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Chegadas de turistas internacionais à União Europeia atinge quase os 500 milhões

As chegadas de turistas internacionais à União Europeia (UE) aumentaram 4% em 2016, atingindo quase 500 milhões, o equivalente a 40% do total mundial.

Carina Monteiro
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Chegadas de turistas internacionais à União Europeia atinge quase os 500 milhões

As chegadas de turistas internacionais à União Europeia (UE) aumentaram 4% em 2016, atingindo quase 500 milhões, o equivalente a 40% do total mundial.

Carina Monteiro
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As chegadas de turistas internacionais à União Europeia (UE) aumentaram 4% em 2016, atingindo quase 500 milhões, o equivalente a 40% do total mundial. Este resultado preliminar está incluído na primeira versão das “Tendências Turísticas de Curta Duração da União Europeia”, um estudo regular sobre o turismo na  UE elaborado pela Organização Mundial do Turismo (OMT) no âmbito da cooperação com a Direcção-Geral do Mercado Interno, Indústria, Empreendedorismo da Comissão Europeia (CE).

“Apesar dos muitos desafios que a Europa enfrenta em 2016, o turismo voltou a demonstrar uma força e resistência extraordinárias, reforçando a sua contribuição para o crescimento económico, a criação de emprego e o bem-estar social na União Europeia”, afirma o comunicado da OMT.

Os 28 países da UE apresentaram um crescimento sólido das chegadas de turistas internacionais acima de 4% em 2016, superando a taxa de crescimento média mundial e aumentando em 21 milhões para 499 milhões.

2016 foi o sétimo ano consecutivo de crescimento sustentado para os 28 membros, na sequência da crise económica e financeira global de 2009, com 107 milhões de turistas a mais do antes da crise de 2008.

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Air Europa voa para 35 destinos europeus e 20 na América já neste verão

Atenas e Alghero passarão a ter dois voos semanais da Air Europa a partir do hub de Madrid. para o continente americano, a companhia volta a voar para os mesmos 23 destinos que possui em 2019.

A Air Europa acaba de ampliar os seus destinos europeus em temporada alta com novas rotas para Atenas e Alghero, voos que operarão a partir do hub de Madrid, com duas frequências semanais para ambas as cidades.

A rota para Atenas iniciar-se-á em junho, operada com aeronaves Boeing 787 Dreamliner, e estará disponível até final de setembro, com voos à quarta-feira e ao domingo.

Um mês depois, em julho, a Air Europa inaugurará a rota para Alghero, na ilha da Sardenha, para onde voará também duas vezes por semana, à quinta-feira e ao sábado. Aberta até princípios de setembro, a rota ligará Madrid com esta cidade do noroeste da Sardenha com mais de 30 voos.

Com Atenas e Alghero, a Air Europa amplia durante o verão a sua presença na Europa e reforça a expansão anunciada e iniciada pela companhia aérea no passado mês de abril.

Ao longo dos próximos meses, a Air Europa informa que incrementará a sua oferta com a incorporação de onze novos aviões, cinco deles Boeing 787 Dreamliner e seis Boeing 737, através dos quais avança no seu processo de unificação da frota que permite aumentar o número de lugares por avião, otimizar o número de voos e incrementar a oferta tanto em turística como em classe executiva.

No final do ano, a frota de longo curso voltará a ser a mesma que em 2019 e a Air Europa voará já para os seus 23 destinos no continente americano.

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Projeto PISTA promove ação de sensibilização no Alentejo

O projeto PISTA pretende ser um centro de informação de excelência que inspire os agentes turísticos a transformar o destino Alentejo e Lezíria do Tejo num território mais sustentável e de referência internacional.

No âmbito das atividades desenvolvidas pelo ASTO – Observatório de Turismo Sustentável do Alentejo, o Projeto PISTA – Partilha de Informação sobre Sustentabilidade do Turismo no Alentejo irá promover a ação de sensibilização ‘Protótipo Plataforma Pista Digital – Sistema Inteligente do Turismo Sustentável do Alentejo e Ribatejo, no próximo dia 25 de maio de 2022, no Centro UNESCO, em Beja.

A Plataforma Pista Digital pretende proporcionar aos agentes turísticos uma ferramenta tecnológica de monitorização de indicadores de Turismo Sustentável, que contribua para o seu envolvimento na avaliação dos riscos, custos, impactos e limites da sua atividade no destino. Para além deste aspeto, pretende também facilitar a identificação de oportunidades de inovação nas suas organizações e auxiliar na identificação de melhores soluções para a utilização de recursos, no âmbito dos princípios gerais do desenvolvimento turístico sustentável.

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Portugal acompanha tendência mundial de recuperação da indústria de cruzeiros, diz CLIA 

Segundo a Associação Internacional de Companhias de Cruzeiros (CLIA), Portugal está no caminho da recuperação, antevendo-se que, em 2022, Lisboa possa receber 320 navios contra os 310 de 2019.

Portugal está “a acompanhar a tendência mundial de recuperação da indústria” de cruzeiros, devendo Lisboa receber 450 mil passageiros e 320 navios este ano, acima dos 310 de 2019, segundo a Associação Internacional de Companhias de Cruzeiros (CLIA).

“As projeções para este ano são muito boas. A nível global e, também, na Europa, esperamos que todos os nossos navios voltem a operar a 100% até ao final do verão”, afirmou a diretora-geral da CLIA para a Europa, Marie-Caroline Laurent, em entrevista à agência Lusa.

Admitindo que “o número de passageiros é que ainda é um ponto de interrogação”, a responsável referiu que, “olhando para as reservas já feitas para o verão, as perspetivas são muito boas”: “Assim, a meta é voltar aos números de 2019 até ao final do ano, tanto em termos de navios em operação, quanto de passageiros”, apontando as previsões para entre 23,1 e 29,8 milhões de passageiros a nível global.

Segundo a diretora-geral da CLIA (do inglês ‘Cruise Lines International Association’), esta tendência estende-se a Portugal, prevendo-se que o porto de Lisboa supere este ano as 310 escalas de navios registadas em 2019, antes da pandemia, recebendo 320 cruzeiros.

Já o número de passageiros deverá ficar ainda aquém de 2019 (cerca de 450 mil, contra os mais de 500 mil pré-pandemia), assistindo-se a um alargamento da temporada turística ao longo de mais meses, com o consequente impacto positivo nas comunidades locais, e a uma crescente procura por parte de portugueses.

