser palco, entre 22 e 24 de setembro, do debate sobre o turismo espacial e subaquático, dois produtos que passaram de promessa a realidade em apenas dois anos e que prometem revolucionar o futuro do turismo.

Inês de Matos

A Les Roches Marbella voltou a ser palco, entre 22 e 24 de setembro, do debate sobre o turismo espacial e subaquático, dois produtos que passaram de promessa a realidade em apenas dois anos e que prometem revolucionar o futuro do turismo.

Há dois anos, quando a Les Roches Marbella organizou a primeira edição da SUTUS – Space & Underwater Tourism Universal Summit, a cimeira dedicada ao turismo espacial e subaquático, tanto o espaço como o fundo do mar continuavam a ser mundos inexplorados e praticamente inacessíveis. Hoje, dois anos depois e com uma pandemia pelo meio, muita coisa mudou e aquilo que era apenas uma promessa, é agora uma realidade, como foi possível comprovar na mais recente edição desta cimeira, que voltou a decorrer nas instalações da Les Roches Marbella, em Espanha, entre 22 e 24 de setembro, e que reuniu, mais uma vez, cientistas, especialistas e representantes de empresas que estão a tornar possível fazer do espaço e do fundo do mar os próximos grandes destinos turísticos.
É que, nos dois anos que mediaram a primeira e segunda edição da SUTUS, os voos espaciais com fins turísticos tornaram-se uma realidade, com o início das viagens privadas da Virgin Galactic, Blue Origin e Space X, enquanto a oferta de submarinos para passeios ao fundo do mar conheceu um crescimento sem precedentes.
Ao Publituris, Carlos Diaz de La Lastra, diretor-geral da Les Roches Marbella, explicou que, mais que os avanços dos dois últimos anos, a segunda edição da SUTUS pretendeu mostrar que, além das empresas mais mediáticas, há muito trabalho a ser feito para tornar o espaço e o fundo do mar nas novas fronteiras do turismo, como indica o tema da cimeira “Turismo além das fronteiras naturais”. “O nosso compromisso com a SUTUS era fazer o encontro mais importante de turismo espacial em Espanha. Isso não estava relacionado com o momento da indústria, mas porque queríamos debater as duas facetas do turismo que nos faltavam explorar e que tinham de fazer uma evolução”, resumiu o responsável, explicando que “as pessoas apenas conhecem esses dois ou três projetos que já são realidade – a Space X, a Blue Origin e a Virgin Galactic. Mas, a verdade é que é mais provável que tenhamos a oportunidade de ir ao espaço ou ao fundo do mar com outros projetos mais económicos “.
A segunda edição da SUTUS contou com a participação de 26 empresas e das principais agências espaciais internacionais, como a russa, a americana, a europeia, a chinesa, a indiana ou a japonesa, uma vez que, acrescentou o responsável, o objetivo era ter, nesta edição, “representado todo o leque de projetos que existem nestas áreas e mais agências espaciais”, de forma a fazer da SUTUS “a melhor montra para as empresas que também têm projetos espaciais e subaquáticos mas não são tão conhecidas”.

