Assine já
Alojamento

Crescimento da hotelaria abranda em Agosto

Em Agosto deste ano, os estabelecimentos hoteleiros registaram 2,3 milhões de hóspedes e 7,5 milhões de dormidas, o que corresponde a subidas de 3,4% e 3,7% face ao período homólogo de 2015.

Carina Monteiro
Alojamento

Crescimento da hotelaria abranda em Agosto

Em Agosto deste ano, os estabelecimentos hoteleiros registaram 2,3 milhões de hóspedes e 7,5 milhões de dormidas, o que corresponde a subidas de 3,4% e 3,7% face ao período homólogo de 2015.

Carina Monteiro
Sobre o autor
Carina Monteiro
Artigos relacionados
Hotelaria mantém crescimento excepto nas dormidas de residentes
Destinos
Estada média na hotelaria cai no mês de Julho
Homepage
INE: Menos dormidas de residentes agravam quebras da hotelaria em outubro
Homepage
Número de hóspedes e dormidas acentuam queda do turismo no início de 2021
Alojamento

Em Agosto deste ano, os estabelecimentos hoteleiros registaram 2,3 milhões de hóspedes e 7,5 milhões de dormidas, o que corresponde a subidas de 3,4% e 3,7% face ao período homólogo de 2015. Estes valores representam uma desaceleração face ao mês anterior, em que se verificou aumentos de +10,8% e +7,7, nas dormidas e hóspedes, respectivamente.
Segundo o INE, o mercado residente, decresceu 3,3%, interrompendo a tendência crescente (+3,0% em julho), enquanto os mercados externos evidenciaram abrandamento (+7,7% face a +9,8% em julho).
Também os proveitos cresceram no mês de Agosto, seja os totais, com mais 11,9%, para 442,8 milhões de euros, seja de aposento com uma subida de 13,4%, para 343,5 milhões de euros. Também o RevPAR subiu para os 77,9 euros, mais 9,9%.
A estada média teve um aumento residual de +0,4% para as 3,21 noites, tal como a taxa de ocupação-cama (+0,1p.p. para 73,5%).
No que diz respeito aos resultados por região, as dormidas aumentaram em todas as regiões, em especial nos Açores (+10,1%), Centro (+7,5%) e Norte (+6,6%).
O Algarve foi a região com menor crescimento de dormidas (+0,7%); apesar de continuar a deter a maior quota, 39,8%, esta teve uma redução de 1,2 p.p. face a igual mês de 2015. Em termos de representatividade seguiram-se Lisboa (20,5%, +0,3 p.p.) e Norte (12,0%, +0,3 p.p.).
As Regiões Autónomas apresentaram aumentos significativos das dormidas do mercado interno (+11,0% nos Açores e +7,4% na Madeira), sendo também de referir o Centro (+6,3%). Em termos de dormidas de residentes, o Norte registou um ligeiro aumento (+0,5%) e as restantes regiões registaram decréscimos, acentuadamente no Algarve (-10,6%) mas também em Lisboa (-3,1%).
As dormidas de não residentes aumentaram em todas as regiões, nomeadamente no Alentejo (+16,6%) e Norte (+11,6%). O Algarve (+7,5%) contou com o contributo positivo dos seus principais mercados emissores, nomeadamente o britânico (+6,8%), o holandês (+13,6%) e o francês (+10,1%).
As principais regiões de destino de hóspedes vindos do estrangeiro foram o Algarve (40,1% da dormidas, -0,1 p.p.), Lisboa (24,3%, sem variação), R. A. Madeira (13,9%, -0,5 p.p.) e Norte (10,5%, +0,4 p.p.).

Sobre o autorCarina Monteiro

Carina Monteiro

Mais artigos
Artigos relacionados
Turismo

Nova edição: Sustentabilidade, Go4Travel, Visit Valencia e SAP Concur

A nova edição do Publituris faz capa com um tema que não é novidade: sustentabilidade. Além das novidades das várias áreas do setor do turismo, trazemos, também, uma entrevista a Naut Kusters, diretor da ECEAT, e Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, sobre o mesmo tema. Além disso, a estratégia da Go4Travel conhecida no “Summit4Travel”, Visit Valencia e a nova solução SAP Concur para o segmento das viagens.

Publituris

A nova edição do Publituris faz capa com um tema que não é propriamente novidade, mas que, com a pandemia da COVID-19 e as novas tendências passou a ouvir falar-se cada vez mais de sustentabilidade no setor do turismo.

