Cristina Siza Vieira | Um olhar sobre 2017

Por a 15 de Dezembro de 2016 as 11:08

Cristina S V-110O Publituris vai publicar, até ao final do ano, as opiniões de diversos players do sector sobre o ano que agora finda e as perspectivas para 2017.

Cristina Siza Vieira, presidente executiva da AHP

O que foi para si o melhor e o pior de 2016 no que diz respeito ao Turismo? 
Finalmente, na Hotelaria, em 2016, ultrapassámos todos os indicadores de 2007, referência nos monitors da AHP como o melhor ano turístico de Portugal. Ultrapassámos mesmo o preço médio, que era o único que faltava.
2016 foi de facto um bom ano para a hotelaria nacional e para o turismo no geral, permitindo que o seu impacto no PIB, no emprego e nas exportações o posicione como actividade fundamental para o país.
Destacamos neste ano o trabalho da actual Secretária de Estado do Turismo, pessoa profundamente conhecedora da área e muito empenhada na promoção e mobilização de todo o sector.
O pior para o Turismo em Portugal, mas que felizmente não prejudicou a nossa performance, foi a insolvência dos operadores Tractravel Viajes, S.L. e Lowcosttravelgroup Ltd.

Quais são as suas perspectivas para 2017? Será um ano melhor ou pior que 2016?
A nossa expectativa é de que o próximo ano seja ainda melhor do que 2016. Estamos muito focados no aumento da taxa de ocupação e no crescimento dos preços a nível nacional. Aquilo que Portugal tem para oferecer em comparação com outros destinos permite continuar a aumentar preço e é esse um dos grandes desafios para 2017, para tanto temos de nos posicionar para captar mercados high end.
Para isso é necessário apostar num serviço de excelência em toda a cadeia de valor do turismo, bastante complexa, pelo que é essencial apostar na formação, designadamente de activos.

Na sua opinião, quais são os temas/momentos que marcarão o próximo ano no que diz respeito ao Turismo?
Desburocratização, investimento e qualificação são os três vectores para o sector do turismo no próximo ano: a revisão do Regime Jurídico dos Empreendimentos Turísticos e a nova Lei do Alojamento Local; o acesso ao crédito e ao mercado financeiro não só de novos projectos como de renovações de hotéis e a aposta na formação.
De resto, é urgente a decisão e execução do novo aeroporto de Lisboa (Montijo).

Um comentário

  1. pedro cunha

    2 de Abril de 2017 at 6:14

    pode parecer exagero mas portugal deve provavelmente ser ja considerado como o 5 destino a nível europeu.só que os ativos que o país dispõem representam 0 ou seja sem ovos não se fazem omeletes.temos de deixar de acreditar em cargos e passar a olhar as necessidades.criar e desenvolver mão de obra cara mas consistente,onde estam os cursos técnicos de hotelaria.

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