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Lisboa em destaque no aluguer de carros por parte de turistas americanos

Turistas americanos aumentaram em 7,1 por cento as viagens para a Europa durante a primeira metade do ano. Lisboa é uma das cidades mais procuradas.

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Turistas americanos aumentaram em 7,1 por cento as viagens para a Europa durante a primeira metade do ano. Lisboa é uma das cidades mais procuradas.

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Turistas americanos aumentaram em 7,1 por cento as viagens para a Europa durante a primeira metade do ano. Lisboa é uma das cidades mais procuradas.

Os dados, revelados pelo Departamento de Comércio Norte-Americano – secção de Viagens e Turismo – baseiam-se no aluguer de carros no continente europeu por parte de cidadãos residentes nos Estados Unidos e Canadá durante o primeiro semestre de 2016.

Segundo aquela instituição, Lisboa é uma das principais surpresas, tendo entrado para o top 10 de cidades com mais alugueres de carros. Ainda na mesma nota, é referido que a capital portuguesa deu um salto de 11 posições em comparação com a última lista divulgada.

O destino com mais alugueres de viaturas mantém-se a Itália, que reúne 23,5 por cento do bolo total. França e a Grã-Bretanha completam o pódio com, respectivamente, 17 e 10 pontos percentuais. Destaque ainda para a Irlanda com 9 pontos.

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Viagens corporate pressionadas pela sustentabilidade

Após dois anos de pandemia, antecipava-se uma evolução nas viagens de negócios. A preocupação com a sustentabilidade e redução das emissões, contudo, poderão servir de travão a essa retoma.

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Depois de quase dois anos quase totalmente adormecido, o segmento de viagens de negócios está recuperar. Contudo, isso pode ser um efeito temporário, após a necessidade reprimida de reconectar pessoalmente a parceiros que estavam disponíveis apenas por meio de videochamadas, já que à medida que as grandes corporações procuram reduzir as emissões, as viagens de negócios podem vir a ser prejudicadas.

Antes da pandemia, as viagens corporativas eram uma indústria que valia 1,4 biliões de dólares (cerca de 1,31 biliões de euros). Na recente edição do Business Travel do Airline Sustainability Benchmarking Report 2021, elaborado pelo CAPA – Center for Aviation, e da Envest Global, sugere-se que este pode ser um aumento temporário, revelando que a recuperação geral das viagens de negócios será diluída, à medida que as empresas são cada vez mais pressionadas a cumprir as metas na redução nas emissões de carbono.

A necessidade de viagens de longa distância, responsável por 40% das emissões do setor da aviação, e principalmente viagens em cabine premium, será cada vez mais escrutinada. Isto sem falar nas análises feitas pelos CFO (Chief Executive Officer) no dinheiro que pode ser economizado ao reduzir o número de funcionários a viajar pelo mundo.

No relatório, a Envest Global identificou um padrão emergente consistente. Das mais de 100 corporações que estão entre os viajantes corporate mais proeminentes em todo o mundo, um terço estabeleceu metas de redução de emissões.

Os objetivos traçados devem ser atingidos entre 2025 e 2030, muito tempo antes de o combustível de aviação sustentável (SAF) se tornar suficientemente disponível ou as tecnologias de propulsão de emissão zero se tornem uma realidade comercial.

Os analistas admitem que as empresas estão a ser cada vez mais responsabilizadas por investidores preocupados com relatórios ESG, de modo a garantir que as metas de sustentabilidade sejam alcançadas. Isso significa que o setor aéreo enfrentará um desafio real à medida que essas pressões aumentam.

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Air France-KLM inicia codeshare com IndiGo

Anunciado em dezembro de 2021, o acordo de codeshare entre Air France, KLM e IndiGo dá acesso a 30 novos destinos na Índia por parte do grupo europeu e mais de 300 destinos aos clientes da companhia aérea indiana.

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Depois do levantamento das restrições de viagem na Índia e da aprovação pelo Governo indiano, a Air France-KLM e a IndiGo, principal companhia aérea da Índia, acabam de implementar o acordo de codeshare anunciado em dezembro de 2021.

