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“MSC Cruzeiros vai crescer a dois dígitos”

Eduardo Cabrita, director-geral da MSC Portugal revelou alguns números da operação nacional, não se esqueceu do mercado global, apresentou itinerários, novos investimentos e traçou o perfil do cruzeirista português.

Ângelo Delgado
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“MSC Cruzeiros vai crescer a dois dígitos”

Eduardo Cabrita, director-geral da MSC Portugal revelou alguns números da operação nacional, não se esqueceu do mercado global, apresentou itinerários, novos investimentos e traçou o perfil do cruzeirista português.

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“Vamos crescer acima dos dois dígitos em 2016”. A declaração é de Eduardo Cabrita, director-geral da MSC Cruzeiros em Portugal, em resposta a uma questão sobre o mercado nacional, à margem do Roadshow e da apresentação da temporada de Inverno 2016-2017 e Verão/Inverno 2017-2018, no Hotel Real Palácio.

“O crescimento será, com toda a certeza, superior a 10%, mas ainda não temos números finais pois encontramo-nos a receber reservas que serão bastante importantes nos números finais, nomeadamente os itinerários do Dubai, Caraíbas e Mediterrâneo”.

Apesar de se escusar a apresentar o volume de vendas da MSC Cruzeiros em Portugal, Eduardo Cabrita afirmou que “por ter havido um aumento das vendas e por o preço médio das viagens ter subido, os números superaram os de 2015”.

O director-geral da MSC Cruzeiros abordou também o perfil dos passageiros que, hoje, viajam nestes navios , desmistificando a ideia da oferta estar direccionada para um público mais sénior. “De 2003 à actualidade, tem havido uma evolução muito grande nos passageiros: em 2003, a média de idades era de 58 anos, hoje estamos nos 41, onde pontificam casais maduros e famílias com um ou dois filhos”. “Esta franja representa 65 a 70% do nosso público mais fiel”, acrescenta. “Os cruzeiristas nacionais repetem uma viagem destas com um intervalo de dois anos e meio, sendo que os passageiros que viajam pela primeira vez também estão a aumentar imenso”.

Ainda sobre o mesmo tema, Eduardo Cabrita lembrou que “a oferta mudou imenso nos últimos 10/12 anos, pelo que novos serviços e experiências foram sendo adicionados aos cruzeiros e, com isso, um maior interesse por parte do público mais jovem”. “A tecnologia evoluiu de forma avassaladora nos últimos anos e os cruzeiros foram à boleia desse fenómeno. Actualmente, o navio tem toda a tecnologia disponível para que os passageiros se sintam confortáveis, como se estivessem em casa”.

Numa perspectiva mais global, Eduardo Cabrita anunciou o investimento de nove mil milhões de euros na construção de 11 navios até 2026, sendo que dois deles estarão operacionais em 2017 e, um deles, passará por Lisboa: o MSC Meraviglia.

Com este incremento, Cabrita adianta que, em 2026, a MSC Cruzeiros poderá transportar cerca de 80 mil passageiros, contra os 41 mil actuais. “O investimento é claro e prevê novas geografias: abrimos um escritório em Xangai e iremos apostar com muita força na Oceânia e na Ásia”, recorda.

Já a construção dos novos navios irá obedecer ao lançamento de três novas gerações: Meraviglia, Seaside e World.

Novidades? Muitas!

Apresentando itinerários através de alguns slides projectados na sala onde se realizou a conferência de imprensa, Eduardo Cabrita foi lançando as novidades para os próximos dois anos.

“O grande destaque desta nova brochura é a presença do MSC Opera em Cuba ao longo de todo o ano 2017, a realizar também no Verão cruzeiros de oito dias com partidas de Havana. Após a temporada de Inverno com a presença de dois navios, a MSC Cruzeiros terá o MSC Opera nos meses mais quentes – de Abril a Novembro de 2017 – a fazer cruzeiros com escala em Montego Bay, na Jamaica, George Town, nas ilhas Caimão e Cozumel, no México. Alternadamente o navio estará a realizar um itinerário diferente fazendo escalas na Cidade de Belize, em Belize, na Isla de Roatan, nas Honduras, na Costa Maia, México e ainda na Isla de La Juventud, em Cuba. Durante o Inverno – de Dezembro 2017 a Abril de 2018 – o MSC Opera e o MSC Armonia estarão a realizar novamente itinerários diferentes pelo Mar das Caraíbas com partidas de Havana”, divulgou.

Depois, Lisboa: um dos mais relevantes para o mercado português. “Outro dos destaques mais esperados deste novo catálogo vai para a série de cruzeiros com saída e chegada a Lisboa no Verão de 2017, entre Setembro e Outubro, a bordo do MSC Magnifica. Estarão disponíveis cruzeiros de dez dias pelo Mediterrâneo Ocidental, partindo de Lisboa e fazendo escala em países como Espanha, França, Itália e Marrocos. De salientar também o regresso dos transatlânticos com passagem por portos portugueses de e para a América do Sul, bem como a Grand Voyage do MSC Divina com partida de Miami e com destino a Lisboa realizando paragens em Nova Iorque e ainda em Ponta Delgada, nos Açores”.

Logo a seguir, mais novidades a bordo de cruzeiros novos. “Entre as mais maiores novidades, destacam-se os inovadores navios MSC Meraviglia e MSC Seaside, em que as reservas para as temporadas inaugurais encontram-se já disponíveis. O MSC Meraviglia, que estará a navegar pelo Mediterrâneo Ocidental a partir de Junho de 2017, com possibilidade de embarque em Barcelona, Marselha e Génova, contará com os espectáculos do Cirque du Soleil, criados em exclusivo para os viajantes da MSC Cruzeiros. Por outro lado, o MSC Seaside – o navio que segue o sol – terá partidas de Miami a partir de Dezembro de 2017, disponibilizando uma vasta gama de itinerários de oito dias para as Caraíbas Ocidentais e Orientais onde ficará a navegar ao longo de todo o ano”.

Também nos itinerários para o Mediterrâneo Ocidental e Oriental a aposta da MSC Cruzeiros vai manter-se forte com 10 navios a navegar pela região, incluindo alguns long cruises e mini cruises, na temporada de 2017-2018.

Igualmente relevante nas operações da MSC Cruzeiros, o Norte da Europa também apresenta novos paradigmas, segundo Eduardo Cabrita. “São muitas as novidades também para o Norte da Europa, onde estarão a navegar três navios na temporada 2017-2018. Pela primeira vez, a MSC Cruzeiros disponibiliza dois navios da classe Fantasia: MSC Fantasia e MSC Preziosa. E ainda o mais recente da classe Musica, MSC Magnifica, oferecendo aos viajantes o maior conforto e flexibilidade que poderão usufruir da piscina com magrodome”.

