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Porto e Norte fecha 2016 com quase sete milhões de dormidas

As lojas interactivas de Turismo do Aeroporto Francisco Sá Carneiro e do Porto Welcome Center, abertas desde Agosto,
receberam quase 500 mil pessoas.

Ângelo Delgado
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Porto e Norte fecha 2016 com quase sete milhões de dormidas

As lojas interactivas de Turismo do Aeroporto Francisco Sá Carneiro e do Porto Welcome Center, abertas desde Agosto,
receberam quase 500 mil pessoas.

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“Fechámos o ano com quase sete milhões de dormidas, tantas como as que tínhamos previsto para 2020”. A declaração é de Melchior Moreira, presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), durante a BTL 2017 e mostra o optimismo que se vive no seio da entidade. “Devemos continuar a surpreender para sermos um destino sustentável, com uma procura equilibrada todo o ano e por todo o território”, acrescentou.

Ainda no mesmo registo, Melchior Moreira destacou o elevado número de visitantes que passaram pelas lojas interactivas da cidade do Porto, abertas desde Agosto deste ano. “Registámos a entrada de quase 500 mil pessoas nas lojas do Aeroporto Sá Carneiro e do Porto Welcome Center. E cerca de 30% desta procura foi pelos city short breaks e por gastronomia e vinhos, produtos estratégicos que se associam ao Turismo de compras”.

Sobre as nacionalidades com mais presença na região, o presidente da TPNP é peremptório: “Os espanhóis lideram, mas o mercado francês foi o que mais cresceu este último ano, seguido dos turistas do Reino Unido, Alemanha e Brasil”.

Presentes na BTL com um stand com cerca de 800m2, estão presentes mais de 90% dos municípios do Porto e Norte e pouco mais de 400 parceiros envolvidos. Sobre a presença na feira, Melchior Moreira lembrou que “neste último ano, fruto do tabalho de promoção, das sinergias entre os operadores públicos e privados, o turismo de compras começou a destacar-se, o que nos faz ter já em vista a estratégia de promoção direccionada, que já foi posta em marcha na FITUR e que volta a reforçar-se na  BTL”.

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“Territórios do Interior devem ser uma prioridade na promoção turística”, defende Nuno Fazenda

O secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, participou esta quinta-feira, 2 de fevereiro, numa sessão pública sobre a Agenda para o Turismo no Interior, em Viseu.

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O secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, defendeu esta quinta-feira, 2 de fevereiro, que “os territórios do Interior devem ser uma prioridade na promoção turística”, motivo pelo qual o Governo conta apresentar, em abril, a Agenda para o Turismo no Interior.

De acordo com o governante, que falava numa sessão pública sobre a Agenda para o Turismo no Interior, que decorreu no Auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu, “o Interior tem produtos turísticos únicos que devem ser valorizados”.

E Nuno Fazenda apontou medidas que visam descriminar positivamente o interior, a exemplo do programa Consolidar + Turismo, que prevê mais apoios para empresas do Interior; do Portugal Events, que vai diferenciar positivamente os eventos que decorram em destinos afastados do litoral; e da valoração adicional das produções internacionais que escolham filmar em territórios de baixa densidade, ao abrigo da Portugal Film Commission.

A sessão em Viseu integrou o Roteiro da Agenda para o Turismo no Interior, que o governante está a realizar pelo interior do país entre 31 de janeiro e 3 de fevereiro, com o objetivo de ouvir e debater com os atores locais os desafios, as potencialidades e as prioridades do turismo no interior.

Além de Nuno Fazendo, também Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal; Leonor Barata, vereadora do Turismo e Cultura da Câmara Municipal de Viseu; e José dos Santos Costa, presidente do Instituto Politécnico de Viseu, discursaram nesta sessão pública.

Na sua intervenção, o presidente do Turismo Centro de Portugal manifestou preocupação em combater a sazonalidade, a litoralização e a reduzida estadia média, assim como o despovoamento, problemas que afetam a atividade turística no interior, considerando que, para combater estas dificuldades, devem ser destacados os grandes trunfos do Interior do país.

“O Interior de Portugal é o luxo do século XXI, uma vez que oferece tempo, silêncio e segurança. Se passarmos esta mensagem aos mercados internacionais, nomeadamente os mercados emergentes, seremos capazes de atrair mais turistas a estes territórios”, considerou.

A sessão contou depois com dois painéis dedicados aos temas “O Turismo no Interior e no Centro – Redes e Conhecimento” e “O Turismo no Interior e no Centro – As Empresas”, aos quais se seguiu um período de debate.

No âmbito do Roteiro da Agenda para o Turismo no Interior, Nuno Fazenda visitou, também a Casa das Fidalgas, em Santar, Nelas, e o Grande Hotel Lisboa, nas Termas de São Pedro do Sul.

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Governo incorpora Portugal Film Commission no ICA

Com esta alteração, o ICA passa a estar sob tutela dos membros do Governo responsáveis pelo Turismo e pela Cultura, em “matérias relacionadas com incentivos à produção cinematográfica e audiovisual e à captação de filmagens internacionais para Portugal”.