“Vemos cada vez mais portugueses interessados em fazer cruzeiros e é por isso que há uma aposta no desenvolvimento do porto de Lisboa, no sentido de dar mais possibilidades de os portugueses embarcarem e fazerem um cruzeiro Lisboa-Lisboa. Este ainda é um mercado em crescimento e vemos, todos os anos, a adesão de mais e mais passageiros portugueses”, notou.

De acordo com Marie-Caroline Laurent, esta preferência por viagens mais curtas tornou-se mais evidente com a pandemia e é uma tendência global: “Os passageiros, principalmente com a covid, gostam de viajar localmente, para não ir muito longe. Fazendo um cruzeiro, podem embarcar em Lisboa, fazer um passeio pelo Mediterrâneo, por exemplo, onde conhecem vários países, e regressar novamente a Lisboa. Portanto, [este produto] tem correspondido a uma nova procura”, explicou.

Outra das tendências evidenciadas com a pandemia e que a CLIA quer continuar a explorar é a atração de um novo perfil de clientes, mais jovens, para o turismo de cruzeiros. Atualmente, a idade média do passageiro de cruzeiros é de 47,7 anos.

Após os “dois anos terríveis” vividos pelo setor devido à pandemia, a diretora-geral da CLIA destaca a “solidez da indústria” de cruzeiros, cujas empresas “continuaram a investir”, nomeadamente em navios novos e em tecnologias menos poluentes.

“Durante a pandemia os nossos membros não pararam o investimento. Há novos navios prontos e a ser entregues”, salientou Marie-Caroline Laurent, avançando que, nos próximos cinco anos, os membros da associação vão investir 23.000 milhões de euros em novos navios, sendo todos eles “construídos na Europa”.

“E isso é um aspeto também importante, porque comparando com a indústria de navios de carga, onde todos os novos navios são construídos na Ásia, todos os navios de cruzeiro são construídos na Europa – Itália, França, Finlândia, Noruega, Alemanha – pelo que é uma indústria realmente europeia”, sublinhou.

Outra das prioridades do setor é a aposta na sustentabilidade e na descarbonização, sendo que, no âmbito do compromisso ‘Global Net-Zero’, as companhias de cruzeiro se comprometeram a atingir zero emissões de gases de efeito de estufa até 2050.

“O primeiro foco é na propulsão dos navios. Os nossos membros têm feito investimentos significativos em novos navios de GNL [gás natural liquefeito], que emitem 20% menos CO2 [dióxido de carbono] e em que todos os diferentes tipos de emissões são reduzidos. Já temos três ou quatro navios em operação e esperamos mais 23 nos próximos cinco anos”, disse Marie-Caroline Laurent.

Paralelamente, os navios mais antigos estão a ser adaptados: “Um dos nossos membros adaptou algumas baterias num dos navios, para garantir que, quando chega ao porto, ele pode funcionar com a bateria e eliminar as emissões”, avançou, como exemplo.

A este facto acresce a “frota muito jovem” do setor, cuja idade média é de 14 anos, e ainda os investimentos ao nível da eletrificação em curso em vários portos, com vista a “eliminar todas as emissões nos portos” de escala na Europa até 2030.

“O objetivo é que, quando os navios estiverem nos portos, não haja impacto na população local, não haja emissões, para que possamos, realmente, fazer parte do desenvolvimento sustentável das cidades e dos portos que visitamos”, enfatizou a diretora-geral da CLIA.

No caso do porto de Lisboa, disse, “a primeira fase do investimento na eletrificação será por volta de 2024/2025”, sendo o objetivo poder “conectar os navios, provavelmente, em 2028”.

“A mensagem principal é que podemos ser uma forma de turismo totalmente sustentável. Estamos a investir em novos navios, mas também estamos comprometidos em conectar-nos à eletricidade nos portos. Isso permite-nos não ter impacto nas comunidades locais, algo que é sempre uma preocupação com os grandes cruzeiros”, salientou.

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Rita Marques (SETCS) assina protocolo para criação do Observatório de Turismo Sustentável do Centro durante visita à região

Durante a visita, a governante conheceu projetos em curso em Vouzela, Tondela e Leiria e participou na assinatura do protocolo de parceria para criação do Observatório de Turismo Sustentável do Centro.

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A Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Rita Marques, visitou três municípios do Centro de Portugal, onde ficou a conhecer algumas iniciativas turísticas em curso e projetadas. A visita foi acompanhada por uma equipa do Turismo Centro de Portugal, liderada pelo seu presidente, Pedro Machado, e pelo Turismo de Portugal, através de Carlos Abade, vogal do Conselho Diretivo.

O roteiro começou em Vouzela, com uma visita ao Pastel de Vouzela Museu e à Casa das Ameias, uma casa quinhentista no centro da vila, transformada numa unidade de turismo de habitação. Aqui, o presidente da autarquia, Rui Ladeira, deu conta à governante de algumas iniciativas que este município está a realizar e a idealizar no âmbito da atividade turística – casos da Ecopista do Vouga, das Aldeias da Serra do Caramulo, do roteiro EN16 e do aproveitamento das estações ferroviárias – e apresentou o caminho percorrido pelo município para ser certificado como “território sustentável”. Recorde-se que Vouzela foi o primeiro concelho em Portugal a ser certificado como município sustentável pela Biosphere Portugal.

A esse propósito, Patrícia Araújo, da Biosphere Portugal, explicou como decorreu o processo de certificação, que teve como principais objetivos qualificar o destino e definir objetivos e metas. “Vouzela é um case study no Centro de Portugal ao nível da sustentabilidade”, disse, lembrando que na região Centro há já cerca de 140 empresas certificadas ou em processo de certificação, no projeto “Centro Sustentável”, sendo 12 delas em Vouzela.

Alguns operadores locais de turismo tiveram também a oportunidade de deixar testemunhos da sua experiência no processo de certificação, nomeadamente Ana Esperanço (Barão Guest House), Paulo Pinto (Tasquinha de Lafões) e José Carlos Rebelo (Weekend – atividades turísticas), que lembrou que “a certificação obriga-nos a manter padrões elevados de qualidade, o que é positivo”.

