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Dom Pedro Hotels e Keith Cousins compram Oceânico Golf

Campos de golfe no Algarve foram vendidos à KAY CC Portugal, uma parceria entre o grupo hoteleiro e Keith Cousins.

Patricia Afonso
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Dom Pedro Hotels e Keith Cousins compram Oceânico Golf

Campos de golfe no Algarve foram vendidos à KAY CC Portugal, uma parceria entre o grupo hoteleiro e Keith Cousins.

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O Grupo Oceânico anunciou esta quinta-feira, 22 de Setembro, a venda dos seus interesses no negócio Oceânico Golf, que opera cinco campos de golfe em Vilamoura, Algarve, à KAY CC Portugal, uma empresa que resulta da parceria entre os Dom Pedro Hotels e Keith Cousins.

Em comunicado, Christopher Howell, presidente do Grupo Oceânico, manifestou a sua satisfação com a conclusão deste processo: “Temos a certeza que este é um passo positivo para ambas as partes, assim como para todos os entusiastas de golfe pela Europa fora”. “Os cinco campos de golfe que compõem o portefólio do Oceânico Golf detêm uma posição única dentro do Turismo de Golfe na Europa e temos a certeza que a KAY CC Portugal vai continuar a conduzir o negócio de forma positiva daqui para a frente.”

O Oceânico Golf é o proprietário e operador de cinco dos mais conhecidos campos de golfe situados em Vilamoura, Algarve: Oceânico Victoria, Oceânico Old, Oceânico Pinhal, Oceânico Millennium e o Oceânico Laguna.

Não foram divulgados mais pormenores sobre o negócio, mas, segundo o Jornal Expresso avançou em Abril deste ano, estaria em causa uma proposta de 68 milhões de euros pelos campos de golf e  terrenos do Grupo Oceânico com projectos aprovados para a construção de unidades hoteleiras. De acordo com o semanário na altura, um dos projectos seria no interior do campo Oceânico Old.

O campo de golfe Oceânico Victoria vai acolher a 10ª edição do European Tour’s Portugal Masters, entre os dias 20 e 23 de Outubro.

Recorde-se que os Dom Pedro Hotels detêm sete unidades hoteleiras em Portugal : Dom Pedro Palace (Lisboa), Dom Pedro Golf Resort (Algarve), Dom Pedro Marina (Algarve), Dom Pedro Meia Praia Beach Club (Algarve), o Dom Pedro Portobelo (Algarve), o Dom Pedro Baía Club (Madeira) e o Dom Pedro Garaju (Madeira). No Brasil, o grupo têm o Dom Pedro Laguna, no Ceará.

O empresário Keith Cousins representa os interesses do conhecido futebolista John Terry, capitão do Chelsea Football Club.

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Transportes

Artistas mundiais convidados para criar design do casco do MSC Euribia

O MSC Euribia funcionará como uma tela gigante flutuante para expressar a importância do respeito pelo meio ambiente.

A MSC Cruzeiros está a dar aos artistas e designers de todo o mundo a possibilidade de transformar o casco do MSC Euribia numa tela flutuante gigante para expressar a importância do respeito pelo meio ambiente.

O navio, o mais avançado do ponto de vista ambiental da frota da MSC Cruzeiros até à data, tem o nome da antiga deusa Eurybia, e está à disposição de artistas de todo o mundo para criar uma obra de arte única inspirada no mar e no seu importante ecossistema marinho, que será apresentada como um design permanente em todo o casco do navio, enquanto este navega pelos oceanos do mundo.

O concurso de design, que se inicia no Dia Internacional do Artista, terá as inscrições avaliadas por um painel de júris internacional, incluindo o artista de areia Jben, o arquitecto Martin Francis e Pierfrancesco Vago, Executive Chairman da Divisão de Cruzeiros do MSC Group.

Se somente um artista virá a sua obra exibida no casco do navio, como uma galeria de vela ao ar livre, outros cinco finalistas, terão os seus projetos expostos numa exposição a bordo do MSC Euribia, onde os hóspedes verão a sua arte e a sua importante mensagem para os próximos anos.

