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Açores atenuam sazonalidade

Governo quer sector “mais sustentável”.

Patricia Afonso
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Açores atenuam sazonalidade

Governo quer sector “mais sustentável”.

Patricia Afonso
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O combate à sazonalidade nos Açores já começa a mostrar resultados. Em três anos, a região registou um acréscimo de 180 mil dormidas.

O Secretário Regional do Turismo e Transportes do arquipélago, Vítor Fraga, revelou na segunda-feira, no decorrer da apresentação do 3.º Azores Trail Run, no Faial, que o trabalho realizado por privados e entidades públicas no combate à sazonalidade tem vindo a revelar-se positivo. Alguns dos sinais salientados pelo governante foi o aumento de 95% (mais 180 mil) das dormidas desde Inverno IATA 2012/2013; e a subida considerável do número de passageiros desembarcados nas diversas ilhas açorianas, consequência do novo modelo de acessibilidades e pela revisão das Obrigações de Serviço Público interilhas.

A atenuação da sazonalidade “era um objectivo político assumido por este Governo”, afirmou, frisando que este é “um ponto de partida” e não de “chegada”: “É a partir daqui que temos de continuar a trabalhar na perspectiva de tornar o sector cada vez mais sustentável, gerar riqueza, preservar e criar postos de trabalho”, disse Vítor Fraga, segundo o qual “o turismo só é bom se for bom para quem vive” nos Açores e  “é um trabalho de todos e requer que todos assumam esse trabalho com a responsabilidade devida para a sua actividade.”

Vítor Fraga revelou, ainda, que em Julho e Agosto “haverá um reforço do número de lugares, ao nível das acessibilidades com o continente português, que é a oferta pública que está hoje publicada, disponível para aquisição, de mais 2.800 lugares e, no âmbito da revisão das novas Obrigações de Serviço Público no transporte aéreo interilhas, as ligações com o Faial aumentaram 35.897 lugares”.

Uma das apostas dos Açores nesta luta foi a qualificação da rede homologada de trilhos pedestres, que já inclui cerca de oito dezenas de percursos em todas as ilhas, num total de mais 800 quilómetros, indicou o governante, aproveitando, ainda, a ocasião para enaltecer o trabalho da organização dos Azores Trail Run. Uma iniciativa que reúne as características “fundamentais” que o Governo delineou “ao nível da promoção e apoio a eventos”:  promover a Região junto dos principais mercados emissores e “contribuir para a captação directa de fluxos turísticos”.

 

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Tailândia oferece cobertura médica para turistas em caso de acidente

A Tailândia lançou um programa de ajuda financeira a visitantes estrangeiros, em caso de hospitalização ou morte, para apoiar o turismo que ainda não regressou ao nível pré-Covid, anunciou, esta quinta-feira, o ministro do Turismo, Sudawan Wangsuphakijkosol.

“Esta campanha visa tranquilizar os turistas estrangeiros. A Tailândia é um lugar seguro e todos são cuidados”, disse Sudawan Wangsuphakijkosol à AFP.

O programa, que começou em 1 de janeiro e vai até 31 de agosto, cobre despesas médicas até 500 mil baht (13 mil euros) e casos de morte até um máximo de um milhão de baht. Os turistas podem registar-se através do site da Tailândia Traveller Safety em tts.go.th.

Situações causadas por “negligência, intenção, ato ilegal” ou comportamento de risco de um turista estão fora do âmbito do seguro, insistiu o governo num comunicado de imprensa.

O reino do Sudeste Asiático é um destino popular para turistas, e acidentes envolvendo estrangeiros são comuns, com o risco de acabar no hospital com contas médicas altas.

Desde a reabertura das fronteiras na sequência da pandemia, o turismo não recuperou com o vigor esperado, em particular devido aos visitantes chineses, que são em menor número do que antes, devido ao abrandamento económico.

A Tailândia recebeu 28 milhões de visitantes estrangeiros em 2023, longe dos 40 milhões verificados em 2019.

As autoridades estimam 35 milhões de turistas em 2024, com o objetivo de deixar 55 mil milhões de dólares no país, ou seja, mais de 10% do produto interno bruto.