Publituris

O Governo aprovou esta quinta-feira, 2 de fevereiro, em Conselho de Ministros, um decreto-lei que altera a estrutura orgânica do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), que passa a incorporar em permanência a Portugal Film Commission.

De acordo com um comunicado do Gabinete do ministro do Mar e da Economia, com esta alteração, o ICA “alarga o escopo da sua missão”, passando a estar sob tutela conjunta dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do Turismo e da Cultura, em “matérias relacionadas com incentivos à produção cinematográfica e audiovisual e à captação de filmagens internacionais para Portugal”.

“Esta alteração orgânica constitui o reconhecimento do trabalho da Portugal Film Commission e da política de incentivos concedidos pelo Fundo de Apoio ao Turismo e ao Cinema (FATC), com resultados muito positivos nos setores do cinema e do audiovisual”, explica o comunicado divulgado.

Entre 2018 e 2022, foi registado um investimento total de cerca de 238 milhões de euros (dos quais 129 milhões de investimento estrangeiro), com incentivos de 64 milhões de euros atribuídos a 168 projetos, tendo o ano de 2022 sido aquele que registou maior volume de investimento, que ascendeu a 99 milhões de euros (dos quais 74 milhões foram investimento estrangeiro), e tendo sido atribuídos 27 milhões de euros de incentivos.

O Governo pretende ainda introduzir, já este ano, alterações às regras de acesso ao Fundo de Apoio ao Turismo e ao Cinema, assumindo o compromisso de manter o regime de incentivos deste fundo até final de 2026.

“Nestes termos, as candidaturas ao FATC terão este ano duas fases. A primeira será aberta a 3 de abril de 2023, com uma dotação orçamental de apoio a projetos que será anunciada até ao final de fevereiro. Nesta primeira fase de candidaturas, mantêm-se as regras de acesso aos incentivos atualmente em vigor, com valoração adicional dos projetos realizados em territórios de baixa densidade”, acrescenta a informação divulgada.

No último trimestre do ano e após reflexão das diferentes áreas governativas envolvidas e considerando o relatório “Avaliação do Funcionamento e Efeitos do Incentivo à Produção Cinematográfica e Audiovisual – Cash Rebate”, do PlanAPP, o Governo conta abrir uma 2.ª fase de candidaturas, cujas regras e dotação orçamental estão ainda por definir.

“Esta decisão do Governo baseia-se no reconhecimento do sucesso alcançado na atração de produções internacionais para filmar em Portugal, com consequências muito positivas para o desenvolvimento do setor e para a consolidação das produtoras portuguesas”, realça Pedro Adão e Silva, ministro da Cultura, considerando que esta alteração permite assumir “um compromisso político total relativamente ao futuro, consolidando o que começou por ser um grupo de projeto”.

Já Nuno Fazenda, secretário de Estado do Turismo defende que “a atração de produções cinematográficas internacionais tem um efeito multiplicador para a economia e para o turismo português”, pelo que esta alteração legislativa permite reforçar a “estratégia de atratividade e fomento” de Portugal enquanto destino de excelência das produções cinematográficas, nomeadamente na zonas do interior do país.

“Queremos continuar a afirmar Portugal no mundo e a 7.ª arte é uma ancora para essa afirmação e projeção internacional”, conclui o governante.

 

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Torre dos Clérigos recebeu 1,2 milhões de visitantes em 2022

A Torre dos Clérigos, no Porto, recebeu 1,2 milhões de visitantes no ano passado, num aumento de quase 250% face a 2021, apesar de ainda estar abaixo de 2019, uma vez que as medidas de segurança da COVID-19 foram mantidas.

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A Torre dos Clérigos, no Porto, recebeu 1,2 milhões de visitantes ao longo do ano passado, número que representa um aumento de quase 250% face a 2021 mas que continua ainda 30% abaixo do registado em  2019, antes da pandemia da COVID-19, informou a Irmandade dos Clérigos, gestora do monumento que comporta a igreja, o museu e a torre sineira.

Segundo a Irmandade dos Clérigos, o facto do número de visitantes do espaço continuar 30% abaixo do registado em 2019 deve-se ao facto de se ter decidido manter “as medidas de segurança e proteção dos visitantes vigentes ao longo da pandemia de COVID-19”.

Na lista de mercados emissores, o destaque vai para Espanha e França, que lideram em número de visitantes, ainda que a Irmandade dos Clérigos destaque também o desempenho dos EUA, que é já o terceiro país com maior número de visitantes na Torre dos Clérigos.

No ano passado, a Torre dos Clérigos registou uma quota de 70% de visitantes internacionais, número que, segundo a Irmandade dos Clérigos, vem comprovar o “lugar inestimável” do monumento na atração turística ao Porto e Norte de Portugal.

“Apesar de termos mantido as medidas de segurança e proteção implementadas desde 2020, com redução do fluxo de visitantes em simultâneo no interior da Igreja, Museu e Torre, chegámos ao final do ano ultrapassando a barreira de um milhão de turistas”, assinala o presidente da Irmandade dos Clérigos, Padre Manuel Fernando, considerando que, caso as medidas da COVID-19 não tivessem sido mantidas, o monumento teria “ultrapassado os 1,5 milhões de visitantes de 2019”.

