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Lusanova quer estar mais próxima dos agentes de viagens

Por a 24 de Janeiro de 2017


Este ano, o operador turístico vai reforçar a sua aposta no marketing e na comunicação junto dos agentes de viagens. Francisco Patrício, director comercial da Lusanova, explica como.

Lusanova Francisco
Apostar num maior contacto com os agentes de viagens, e não só, é a principal premissa do Grupo Lusanova para 2017. O operador turístico vai agora estar mais perto dos seus clientes. Como? Francisco Patrício, director comercial da Lusanova, em entrevista, refere que a estratégia do grupo para este ano vai focar-se, particularmente, ao nível de marketing e comunicação, de forma a “reforçar a nossa cultura de serviço Lusanova e aumentar a notoriedade da marca”. Segundo o responsável, o grupo vai “investir sobretudo na qualidade do serviço, porque pensamos ser muito importante melhorar o serviço que prestamos aos agentes de viagens. Essa é a nossa grande batalha, que é de facto ganharmos mercado não só pela qualidade dos produtos, mas pela qualidade de serviço que prestamos. É aí que podemos fazer a diferença”.
Criar a “necessidade dos nossos produtos” junto dos agentes de viagens é também um dos objectivos da Lusanova. Acções de formação e de apoio vão ser as ferramentas utilizadas para tal. “Vamos dar acções de formação para que se familiarizem com os nossos sistemas informáticos, mas ao mesmo tempo com os nossos destinos”, explica o responsável, que considera que existe no mercado falta de apoio à formação dos agentes de viagens. As acções da Lusanova vão primar por serem para um menor número de participantes, de forma a serem mais incisivas, e em cidades mais pequenas do que as tradicionais Lisboa, Porto e Coimbra. As plataformas de reservas da Lusanova também vão ser melhoradas, de forma a tornarem-se “mais simples e rápidas”.
Ao nível de comunicação, Francisco Patrício explica que quer-se aqui um reforço da notoriedade da marca, com uma interligação com os meios de comunicação social, presença em eventos e difusões diárias. “Levando até aos agentes de viagens as informações que precisam, ou seja, produto para venderem”, complementa. Aqui também não poderia faltar a aposta na comunicação online, mas sem esquecer as brochuras em papel. “As novas tecnologias são imprescindíveis, agora esquecemo-nos que há muita gente que não utilizar as novas tecnologias e muitas vezes não tem a ver com os escalões etários. Há que tirar o que há de bom numa e noutra, juntar. É o que vamos tentar fazer, entre os dois conseguir um equilíbrio e, daí, tirarmos maiores vantagens”, considera.

Balanço

Em 2016, o Grupo Lusanova registou um crescimento global de 5%, “um crescimento normal”, caracteriza Francisco Patrício. Os resultados da Lusanova Brasil acabaram por contribuir negativamente para os números globais do grupo, apesar de ter registado uma ligeira recuperação no segundo semestre do ano. O departamento de Cruzeiros teve um ano em que as vendas aumentaram “substancialmente”. “Foi uma aposta perfeitamente ganha”, considera. No que diz respeito aos produtos operados pela Lusanova, o director comercial indica que o operador turístico está a crescer nos Grandes Destinos, segmento no qual vão ser lançados os grupos em português. Ainda sem datas de saídas definidas e destinos, o responsável avança que a Índia poderá ser um dos destinos abrangidos. Quanto à oferta para o Verão, Francisco Patrício refere que vão continuar a apostar nos circuitos de autocarro. “Vamos aumentar os nossos circuitos de colecção, que têm uma componente temática superior aos tradicionais [circuitos]”, esclarece. O director comercial da Lusanova considera que 2017 vai ser “um bom ano”, salientando que a confiança dos portugueses subiu e que estes estão a viajar mais, mas claro, “se não houverem factores externos”. “Esse tipo de factores externos – greves, atentados – prejudicam-nos muito mais do que a concorrência”, refere.

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