O MSC Euribia entrará ao serviço em 2023 e tornar-se-á no segundo navio movido a LNG da frota da MSC Cruzeiros, frisando a MSC que “o LNG desempenha um papel fundamental no percurso em direção à mitigação das alterações climáticas e os motores do MSC Euribia têm o potencial para reduzir as emissões de gases com efeito estufa em até 21% comparativamente com os combustíveis padrão, ao mesmo tempo que eliminam virtualmente outras emissões atmosféricas”.

De resto, a MSC Cruzeiros está comprometida em abastecer pelo menos três navios a LNG, o que representa um investimento total superior a 3 mil milhões de euros.

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Transportes

Thomas Ahlers é o novo “General Manager Sales” do Lufthansa Group em Portugal

Há 18 anos no Lufthansa Group, Thomas Ahlers assume a direção-geral de Vendas em Portugal, depois de ter sido responsável por várias áreas de negócio nos EUA, Alemanha e China.

Thomas Ahlers será, a partir do próximo dia 1 de novembro, o novo diretor-geral de Vendas em Portugal do Lufthansa Group, ficando responsável pela atividade comercial e vendas de todas as transportadoras aéreas do grupo (Lufthansa, Austrian Airlines, Brussels Airlines, Eurowings e SWISS) que operam no mercado português.

O recém-nomeado responsável pela operação no nosso país, irá reportar a Julia Hillenbrand, diretora-geral de Vendas para a Europa Ocidental do Lufthansa Group com sede em Madrid.

Thomas Ahlers (46 anos) traz consigo uma experiência de vários anos em managment de companhias aéreas. Começou sua carreira no Lufthansa Group em 2003, em Los Angeles, e desde então ocupou várias funções executivas no Lufthansa Group e no Miles & More em Nova Iorque, Frankfurt e Xangai.

Algumas das áreas nas quais ganhou experiência incluem Direção de Vendas, Desenvolvimento de Negócios, Marketing, Servicing e Project Management. Também atuou como assistente dos membros do Conselho de Vendas e Marketing durante cinco anos.

Na sua mais recente posição internacional, chefiou a equipa responsável pelos produtos de vendas e programas do Lufthansa Group para a Grande China em Xangai.

Thomas Ahlers sucede a Patrick Borg Hedley, que ocupou o mesmo cargo a partir de Lisboa por cinco anos até a sua recente contratação para Helsínquia como General Sales Manager da Finlândia e Bálticos do Lufthansa Group.

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Análise

Próxima assembleia da OMT centrada na inovação, educação e retoma do turismo

No final de novembro, a OMT reunirá, em Madrid, para a 24.ª Assembleia-geral. Os temas são diversos e entre eles está o local da próxima reunião, à qual Portugal concorre.

A próxima Assembleia-geral da Organização Mundial do Turismo (OMT) dará ênfase particular à importância da inovação, educação e desenvolvimento rural, bem como ao papel do turismo no crescimento inclusivo, tema do Dia Mundial do Turismo de 2021.

Na reunião magna da OMT, que se realizará pela 24.ª vez, de 30 de novembro a 3 de dezembro de 2021, em Madrid, Espanha, a Assembleia-geral da OMT servirá para os Estados-membros aprovarem os programas de trabalho e orçamento para o próximo biénio (2022-2023).

Além disso, será apresentado aos delegados internacionais o Código para a Proteção de Turistas, um instrumento legal de referência criado para restaurar a confiança nas viagens internacionais.

Outros pontos importantes na agenda da Assembleia-geral incluem as reformas propostas para o Quadro Legal dos Membros Afiliados da OMT, a final da Liga dos Estudantes da OMT e a nomeação do secretário-geral da OMT para o período 2022-2025.

A Assembleia Geral também anunciará os vencedores do concurso “Best Tourism Villages” da OMT.

Paralelamente, e em linha com a ênfase cada vez maior da OMT nas comunicações digitais e na narrativa visual, os vencedores do Concurso de Vídeo de Turismo da OMT 2021, que visa reconhecer vídeos promocionais dos Estados-membros e Membros Afiliados que destacam a resiliência do setor e suas contribuições para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, (ODS) também será anunciado em Madrid.