Em 2022, o Complexo dos Clérigos recebeu também vários eventos de vulto, com destaque para o lançamento de vários livros mas também de exposições.

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Nova edição: Dossier de companhias aéreas, Soltour Travel Partners e Turismo do Centro

A nova edição do Publituris, a primeira do mês de fevereiro, faz capa com um dossier dedicado às novidades que as companhias aéreas preparam para o próximo verão IATA. Além do dossier, publicamos um artigo sobre a Soltour Travel Partners, uma entrevista com o presidente da Turismo do Centro e outra com o diretor-executivo do NEST – Centro de Inovação do Turismo.

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A nova edição do Publituris, a primeira do mês de fevereiro, faz capa com um dossier dedicado às novidades que as companhias aéreas preparam para o próximo verão IATA, que arranca já a 27 de março e se prolonga até 26 de outubro.

Conheça as novidades previstas para Portugal para o próximo verão IATA e saiba também quais são as previsões das transportadoras aéreas para 2023, ano que promete trazer de volta a capacidade que ainda estava por repor devido à pandemia da COVID-19.

Nesta edição, publicamos também um artigo sobre a Soltour Travel Partners na secção de Distribuição, no qual o delegado Luís Alexandrino revela que o objetivo do operador passa por oferecer às agências portuguesas um portefólio mais amplo e não só de destinos de ‘Sol & Praia’.

Leia também o especial sobre o Turismo do Centro, em que Pedro Machado, presidente da entidade regional de turismo, faz um balanço sobre o seu mandato, que está a terminar, e fala sobre a importância do mercado espanhol, que a região quer continuar a captar, naquele que é um dos motivos que levaram a Turismo do Centro a associar-se ao lançamento da primeira Estratégia do Turismo Transfronteiriço 2022-2023, que foi apresentada na FITUR 2023.

Nesta edição, publicamos ainda uma entrevista com Roberto Antunes, diretor-executivo do NEST – Centro de Inovação do Turismo, que defende que “a tecnologia [no setor do turismo] deve ser o facilitador e não a finalidade”.

A nova edição do Publituris volta ainda a divulgar os nomeados para os Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2023, que vão ser entregues no primeiro dia da BTL, a 1 de março.

Este ano, são 100 os nomeados, em 16 categorias, às quais acresce o prémio “Personalidade do Ano”, que é escolhido diretamente pela equipa do Publituris. A votação online arranca já na próxima segunda-feira, 23 de janeiro, prolongando-se até 17 de fevereiro.

Além do check-in, esta edição conta também com as opiniões de Francisco Jaime Quesado (economista e gestor), Helena Pimentel (docente do ISG), Nuno Abranja (diretor do Departamento de Turismo do ISCE e CEO da consultora OMelhorDoTurismo) e Pedro Castro (diretor da SkyExpert Consulting e docente de Sistemas de Transporte no ISCE).

Boas leituras.

A versão completa desta edição é exclusiva para subscritores do Publituris. Pode comprar apenas esta edição ou efetuar uma assinatura do Publituris aqui obtendo o acesso imediato.

Para mais informações contacte: Carmo David | [email protected] | 215 825 43

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Edição digital: Dossier de companhias aéreas, Soltour Travel Partners e Turismo do Centro

A nova edição do Publituris, a primeira do mês de fevereiro, faz capa com um dossier dedicado às novidades que as companhias aéreas preparam para o próximo verão IATA. Além do dossier, publicamos um artigo sobre a Soltour Travel Partners, uma entrevista com o presidente da Turismo do Centro e outra com o diretor-executivo do NEST – Centro de Inovação do Turismo.

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A nova edição do Publituris, a primeira do mês de fevereiro, faz capa com um dossier dedicado às novidades que as companhias aéreas preparam para o próximo verão IATA, que arranca já a 27 de março e se prolonga até 26 de outubro.

Conheça as novidades previstas para Portugal para o próximo verão IATA e saiba também quais são as previsões das transportadoras aéreas para 2023, ano que promete trazer de volta a capacidade que ainda estava por repor devido à pandemia da COVID-19.

Nesta edição, publicamos também um artigo sobre a Soltour Travel Partners na secção de Distribuição, no qual o delegado Luís Alexandrino revela que o objetivo do operador passa por oferecer às agências portuguesas um portefólio mais amplo e não só de destinos de ‘Sol & Praia’.

Leia também o especial sobre o Turismo do Centro, em que Pedro Machado, presidente da entidade regional de turismo, faz um balanço sobre o seu mandato, que está a terminar, e fala sobre a importância do mercado espanhol, que a região quer continuar a captar, naquele que é um dos motivos que levaram a Turismo do Centro a associar-se ao lançamento da primeira Estratégia do Turismo Transfronteiriço 2022-2023, que foi apresentada na FITUR 2023.

Nesta edição, publicamos ainda uma entrevista com Roberto Antunes, diretor-executivo do NEST – Centro de Inovação do Turismo, que defende que “a tecnologia [no setor do turismo] deve ser o facilitador e não a finalidade”.