Com esta nova parceria, a Air France e KLM vão poder oferecer o acesso a 30 novos destinos na Índia, com muitas combinações possíveis de ida e volta, tanto em viagens de lazer como de negócios.

Em comunicado, informa-se que os voos das Air France, KLM e IndiGo vão poder ser “agregados numa única reserva e os membros do programa de fidelização Flying Blue também podem acumular milhas em todas as rotas cobertas pelo acordo”.

De referir que a Air France e a KLM já servem quatro destinos na Índia a partir dos seus hubs em Paris e Amesterdão: Deli, Mumbai, Chennai e Bangalore.

Os clientes da IndiGo que viajam a partir de várias regiões na Índia vão aceder à rede mundial da Air France e da KLM com mais de 300 destinos, incluindo mais de 120 na Europa e cerca de 50 nas Américas.

Os voos codeshare já estão disponíveis para reserva em airfrance.pt, klm.pt e IndiGo em alguns destinos selecionados, sendo que, até ao verão, serão ampliadas as vendas para todos os 30 destinos previstos.

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Tráfego aéreo entre EUA e Europa aumenta 1.003% em abril de 2022 face a 2021

O mês de abril registou um assinalável aumento dos voos entre os EUA e a Europa. No total, voaram 4,29 milhões de pessoas entre os dois destinos, correspondendo a um crescimento superior a 1.000% face a igual mês de 2021.

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O tráfego aéreo dos EUA de e para a Europa atingiu o pico de 4,29 milhões de passageiros, representando um aumento de 1.003% em relação a abril de 2021, revelou o National Travel and Tourism Office (NTTO).

Em comunicado, a NTTO revela os principais países para onde os americanos viajaram no mês de abril de 2022, aparecendo o México em primeiro lugar (3,09 milhões), seguido do Canadá (1,68 milhão), Reino Unido (1,19 milhão), República Dominicana (793.000) e Alemanha (653.000).

Os dados da Statista revelam, por sua vez, que o número de viagens de saída dos Estados Unidos para a Europa, em 2020, foi de 2,32 milhões para a Europa Ocidental seguida pelo Norte da Europa com 2,03 milhões de viagens, enquanto os destinos do sul da Europa e do Mediterrâneo contaram com cerca de 1,66 milhão de voos operados. Além disso, a Europa Central e Oriental registaram o menor número de viagens operadas, cerca de 620.000.

Por outro lado, o número de visitantes aos Estados Unidos provenientes dos países da Europa Ocidental atingiu o pico de 14,56 milhões antes do início da pandemia. Em 2020, esse número caiu 85%, atingindo somente os 2,22 milhões, para cair ainda mais para 1,7 milhão, em 2021.

No ano passado, o número de europeus ocidentais que viajaram viajando para a UE caiu 23,4% em comparação com 2020 e 88,3% em relação aos níveis pré-pandemia.

O maior recorde de visitas de europeus aos Estados Unidos na última década foi registado em 2015, com um total de 14,8 milhões de visitantes, conforme revelam os dados da Statista.

Os dados da NTTO mostram ainda que as chegadas e partidas de passageiros internacionais atingiram quase a 15,5 milhões, em abril de 2022, representando um aumento de 167% em relação ao período correspondente de 2021. No entanto, os dados indicam que o número de passageiros atingiu 73% dos níveis pré-pandémicos.

Os principais aeroportos a operar voos internacionais foram Nova Iorque (JFK) com 2,15 milhões de chegadas e partidas, seguido por Miami (MIA) com 1,77 milhão, Los Angeles (LAX) com 1,27 milhão, Newark (EWR) com 1,03 milhão e Chicago (ORD) com 860.000.

Além disso, os aeroportos estrangeiros mais frequentados pelos norte-americanos foram Cancun (CUN) com 1,1 milhão, London Heathrow (LHR) com 1,06 milhão, Toronto (YYZ) com 738.000, e Cidade do México (MEX) com 606.000 e Paris (CDG) com 581.000.