Na ocasião, Rita Marques elogiou o esforço dos operadores e do município. “Portugal tem ativos extraordinários, que podem e devem ser trabalhados. Temos de profissionalizar esse trabalho e acompanhar as novas tendências, em particular a sustentabilidade, que não é uma moda: é fundamental em termos económicos, ambientais e sociais para as comunidades locais”, disse. “Queremos que Portugal seja o país mais sustentável do mundo, de forma a tornar-se mais competitivo e aumentar a receita turística. O Turismo tem de continuar a ser o motor da economia, mas terá de ser um motor verde”, acrescentou.

A visita a Vouzela terminou na Ecopista de Vouzela, uma infraestrutura com cerca de sete quilómetros na antiga linha do Vale do Vouga, que liga esta vila a São Pedro do Sul.

Experiências no Caramulo
Depois de Vouzela, a comitiva deslocou-se à vila do Caramulo, onde a primeira paragem foi no Caramulo Experience Center, espaço recente dedicado a todos os aficionados que restauram, conduzem e respiram automóveis e motos antigas. Situado num antigo edifício industrial, este espaço alberga uma oficina de restauro e manutenção de automóveis clássicos, as reservas da coleção do Museu do Caramulo, uma área de exposições, um centro de documentação e uma loja de produtos para clássicos.

Ainda no Caramulo, foram visitados alguns espaços emblemáticos da vila do Caramulo que estão sem utilização e que se pretende requalificar e devolver à comunidade, no âmbito de uma estratégia desenvolvida pelo Município de Tondela. É o caso, entre outros, do Sanatório Infantil, edifício do arquiteto Pardal Monteiro.

Carla Antunes Borges explicou que o objetivo da autarquia é criar “uma rede de museus no Caramulo, com várias experiências, para que os visitantes possam acrescentar àquilo que é o desfrutar da natureza a vivência cultural e artística, ligada ao setor automóvel, bem como a outras áreas”.

Primeiro passo na direção do Observatório de Turismo Sustentável
A deslocação da governante terminou no Instituto Politécnico de Leiria, onde foi assinado o protocolo de parceria para a criação do Observatório de Turismo Sustentável do Centro, um instrumento de grande importância para a análise da atividade turística no Centro de Portugal. O protocolo foi assinado entre o Instituto Politécnico de Leiria (IPL), Turismo de Portugal (TP) e Turismo Centro de Portugal (TCP).

Criado pelo TCP, o Observatório tem o objetivo de monitorizar todos os aspetos relacionados com o turismo na região. Desta forma, constitui um apoio fundamental à tomada de decisão de todos os protagonistas da atividade turística na região, fornecendo informação de valor às empresas e organizações. O seu Conselho Técnico-Científico integra investigadores de todas as instituições de Ensino Superior da região Centro de Portugal, designadamente as Universidades de Aveiro, Coimbra e Beira Interior e os Institutos Politécnicos de Leiria, Tomar, Coimbra, Guarda, Viseu e Castelo Branco

Por parte do IPL, o presidente Rui Pedrosa destacou que “o Turismo é uma área estratégica para Portugal, à qual é fundamental acrescentar valor, pela via do conhecimento, formação e investigação. Esperamos que o Observatório seja o reflexo da região Centro, que é uma região inovadora e cada vez mais sustentável”.

Francisco Dias, coordenador do Observatório, assinalou que “a responsabilidade é grande e as expetativas são altas”. “Vamos criar uma rede coesa e colaborativa de empresários e associações de turismo, numa tarefa enormíssima, com a intenção de recolhermos dados primários de 10 mil empresas da região Centro de Portugal”, disse.

Teresa Monteiro, vice-presidente do Turismo de Portugal, realçou que “um dos vetores da missão do Turismo de Portugal é o desenvolvimento económico, social e ambiental de todo o território, para posicionar Portugal como um dos destinos mais sustentáveis do mundo”. “Um dos eixos dessa atuação é a monitorização do setor e é nesse eixo que se insere este Observatório. Temos de avaliar o que fazemos, para vermos se aquilo que foi pensado tem retorno no território”, acrescentou.

Pedro Machado, presidente do TCP, lembrou a importância de envolver, neste Observatório, “três Universidades e seis Institutos Politécnicos da região”. “Este instrumento vai contribuir para ultrapassarmos uma dificuldade, que era a escassez de dados que ajudassem a medir e a quantificar a atividade turística na região. Assumimos o compromisso de continuar a trabalhar para que as estratégias nacionais, regionais e locais sejam convergentes, de forma a assegurar um maior desenvolvimento dos territórios, aumentar a competitividade do destino e sermos assim cada vez mais atrativos para os mercados internos e internacionais”, sublinhou.

Gonçalo Lopes, presidente da Câmara Municipal de Leiria, enalteceu também “o trabalho em rede e a reunião de massa crítica” do Observatório, de forma a “municiar as entidades públicas, empresas e turistas de informação útil”. “Existe a enorme expetativa de que o setor do Turismo seja decisivo para a recuperação económica, como aconteceu no passado. Regista-se já um aumento grande das visitas, o que dá boas indicações para o futuro”, considerou.

Coube à Secretária de Estado encerrar a cerimónia, recordando Rita Marques que “o Turismo é um motor fundamental da nossa economia, que não surge do acaso e é resultado de grande trabalho. O Turismo é altamente competitivo graças à sustentabilidade, promovendo a coesão territorial e a criação de riqueza”. “Queremos ser o país mais competitivo do mundo no Turismo. Para isso temos de trabalhar com todos, entre empresas, entidades, associações e trabalhadores, e esta parceria é um exemplo desse trabalho. Só podemos gerir o que conhecemos e medimos. O Observatório pode ser uma ferramenta fundamental para concluir que o Turismo é uma indústria do bem, que causa impactos positivos nos territórios”, terminou.

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Espanha deixa de exigir certificado de vacinação a turistas extra-europeus

Depois de um mês de abril, em que recebeu nos aeroportos, perto de sete milhões de turistas, Espanha vai deixar cair a obrigatoriedade da apresentação do certificado de vacinação para que viaje de fora da União Europeia.

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Segundo é noticiado em Espanha, o país vizinha poderá deixar de exigir o certificado digital de vacina a turistas que cheguem de fora da Europa, podendo aceder somente com um teste negativo, avançou a ministra da Indústria, Comércio e Turismo, Reyes Maroto.

“Vamos eliminar uma restrição que podia desanimar os turistas de fora da União Europeia a visitar-nos”, adiantou a responsável pela pasta do turismo em Espanha, revelando que “vamos deixar de exigir o certificado de vacinação para permitir que os turistas entrem com teste negativo.