Além de ficar a saber o que várias áreas do setor estão a fazer para se tornarem mais sustentáveis, o Publituris entrevistou Naut Kusters, diretor da ECEAT, a propósito do projeto SUSTOUR, que admitiu que “a tendência é muito clara no sentido da sustentabilidade.

Também Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), salienta que “as agências e os operadores turísticos têm um papel preponderante na promoção da sustentabilidade no setor do turismo”.

O Publituris viajou até à Madeira para marcar presença na Convenção da Go4Travel. Na sessão de abertura da “Summit4Travel 2022”, João Matias, presidente do Conselho de Administração da Go4Travel, apontou que o agrupamento de agências de viagens está com uma agenda “bem carregada”.

Capital Mundial do Design e Capital Europeia do Turismo Inteligente, em 2022, Valência acredita no potencial do mercado português, motivos pela qual o Visit Valência tem prevista uma série de atividades de promoção em Portugal.

Admitindo que o mercado português “não é muito relevante”, Ángel Pérez, Brand & Markets Director do Visit Valencia, disse ao Publituris “acreditar que existe um grande potencial com a excelente conectividade aérea que existe no momento”.

Na “Tecnologia”, João Carvalho dá a conhecer as mais-valias da nova solução SAP Concur. O responsável revela que “as empresas estão cada vez mais interessadas em soluções que ajudem os gestores de viagens e os responsáveis de recursos humanos a avaliar e gerir o risco das viagens”, sendo essencial “desburocratizar cada vez mais os processos empresariais, tendo em conta o impacto ambiental das deslocações”.

Além do “Check-in”, as opiniões são de Carlos Torres (ESHTE), Sílvia Dias (Savoy Signature), Pedro Castro (SkyExpert), António Abrantes (ISCE) e Amaro Correia (Atlântico Business School).

Boas leituras”!

A versão completa desta edição é exclusiva para subscritores do Publituris. Pode comprar apenas esta edição ou efetuar uma assinatura do Publituris aqui obtendo o acesso imediato.

Para mais informações contacte: Carmo David | [email protected] | 215 825 43

Nota: Se já é subscritor do Publituris entre no site com o seu Login de assinante, dirija-se à secção Premium – Edição Digital e escolha a edição que deseja ler, abra o epaper com os dados de acesso indicados no final do resumo de cada edição.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Edição Digital

Edição Digital: Sustentabilidade, Go4Travel, Visit Valencia e SAP Concur

A nova edição do Publituris faz capa com a sustentabilidade. Apesar de não se tratar de um tema novo, a verdade é, que com a pandemia da COVID-19 e as novas tendências, passou-se a ouvir falar cada vez mais de sustentabilidade no setor do turismo. Além disso, há a reportagem sobre a Convenção da Go4Travel, a aposta de Valência em Portugal e as novidades da SAP Concur para as viagens.

Publituris

A nova edição do Publituris faz capa com um tema que não é propriamente novidade, mas que, com a pandemia da COVID-19 e as novas tendências passou a ouvir falar-se cada vez mais de sustentabilidade no setor do turismo.

Além de ficar a saber o que várias áreas do setor estão a fazer para se tornarem mais sustentáveis, o Publituris entrevistou Naut Kusters, diretor da ECEAT, a propósito do projeto SUSTOUR, que admitiu que “a tendência é muito clara no sentido da sustentabilidade.

Também Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), salienta que “as agências e os operadores turísticos têm um papel preponderante na promoção da sustentabilidade no setor do turismo”.

O Publituris viajou até à Madeira para marcar presença na Convenção da Go4Travel. Na sessão de abertura da “Summit4Travel 2022”, João Matias, presidente do Conselho de Administração da Go4Travel, apontou que o agrupamento de agências de viagens está com uma agenda “bem carregada”.

Capital Mundial do Design e Capital Europeia do Turismo Inteligente, em 2022, Valência acredita no potencial do mercado português, motivos pela qual o Visit Valência tem prevista uma série de atividades de promoção em Portugal.

Admitindo que o mercado português “não é muito relevante”, Ángel Pérez, Brand & Markets Director do Visit Valencia, disse ao Publituris “acreditar que existe um grande potencial com a excelente conectividade aérea que existe no momento”.

Na “Tecnologia”, João Carvalho dá a conhecer as mais-valias da nova solução SAP Concur. O responsável revela que “as empresas estão cada vez mais interessadas em soluções que ajudem os gestores de viagens e os responsáveis de recursos humanos a avaliar e gerir o risco das viagens”, sendo essencial “desburocratizar cada vez mais os processos empresariais, tendo em conta o impacto ambiental das deslocações”.