 

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Catedral de Odessa, Ucrânia

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UNESCO prevê que Ucrânia precise de 9MM€ para reconstruir turismo depois da guerra

Além da perda de receitas turísticas, a UNESCO revela que o conflito armado já provocou também danos em 341 locais culturais ucranianos, nomeadamente em Kyiv, Lviv e Odessa.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) prevê que a Ucrânia venha a precisar de mais de nove mil milhões de euros para reconstruir a indústria do turismo depois da guerra, que já provocou danos em vários monumentos e locais de interesse turístico ucranianos.

Segundo a Associated Press (AP), UNESCO estima que o setor cultural e turístico da Ucrânia tenha perdido mais de 19.000 milhões de dólares (cerca de 17.725 milhões de euros) em receitas durante a guerra.

Além da perda de receitas, a UNESCO revela que o conflito armado provocou também danos em 341 locais culturais ucranianos, nomeadamente em Kyiv, Lviv e Odessa.

“A catedral de Odessa é um exemplo de um local que foi gravemente danificado. É um símbolo de toda a comunidade, com um profundo significado espiritual e histórico”, afirmou a dirigente da UNESCO na Ucrânia, Chiara Bardeschi.

Recorde-se que, em julho do ano passado, a UNESCO condenou um ataque “descarado levado a cabo pelas forças russas” contra edifícios históricos no centro de Odessa, que atingiu nomeadamente a Catedral da Transfiguração, do século XVIII e que é considerada a principal igreja ortodoxa de Odessa.

A UNESCO declarou ainda que a destruição intencional de locais do património cultural, incluindo edifícios e artefactos religiosos, pode constituir um crime de guerra.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, dando início a um conflito armado que dura há quase dois anos e que, além dos danos em edifícios, incluindo monumentos e locais de interesse turístico, provocou já milhares de vitimas mortais e milhões de refugiados.

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ALTS Madeira é “oportunidade incrível para mostrar diversidade de experiências de alto nível do destino”

Até sábado, 17 de fevereiro, a Madeira recebe o ALTS – Access Luxury Travel Show, workshop dedicado ao turismo de luxo que junta 40 compradores internacionais e 30 expositores, e que a organização espera que seja “um sucesso retumbante”.

Pela primeira vez, a Madeira está a ser palco do ALTS – Access Luxury Travel Show, um workshop dedicado ao turismo de luxo que, segundo Daria Mironova, responsável pelo evento, representa uma “oportunidade incrível para mostrar a diversidade de experiências de alto nível do destino”.

“Estamos confiantes de que a ALTS servirá como a plataforma perfeita para os convidados mergulharem profundamente na cultura, nas experiências e nas ofertas de luxo da Madeira”, adianta a responsável ao Publituris.

Nesta edição, que teve início esta quarta-feira, 14 de fevereiro, e só termina no sábado, dia 17, o evento conta com a parceria da Associação de Promoção da Madeira (AP-Madeira) e outros parceiros, pelo que Daria Mironova espera que se “faça uma boa promoção do destino e atraia mais turistas de luxo” para a Madeira.

Na edição da Madeira, o ALTS conta com a presença de mais de 40 compradores internacionais de turismo especializados no segmento de luxo, que são provenientes de mercados como a República Checa, Dinamarca, França, Polónia, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido e que vão poder conhecer a oferta de 30 expositores.

Entre os expositores, acrescenta Daria Mironova, também se encontra oferta madeirense, num total de 10 expositores da região, que vão dar a conhecer a oferta de luxo do destino entre hotéis, resorts e DMC.

“O ALTS Madeira irá apresentar uma oferta diversificada, incluindo hotéis e resorts de luxo, DMC e destinos na Madeira e de vários locais do mundo, como Espanha, Turquia, Grécia, Seychelles, Maldivas, Islândia, Itália, Brasil, Noruega e outros. Para além disso, o evento contará com a presença de fornecedores de tecnologia de viagens, contribuindo para uma abordagem personalizada e à medida dos clientes de topo”, resume a responsável.

Daria Mironova mostra-se “otimista que o ALTS Madeira terá um sucesso retumbante”, uma vez que vai servir como “uma plataforma dinâmica para o networking entre fornecedores de viagens premium e uma excelente seleção de agências de viagens europeias, bem como mostrar o destino e as suas facilidades para os viajantes de alto nível”.

A responsável explica que, depois de já ter realizado dois eventos em Portugal, desta vez, a escolha recaiu sobre a Madeira, uma vez que se trata de um destino “único” e que oferece “muitas experiências de alta qualidade”.