A nova edição do Publituris volta ainda a divulgar os nomeados para os Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2023, que vão ser entregues no primeiro dia da BTL, a 1 de março.

Este ano, são 100 os nomeados, em 16 categorias, às quais acresce o prémio “Personalidade do Ano”, que é escolhido diretamente pela equipa do Publituris. A votação online arranca já na próxima segunda-feira, 23 de janeiro, prolongando-se até 17 de fevereiro.

Além do check-in, esta edição conta também com as opiniões de Francisco Jaime Quesado (economista e gestor), Helena Pimentel (docente do ISG), Nuno Abranja (diretor do Departamento de Turismo do ISCE e CEO da consultora OMelhorDoTurismo) e Pedro Castro (diretor da SkyExpert Consulting e docente de Sistemas de Transporte no ISCE).

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Chile volta a fazer testes de Covid-19 aleatórios à chegada

O Chile voltou a selecionar aleatoriamente passageiros para fazer testes de Covid-19 à chegada ao Aeroporto Internacional Arturo Merino Benítez, em Santiago, e ao Paso Internacional Los Libertadores, na fronteira terrestre com a Argentina.

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A medida, que tinha sido abandonada em outubro de 2022, voltou a ser colocada em prática em este mês e refere indica informação publicada no sire do Turismo do Chile, caso o viajante obtenha um resultado positivo ou se negue a fazer o exame, deverá realizar uma quarentena obrigatória de cinco dias.

Recorde-se que, para viajar para o país, os maiores de 18 anos continuam obrigados a apresentar comprovativo de vacinação completa ou resultado negativo para um teste RT-PCR realizado 48 horas antes da partida.

No entanto, já não é mais necessário preencher a Declaração Jurada do Viajante (C19) ou obter um Passe de Mobilidade, dois itens que foram abolidos em outubro do ano passado. O uso de máscara, por sua vez, é obrigatório somente em estabelecimentos de saúde.

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Agora é possível conhecer o Funchal sob o ponto de vista da arquitetura urbana

Lançado recentemente pela Secção Regional da Madeira da Ordem dos Arquitetos, o Guia de Arquitetura Funchal, permite uma fruição diferente do património da capital madeirense. Eduardo Jesus enaltece a obra.

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A partir de agora, residentes e visitantes, têm a oportunidade de conhecer o Funchal sob o ponto de vista da arquitetura urbana, nomeadamente, das 15 obras essenciais que marcaram o período do século XIX.

Este é, conforme divulgado na página oficial do Governo Regional da Madeira, o objetivo do ‘Guia de Arquitetura Funchal | Século XIX | 15 Obras Essenciais’, editado pela Secção Regional da Madeira da Ordem dos Arquitetos (SRMAD) e da autoria de Rui Campos Matos e Daniela Alcântara, que foi lançado na última semana no Teatro Municipal Baltazar Dias.

A mesma fonte destaca que, neste guia são mostradas, de forma diferente, obras arquitetónicas emblemáticas da cidade do Funchal e do arquipélago e datadas do século XIX, como é o caso do Teatro Municipal Baltazar Dias, do Hospício Princesa Dona Maria Amélia, da Quinta das Angústias (atual Quinta Vigia), do Jardim Municipal e da Ponte Monumental, entre outros.

No total são apresentadas 15 obras, na sua maioria projetadas por arquitetos ingleses, “numa época em que a burguesa cidade do Funchal teve necessidade de desenvolver estes importantes equipamentos adequados ao Modus Vivendi oitocentista”, explicou na ocasião Susana Gouveia Jesus, presidente da SRMAD, acrescentando que, no âmbito das atribuições desta Secção Regional, que visam contribuir para a defesa e promoção da arquitetura, há o objetivo expresso de promover a edição de publicações que contribuam para um melhor esclarecimento público das implicações e relevância da arquitetura.

A responsável afirmou que para a SRMAD “é de suma importância facultar esta informação, tanto aos nossos visitantes, como aos que diariamente habitam e frequentam estes edifícios, sendo que estes exemplos arquitetónicos, assim como os que já estão patentes no Guia de Arquitetura do século XX editado em 2020, consubstanciam a nossa entidade como ilha atlântica multicultural que valoriza o seu património e que foi, de certo modo, bastante mais visionária em relação a outras regiões do país”.

O secretário Regional de Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, que marcou presença na sessão de apresentação da obra, considerou, citado na notícia veiculada pelo site do Governo madeirense, que “o lançamento deste guia permite-nos sistematizar a informação relativamente à arquitetura e à história da edificação na Região Autónoma da Madeira, sendo que essa sistematização permite uma fruição diferente do património”.

O facto de a região já ter dois guias, um do século XIX e outro do século XX, “vem facultar à população residente em geral e aqueles que nos visitam, uma informação que está devidamente estudada, organizada, documentada, e que nos ajuda a compreender a presença do Homem neste território”, salientou, para acrescentar que este guia é, ao fim e ao cabo, “uma forma diferente de contar a história da Madeira através do seu património edificado”.