Além do “Check-in”, as opiniões são de Carlos Torres (ESHTE), Sílvia Dias (Savoy Signature), Pedro Castro (SkyExpert), António Abrantes (ISCE) e Amaro Correia (Atlântico Business School).

Leia a edição aqui.

Boas leituras”!

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Turismo de Portugal diz desenvolver trabalho no sentido de “reforçar as ligações das companhias aéreas para todos os aeroportos nacionais”

Depois das notícias que vieram a público, o Turismo de Portugal diz, em comunicado, que é “indiscutível que a TAP desempenha um papel crucial na conectividade e acessibilidade ao Destino Portugal”.

Victor Jorge

O Turismo de Portugal (TdP) salientou esta quinta-feira, em comunicado, “tem desenvolvido um importante trabalho em estreita colaboração com todos os players do setor, desde cada uma das Associações e Entidades Regionais de Promoção Turística até aos inúmeros empresários e diversas associações que representam o turismo nacional”.

“O Turismo de Portugal tem como missão promover Portugal como destino turístico, apoiar o desenvolvimento das infraestruturas turísticas e o investimento no setor”, lê-se no comunicado emitido após o Jornal de Notícia ter noticiado que o presidente do Turismo de Portugal tinha “incentivado agentes da região Norte a apostar na Ibéria como parceiro estratégico e em Madrid enquanto aeroporto de ligação internacional, em vez de esperarem pela TAP”.

“Sendo a conectividade aérea uma importante parte desta equação, tem sido desenvolvido um trabalho, sobretudo no pós-pandemia, no sentido de reforçar as ligações das companhias aéreas para todos os aeroportos nacionais, atrair novas companhias áreas – uma vez que asseguram as ligações de novos mercados ou mercados já existentes aos aeroportos nacionais– e colaborar nos programas de venda e distribuição das companhias nesses mesmos mercados (como os programas STOPOVER)”, refere-se no comunicado.

A entidade tutelada pelo Ministério da Economia e do Mar, sublinha ainda que “a TAP, enquanto companhia aérea nacional, é não só essencial para o setor em todo o território nacional como um parceiro estratégico do Turismo de Portugal, implementando parcerias e iniciativas conjuntas sempre que tal se afigurou necessário e pertinente para dinamizar o turismo nacional”.

O TdP reconhece ainda que “há ainda muito trabalho a fazer no longo caminho que percorremos juntos, sendo indiscutível que a TAP desempenha um papel crucial na conectividade e acessibilidade ao Destino Portugal”.

Depois da Iberia ter incluído, recentemente, os destinos de Porto e Lisboa no seu programa, o TdP salienta que “tem sido desenvolvido um trabalho no sentido de tornar ainda mais atrativos estes destinos para os passageiros que fazem ligação em Espanha”, destacando, ainda que “o mesmo se passa com o programa STOPOVER da TAP com quem o Turismo de Portugal tem trabalhado no sentido de aumentar a sua atratividade e impacte para todos os aeroportos nacionais”, conclui o comunicado.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
IATA
Destinos

Interesse por viagens longo curso melhora, mas lentamente, revela barómetro da ETC

O mais recente barómetro da European Travel Commission revela que o interesse pelas viagens de longo curso melhorou na globalidade, mas mantém-se ainda abaixo dos níveis pré-pandémicos. Dos mercados inquiridos, só o Brasil mostra crescimentos de assinalar.

Publituris

De acordo com o barómetro de viagens longo curso (Long-Haul Travel Barometer 2/2022) da European Travel Commission (ETC), o interesse por viagens para a Europa provenientes de vários mercados de origem permanece abaixo dos níveis pré-pandemia, embora reconheça que “melhorou um pouco em comparação com um ano atrás”.

No documento, que analisa o sentimento dos viajantes para o verão de 2022 (maio-agosto), e que observou as intenções e viagem de seis mercados emissores – Brasil, Canadá, China, Japão, Rússia e EUA -, embora o conflito na Ucrânia tenha criado novos desafios para o setor das viagens europeu, o barómetro da ETC indica que o conflito “parece ter tido um impacto limitado no sentimento na maioria dos mercados de origem de longa distância”, exceto na China e na Rússia, com a maioria dos entrevistados (76%) afirmando que o conflito não afetou sua intenção de viagem.