Muito mais que uma moda

”” Simon Jenner, Axiom Space

Se há dois anos o turismo espacial era apenas uma promessa, atualmente já é possível viajar até ao espaço por motivos de lazer, uma vez que, em julho, o milionário britânico que é dono da Virgin Galactic, Richard Branson, inaugurou as viagens espaciais com fins turísticos. Em poucos dias, também Jeff Bezos, da Blue Origin, viajou até à órbita da terra e, mais recentemente, foi a vez da empresa de Elon Musk, a Space X, se lançar nas viagens espaciais com astronautas privados. Estava dado o pontapé de saída na corrida a um tipo de turismo que, até há poucos meses, não passava de uma miragem, mas que tem tudo para mudar para sempre o conceito de turismo que conhecemos, até porque a oferta tem vindo a crescer e conta, hoje, com muitos outros intervenientes, alguns dos quais marcaram presença na SUTUS 2021 que, decorreu em formato híbrido, com debate presencial no primeiro dia e online a 23 e 24 de setembro.
Logo no dia inaugural, no qual o Publituris esteve presente, ficou bem patente que o turismo espacial está a crescer, assim como a procura que, segundo Simon Jenner, Spaceflight Business Development da Axiom Space – empresa que está a construir a nova Estação Espacial Internacional, que deverá estar operacional em 2028, e que se prepara para entrar também na corrida aos voos privados ao espaço, tendo já a primeira missão à atual Estação Espacial Internacional agendada para janeiro do próximo ano-, “está a aumentar e há muitas pessoas interessadas”.
Para Simon Jenner, o turismo espacial é mais do que uma moda e os últimos desenvolvimentos vieram provar que é possível tornar o espaço no próximogrande destino turístico. “O turismo espacial não é uma moda. Se é uma moda, é uma moda que está a crescer. Há muitas décadas que se está a trabalhar para tornar possíveis os voos espaciais privados e, agora, estamos a atingir um ponto de inflexão”, congratulou-se o responsável ao Publituris, mostrando-se convencido de que o turismo espacial “é algo que veio para ficar”.
Além do exemplo da Axiom Space, também Bernard Foing, diretor do projeto “Euro Moon Mars”, da Agência Espacial Europeia, marcou presença no primeiro dia da SUTUS 2021 e deu conta dos mais recentes desenvolvimentos no projeto “Moon Village”, que pretende colonizar a lua. No mesmo projeto, está envolvido também Marc Heemskerk, que apresentou os habitats lunares ‘Chill-Ice’, que estão a ser criados para tornar possível a colonização da lua e, quem sabe, também de Marte, numa experiência que será fundamental para desenvolver o conceito de turismo espacial, mas que, segundo o responsável, apresenta ainda lacunas, nomeadamente ao nível do conforto. “Se queremos fazer crescer o turismo espacial, temos de aumentar o conforto destes habitats”, afirmou, comparando os habitats atuais a laboratórios científicos.

Obstáculos ao turismo espacial

”” Marc Heemskerk, habitats Chill-Ice

Tal como Marc Heemskerk, também Simon Jenner concorda que o conforto é um dos obstáculos que se colocam ao turismo espacial e dá o exemplo da atual Estação Espacial Internacional, que “é perfeita enquanto laboratório, mas não é um lugar incrível para dormir”. “Estamos a construir uma estação espacial para ser confortável”, sublinhou, explicando que os módulos habitacionais da nova estação espacial foram projetados pelo designer Philippe Starck e vão oferecer todo o “conforto e luxo”, além de contarem todos com janelas com vista para a Terra, já que a imagem do planeta visto do espaço é, a par da ausência de gravidade, uma das principais atrações das viagens espaciais.
O conforto é, tal como o preço, um dos obstáculos que se colocam ao turismo espacial, mas, tal como a questão do conforto já está a ser trabalhada, também a descida do preço será uma questão de tempo, com Simon Jenner a explicar que, “como em qualquer outro produto tecnológico, como os telemóveis, por exemplo, o arranque é sempre dispendioso”, mas espera-se que o preço venha descer à medida que aumente a oferta. “Precisamos de desenvolver mais a tecnologia e precisamos de maior concorrência ao nível do lançamento dos foguetões para reduzir os custos”, indicou, defendendo, no entanto, que uma viagem espacial nunca será tão barata quanto uma viagem de avião, ainda que o preço possa descer ao ponto de atrair muito mais interessados. Em quantas décadas poderá isso acontecer? Isso é que “é mais complicado de adivinhar”, disse, sublinhando, no entanto, que será tudo uma questão de tempo e que, há 12 meses, por exemplo, ninguém esperava que, hoje, as viagens espaciais já fossem uma realidade.
No que diz respeito à Axiom Space, Simon Jenner garante que, se a procura continuar a crescer, a empresa vai aumentar o número de missões – atualmente estão previstas duas por ano a partir de 2022 – ainda que isso também esteja dependente da possibilidade de acoplar na Estação Espacial Internacional, o que está limitado com as atuais instalações, mas que deverá mudar com o lançamento da estação da Axiom Space, em 2028.