Reyes Maroto admitiu que esta é uma “boa notícia” esperada pelo setor, colocando Espanha “entre um dos destinos preferidos pelos turistas internacionais”.

“Sempre com prudência, o mundo vê-nos como um destino seguro”, frisando que “92% da população espanhola está vacinada”.

A ministra destacou ainda o turismo como “alavanca para o crescimento da economia” em 2022.

Nesse sentido, Espanha recebeu, em abril quase sete milhões turistas nos aeroportos dos mais diversos mercados internacionais, correspondendo a mais de 85% dos níveis de 2019, multiplicando, no entanto, por oito os números alcançados no mesmo mês de 2021, revelam os dados disponibilizados pelo Instituto de Turismo de España (Turespaña) a partir dos registos da Aena, entidade que gere mais de meia centena de aeroportos em toda a Espanha.

Com o fluxo turístico na semana da Páscoa a ser o destaque no fluxo turístico, as entidades espanholas esperam que este seja o arranque da recuperação, confirmando a tendência de crescimento desde o início do ano.

Nas ilhas, por exemplo, atingiu-se, praticamente, os níveis pré-pandemia graças à reativação dos dois principais mercados turísticos para Espanha: Reino Unido e Alemanha, o que confirma o bom desempenho do segmento de férias até à data”, concluiu a responsável da pasta turismo.

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Sonae Capital abre The Editory Boulevard Aliados Porto Hotel

Com 68 quartos, o The Editory Boulevard Aliados Porto Hotel é o quarto hotel da Sonae Capital no Porto, localiza-se entre a Avenida dos Aliados e a Rua do Almada e afirma-se como um hotel boutique de cinco estrelas.

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A Sonae Capital anunciou esta sexta-feira, 20 de maio, a abertura do The Editory Boulevard Aliados Porto Hotel, o quarto hotel da holding na cidade do Porto e que resulta de um investimento de 20 milhões de euros, segundo comunicado enviado à imprensa.

O novo The Editory Boulevard Aliados Porto Hotel integra o Grupo The Editory Collection e apresenta-se como uma unidade boutique de cinco estrelas, com 68 quartos, além de piscina exterior aquecida e duas salas de reuniões.

“O The Editory Boulevard Aliados Porto Hotel resulta de uma parceria entre a FVC Group (developer) e a SC Hospitality, unidade de negócio de hotelaria da Sonae Capital (operador), inserindo-se numa zona da cidade bastante consolidada, estando mesmo classificado como parte de um conjunto de interesse público – A Avenida dos Aliados, traçada no início do século XIX, e a Rua do Almada, cuja traça remonta ao final do século XVIII”, explica a Sonae Capital no comunicado divulgado.

Por se encontrar localizado entre a Avenida dos Aliados e a Rua do Almada, o hotel divide-se entre dois polos, um dos quais  localizado na Avenida dos Aliados, onde se encontra a entrada da unidade hoteleira, enquanto na Rua do Almada se encontra a entrada direta para o bar.

O projeto de arquitectura e design de interiores do The Editory Boulevard Aliados Porto Hotel é assinado pela Ding Dong e, segundo a Sonae Capital, presta uma “homenagem ao passado elegante, revisitado, com um desenho cuidado e sempre feito na dualidade entre um espaço público e um ambiente residencial”.

Com os corredores em tons de verde seco e rosa-claro, cores que se tornam mais fortes nos quartos e suites da unidade, o The Editory Boulevard Aliados Porto Hotel oferece oitos categorias de quartos, incluindo cozy, standard, city view, superior city view, Aliados view, superior Aliados view e Suite Aliados.

“Tratando-se de um design hotel, cumpre o compromisso de dotar cada quarto de uma imagem própria, em que as linhas do mobiliário, os adereços utilizados, o acesso às graníticas varandas da Avenida dos Aliados e o equilíbrio de luminosidade se fazem com elegância e sofisticação”, acrescenta o comunicado divulgado.

O novo hotel da Sonae Capital no Porto conta também com o restaurante Editory Boulevard Aliados que, “além de assumir um desafio aos cinco sentidos”, tem ainda “a missão de surpreender e de criar dúvida e curiosidade sobre os alimentos servidos e respetivas conjugações improváveis”.

O restaurante do hotel, cuja carta é assinada pelo Chef André Silva, apresenta um ambiente a fazer lembrar uma mistura entre um cabaret e um clube noturno, e de inspiração circense, onde não faltam “pormenores burlescos que remetem para o registo vintage em constante provocação”.

Com capacidade para 50 pessoas, o restaurante funciona diariamente ao almoço, entre o meio-dia e as 14h30, e ao jantar, entre as 19h00 e a meia-noite, enquanto o bar está aberto durante todo o dia e tem capacidade para cerca de 30 pessoas, apresentando uma carta de cocktails de autor inspirada no tema que o define: o burlesco.

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Desafios à criatividade

Superar as expectativas dos seus clientes e entregar soluções únicas e adequadas a cada cliente, ao seu evento e ao seu orçamento, são os objetivos primeiros das empresas que produzem e fornecem equipamentos para eventos, num permanente desafio à criatividade. É o caso da GR8 Events e da AVK, com quem falámos.

A event manager da GR8 Events, Mariana Cardoso faz uma radiografia da empresa e considera que “somos uma equipa unida, multifacetada, que adora responder a desafios e de pensar nos eventos de forma diferente e inovadora, para realçar que “o nosso objetivo principal é superar as expectativas dos nossos clientes a todos os níveis – desde a criatividade à implementação. É por isso que temos uma equipa tão diversa e capaz de responder aos briefings que nos chegam”.

A responsável adianta que “aliamos a criatividade à logística. A inovação à implementação. Pensamos e produzimos congressos, reuniões, team buildings, ativações de marca… O céu é o limite”.

Já Inês Aguiar, administradora e diretora comercial da AVK conta-nos que a empresa iniciou a sua atividade em 2010, “com base numa estrutura acionista com elevado conhecimento no setor e num conjunto de trabalhadores com a maior experiência e competência do mercado. Assim, “conseguimos, com o nosso conhecimento, especialização, experiência e equipamento avançado, ganhar a confiança dos nossos clientes e tornar-nos rapidamente o fornecedor líder de soluções audiovisuais para eventos em Portugal”, comprometendo-se “a entregar soluções únicas e adequadas a cada cliente, ao seu evento e ao seu orçamento”.