Os resultados mostram que as preocupações com a COVID-19, os custos relacionados a viagens e a falta de conexões de viagem convenientes são os principais impedimentos para viagens de longa distância neste verão.

Luís Araújo, presidente da ETC, refere que, “o sentimento de viagens longo curso está a melhorar gradualmente, à medida que o mundo continua a recuperar da pandemia”, reconhecendo, contudo, “a um ritmo lento”.

“É animador que o conflito em curso na Ucrânia não se tenha tornado outro impedimento para viagens internacionais para a Europa”, refere Luís Araújo no comunicado da ETC. O presidente da entidade europeia salienta ainda que “a Europa continua a ser um destino de viagem seguro e atraente. No entanto, as consequências do conflito, como o aumento do custo de vida e os custos relacionados com as viagens, estão a dificultar a recuperação do setor”. Por isso reconhecer que, “promover a Europa nos mercados externos e restaurar a mobilidade internacional será crucial para a recuperação do setor em 2022”.

Os mais impactados
Devido ao conflito na Ucrânia e consequentes sanções aplicadas à Rússia, o número de turistas russos com interesse em visitar a Europa atingiu o valor mais baixo (78 pontos), correspondendo a um valor significativamente menor do que o sentimento expresso durante a primeira vaga da COVID-19 (87 pontos em maio-agosto de 2020), quando a maioria dos países europeus se encontrava em bloqueios rigorosos.

No curto prazo, refere o relatório da ETC, “mais da metade dos russos inquiridos (60%) não planeia viajar para fora da Comunidade de Estados Independentes (CEI)”. Entre os poucos russos (20%) que têm planos para viajar, mas não para a Europa, 9% afirmaram que a situação atual impactou negativamente o interesse em visitar a Europa nos próximos meses, enquanto 7% ainda consideram a região um destino atraente e adoraria visitá-lo no futuro.

O conflito em curso na Ucrânia também dissuadiu os chineses (19%) de visitar a Europa. No entanto, a guerra não é a principal preocupação dos viajantes chineses avessos ao risco. Surtos recentes da Ómicron e a abordagem estrita de COVID-zero estão a dificultar as viagens outbound (30%). Ainda assim, o sentimento para visitar a Europa aumentou ligeiramente (+6 pontos) em comparação com o verão passado. Esse número deve melhorar ainda mais no final do ano, quando se espera que a China remova as restrições às viagens internacionais. “O apelo das cidades europeias fortaleceu-se entre os residentes chineses em comparação com os números de 2021, com um aumento notável no interesse para explorar vários tipos de destinos europeus (por exemplo, costeiros, metropolitanos, rurais, etc.)”, refere o barómetro da ETC.

Turistas americanos mantêm interessa, mas …
Já do outro lado do Atlântico, o sentimento para viajar nos EUA manteve-se estável no verão passado (109 pontos), embora o interesse por visitar a Europa tenha registado um ligeiro recuo (93 pontos). De acordo com os resultados da análise, esta tendência prende-se, sobretudo, “com a preocupação com o impacto da inflação nas finanças pessoais e com o aumento das despesas de deslocação”.

Junho e agosto serão, provavelmente, “os meses mais populares para os americanos que planeiam férias na Europa”, reconhece a ETC. No entanto, mais de metade dos americanos que declararam a intenção de viajar para a Europa durante a temporada de verão ainda não reservaram as suas passagens aéreas, sugerindo que “as reservas de última hora serão um fator de destaque nesse mercado devido à incerteza económica e geopolítica”.

Os canadianos mostram uma hesitação semelhante relativamente à época para viajar para a Europa, verificando-se que somente 30% reservam bilhetes para o verão de 2022.

O interesse por parte dos inquiridos no Canadá aponta para destinos costeiros e metropolitanos com França, Itália e Reino Unido como os países mais populares para visitar.

Brasil mais otimista
No Brasil parece existir uma atitude “mais otimista em relação a viagens de longa distância para a Europa (101 pontos)”. A retoma dos voos para destinos europeus populares influenciou positivamente o sentimento de viagem, com 1 em cada 2 brasileiros a preparar-se para visitar a Europa nos próximos quatro meses.

45% já reservaram os seus bilhetes de avião, sendo julho e agosto os meses de férias mais populares. Os brasileiros preferem destinos localizados no litoral, assim como viagens para as montanhas, com o comboio a constituir o serviço de transporte preferido para passear pelo continente.

Japão continua em baixa
Apesar de um aumento marginal, o entusiasmo japonês por viagens de longa distância permanece baixo (79 pontos), apesar do interesse por visitar a Europa ser um pouco maior (93), mas apenas 14% dos inquiridos planeiam fazer uma viagem à região no verão de 2022.