 

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Governo empenhado em dar mais força ao turismo no interior com projetos concretos

Após auscultação e participação dos agentes locais e regionais, da academia e das empresas, o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, que iniciou esta terça-feira um roteiro pelo interior do país, prometeu apresentar, em três meses, uma Agenda para o Turismo do Interior.

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Numa declaração à imprensa, após o primeiro encontro sobre esta temática, que decorreu em Évora, Nuno Fazenda reconheceu que há um enorme potencial turístico por descobrir no interior, e afirmou que o Governo quer “ter mais interior nas políticas de turismo, sem prejuízo da importância estratégica que têm os destinos turísticos mais consolidados, como são os casos do Algarve, de Lisboa, da Madeira e também do Porto”.

Referindo que 90% da procura turística do continente se concentra no litoral, o governante, citado em comunicado do Ministério da Economia e Mar, disse que é preciso “desenvolver medidas para apoiar projetos públicos, privados, iniciativas e campanhas de promoção específicas”, para ter “mais turistas e mais mercados turísticos a visitar o interior”.

A ideia é auscultar e integrar contributos “dos atores locais e regionais, das empresas, das instituições de ensino superior sobre que projetos, que desafios, que prioridades” existem para o desenvolvimento do turismo na faixa interior do país, explicou. “É um roteiro para ouvir. É um roteiro de auscultação, de audição dos territórios, para puxarmos pelo interior, para desenvolvermos uma agenda estratégica para o turismo do interior”, insistiu, citado pela Lusa.

Após o processo de auscultação, é intenção do Governo apresentar esta agenda, em abril, traçou Nuno Fazenda, frisando que esta irá incluir “medidas e iniciativas que permitam afirmar o turismo do interior e dar força ao turismo do interior”.

O secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços realçou que é necessário promover “a coesão territorial”, para que Portugal possa ser “um país mais harmonioso do ponto de vista turístico” e sem que “nenhum território fique para trás”.

É por isso que em territórios como o Alentejo, a região Centro ou o Norte de Portugal, para a faixa do interior, “temos que ter medidas de apoio a projetos públicos que visem a valorização do nosso património, da nossa cultura, das nossas serras, mas também apoios diferenciados e positivos para o investimento privado e desenvolver ações de promoção específicas do interior”, sublinhou.

 

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Até haver novo aeroporto de Lisboa “é preciso encontrar soluções intermédias”

O diretor-geral da ATL, Vitor Costa, alerta para que até a operacionalização de um novo aeroporto para Lisboa, o que vai demorar muitos anos, tendo em conta o estádio do projeto, “é preciso encontrar soluções intermédias”.

O diretor-geral da Associação Turismo de Lisboa (ATL) alerta para que até a operacionalização de um novo aeroporto para Lisboa, o que vai demorar muitos anos, tendo em conta o estádio do projeto, “é preciso encontrar soluções intermédias”.

Na opinião de Vítor Costa, “primeiro é preciso que Portela melhore, segundo, eventualmente, vai ser necessário, a certa altura, soluções intermédias para conseguirmos responder à procura”.

O responsável lembra que “quando esta discussão da necessidade de construção de um novo aeroporto para Lisboa começou, a que em certa altura se falou na possibilidade de ficar localizado na Ota ou Alcochete, o setor do turismo defendia a utilização de uma Base Aérea, nomeadamente, o do Montijo, para fins civis, uma vez que já lá existia uma pista aérea e podia ser utilizado em complemento a Portela, independentemente da decisão sobre um novo aeroporto”.

“A questão que temos é até chegar lá. Para tal temos de encontrar soluções mais pragmáticas, ou então não fazemos nada na Portela e continuamos durante mais 10/12/14 anos na situação em que estamos”, disse, para acrescentar que “é preciso fazer os investimentos previstos para a Portela, e mesmo assim, não sei se não será necessário recorrer a soluções para que, entretanto, as coisas se possam resolver. Isto tem de ser razoavelmente ponderado”.

Recorde-se que foi feito um acordo bipartidário (PS e PSD) e a partir daí foi criada uma solução “que poderá ser mais virtuosa, que poderá dar mais consenso, admito”. Essa solução passou pela criação de uma Comissão Técnica independente para fazer um relatório sobre a localização da nova infraestrutura, e de uma Comissão de Acompanhamento. Vítor Costa faz parte dessa Comissão de Acompanhamento, de acordo com a deliberação do Conselho de Ministros, na qualidade de presidente da Entidade Regional.

É preciso fazer os investimentos previstos para a Portela, e mesmo assim, não sei se não será necessário recorrer a soluções para que, entretanto, as coisas se possam resolver”

Agora, essas estruturas “vão desenvolver o seu trabalho e a promessa que existe é que durante este ano seja anunciada uma decisão sobre a localização do novo aeroporto, que o Governo decida, que o Presidente da República subscreva e que pelo menos o PSD suporte, na expectativa de que não se volte a discutir tudo de novo. O processo agora vai prosseguir e temos de esperar que tenha um desfecho”, destacou Vítor Costa.