Os serviços da AVK estão focados em soluções audiovisuais para eventos (congressos, conferências, reuniões e eventos corporativos, televisivos, culturais, desportivos, políticos, etc.) “onde a confiança, a inovação, a criatividade e o trabalho em parceria sejam exigências dos respetivos promotores ou organizadores”.

Chegou a hora da recuperação
Passados os anos de sufoco causados pela pandemia, para Mariana Cardoso, este segmento está a recuperar. Conforme disse, “cada vez mais chegam pedidos para eventos para 200, 300, 400, 10.000 participantes. Nota-se que há uma vontade de voltar a reunir os colaboradores, as pessoas. De criar relações” destacando que “os eventos digitais são uma peça fundamental, e vieram para ficar, mas não há nada que substitua o contacto presencial de um evento físico (ou híbrido como será daqui adiante o futuro).

A event manager sublinhou que tanto a nível nacional, como internacional, “os pedidos chegam de todos os lados, de todos os setores, de vários locais”. Daí as expectativas serem altas, apontando que “tivemos um grande primeiro ano. Uma agência acabada de chegar ao mercado, com tudo por provar, e que mostrou bem aquilo de que é capaz”.

E disse ainda que “angariámos novos clientes, ganhámos propostas, realizámos evento digitais e híbridos. E ganhámos três prémios internacionais com o evento Velo-city 2021! Foi um ano sem parar, diria mesmo GR8. Superámos as expectativas do primeiro ano e 2022 caminha no mesmo sentido e ainda vai ser melhor”, assegura.

Na GR8 Events, certo é que os eventos “nunca serão como eram antes da pandemia. Antes já se fazia streaming dos eventos, não foi uma realidade que descobrimos com a Covid. Mas era sempre algo acessório. A pandemia fez-nos perceber que há um mundo digital que nem tínhamos bem noção, para não falar das possibilidades e oportunidades que nos trouxe. Acredito que não haverá mais eventos apenas físicos. Haverá sim, eventos híbridos em que temos a maior parte da plateia presencial, mas haverá sempre uma parte que estará a partir de casa. Seja a assistir ou mesmo a participar. Agora é tão simples como fazer log-in numa plataforma. E isso é insubstituível” salientou Mariana Cardoso.

Positivas são também as perspetivas da AVK para este ano, pese embora a crise pandémica ainda se ter sentido fortemente no 1.º trimestre. Na opinião de Inês Aguiar, “esperamos uma forte recuperação da atividade apesar do ambiente atual de alguma incerteza em termos mundiais”.

No entanto, “temos reservas que correspondem já a um ano normal, em especial a nível de eventos internacionais, embora se verifique ainda algum atraso nas confirmações”.

O que não mudou com a pandemia foi o perfil dos clientes da AVK até porque em geral, segundo a administradora e diretora comercial da empresa “se trata de médios e grandes eventos, muitos que se repetem ano após ano, mantendo-se a relação de confiança conquistada ao longo dos anos que temos de atividade”.

A questão preço é o que prevalece mais? Questionámos a responsável, que respondeu que “a opção pela AVK pressupõe da parte do cliente uma preferência pela confiabilidade e pela qualidade dos nossos serviços pelo que a questão dos preços não é a mais relevante. Sabemos que a otimização orçamental é um desafio para os nossos clientes, e procuramos responder-lhe com o ajustamento dos nossos preços, sem pôr em causa a capacidade de inovação tecnológica permanente e a qualidade dos serviços”, frisou Inês Aguiar.

Nada será como antes…
No setor dos eventos, tanto do lado de quem os realiza, ou de quem os produz, subsistem constrangimentos. Para a event manager da GR8 Events, “apesar de as regras relativamente à pandemia estarem “mais leves”, a Covid-19 não desapareceu e há sempre medo de que tudo volte atrás. Todos os cuidados são poucos, por isso todos os nossos eventos são pensados de A-Z, tendo sempre como backup a certeza de que poderá ser preciso ajustar tudo à última da hora. A incerteza do amanhã acredito que seja o maior constrangimento”.

Tendo nascido com a pandemia, a GR8 Events não quis ser apenas mais uma agência de eventos. “Quisemos mostrar o nosso valor, quisemos trazer para cima da mesa uma agência capaz de responder ao que os clientes mais procuram: criatividade e implementação – tudo num só lugar. E assim tem sido desde o início”.

Mariana Cardoso explica que “sempre que recebemos um briefing o primeiro pensamento é: o que podemos fazer de diferente? O que podemos fazer que nunca foi feito?”.

Se por um lado a event manager considera que as ajudas do Governo ao setor não terão suficientes, por outro, numa altura que se está a “voltar à realidade”, “há falta de mão-de-obra qualificada. Há falta de material. Há falta de resposta. E há muitos eventos a quererem ser feitos. A pouco e pouco voltaremos ao ritmo de antes, mas não sei se será com apoios ao setor. Será com o apoio e entreajuda de todos: clientes – agências – fornecedores – parceiros. E tudo porque partilhamos a mesma paixão: fazer eventos”.

Por sua vez, a AVK teve o apoio público que foi disponibilizado às empresas deste setor. A administradora da empresa apontou que “este apoio foi muito importante para nos ajudar a ultrapassar esta grave crise sem termos que reduzir o nosso quadro permanente de colaboradores e permitiu manter a robustez financeira da empresa”.

Aposta em nova oferta
A repentina impossibilidade de realização de eventos já programados e contratados e de novos eventos (salvo por curtos períodos e pequeno número de participantes) exigiu uma rápida resposta da AVK no encontro de soluções de reuniões à distância, pouco desenvolvidas neste segmento das reuniões de maior dimensão.

Neste sentido, durante a crise, a AVK “apostou fortemente numa nova oferta passando a dispor de dois estúdios nas suas instalações equipados com a mais recente tecnologia disponível para eventos virtuais / híbridos. Um estúdio Chroma e outro XR – Extended Reality. Destaco o estúdio mais inovador e onde fizemos o maior investimento e realizamos os eventos de maior impacto, o Estúdio XR, com 300 m2, cenário de Led com 14m x 3.5m resolução P2, chão de Led 12m x 5m resolução P4, AR – realidade aumentada, cenários físicos, servidores de renderização de cenários 3D em tempo real, sistema multicâmara com tracking e integração para streaming”, esclareceu Inês Aguiar.