41% dos japoneses inquiridos salientaram as más conexões entre a Europa e o Japão como o principal motivo para não visitar o continente, realidade esperada após o cancelamento recente de muitos voos entre os dois destinos devido a preocupações sobre o uso do espaço aéreo russo com a guerra na Ucrânia.

O barómetro da ETC destaca, contudo, que, para aqueles que desejam fazer viagens mais longas para chegar à Europa, Itália, França, Alemanha e Reino Unido continuam a ser os destinos mais atraentes.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

Ryanair espera “ficar com todos os ‘slots’ que vão ser distribuídos até ao fim de junho”

Numa conferência de imprensa em Lisboa, Michael O’Leary, CEO da Ryanair, revelou que a companhia aérea está a lutar com a easyJet pelos slots libertados pela TAP, mostrando-se confiante será possível “ficar com todos os ‘slots’ que vão ser distribuídos até ao fim de junho”

Publituris

A Ryanair espera ficar com todos os 18 slots abandonados pela TAP e que vão ser distribuídos até final de junho, com Michael O’Leary, CEO da companhia aérea, a revelar que, além da Ryanair, também a easyJet está na luta por estas faixas horárias no aeroporto de Lisboa.

“As licitações para os slots fecharam há cerca de três semanas. Ryanair e easyJet estão a lutar pelos slots”, adiantou o responsável esta quarta-feira, durante uma conferência de imprensa em Lisboa, onde se mostrou confiante de que a companhia aérea vai conseguir alcançar este objetivo.

De acordo com a Lusa, que cita as declarações do responsável, a Ryanair espera ter vantagem sobre a easyJet na atribuição dos slots e apresentou mesmo o argumento de que a easyJet “cobra tarifas muito mais altas do que a Ryanair” e reduziu os seus voos em Lisboa, Faro e Porto.

“Esperamos ficar com todos os ‘slots’ que vão ser distribuídos até ao fim de junho”, sublinhou o responsável, explicando que, com essas faixas horárias, a Ryanair poderá “colocar mais três aeronaves em Lisboa no inverno”.

Segundo Michael O’Leary, se ganhar os 18 slots que estavam a concurso no aeroporto de Lisboa, a Ryanair pode aumentar para 10 o número de aeronaves no aeroporto da capital no próximo inverno e sete no verão seguinte.

“Somos a única companhia aérea que demonstrou um compromisso com Portugal para utilizar todos os nossos aviões durante todo o ano”, vincou ainda o responsável da Ryanair na conferência de imprensa.

Michael O’Leary acredita, no entanto, que a TAP vai ser obrigada a abandonar mais slots no aeroporto de Lisboa quando a situação voltar ao normal e a procura por viagens aéreas regressar, garantindo que a Ryanair vai querer igualmente ficar com essas faixas horárias.

“A TAP vai perder mais ‘slots’ e nós vamos querer esses ‘slots’ e crescer mais aqui na Portela, além de Madeira, Porto e Faro”, acrescentou, reivindicando que a Ryanair já é a companhia aérea “número um” em Portugal, uma vez que estima transportar mais de 13 milhões de passageiros de e para Portugal em 2022, ultrapassando a TAP.

A Ryanair prevê também, para este ano, um regresso ao lucro, com o CEO da companhia aérea a mostrar-se “muito esperançoso” num crescimento ao nível dos resultados, ainda que não queira, por enquanto, avançar números concretos.

“Estamos muito esperançosos que neste ano tenhamos lucro, mas não sabemos quanto, ainda. Ainda há muita incerteza quanto à covid-19 e à Ucrânia”, referiu, apontando, contudo, uma para uma recuperação do lucro pré-pandemia – 1.002 milhões de euros no ano fiscal que terminou em março de 2020.

A Lusa recorda que o concurso para atribuição dos 18 slots que foram abandonados pela TAP na sequência da aprovação do plano de reestruturação da companhia aérea pela Comissão Europeia arrancou no final de fevereiro e a data final para apresentação de propostas terminou a 12 de maio, sendo esperada uma decisão para junho. Já o acordo de transferência das faixas horárias deverá ser assinado a 25 de julho e o arranque da operação está previsto para 30 de outubro.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Portugal é o 9.º destino mais procurado na Europa, diz estudo da Mastercard

Portugal é o 9.º destino mais procurado da Europa, num ranking liderado pelo Reino Unido e Espanha, segundo o estudo do Mastercard Economics Institute.