Democratizar o fundo dos oceanos

”” Scott Waters, Pisces VI

Se a parte da manhã do primeiro dia da SUTUS 2021 foi dedicada ao espaço, na parte da tarde mergulhámos no que de mais inovador se está a fazer para levar turistas a conhecer os cerca de 70% da Terra que ainda são desconhecidos e que ficam no fundo dos oceanos.
Scott Waters, project manager do submarino Pisces VI, que já tinha participado na primeira edição da SUTUS, em 2019, regressou a Marbella para dar conta dos novos projetos em que o submarino está envolvido. É que, a par do turismo espacial e apesar de ser menos mediático, também o turismo subaquático tem conhecido um grande desenvolvimento, com o surgimento de veículos subaquáticos com diferentes capacidades e capazes de mergulhar a cada vez maiores profundidades, como é o caso do Pisces VI, que pode descer até aos dois mil metros de profundidade e tem capacidade para quatro passageiros.
E se, há dois anos, Scott Waters dizia que a procura turística era ainda residual, uma vez que estes submarinos continuavam a ser procurados por motivos científicos, a realidade é que também nesta área a motivação turística está a aumentar, de tal forma que o próprio Scott Waters se mudou para as Canárias e está atualmente envolvido numa série de projetos que visam levar turistas a conhecer o fundo do oceano. “Estamos a trabalhar em alguns projetos interessantes nas Canárias. Espero que, no próximo ano, tenha mais novidades, mas posso dizer que vai ser possível conhecer melhor a nossa história”, adiantou o responsável, explicando que as Canárias, por ser um arquipélago de origem vulcânica, contam com atrações que fazem destas ilhas um autêntico ‘hotspot’ subaquático.
Além das Canárias, os submarinos da Pisces têm várias missões agendadas até 2023, incluindo Mar Vermelho, Peru e Antártica, com preços que variam entre os dois e os seis mil euros. “O turismo espacial e subaquático continua a ser caro”, lamentou o responsável.
Além da Pisces, várias outras empresas estão a trabalhar para levar turistas a conhecer o fundo dos oceanos, como a Triton Submarines, que conta com 23 submarinos e está a construir veículos de maiores dimensões, até 60 pessoas, que prometem democratizar as viagens subaquáticas. “Este tipo de oferta vai revolucionar o turismo e a nossa forma de nos relacionarmos com o oceano”, explicou ao Publituris Héctor Salvador, operations director da Triton Submarines e que foi um dos primeiros humanos a ir até ao fundo da fossa das Marianas, em abril. De acordo com o responsável, a oferta “está a crescer”, de tal forma que já “se começa a perceber o potencial do turismo subaquático”. “Muitos países têm um grande potencial. A história marítima de Portugal e Espanha, por exemplo, é vasta e tem navios espalhados por todo o mundo, há também recifes de coral e criaturas marinhas que as pessoas querem ver. Por enquanto, isto está a ser apenas explorado à superfície, mas, quando as pessoas mergulharem e se derem conta do que podem ver, vai haver uma maior aposta neste turismo, sobretudo nas regiões que não têm outros atrativos”, defendeu.