No entanto, o responsável chama atenção para o seguinte: “A deliberação do Governo é para que esta comissão decida sobre a localização do novo aeroporto, mas “seja qual for a decisão final, é preciso ainda construir a nova infraestrutura, o vai durar anos”. Então, “entre este momento e até o novo estar operacional, e estamos a falar em pelo menos 10 anos, significa um lapso de tempo muito grande”, alertou.

*O jornal Publituris errou na última edição. Neste artigo, houve um lapso e em vez de, no título, estar “haver”, publicámos “haber”. Aos nossos leitores pedimos desculpa. 
Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

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A marca Lisboa está a puxar toda a região

Numa região com dinâmicas turísticas diferentes, a missão da ERT-RL tem sido agregadora, colocando sempre a marca Lisboa, “que é uma vantagem e não uma desvantagem”, segundo o seu presidente, Vítor Costa, a puxar todas as áreas que a compõem. Para tal têm sido criados vários instrumentos de apoio às empresas dessas áreas menos desenvolvidas com o objetivo de criar produto e captar turistas. “O que toda a região precisa é de ter clientes e utilizem o máximo todo o território”, defende.

Em entrevista ao Publituris, o presidente da Entidade Regional do Turismo da Região de Lisboa (ERT-RL) e diretor geral da Associação Turismo de Lisboa (ATL), Vítor Costa, dá conta da performance da região o ano passado, apesar de os números ainda não estarem fechados, apresenta as estimativas para 2023, embora existam fatores que o próprio turismo não controla, mas, sobretudo, destaca a estratégia adotada que visa criar uma região com um desenvolvimento turístico mais equilibrado.

Como está a região neste momento, dois anos depois da pandemia, e como é que correu o 2022?
Tivemos dois anos de pandemia em que houve uma interrupção do turismo, e depois, o ano de 2022 relativamente ao qual já havia alguma expectativa que houvesse um início de uma recuperação. Ainda tivemos três meses afetados pela pandemia, mas depois, verificou-se uma dinâmica que terá excedido as expectativas.

No caso específico da Região de Lisboa, não temos ainda os resultados finais, mas está adquirido que, em termos dos indicadores económicos, a subida foi maior, enquanto em termos quantitativos (dormidas, hóspedes e chegadas), ainda não chegámos aos valores de 2019. Também tivemos o efeito da inflação em 2022, mas mesmo descontando este indicador, a nossa estimativa é que tenhamos crescido 5 a 7% ao nível da riqueza gerada pelo turismo e na rentabilidade da hotelaria, o que consideramos bastante positivo.

E este ano? Quais são as previsões?
A dinâmica mantém-se. Não há indicadores, até este momento, que houvesse menos interesse ou menor procura. Vamos ter também um ano marcado por uma iniciativa única que são as Jornadas Mundiais da Juventude que vai influenciar o verão. Mas a nossa dinâmica neste início de ano continua idêntica, e esperamos que corra bem.

É verdade que há aquilo que todos os setores do turismo têm referido, que são muitos fatores de incerteza, e esses podem vir a ser relevantes ao longo do ano, e que podem afetar principalmente os mercados europeus que representam 80% dos turistas que visitam a região de Lisboa. Já tínhamos verificado no ano anterior, por exemplo, que o mercado alemão cresceu menos, mas, no entanto, há casos contrários, com o mercado norte-americano com grande crescimento.

No caso específico da Região de Lisboa, não temos ainda os resultados finais, mas está adquirido que, em termos dos indicadores económicos, a subida foi maior, enquanto em termos quantitativos (dormidas, hóspedes e chegadas), ainda não chegámos aos valores de 2019”

Estratégia consensualizada
Estamos a falar de uma região com dinâmicas turísticas diferentes. Como é que se conjugam a cidade de Lisboa e os outros polos menos desenvolvidos?
Porque temos uma estratégia, temos um plano estratégico e, portanto, não estamos a “navegar à vista”.

Temos uma estratégia que é consensualizada entre os vários intervenientes, parceiros interessados públicos e privado, municípios e empresas. Essa estratégia é clara no sentido de que a marca Lisboa é um ativo de todos e tem capacidade de atração, mas o território é diferenciado. Identificámos vários polos e cada um tem uma estratégia de desenvolvimento diferente, consoante o estado em que se encontram.

Nesse plano encontrámos o caminho para, ao mesmo tempo, continuar a reforçar a marca Lisboa e a sua capacidade de atração, e procurar o desenvolvimento de alguns polos que já estavam bastante desenvolvidos como são Cascais e Sintra, e outros que, entretanto, assumiram importância nestes últimos anos, como Mafra e Ericeira, pelas suas especificidades, bem como Sesimbra e Almada (Costa da Caparica).

Além disso, incorporamos algumas áreas que, apesar de oferecerem bastantes recursos, têm de fazer um caminho mais devagar, até porque a oferta é mais insuficiente, sobretudo as zonas ribeirinhas do Tejo, Vila Franca de Xira ou Loures. Sem oferta turística, sem hotelaria, não conseguem captar turismo.