“É uma oportunidade perfeita para o setor, não só para estabelecer novas parcerias, mas também para ver o destino em primeira mão e descobri-lo, ou mesmo revisitá-lo, aprendendo sobre o que há de novo neste campo. Embora bem conhecida em muitos mercados, para alguns a Madeira é um destino relativamente inexplorado, e a vantagem de a poder visitar e conhecer todos os fornecedores locais e internacionais é o que torna óbvia a escolha da Madeira como destino para esta edição da ALTS”, explica Daria Mironova.

O evento decorre no Savoy Palace Hotel, no Funchal, Madeira, que é também o hotel onde os compradores internacionais ficam alojados, e conta ainda com o apoio da INSIDER Luxury DMC Madeira.

Porto recebe próximo evento

Depois da Madeira, Daria Mironova diz ao Publituris que o ALTS deverá continuar por Portugal e que, ainda este ano, se vai realizar uma nova edição da iniciativa no Porto, que deverá ter lugar no mês de setembro.

“Depois de um grande sucesso da ALTS no Porto em 2023, estamos entusiasmados por anunciar a nossa segunda edição deste evento no Porto, em setembro de 2024”, adianta a responsável, sublinhando que, tal como a Madeira, também o Norte de Portugal “é um destino excitante e muito bonito”, que conta com vários hotéis de cinco estrelas novos e onde existe “uma variedade de experiências para o turismo de luxo”.

Segundo a responsável, o evento “manterá a mesma dimensão de boutique e reunirá 50 compradores cuidadosamente selecionados do Reino Unido, Países Nórdicos, França, Itália, Espanha e Portugal, bem como um impressionante portfólio de fornecedores de viagens portugueses e mundiais”.

 

 

 

 

 

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Portugal ultrapassa 30 milhões de hóspedes e 77 milhões de dormidas em 2023. Receitas somam recorde de 6 MM€

Os números já tinham sido avançados, mas agora chega a confirmação. Em 2023, o alojamento turístico, em Portugal, recebeu mais de 30 milhões de hóspedes e as dormidas ultrapassaram as 77 milhões. Quanto às receitas, o turismo português atingiu novo recorde: mais de seis mil milhões de euros.

Victor Jorge

Em dezembro de 2023, o setor do alojamento turístico registou 1,8 milhões de hóspedes (+10,9%) e 4 milhões de dormidas (+8,2%), gerando 289 milhões de euros de proveitos totais (+13,9%) e 204,2 milhões de euros de proveitos de aposento (+15%). Comparando com dezembro de 2019, continuam a registar-se aumentos mais expressivos, +40,8% nos proveitos totais e +44,9% nos relativos a aposento, revelam os dados apresentados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os resultados preliminares de 2023 apontam para 30 milhões de hóspedes (+13,3%) e 77,2 milhões de dormidas (+10,7%), que terão permitido gerar mais de 6 mil milhões de euros de proveitos totais (+20,1%) e 4,6 mil milhões de euros de proveitos de aposento (+21,3%). Comparando com 2019, observaram-se aumentos mais expressivos, +40,2% e +43,0%, respetivamente.

Em dezembro, Lisboa foi a região que mais contribuiu para a globalidade dos proveitos (36,3% dos proveitos totais e 38,2% dos proveitos de aposento, respetivamente), seguida pelo Norte (18,7% e 19%) e pela Madeira (15,6% e 14,9%).

Os maiores crescimentos ocorreram no Centro (+21,2% nos proveitos totais e +23% nos de aposento), no Alentejo (+18,5% e +20%) e no Algarve (+16,6% e +19,4%). Face a dezembro de 2019, destacou-se a Madeira, com +64,9% nos proveitos totais e +75,1% nos de aposento, seguida pelo Alentejo, com +54,8% e +59,6%, pela mesma ordem.

No conjunto do ano de 2023, os maiores crescimentos nos proveitos totais e de aposento ocorreram nos Açores (+25,9% e +27,7%), em Lisboa (+24,5% e +25,7%) e no Norte (+24,2% e +25,5%, respetivamente). Comparando com 2019, os maiores aumentos nos proveitos totais e de aposento verificaram-se nas regiões autónomas (Açores com +60,3% e +62,3%, respetivamente, e Madeira com +60,2% e +72,3%).

