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9 em cada 10 portugueses vão gozar férias em 2017

O número é avançado por um estudo do IPDT em parceria com a Soltrópico e a Secretaria Regional de Turismo da Madeira.

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O número é avançado por um estudo do IPDT em parceria com a Soltrópico e a Secretaria Regional de Turismo da Madeira.

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Nove em cada dez portugueses vão gozar férias em 2017. Esta é a principal conclusão do estudo sobre as intenções de férias desenvolvido pelo Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo em parceria com a Soltrópico e a Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura da Madeira. Esta previsão é, no entanto, em tudo semelhante às conclusões apuradas no ano anterior.

Outro dos números recolhidos após conclusão do estudo mostra que 74% dos portugueses pretender gozar, pelo menos, um período de férias fora de casa durante o ano que agora iniciou. Os locais escolhidos devem recair em destinos nacionais, estando o Algarve – 31% – no topo da lista. Já no mercado internacional, destaca-se a Espanha. Fora da Europa, as preferências vão para os Estados Unidos e outros países da América – Cuba e México.

A principal motivação das férias será Sol&Mar, sendo que a Cultura e a Natureza assumem também um papel de realce. Agosto é o mês preferido, seguindo-se Julho e Setembro.

City-breaks na agenda

A maioria dos inquiridos afirmou ainda que pretende fazer City-breaks. Os destinos favoritos são, a nível nacional, o Porto e Norte de Portugal, Alentejo, Açores e Madeira. Quando a ideia passar por sair do país, Espanha, Itália, Reino Unido e França são os favoritos.

As principais motivações para estes períodos de férias mais curtos são as City-breaks, Cultura e Natureza, sendo que o Sol&Mar aparece apenas em quarto lugar, antes da Gastronomia e Vinhos e Saúde e Bem-Estar. A maioria dos inquiridos afirma ainda que pretende fazer duas a três viagens nestas condições: City-breaks.

Os períodos favoritos para estas pausas são Abril, Maio, Junho e Setembro, optando por diversos tipos de alojamento em que se destacam os hotéis de três e quatro estrelas, casa de familiares ou alugada.

Orçamento para férias

Para 2017, as decisões sobre as férias fora de casa vão ser ditadas pela poupança, com a maioria a reconhecer que faz sempre uma estimativa orçamental para as suas viagens e que as suas opções dependem de quanto conseguem poupar.

Referir ainda que as intenções de consumo turístico para este ano são superiores às de 2016, com uma previsão mais significativa de aumento do número de períodos de férias e da sua duração e um incremento menos substancial ao nível dos gastos.

O estudo teve por base um questionário aplicado pela Internet, promovido através de uma campanha no Facebook, que registou 612 questionários válidos e decorreu entre 14 e 28 de Novembro de 2016.

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Conselho Executivo do Turismo da ONU reuniu-se para colocar o setor na agenda económica global

Os líderes do turismo de todo o mundo reuniram-se novamente tendo enfatizado a importância económica vital do sector, ao mesmo tempo que o colocam firmemente na agenda política. A 121ª sessão do Conselho Executivo do Turismo da ONU, que decorreu em Barcelona, pôs ênfase especial nas prioridades partilhadas de investimentos no turismo, na educação e na aceleração da inovação em todo o setor.

A 121ª sessão do Conselho Executivo do Turismo da ONU, reunida em Barcelona, acolheu representantes de 47 países, incluindo 18 ministros do Turismo, para promover a visão da organização para o setor à medida que este alcança a recuperação total dos impactos da pandemia. De acordo com dados da ONU sobre Turismo, cerca de 285 milhões de turistas viajaram internacionalmente no primeiro trimestre de 2024, o que corresponde a uma subida de 20% face ao mesmo período do ano passado, enquanto as receitas do turismo internacional cresceram novamente para 1,5 biliões de dólares em 2023.

Abrindo a sessão, o Secretário-Geral do Turismo da ONU, Zurab Pololikashvili, sublinhou a necessidade de abraçar a inovação, crescer e direcionar o investimento para o setor, a fim de impulsionar a sua transformação positiva. “Com o turismo a recuperar da maior crise da sua história, agora é o momento de canalizar a nossa energia para construir uma maior resiliência contra quaisquer choques futuros”, disse, avançando que, ao mesmo tempo, “temos de garantir que o crescimento do turismo beneficia as pessoas em todo o mundo, acima de tudo, expandindo o acesso à educação e às oportunidades de emprego e aproveitando o poder das novas tecnologias.”

O Secretário-Geral apresentou então o seu relatório aos membros, resumindo as realizações do Turismo da ONU desde a última reunião do Conselho, colocando ênfase especial nas prioridades partilhadas de investimentos no turismo, na educação e na aceleração da inovação em todo o setor. Além disso, os membros adotaram o Plano de Trabalho para a Agenda do Turismo das Nações Unidas para a Europa, incluindo três projetos centrados no futuro dos destinos de viagens de inverno, na regulamentação das plataformas de aluguer de curta duração e nas estratégias para mitigar os efeitos dos investimentos verdes nas PME do turismo.

Em Barcelona, ​​o Conselho Executivo deu um passo significativo no compromisso do Turismo da ONU de criar um quadro jurídico harmonizado para o setor global, a fim de aumentar a confiança nas viagens internacionais, e aprovou a decisão para o centro jurídico inovador, dando início ao trabalho para aumentar o portfólio crescente de Escritórios Regionais e Temáticos do Turismo da ONU, à medida que continua a aproximar-se dos seus membros no terreno.

O Conselho Executivo foi atualizado sobre o planeado Escritório Regional para África, a ser inaugurado em Marraquexe, e o Escritório Regional para as Américas, localizado no Rio de Janeiro. Mantendo esta dinâmica, a liderança do Turismo da ONU assinou um Memorando de Entendimento com o Ministério do Turismo da Grécia para estabelecer um Centro de Investigação e Monitorização do Turismo Costeiro e Marítimo na Região do Mediterrâneo Oriental.

A 122ª sessão do Conselho Executivo do Turismo da ONU será realizada em Cartagena das Índias, Colômbia, enquanto a 123ª será organizada pela Espanha no primeiro semestre de 2025, e a 124ª sessão pelo Reino da Arábia Saudita no segundo semestre de 2025.

 

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Portugal desce um lugar mas continua a ser um dos países mais pacíficos do mundo

Segundo o Índice Global da Paz 2024, elaborado pelo Instituto de Economia e Paz, Portugal obteve 1.372 pontos e surge em sétimo lugar, num ranking que é liderado pela Islândia.

Portugal desceu uma posição e é agora o sétimo país mais pacífico do mundo, segundo o Índice Global da Paz 2024, elaborado pelo Instituto de Economia e Paz e divulgado esta terça-feira, 11 de junho.

De acordo com este ranking, Portugal obteve 1.372 pontos, numa lista que é liderada pela Islândia (1.112 pontos), seguindo-se a Irlanda e a Áustria, enquanto no extremo oposto se encontram países como Afeganistão, o Iémen, a Síria, o Sudão do Sul e a República Democrática do Congo.