Reiniciar o turismo juntos
A 24.ª Assembleia-geral da OMT servirá, igualmente, para o secretário-geral apresentar o seu relatório sobre a implementação do Programa de Trabalho da OMT, ações e novas iniciativas implementadas desde a última reunião em 2019. A agenda inclui a seleção dos membros do Conselho Executivo da OMT para 2022, o Comité Mundial de Ética do Turismo, para além de escolher o local e as datas da próxima sessão da Assembleia-geral, estando o Egipto, Portugal e o Uzbequistão dispostos a apresentar propostas.

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Destinos

Uma aposta literária do Turismo de Portugal

Com um investimento total de 840 mil euros, o Turismo de Portugal pretende colocar Portugal no mapa dos destinos literários.

O Turismo de Portugal alargou a oferta formativa da sua rede de Escolas com um novo Curso Executivo de Turismo Literário, cuja primeira edição, em formato online, decorre a partir da Escola do Oeste, fruto da ligação a Óbidos – Cidade Criativa da Literatura (UNESCO) e promotora do FOLIO - Festival Literário Internacional de Óbidos.

O Curso Executivo de Turismo Literário destina-se aos profissionais do setor do turismo e da cultura, nomeadamente, os que exercem atividade em informação turística, agentes de animação turística, operadores e agentes de viagem, colaboradores de Casas de Escritores ou Centros Interpretativos, produtores de eventos, profissionais de entidades públicas ou privadas com oferta de serviços relacionados com o turismo literário.

A formação, com início a 23 de novembro, permite aos formandos optarem por um ou vários módulos, específicos, não obrigando à participação na totalidade do curso. O objetivo é atrair novos profissionais para o turismo, dotar as empresas com maior capacidade para gerir projetos de Turismo Literário, bem como de captar e reter talento, e ainda, de desenvolver novas competências nos profissionais de turismo e nos agentes culturais.

A iniciativa insere-se no Programa de Ação para o Turismo Literário, que pretende contribuir para a competitividade do destino Portugal e das suas regiões, tornando as empresas mais robustas, os profissionais mais preparados e a experiência turística mais atrativa. “Tendo em conta o potencial de desenvolvimento do Turismo Literário em Portugal, prevê-se um impacto direto no reforço da coesão territorial, na promoção do turismo ao longo de todo o ano e no desenvolvimento de novos motivos de visita que proporcionem experiências inovadoras”, salientou secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, durante a apresentação do curso no âmbito da realização do Festival FOLIO.

Para além desta iniciativa relacionada com a formação de ativos, encontram-se em execução cerca de 10 projetos, em todo o território nacional, apoiados diretamente pelo Turismo de Portugal e que irão contribuir para a qualificação da oferta existente, num investimento total de 840 mil euros.

“Com o Programa de Ação para o Turismo Literário pretende-se colocar Portugal no mapa dos destinos literários, valorizar e promover a oferta de Turismo Literário e enaltecer a língua portuguesa e os seus escritores, em diálogo com o território”, conclui o Turismo de Portugal em comunicado.

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Transportes

EUA prolongam regras para cruzeiros

As mais recentes variantes da COVID-19 fazem o CDC norte-americano não levantar por completo as regras para os cruzeiros, estendendo-as até 15 de janeiro de 2022.

A CDC (Center for Disease Control and Prevention), autoridade sanitária dos EUA, anunciou a extensão, por mais quase três meses, das regras que os navios de cruzeiro devem seguir para navegar durante a pandemia.

Apesar de afirmar que a extensão faz apenas "pequenas modificações" nas regras já em vigor, o certo é que as restrições serão prolongadas até, pelo menos, 15 de janeiro de 2022.

A agência admite que, após 15 de janeiro, possa passar para um programa voluntário para as empresas de cruzeiros para detetar e controlar a disseminação da COVID-19 nos seus navios.

Esta decisão deve-se ao aumento de casos de variantes mais infeciosas como é o caso da Delta, com alguns responsáveis da indústria de cruzeiros a reclamarem que o Governo adotou uma postura muito mais dura contra os cruzeiros - fechando-os inteiramente no ano passado - do que em relação às companhias aéreas e outras partes da indústria de viagens.

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Levantamento de restrições faz disparar voos para os EUA

Às primeira informações sobre o levantamento das restrições, a ForwardKeys denota um crescimento nas reservas para os EUA. Para o Natal, há expectativas de um crescimento ainda maior.