O MSC Lirica continuará ao longo de 2017 a realizar cruzeiros na China com experiências adaptadas e especialmente criadas para atender às necessidades do mercado interno Chinês.

Nas Caraíbas, a oferta é vasta e cheia de novidades. “Para este Inverno, temos também neste momento algumas novidades como por exemplo os novos itinerários em Cuba, a bordo do MSC Opera e MSC Armonia, a realizarem cruzeiros com embarque em Havana para as Caraíbas. O MSC Opera fará este ano a sua segunda temporada Cubana, oferecendo cruzeiros de Havana para Montego Bay, na Jamaica, Georgetown, nas ilhas Caimão, Cozumel, no México e regressando de seguida a Havana. Por outro lado, o MSC Armonia levará os viajantes alternadamente, num primeiro itinerário até à Cidade de Belize, Isla de Roatan nas Honduras, de seguida até à Costa Maia no México e finalmente até uma experiência única na praia das Caraíbas em Isla de la Juventud em Cuba, antes de regressar a Havana. No segundo itinerário o navio vai proporcionar aos passageiros uma viagem até aos magníficos cenários de Montego Bay, Ilhas Caimão e ainda em Cozumel”.

Quando já nada se esperava, mais uma novidade. “Teremos cruzeiros no Dubai, Abu Dhabi & Sir Bani Yas, pela primeira vez a bordo de um navio da classe Fantasia e com novos itinerários e destinos disponíveis pelos Emirados Árabes Unidos, como o Bahrain ou o Qatar e ainda a possibilidade de conhecer a ilha exclusiva da MSC Cruzeiros – Sir Bani Yas, um verdadeiro oásis de praia”, finalizou.

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Tecnologia

merytu responde ao novo paradigma da empregabilidade no turismo

Pensada em 2020 e lançada em 2021, a plataforma merytu pretende dar resposta a uma problemática do setor do turismo: os recursos humanos. Facilitadora de contactos entre quem emprega e quem procura emprego liberal e flexível, a plataforma nasceu com incidência na hospitalidade. Contudo, o objetivo é abranger todo o turismo a nível nacional, possuindo já outros setores de atividade em vista.

Victor Jorge

De acordo com os dados do World Travel & Tourism Council (WTTC), Portugal regista uma escassez de mão-de-obra, estimando a entidade internacional que faltam preencher cerca de 50.000 empregos no setor do turismo. Num setor que funciona 24 horas, sete dias por semana, 365 dias por ano, o problema dos recursos humanos nunca foi tão premente como agora, com a pandemia a “agudizar uma questão que, contudo, já existia há muito tempo”, admite João Silva Santos, COO da empresa portuguesa merytu, solução tecnológica que une profissionais independentes e empresas da área da hospitalidade de forma inovadora, simples e eficaz, e um dos quatro sócios fundadores, a quem se junta a Portugal Ventures.

Conhecidas as dificuldades em recrutar colaboradores para funções essencialmente operacionais, principalmente na hotelaria e restauração, é neste universo que a merytu se posiciona, neste momento, oferecendo, através da plataforma tecnológica, o melhor “match” entre quem necessita de preencher uma vaga e quem procura, de forma flexível, ter uma ocupação, sem colocar “em risco” o “novo” modo de vida que a pandemia trouxe.

Centrado no turismo, mas não só
A atuar no mercado há pouco mais de um ano, a merytu possui 260 empresas a confiar no modelo apresentado pela plataforma de emprego e mais de 1.300 perfis de profissionais independentes inscritos e uma média de 60 registos diários, oferecendo, neste momento, 18 funções, abrangendo perto de 80% das funções na hotelaria e restauração. “O objetivo é ampliar a oferta e possuímos um roadmap de desenvolvimento muito rápido, de modo a chegar ao turismo na sua plenitude”, salienta o responsável pela empresa. Segundo João Silva Santos, “a ideia é estarmos em todas as frentes do turismo”, admitindo que “existem outros setores que já demonstraram o interesse pela plataforma”, como, por exemplo, a construção ou saúde.

“Compreendemos que o nosso time to market seria muito mais veloz, já que a nossa rede está muito bem estabelecida e vai ao encontro das atuais necessidades do mercado. Compreendemos, também, que seria necessário adaptar as necessidades das empresas à ‘nova’ realidade de quem procura emprego e vice-versa e onde a flexibilidade e disponibilidade são fatores chave”, considera o COO da merytu.

A pandemia trouxe novos desafios, nomeadamente, no equilíbrio que estas gerações mais novas pretendem dar à sua vida pessoal e profissional”

“A pandemia trouxe novos desafios, nomeadamente, no equilíbrio que estas gerações mais novas pretendem dar à sua vida pessoal e profissional”. Daí não é de estranhar que é, sobretudo, na “Geração Z” que a plataforma tem a sua incidência mais concreta, evidenciando João Silva Santos as novas tendências da empregabilidade com que se aceita um compromisso profissional em qualquer parte do país. Contudo, frisa que a merytu “não exclui ninguém”, revelando que existem pessoas na faixa dos 50 e poucos que, de repente, ao perderem um vínculo de longa duração, se registam na plataforma para dar seguimento à experiência que adquiriram e onde “têm realmente uma oportunidade de estar em pé de igualdade com os outros”, admitindo que a idade “não é um fator, mas antes a performance. Hoje pode estar-se a trabalhar durante três ou quatro semanas no Porto, depois duas ou três semanas no Algarve. Atualmente, as pessoas já não querem horários das nove às cinco. Esse agora é o novo paradigma dos recursos humanos no setor do turismo”.

Eventualmente, a classificação mais correta para a merytu é vê-la como um “marketplace” para o emprego flexível e onde as urgências de última hora encontram resposta. “Não vimos substituir os contratos de trabalho, estamos cá para complementá-los”, frisando João Silva Santos que “os gestores de recursos humanos estão cada vez a utilizar-nos mais como uma ferramenta para suprir necessidades que de outra forma talvez não conseguiriam, já que o tempo de aferir, num processo de seleção, um profissional ou de ter o work assembly, é demorado”. Ou seja, “somos uma ferramenta, não somos uma agência, nem nos substituímos à expertise do profissional de recursos humanos. Complementamos com tecnologia uma necessidade do mercado de trabalho na área do turismo”.

João Silva Santos refere que a fundação da merytu “foi realmente algo circunstancial que veio trazer uma oportunidade e uma pertinência superior”. Se antes da pandemia já havia, por parte de muitos decisores, alguma necessidade de pensar diferente, com a pandemia “houve uma aceleração”. Certo é que para o COO da empresa, “as pessoas não desapareceram”, o que acontece agora é que as pessoas “necessitam de ser valorizadas de uma forma muito diferente”.