O ranking tem em conta 23 critérios qualitativos e quantitativos, que se encontram agrupados em três domínios-chave, nomeadamente Conflitos em curso, Segurança e Proteção e Militarização.

Segundo este índice, existem atualmente 56 conflitos a nível global, o maior número desde a II Guerra Mundial, o que coloca o mundo numa encruzilhada, pelo que, acrescenta o Instituto de Economia e Paz, “sem esforços concertados, existe o risco de um recrudescimento de grandes conflitos”.

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Lufthansa City Center leva 250 operadores e agentes de viagens a Braga e Guimarães

O evento da Lufthansa City Center decorre até sábado, 15 de junho, em Braga e Guimarães, e inclui reuniões de negócio, workshops e conferências dedicadas aos temas da inovação e tecnologia.

A Lufthansa City Center está a promover, até ao próximo sábado, 15 de junho, um encontro que levou até ao Minho mais de 250 operadores turísticos e agentes de viagens de todo o mundo e que vai contar com reuniões de negócio, workshops e conferências dedicadas aos temas da inovação e tecnologia, a decorrer em Braga e em Guimarães.

Para Luís Pedro Martins, presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, este tipo de evento permite “estabelecer relações duradouras com operadores turísticos e agentes de viagens influentes e selecionados, beneficiando a economia local e o reconhecimento global destas cidades”.

“Esta captação insere-se na estratégia de desenvolvimento do turismo de negócios, que passa pelo estabelecimento de parcerias estratégicas e por uma consistente ação de marketing e promoção, assente em práticas inovadoras e sustentáveis, cruciais para o posicionamento das cidades de Braga e Guimarães como excelentes destinos turísticos, mas também destinos com toda a oferta especializada e infraestruturas de topo para a realização de eventos internacionais”, acrescenta o responsável.

Segundo o Turismo do Porto e Norte de Portugal, a captação deste evento, considerado fundamental para afirmar esta região no turismo de negócios, foi realizada em conjunto com a agência Clube Viajar, membro da LCC em Portugal, e conta com o apoio do Turismo de Portugal e dos municípios de Braga e Guimarães.

Além das reuniões de negócio, workshops e conferências, o programa da iniciativa inclui ainda uma visita guiada pelo Centro Histórico de Braga e um concerto na Basílica do Bom Jesus, assim como um jantar a realizar na Colunata de Eventos, com a presença de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, que vai apresentar a visão e a estratégia de posicionamento de Braga para o setor turístico.

“Braga, com sua arquitetura única, com a sua herança religiosa e com a sua gastronomia, continua a cativar viajantes de todo o mundo. A cidade está comprometida em proporcionar experiências enriquecedoras e inesquecíveis, mantendo-se como um destino turístico de excelência”, refere o autarca.

Recorde-se que, no último ranking da International Congress and Convention Association (ICCA), Braga e Guimarães apresentaram “uma subida muito acentuada” no número de eventos internacionais, a par do Porto e de Matosinhos, tendo Braga subido mesmo 117 lugares neste ranking.

A Lufthansa City Center é a rede de agências de viagens do Grupo Lufthansa, sendo considerada a maior rede mundial independente do setor, com 500 escritórios espalhados por 90 países.

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Guerin lança nova campanha publicitária que promete alugueres mais rápidos no verão

A nova campanha da Guerin vai ser exibida ao longo de todo o verão e foca-se nos mais de 40 KIOSK’s digitais que a empresa tem vindo a instalar em todo o país e que permitem alugueres mais rápidos. Em vigor está também uma redução que pode chegar aos 20%.

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A Guerin lançou uma nova campanha publicitária para o verão, sob mote “Conte 9 minutos para arrancar para as férias” e que desafia os clientes a testarem o avançado serviço inteiramente digital de aluguer de veículos da empresa de rent-a-car.

Mais rápido, mais eficiente e mais sustentável, o serviço digital de aluguer de veículos da Guerin “promete um processo simples de apenas 9 minutos desde a chegada a uma estação Guerin, até ao levantamento do veículo”.

A nova campanha da Guerin vai ser exibida ao longo de todo o verão e foca-se nos mais de 40 KIOSK’s que a empresa de rent-a-car tem vindo a implementar e que permitem reduzir “drasticamente os tempos de espera e as filas, principalmente nos aeroportos”.

“Com a Guerin, o processo é rápido e fácil, permitindo que os nossos clientes aproveitem melhor o seu tempo de férias”, afirma Delfina Acácio, diretora-geral da Guerin, citada num comunicado enviado à imprensa.

Além de evidenciar a rapidez deste sistema, a campanha de Guerin inclui ainda a oferta de 15% de desconto direto para reservas no website até dia 31 de julho (com levantamento até 30 de setembro) e mais 5% de desconto extra para alugueres de dois ou mais dias.

Recorde-se que a Guerin conta atualmente com mais de 40 KIOSK’S digitais, incluindo 10 no Aeroporto de Lisboa, sete no Aeroporto de Faro, seis no Aeroporto Porto, dois na Estação da zona industrial do porto, três na Estação Prior Velho, cinco no Aeroporto do Funchal, seis no Aeroporto Ponta Delgada, seis na Estação de Gaia e mais um na Estação de Coimbra.

 

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Virgin Atlantic regressa ao Canadá em março de 2025

O regresso dos voos para Toronto enquadra-se na expansão que a companhia aérea de origem britânica está a fazer na América do Norte e é uma das novidades que a Virgin Atlantic está a preparar para assinalar o seu 40.º aniversário.

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A Virgin Atlantic vai voltar a operar no Canadá depois de mais de uma década de ausência e, no próximo ano, vai voar entre Heathrow, no Reino Unido, e Toronto, numa operação diária que arranca a 30 de março, avança a publicação britânica Travel Weekly.

Segundo a informação divulgada pela Travel Weekly, o regresso dos voos para Toronto enquadra-se na expansão que a companhia aérea de origem britânica está a fazer na América do Norte.

“A nova rota vai conectar dois grandes centros financeiros e oferecer uma melhor conectividade aos passageiros”, afirma um porta-voz da companhia aérea, citado pela publicação britânica.

Apesar de ainda não se saber exatamente qual será o aparelho usado pela Virgin Atlantic para operar esta rota, a Travel Weekly indica que a solução deverá passar pelo uso de vários aparelhos, incluindo o A330-900neo, que foi a mais recente aquisição da frota da companhia aérea.

Coincidindo com o regresso ao Canadá, a Virgin Atlantic alargou também o acordo de codeshare que mantinha com a WestJet desde outubro e que abrange os voos da transportadora canadiana desde Ottawa e Winnipeg.

Recorde-se que a Virgin Atlantic não voava para o Canadá desde 2014, ano em que a companhia aérea encerrou os voos que tinha para Vancouver, que operaram apenas durante dois anos.

O regresso ao Canadá é uma das novidades que a Virgin Atlantic está a preparar para assinalar o seu 40.º aniversário, que se comemora ainda em 2024.