Victor Jorge

As reservas de voos de lazer e negócios já ultrapassam os níveis pré-pandemia, de acordo com um novo estudo do Mastercard Economics Institute. As compras de viagens em cruzeiros, de transportes expresso de passageiros e de bilhetes de comboios também apresentaram uma procura acentuada este ano.

O estudo Travel 2022: Trends and Transitions oferece uma visão global do estado atual das viagens em 37 mercados com base numa análise exaustiva de dados públicos e dos dados anonimizados das vendas agregadas registadas na rede Mastercard.

De acordo com o estudo, até ao final de abril, as reservas de voos de lazer superaram os níveis de 2019 em 25%, com as reservas de voos de lazer de curta e média distância a crescerem 25% e 27%, respetivamente. As reservas de voos de negócios também ultrapassaram, pela primeira vez em março, os níveis pré-pandemia apresentando uma trajetória de crescimento na ordem dos dois dígitos durante o mês em abril. O regresso ao trabalho foi um dos fatores que contribuiu para este crescimento.

O estudo indica, também, que os níveis recentes de despesas apontam para o crescimento das viagens em grupo. As despesas com cruzeiros aumentaram 62 pontos percentuais desde janeiro ao final de abril, embora permaneçam abaixo dos níveis de 2019. Já as despesas com transportes expresso de passageiros regressaram aos níveis pré-pandemia, embora as despesas com viagens de comboio permaneçam ainda 7% abaixo comparativamente com esse período. Também as despesas com portagens e aluguer de carros continuaram a crescer, quase 19% e 12%, respetivamente, demonstrando que as viagens de carro continuam a ser uma opção preferida por muitos.

Já os viajantes preferem gastar mais em experiências do que em compras, concluindo-se que os turistas internacionais têm vindo a gastar mais em experiências do que em compras no destino. As despesas com experiências cresceram 34% face a 2019 e as áreas com maiores aumentos foram os bares e as discotecas (72%), os parques de diversões, os museus, concertos e outras atividades recreativas (35%). Este tipo de despesas cresceu 60% em Singapura e cerca de 23% nos EUA.

Certo é que o levantamento de restrições reequilibra o mapa do turismo para 2022. A oferta e a conveniência das viagens têm sido fatores determinante na escolha dos destinos de viagem, embora o levantamento de restrições este ano em muitos destinos tenha conduzido a um regresso ao ponto de partida em grande parte do mundo, à exceção de algumas partes da Ásia- Pacífico. O resultado é que os Estados Unidos, Reino Unido, Suíça, Espanha e Holanda são agora os principais destinos para turistas em todo o mundo.

“Como acontece em qualquer voo, o regresso às viagens enfrentou ventos contrários e a favor. Neste ‘Grande Reequilíbrio’ que está a acontecer em todo o mundo, este tipo de movimentações é fundamental para o regresso à vida pré-pandemia”, afirma Bricklin Dwyer, economista-chefe da Mastercard e chefe do Mastercard Economics Institute. “A resiliência que os consumidores têm tido para voltarem ao ‘normal’ e para recuperarem do tempo perdido deixa-nos otimistas de que a recuperação continuará a sua trajetória, mesmo que existam solavancos ao longo do caminho.”

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Transportes

Tráfego aéreo entre EUA e Europa aumenta 1.003% em abril de 2022 face a 2021

O mês de abril registou um assinalável aumento dos voos entre os EUA e a Europa. No total, voaram 4,29 milhões de pessoas entre os dois destinos, correspondendo a um crescimento superior a 1.000% face a igual mês de 2021.

Publituris

O tráfego aéreo dos EUA de e para a Europa atingiu o pico de 4,29 milhões de passageiros, representando um aumento de 1.003% em relação a abril de 2021, revelou o National Travel and Tourism Office (NTTO).

Em comunicado, a NTTO revela os principais países para onde os americanos viajaram no mês de abril de 2022, aparecendo o México em primeiro lugar (3,09 milhões), seguido do Canadá (1,68 milhão), Reino Unido (1,19 milhão), República Dominicana (793.000) e Alemanha (653.000).

Os dados da Statista revelam, por sua vez, que o número de viagens de saída dos Estados Unidos para a Europa, em 2020, foi de 2,32 milhões para a Europa Ocidental seguida pelo Norte da Europa com 2,03 milhões de viagens, enquanto os destinos do sul da Europa e do Mediterrâneo contaram com cerca de 1,66 milhão de voos operados. Além disso, a Europa Central e Oriental registaram o menor número de viagens operadas, cerca de 620.000.