Ajustar procura e oferta
É aqui que entram os três pilares fundamentais pelas quais a merytu se rege: rendimentos, tempo e flexibilidade. “Pagando mal ou bem, há comparativos com outros setores”, destacando João Silva Santos a taxa de licenciados (cerca de 40%) que abandonam o setor do turismo e, especialmente, o da hospitalidade. “Isto dá-nos pistas de que alguma coisa tem de mudar”, admite, colocando, igualmente, enfâse no desenvolvimento de carreiras. Ou seja, “se invisto o meu tempo a tirar uma licenciatura e em conhecimentos académicos também procuro um plano de carreira concreto e não teórico”.

A empresa, através da aplicação, indica uma referência remuneratória “20% acima da média do que as funções ganhariam em contexto tradicional”, salientando que “não controlamos nem queremos controlar as remunerações”.

Os pilares do tempo e da flexibilidade estão interligados, frisando João Silva Santos que “valorizamos o tempo das pessoas, trazendo uma oportunidade de equilibrar o fator pessoal e profissional de uma forma inédita. E dá um exemplo: “Se um profissional de sala quiser manter a prática do surf todos os dias de manhã e conseguir na aplicação aceitar convites numa unidade que regularmente o convoca a partir do turno da tarde, naturalmente que quererá o melhor de dois mundos”. Ou seja, consegue encaixar o trabalho na vida pessoal e vice-versa.

Do lado das empresas, o “segredo” passa por suprimir uma necessidade urgente e temporária, sem existir um vínculo laboral que traria custos à empresa, podendo contar com um profissional à medida, num modelo aberto, no que João Silva Santos diz ser um “abrir de porta”. “Não somos intermediários, somos facilitadores e é realmente este matching que acontece e é uma mais-valia para todos. A rapidez de identificação, podendo existir um compromisso em dez minutos, traz uma agilidade inédita para um setor que anda sempre à velocidade da luz”.

De acordo com João Silva Santos, é o “contexto realtime que muda as regras do jogo”, não se tratando somente de uma plataforma onde se “despeja” o CV. “A nossa forma de estar no mercado responde efetivamente aos atuais desafios do setor do turismo, pelo facto de ser verdadeiramente atrativo para os profissionais e empresas”, refere o responsável da empresa, admitindo que a proposta de valor baseia-se no “equilíbrio e na cooperação e é totalmente ajustada às expetativas de ambas as partes. Por um lado, as empresas encontram na merytu uma solução ágil de reforçarem as suas equipas, com profissionais qualificados e motivados, à medida das suas necessidades. Por outro, os profissionais deste ramo conseguem finalmente encontrar a liberdade e flexibilidade de horários, que tanto necessitam para equilibrar a vida pessoal e profissional”.

Complementamos com tecnologia uma necessidade do mercado de trabalho na área do turismo”

Expansão nacional
A atuar em todo o território nacional, o trabalho do departamento comercial da merytu desenvolve-se não junto de quem procura colocação, mas sim junto das empresas que colocam essas vagas, ou melhor, “gigs”, na plataforma. João Silva Santos destaca, de resto, o fator humano que “não é muito comum em tecnologia”. Cada empresa que se regista recebe um follow-up através do customer service que funciona sete dias por semana, referindo o responsável que “muitas empresas ficaram surpreendidas por serem contactadas por profissionais de uma aplicação que instalaram num telefone, situação que nunca tinha acontecido antes”. Contudo, refere, “isto é fundamental para que as pessoas tenham confiança, já que se surgir algum problema, sabem que existe alguém para ajudar”.

“A tecnologia não vai substituir o fator humano”, considera João Silva Santos, frisando que “o trabalho que temos com os nossos clientes é de compromisso total”.

Presente nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, a merytu ambiciona crescer a curto prazo para outros pontos do país, nomeadamente Algarve e lha da Madeira. A expectativa é chegar até ao final do ano de 2022 com mais de 2.000 perfis profissionais inscritos na plataforma, assim como contar com 300 empresas ativas.

Como funciona a merytu?

A ligação entre empresas e profissionais acontece da seguinte forma: as empresas submetem os seus convites de compromissos profissionais, de acordo com as respetivas necessidades, indicando as funções e níveis de experiência pretendidos, datas, horários, duração dos serviços e ainda, outras competências necessárias para o desempenho das funções pretendidas.
De forma automática, a merytu faz o match entre as empresas e os profissionais com o perfil desejado, disponíveis para aceitar os convites. Após a prestação do serviço, as empresas avaliam o desempenho do profissional de acordo com vários parâmetros definidos, garantindo desta forma a transparência e, em simultâneo, os profissionais avaliam as respetivas experiências nessas empresas. Esta avaliação permite aos profissionais evoluírem de acordo com o seu mérito, podendo aumentar o seu valor por hora e, por outro lado, permite às empresas encontrar profissionais com as qualificações que desejam, bem como diferenciarem-se em termos de Employer Branding, através da classificação que recebem.
Trata-se de uma solução win-win, que responde às tendências do setor, através da qual os profissionais poderão encontrar oportunidades de trabalho flexíveis e construir as suas carreiras autonomamente, com possibilidades de evolução baseadas no desempenho. Para as empresas as mais valias também são notórias. Através da plataforma o processo de identificação de profissionais é contínuo – 24/7 – não havendo trabalho administrativo envolvido, nem dependência de intermediários. O acesso ao perfil dos profissionais é feito de forma imediata e em minutos é efetuada a correspondência entre profissional e empresa. A seleção é feita pelo nível de experiência pretendido, assim como pelo feedback de performance detalhado e, por essa razão, o match é, em regra, eficaz. Por sua vez, este método é também uma mais-valia para profissionais juniores, experientes ou até mesmo pessoas que desejem mudar radicalmente de área, ajudando-as a perceber o seu verdadeiro potencial, promovendo o seu desenvolvimento pessoal e profissional, adquirindo conhecimentos e competências técnicas on-the-job.

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Nova Edição: Nadim Habib, Mercados de Natal e Senegal

A última edição do Publituris, a primeira do mês de novembro, faz capa com uma entrevista a Nadim Habib, economista e professor da Nova SBE, que é um dos keynote speakers do 47.º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT).

Publituris

A última edição do Publituris, a primeira do mês de novembro, faz capa com uma entrevista a Nadim Habib, economista e professor da Nova SBE, que é um dos keynote speakers do 47.º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que vai decorrer entre 8 e 11 de dezembro, em Ponta Delgada, Açores.

Em entrevista ao Publituris, Nadim Habib fala sobre o crescimento do turismo nacional, cuja qualidade, diz, subiu “brutalmente” nos últimos anos, apesar de alertar que “é preciso construir mais ‘certezas’ e não navegar constantemente na incerteza”.

Para o economista e professor da Nova SBE, o setor deve aposta na “produtividade” e remunerar melhor os funcionários, defendendo que o facto de Portugal ter uma indústria de turismo forte não significa dependência, “desde que não dependa de baixos salários”.