Em dezembro, registaram-se crescimentos dos proveitos nos três segmentos de alojamento. Na hotelaria, os proveitos totais e de aposento (peso de 87% e 85% no total do alojamento turístico, respetivamente) aumentaram 13,2% e 14,7%, respetivamente. Face a dezembro de 2019, registaram-se crescimentos de 38,7% e 43,1%, pela mesma ordem.

Nos estabelecimentos de alojamento local (quotas de 9% e 11,1%, respetivamente), registaram-se aumentos de 16,5% nos proveitos totais e 14,7% nos proveitos de aposento. Comparando com dezembro de 2019, observaram-se crescimentos de 40,5% e 43,6%, respetivamente.

No turismo no espaço rural e de habitação (representatividade de 3,9% nos proveitos totais e de aposento), os aumentos foram de 25,1% e 21,8%, respetivamente. Face a dezembro de 2019, os proveitos neste segmento mais do que duplicaram (+112% e +110,4%, nos proveitos totais e de aposento, respetivamente).

No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 36,2 euros em dezembro, registando um aumento de 9,2% face a igual período de 2022 (+7,7% em novembro) e de 30,2% em comparação com dezembro de 2019.

Os valores de RevPAR mais elevados foram registados na Madeira (57,4 euros) e em Lisboa (56,3 euros).

Os maiores crescimentos ocorreram no Centro (+16,9%) e no Algarve (+15,8%), tendo os Açores registado o único decréscimo (-4,9%).

No conjunto do ano 2023, o RevPAR aumentou 15,4%, atingindo 64,8 euros. Neste período, este indicador registou crescimentos de 16,5% na hotelaria, 15,7% no alojamento local e 7,1% no turismo no espaço rural e de habitação.

Lisboa concentrou 1/5 do total de dormidas registadas em Portugal em 2023
No conjunto do ano 2023, do total de 77,2 milhões de dormidas (+10,7%) nos estabelecimentos de alojamento turístico, 73,3% concentraram-se nos 23 principais municípios.

Em 2023, o município de Lisboa concentrou 19,6% do total de dormidas, atingindo 15,1 milhões dormidas (+13,6%; +3,5% nos residentes e +15,6% nos não residentes). Este município concentrou 23,9% do total de dormidas de não residentes registadas no país em 2023 (23,8% em 2022).

Albufeira (peso de 10,1%) registou 7,8 milhões de dormidas em 2023, refletindo um aumento de 9%, que se ficou a dever ao acréscimo de dormidas de não residentes (+14,5%), dado que as dormidas de residentes decresceram (-9,1%).

O município do Funchal representou 8,1% do total de dormidas em 2023 (6,2 milhões), o que se traduziu num crescimento de 8,8% (-5% nos residentes e +11,5% nos não residentes).

No Porto, registaram-se 5,9 milhões de dormidas em 2023 (7,6% do total), representando um acréscimo de 21,9% face a 2022 (+8,8% nos residentes e +24,7% nos não residentes).

Neste período, destacou-se ainda o crescimento registado em Ourém (+33,6%; +9,9% nos residentes e +50,9% nos não residentes) e, em sentido contrário, os decréscimos nos municípios de Vila Real de Santo António (-4,1%; -12,9% nos residentes e +3,3% nos não residentes) e Lagoa (-0,2%; -13,4% nos residentes e +3,3% nos não residentes).

Face a 2019, os maiores crescimentos registaram-se em Vila Nova de Gaia (+32,5%), Porto (+28,0%) e Funchal (+24,2%), enquanto os maiores decréscimos ocorreram em Vila Real de Santo António (-15,4%) e Albufeira (-8,8%), que continuaram abaixo dos níveis pré-pandemia.

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Castro Verde tem novo guia e site de Turismo

A Câmara Municipal de Castro Verde passou a disponibilizar um novo guia e site dedicados exclusivamente à oferta turística do concelho.

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O novo site e guia de turismo são um convite ao visitante para que descubra Castro Verde, o seu património, cultura e gastronomia e ambos oferecem diferentes propostas de atividades centradas nas potencialidades deste território, Reserva da Biosfera da UNESCO, indica a autarquia.

Um roteiro pelo concelho com enfoque no turismo de natureza, no birdwatching ou nas rotas do cycling e da Estrada Nacional 2, mas também na história e tradições que distinguem Castro Verde, da viola campaniça ao cante alentejano, à Batalha de Ourique e à centenária Feira de Castro.

A publicação estará disponível, gratuitamente, no posto de turismo de Castro Verde, alojamentos e restaurantes do concelho.