Por outro lado, o número de visitantes aos Estados Unidos provenientes dos países da Europa Ocidental atingiu o pico de 14,56 milhões antes do início da pandemia. Em 2020, esse número caiu 85%, atingindo somente os 2,22 milhões, para cair ainda mais para 1,7 milhão, em 2021.

No ano passado, o número de europeus ocidentais que viajaram viajando para a UE caiu 23,4% em comparação com 2020 e 88,3% em relação aos níveis pré-pandemia.

O maior recorde de visitas de europeus aos Estados Unidos na última década foi registado em 2015, com um total de 14,8 milhões de visitantes, conforme revelam os dados da Statista.

Os dados da NTTO mostram ainda que as chegadas e partidas de passageiros internacionais atingiram quase a 15,5 milhões, em abril de 2022, representando um aumento de 167% em relação ao período correspondente de 2021. No entanto, os dados indicam que o número de passageiros atingiu 73% dos níveis pré-pandémicos.

Os principais aeroportos a operar voos internacionais foram Nova Iorque (JFK) com 2,15 milhões de chegadas e partidas, seguido por Miami (MIA) com 1,77 milhão, Los Angeles (LAX) com 1,27 milhão, Newark (EWR) com 1,03 milhão e Chicago (ORD) com 860.000.

Além disso, os aeroportos estrangeiros mais frequentados pelos norte-americanos foram Cancun (CUN) com 1,1 milhão, London Heathrow (LHR) com 1,06 milhão, Toronto (YYZ) com 738.000, e Cidade do México (MEX) com 606.000 e Paris (CDG) com 581.000.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

SEF reforça dispositivos nos aeroportos durante o verão

Reforço visa “fazer face ao previsível aumento exponencial do desembarque de passageiros no período do verão, que coincide com a realização da 2.ª Conferência dos Oceanos das Nações Unidas em Portugal”.

Publituris

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) anunciou que vai reforçar, a partir de hoje e até 31 de outubro, o seu dispositivo nos aeroportos nacionais, usando meios próprios e o apoio da PSP para aumentar a capacidade de controlo das fronteiras.

De acordo com a Lusa, que cita um comunicado do SEF, o apoio da PSP foi pedido para “fazer face ao previsível aumento exponencial do desembarque de passageiros no período do verão, que coincide com a realização da 2.ª Conferência dos Oceanos das Nações Unidas em Portugal”.

“É, assim, essencial reforçar a capacidade do SEF no controlo das fronteiras externas da União Europeia, garantindo a segurança do Espaço Schengen e promovendo a desejada fluidez no processamento dos passageiros que entram e saem do país através das fronteiras aéreas”, adianta o comunicado.

O apoio operacional da PSP ao SEF será “assegurado por agentes habilitados com formação ministrada por formadores do SEF, no quadro do processo de reestruturação em curso”, que prevê a extinção do SEF e a distribuição de competências e efetivos pela PSP, GNR, Polícia Judiciária, Instituto de Registos e Notariado e por um novo organismo a ser criado, a Agência Portuguesa para as Migrações e Asilo (APMA).

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Turismo

Portugal Ventures anuncia novo investimento até 1 milhão de euros para projetos no turismo

A 5.ª edição do “Call Turismo” disponibiliza entre 200 mil e 1 milhão de euros em projetos que contribuam para a inovação, sustentabilidade e eficiência deste setor.

Publituris

A Portugal Ventures, sob alçada do Banco de Fomento (Bdf), lançou esta segunda-feira, 23 de maio, a 5.ª edição da “Call Turismo”, em parceria com o Turismo de Portugal e o Nest – Centro de Inovação para o Turismo, para investir entre 200 mil e 1 milhão de euros em projetos que contribuam para a inovação, sustentabilidade e eficiência do setor do turismo.

Elegíveis para esta edição da Portugal Ventures são empresas constituídas ou a constituir com projetos não tecnológicos, que apresentem conceitos diferenciadores para a oferta turística do país, que contribuam para o enriquecimento da experiência do turista e o reforço da competitividade de Portugal como destino turístico. Também os projetos tecnológicos, que apresentem soluções que permitam melhorar a eficiência das empresas do setor do turismo e da sua oferta de produtos e serviços são elegíveis.