Victor Jorge

Uma recente análise da ForwardKeys revela que as reservas de voos, para o mês de novembro, para os EUA dispararam após dois anúncios de que o destino seria reaberto para viajantes estrangeiros vacinados, depois de, em meados de outubro, as reservas semanais ultrapassarem 70% dos níveis pré-pandêmicos.

O primeiro anúncio foi feito no dia 20 de setembro, quando a Casa Branca informou que visitantes do Reino Unido, Irlanda, dos 26 países Schengen, China, Índia, África do Sul, Irã e Brasil teriam autorização para entrar nos EUA, sem estarem sujeitos a quarentena, desde que totalmente vacinados. Isso causou uma reação imediata, com as reservas semanais do Reino Unido a aumentar 83%, do Brasil a crescer 71% e da UE a dispararem 185%.

O segundo anúncio foi feito em 15 de outubro, quando o secretário de imprensa assistente do presidente dos Estados Unidos, Kevin Munoz, apontou o dia 8 de novembro em que as restrições seriam aliviadas. A partir daí, as reservas semanais subiram ainda mais, aumentando 15% no Reino Unido, 26% na UE e 100% no Brasil.

“Ao analisar a distribuição de reservas confirmadas, para chegada em novembro e dezembro, desses três mercados de origem (Brasil, UE e Reino Unido), houve dois picos evidentes”, refere a análise da ForwardKeys. O primeiro pico foi para viagens imediatamente após o alívio das restrições durante a semana com início em 8 de novembro, atingindo 15% das reservas. O segundo pico foi durante o Natal, atingindo 16% das reservas durante a semana do Natal e 14% na semana anterior.

Juan Gómez, Head of Market Intelligence da ForwardKeys, adianta, em nota de imprensa, que “estes dados demonstram, mais uma vez, a enorme procura reprimida por viagens. Assim que as pessoas souberam que teriam permissão para visitar os EUA novamente, reservaram e um número substancial reservou viagens para assim que fosse possível voar para os EUA”.

O responsável da ForwardKeys faz ainda notar que “as reservas aumentaram ainda mais depois de ser indicada uma data específica”, admitindo que “isso não é totalmente surpreendente por duas razões: primeiro, a certeza de uma data específica inspira confiança, e, em segundo lugar, aqueles que queriam viajar antes do final de novembro não podiam se dar ao luxo de fazer um compromisso até que tivessem certeza de que poderiam viajar quando quisessem”.

Gómez conclui que “nas próximas semanas, veremos um aumento acentuado nas reservas para os EUA no período de Natal”.

 

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Transportes

Norwegian elimina restrições temporárias no programa CashPoints

Com o aumento do número de viajantes nos últimos meses e uma tendência positiva nas futuras reservas, a Norwegian reabriu o programa CashPoints no seu formato original.

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A Norwegian anunciou, recentemente, a eliminação de todas as restrições temporárias ao uso de CashPoints (pontos de Reward da Norwegian, programa de fidelidade da empresa), a partir de segunda-feira, 1 de novembro. A empresa já havia anunciado que as restrições temporárias iriam acabar quando o mercado melhorasse. “Agora, e devido ao aumento do número de viajantes nos últimos meses e uma tendência positiva nas futuras reservas, é hora de reabrir o programa no seu formato original”, refere a empresa em nota de imprensa.

“Sempre dissemos que restauraríamos o nosso programa de fidelidade nos termos originais quando o mercado e a procura melhorassem. Os nossos membros Norwegian Reward podem reutilizar todos os seus pontos ganhos quando reservarem a sua próxima viagem connosco”, adianta Geir Karlsen, CEO norueguês.

O Norwegian Reward foi reconhecido e premiado - em várias ocasiões - como o melhor programa de benefícios internacionalmente, devido aos seus termos simples e claros e à facilidade com que os membros podem ganhar e usar pontos. Existem atualmente 9,2 milhões de membros no Norwegian Reward.

“Com uma tendência positiva contínua no número de passageiros nas nossas rotas na Noruega e na Europa, estamos a reabrir o nosso programa de fidelidade no formato original”, destaca Karlsen.