 

 

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“Quem vem ao Alentejo vem à procura de qualidade”

Anunciada que foi como “Região de Turismo Convidada” da BTL 2025, recordamos a entrevista a José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo.

Victor Jorge

Tomou posse a 19 de julho de 2023, depois da lista [única] que encabeçou ter ganho com o lema “Nova Ambição para o Turismo do Alentejo e Ribatejo”, admitindo na altura que um dos primeiros objetivos passava por “manter a atractividade do destino turístico”.

No início do ano soube-se que o Alentejo fora a região que, em 2023, mais cresceu na procura interna, com os números do INE a indicar um crescimento de 7,8%, enquanto a média nacional se ficou pelos 2,1%.

Antes da temporada de verão, o Publituris esteve à conversa com José Santos, presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo, para saber o que vai ser feito para aumentar este registo. A resposta foi: “Consolidar o Alentejo e ter mais promoção do Ribatejo”.

No plano político, no entanto, pede “um Estado mais inteligente”.

Está há menos de um ano à frente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo. Como é que caracterizaria estes primeiros meses de presidência?
Eu caracterizaria a mesma em três dimensões. A primeira recuperar um espaço de influência institucional da ERT que estava perdido naquilo que são as opções de desenvolvimento na região. Quando digo influência institucional, não é uma influência no sentido corporativo da entidade, no sentido menos positivo, é influência no e do turismo na definição de políticas, na presença em alguns órgãos de acompanhamento, que têm depois impacto em decisões que afetam o turismo.

Por exemplo, o Turismo do Alentejo não estava no Conselho Regional de Inovação, que é uma plataforma que tem importância na definição das políticas de inovação e dos fundos europeus, com impacto no turismo.

Mas não tinha porquê?
Não tinha porque não foi convidado. Mas estava o Turismo de Portugal. Passamos a vida a falar em descentralização, temos de aplicar o princípio da subsidiariedade. E dissemos, temos de estar no Conselho Regional de Inovação. E a CCDR convidou-nos e estamos. O Ribatejo também beneficiará dessa dinâmica.

Outro exemplo, há hoje um novo fundo da União Europeia, que é o Fundo da Transição Justa, que tem uma aplicação nos territórios que estão em processos de substituição de centrais termoelétricas, como é o caso, por exemplo, do Alentejo Litoral.

E no caso do Litoral do Alentejo, na Refinaria de Sines, há um fundo que, aliás, tem avisos específicos para os sistemas de incentivos para as Pequenas e Médias Empresas para a área do turismo, e foi criado um observatório para monitorizar esse processo de transição. Sendo esse fundo muito dirigido ao turismo, porque muita daquela transição será para um reforço da dinâmica turística, como é que o turismo não estava lá? Bem, dissemos, temos de estar, e hoje estamos, inclusive na Comissão Permanente desse observatório.

ERT mais interventiva
Portanto, a representatividade da ERT agora é diferente?
É. Mas dou-lhe outro exemplo. Estações Náuticas, ao nível do produto turístico. O Turismo Portugal pedia-nos relatórios sobre a governança deste produto e não tínhamos, porque estávamos afastados da gestão das Estações Náuticas. Hoje estamos já no centro do processo de desenvolvimento desse produto. Portanto, foi preciso investir muito tempo e fazer ver que o turismo não podia estar afastado desses processos. Portanto, primeira dimensão, recuperação e influência institucional.

Num segundo ponto, tivemos de abrir um novo ciclo de planeamento. Ainda que o quadro comunitário esteja com um arranque muito tímido, tivemos de nos posicionar e abrir novas frentes de trabalho. Hoje temos, por exemplo, 3,3 milhões de euros de candidaturas apresentadas. Só temos 20% de aprovações, o que é normal, mas já temos uma mobilização de fundos europeus e nacionais que estão agora a ser analisadas, até porque muitas delas são candidaturas ainda ao nível de pré-qualificação de estratégias.

Portanto, nestes oito meses foi necessário fazer aqui uma maratona para poder apresentar muitos projetos e alguns deles em rede, ou seja, candidaturas que nós coordenamos. Coordenamos com a Região do Turismo do Algarve, com câmaras municipais, com a Agência Regional de Promoção Turística, e em que nós assumimos a gestão e a liderança dessas candidaturas.

Há uma relação muito afetuosa entre os portugueses e o Alentejo, que se tem vindo a construir e a reforçar nos últimos 10 anos

Como é que se concilia o Alentejo com o Ribatejo, porque queiramos quer não, são territórios distintos?
Sem dúvida. De facto, não é um desafio fácil porque, como diz e bem, estamos a falar de territórios diferentes e também diferentes do ponto de vista do processo de afirmação e desenvolvimento turístico.

Na Lezíria do Tejo temos três hotéis de quatro estrelas. Temos 230 mil dormidas por ano. É 7% do total da NUT. Sendo que agora há um outro complicador, desde o 1 de janeiro que a Lezíria do Tejo já está numa nova NUT – Oeste e Vale do Tejo. Hoje gerimos uma área promocional Alentejo e Lezíria do Tejo, mas a NUT, administrativamente, só tem o Alentejo.

O princípio, de certa forma, vinha a ser trilhado já anteriormente, mas o que consolidámos é dizer claramente que são dois territórios diferentes, dois destinos diferentes, por isso há que autonomizar o marketing turístico do Ribatejo. Posso ter, conjunturalmente, algumas iniciativas transversais, e temos-las, mas a comunicação e o marketing têm de ser diferentes. Isso implica que tenho dois orçamentos: um para o Alentejo e outro para o Ribatejo. E não aplico proporcionalmente ao Ribatejo o valor de investimento para projetos e campanhas pelo seu peso, porque senão só aplicaria 7%, e aplico muito mais, porque obviamente estamos a falar de um território que precisa de ser mais apoiado. O Ribatejo estará como o Alentejo estava há 20 anos.

Alentejo para dentro e fora
Relativamente ao Alentejo, segundo os dados do INE, a região foi a que, em 2023, mais cresceu na procura interna. Os números indicam um crescimento de 7,8%, enquanto a média nacional se ficou pelos 2,1%. A que se deve esta performance do Alentejo?
Diria que há uma relação muito afetuosa entre os portugueses e o Alentejo, que se tem vindo a construir e a reforçar nos últimos 10 anos, em que, de facto, e talvez isso tenha sido ainda acelerado depois da pandemia, os portugueses olham muito para o Alentejo como um destino que é quase como um regresso às suas próprias raízes.

É uma região onde se consegue repensar aquilo que é a vida, definir os objetivos e os sonhos para o futuro, uma ligação à natureza. E aquilo que o marketing turístico do Alentejo tem de fazer é pôr esses valores em evidência. Diríamos que é amplificar essa perceção que os portugueses têm em termos da proposta de valor do destino.

Às vezes os hoteleiros dizem-nos, e com razão, não compliquem muito o marketing, porque o Alentejo tem uma imagem tão forte, tão consolidada, que aquilo que têm de fazer é apenas afirmá-la. Os portugueses sabem que existe um destino que é o Alentejo. Não têm de estar sempre a dizer que ele existe. De vez em quando, convém relembrar e afirmar.