Nesta edição, publicamos também um dossier especial sobre os Mercados de Natal que estão de volta um pouco por toda a Europa e apresentamos as propostas que os operadores turísticos e agências de viagens lançaram no mercado, com destaque ainda para os principais Mercados de Natal da Suíça e da Alemanha.

Na secção Destinos, publicamos uma reportagem sobre o país da “Teranga”. O Senegal, que foi um dos destinos em destaque na programação da Solférias para o verão de 2022, volta às propostas do operador turístico no próximo ano e o Publituris foi conhecer a oferta deste país, cuja oferta é vasta e mistura cultura, história, sol e praia e natureza.

Já em Transportes, saiba como estão as contas da TAP Air Portugal, que regressou aos lucros no terceiro trimestre do ano e cuja recuperação leva a CEO, Christine Ourmières-Widener, a elogiar o plano de reestruturação da companhia aérea e a acreditar que seja possível chegar ao fim de 2022 com um “bom resultado”.

Ainda sobre a aviação, publicamos também os mais recentes resultados de uma pesquisa da consultora Bain, que apurou que o transporte aéreo tem vindo a recuperar com o fim das restrições relacionadas com a COVID-19, ainda que existam outras ameaças que podem atrasar a tão esperada recuperação.

Além do Pulse Report, as opiniões desta edição são de Francisco Jaime Quesado (economista e gestor), Joaquim Robalo de Almeida (ARAC), António Paquete (economista) e Amaro F. Correia (docente da Atlântico Business School).

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Edição Digital: Nadim Habib, Mercados de Natal e Senegal

A última edição do Publituris, a primeira do mês de novembro, faz capa com uma entrevista a Nadim Habib, economista e professor da Nova SBE, que é um dos keynote speakers do 47.º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT).

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A última edição do Publituris, a primeira do mês de novembro, faz capa com uma entrevista a Nadim Habib, economista e professor da Nova SBE, que é um dos keynote speakers do 47.º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que vai decorrer entre 8 e 11 de dezembro, em Ponta Delgada, Açores.

Em entrevista ao Publituris, Nadim Habib fala sobre o crescimento do turismo nacional, cuja qualidade, diz, subiu “brutalmente” nos últimos anos, apesar de alertar que “é preciso construir mais ‘certezas’ e não navegar constantemente na incerteza”.

Para o economista e professor da Nova SBE, o setor deve aposta na “produtividade” e remunerar melhor os funcionários, defendendo que o facto de Portugal ter uma indústria de turismo forte não significa dependência, “desde que não dependa de baixos salários”.

Nesta edição, publicamos também um dossier especial sobre os Mercados de Natal que estão de volta um pouco por toda a Europa e apresentamos as propostas que os operadores turísticos e agências de viagens lançaram no mercado, com destaque ainda para os principais Mercados de Natal da Suíça e da Alemanha.

Na secção Destinos, publicamos uma reportagem sobre o país da “Teranga”. O Senegal, que foi um dos destinos em destaque na programação da Solférias para o verão de 2022, volta às propostas do operador turístico no próximo ano e o Publituris foi conhecer a oferta deste país, cuja oferta é vasta e mistura cultura, história, sol e praia e natureza.

Já em Transportes, saiba como estão as contas da TAP Air Portugal, que regressou aos lucros no terceiro trimestre do ano e cuja recuperação leva a CEO, Christine Ourmières-Widener, a elogiar o plano de reestruturação da companhia aérea e a acreditar que seja possível chegar ao fim de 2022 com um “bom resultado”.

Ainda sobre a aviação, publicamos também os mais recentes resultados de uma pesquisa da consultora Bain, que apurou que o transporte aéreo tem vindo a recuperar com o fim das restrições relacionadas com a COVID-19, ainda que existam outras ameaças que podem atrasar a tão esperada recuperação.

Além do Pulse Report, as opiniões desta edição são de Francisco Jaime Quesado (economista e gestor), Joaquim Robalo de Almeida (ARAC), António Paquete (economista) e Amaro F. Correia (docente da Atlântico Business School).

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Destinos

Turismo europeu permanece resiliente apesar da menor confiança

O mais recente relatório da European Travel Commission revela que o turismo na Europa enfrentou com “sucesso” o verão de 2022. O problema está na incerteza para 2023 que deverá favorecer as viagens de curta distância, apesar de se esperar uma evolução por parte do turismo americano.

Victor Jorge

De acordo com o último relatório trimestral da European Travel Commission (ETC), o setor do turismo na Europa enfrentou com sucesso outro verão desafiador, com o agravamento da inflação e a escassez de pessoal a ameaçar a recuperação. As companhias aéreas europeias resistiram bem, com volumes de voos de agosto a cair apenas 11% em relação a 2019.

Face a estes números, a ETC admite que se tratam de “dados encorajadores” e que sugerem uma perspectiva “positiva para 2022”, com a região a recuperar cerca de 75% dos volumes de viagens de 2019 no presente ano.

No entanto, o inverno continua ameaçado, pois uma recessão iminente e uma inflação mais alta em toda a Europa “pesarão nos gastos do consumidor e na procura do turismo”, salientando, no entanto, a ETC que esta realidade poderá “atrasar, mas não atrapalhar a recuperação”. A guerra prolongada na Ucrânia e restrições adicionais de viagem para turistas russos em toda a Europa também atrasarão a recuperação na Europa Oriental, refere a ETC.

Luís Araújo, presidente da ETC, refere que “o turismo europeu está a mostrar-se excecionalmente resistente à inflação. Embora a crise do custo de vida esteja a fazer com que muitos mudem a sua abordagem relativamente às viagens, isso não está a diminuir o seu desejo de explorar a Europa”. Luís Araújo salienta ainda que “as viagens de curta distância serão uma tábua de salvação para o setor nos próximos meses, à medida que mais viajantes optarem por viagens mais curtas e próximas. À medida que continuamos a enfrentar os desafios trazidos pela incerteza global, é crucial reconstruir um setor que mantenha a sustentabilidade em mente”, termina.

Menor confiança impulsiona viagens de curta distância
Face à incerteza económica e do aumento da inflação, a ETC prevê que os viajantes preferirão viagens de curta distância, que tendem a ser mais económicas. Em setembro deste ano, a confiança do consumidor na França atingiu uma baixa de nove anos. Tendências semelhantes também foram observadas em outros grandes mercados de origem, como o Reino Unido e a Alemanha.

No geral, o preço das férias será um fator decisivo para as famílias, que se vêm confrontadas com menos rendimento disponível, acreditando a ETC que isso pode ser “benéfico para a Europa”, pois as férias intra-europeias, bem como as viagens domésticas, tendem a ser mais baratas do que as alternativas de longa distância. Atualmente, as viagens de curta distância representam cerca de 72% do total de visitas na Europa e devem crescer em popularidade no restante do ano.