Assim, a partir de segunda-feira, 1 de novembro, os saldos de CashPoints ganhos pelos membros do Norwegian Reward podem ser resgatados integralmente na compra de voos. No Norwegian Reward, um CashPoint é o mesmo que uma coroa norueguesa e não há restrições quanto ao número de lugares disponíveis por voo para aqueles que desejam usar os pontos adquiridos.

A Norwegian estendeu ainda e automaticamente a validade de todos os CashPoints que expiraram em 2021 até 31 de dezembro de 2022.

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Aviação

“Ainda levará um tempo para colocarmos o Brasil no mapa dos destinos turísticos dos europeus”, admite a TAP

Num webinar que debateu os “Desafios do pós-COVID”, no painel da aviação ficou patente a recuperação que o setor está a registar. A tecnologia ou digitalização foi outro dos aspetos destacados como essenciais para o futuro do setor.

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*texto de Beatriz Teizen

A pandemia da COVID-19 ainda não acabou, mas, depois de quase dois anos, o setor de turismo vê uma melhoria, com a retoma das viagens e a reabertura das fronteiras. “Quais são os desafios pós-covid?”. “Quais as mudanças que se esperam na indústria, com foco na aviação e distribuição Estes foram os temas principais abordados no seminário luso-brasileiro, promovido pela Airmet Brasil e Portugal, que teve no Panrotas Brasil e Publituris os media partners e moderadores.

“Os últimos meses foram um calvário, mas agora estamos na tal retoma. Fomos semanalmente monitorizando o ‘mindset’ dos viajantes, país a país, à medida que os destinos reabriam, para irmos repondo as nossas operações. A TAP vai operar 80% neste inverno, em relação a 2019, estando previstas, para as rotas no Brasil, 51 frequências desde Portugal”, revelou Paula Canada, diretora de marketing e vendas da TAP Air Portugal.

A responsável da companhia aérea nacional referiu ainda que “o tráfego está a responder muito bem, temos muita procura reprimida e houve uma procura enorme de viagens. Em setembro, tivemos um aumento de 70% nas vendas a partir do Brasil. Mas, na Europa, ainda levará um tempo para colocarmos o Brasil no mapa dos destinos turísticos dos europeus”. “Neste momento, não é o destino mais procurado para férias”, salientou Paula Canada.

A executiva também tocou no ponto em relação ao planeamento das viagens que, devido ao ambiente de muitas incertezas, “os passageiros compram os bilhetes com um ou dois meses de antecedência”, admitindo que “esta foi uma das maiores alterações no hábito do consumidor de viagens aéreas”.

Recuperação brasileira
Ao nível das companhias aéreas brasileiras, estas estão a superar, aos poucos, a maior crise da história da aviação mundial. A Azul, por exemplo, voltou recentemente a um equilíbrio nas suas operações domésticas, mas ainda enfrenta um grande desafio no internacional, enquanto as viagens nacionais regressaram, depois de muito tempo e algumas idas e vindas, adiantando Marcelo Bento, diretor de Relações Institucionais da área, que, depois da temporada de janeiro de 2021 ter sido “foi bastante boa, tivemos a segunda vaga em março, que nos pegou em cheio”. Certo é que de agosto em diante, “estamos a recuperar muito forte e rapidamente”, pelo que, em outubro, “estamos a voar a 106% da nossa capacidade em lugares domésticos relativamente ao período pré-pandemia”. Marcelo Bento admite, mesmo que, na época alta, “teremos 120% dos lugares”, o que será “a maior temporada de verão da história da Azul”.

Segundo Bento, o tráfego é predominantemente de lazer, ou para pequenos negócios, além da indústria pesada”, destacando ainda que “os centros financeiros, consultorias, bancos e grandes empresas, que são os que mais remuneram, ainda não voltaram a viajar”.

Quanto ao internacional, o executivo diz que a companhia ainda está muito “cautelosa”. Nunca parámos de operar em Portugal e EUA”, embora reconheça que a operação era “bem reduzida”. Antes da pandemia, eram três voos diários entre Brasil e Portugal, agora estão com cinco por semana, passando a sete em breve”. Ou seja, “ainda há um déficit muito grande”.

Além disso, há também a questão do modelo híbrido e do crescimento significativo do bleisure, que veio para ficar. Sem contar a explosão de interesse dos próprios brasileiros de conhecer o Brasil, de buscar produtos diferentes, exclusivos, culturais e muita experiência. “Tendência que veio para ficar e que levará os agentes de viagens a terem de se especializar ainda mais”.