A segunda razão é, obviamente, o trabalho, a melhoria da nossa oferta. A oferta turística tem crescido, tem-se qualificado. Desejaria que tivesse acelerado mais em alguns aspetos, por exemplo, naquilo que é o segmento Plus de 5 estrelas, em que nós, em 12 anos, passámos apenas de 4 unidades de 5 estrelas para 7, mas globalmente, hoje há um predomínio dos hotéis de 4 estrelas, alojamentos temáticos.

Mas acredita que quem vem para o Alentejo vem à procura dessas unidades de 5 estrelas, ou vem mais à procura daqueles espaços mais autênticos, mais genuínos?
Quem vem ao Alentejo vem à procura de qualidade. E posso encontrar a qualidade nos vários segmentos. Preciso é qualificar mais a oferta turística, é preciso reforçar mais a categoria Plus, ainda que saibamos hoje que encontramos em alguns turismos rurais ou em alojamentos locais, unidades que funcionam quase como hotel e que têm um nível de serviço de 5 estrelas ou superior.

Contudo, temos de, obviamente, garantir que, ao longo de toda a cadeia de oferta, há mais propostas diversificadas e temáticas. E a região tem conseguido isso. E também é com muita satisfação que eu vejo a entrada de novos players, alguns deles até nacionais. Para além de toda a nossa hotelaria independente, é bom ganharmos aqui algum músculo empresarial e escala. A renovação e a requalificação da nossa oferta têm sido também importantes para atrair novos públicos nacionais e internacionais. Isso ajudou aos 7,8% de crescimento, mas também temos crescido 18% na procura internacional e temos conseguido recuperar o número de hóspedes. Tivemos mais de 0,9% de hóspedes estrangeiros em 2023, comparado com 2019.

Mas os números do INE também indicam que estes primeiros meses de 2024 estão um pouco abaixo do que foi 2023. Isto, de alguma forma, confirma aquele velho problema da sazonalidade de certas e determinadas regiões?
Sim, ainda que estejamos a melhorar nesse indicador. A taxa de sazonalidade do Alentejo em 2023 foi de 38%, tinha sido, em 2022, de 40%. É verdade que ainda estamos um pouco distantes da média nacional, e se olharmos para destinos como o Centro ou o Norte, que têm taxa de sazonalidade na casa dos 36% e 35%, esse é um dos nossos objetivos. Isso implica termos mais turistas internacionais, porque, obviamente, a sazonalidade é muito afetada.

A procura de portugueses vale mais de dois terços no total da procura. Até tivemos uma ligeira redução do peso dos hóspedes. Os hóspedes estrangeiros, em 2023, representaram cerca de 32,5%. Temos um objetivo para 2027, de chegar aos 40%. É fundamental aumentarmos o índice de internalização do destino. Penso que esta redução da sazonalidade, de 40% para 38%, tem muito a ver com o aumento do mercado norte-americano. Ainda que seja um mercado que se concentra, também, mais na zona do litoral, que se estende muito ao longo do ano, mas o mercado norte-americano já foi, em 2023, o segundo mercado do Alentejo.

Penso que a Agenda do Turismo do Interior, à qual nos associámos através da nossa campanha, também criou um pouco este laço junto do público português.

A renovação e a requalificação da nossa oferta têm sido também importantes para atrair novos públicos nacionais e internacionais

Mas isso passa por ter mais eventos ou ter mais oferta? Mais oferta pode descaracterizar um pouco o destino?
Sim. Mais oferta alinhada com aquilo que é, como nós sabemos hoje, e acho que os empresários turísticos já perceberam isso, até ao nível dos próprios apoios. Não me refiro só aos apoios dos fundos, das políticas públicas, dos apoios da banca comercial. Há cada vez menos predisposição para emprestar dinheiro a projetos que não são sustentáveis, que não são responsáveis ambientalmente. Portanto, creio que o Alentejo Litoral tem muitos projetos que já foram aprovados há 10 ou 12 anos e que estão agora na sua fase de implementação.

Mas é preciso mais oferta, mais oferta ao longo do ano, mas também oferta ao nível de atividades e nós podemos ter, num prazo de 3 a 5 anos, um bom destino de golfe no Alentejo Litoral.

Mas falou que os EUA se tornaram o segundo mercado externo. Qual é o primeiro?
O primeiro é o mercado espanhol. Nós tivemos 99 mil hóspedes espanhóis nos nossos alojamentos turísticos, em 2023, em mais de 200 mil dormidas. Portanto, o mercado espanhol tem-se consolidado.

Já não é, como dizem os nossos colegas da Agência Regional de Promoção Turística, necessário explicar onde é que é o Alentejo, mas ainda há muito trabalho para fazer.

A Espanha é muito grande, a Agência tem, obviamente, também os seus meios limitados, mas vamos ter um plano de promoção, que foi preparado com a delegação do Turismo de Portugal em Madrid, só para aqueles territórios, porque temos a noção que ainda há muito potencial de clientes para o Alentejo.

Em 2025, vamos ter uma linha ferroviária que vai ligar, não só um comboio de mercadorias, mas um comboio de passageiros, Sines, Évora, Caia, Madrid. Há poucos meses, estava numa reunião com operadores marítimo turísticos, em Porto Covo, e um desses operadores dizia-me que tem clientes em Badajoz que são fiéis ao destino de Porto Covo, e que a partir da entrada em operação do comboio, virão mais vezes durante o ano ao Alentejo. Portanto, é uma oportunidade à qual nós temos de estar atentos.

Portanto, não é só a conectividade aérea, também é a ferroviária?
Esquecemo-nos dos comboios. O transporte ferroviário foi algo que desapareceu do nosso mindset, mesmo para o turismo. Hoje temos algumas franjas de mercado que olham para o comboio como um meio mais interessante devido às questões da sustentabilidade, principalmente nas gerações mais jovens.

Mas, falou dos mercados externos relativamente ao Alentejo. A região do Ribatejo é muito diferente das nacionalidades internacionais visitantes?
Não é muito diferente. O mercado espanhol é também um mercado prioritário. Ainda não temos os dados por mercado ou por nacionalidade de 2023, mas aquilo que sabemos do histórico é que existe um domínio do mercado espanhol. Há mais brasileiros do que norte-americanos que terá a ver com o facto de Pedro Álvares Cabral estar sepultado numa igreja em Santarém, recurso esse que não está suficientemente trabalhado e capitalizado e vamos procurar fazê-lo.

Portanto, a nossa ideia é ter mais promoção do Ribatejo na promoção do Alentejo.

Há muitos clientes do Ribatejo que vêm da Extremadura espanhola e, por isso, vamos ter uma promoção mais agressiva. Vamos ter parcerias com alguns periódicos da Extremadura para termos semanalmente cadernos/suplemento com a restauração do Alentejo, mas também vamos ter um suplemento para o Ribatejo.