Potencial e vantagens do turismo subaquático

”” Héctor Salvador, Triton Submarines

Com o crescimento da oferta, também a procura turística tem aumentado, com Héctor Salvador a explicar que, a cada ano, “a maior percentagem vem de clientes privados, para uso privado ou charter de megayachts”, ainda que, recentemente, se tenha notado que “está a começar a existir também procura por submarinos 100% turísticos, de maiores dimensões e com mais de 20 passageiros”. Segundo o responsável, estes submarinos registam procura por parte de hotéis de luxo, que olham para estes veículos como forma de oferecer um produto diferenciado. “Penso que isto vai ser um elemento muito atrativo para os hotéis que queiram oferecer uma experiência única aos clientes, algo que mais ninguém oferece”, indicou, revelando que a Triton Submarines já entregou o primeiros destes submarinos maiores a um complexo hoteleiro no sudeste asiático, que “viu no submarino um elemento diferenciador para vencer a concorrência”, uma vez que “apenas os hóspedes desse hotel têm a oportunidade de fazer uma viagem de submarino e ter esta experiência”.
Além de única, Héctor Salvador espera que os turistas que visitam o fundo do mar tenham também uma experiência pedagógica, já que este tipo de turismo permite “educar as próximas gerações sobre a importância do oceano”. “Espero que esta seja uma experiência educativa e que as pessoas deixem de ter aquários e passem a viajar de submarino para ver a vida marinha no seu habitat e tenham consciência de todo o ecossistema. Quando mergulhamos, é espetacular ver como numa rocha vivem 20 espécies de peixes, como se relacionam e o equilíbrio que existe. Só assim percebemos o frágil que é esse equilíbrio e como o ser humano, por desconhecimento, o está a destruir”, indicou.
Outra vantagem do turismo subaquático é a geração de riqueza para as comunidades locais, algo em que este produto se diferencia do turismo espacial, uma vez que, explicou o responsável, o turismo subaquático “é capaz de gerar riqueza local para as comunidades, enquanto o turismo espacial só tem cinco pontos de lançamento em todo o mundo”.
O principal problema continua, tal como nas viagens ao espaço, a ser o preço, ainda que, também nesta área, esteja em curso uma democratização do acesso ao fundo do mar. “Tudo é uma questão de exclusividade e quanto mais oferta houver, mais acessível se vai tornar este tipo de turismo”, disse, explicando que tudo depende do tipo de mergulho, porque “baixar a pouca profundidade, num submarino de 24 ou 60 lugares, é muito acessível”, enquanto um mergulho à fossa das Marianas, a 10 mil metros de profundidade, tem preços mais elevados. “Estamos a falar de preços de 50 ou 60 euros para viagens de uma hora, o que é comparável a muitas das experiências turísticas que podemos ter atualmente”, exemplificou, considerando que “as operações costeiras, a pouca profundidade e com um grande número de passageiros, é algo que será muito acessível”.
Para convencer os mais receosos, Héctor Salvador garante que “o submarino é o meio de transporte mais seguro que existe” e realça que esta é uma “experiência que transforma qualquer pessoa”, porque ninguém resiste aos encantos que o fundo do mar esconde.

Balanço positivo deverá ditar continuidade da SUTUS
No final do primeiro dia da SUTUS 2021, Carlos Diaz de La Lastra mostrava-se satisfeito com a organização da segunda edição da cimeira dedicada ao turismo espacial e subaquático e, apesar da pandemia da COVID-19 – que levou a que esta edição estivesse em dúvida até seis meses antes da sua realização – ter reduzido a assistência presencial do evento, o balanço foi claramente positivo. “Há seis meses não sabíamos se conseguíamos fazer a SUTUS. Nessa altura, era impossível fazer esta edição, porque não poderíamos ter aqui pessoas da NASA ou de outras agências e nacionalidades, mas decidimos ser valentes e tentar. E tivemos muita sorte porque nos últimos meses a situação melhorou muito e estamos muito contentes por estamos aqui”, admitiu o responsável.
Por isso, acrescentou em declarações ao Publituris, a Les Roches Marbella está já a ponderar a realização da terceira edição. “Ainda estamos a pensar nisso, mas aquilo que queremos é ter, a cada ano, uma edição da SUTUS”, admitiu, explicando que, apesar da continuidade não estar decidida, a organização pretende apostar na “diversidade” e ter “toda a área representada” na próxima edição. “Ainda há muito por explorar e muito para mostrar sobre o que se está a fazer nestas fronteiras do turismo”, acrescentou.