O presidente da Câmara Municipal de Castro Verde, António José Brito, sublinhou a importância destas novas ferramentas “na divulgação das potencialidades do concelho, classificado como Reserva da Biosfera da UNESCO, bem como na atração de mais visitantes e turistas ao concelho”.

 

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ARPT do Alentejo “satisfeita” com reforço financeiro, mas aguarda informação sobre valor concreto

A Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo (ARPTA) diz-se satisfeita com um aumento da dotação para o turismo na região, mas quer saber valor exato do aumento.

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A Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo (ARPTA) expressou “satisfação” com o anúncio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA), através do seu presidente e presidente da Autoridade de Gestão do Programa Regional do Alentejo, Ceia da Silva, sobre o reforço da dotação para o turismo no âmbito do Programa Regional Alentejo 2030.

Reconhecendo que se trata de um “avanço positivo”, os responsáveis pela agência aguardam, contudo, “a divulgação do valor exato do aumento”.

“Ressaltamos a importância crucial do turismo para a economia da região do Alentejo”, pode ler-se no comunicado envio às redações. “Este setor é um motor essencial para o desenvolvimento regional, contribuindo significativamente para a geração de emprego e riqueza. A sua relevância para a sustentabilidade económica e cultural da região não pode ser subestimada”.

A agência reitera que o turismo, com o seu impacto direto e indireto na economia local, “merece um investimento adequado e proporcional à sua importância, nomeadamente ao nível do reforço para a promoção turística, o qual deverá ficar refletido nas linhas de apoio do Programa Regional do Alentejo 2021-2027 (ALENTEJO 2030)”. Por isso, os responsáveis da ARPTA esperam que o aumento prometido “esteja à altura das necessidades reais do setor, assegurando assim o seu crescimento sustentável e a valorização do património cultural e natural do Alentejo”.

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Turismo europeu aproxima-se dos níveis pré-pandémicos em 2023. Portugal destaca-se com crescimento de 11%

As chegadas de turistas estrangeiros à Europa foram 1,6% inferiores aos valores de 2019 no último trimestre de 2023. Portugal foi dos destinos mais procurados, com um crescimento de 11%

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No final de 2023, o turismo europeu continuou a sua recuperação robusta, aproximando-se dos níveis pré-pandémicos, apesar das pressões inflacionistas. Em todos os destinos analisados, as chegadas de turistas estrangeiros ficaram 1,6% abaixo dos números de 2019, com o número de noites 0,6% abaixo, mostrando uma procura resiliente em todo o continente – uma tendência que deve continuar em 2024, avança a última edição do relatório trimestral “Tendências e perspectivas do turismo europeu”, publicado pela European Travel Commission (ETC)

A recuperação é sustentada por fortes viagens intra-europeias, principalmente da Alemanha, França e Países Baixos. As chegadas de longo curso também estão a recuperar, mas a um ritmo mais lento, apresentando variações significativas entre regiões como a Ásia-Pacífico e a América do Norte.

Destinos com boa relação qualidade/preço muito procurados
As viagens europeias mantiveram-se resilientes nos últimos meses de 2023, com dois terços dos destinos a registarem uma recuperação total ou a registarem chegadas e/ou dormidas dentro de 10% dos níveis pré-pandémicos. Entre estes, os destinos do sul da Europa continuam a ser os principais, impulsionados pelo clima favorável que se estende até à época baixa. A Sérvia registou o maior aumento de chegadas (+15%), juntamente com Portugal (+11%), Montenegro (+10%), Turquia (+9%) e Malta (+8%). São também destinos populares para férias com tudo incluído e custos de viagem mais acessíveis, “o que tem sido fundamental para atrair viajantes preocupados com os preços”, salienta a ETC.

Outros países também conseguiram uma recuperação significativa em comparação com 2019, com destaque para a Islândia que registou um aumento de 12% nas chegadas, mesmo com as erupções vulcânicas, enquanto os Países Baixos aumentaram as dormidas de turistas em 16%, apesar de um aumento menor de 2% nas chegadas, indicando estadias mais longas.

Em contrapartida, os destinos da Europa Oriental que fazem fronteira com a Rússia registaram uma recuperação mais lenta, com países como a Lituânia (-32%), a Letónia (-29%), a Estónia (-27%) e a Finlândia (-24%) a ficarem para trás.