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Comparticipação da ampliação da pista do aeroporto da Horta já foi aprovada

Proposta prevê que o executivo promova “os procedimentos necessários para a viabilização da antecipação da ampliação da pista do aeroporto da Horta, de modo a garantir a sua certificação enquanto aeroporto internacional”.

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A votação na especialidade do Orçamento do Estado 2022 (OE2022), que decorreu segunda-feira, 23 de maio, na Comissão de Orçamento e Finanças, aprovou a comparticipação pelo Governo, através da empresa pública NAV Portugal, do pagamento do projeto execução de ampliação da pista do aeroporto da Horta, para lançamento do concurso.

De acordo com a Lusa, a votação aprovou uma proposta do Partido Socialista (PS) que visa a alteração sobre a ampliação da pista do aeroporto da Horta, contando com os votos a favor de todos os partidos à exceção da Iniciativa Liberal, que se absteve.

A Lusa lembra também que a proposta Orçamento já previa que o executivo promova “os procedimentos necessários para a viabilização da antecipação da ampliação da pista do aeroporto da Horta, de modo a garantir a sua certificação enquanto aeroporto internacional, de acordo com as normas da Agência Europeia para a Segurança da Aviação”.

“O Governo comparticipa, através da empresa pública NAV Portugal, o pagamento do projeto execução de ampliação da pista do aeroporto da Horta, para lançamento do respetivo concurso, a executar nos termos definidos pelo Grupo de Trabalho para o Estudo e Avaliação da Melhoria da pista do Aeroporto da Horta”, acrescenta a iniciativa socialista.

Recorde-se que os deputados começaram esta segunda-feira a votar, na especialidade, a proposta do OE2022 e as cerca de 1.500 propostas de alteração apresentadas pelos vários partidos, sendo que a discussão do documento na especialidade vai estende-se por toda a semana, com debate de manhã e votações à tarde. A votação final global está agendada para sexta-feira, dia 27 de maio.

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Hertz passa a integrar pacotes turísticos do operador NARAT para os Açores

A Hertz Portugal estabeleceu uma parceria com o operador turístico NARAT que prevê que a oferta da empresa de rent-a-car passe a estar integrada nos pacotes turísticos do operador para os Açores.

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A Hertz Portugal estabeleceu uma parceria com o operador turístico NARAT que prevê que a oferta da empresa de rent-a-car passe a estar integrada nos pacotes turísticos do operador para os Açores, informou a rent-a-car em comunicado.

“Com esta parceria, a Hertz passa a integrar a oferta dos pacotes turísticos independentes lançados a preços acessíveis pelo operador NARAT, nos quais a operadora aérea SATA também faz parte, para as Ilhas dos Açores direcionados para os turistas canadianos”, indica a Hertz.

No comunicado enviado à imprensa, Duarte Guedes, CEO da Hertz Portugal, revela que a empresa de rent-a-car está “entusiasmada” com esta parceria e considera que a Hertz é a escolha certa para conhecer as ilhas açorianas, “devido à enorme diversidade disponível de modelos de veículos”.

“Queremos desenvolver uma relação bem-sucedida com o NARAT ao agradar os clientes canadianos que visitam Portugal”, afirma o responsável.

Os pacotes do operador turístico NARAT têm como público alvo os viajantes independentes que procuram programas de aventura, liberdade e flexibilidade, com uma ótima experiência de destino.

No caso dos Açores, os pacotes turísticos têm uma duração de 9 a 14 dias e apresentam preços a partir de 2.920 dólares, incluindo voos de ida e volta desde Toronto, voos domésticos, aluguer de automóveis Hertz, alojamento e acesso a locais históricos.

Os pacotes turísticos do operador NARAT abrangem várias ilhas açorianas, desde São Miguel, Pico e Terceira, até às ilhas mais pequenas, como as Flores e o Faial, e permitem ainda estender a viagem até Portugal Continental.