O impacto de um dólar forte
As viagens de longa distância para a Europa ainda estão significativamente deprimidas, prejudicadas por restrições e sentimentos negativos persistentes da Ásia e do Pacífico. O mercado chinês, em particular, mostrou progressos mínimos em direção à recuperação devido ao levantamento mais lento das restrições de viagens.

Contudo, a ETC acredita que “nem tudo está perdido” para viagens de longa distância, já que o turismo transatlântico recebe um impulso dos turistas americanos que beneficiam da força do dólar americano – que valorizou cerca de 20% em relação ao euro no ano passado.

Um dólar forte já provou ser uma “tábua de salvação” para muitos destinos europeus, com os dados mais recentes a mostrarem que três em cada cinco países recuperaram pelo menos 70% dos volumes de viagens dos EUA de 2019 até ao presente ano.

A ETC destaca, de resto, vários destinos que superaram a procura de viagens em 2019, aparecendo a Turquia (+61%) como o destino com maior recuperação, seguida por Portugal (+17%), Lituânia (+7%), Montenegro (+6%) e Polónia (+6%).

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Transportes

Condições de venda da TAP “devem começar a preocupar os portugueses”

A presidente do Conselho de Finanças Públicas (CFP), Nazaré Costa Cabral, está preocupada com as condições em que será feita a venda da TAP e com os impactos que a transação possa vir a ter para os contribuintes nacionais.

Publituris

A presidente do Conselho das Finanças Públicas (CFP), Nazaré Costa Cabral, considera que os portugueses devem preocupar-se com as condições em que será feita a venda da TAP e com os impactos que a transação possa vir a ter para os contribuintes nacionais.

“Penso que são questões que devem começar a preocupar os portugueses, porque a empresa tem um passivo muito grande, é uma empresa que tem dívida financeira e, aliás, alguma dela vai se vencer no próximo ano, portanto é importante ver em que condições essa venda se vai materializar e os impactos que isso possa vir a ter para os contribuintes e para os portugueses”, disse Nazaré Costa Cabral.

De acordo com a responsável, que foi ouvida esta quinta-feira, 10 de novembro, na Comissão de Orçamento e Finanças, no âmbito da discussão na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2023 (OE2023), mostrou-se preocupada com a intenção de venda da companhia aérea, até porque ainda não são conhecidos quaisquer detalhes sobre o negócio.

“Não sabemos detalhes do que é que se pretende fazer quer na conclusão do processo de reestruturação da TAP, nem em termos de privatização da empresa, mas é evidente que a situação da TAP nos preocupa”, afirmou a presidente do CFP.

Para Nazaré Costa Cabral, a questão está em saber “como é que a empresa vai ser vendida, por que preço, em que condições e a quem”.

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Aviação

Austrian Airlines abre nova rota para o Porto no verão de 2023

O Porto é um dos sete novos destinos que a companhia aérea austríaca do Grupo Lufthansa apresentou para o próximo verão e vai contar com até três voos por semana, desde Viena, na Áustria.

Inês de Matos

A Austrian Airlines, companhia aérea austríaca do Grupo Lufthansa, vai abrir sete novas rotas no próximo verão, incluindo uma nova para o Porto, passando a ligar Viena e a cidade invicta três vezes por semana.

De acordo com um comunicado publicado no site da Austrian Airlines esta quarta-feira, 9 de novembro, os voos para o Porto começam com a mudança para o horário de verão e são uma das principais novidades na rede da companhia aérea para a época estival de 2023.

Além do Porto, a companhia aérea austríaca anunciou também a abertura de novas rotas para Marselha, em França; Billund, na Dinamarca; e Tivat, no Montenegro; assim como o regresso da operação para Palermo, em Itália, e Vilnius, na Lituânia, num calendário de verão que fica ainda completo com Tromsø, na Noruega, que vai ter um voo por semana, entre junho e agosto.

“Os destinos Porto, Marselha, Billund e Tivat são completamente novos”, indica a Austrian Airlines no comunicado publicado online, revelando que os quatro novos destinos vão contar com até três voos por semana, desde Viena, capital da Áustria.

Além do Porto, Marselha e Tivat, a Austrian Airlines vai voar, no próximo verão, para 43 destinos no Mediterrâneo, disponibilizando cerca de 300 voos por semana, num aumento de operação que, segundo a companhia aérea, é possível graças ao recente aumento de frota da transportadora austríaca, que recebeu recentemente quatro novos aviões A320neo.

“O crescimento de quatro novos A320neo é visível no calendário de verão. Mais aviões significam mais destinos”, afirma o CCO da Austrian Airlines, Michael Trestl, explicando que a companhia aérea aproveitou a crise para se posicionar competitivamente no mercado e expandir a sua rede ponto-a-ponto.

Além dos novos destinos na Europa, a Austrian Airlines anunciou ainda o regresso dos voos para Los Angeles, nos EUA, a partir do próximo verão, com voos diretos desde Viena.

Todos as rotas e voos para o verão de 2023 estão já disponíveis para reserva através do site da Austrian Airlines.

Sobre o autorInês de Matos

Inês de Matos

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Meeting Industry

Repensar o turismo é investir em pessoas

A reunião dos ministros do turismo, durante o World Travel Market London 2022, foi marcada pelo otimismo. Contudo, houve palavras que ficaram marcadas para se ter sucesso no futuro: pessoas, educação, ambiente, sustentabilidade, parcerias, intraligação entre governos, foram algumas.