No início de março, a ERT do Alentejo e Ribatejo lançou o portal Alentejo e Ribatejo Outdoor, com um calendário anual de eventos bastante preenchida. É através destas iniciativas que pretendem captar mais visitantes?
Há um desafio que é como transformar produto turístico potencial em produto turístico real, ou produto turístico territorial em produto turístico comercial. Nós temos desenvolvido muito trabalho na ERT, construindo infraestruturas como a rede de centros de cycling, que está no portal, uma rede de percursos pedestres, uma rede de áreas de serviço para autocaravanas, os Caminhos de Santiago, os Caminhos da Raia, para criar uma linha de descoberta do Alentejo junto à fronteira. Este ano vamos também dinamizar a Via Atlântico, uma ramificação dos Caminhos de Santiago até Porto Covo.

Criamos estas infraestruturas de produto, mas depois não conseguimos atrair negócio, não conseguimos atrair programas, DMC, operadores.

Falta a parte comercial?
Exatamente. E isso é muito importante para esbater a taxa de sazonalidade. No Alentejo tudo é muito longe e o próprio turismo, é um turismo às vezes de baixa densidade, não é fácil estabelecer laços comerciais entre a hotelaria e a animação.

Estamos muito apostados, e aliás, estamos já, em termos exploratórios, a trabalhar com a APAVT, no sentido de definimos um protocolo entre entidades de Enoturismo e a APAVT para trabalhar isso.

Hoje temos algumas franjas de mercado que olham para o comboio como um meio mais interessante devido às questões da sustentabilidade, principalmente nas gerações mais jovens

Um perdurar “cativante”
Quando foi apresentado o Relatório de Atividades da Região do Alentejo e Ribatejo admitia que “não obstante as dificuldades que nos têm sido colocadas, como as cativações decretadas este ano às verbas de investimento do nosso orçamento”, situação que dizia “não poder aceitar”, assinalava “continuarem firmes e empenhados no cumprimento da nossa missão e programa de ação”. As cativações perduram. O que é que elas impossibilitam de ser feito?
Começo por dizer que as cativações são uma ferramenta enraizada no processo orçamental português há muitos anos. Há governos que utilizam mais e outros menos. É, de certa forma, estrutural. E basicamente são um pouco cegas. Têm uma grande vantagem, é que não atingem os fundos europeus. Os fundos europeus são da Europa, não são do país.

Mas as cativações são um pouco cegas e atingem quer aquilo que é o nosso funcionamento, quer os nossos investimentos, investimentos esses financiados pelo Orçamento de Estado e receitas do Turismo de Portugal.

Percebo a utilidade da ferramenta das cativações para o funcionamento ao nível da despesa corrente. Agora para investimentos?

O Estado português tem de ser mais inteligente, mais racional. Isto não tem nada a ver com falta de escrutínio ou não conduzir bem a execução financeira ou orçamental de uma organização pública. Nós reportamos a nossa gestão orçamental ao Tribunal de Contas, Turismo de Portugal, Direção-Geral do Orçamento, Unileo. O que não posso aceitar é, eu ainda não ter contratualizado com o Turismo de Portugal um projeto que me iria dar 619 mil euros e ter 45% desse projeto cativo, que são investimentos, não é despesa corrente.

Portanto, creio e tenho sempre a esperança de estes processos orçamentais serem melhorados, aprimorados, flexibilizados, pelo menos para aquilo que são transferências de investimentos em promoção e animação de projetos contratualizados com o Turismo de Portugal, que as cativações não incidam nesses projetos. Senão, não somos um Estado inteligente.

Há uma posição concertada dos presidentes das ERT em relação a esta matéria?
Sim, creio que sim. O bolo orçamental afeto às ERT, os 16,5 milhões, já é o mesmo há alguns anos, alguns dos meus colegas entendem que esse valor deve ser reforçado, e eu admito que sim, mas eu coloco muito o ênfase na questão dos cativos. Se tiver a certeza que no dia 1 de janeiro vou gastar as verbas que estão no Orçamento de Estado aprovado para investimentos, isso dá uma estabilidade enorme, em termos de planeamento daquilo que pode ser o meu trabalho.

Agora, estamos em abril e ainda não sei exatamente com que dinheiro é que vou contar em termos do meu orçamento. Flexibilização nas autorizações prévias.

Utilizando aqui um termo muito conhecido, um Simplex para o turismo.
Sim, um Simplex inteligente. Senão, todas estas palavras que utilizamos, a inteligência, a subsidiariedade, a descentralização, a flexibilidade são palavras vãs.

No início do ano referia que faltava concretizar o arranque do novo PT 2030.
É verdade. Essa é outra pecha que está também em falta. É verdade que as transições dos quadros comunitários são sempre lentas. Mas creio que este está um pouco mais atrasado. Admito que o PRR colocou ainda mais pressão nas estruturas organizacionais dos serviços públicos, dos ministérios, não é fácil. Ainda assim, temos de ser objetivos.

Há um desafio que é como transformar produto turístico potencial em produto turístico real, ou produto turístico territorial em produto turístico comercial

Quando o Publituris fez um balanço de 2023 e pediu uma análise sobre o que poderia vir a ser 2024, indicava ou pedia que o turismo continuasse a ser uma prioridade política, económica do país. Olhando para o atual panorama, acredita que essa importância será dada?
Acredito sim. Repare, costumo dizer que, se noutras áreas do desenvolvimento económico e social do nosso país, como é a educação, a saúde, tivéssemos sido tão consistentes como temos sido no turismo, sem grandes alterações das políticas, teríamos um país diferente, para melhor.

Creio que, relativamente à política direta do turismo, essa prioridade se vai manter, até porque, a dependência do país do turismo é tão grande que os governantes não têm grandes opções e alternativas.

Aeroporto: Beja, Vendas Novas, Santarém
Como é que um presidente de uma ERT, que tem o Alentejo e o Ribatejo, havendo as hipótese de Beja e Santarém, jogou neste tabuleiro?
Joguei muito bem, joguei de uma forma muito discreta. Sabe que estava a aguardar pelo relatório da Comissão Técnica Independente, que clarificasse aquilo que era claro para mim, que obviamente o aeroporto de Beja nunca poderia ser o aeroporto que iria agora completar ou fechar o sistema aeroportuário nacional, pela questão da distância das acessibilidades. Sou muito pragmático nas minhas análises. O que não quer dizer que o aeroporto de Beja não possa ter um papel no turismo da região.

E é por isso que agora represento o Turismo do Alentejo no Conselho Consultivo do Aeroporto de Beja. Vamos realizar um pequeno estudo, com a gestão do aeroporto (VINCI). O aeroporto de Beja pode estar muito distante, mas pode e deve ser muito importante no segmento da aviação executiva.

Faz sentido olharmos para o aeroporto de Beja, porque só um destino pouco inteligente é que não olha para aquela infraestrutura e tenta perceber como é que pode ajudar no processo de aumentar visitas para a região.

Aproximamos da época de verão e um dos grandes problemas que o setor do turismo tem atravessado prende-se com os recursos humanos. Como dar a volta a esta dificuldade?
Creio que hoje o problema já não se coloca de uma forma tão aguda como se colocava imediatamente a seguir à pandemia. E, fundamentalmente, porque algumas medidas foram tomadas em termos de liberalização da imigração.