À semelhança da edição anterior, serão privilegiados os projetos que contribuam para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), apresentando soluções que promovam a desmaterialização de processos e serviços, reciclagem, reutilização e redução de resíduos, integração de energias limpas, eficiência energética, eficiência hídrica e mobilidade inteligente.

Neste sentido, a Portugal Ventures anuncia um investimento na MTI – Managing the Intelligence, empresa tecnológica cuja solução é direcionada para as unidades de alojamento turístico, e que tem como missão apoiar as empresas deste setor a implementar as boas práticas de sustentabilidade e eficiência energética.

A equipa composta por Miguel Silva e Sofia Romão, criou uma solução tecnológica de eficiência energética – a MTI Smart Room, que funciona com qualquer sistema e marca de ar condicionado, para aumentar o conforto térmico dos hóspedes e reduzir o custo com a fatura da eletricidade, tornando as unidades de alojamento turísticas mais sustentáveis e cumpridoras dos critérios de ESG (Environmental, social and corporate governance).

A MTI Smart Room, composta por hardware e software, é fácil de instalar, não obriga a obras adicionais, nem ao encerramento das unidades hoteleiras. Integra com os sistemas dos hotéis, permitindo, por exemplo, o controle de equipamentos de acordo com o check-in e check-out dos hóspedes, evitando, assim, desperdícios de energia.

Sedeada em Faro, a MTI – Managing the Intelligence, conta já com a sua solução instalada em mais de 400 quartos em Portugal, perspetivando, para o final de 2022, preparar o seu processo de internacionalização para a Europa.

Para Pedro de Mello Breyner, Vogal Executivo do Conselho de Administração da Portugal Ventures, responsável pela Unidade de Negócio de Turismo, “este investimento tem como objetivo apoiar o crescimento da oferta de produtos e serviços que transformem o setor turístico num setor cada vez mais responsável em termos de sustentabilidade, eficiência energética e pegada ecológica. Acreditamos que ao investir neste tipo de soluções tecnológicas, estaremos a trabalhar para tornar Portugal num destino cada vez mais sustentável e alinhado com a Estratégia do Turismo 2027”.

Já Sofia Romão, CFO da MTI, refere que “a ronda de investimento fechada com a Portugal Ventures é o reconhecimento do esforço e da paixão de toda a equipa e do potencial inovador e disruptivo da solução MTI Smart Room”.

A responsável salienta ainda que “a parceria com a Portugal Ventures irá proporcionar à MTI aceder às melhores práticas corporativas, a uma rede e comunidade de empreendedorismo e inovação de excelência, fazendo com que o caminho para o sucesso seja mais rápido e com maior impacto.”

Este investimento resulta da 4.ª edição da Call Turismo, lançada no final de 2021, com o objetivo de reativar e incentivar a recuperação do setor. Desde a 1.ª edição da Call Turismo, a Portugal Ventures já recebeu mais de 240 candidaturas, com um montante total solicitado para investimento de 150 milhões de euros.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Distribuição

Consolidador.com entra no Metaverso

O Consolidadro.com entrou no mundo virtual com a compra de um espaço no Metaverso com o objetivo de preparar o futuro das viagens para os seus clientes.

Publituris

O Consolidador.com comprou um espaço no Metaverso com o objetivo de preparar o futuro das viagens para os seus clientes. Na decisão de escolha da área foi considerada a autossustentabilidade futura do próprio Metaverso, assim como da interoperabilidade entre os demais ecossistemas, para onde os clientes do Consolidador.com e os clientes dos seus clientes possam viajar no futuro.

Miguel Quintas, fundador e CEO do Consolidador.com refere que “a empresa tem que se preparar para a próxima década, onde a realidade que hoje conhecemos não será seguramente a mesma. Temos que estar presentes num espaço onde os nossos filhos se movimentarão e viverão parte das suas vidas. O Consolidador.com, dentro da sua dimensão, quer e deve ajudar a construir esse futuro”.

Com este investimento em terreno comprado em NFT e suportado em tecnologia Blockchain, o Consolidador.com será “uma das primeiras entidades de distribuição de turismo em Portugal a estar presente no Metaverso”, com o objetivo de melhorar a experiência virtual e omnichannel dos seus próprios clientes.

Pelo seu lado, o Consolidador.com sublinha que estará sempre atento a projetos sustentáveis e a desenvolvimentos com potencial de crescimento futuro, em particular cujas ideias sejam disruptivas pois é este o pensamento que o CEO “deseja ver na empresa e que nos últimos dois anos nos levou a ser considerados o melhor Consolidador do mundo, nos World Travel Awards”.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.