Victor Jorge

Na 16.ª sessão da Conferência dos Ministros do Turismo, realizada no decorrer do segundo dia do World Travel Market (WTM) London 2022, em que participou a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Rita Marques, ficou claro que o turismo está de volta, mas, como alertou o secretário-geral da Organização Mundial do Turismo, Zurab Pololikashvili, “o setor terá de adaptar-se a uma nova realidade”.
O responsável pelo organismo que tutela o turismo nas Nações Unidas, adiantou que “estamos perante uma janela de oportunidade, mas que não é permanente” e que há muito trabalho por fazer e que a lista de afazeres e, de facto, muito grande”.
Com uma forte componente do seu discurso focado no emprego e na educação, Pololikashvili começou por referir no seu discurso de abertura que “mais de 50% dos jovens querem ser empreendedores no turismo” e que, por isso, “há que tornar o setor novamente atrativo e captar essa ‘nova gente’”.
Para o secretário-geral da OMT, o cerne do desenvolvimento do turismo está mesmo em “repensar o turismo, investindo em pessoas”, considerando ainda que o negócio tem de ser mais “arrojado”.
Frisando que os benefícios do investimento no turismo não se aplicam somente ao setor, com muitos e outros setores de atividade a aproveitá-los, Pololikashvili afirmou que os ministros do Turismo têm, agora, “um trabalho muito importante a realizar com os restantes ministérios dos respetivos países” e sugerindo aos responsáveis pelas pastas do turismo que “deixem um legado”.
“É preciso ação e não só palavras”, disse, deixando a pergunta se será legítimo e correto “esperarmos voltar aos números pré-pandémicos” e que “impacto terá no nosso ambiente”, numa altura em que se realiza a COP27 no Egito.
Já Julia Simpson, presidente e CEO do World Travel and Tourism Council (WTTC) começou por afirmar que, “o que o turismo mais precisa agora é de liderança”, afirmando que “as parcerias público-privadas (PPP) serão fundamentais para o sucesso que o turismo a nível global possa vir a ter”.
“Estamos num estado empreendedor e isso só será conseguido e possível com estas parcerias”, reforçou, apelando ainda a “decisões racionais”.
Recordando que o setor mundial do turismo perdeu cerca de 62 milhões de empregos e mais de 5 biliões de dólares com a pandemia, lembrou, igualmente, a importância do turismo para a economia global: “1 em cada 10 empregos está no turismo e um em cada 10 dólares do PIB provém do turismo”.
Por isso, admitiu que “temos a obrigação de mostrar o nosso valor e a contribuição que temos na economia de forma global”. Para tal, destacou a importância de dar oportunidades às pessoas que queiram entrar no turismo através de empregos dignos.
Por fim, salientou a importância de melhorar a literacia digital no setor do mundo, já que, “não nos podemos esquecer que o mundo mudou e o turismo e turistas e viajantes mudaram”.

Função social do turismo
Na sua intervenção, Rita Marques destacou a importância da questão social do turismo e no desenvolvimento do setor, bem como a inclusão, considerando-a “fundamental para o sucesso de qualquer estratégia. Temos de ser mais verdes, mais sustentáveis, mas temos de ser, também, mais sociais”, referiu a SETCS.
O aspeto social, naturalmente, não se consegue sem pessoas, recordando Rita Marques que “a Europa está a ficar velha e Portugal está a ficar mais velho”, fazendo referência à necessidade de ir buscar pessoas a outras geografias para colmatar as faltas que existem no país. Aí, Rita Marques salientou as oportunidades que Portugal está a desenvolver com os países lusófonos, destacando as mais de 250 milhões de pessoas no mundo que falam a língua portuguesa.
Destacado pela SETCS foi, também, a nova política de vistos, frisando a “necessidade de formação para que essas pessoas se sintam inclusas”, destacando no final os novos vistos para nómadas digitais lançados recentemente em Portugal.
Na ronda final de um minuto dado a cada responsável do turismo, Rita Marques destacou que, é preciso “valorizar as pessoas, além de formar e pagar mais e melhor, bem como equilibrar a vida profissional com a pessoal”.

Rapidez e educação para “novos tempos”
Nas restantes intervenções, houve tempo para conhecer o número que a Arábia Saudita irá investir no turismo nos próximos 10 anos: 800 mil milhões de dólares. Planeado está um novo aeroporto em Riade para capacidade para 180 milhões de passageiros, referindo o ministro do Turismo da Arábia Saudita, Ahmed Al Khateeb, que todo este investimento tem o ambiente no topo da agenda.
Do lado egípcio, Ahmed Issa, focou a necessidade do turismo ter “raízes”, admitindo que questão “não está na procura”. Num país que precisa de 350 mil quartos, o ministro do turismo do Egito salientou que “o foco está em experienciar o país, mas todo o país e não só os grandes locais”.
Do Barain, a mensagem deixada foi de “unificação dos governos” para melhor repensar o turismo, enquanto o ministro do turismo das Maurícias frisou que “estamos a esquecer-nos muito rapidamente dos impactos da COVID, já que a pandemia foi global e agora estamos a pensar demasiado no local”. Repensar o turismo para Louis Steven Obeegaddo passa por “interligar o Governo. Não faz sentido repensar o turismo sem finanças, sem infra-estruturas, sem transportes, sem saúde, sem economia e sem ambiente”, recorrendo, novamente, à necessidade das PPP para esta estratégia.
O mesmo frisou ainda que, “o turismo foi visto muitas vezes como concorrência entre os destinos. O que a pandemia nos veio ensinar é que temos de trabalhar em conjunto”.
Miguel Torruco, secretário de Estado do Turismo do México, veio recordar a importância do turismo doméstico. “Já nos esquecemos que, quando precisamos de apoio, de ajuda e de turistas, foi do turismo doméstico que veio essa ajuda e apoio. Agora, que os números estão, novamente, em alta, estamos a esquecer-nos dele e apostar as fichar nos mercados internacionais”. Para o responsável mexicano, a palavra-chave para o futuro é “rapidez. Quem não conseguir atuar com rapidez, adaptar as suas políticas e estratégias à constante mudança, terá dificuldades em ter sucesso e acompanhar o ‘novo’ perfil do turista”.
No final, o secretário-geral da Organização Mundial do Turismo, Zurab Pololikashvili, concluiu que, “estamos com dificuldade em repensar o turismo porque este mudou muito rapidamente e não conseguimos acompanhar essa rapidez”.
Para enfrentar esta realidade, Zurab Pololikashvili salientou que “a educação é o mais importante”, deixando a seguinte mensagem: “o turismo é, atualmente, o melhor investimento que existe”.

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WTM 2022 – Future Stage. The Landscape of Travel in 2030 and Beyond

Speakers Left to Right

Fahd Hamidaddin, CEO, Saudi Tourism Authority

Peter Kruger, Member of the Executive Board, Chief Strategy Officer, TUI

Simon Calder, Travel Journalist & Broadcaster, The Independent.

Julia Simpson, President and CEO, World Travel & Tourism Council

Rohit Tawar, CEO Fast Future, Moderator

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Turismo em 2030: Experiências, personalização, metaverso e biodiversidade

O objetivo era olhar para o que o setor das viagens e turismo será em 2030. As diferenças são assinaláveis e passam muito pelas experiências, mas também e, fundamentalmente, pelo digital e a exploração do metaverso. No fundo, quem não for digital e não proporcionar soluções neste campo, não existe.

Victor Jorge

Poderiam ser mais uns aspetos a ter em conta para o futuro do turismo. Do painel que fez uma antevisão de como será o turismo em 2030 – “The Landscape of Travel in 2030 and Beyond” – e onde participaram Julia Simpson, presidente e CEO do World Traval and Tourim Council (WTTC), Simon Calder, jornalista de turismo, Fahd Hamidaddin, CEO do Turismo da Arábia Saudita, e Peter Krüger, membro do Conselho de Administração e Chief Strategy Officer da TUI, houve uma certeza final: “a estratégia terá de ter sempre em mente a visão do cliente. E esse está em contante mudança”.