 

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Emirates anuncia recrutamento em 30 cidades em todo o mundo até final de junho

A campanha de recrutamento da Emirates vai passar por dezenas de cidades europeias, assim como pelo Reino Unido, Cairo, Argel, Tunes e Bahrein

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A Emirates deu início a um novo processo de recrutamento que vai passar por 30 cidades em todo o mundo e que decorre até ao final de junho, no âmbito do qual a companhia aérea do Dubai “procura pessoas talentosas com paixão pelo serviço” e que estejam interessadas numa carreira na aviação.

De acordo com um comunicado da companhia aérea, a campanha de recrutamento da Emirates vai passar por dezenas de cidades europeias, assim como pelo Reino Unido, Cairo, Argel, Tunes e Bahrein

“Fazemos sempre o esforço de encontrar os nossos candidatos pessoalmente sempre que podemos, e é por isso que a nossa equipa de Aquisição de Talentos está a fazer uma digressão de 30 cidades durante as próximas seis semanas para avaliar potenciais candidatos”, explica Abdulaziz Al Ali, vice-presidente executivo do Grupo Emirates para os Recursos Humanos.

Apesar do recrutamento presencial, os candidatos devem realizar a sua candidatura online, através do site da Emirates para recrutamento, onde é também possível consultar mais informação sobre o papel da tripulação de cabina da Emirates.

De acordo com a Emirates, a sua tripulação de cabina é composta por 160 nacionalidades, o que reflete a “heterogeneidade de clientes e operações internacionais em mais de 130 cidades em seis continentes” da companhia aérea.

Além da possibilidade de uma carreira na aviação, a Emirates oferece também alojamento no Dubai fornecido pela empresa, salário isento de impostos e benefícios adicionais.

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Air Europa voa para 35 destinos europeus e 20 na América já neste verão

Atenas e Alghero passarão a ter dois voos semanais da Air Europa a partir do hub de Madrid. para o continente americano, a companhia volta a voar para os mesmos 23 destinos que possui em 2019.

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A Air Europa acaba de ampliar os seus destinos europeus em temporada alta com novas rotas para Atenas e Alghero, voos que operarão a partir do hub de Madrid, com duas frequências semanais para ambas as cidades.

A rota para Atenas iniciar-se-á em junho, operada com aeronaves Boeing 787 Dreamliner, e estará disponível até final de setembro, com voos à quarta-feira e ao domingo.

Um mês depois, em julho, a Air Europa inaugurará a rota para Alghero, na ilha da Sardenha, para onde voará também duas vezes por semana, à quinta-feira e ao sábado. Aberta até princípios de setembro, a rota ligará Madrid com esta cidade do noroeste da Sardenha com mais de 30 voos.

Com Atenas e Alghero, a Air Europa amplia durante o verão a sua presença na Europa e reforça a expansão anunciada e iniciada pela companhia aérea no passado mês de abril.

Ao longo dos próximos meses, a Air Europa informa que incrementará a sua oferta com a incorporação de onze novos aviões, cinco deles Boeing 787 Dreamliner e seis Boeing 737, através dos quais avança no seu processo de unificação da frota que permite aumentar o número de lugares por avião, otimizar o número de voos e incrementar a oferta tanto em turística como em classe executiva.

No final do ano, a frota de longo curso voltará a ser a mesma que em 2019 e a Air Europa voará já para os seus 23 destinos no continente americano.

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Portugal acompanha tendência mundial de recuperação da indústria de cruzeiros, diz CLIA 

Segundo a Associação Internacional de Companhias de Cruzeiros (CLIA), Portugal está no caminho da recuperação, antevendo-se que, em 2022, Lisboa possa receber 320 navios contra os 310 de 2019.

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Portugal está “a acompanhar a tendência mundial de recuperação da indústria” de cruzeiros, devendo Lisboa receber 450 mil passageiros e 320 navios este ano, acima dos 310 de 2019, segundo a Associação Internacional de Companhias de Cruzeiros (CLIA).

“As projeções para este ano são muito boas. A nível global e, também, na Europa, esperamos que todos os nossos navios voltem a operar a 100% até ao final do verão”, afirmou a diretora-geral da CLIA para a Europa, Marie-Caroline Laurent, em entrevista à agência Lusa.