Tecnologia e customização
Essencial mais do que nunca, as empresas precisaram de adaptar-se e adotar todas as tecnologias necessárias para sobreviver à crise. Transformação digital foi a chave e o setor do turismo foi, inclusivamente, o que mais se adaptou no período da pandemia.

“Foram várias as tendências que sugiram e as companhias aéreas e outros players do setor precisaram de se transformar para atender às novas necessidades do cliente. Focar em digitalização, modernização, trazer sistemas para a nuvem, além de outros investimentos, foi essencial”, destacou o presidente de Travel Channels da Amadeus, Decius Valmorbida.

O responsável da Amadeus focou ainda a importância da “personalização das viagens”, de se conseguir “vender mais em cada viagem, diferenciar o produto e trazer o consumidor para pagar um pouco mais”. De acordo com Valmorbida, estes fatores tornam-se “uma urgência na retoma e isso envolve empresas de tecnologia, de distribuição e aéreas” No fundo, “é focar menos em volume e mais em como vender melhor”.

Valorização do agente de viagens
“Durante este período de pandemia, os vendedores on-line, os OTA e as próprias companhias aéreas tiveram grandes problemas de atendimento aos clientes. Por isso, no nosso segmento, teremos de repensar muito essa questão, já que diversos consumidores tiveram experiências negativas com as plataformas e não tiveram suporte, começou por referir o diretor da Flytour Gapnet, Rui Alves, no início da sua intervenção.

Como consequência, isto levou o viajante a ter “uma postura refratária em relação às vendas on-line, passando a procurar muito mais informação e controlo da sua viagem”, admitiu Rui Alves.

Isto leva o responsável da Flytour a destacar o “papel consultivo” do agente de viagens, considerando-o “imprescindível para que os passageiros voltem a viajar com segurança. Diante disso, as consolidadoras atuaram muito como “um verdadeiro para-raios no atendimento”, passando a ser vistas como “um suporte para as companhias aéreas, aumentando o seu papel de promotor”. Por isso, “a importância do agente de viagens remete ao fortalecimento do consolidador”, afirmou.

Para Alves, o agente tem de procurar “aumentar o acesso à tecnologia” e os consolidadores têm um “papel importante nesse apoio aos profissionais que não conseguem ter acesso a recursos tecnológicos próprios”.

Além disso, considera, “o on-line continua a ser importante como elemento de informações”, embora reconheça que “os agentes precisarão ter presença tanto no on-line, quanto no off-line”.

Por isso, e finalizando, Rui Alves acredita que o agente que “não tiver uma presença omnichannel terá mais dificuldade para atuar do que aqueles que estão preparados”, sendo certo que “as complementaridades se valorizam agora nesse momento”.

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Destinos

Algarve promove seminário sobre artesanato e turismo cultural

O seminário “Algarve Craft & Food – Internacionalização de artesanato, produtos alimentares locais e turismo criativo” decorre a 27 de outubro, na Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, em Faro.

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A Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, em Faro, recebe, a 27 de outubro, o seminário "Algarve Craft & Food - Internacionalização de artesanato, produtos alimentares locais e turismo criativo", iniciativa que se insere no projeto “Algarve Craft & Food” e que visa dinamizar o turismo cultural e criativo na região.

"Dirigido a artesãos, designers, produtores agroalimentares, chefs de cozinha e agentes turísticos, o seminário Algarve Craft & Food pretende contribuir para o aumento das competências de internacionalização do artesanato, dos produtos alimentares locais e do turismo cultural e criativo da região", explica o Turismo do Algarve, em comunicado.

Com início pelas 09h45, o seminário arranca com a sessão de abertura, na qual participa João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), bem como João Amaro, diretor executivo da Tertúlia Algarvia, e João Ministro, da QRER-Cooperativa para o Desenvolvimento dos Territórios de Baixa Densidade, as três entidades que organizam a iniciativa.

"O seminário pretende dar a conhecer casos de boas práticas nacionais e internacionais, em matéria de internacionalização de indústrias culturais e criativas, e promover a exploração de sinergias para a criação de programas de turismo cultural e criativo no Algarve", acrescenta a entidade regional de turismo.