A empresa está já “a investir fortemente em novos equipamentos e em reforçar a quantidade disponível nos que têm maior procura, procurando novas soluções e o aumento da eficiência energética e simultaneamente reforçar a nossa equipa técnica, que constitui o nosso principal ativo”, destacou a administradora da AVK.

Isto porque, para a AVK, “cada evento é único e um desafio à nossa criatividade. Temos um compromisso permanente com os nossos clientes para encontrar a melhor solução para as suas ideias e o seu orçamento, com paixão e qualidade, independentemente do tipo e dimensão do evento. Dispomos de equipamento e de técnicos que nos permitem responder a qualquer desafio”.

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Altice Arena com agenda cheia

Os eventos presenciais estão de regresso à Altice Arena, assegura o administrador executivo da emblemática infraestrutura de Lisboa e do país, Jorge Vinha da Silva.

A agenda da Altice Arena está já bastante preenchida até ao verão e muito mais de setembro a dezembro, confirmou Jorge Vinha da Silva, administrador-executivo da Altive Arena, em declarações ao Publituris. E focando apenas nos fatores que pode controlar, ou seja, no que respeita à atividade comercial, a Altice Arena pode já, no final de 2022 e em 2023 retomar os resultados pré pandemia.

O mercado de eventos está a recuperar?
Sim, o mercado está a recuperar progressivamente. À medida que o tempo passa os índices de confiança também aumentam e após um período tão longo quase sem eventos presenciais, é natural que as associações ou ordens profissionais responsáveis por congressos ou conferências, bem como, as empresas queiram realizar eventos para comunicar com os seus membros ou clientes. Também do ponto de vista dos eventos ao vivo as digressões nacionais, e no nosso caso, internacionais estão de regresso.

Prova desta situação foi o congresso “ECMID (32nd European Congress of Clinical Microbiology & Infectious Diseases)” que se realizou em Lisboa no passado mês de abril com quase 13 mil inscritos, sendo o primeiro grande congresso internacional pós-pandemia ou a Conferência dos Oceanos, um evento das Nações Unidas, que se realizará na Altice Arena no próximo mês de junho.

A agenda está já bastante preenchida até ao verão e muito mais preenchida de setembro a dezembro, onde entre muitos outros continuaremos a contar com eventos como a “Web Summit” ou a “Comic Com”. Em setembro acolheremos o “Association World Congress 2022”, o evento na Europa com um maior número de presenças de decisores de associações internacionais e executivos de topo, pessoas responsáveis por eventos em toda a Europa, e que acreditamos será um excelente contributo para ajudar a nossa indústria no processo de recuperação.

Quais são ainda os grandes constrangimentos?
Alguns constrangimentos que ainda se verificam, são, como referi, a necessidade da reposição dos índices de confiança e a degradação da situação económica a nível global, fruto não só da pandemia, mas também da situação de conflito que se vive na Ucrânia. Existe de facto um aumento generalizado de preços e de custos e até algumas questões relacionadas com a disponibilidade de equipamentos e matérias-primas.

Como é que a Altice Arena se reinventou para enfrentar estes tempos conturbados da pandemia?
A Altice Arena, tal como todos os operadores da indústria dos eventos, uma das mais afetadas na pandemia, passou por tempos difíceis e em que as soluções como os eventos digitais e os eventos presenciais, ainda que com muitas limitações não foram claramente a solução ideal, mas a possível. Assim, com muita resiliência, apoio dos nossos parceiros e um forte espírito de equipa mantivemos todas as nossas pessoas, o nosso ativo mais importante, e continuámos com foco a trabalhar nos projetos futuros, facto que nos permite agora recuperar mais rapidamente das perdas sofridas nesse período.

Que espaços para o MICE oferece a Altice Arena com vista a satisfazer este segmento de mercado?
A Altice Arena, possui um conjunto de salas, de variadas dimensões como sejam a Sala Altice, Tejo, Moche, Centro de Negócios, auditórios e outras, que nos permite funcionar também como um Centro de Congressos e acolher eventos das 20 às 20 mil pessoas, como são os casos dos grandes congressos ou conferências Internacionais. Investimos, por exemplo, em equipamento que nos permite dividir estas salas em auditórios mais pequenos com material de insonorização dos espaços, caraterística que é muito valorizada pelos nossos clientes.

Quando pensa ser possível voltar aos resultados da pré-pandemia?
Se me focar apenas nos fatores que podemos controlar, ou seja, a nossa atividade comercial, podemos já no final de 2022 e em 2023 retomar os resultados pré-pandemia.

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Eventos corporativos em crescendo

Os CEO de duas agências de viagens – Travelstore e Globalis – especializadas em viagens de negócios, Frédéric Frère e Fátima Silva, explicam o comportamento atual desta indústria, após uma crise que criou diversos constrangimentos, e num momento em que já se fala em alguma retoma.

Para Frédéric Frère, CEO da Travelstore “as viagens corporativas estão claramente a retomar e nas recentes semanas estão bastante acima das nossas expectativas, chegando pouco a pouco aos níveis de 2019.

Segundo o executivo, “tínhamos previsto uma redução estrutural de longo prazo no segmento de viagens de negócios, mas que afinal poderá ser inferior às nossas previsões”, e “quando questionamos as nossas empresas clientes sobre os motivos desta retoma significativa das suas viagens profissionais, a resposta que ouvimos é que, uma vez levantadas as restrições e havendo um regresso à normalidade, verificam que o contacto presencial faz muita diferença com a simples comunicação por via digital”.

Durante as restrições impostas pela pandemia, conforme recorda Frédéric Frère, “as empresas não tinham outra alternativa senão recorrer exclusivamente às plataformas digitais mas agora que recuperaram a liberdade de mobilidade, podem comparar os dois contextos e medir o retorno para o seu negócio”, para acrescentar que, “pessoalmente, acho que os dois são muito complementares – um pouco como já o era uma primeira conversa ao telefone antes de uma reunião presencial – e que de alguma forma as plataformas digitais vêm inclusive estimular os intercâmbios presenciais”.

Em relação à retoma das viagens individuais corporativas, Fátima Silva, CEO da Globalis, não tem a mesma opinião, destacando que está mais demorada. O que tem evoluído são os eventos corporativos. “As viagens individuais corporativas estão ainda mais atrasadas, e ainda não encontrámos o ritmo que tínhamos antes da pandemia, até porque algumas empresas optaram por manter o regime do teletrabalho”.