Turismo resiliente num contexto de inflação económica
“A recuperação das chegadas e das dormidas em toda a Europa está a ocorrer num contexto em que a inflação afeta tanto a indústria como os turistas”, admite o relatório da ETC. No quarto trimestre de 2023, a inflação aumentou 23% em comparação com os níveis de 2019, com aumentos particularmente pronunciados observados em despesas relacionadas com o turismo, como voos internacionais (+49%), pacotes de férias (+47%) e preços de hotéis (+35%). “Estes preços mais elevados afetaram as finanças das famílias, mas não dissuadiram a maioria das pessoas que desejam viajar”, frisa a ETC.

As pressões sobre os preços diminuíram ligeiramente nos últimos meses de 2023 em comparação com o trimestre anterior para os custos relacionados com o turismo, mas permanecem significativamente elevadas em relação aos níveis pré-pandémicos.

Recuperação desigual das viagens de longo curso para a Europa
Embora os turistas chineses tenham representado 13 % das chegadas de longo curso da Europa em 2019, o seu regresso desde a reabertura da China tem sido lento, mas constante. As chegadas de chineses, em 2023, situam-se 67% abaixo dos níveis pré-pandémicos, em comparação com a média de 22% para todos os outros mercados de origem de longo curso.

Para além dos estrangulamentos de capacidade, os viajantes chineses mantiveram-se avessos ao risco ao longo do último ano, privilegiando mais as viagens domésticas. Contudo, “os destinos europeus podem esperar uma maior recuperação deste mercado em 2024, prevendo-se que atinja 39% abaixo dos valores de 2019”, admite a ETC.

“Prevê-se também que as mudanças geracionais e as influências dos meios de comunicação social venham a remodelar cada vez mais as preferências de viagem dos chineses, provocando uma mudança para experiências de luxo e mais autênticas”, pode ler-se no relatório.

Pelo contrário, os mercados da América do Norte, como os EUA e o Canadá, registaram uma recuperação significativa. Dois terços dos destinos europeus registaram um aumento das chegadas e/ou das dormidas provenientes dos EUA, enquanto mais de metade registou o mesmo relativamente ao Canadá. Além disso, as companhias aéreas americanas e canadianas anunciaram o desenvolvimento de sistemas combinados de reserva de voos e comboios para a Europa, oferecendo uma opção de viagem mais sustentável quando se deslocam na região.

Miguel Sanz, presidente da ETC, refere que “a elevada procura de viagens registada em 2023 deu um impulso significativo às economias europeias e ajudará a melhorar os balanços das empresas de turismo, que foram duramente atingidas pelas restrições às viagens. No entanto, o regresso aos níveis pré-pandémicos também exercerá pressão para acelerar a transição sustentável do setor das viagens.”

 

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Dubai recebe 17,15 milhões de turistas e alcança melhor desempenho de sempre em 2023

No ano passado, o Dubai recebeu 17,15 milhões de turistas, naquele que foi o melhor desempenho de sempre do destino e que traduz um crescimento de 19,4% face ao ano anterior, segundo o DET – Departamento de Economia e Turismo do Dubai.

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No ano passado, o Dubai recebeu 17,15 milhões de turistas, naquele que foi o melhor desempenho de sempre do destino e que traduz um crescimento de 19,4% face ao ano anterior, avança o DET – Departamento de Economia e Turismo do Dubai, em comunicado.

Na informação divulgada, o DET sublinha que o total de turistas recebido pelo Dubai em 2023 ultrapassou também os números de 2019, o último ano antes da pandemia, quando o Dubai recebeu 16,73 milhões de visitantes.

“Este crescimento está alinhado com os objetivos da Agenda Económica de Dubai D33, lançada há pouco mais de um ano pelo Xeque Mohammed bin Rashid Al Maktoum, Vice-Presidente e Primeiro-Ministro dos Emirados Árabes Unidos e Governante de Dubai, para consolidar ainda mais a posição do Dubai como uma das três principais cidades globais para negócios e lazer, e a melhor cidade para visitar, viver e trabalhar”, congratula-se o DET, realçando que “o desempenho do setor do turismo acompanha de perto o crescimento do PIB do emirado em 3,3% nos primeiros nove meses de 2023”.

Quanto a mercados, a maioria dos visitantes do Dubai no ano passado era proveniente do Médio Oriente e Norte de África (28%), “demonstrando que o Dubai é um destino de confiança e preferido para visitantes dos mercados vizinhos”, seguindo-se a Europa Ocidental e o sul da Ásia, que representaram, respetivamente, 19% e 18% das chegadas.