O que temos verificado é que, antes da pandemia, a região de Lisboa cresceu no seu conjunto, foi a região que mais cresceu e ganhámos quota de mercado em Portugal. Entretanto, durante a pandemia perdemos quota de mercado porque as pessoas privilegiaram os destinos internos. Sabendo que um terço da população portuguesa vive na região de Lisboa, isso é compreensível, pois procuraram outras zonas do país. Mesmo em termos internacionais também perdemos, uma vez que, como não havia transporte aéreo, as pessoas não podiam chegar. Se perdemos, acabámos por recuperar em 2022 face às várias regiões nacionais.

Programas de comercialização e venda têm procura
Têm sido anunciados uma série de apoios da Região para essas zonas menos desenvolvidas. Como é que se está a processar?
Esta estratégia é assumida em toda a atividade que fazemos enquanto Entidade Regional, bem como ATL na parte da promoção internacional.

Criámos algumas soluções específicas como é o caso dos PCV para o mercado interno, que são programas de comercialização e venda. São planos regulamentados em que as empresas apresentam os seus projetos e são apoiadas. Reservamos esses programas para zonas na região de menos concentração turística (Lisboa, Cascais e Sintra não se podem candidatar) e para produtos de menor dimensão, como sejam o enoturismo, natureza ou mergulho, e têm tido sucesso. Começámos este programa a tentar convencer as empresas, e no primeiro ano tivemos muita adesão. Em 2022 tivemos 25 programas apoiados, alguns coletivos e outros individuais, o que significa que foram mais empresas do que programas. Portanto, continua a ter procura.

Privilegiamos quem tem coisas para vender e quer vender e, hoje, tem uma influência muito grande. Talvez seja o programa da Entidade Regional mais relevante na procura de um desenvolvimento regional mais equilibrado.

Claro que todo o peso vem da cidade de Lisboa, pois é a procura que determina. A cidade de Lisboa tem um peso de 70% dessa procura regional. No entanto, a nossa visão, é crescer em toda a região e, dentro desse crescimento, fazer avançar as áreas mais atrasadas em termos de dimensão turística. Tudo depende sempre da oferta. Quem não tem hotel não pode ter dormidas, e ainda temos situações dessas, ou ela é ainda insipiente.

Neste aspeto temos chamado a atenção dos investidores para a vantagem de investirem noutras áreas da região, que não seja tudo na Baixa de Lisboa, pois estamos tudo muito pertos, temos ótimas comunicações e pode haver excelentes produtos. São boas oportunidades e quem fizer agora irá à frente e pode ganhar boa posição. Nesta visão de Região podemos ainda crescer muito.

Se tivéssemos uma visão mais limitada, olhando apenas para as zonas de concentração turística e Lisboa, íamos cair numa dificuldade, porque na cidade já há muita gente, muita oferta, muita procura.

Qual é a verba alocada para este plano?
Este plano tem validade até 2026. A alocação das verbas é de acordo com o que anualmente é disponibilizado para a Entidade Regional e a ATL, que é outra parceira. Mas, aqui não se trata apenas de uma questão de dinheiros. O objetivo é remarmos todos no mesmo sentido e isso penso que existe, e os resultados vão sendo conseguidos.

Consideramos sempre que a marca Lisboa é uma vantagem e não uma desvantagem, porque o que toda a região precisa é de ter clientes e utilizem o máximo todo o território.

Plano de atividades propõe várias intervenções
Para este ano, qual é o plano de atividades?
Da Entidade Regional aprovámos agora o plano de atividades que tem uma capacidade de intervenção limitada em termos orçamentais. Há verbas que o Estado destina às ERT, que são pequenas e inalteradas ao longo dos anos, e que são distribuídas com critérios discutíveis.

Estamos a falar em quatro milhões de euros para tudo. Parte desse dinheiro é utilizado para o funcionamento da Entidade, e outra parte para a contratualização externa que também tem de assegurar. Além disso há a promoção no mercado interno em que temos um conjunto de ações em Espanha, na BTL, feiras regionais e, uma atividade muito relevante que é a restruturação do produto turístico, envolvendo as empresas e os municípios.

A grande mais-valia nesta região é que existe uma ação concertada com a ATL que tem outros investimentos, nomeadamente, na parte da promoção e outras fontes de financiamento.

No conjunto, não temos queixas a apresentar sobre os montantes que dispomos para poder executar, em 2023, aquilo que é o nosso plano de atividades.

Portanto, vamos continuar nesta ideia da recuperação, esperando atingir, este ano, valores semelhantes aos de 2019, em termos quantitativos, e superiores em termos económicos, sempre em parceria com a ATL.

De acordo com o que está previsto na lei e nos estatutos regionais, existe uma delegação de competência na ATL e, através disso, muito do que são as ações e intervenções da Entidade Regional da Região de Lisboa são executadas em parceria com a ATL. A BTL é um caso, onde teremos um grande stand com a ATL, as entidades e os municípios.

Portanto, vamos dar um grande enfoque na promoção externa, de acordo com o plano estratégico, mas também nos programas com as empresas, e agora estou a falar dos vários planos de comercialização e vendas internacionais, e nós mais do que duplicámos esse financiamento para assegurarmos esses programas com as empresas.