Assim, “começámos com o lazer, pois à falta das viagens corporativas as pessoas estão muito mais motivadas a viajar em lazer e até para viagens com mais qualidade e destinos mais longínquos, e não só para fins de semana ou escapadinhas, e com mais pedidos do que era anteriormente”.

E acrescentou: “Isto sem nunca deixar o nosso ADN, até porque somos uma empresa corporativa e não temos balcão. Portanto, o nosso lazer passa muito pelos individuais e empresas que trabalham connosco”

A Globalis – Viagens e Eventos Corporativos, é uma empresa com sete anos. “Resolvemos embarcar neste projeto porque já existia a Globalis Brasil. Pertencemos ao Grupo Arbo. Na altura, indica Fátima Silva, “fazia sentido ser uma agência de viagens especializada no corporativo, nomeadamente, nas viagens individuais, grupos de congressos, eventos, mas pouco nos incentivos. Achámos que fazia sentido e havia espaço no mercado para desenvolver esta atividade de forma mais especializada e de forma mais próxima do cliente. Assim, a Globalis abriu no início de 2015”.

Para além desta, a empresa também desenvolve outras áreas, através do programa de “Associated Partners”, para empresários em nome individual ou freelancers que precisam de apoio e de uma estrutura. Segundo a gestora, “não se trata apenas de agências de viagens. Temos muita gente que toda a vida organizou viagens para grupos de amigos, que tem paixão por viajar e gosta de organizar viagens, portanto, fazia sentido disponibilizar apoio e estrutura para trabalharem”.

Perspetivas para este ano
Quais as perspetivas para este ano? Chegam este ano aos resultados da pré-pandemia? Foram as questões que colocámos aos nossos entrevistados.

Para o CEO da Travelstore, “tudo indica que poderemos voltar a níveis muito próximos de 2019, embora com pesos distintos entre diferentes segmentos de negócio”.

Explicou que “tal como antecipávamos, a indústria dos eventos vai beneficiar da evolução dos formatos de trabalho porque tendo as empresas reduzido os seus espaços de escritórios e introduzido o modelo do teletrabalho, também sentem a necessidade de organizar eventos, juntando as suas equipas de forma a fomentar a cultura da empresa e manter a coesão entre pessoas. Ou seja, o trabalho remoto é também um fator que contribui para a dinamização da indústria das viagens de negócio assim como da indústria dos eventos”.

Já para a CEO da Globalis, “estávamos em pleno desenvolvimento quando em 2019, um ano muito bom para nós, um ano em que estava tudo a correr de feição, chega a pandemia, mas, felizmente, numa altura em que a empresa estava sólida financeiramente, com uma boa estrutura e um bom corpo de colaboradores. A pandemia apanhou-nos desprevenidos, mas conseguimos ultrapassar isso tudo porque, de facto, tivemos também apoios estatais. Não os podemos negligenciar porque foram importantíssimos, mas não tivemos necessidade de recorrer a empréstimos ou moratórias, porque a empresa estava sólida, e com os apoios que tivemos do Governo conseguimos nos manter, e aqui estamos hoje”.

Fátima Silva considera que, outra área que tem evoluído muito mais rápido do que a das viagens individuais corporativas, tem sido os eventos corporativos e viagens de grupos, mas muito no país, isto porque “as pessoas, obrigadas ao teletrabalho durante tanto tempo, estão cansadas de falar para um ecrã, e nós somos um ser social. Todos os motivos são hoje válidos para se estar presente num evento presencial, e fazem-se por tudo e por nada”.

“Nos eventos é importante o presencial e não só através dos meios digitais, porque tem muito networking, as pessoas precisam de tirar dúvidas, de comunicar. Felizmente isto está-se a verificar. Além disso, se antigamente havia eventos que não se faziam e acabavam por ser reuniões dentro das próprias empresas, hoje em dia tudo é motivo para os realizar fora. Tem sido, por isso, positivo”, esclareceu a gestora da empresa, que tem trabalhado muito com consultoras e grandes empresas que organizam eventos de verão e de Natal. Só que, apontou Fátima Silva, “aquilo que era planeado com grande antecedência, agora em 15 dias estão-nos a pedir uma série de coisas, situação que tem estado muito presente nesta fase da retoma”.

No entanto, há um certo otimismo da executiva em relação à recuperação. “Acho que se vai notar um crescendo, mas não de um dia para outro. À séria, com o mundo em paz, e que não haja este medo e perigo da guerra, penso que só no final deste ano ou princípio de 2023 é que deveremos chegar ao movimento e resultados de 2019”, estima a responsável, indicando que “não podemos esquecer que o início deste ano ainda foi de pandemia”.

Refira-se que a Globalis teve uma faturação de 10 milhões de euros em 2019 e este ano aponta para um volume de negócios à volta dos seis milhões, enquanto faturou quatro milhões de euros em 2021 e 2,5 milhões em 2020.

 

Tudo indica que poderemos voltar a níveis muito próximos de 2019, embora com pesos distintos entre diferentes segmentos de negócio”, Frédéric Frère (CEO da Travelstore)

 

Perfil do cliente evoluiu
Com a pandemia, o perfil do cliente, mais do que mudar, evoluiu. Esta é a opinião de Frédéric Frère.

Isto é, “muitas das expectativas dos clientes já existiam antes da pandemia, mas esta veio acentuar o seu nível de exigência relativamente a alguns aspetos que valorizam particularmente. Estes são a segurança e, aqui vemos que as TMC dotadas das capacidades necessárias, passaram a ser ainda mais valorizadas do que no passado pela sua capacidade de apoio ao viajante, sobretudo em circunstâncias de dificuldades. São também cada vez mais a respeito dos princípios “ESG” com particular enfoque no “E” (meio ambiente) sem desvalorizar obviamente os outros componentes da sustentabilidade corporativa. As empresas procuram trazer um contributo pro-ativo aos esforços de proteção do meio ambiente, aderindo a várias iniciativas que ajudam a transição para energias mais sustentáveis”.

Mas há mais: “as empresas continuam obviamente a procurar recorrer a parceiros que as ajudem a otimizar os seus orçamentos em viagem, particularmente em ambientes inflacionistas como os atuais em que seja expectável um aumento das tarifas de aviação e de alojamento. Uma capacidade de gestão coordenada que disponha de métricas fiáveis continua a ser um elemento muito valorizado pelos clientes”, acrescentou o responsável.