Cliente controlador
Mas comecemos pelo início. Para o responsável do Turismo da Arábia Saudita, “é preciso dar confiança e poder ao cliente e ir ao encontro do que ele/ela querem controlar”. Além disso, frisou, é a “facilidade, não complicar”. E deu um exemplo simples: “se nos conseguimos unir para salvar vidas e combater a COVID, há que manter essa união para responder às novas tendências no mundo das viagens e turismo”, destacando que, atualmente, “todo o viajante que sentir-se confortável e especial”.

Já Peter Krüger salientou a ligação entre “distribuição entre produto. As pessoas já não querem ir para um lugar 10 ou 15 dias e simplesmente ficar estendidos na praia. Querem mais. Querem o contacto com o local” e aí o executivo da TUI fez especial referência à “personalização” para a qual a “tecnologia é fulcral”. Certo é que para Krüger, a “massificação faz parte do passado, enquanto a preocupação com o local e com a sustentabilidade, nas suas várias formas, fazem parte do futuro”.

Julia Simpson, por sua vez, fez referência ao crescimento que o setor do turismo registou nos nove anos da COVID-19, destacando que “é essencial olhar para o que a geração que hoje tem 12 ou 15 anos querem e esperam. Esses são os turistas e viajantes do futuro e teremos de perceber como estamos a encarar as suas exigências, preocupações e necessidades”, admitindo que, “se não o fizermos, poderemos estar aqui para o ano a colocar esta questão, tal como o faremos nos anos posteriores”.

Sustentabilidade positiva
Na questão da sustentabilidade, a presidente e CEO do WTTC frisou que, atualmente, já não faz sentido falarmos de NET ZERO, já que “essa é uma realidade”, mas para o “NET POSITIVE”, ou seja, para o que “a descarbonização poderá e terá de trazer de positivo para o negócio, cliente e destino”.

Certo é que para a responsável do WTTC, “a procura já ultrapassou a oferta e isso é um problema”.

Mas se a questão da sustentabilidade foi aclarada por Julia Simpson através da positividade que terá de trazer ao setor, Hamidaddin também admitiu que “há muita gente a falar de sustentabilidade, mas pouca gente a atuar de forma positiva”, salientando que sustentabilidade também é “preservação”, salientando que, em breve, haverá testes a essas políticas e estratégias de sustentabilidade que, supostamente, estão a ser praticadas”.

Krüger, por sua vez, foi ao encontro do responsável do Turismo da Arábia Saudita, referindo que no dia em que a sustentabilidade “não é vista como um custo, mas como um investimento, aí teremos sucesso”.

SAF é a resposta imediata e duradoura
No que diz respeito ao negócio e o futuro do mesmo, o executivo da TUI recuperou o que Rohit Talwar referiu no início do WTM e deu um exemplo de uma unidade em Madrid. “Porque não podemos vender o mesmo quarto de hotel duas vezes: uma no físico e outra no virtual?”, esclarecendo que “para muitas pessoas, esta é será uma oferta que vai ao encontro das necessidades e expectativas, já que, eventualmente, não terão dinheiro para ir fisicamente a Madrid, mas nós fornecemos essa possibilidade. Isto é importante para o cliente”.

No que diz respeito às viagens Simon Calder admitiu que, nos próximos dois ou três anos, “não deveremos ver muitas alterações na forma como as pessoas viajam”, explicando que será natural ver uma eficiência cada vez maior nas aeronaves”. O jornalista, contudo, admitiu que, em 2030, teremos “aviões elétricos ou mesmo híbridos”, constatação que Julia Simpson contrariou, já que o hidrogénio ocupa quatro vezes mais espaço que o SAF (Sustainable Aviation Fuel).

Simpson sugeriu ainda que “tem de haver uma narrativa conjunta em todo o setor das viagens e turismo e não termos os hoteleiros a colocar as culpas das emissões na aviação”.

Quanto a novas formas de viajar e de turismo, Simon Calder esclareceu que os projetos de “supercomboios” como o “hyperloop” de Elon Musk ou de Richard Branson estão a registar um desinvestimento, embora reconheça que, no futuro, “mais pessoas viajarão de comboio na Europa”. Contudo, também salienta que, as exigências do futuro, ou seja, em 2030, irão trazer transportes “mais verdes e mais confortáveis”, mas que a urgência das pessoas em chegar ao destino poderão colocar esses aspetos em segundo plano.

No entanto, tudo se resume, novamente, à tecnologia e aí Peter Krüger salienta que essa tecnologia irá dar “mais poder ao cliente ao mesmo tempo que lhe dá acesso a mais informação”. E quem não a disponibilizar “não existe”, diz.

E Fahd Hamidaddin, CEO do Turismo da Arábia Saudita, terminou com uma simples constatação: “Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2029 vão acontecer na Arábia Saudita. Onde? Num local que ainda não existe, porque ainda está em construção e que só será possível graças à tecnologia, ao pensamento disruptivo e por acreditarmos que é possível”.

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WTM abre com um olhar sobre o futuro

O arranque do World Travel Market (WTM) London deu-se com um olhar para o futuro, futuro esse que terá de passar por uma maior fidelização do cliente só conseguida através do digital.

Victor Jorge

Abriu, oficialmente, um dos maiores certames do mundo do turismo: World Travel Market (WTM) London. O evento que se realiza de 7 a 9 de novembro, na capital britânica, começou com um olhar sobre o futuro e como o setor deverá olhar e, fundamentalmente, adaptar-se às novas exigências e tendências.

Para Rohit Talwar, CEO da Fast Future, deu na sua intervenção, “The Future of Travel Starts Now”, uma perspetiva sobre como o setor das viagens e turismo deverá encarar os próximos tempos que continuarão a ser pautadas pela incerteza. “Não sabemos o que aí vem e ninguém poderá dizê-lo”, começou por referir, admitindo que “as estratégias que podemos estar a desenhar e a definir agora são para um futuro incerto, futuro esse que não podemos controlar”.

Para este responsável, “as rotinas do passado pertencem ao passado”, salientando, contudo, que essas rotinas constituem uma oportunidade”, destacando o facto de o início do WTM coincidir com o arranque da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022, mais comumente referida como Conferência das Partes da UNFCCC, ou COP27, e ocorre de 6 a 18 de novembro de 2022 em Sharm El Sheikh, Egito.

Para Talwar, a questão da sustentabilidade e das mudanças climáticas são, na realidade, um dos aspetos que está e irá marcar o mundo e, consequentemente, o turismo mundial.

Mas não serão somente as mudanças climáticas que fazem parte desta nova realidade. Admitindo que estamos perante um setor “demasiado exposto”, Rohit Talwar referiu que o melhor é mesmo “traçar sempre os piores cenários e ir adaptando a estratégia com ou aos tempos”.