Coorganizámos, no dia 20 de fevereiro, em Évora, a primeira Bolsa de Empregabilidade do Turismo do Alentejo, e houve contactos muito estruturantes, muito interessante com as empresas. E percebemos que certos grupos hoteleiros já não estiveram lá, porque têm os seus problemas de recrutamento para o verão já resolvidos.

Claro que a importância da mão de obra estrangeira tem sido muito relevante. Diria que o problema já não é tão agudo.

Queremos realizar uma Bolsa de Empregabilidade específica para o Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, uma parceria que vamos propor ao Alto Comissariado para as Migrações para tentar integrar melhor os migrantes naquilo que são as estruturas turísticas e queremos desenvolver um programa de atração do talento para o Alentejo.

O aeroporto de Beja pode estar muito distante, mas pode e deve ser muito importante no segmento da aviação executiva

No Alentejo e Ribatejo há segmentos turísticos que está a destacar-se: o Enoturismo e o Turismo Industrial. Há novas abordagens a serem feitas?
A Comissão de Turismo Industrial, aliás, é uma excelente iniciativa do Turismo Portugal, e criou uma rede nacional que tem constituído uma boa plataforma para a troca de experiências e de boas práticas dentro dos vários territórios.

Tenho falado com alguns operadores turísticos e DMC, e a operação turística vê esta oferta do Turismo Industrial como algo interessante para enriquecer e diversificar alguns programas que têm.

No caso do Enoturismo, se não fosse este universo do vinho, não conseguiria levar aquelas zonas de baixa densidade turistas australianos, neozelandeses ou norte-americanos.

Há 25 ou 20 anos, o peso da componente de visitação turística nas adegas era inócuo, zero. Hoje começa a ter um peso e o Enoturismo é, talvez, a grande porta de entrada de turistas internacionais na região. E tem um potencial de crescimento muito significativo.

Não é por acaso que apresentámos uma grande candidatura, um valor de investimento público e privado superior a 40 milhões de euros, aos fundos europeus, para transformar o Alentejo e o Ribatejo num grande destino turístico internacional de Enoturismo.

Propusemos à Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo avançar com a candidatura do Baixo Alentejo à Cidade Europeia do Vinho. E estamos empenhados em promover a capital do vinho no Ribatejo.

Quais são, efetivamente, as prioridades a curto e médio prazo deste seu mandato?
Claramente, aumentar o peso do turismo do Alentejo no total do país. As nossas dormidas ainda valem 4,2% no total nacional. Ainda somos um destino pouco expressivo. Nós queremos chegar, em 2027, aos 5,1%. Isto significa termos mais oferta, o apoio a projetos qualificadores e diferenciadores de novo alojamento turístico na região e, obviamente, trabalhar bem, de uma forma cada vez mais profissional e otimizada, o marketing e a produção.

Além disso, aumentar o peso dos proveitos totais do turismo da região no total nacional. Esses proveitos valem 4,1%. Nós queremos que esse ratio seja de 5,2%, em 2027.

Queremos reforçar a proporção de hóspedes estrangeiros no total do turismo da região. Como disse, esse valor está agora em 32%. Em 2019 estava em 34%. Queremos chegar a 40%, em 2027.

Outro grande objetivo é reforçar o peso da procura externa na região, trabalhar melhor a procura turística fora da época alta. É verdade que hoje, às vezes, é um pouco contraproducente falar em época alta. Temos uma taxa de sazonalidade de 38%. Queremos reduzir para 34% até 2027.

O turismo no Alentejo tem de viver em todo o território. Ou pelo menos poderá viver em todo, porque há outras atividades económicas e obviamente o ordenamento do território tem de fazer a compatibilização entre os vários usos.

Agora, o que eu não posso aceitar é que o Estado que ative, atraia, apoie, incentive empresários a investirem as suas poupanças, os seus dividendos, e o próprio e depois o mesmo Estado aprove, licencie projetos contraproducentes de outras áreas económicas que vão limitar, estragar, condicionar, destruir a atratividade paisagística, ambiental e turística desse território. E neste momento há riscos que se colocam ao Alentejo.

Centrais solares, centrais fotovoltaicas, projetos de agricultura intensiva que não estou a dizer que o Alentejo não os deva receber. Mas há que compatibilizar uma coisa com a outra.

Dou-lhe um exemplo. Há um projeto de central fotovoltaica no concelho de Évora que, aliás, há um parecer negativo e inequívoco do Turismo de Portugal, e que vai pôr em causa a atratividade turística, paisagística e ambiental de forma irreversível, de empreendimentos turísticos, de adegas, localizados naquela zona.

Foi o que referi anteriormente, o Estado tem de ser inteligente. O Estado não pode dizer aos empresários turistas apostem aqui e depois licenciar ao lado grandes projetos de agricultura intensiva, que não têm nada a ver com aquilo que é a produção autónoma daquele território e que vão condicionar a atratividade turística daqueles territórios.

O ordenamento do território é a palavra-chave para os próximos anos. A região tem de conseguir conciliar vários usos e, claro, tem de haver lugar para a agricultura, caminhos para a transição energética. Mas essa transição energética não pode ser feita a qualquer custo. E não se pode fazer destruindo o turismo. E eu, enquanto presidente da Entidade Regional de Turismo, estou muito atento a isso, porque me preocupa.

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Transportes

TAP liga Lisboa a Florianópolis

Lisboa e capital do estado de S. Catarina vão ter três ligações por semana, informa a companhia aérea nacional, que passa, assim, a ter um total de 14 rotas para o Brasil.

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A TAP Air Portugal vai voar para Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina, no sul do Brasil. A partir de dia 3 de setembro de 2024, a companhia aérea vai oferecer três voos semanais entre Lisboa e o Aeroporto Internacional de Florianópolis – Hercílio Luz.

A escolha de Florianópolis como o 12.º destino da TAP no Brasil, vai permitir “continuar a desenvolver a estratégia de diversificação no mercado mais importante da TAP, reforçando junto dos brasileiros a conveniência geográfica de Portugal como porta de entrada para mais de 50 destinos na Europa”, refere a companhia aérea, em comunicado.

A TAP vai operar para Florianópolis, em Santa Catarina, utilizando a aeronave Airbus A330-200 que transporta 269 passageiros, 244 em classe Económica e 25 em Executiva, cujo voo terá uma duração de cerca de 11h00.

Os voos entre Lisboa e Florianópolis operam às terças, quintas e sábados, com partida de Lisboa entre as 10h10 e as 10h50 e chegada a Florianópolis entre as 17h15 e as 17h55. No sentido inverso, os voos partem da capital de Santa Catarina entre as 19h35 e as 20h40 e chegam à capital portuguesa entre as 9h50 e as 10h55 do dia seguinte.

Para Luís Rodrigues, CEO da TAP, “o lançamento do voo para o Estado de Santa Catarina já estava a ser avaliado e estudado há algum tempo. Para a TAP, é muito importante termos conseguido antecipar o lançamento desta nova rota para um período em que, devido ao estado de calamidade no Rio Grande do Sul e encerramento do aeroporto de Porto Alegre, o Sul do Brasil tanto precisa”.