Sobre esta questão, Fátima Silva refere que “não é por causa do aumento dos preços que o mercado não compra, pelo menos ao nível dos nossos clientes”. Mas também concorda nessa alteração do perfil do cliente, pois, muitas empresas que não faziam eventos, passaram a fazer, um pouco na lógica de que é de acesso a todos. Além disso, é mais exigente porque teve muito tempo para aprender, e acima de tudo, está muito mais atento e consciente dos direitos de consumidor”.

Desafios da indústria
A indústria das viagens de negócios e dos eventos corporativos tem-se confrontado ao longo dos anos, segundo Frère, “com várias ameaças para não dizer crises de todo o tipo: epidemias e mais recentemente uma pandemia global cuja resolução ainda não é definitiva e, provavelmente, nunca o será totalmente, atentados terroristas, incidências climáticas e naturais (lembro o vulcão na Islândia há uns anos atrás), crises económicas e financeiras e naturalmente geopolíticas como a guerra que se iniciou recentemente entre a Rússia e a Ucrânia”. Este ano, acrescentou: “para além da saída da pandemia ainda não totalmente resolvida, surgem duas novas ameaças, a desta guerra aberrante – são todas – cujo desfecho é ainda muito incerto, e uma possível recessão económica internacional, consequência da tensão inflacionista que se está a registar um pouco em todo o mundo”.

Além disso, “toda a ambiguidade deste contexto é que atualmente as empresas do setor precisam de reforçar a sua capacidade de resposta e contratar recursos humanos, mas podendo estarem confrontados com nova contração da procura nos próximos meses”, defende o CEO da Travelstore, sublinhando que “o outro grande desafio ao qual todo o setor se confronta é claramente este dos recursos humanos, e isto a dois níveis: primeiro conseguir contratar pessoas de forma a proteger níveis de serviços, segundo estarem preparados para um agravamento dos custos laborais.

Na hora de reinventar
A Travelstore não precisou da pandemia para procurar se reinventar porque a antecipação à mudança faz parte do seu ADN. Mas, “a crise brutal que atravessámos nos estimulou ainda mais, em boa parte porque também ficámos com mais tempo para dedicar ao brainstorming. Acelerámos a nossa transformação digital, enriquecemos as propostas de valor das nossas diferentes áreas de negócio, e por fim, diversificámos os negócios para diluir a dependência dos negócios com maior peso”, disse o executivo.

Outro aspeto positivo “é que voltámos a pensar e atuar como uma startup em que todos se entreajudam para ir mais depressa e por um custo menor. É sabido que as crises são geradoras de oportunidades e julgo que esta última só veio reforçar esse princípio”, destacou o responsável.

Para a CEO da Globalis, “tivemos de nos adaptar. Passámos também a organizar eventos híbridos para os nossos clientes. Temos tecnologia e tentado sempre automatizar os processos de reservas e vendas. Implementámos mais ferramentas tecnológicas, mas o facto de termos tudo automatizado não quer dizer que sejam soluções para se vender mais, pelo menos neste momento. Desenvolvemos as redes sociais e novas formas de comunicar com os nossos clientes e com o mercado, e estamos em toda a parte onde o nosso cliente precisar”. A empresa acompanha o cliente de A a Z, seja em Portugal, seja no estrangeiro.

 

As pessoas, obrigadas ao teletrabalho durante tanto tempo, estão cansadas de falar para um ecrã, e nós somos um ser social. Todos os motivos são hoje válidos para se estar presente num evento presencial, e fazem-se por tudo e por nada”, Fátima Silva (CEO da Globalis)

 

Projetos em carteira
A Globalis tinha vários projetos em carteira que a pandemia fez adiar, mas que Fátima Silva faz questão de dizer que deverão começar a ser implementados no final deste ano ou no início do próximo.

“Colaboramos muito com o Grupo Arbo, mas ainda não trazemos clientes do estrangeiro para Portugal, projeto que estava para ser iniciado em 2020, mas com a pandemia acabou por ficar em banho-maria, mas que vamos retomar”.

Além disso “tínhamos uma ideia interessante e diferente, e que esperamos vir a retomar, que tem a ver com serviços de concierge de luxo, serviços direcionados para um determinado tipo de viajantes, como os expatriados, estrangeiros que compram casa em Portugal, que não têm estrutura familiar e necessitam de apoio e de alguns serviços, ou seja, pessoas que precisam de todo o apoio local num país que não é o seu”, realçou a gestora.

Este projeto, segundo Fátima Silva, pode complementar-se com o conceito “Jornada do Passageiro”, de forma que “as pessoas possam chegar e se identificar com a vida real de Portugal e dos portugueses sem ser através do tradicional tour e sem ser só nas grandes cidades”.

Finalmente, a agência, através de parceiros e do seu grupo no Brasil, está a preparar uma campanha para viagens ao Mundial de Futebol no Qatar (novembro e dezembro deste ano), “uma forma de retomar e estar presente”.

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Globalis: Certificação de qualidade traz mais valias à empresa, clientes e parceiros

A Globalis, empresa especializada em viagens e eventos corporativos, viu uma auditoria aprovar, recentemente, a manutenção do seu certificado de gestão de qualidade, “uma vez mais, sem inconformidades”.

A notícia foi avançada ao Publituris pela CEO da Globalis, Fátima Silva, que reconhece que a certificação de qualidade traz mais valias à empresa, clientes e parceiros.

Isto significa, segundo Fátima Silva, que “para os nossos clientes, podem ter a garantia de um processo limpo de A a Z, e que estamos constantemente à procura da melhoria. É garantia de que o serviço que prestamos é limpo, correto e sempre em prol do cliente”.

Outro benefício “de sermos certificados, é que permite, ainda, em termos comerciais e de imagem de alguns parceiros sermos escolhidos. Além disso, também nos permite ter acesso a práticas e experiências de outras empresas certificadas”, destacou a CEO da Globalis, para apontar que, “não é por causa disso que tenhamos mais clientes, mas confere-nos uma posição de segurança e de confiança junto dos nossos clientes”.

Com esta certificação da certificação do seu sistema de gestão da qualidade segundo os requisitos da NP EN ISO 9001:2015, renovável de dois em dois anos, a Globalis indica, no seu site oficial que “garantimos a qualidade dos serviços tendo como pilares a sistematização dos processos e procedimentos, rotinas bem definidas e monitorizáveis e uma equipa capacitada e focada na melhoria contínua”, continuando “a perseguir os objetivos de qualidade de serviço que nos carateriza”, pode-se ler.

 

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