Já a Comunidade de Estados Independentes e a Europa Oriental contribuíram com 13% das chegadas, enquanto as regiões do norte da Ásia e do sudeste asiático representaram 9% das chegadas, as Américas contribuíram com 7%, África com 4% e a Australásia com 2%.

O DET diz também que, em 2023, a performance do setor hoteleiro do destino “continuou a apresentar um desempenho forte, superando os níveis pré-pandemia em todas as métricas de hospitalidade – ocupação, dormidas, estada média, taxa média diária (ADR) e receita por quarto disponível (RevPAR)”.

No setor hoteleiro, a ocupação média, em 2023, situou-se em 77,4%, nível que é considerado “um feito excecional tendo em conta um aumento geral de 19% na oferta de quartos em 2023 em comparação com 2019, que passou de 126.120 quartos disponíveis no final de dezembro de 2019 em 741 estabelecimentos para 150.291 quartos em 821 estabelecimentos no final de 2023”.

No ano passado, também as dormidas no Dubai atingiram valor recorde, somando 41,70 milhões, o que representa um aumento de 11% em comparação com 2022 (37,43 milhões), crescimento que, segundo o DET, “também representa um aumento substancial de 30% em relação aos números pré-pandemia de 2019, que registaram 32,11 milhões de dormidas”.

Já o ADR igualou o de 2022 e ficou nos AED536, enquanto o RevPAR teve um aumento de 6% em comparação com 2022 (AED415 vs. AED391) e um crescimento de 33% em relação ao período pré-pandemia de 2019 (RevPAR de AED312).

A estada média, por sua vez, foi de 3,8 noites em 2023, um aumento de 10% em relação às 3,4 noites em 2019.

“Estamos a aproveitar estrategicamente o impulso significativo gerado durante um 2023 altamente bem-sucedido para impulsionar o crescimento em todos os segmentos do turismo. À medida que aguardamos com expectativa a chegada de mais visitantes em 2024, o apoio inabalável dos nossos parceiros dos setores público e privado será crucial para aumentar a nossa capacidade de mostrar as ofertas incomparáveis do Dubai”, afirma Issam Kazim, CEO do DET.

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Vale de Ílhavo adere às Aldeias de Portugal

A adesão de Vale de Ílhavo à rede Aldeias de Portugal foi formalizada este domingo, 11 de fevereiro, depois da assinatura de um protocolo com a Associação de Turismo de Aldeia (ATA).

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O Município de Ílhavo anunciou a formalização da adesão de Vale de Ílhavo à rede Aldeias de Portugal, depois da assinatura de um protocolo com a Associação de Turismo de Aldeia (ATA), que decorreu este domingo, 11 de fevereiro.

“No âmbito da candidatura, aprovada, à Rede Nacional de Aldeias Turísticas Situadas em Espaço Rural – Aldeias de Portugal, o Município de Ílhavo assume, conjuntamente com a comunidade, o compromisso de promover a preservação do património material e imaterial, as boas práticas ambientais e a inclusão social de Vale de Ílhavo”, lê-se num comunicado da autarquia.

A Câmara Municipal de Ílhavo diz que é com “grande orgulho” que viu reconhecido “o património histórico e cultural de Vale de Ílhavo”, onde se destaca o Carnaval de Vale de Ílhavo e seus emblemáticos Cardadores, o Pão de Vale de Ílhavo, com as suas padas e folares, os ofícios e os recursos naturais e agrícolas, características distintivas da sua ruralidade e beleza paisagística.

O processo de adesão de Vale de Ílhavo às Aldeias de Portugal teve início em 2022 e contou com o envolvimento da comunidade de Vale de Ílhavo, “através de um trabalho de pesquisa, que incidiu sobre a realização de entrevistas individuais e recolha de testemunhos, a criação de uma base de dados de pontos de interesse, contactos e potencialidades da Aldeia”.

A autarquia explica ainda que foram também “promovidos encontros com a comunidade para recolha de contributos para o desenvolvimento do Plano de valorização da Aldeia e atividades âncora”.