“Um aumento de oferta para o nosso maior mercado, que é o Brasil, é algo normal e desejado por nós. Com esta nova rota, a TAP reforça o compromisso de continuar a investir para ser a companhia aérea europeia preferida dos clientes brasileiros”, conclui Luís Rodrigues.

A nova rota para Florianópolis permite à TAP manter o nível de oferta de voos recorde durante o verão europeu, apesar da suspensão dos voos para Porto Alegre. Nesse período, a TAP oferece 95 voos semanais, uma média de mais de 13 voos por dia, com saídas de 11 capitais de estados brasileiros.

A Companhia voa diretamente de São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Natal, Maceió, Porto Alegre, Recife, Salvador e Florianópolis, para Lisboa, além de ligar o Porto a São Paulo e ao Rio de Janeiro. No total, são 12 cidades do Brasil (14 rotas, de Lisboa e Porto) que a TAP liga diretamente a Portugal.

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Destinos

Portugal é o segundo país europeu em que os turistas têm estadias mais prolongadas

Um recente estudo do Mastercard Economics Institute indica que o número de dias passados em Portugal passou de 3,5 dias, em fevereiro de 2020 (antes da pandemia), para 6,1 dias em março de 2024

Victor Jorge

Portugal é o segundo país europeu em que os turistas têm estadias mais prolongadas. O número de dias passados em Portugal passou de 3,5 dias em fevereiro de 2020 (antes da pandemia), para 6,1 dias em março de 2024.

Os dados são do último relatório global “Travel Trends 2024” do Mastercard Economics Institute (MEI), que apresenta uma análise do setor em 74 mercados, com base em dados exclusivos de transações, agregados e anonimizados, incluindo do Mastercard SpendingPulse.

No Top 5 do número médio de estadias, em março de 2024, estão ainda a Grécia (6,8), no 1.º lugar, a Espanha no 3.º lugar (6), seguida da Croácia (5,8) e do Reino Unido (5,6).

Portugal é também um dos países onde o tráfego aéreo mais cresceu, comparativamente com 2019 (8%), ocupando o 3.º lugar do ranking europeu, à frente de países como Espanha (6,6%), e o 8.º lugar do ranking global, à frente de países como França (26.º), Itália (29.ª) ou Alemanha (35.º). Curiosamente o país ocupa ainda o 8.º lugar no Top 10 dos países que mais contribuíram para a recuperação do tráfego aéreo para os Estados Unidos, a seguir à Alemanha e à Irlanda.

Lisboa continua a ser a cidade preferida
O estudo analisou, ainda, as principais tendências de procura de destinos para o período entre junho e agosto deste ano de 2024. No caso de Portugal, Lisboa tem a preferência de espanhóis (158%), franceses (73%) e britânicos (63%). Faro também tem a preferência de espanhóis (53%) e o Porto é o principal destino para suíços e britânicos. Nas ilhas, o Funchal é mais procurado na Alemanha (53%) e Suíça (38%) e Ponta Delgada no Canadá (42%).

No Top 5 dos principais destinos procurados pelos portugueses para o mesmo período, surge Genebra, no primeiro lugar, seguido de Nice, Ibiza, Munique e Zurique, apesar da lista mais alargada incluir outros destinos como Menorca, Milão, Viena, Lyon e Málaga.

“As principais conclusões apontam para uma recuperação recorde do setor das viagens em 2024, apesar das oscilações das taxas de câmbio e das diferenças em termos do poder de compra, demonstrando que o desejo de viajar mantém-se mais forte do que nunca”, revela o estudo.

“De facto, durante os primeiros meses de 2024, o setor das viagens cresceu globalmente de forma assinalável com as companhias aéreas e os cruzeiros a registarem níveis recorde de utilização”, avança ainda o Travel Trends 2024” do Mastercard Economics Institute. Por outro lado, além deste nível recorde, verifica-se segundo os dados analisados pelo estudo, que os viajantes estão a prolongar as suas estadias por mais um dia em comparação com o período pré-pandemia.

Para além destes recordes, na Europa, na última década, verifica-se, ainda, que os turistas têm vindo a alterar as suas estadias dos meses de época alta (julho-agosto) para os meses de estações intermédias. Entre os países com a maior mudança em relação aos meses de pico do verão, estão a Croácia, Grécia, Portugal e a Itália. Mas mesmo nos países nórdicos, como a Dinamarca, a Suécia, a Finlândia e Países Baixos, a tendência é similar.

Isto sugere que não são apenas os verões mais quentes que estão a impulsionar esta mudança, mas também duas grandes alterações demográficas: por um lado mais reformados (livres de obrigações de trabalho) e, por outro, mais agregados familiares sem filhos (livres de calendários escolares).

O impacto dos EUA
O estudo da Mastercard conclui, ainda, que 2023 foi um “marco importante” para o turismo europeu, assinalando o ano em que foi alcançada uma recuperação total do número de dormidas, com 2,91 mil milhões de dormidas, em 2023, contra 2,88 mil milhões em 2019. O relatório da Mastercard também destaca o aumento significativo das chegadas de turistas dos EUA como um motor desta melhoria dos números. Por exemplo, as estatísticas oficiais mostram que a percentagem de viajantes provenientes desse país para Portugal cresceu de 6% para 9%; em Espanha aumentou de 4%, em 2019, para 5%, em 2023; e no Reino Unido de 13% para 16%. Já o aumento dos gastos no setor das viagens não é apenas resultado da inflação, mas também “do maior dinamismo económico, alimentado por um mercado de trabalho estável e por um desejo mais forte de viajar”.

A tendência demonstra que a procura pelos destinos de praia mais frequentados como a Grécia, Portugal e Espanha permanece estável, com estes países a registarem também um forte crescimento das viagens fora dos meses de pico do verão.

Experiências que contam
Ainda segundo o MEI Travel Report, os consumidores continuam a privilegiar os gastos com experiências em detrimento dos gastos com bens materiais, mesmo quando viajam. Os gastos com experiências totalizam agora 12% das vendas de turismo, de acordo com a SpendingPulse Destinations, que analisa as vendas no retalho em lojas físicas e online nas diversas todas as formas de pagamento – e que apresentou o pico mais alto em pelo menos cinco anos. Na posição cimeira estão os australianos que tendem a gastar um em cada cinco dólares em experiências e vida noturna em comparação com a média global, que está mais próxima de gastar um em cada 10 dólares.

Embora o Japão tenha sido o líder global dos principais destinos nos últimos 12 meses, Munique é o destino mais popular para este verão, motivado, em parte, por eventos desportivos que vão acontecer nesta altura (junho-agosto de 2024). De acordo com o Mastercard Economics Institute, a Albânia ocupa o terceiro lugar na lista dos destinos mais populares neste verão, sobretudo devido ao aumento de viajantes experientes que procuram atmosferas autênticas similares à vizinha Itália e Croácia, mas por menos dinheiro.