Olhar para os exemplos de outros setores
Por isso, para Talwar, a automação e a tecnologia serão “fulcrais para o desenvolvimento do turismo”, dando como exemplo o que o setor do retalho fez para manter a fidelidade do seu cliente, apostando em “esquemas de promoção, descontos e programas de fidelidade que fazem os clientes realizar pré-reservas tão importantes para os negócios”.

E tal como a digitalização ou a transformação digital terá de ser encarada como uma inevitabilidade, também a aceitação de novas formas de pagamentos passará, ou melhor, deverá fazer parte deste “novo quotidiano do turismo”. “O setor das viagens e turismo não pode tratar as ‘crypto’ de maneira diferente do euro, dólar ou libra”, referiu, destacando que mais de 350 milhões de pessoas utilizam esta forma de pagamento e mais de 25% da população americana pretende pagar em ‘crypto’”, revelando que só a Expedia já tem mais de 700 mil pagamentos nesta forma digital.

Outro exemplo dado por Talwar foi o de um hotel na Suíça que foi pioneiro nesta forma de aceitação de pagamentos, “o que fez com que esse hotel se tivesse colocado na vanguarda e utilizasse isso mesmo para se promover e destacar da restante concorrência. E com muito sucesso”.

Voltando à comparação com o setor do retalho, o CEO da Fast Future referiu que o turismo deve e tem de adaptar esta nova forma de estar junto do cliente e dar-lhe “mais possibilidade de interagir com as ofertas que poderão surgir. O digital traz possibilidades infinitas, disse Talwar. “Ainda para mais quando entre 60 a 70% da população mundial nunca irá visitar um destino”. Por isso, colocou a questão: “como ir buscar esse cliente/viajante?”. A resposta surge, naturalmente, sob a forma do digital. “Há que definir estratégias, mas é preciso sempre adaptá-las a uma oferta que está em constante mutação e desenvolver novos padrões de consumo e de venda”.

E será através dessa componente digital que Talwar acredita que se criará uma “maior ligação com o cliente” e, logo, uma “maior fidelização e transmissão de confiança”.

Metaverso como nova experiência
É aqui que também entre o Metaverso, forma que deverá ser encarada como “uma extensão do alcance da experiência”. E se poderão existir milhões que nunca irão utilizar o Metaverso, Talwar salienta o facto de, atualmente, “não se pode estar a definir estratégias para o hoje, mas para o futuro”. E segundo ele, o futuro pertence às novas gerações.

“A escala que se pode alcançar com o Metaverso é incalculável”. E deu como exemplo um concerto da Ariana Grande que, em duas datas, teve mais de 70 milhões de pessoas a ligarem-se ao evento, situação que nunca ocorreria num concerto presencial, bem como as receitas obtidas em merchadinsing. “Ora, porque não fazer isso nas viagens e turismo?”.

“Há uma geração que está online e continuará a estar online e é preciso comunicar com esse cliente”; frisando que esta é uma nova forma de promover os destinos.

No campo dos colaboradores, Talwar deixou uma pergunto à audição da sessão: “Quantos de vocês, líderes do setor das viagens e turismo ouvem os vossos colaboradores que vos apresentam ideias novas?”. Por isso, admite, “é preciso ouvir o que está a acontecer à nossa volta e dar força às pessoas com pensamentos disruptivos. É preciso ouvir, adaptar e evoluir. É preciso considerar cenários radicais. Podemos não gostar desses cenários, mas atualmente são uma tendência. Quem conseguir adaptá-los o mais rapidamente estará na linha da frente”, admitiu.

Rohit Talwar terminou a sua intervenção com uma questão: “Se tivesse de iniciar o seu negócio nos dias de hoje, o que faria? Como definiria a estratégia para o negócio e como iria estar junto do cliente?”.

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Créditos: Gonçalo Português | Cortesia AHRESP

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Governo lança programa com escolas de turismo para ajudar a orientar nómadas digitais

De acordo com a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, este programa vai colocar as 12 escolas de turismo do país a ajudar os nómadas digitais a escolherem a melhor localização para se poderem instalar em Portugal.

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O governo está a preparar um programa que visa orientar os nómadas digitais que se queiram instalar no país e que vai colocar as 12 escolas de turismo que existem no país a ajudar estes viajantes a escolherem a melhor localização para se poderem instalar em Portugal.

A informação foi avançada esta sexta-feira, 4 de novembro, pela secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, durante a Web Summit, que voltou a decorrer no Parque das Nações, em Lisboa.

Estamos a preparar um programa nas nossas escolas de turismo – e temos 12 espalhadas por Portugal – e, basicamente, a ideia é ajudar a decisão destes nómadas digitais, informando sobre as potencialidades do país, qual será a melhor localização para se poderem instalar”, explicou Rita Marques.

A governante deu o exemplo do surf, considerando que os nómadas digitais interessados neste desporto de ondas podem escolher destinos como Peniche ou a Nazaré, ambos no centro do país, explicando que o papel das escolas de turismo passará por “facilitar a decisão” dos nómadas digitais.

Rita Marques espera que estas medidas possam atrair “mais nómadas digitais não só para as grandes cidades, mas também para o interior” do país, que “tem potencialidades extraordinárias para viver e trabalhar”.

Durante a sua intervenção no painel “A Ascensão do Nómada Digital”, Rita Marques vantagens defendeu ainda as vantagens do novo regime de entrada de nómadas digitais em Portugal, invocando a importância de “atrair jovens para Portugal” e considerando que os nómadas digitais são um grupo que “pode impulsionar a economia”.

A secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços sublinhou ainda que este não é um regime dedicado apenas a estrangeiros, mas também a cidadãos portugueses que foram para o estrangeiro, e que o objetivo do Governo não é vender o país apenas a estrangeiros.

“Não estamos a vender o país apenas a estrangeiros, mas a portugueses que trabalham em empresas americanas e canadianas e que podem trabalhar a partir de Portugal”, acrescentou.

Relativamente às criticas que o programa tem recebido, uma vez que tem sido associado à subida dos preços da habitação, Rita Marques considerou apenas que o Governo “tem de estar atento e criar políticas públicas que façam sentido”, dando a entender que, no futuro, podem ser atribuídos benefícios aos nómadas digitais que se desloquem para zonas do interior ou menos centrais do país.

Durante a participação na Web Summit, Rita Marques falou ainda sobre a greve que os tripulantes de cabine da TAP agendaram para 8 e 9 de dezembro, considerando que esta paralização vai “com certeza” impactar o turismo.

“A TAP é um parceiro fundamental para o turismo (…) e todo o setor privado do turismo tem apoiado a TAP”, concluiu, assinalando que o direito à greve “está consagrado” na legislação e mostrando-se convencida que será possível chegar a um “discurso harmonizado e apaziguador para resolver os problemas dos trabalhadores”.

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