Admitindo que “o número de passageiros é que ainda é um ponto de interrogação”, a responsável referiu que, “olhando para as reservas já feitas para o verão, as perspetivas são muito boas”: “Assim, a meta é voltar aos números de 2019 até ao final do ano, tanto em termos de navios em operação, quanto de passageiros”, apontando as previsões para entre 23,1 e 29,8 milhões de passageiros a nível global.

Segundo a diretora-geral da CLIA (do inglês ‘Cruise Lines International Association’), esta tendência estende-se a Portugal, prevendo-se que o porto de Lisboa supere este ano as 310 escalas de navios registadas em 2019, antes da pandemia, recebendo 320 cruzeiros.

Já o número de passageiros deverá ficar ainda aquém de 2019 (cerca de 450 mil, contra os mais de 500 mil pré-pandemia), assistindo-se a um alargamento da temporada turística ao longo de mais meses, com o consequente impacto positivo nas comunidades locais, e a uma crescente procura por parte de portugueses.

“Vemos cada vez mais portugueses interessados em fazer cruzeiros e é por isso que há uma aposta no desenvolvimento do porto de Lisboa, no sentido de dar mais possibilidades de os portugueses embarcarem e fazerem um cruzeiro Lisboa-Lisboa. Este ainda é um mercado em crescimento e vemos, todos os anos, a adesão de mais e mais passageiros portugueses”, notou.

De acordo com Marie-Caroline Laurent, esta preferência por viagens mais curtas tornou-se mais evidente com a pandemia e é uma tendência global: “Os passageiros, principalmente com a covid, gostam de viajar localmente, para não ir muito longe. Fazendo um cruzeiro, podem embarcar em Lisboa, fazer um passeio pelo Mediterrâneo, por exemplo, onde conhecem vários países, e regressar novamente a Lisboa. Portanto, [este produto] tem correspondido a uma nova procura”, explicou.

Outra das tendências evidenciadas com a pandemia e que a CLIA quer continuar a explorar é a atração de um novo perfil de clientes, mais jovens, para o turismo de cruzeiros. Atualmente, a idade média do passageiro de cruzeiros é de 47,7 anos.

Após os “dois anos terríveis” vividos pelo setor devido à pandemia, a diretora-geral da CLIA destaca a “solidez da indústria” de cruzeiros, cujas empresas “continuaram a investir”, nomeadamente em navios novos e em tecnologias menos poluentes.

“Durante a pandemia os nossos membros não pararam o investimento. Há novos navios prontos e a ser entregues”, salientou Marie-Caroline Laurent, avançando que, nos próximos cinco anos, os membros da associação vão investir 23.000 milhões de euros em novos navios, sendo todos eles “construídos na Europa”.

“E isso é um aspeto também importante, porque comparando com a indústria de navios de carga, onde todos os novos navios são construídos na Ásia, todos os navios de cruzeiro são construídos na Europa – Itália, França, Finlândia, Noruega, Alemanha – pelo que é uma indústria realmente europeia”, sublinhou.

Outra das prioridades do setor é a aposta na sustentabilidade e na descarbonização, sendo que, no âmbito do compromisso ‘Global Net-Zero’, as companhias de cruzeiro se comprometeram a atingir zero emissões de gases de efeito de estufa até 2050.

“O primeiro foco é na propulsão dos navios. Os nossos membros têm feito investimentos significativos em novos navios de GNL [gás natural liquefeito], que emitem 20% menos CO2 [dióxido de carbono] e em que todos os diferentes tipos de emissões são reduzidos. Já temos três ou quatro navios em operação e esperamos mais 23 nos próximos cinco anos”, disse Marie-Caroline Laurent.

Paralelamente, os navios mais antigos estão a ser adaptados: “Um dos nossos membros adaptou algumas baterias num dos navios, para garantir que, quando chega ao porto, ele pode funcionar com a bateria e eliminar as emissões”, avançou, como exemplo.

A este facto acresce a “frota muito jovem” do setor, cuja idade média é de 14 anos, e ainda os investimentos ao nível da eletrificação em curso em vários portos, com vista a “eliminar todas as emissões nos portos” de escala na Europa até 2030.