Nos cruzeiros, o estudo indica, igualmente, um regresso de uma forma notável com as transações globais de passageiros de cruzeiros a situarem-se cerca de 16% acima dos níveis de 2019 no primeiro trimestre. O aumento de procura por este segmento também é observado nos principais portos. Por exemplo, nos últimos 12 meses, as Bahamas receberam mais 2,9 milhões de passageiros que chegaram por mar, comparativamente com os níveis de 2019. Para muitos viajantes, a crescente diferença entre os preços de cruzeiros e hotéis, tem vindo a tornar os cruzeiros numa opção de viagem mais económica.

Para Natalia Lechmanova, Chief Economist Europe, Middle East & Africa, Mastercard Economics Institute, “a resiliência e adaptabilidade do setor das viagens, aliadas à procura persistente dos consumidores, traduziram-se numa forte recuperação do turismo”.

A responsável acrescenta ainda que “tal como acontece ao nível doméstico, os viajantes estão a privilegiar as experiências em vez de bens, também no exterior. Apesar disso, são cada vez mais exigentes e, por isso, escolhem destinos que lhes oferecem valor e autenticidade. Esta experiência permite-lhes fazer render os seus orçamentos de modo a prolongarem as suas estadias e poderem desfrutar ao máximo das experiências e maravilhas de cada destino”.

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Transportes foi o setor económico com a maior descida na criação de empresas até maio

Segundo o último relatório da Informa D&B, o setor dos Transportes apresentou, até maio, uma descida de 24% na criação de novas empresas, o que representa menos 713 empresas constituídas até ao final do quinto mês de 2024.

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O setor dos Transportes foi o que apresentou, até maio, a maior descida na criação de novas empresas, avança a Informa D&B, explicando que esta é “uma tendência que se verifica desde dezembro do ano passado”.

De acordo com o último relatório da consultora sobre a criação de empresas em território nacional, o setor dos Transportes apresentou, até maio, uma descida de 24% na criação de novas empresas, o que representa menos 713 empresas constituídas até ao quinto mês do ano.

“A descida na criação de empresas ocorre na maior parte dos setores, em particular nos Transportes (-24%; -713 constituições de empresas), uma tendência que se verifica desde dezembro do ano passado, em especial no Transporte ocasional de passageiros em veículos ligeiros”, explica a Informa D&B.

Os Transportes não foram, contudo, o único setor ligado ao Turismo que regista descidas na constituição de novas empresas, uma vez que também o Alojamento e restauração apresentou uma quebra de 4,2% na criação de novas empresas até maio, o que traduz menos 101 constituições de empresas.

“Também os setores das Atividades imobiliárias (-7,0%; -159 constituições de empresas), dos Grossistas (-11%; -114 constituições de empresas) e do Alojamento e restauração (-4,2%; -101 constituições de empresas) registam descidas expressivas na criação de empresas durante este período”, acrescenta o comunicado divulgado pela consultora.

Em sentido contrário esteve a Construção, que assistiu à criação de mais 225 novas empresas do que no período homólogo, o que representa um crescimento de 8,4% na constituição de empresas.

Por áreas geográficas, foi a Área Metropolitana de Lisboa que liderou as descidas neste indicador, com uma queda de 967 constituições de empresas (-10%), seguida do Alentejo e Algarve.

Já a região Norte liderou as subidas, com mais 191 novas empresas (+2,7%), ainda que também a região Centro e as Regiões Autónomas tenham registado “um crescimento na criação de empresas até 31 de maio”.

No que diz respeito a insolvências, a Informa D&B revela que, até final de maio, 914 empresas iniciaram um processo de insolvência, o que representa uma subida de 12% face ao mesmo período do ano passado, “mantendo assim a tendência de subida que se verificou no último ano”.

As insolvências foram mais acentuadas no setor das Indústrias, onde o aumento deste indicador foi de 81%, o que representa mais 125 processos, principalmente entre empresas de Têxtil e Moda, que registaram um aumento de 163%, com mais 109 processos de insolvência que no mesmo período do ano passado.

No entanto, a Informa D&B diz que, no setor das Indústrias, também as atividades de Fabricação de calçado viram os processo de insolvência aumentar 442%, com mais 53 processos, assim como a Confeção de outro vestuário exterior em série, onde o aumento foi de 113%, com mais 35 processos de insolvência, localizados essencialmente na região Norte, em especial nos distritos do Porto e Braga.

Além das Indústrias, o Retalho foi o segundo setor com mais insolvências, registando uma subida expressiva de 20% e contabilizando mais 22 processos de insolvência até maio.

Nos primeiros cinco meses de 2024, houve ainda 5 119 empresas que encerraram a sua atividade, o que traduz uma descida de 4,4% face a período homólogo, apesar da Informa D&B alertar que, à data de hoje, “ainda existem publicações a serem efetuadas pelo Registo Comercial”.

Já no acumulado dos últimos 12 meses, houve 15.120 encerramentos, 2,1% acima do registado no acumulado do ano anterior, o que representa mais 308 encerramentos, com destaque para os setores dos Serviços empresariais (+12%; +258 encerramentos), Transportes (+21%; +144 encerramentos) e Alojamento e restauração (+6,4%; + 106 encerramentos).

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Qatar Airways já retomou voos para Lisboa

A Qatar Airways disponibiliza seis ligações aéreas por semana entre Doha e Lisboa, numa operação que se vai manter ao longo de todo o ano.

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A Qatar Airways já retomou a rota entre Doha e Lisboa, numa operação que conta com seis voos por semana e que se vai manter ao longo de todo o ano, informou a companhia aérea, em comunicado.

O regresso dos voos da Qatar Airways a Lisboa acontece quatro anos depois do cancelamento da rota diária que a companhia aérea tinha aberto em junho 2019 e que foi interrompida em 2020, devido à pandemia da COVID-19.

Com a reabertura dos voos, Lisboa torna-se no 47.º destino europeu da companhia aérea do Qatar, representando “um novo ponto de entrada para viagens internacionais da Europa para o Médio Oriente, África, bem como para o subcontinente indiano”.

“À medida que continuamos a nossa expansão de rede no mercado europeu, estamos entusiasmados em receber Lisboa de volta à nossa rede global de mais de 170 destinos. Esta adição reafirma a dedicação da companhia aérea em conectar pessoas e lugares, tornando as viagens internacionais mais acessíveis e convenientes em toda a nossa rede global”, afirma Thierry Antinori, diretor Comercial da Qatar Airways.

No comunicado que anuncia a reabertura da rota, a Qatar Airways destaca que Portugal é um destino que conta com “praias cénicas, cidades cosmopolitas prósperas e vários locais Património Mundial da UNESCO”, enquanto Lisboa, a capital portuguesa, “oferece o ponto de partida perfeito para viajantes ansiosos por explorar a rica oferta turística e cultural de Portugal”.

Os bilhetes já se encontram à venda no website da companhia aérea, que pode ser consultado aqui, onde é também possível saber mais informações sobre os benefícios do Privilege Club e sobre o programa Qatar Stopover.

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