 

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Centro de Portugal fortalece parcerias para valorizar recursos turísticos da região

A Turismo Centro de Portugal (TCP) integra 11 redes colaborativas da região Centro que submeteram candidaturas a fundos comunitários, no âmbito do PROVERE – Programa de Valorização Económica dos Recursos Endógenos do Centro 2030, cujas cerimónias de assinatura de alguns dos contratos de consórcio ocorreram durante a semana passada.

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Estas redes colaborativas, compostas por parceiros de áreas diversas, têm como objetivo primordial valorizar os recursos e o potencial económico dos territórios rurais e de baixa densidade, impulsionando o desenvolvimento regional.

As cerimónias de assinatura de alguns dos contratos de consórcio ocorreram durante esta semana, contando com a presença de Anabela Freitas, vice-presidente da Turismo Centro de Portugal. As candidaturas serão agora submetidas à avaliação pelo Programa Regional do Centro.

Refira-se que a TCP foi convidada para integrar os consórcios das seguintes redes colaborativas: Aldeias de Montanha; Aldeias do Xisto; Aldeias Históricas de Portugal; Center-Geoparks; iNature – Turismo Sustentável em Áreas Classificadas; Fileira dos Vinhos das Regiões Vitivinícolas da Região Centro; Náutica de Interior no Centro de Portugal; Portugal Romano; Queijos do Centro de Portugal; Rede de Quintas Ciência Viva da Região Centro; e Valorização dos Territórios Termais da Região Centro.

As redes Aldeias do Xisto, Aldeias Históricas de Portugal, iNature e Valorização dos Territórios Termais da Região Centro representam fases evolutivas de PROVERES anteriores.

Anabela Freitas destaca a importância destas parcerias refere que ao integrar estes consórcios, a Turismo Centro de Portugal “reforça o seu compromisso com o desenvolvimento regional, posicionando-se como uma entidade impulsionadora de projetos inovadores que potenciam o património e a sustentabilidade na região Centro”.

Objetivos estratégicos das 11 candidaturas

Aldeias de Montanha: Transformar as Aldeias de Montanha numa referência nacional na revitalização do espaço rural, destacando os recursos inimitáveis das serras da Estrela e Gardunha e das suas comunidades.

Aldeias Históricas de Portugal: Dar continuidade ao trabalho desenvolvido, tendo em vista a afirmação de uma rede de aldeias históricas, com património único preservado, eficientes e que contribuem para a agenda climática.

Aldeias do Xisto: Consolidar as Aldeias do Xisto como o principal ativo de desenvolvimento territorial supramunicipal do Pinhal Interior, liderando a nível regional e nacional a agenda das aldeias (natureza, comunidade, sustentabilidade e inovação).

Center-Geoparks: Promover e divulgar o património geológico e cultural dos quatro geoparques da região Centro (Estrela; Naturtejo; Oeste; e Serras de Aire e Candeeiros), como base para uma estratégia de desenvolvimento do território.

Fileira dos Vinhos das Regiões Vitivinícolas da Região Centro: Valorizar a fileira do vinho, de forma a estimular a atividade económica, a promover a atração de capital humano qualificado, a incrementar o enoturismo e a dinamizar e desenvolver os territórios.

iNature – Turismo Sustentável em Áreas Classificadas: Valorizar o património natural das áreas protegidas dos territórios de baixa densidade da região Centro, como aspeto central na construção uma oferta de excelência.

Náutica de Interior no Centro de Portugal: Posicionar a região como referência para o turismo náutico de águas interiores a nível nacional e internacional, potenciando a criação de oportunidades de negócio, emprego e valor acrescentado ao território.

Portugal Romano: Valorizar o património romano na região, promovendo uma abordagem integrada, inovadora e criativa, com vista à competitividade e atratividade dos territórios.

Queijos do Centro de Portugal: Valorizar economicamente os queijos qualificados da região, preservando os recursos naturais, os saberes tradicionais e os traços históricos característicos destes territórios e das comunidades que ao longo dos tempos os transformaram.

Rede de Quintas Ciência Viva da Região Centro: Desenvolver uma Rede de Quintas Ciência Viva, com o objetivo de promover a literacia agrícola e divulgar a inovação no mundo rural, através da valorização dos recursos locais e ecossistemas agroalimentares.

Valorização dos Territórios Termais da Região Centro: Afirmar o Centro como região líder na inovação e sustentabilidade do recurso água mineral natural, tendo em vista a competitividade da região, a fixação de população qualificada, a promoção de saúde e bem-estar e de estilos de vida saudáveis e equilibrados.

 

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