“O objetivo é que, quando os navios estiverem nos portos, não haja impacto na população local, não haja emissões, para que possamos, realmente, fazer parte do desenvolvimento sustentável das cidades e dos portos que visitamos”, enfatizou a diretora-geral da CLIA.

No caso do porto de Lisboa, disse, “a primeira fase do investimento na eletrificação será por volta de 2024/2025”, sendo o objetivo poder “conectar os navios, provavelmente, em 2028”.

“A mensagem principal é que podemos ser uma forma de turismo totalmente sustentável. Estamos a investir em novos navios, mas também estamos comprometidos em conectar-nos à eletricidade nos portos. Isso permite-nos não ter impacto nas comunidades locais, algo que é sempre uma preocupação com os grandes cruzeiros”, salientou.

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Portos da Madeira ultrapassam escalas de cruzeiros de 2019 em abril

Em abril, os portos da Madeira contabilizaram um total de 62 escalas de navios de cruzeiro, o que indica mais 16 escalas que em igual mês de 2019.

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No passado mês de abril, os portos da Madeira contabilizaram um total de 62 escalas de navios de cruzeiro, o que indica mais 16 escalas que em igual mês de 2019, quando os portos madeirenses tinham recebido 46 escalas destes navios.

A informação foi avançada esta sexta-feira, através da newsletter da APRAM – Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira, e indica que “em comparação com o ano de 2019, antes da pandemia, houve mais 09 escalas no Porto do Funchal (44) e mais 07, em Porto Santo (02)”.

“Analisando o registo de todos os meses, nos últimos 10 anos, só novembro de 2012, um ano completamente excecional, superou, com 64 escalas, uma delas no Porto Santo”, refere a APRAM na informação divulgada.

Apesar dos números positivos no que respeita às escalas dos navios de cruzeiro, os portos madeirenses ainda não recuperaram os números de passageiros de 2019, “a exemplo do que se passa na generalidade do setor”, admite a APRAM.

A APRAM mostra-se critica em relação aos protocolos adotados na sequência da pandemia e que ainda estão em vigor, considerando que a sua manutenção “por parte das companhias e as escalas de navios de menor dimensão contribuem para este resultado”.

Em abril, os portos das Madeira contabilizaram 44.810 passageiros, menos 33.639 que no mesmo período de 2019, enquanto o número de tripulantes foi de 8.784, menos 626 tripulantes em comparação com o mesmo mês de há três anos.

Em abril, os portos da Madeira receberam ainda a estreia de quatro navios de cruzeiro, com a primeira passagem no arquipélago dos navios “Celebrity Edge” e “Scenic Eclipse”no Porto do Funchal e “Hebridean Sky” e “Seabourn Ovation” no Porto Santo.

 

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MSC Cruzeiros inaugura MSC World Europa dentro de seis meses

Novo navio da MSC Cruzeiros vai ser inaugurado em dezembro e vai realizar a sua temporada inaugural no Golfo Arábico, disponibilizando cruzeiros de sete noites com partida do Dubai.

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A MSC Cruzeiros anunciou que o MSC World Europa chega dentro de seis meses, naquele que será  o mais inovador dos navios de cruzeiro da frota da companhia e o primeiro movido a Gás Natural Liquefeito (GNL).

De acordo com a MSC Cruzeiros, o novo navio, o primeiro da classe World, conta com 22 decks, 47 metros de largura e  com 2.626 camarotes, numa área superior a 40 mil metros quadrados.

“Esta metrópole urbana ultramoderna no mar é o futuro dos navios de cruzeiro e oferecerá um verdadeiro mundo de experiências diferentes, ampliando os limites do que é possível no mar – estabelecendo um novo padrão para a indústria de cruzeiros”, destaca a companhia em comunicado.

No MSC World Europa, a promenade vai contar com 104 metros de comprimento e 7 decks de altura, destacando-se como “um dos espaços mais impressionantes deste navio”, a partir de onde é possível usufruir das melhores vistas do navio.