As inscrições para o seminário já se encontram a decorrer e podem ser realizadas através do website do seminário, em https://algarvecraftandfood.pt/inscricao, onde é também possível conhecer o programa completo do evento e consultar outras informações sobre o projeto.

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Tailândia
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Tailândia reabre fronteiras a 1 de novembro para turistas vacinados de 46 países, Portugal incluído

Portugal é um dos 46 países cujos turistas voltam a poder visitar a Tailândia e sem necessidade de quarentena, desde que tenham a vacinação completa e apesar de se manterem alguns requisitos.

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A Autoridade de Turismo da Tailândia (TAT) anunciou que o país vai reabrir as fronteiras a 1 de novembro para turistas vacinados contra a COVID-19 de 46 países, incluindo Portugal, data em que deixa também de ser necessário realizar quarentena para entrar no país, ainda que se mantenham alguns requisitos.

Além de Portugal, também os turistas completamente vacinados da Austrália, Áustria, Bahrein, Bélgica, Butão, Brunei Darussalam, Bulgária, Camboja, Canadá, Chile, China, Chipre, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Letônia, Lituânia, Malásia, Malta, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Qatar, Arábia Saudita, Singapura, Eslovénia, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Suíça , Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, EUA e Hong Kong passam a poder voltar a fazer turismo na Tailândia.

Apesar da reabertura e da quarentena deixar de ser exigida, mantêm-se alguns requisitos que os turistas destes países devem cumprir, sendo, desde logo, necessário possuir um certificado de vacinação com uma das vacinas aprovadas pela OMS, Certificado de Entrada (COE) na Tailândia, que pode ser obtido online, através do link https://coethailand.mfa.go.th/, bem como um teste PCR negativo e realizado até 72 horas antes da viagem ou um certificado médico de recuperação da doença não superior a três meses.

Além disso, é ainda exigido que os turistas possuam um seguro com cobertura claramente identificada, não inferior a 50.000 USD, que cubra o "custo do tratamento e outras despesas médicas associadas à infeção por COVID-19, incluindo hospitalização por todo o período na Tailândia" e tenham a "confirmação de pagamento para uma estadia mínima de uma noite, na chegada às instalações de quarentena aprovadas".

"O pré-pagamento deve cobrir a acomodação de uma noite, o teste RT-PCR COVID-19 necessário e um Kit de teste de antígeno (ATK)", especifica a TAT.

Já os viajantes com menos de 12 anos e que sejam acompanhados pelos pais ou responsáveis, ficam isentos da apresentação do certificado de vacinação, mas devem apresentar "um Atestado Médico com resultado de laboratório RT-PCR indicando que o COVID-19 não foi detetado, emitido no máximo 72 horas antes da viagem".

É também necessário realizar uma "triagem de saída antes da partida para a Tailândia" e, após chegarem ao aeroporto internacional da Tailândia, "os viajantes devem seguir diretamente para o centro de testes COVID-19, ou para o alojamento que reservaram e submeterem-se ao teste RT-PCR obrigatório no Dia 0-1".

Os turistas destes 46 países devem também instalar a aplicação MorChana e aguardar dentro do alojamento pelo resultado do teste, que, segundo a TAT, "deve estar disponível no mesmo dia" e, em caso de resultado negativo, "os viajantes podem viajar para qualquer lugar na Tailândia".

Cada viajante receberá ainda "um ATK pré-pago no momento da reserva do alojamento", com a  TAT a alertar ainda que "qualquer viajante que apresente sintomas de COVID-19 deve fazer um teste imediatamente, usando o ATK fornecido".

"Se não sentir nenhum sintoma, os viajantes devem usar o ATK fornecido para o autoteste do COVID-19 nos dias 6-7 e mostrar o resultado ao staff do hotel ou alojamento, bem como registar o resultado no aplicativo MorChana. Se algum viajante apresentar sintomas de COVID-19, a equipa do Hotel / AQ deve notificar imediatamente os responsáveis pelo controlo de doenças transmissíveis da sua região", acrescenta a TAT.

Já os viajantes destes países que ainda não estejam completamente vacinados contra a COVID-19 ou que não tenham recebido qualquer dose da vacina, devem realizar uma quarentena de 10 dias.

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