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Porto e Norte alia-se à Turkish Airlines para promover região no mercado turco

Segundo o Turismo do Porto e Norte de Portugal, esta ação, que arrancou na segunda-feira, 11 de outubro, visa “estabelecer contacto com players locais” e dar a conhecer os destinos da região ao mercado turco.

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O Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) e a Turkish Airlines uniram-se para realizar uma ação de promoção sobre a região Norte no mercado turco, iniciativa que arrancou na passada segunda-feira, 11 de outubro, e termina na quinta-feira, dia 14, e que segundo comunicado da entidade regional de turismo conta com a participação de 16 empresas da região.

“Este apoio às 16 empresas da região que estão connosco na Turquia é mais um passo na dinâmica de retoma da operação turística e um esforço na reposição da conectividade aérea, com a elevada importância que tem esta ligação com o Médio Oriente, a região turística mundial com maior taxa de crescimento até 2030”, refere Luís Pedro Martins, citado no comunicado divulgado.

O TPNP explica que a ação, que tem um cariz comercial, visa “estabelecer contacto com players locais, procurando aproveitar estas novas dinâmicas que a Turkish Airlines co-promove”.

“Ao promovermos este tipo de encontros entre operadores turcos e portugueses, a intenção é a de mostrar a variedade de destinos que a região tem para oferecer aos turistas turcos”, acrescenta Omer Faruk Sonmez, vice-presidente de Vendas da Turkish Airlines para a Europa do Sul, considerando que “o Porto e Norte de Portugal tem muito para oferecer aos turistas turcos”.

Omer Faruk Sonmez adianta também que a companhia aérea, que atualmente realiza quatro voos por semana entre Istambul e o Porto, conta chegar ao próximo verão já com voos diários entre as duas cidades, ainda assim longe dos 10 voos por semana que a Turkish Airlines chegou a ter para a Invicta, no verão de 2019.

Além desta ação promocional, o Porto e Norte de Portugal tem vindo a lançar um conjunto de campanhas, a última das quais foi lançada no passado dia 07 de outubro.

“Em pouco mais de três minutos, “The Majestic Adventures of Ofelia de Souza” reforça a estratégia e o posicionamento do Turismo do Porto e Norte de Portugal no segmento de Meetings Industry”, destaca a entidade regional de turismo.

 

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OE2022: Governo prevê aumento das exportações à boleia do turismo

Governo antevê “uma recuperação do setor do turismo” no próximo ano, o que deverá ter um impacto positivo nas exportações de bens e serviços.

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O Governo prevê que, no próximo ano, as importações abrandem e as exportações aumentem à boleia do turismo, um dos sectores que mais foi afetado pela pandemia da COVID-19, mas que se espera que possa recuperar já em 2022, segundo o relatório do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022)..

Segundo a Lusa, que cita o relatório, o aumento das exportações, que se prevê que possam aumentar 9,1% este ano e 10,3% em 2022, “pressupõe uma recuperação do setor do turismo, um dos setores mais penalizados pelas restrições impostas pela pandemia”.

O relatório do OE2022 prevê que as exportações de bens e serviços cresçam 9,1% este ano, depois de terem diminuído 18,6% no ano passado, fortemente impactadas pela pandemia, estimando-se que as importações sigam uma tendência idêntica e que, depois de uma quebra de 12,1% em 2020 devido à pandemia, aumentem 9,4% este ano.

Porém, em 2022 as tendências deverão ser diversas, já que as exportações prosseguirão um ritmo superior de crescimento, para os 10,3%, impactadas pelo turismo, e as importações abrandarão para 8,2%.

Nos contributos para o crescimento do PIB, a procura externa líquida, que impacta nas exportações, deverá passar de -0,4% em 2021 (tinha sido de -2,9% em 2020) para 0,6% em 2022.