Já a promenade interior do navio, denominada World Galleria, vai ter 303 metros quadrados, sendo coberta por uma cúpula cinética e LED que a tornam no “lugar perfeito para navegar e desfrutar dos vários bares, restaurantes e boutiques”.

O navio conta ainda com uma grande variedade de espaços de restauração, incluindo 33 restaurantes, bares e lounges, “cada um com o seu estilo e ambiente distintos”. No caso da restauração, são 13 os restaurantes disponíveis, incluindo seis de especialidade, com destaque para o Chef’s Garden Kitchen, o primeiro jardim hidropónico no mar, e para o La Pescaderia, dedicado ao peixe mediterrânico.

Entre os 20 bares e lounges a bordo, encontram-se também sete novos conceitos de bar e café, incluindo “a primeira microcervejaria a bordo da companhia, um novo bar de gin, um novo bar de cocktails moderno e ousado que homenageia a arte da mixologia e muito mais”.

O MSC World Europa vai também disponibilizar entretenimento para todas as idades e gostos, com destaque para o Panorama Lounge, na popa do navio e que oferecerá entretenimento envolvente e extravagante, para o World Theatre, com 1153 lugares, e para o Luna Park Arena, um local de entretenimento multifuncional onde vai ser possível ver filmes, realizar shows de jogos, atividades infantis e diferentes festas temáticas.

O navio conta também com a maior área infantil dos navios da companhia, com mais de 766 metros quadrados de espaço interior e sete salas dedicadas a diferentes faixas etárias dos 0 aos 17 anos.

Para o bem-estar dos passageiros, o MSC World Europa conta também com 7 piscinas e 13 banheiras de hidromassagem, assim como com a “nova e tranquila área Zen Pool na popa do navio”, uma área do navio que é apenas para adultos, sem esquecer o MSC Yacht Club, com deck duplo de dois andares, piscina privativa e banheira de hidromassagem; o Aquapark no deck 20, o maior da frota da MSC Cruzeiros, e que possui piscina para crianças e escorregas para toda a família; além da zona La Plage, que consiste na piscina principal do navio; e da Piscina do Jardim Botânico, que tem com teto retrátil, bar tropical e área para relaxar.

O MSC Wolrd Europa conta com sete novos e inovadores tipos de camarote que não são vistos em nenhum outro navio da MSC Cruzeiros e possui o maior número de suites entre os navios da companhia de cruzeiros, incluindo várias com banheira de hidromassagem.

Quando for inaugurado, o MSC World Europa vai passar a temporada inaugural no Golfo Arábico e realiza o primeiro cruzeiro a 20 de dezembro com uma viagem especial de 4 noites de Doha, no Qatar, para o Dubai nos Emirados Árabes Unidos.

Depois, o navio vai oferecer cruzeiros de sete noites pelo Dubai, Abu Dhabi, Sir Bani Yas, Dammam e Doha, regressando novamente ao Dubai, de onde parte definitivamente a 25 de março de 2023 para seguir para o Mediterrâneo.

No verão do próximo ano, o MSC World Europa vai realizar novamente cruzeiros de sete noites, mas desta vez por Itália, incluindo  escalas nos portos italianos de Génova, Nápoles e Messina, para além de Valetta em Malta, Barcelona em Espanha e Marselha em França.

Além das atrações que oferece, o MSC World Europa destaca-se também por ser um navio avançado a nível ambiental, uma vez que será o primeiro navio movido a GNL da frota da MSC Cruzeiros, um dos combustíveis marítimos mais limpos do mundo e que, segundo a companhia, “deve desempenhar um papel fundamental na descarbonização (ou transição para zero emissões) do transporte marítimo internacional”.

Além disso, o navio conta com sistemas de redução catalítica seletiva (SCR), conectividade de energia terra-navio, sistemas avançados de tratamento de águas residuais para cumprir as normas do Báltico, um sistema subaquático de gestão de ruido irradiado para reduzir o impacto potencial de ruído e vibração em mamíferos marinhos, bem como uma ampla gama de equipamentos e sistemas de eficiência energética para otimizar a utilização do motor.

 

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