A cidade de Lisboa tem um peso de 70% dessa procura regional. No entanto, a nossa visão, é crescer em toda a região e, dentro desse crescimento, fazer avançar as áreas mais atrasadas em termos de dimensão turística. Tudo depende sempre da oferta”

E os 6,1 milhões de euros que anunciaram em 2022?
Essa verba era apenas para 2022. Para este ano, na próxima reunião da ATL (que estaria prevista para 12 janeiro) vão ser aprovados todos os regulamentos de apoio à comercialização e vendas, o programa de captação de congressos, e o programa de internacionalização de festivais e eventos culturais, com um orçamento que será superior.

Há a contar ainda a participação nos encargos com a Web Summit, que temos até 2028, e uma pequena participação nas Jornadas Mundiais da Juventude, onde se esperam à volta de 1,5 milhões de pessoas.

A ERT-RL acaba de eleger um novo Conselho de Marketing. Quais são os objetivos deste órgão?
A lei estabelece a obrigatoriedade de todas as ERT terem um Conselho de Marketing, um órgão consultivo composto na maioria por privados, e que no nosso caso, exclusivamente por associações empresariais. Portanto, há eleições que não coincidem com as da Comissão Executiva, porque têm mandatos mais curtos.

É um órgão que se pronuncia sobre os planos de atividades, e numa prática que se reúna em cada trimestre para fazer o ponto da situação da atividade, quer da Entidade, quer da ATL, para conhecimento, discussão e parecer.

 

Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa mantém os seus princípios de apoio

O Fundo de Desenvolvimento Turístico, constituído pelo produto da taxa turística de Lisboa, e que tem de ser aplicada, de acordo com a lei, em benefício da cidade, mantém os seus princípios de apoio e nada em contrário esta em cima da mesa, disse o presidente da ERT-RL e diretor-geral da ATL, Vítor Costa.
Para além dos projetos que eram conhecidos, o fundo ainda vai financiar outros, mas a sua utilização está sempre condicionada a candidaturas que sejam apresentadas pelos membros do Comité de Investimento que são a Câmara Municipal de Lisboa, a ATL, a AHP e a AHRESP, que dá pareceres sobre os projetos que devem ser financiados pelo fundo, explicou.
Segundo Vítor Costa, se o parecer for negativo o projeto não pode ter seguimento, e se for positivo passa para os órgãos municipais e a autarquia terá de aprovar, ou a Assembleia Municipal de for o caso disso.
Até ao momento, desde que foi criado, este fundo já participou em apoios ao Festival de Eurovisão e à Web Summit, às intervenções feitas na Estação Fluvial Sul e Sueste, Doca da Marinha, Museu do Tesouro Real, Centro de Interpretação do Pilar 7 e Centro de Interpretação do Bacalhau.
O responsável referiu que “neste momento não há nenhuma intervenção deste nível. As candidaturas aprovadas neste momento comportam apenas participações financeiras nas Jornadas Mundiais da Juventude e na Web Summit, bem como uma aprovada para quatro anos, que tem a ver com a promoção e apoios às empresas, através dos PCV, captação de festivais e eventos culturais, com vista à dinamização da procura, num montante total de 16 milhões de euros”.
Além disso, há que contar com contratos com juntas de freguesia onde há mais incidência do turismo, para a melhoria da limpeza e higiene urbana.
Vítor Costa assegura que, atualmente, não existe nenhum projeto proposto pela Associação Turismo de Lisboa, já que “a nossa estratégia é consolidar a gestão dos equipamentos que gerimos e que contaram com participação financeira do fundo, que já são bastantes, mas felizmente, quase todos com resultados positivos”.
O diretor geral da ATL nega a veracidade de alguma informação que terá circulado em Lisboa sobre que uma parte das verbas do Fundo de Desenvolvimento Turístico pudesse ser utilizado no apoio à habitação. “Não tem fundamento, sem teria consenso”, disse, avançando que “a diferença da taxa turística de Lisboa, a primeira a ser criada no país, relativamente a outras que têm aparecido, é que a de Lisboa foi negociada com o setor privado, e foram acordadas entre o município, ATL e AHP (que é quem recolhe a taxa), determinadas caraterísticas sobre como se utilizam as verbas, e traduzido por normas pela Assembleia Municipal de Lisboa”.
O responsável reforçou que “a vantagem é que tudo isso foi negociado e consensualizado com a AHP. No Comité de Investimentos está o presidente da Câmara, a ATL, dois representantes da AHP e uma da AHRESP. Nesse órgão discutem-se as opções. Essa é a diferença do que acontece em outros municípios onde a aplicação da taxa turística foi mais controversa, porque em nenhuma se fez como em Lisboa, e hoje toda a gente reconhece as vantagens, porque vê esses equipamentos que enriquecem a oferta, trazem mais gente, dão mais dinâmica à cidade e recuperam património, por outro lado os hoteleiros têm o benefício de poder contar com instrumentos de promoção que são financiados pela taxa turística e permitem a dinamização da procura”.

Sobre o autorCarolina Morgado

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