“O crescimento antecipado para a área do euro para o próximo ano irá refletir-se no crescimento da procura externa, o que irá estimular as exportações de bens e serviços em 2022, prevendo-se uma aceleração do crescimento das mesmas para 10,3% face ao verificado em 2021 (9,1%)”, escreve o Governo no relatório do OE2022.

Na proposta do OE2022, que foi entregue na Assembleia da República esta segunda-feira à noite, o executivo estima que o défice das contas públicas nacionais deverá ficar nos 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 e descer para os 3,2% em 2022, prevendo também que a taxa de desemprego portuguesa descerá para os 6,5% no próximo ano, “atingindo o valor mais baixo desde 2003″.

Já a dívida pública deverá atingir os 122,8% do PIB em 2022, face à estimativa de 126,9% para este ano.

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ACISO volta a promover Fátima em congressos e feiras de turismo

Associação já participou no XVI Congresso Internacional de Turismo Religioso e Sustentável, em Espanha, e na ABAV Expo & Collab, no Brasil, e conta marcar também presença no Travel Exchange 2021, nos EUA.

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A ACISO – Associação Empresarial Ourém-Fátima já retomou a participação em congressos e feiras de turismo para promover a o destino Fátima, tendo recentemente marcado presença no XVI Congresso Internacional de Turismo Religioso e Sustentável, em Pamplona, Espanha, assim como na ABAV Expo & Collab, em Fortaleza, Brasil.

“Em ambos os eventos, o feedback foi bastante positivo, o que veio comprovar que as empresas que resistiram à crise pandémica e económica estão de braços abertos para abraçar novos projetos e dar continuidade à atividade já desenvolvida anteriormente”, refere a associação, num comunicado enviado à imprensa.

No XVI Congresso Internacional de Turismo Religioso e Sustentável, que teve lugar entre 21 e 24 de setembro, a ACISO contou com uma mesa de exposição e realizou uma apresentação de 25 minutos, na qual deu a conhecer a próxima edição do WRT – Workshops on Religious Tourism, que vai ter lugar em 2022, e que serviu também para incluir a promoção do destino Fátima.

Já na feira brasileira, a ACISO contou com um stand próprio de promoção da marca VISIT FÁTIMA, com 48 metros quadrados, numa participação que incluiu a presença em Fortaleza de vários representantes da associação, assim como do tecido empresarial turístico da região.

“A ACISO tinha, dentro do seu stand, as condições necessárias para reunir com empresários interessados e realizar futuras parcerias e negócios a implementar na retoma da atividade turística, recebendo centenas de Agências de Viagens e de Operadores Turísticos”, acrescenta a associação em comunicado.

Para a ACISO, “é importante manter a promoção do destino Fátima”, motivo pelo qual a associação tem também prevista a participação, em novembro, no Travel Exchange 2021, que vai ter lugar em Cleveland, Ohio, EUA, organizado pela National Tour Association (NTA).

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Contribuição do turismo para o PIB mundial aumentará menos de um terço em 2021

O setor das viagens e turismo, afinal, não vai contribuir da forma esperada para o PIB mundial, em 2021. Tudo porque, segundo o WTTC, “a recuperação do setor tem sido prejudicada pela falta de coordenação internacional”

Victor Jorge

Contribuição do turismo para o PIB mundial aumentará menos de um terço em 2021

Segundo as contas do World Travel & Tourism Council (WTTC), a contínua recuperação lenta do setor das viagens e turismo verá sua contribuição anual para o PIB global aumentar em menos de um terço em 2021.

O WTTC adianta que “a recuperação do setor tem sido prejudicada pela falta de coordenação internacional, severas restrições às viagens e taxas de vacinação mais lentas em algumas partes do mundo que ainda prejudicam muitas regiões do mundo”.

Recorde-se que, em 2019, o setor das viagens e turismo gerou quase 9,2 biliões de dólares (cerca de 8 biliões de euros) para a economia global, valor que, em 2020, devido à pandemia, trouxe uma paralisação quase completa, resultando numa queda de 49,1%, representando uma perda de quase 4,5 biliões de dólares, ou seja, quase 3,9 biliões de euros.

Embora a economia global deva registar um aumento “modesto” de 30,7%, em 2021 face a 2020, isso representará apenas, segundo contas do WTTC, 1,4 biliões de dólares, aproximadamente 1,2 biliões de euros, considerando a entidade que representa o setor privado global das viagens e turismo que esta realidade “é impulsionada, principalmente, pelos gastos domésticos”.

As previsões, conduzidas pela Oxford Economics em nome do WTTC, apontam que, com a taxa atual de recuperação, a contribuição das viagens e turismo para a economia global poderia ver um aumento homólogo semelhante de 31,7% em 2022.

No que diz respeito ao emprego, em 2020, o WTTC indica a perda de 62 milhões de empregos no setor das viagens e turismo em todo o mundo e, com o ritmo atual de recuperação, os empregos devem aumentar apenas 0,7% este ano, embora considere que, “com as medidas certas, os governos podem ver os empregos ultrapassar os níveis de 2019 até 2022”.

A análise feita pela Oxford Economics mostra um potencial mais promissor de empregos, numa comparação anual, em todo o setor para 2022, indicando uma evolução de 18%.

Julia Simpson, presidente e CEO do WTTC, refere, no comunicado que acompanha a divulgação destes resultados que, “embora o setor global das viagens e turismo esteja a começar a recuperar da devastação da COVID-19, ainda existem muitas restrições em vigor, uma distribuição desigual de vacinas, resultando numa recuperação mais lenta do que o esperado de pouco menos de um terço este ano”.

A responsável máxima pelo WTTC, que esteve recentemente em Portugal, refere ainda que, “embora o próximo ano pareça mais positivo em termos da economia global e empregos, a taxa atual de recuperação simplesmente não é suficientemente rápida e é, em grande parte, impulsionada por viagens domésticas, que não atingirão uma recuperação económica total”.

De acordo com o relatório agora divulgado, a contribuição do setor para o PIB global e o aumento do emprego podem ser mais positivos neste ano e no próximo, se as seguintes medidas forem atendidas: “(i) que viajantes totalmente vacinados se possam mover livremente, independentemente da sua origem ou destino final, removendo sistemas complexos; (ii) proceder à implementação de soluções digitais que permitem a todos os viajantes comprovar facilmente o seu estatuto COVID, agilizando assim o processo nas fronteiras em todo o mundo; (iii) reconhecimento de todas as vacinas autorizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e/ou qualquer uma das Autoridades Reguladoras Estritas (SRA); (iv) estabelecimento de um acordo entre todas as autoridades relevantes de que as viagens internacionais são seguras, uma vez implementados protocolos de saúde e segurança”.

Desta forma, o relatório apresentado pelo WTTC mostra que, se estas quatro regras forem seguidas antes do final de 2021, “o impacto na economia global e nos empregos poderá ser significativo”.

A demonstrá-lo estão os números apresentados pelo WTTC, indicando que a contribuição do setor para a economia global pode aumentar 37,5% – atingindo 6,4 biliões de dólares (ligeiramente acima dos 5,5 biliões de euros) este ano (em comparação com 4,7 biliões de dólares, ou seja quatro biliões de euros, em 2020).

O WTTC assume, ainda a esperança de que, com as restrições a continuarem a ser suspensas, e com mais cooperação internacional, “os governos possam trazer de volta cerca de 19 milhões de empregos antes do final do ano (uma subida de 6,8%).

Certo é que, segundo o WTTC, a tendência “continua no próximo ano”, quando a contribuição do setor para a economia global pode ver um aumento anual de 34%, atingindo 8,6 biliões de dólares, cerca de 7,5 biliões de euros, aproximando-se, assim, dos números do ano recorde de 2019. Da mesma forma, conclui o WTTC, “os empregos podem superar os níveis de 2019”, ultrapassando os 349 milhões.

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