Assine já
Homepage

“Concorrência desleal” é preocupação do Capítulo das DMC’s da APAVT

A “concorrência desleal” de destinos como Espanha e a Alemanha, está, segundo Eduarda Neves, vice-presidente da APAVT e coordenadora do Capítulo de DMC’s, “a provocar milhões de perdas todos os anos” ao sector e, consequentemente, a Portugal

Raquel Relvas Neto
Homepage

“Concorrência desleal” é preocupação do Capítulo das DMC’s da APAVT

A “concorrência desleal” de destinos como Espanha e a Alemanha, está, segundo Eduarda Neves, vice-presidente da APAVT e coordenadora do Capítulo de DMC’s, “a provocar milhões de perdas todos os anos” ao sector e, consequentemente, a Portugal

Sobre o autor
Raquel Relvas Neto
Artigos relacionados

Criado há um ano no seio da Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo (APAVT), o Capítulo das Destination Management Companies (DMC’s) tem em mãos várias preocupações na prática diária da sua actividade de Meetings & Incentives (M&I).

Eduarda Neves, vice-presidente da APAVT e coordenadora do Capítulo de DMC’s, num encontro com a imprensa, explicou que houve necessidade de criar o Capítulo para tratar várias situações “que nos preocupam e que são comuns a praticamente a todos os DMC’s que pertencem ao Capítulo”.

Destas, a responsável, acompanhada por Paula Antunes, directora-geral da Compasso, Pedro Morgado, director-geral da Abreu Destination Management, e Rita Montarroio, da Imagine More, que também pertencem ao Capítulo, destaca que a questão do IVA nas actividades do sector é a mais relevante. A “concorrência desleal” de destinos concorrentes, como Espanha e a Alemanha, está, segundo Eduarda Neves, “a provocar milhões de perdas todos os anos”. Esta é uma situação que os profissionais da área verificam diariamente quando concorrem para captar eventos e incentivos para Portugal competindo com estes destinos, que permitem que os clientes possam recuperar o IVA pago pelos seus eventos nos respectivos países depois da realização dos mesmos, situação que, em Portugal não acontece. “Isto prejudica imenso a economia e o desenvolvimento do Turismo que está a melhorar, sobretudo na área dos individuais e do lazer, mas nós estamos a sentir a quebra pela perda de competitividade”.

Como a medida em Espanha, que já é por si só um concorrente natural de Portugal, foi aplicada apenas em Janeiro de 2015, a responsável explica que só este ano é que estão a sentir as implicações no negócio desta situação. “O que Espanha fez foi ilegal relativamente à legislação da União Europeia”, realça, explicando que a regra europeia prevê a aplicação do IVA sobre a margem dos eventos e incentivos.  “Em termos de destino, o prejuízo que estamos a ter é de muitos milhões de euros”, destaca.

No entanto, em algumas áreas do Turismo em Portugal a recuperação do IVA por parte do cliente é também possível, como no segmento dos PCO’s e na animação turística. Esta foi uma situação que já foi apresentada à tutela, que revelou receptividade e que tem planos para um novo pacote fiscal no próximo ano.

Outra das situações que os responsáveis apontaram como desafio para a sua actividade tem que ver com o crescimento do turismo individual e de lazer. Esta é uma situação positiva para o País, mas os profissionais revelaram existir alguma dificuldade em arranjar alojamento para os seus eventos em alguns destinos, como o Porto, Madeira e Açores, onde se verificou um aumento de companhias aéreas ‘low-cost’. Eduarda Neves explicou que no segmento de M&I existe uma facturação elevada por cada participante, por exemplo, “um incentivo ou uma reunião pode facturar por pessoa, em três noites, cinco mil euros. Não há nenhum turista individual, a não ser que vão para um hotel de luxo, que gaste cinco mil euros em três noites”. Um dos desafios é, esclarece Pedro Morgado, “o ajustamento que tem que haver, nomeadamente na hotelaria, entre aquilo que é o mercado do turismo e aquilo que é o mercado de M&I”. Esta situação leva a que os profissionais comecem a ter “problemas na captação de congressos para determinadas cidades de Portugal, porque os hotéis têm muito mais pressão de reservas mais cedo”, enquanto um congresso que é pensado a dois anos só começa a ter reservas mais perto da data do congresso. “O desafio neste momento é que os hotéis se consigam ajustar a respeitar estes bloqueios, tendo por outro lado a pressão do turista individual”, refere. “Congratulamo-nos com este boom, mas conseguirmos dinamizar eventos de M&I torna-se mais difícil”, indicam.

Outra das preocupações centra-se na formação. Eduarda Neves defende que, actualmente, as formações nas escolas de hotelaria e turismo são “muito teóricas” e que existe um desconhecimento do que existe no mercado ao nível de agências de viagens e potenciais saídas profissionais. Além de que, existe também uma necessidade de maior especialização nos cursos. “O mercado na nossa área específica exige cada vez mais especialização e isso não é dado nas escolas de turismo, é tudo muito centralizado”, indica.

Os responsáveis explicam que “na área de DMC’s quase que não há desemprego, porque exige um nível de especialização elevada. (…) Não se forma um profissional em menos de dois anos”.

Capítulo

Actualmente, o Capítulo conta com 14 DMC’s, o objectivo é integrar mais empresas deste segmento. Para tal, as DMC’s interessadas em aderir têm de cumprir alguns critérios, que foram baseados na directiva europeia para o sector, concretamente ter pelo menos três anos actividade no segmento de M&I; trabalhar com o mercado internacional; ter 70% do seu volume de negócio proveniente do segmento de M&I; seguro de responsabilidade civil com o mínimo de cobertura de um milhão de euros; e assinar o código de ética do Capítulo, além de ter de ser membro da APAVT e estar registado no Turismo de Portugal.

“Pretendemos alargar um pouco o Capítulo e trazer mais DMC’s”, frisa a responsável. A exigência dos critérios de admissão está baseada também na exigência dos próprios clientes deste segmento.

“Não somos um clube elitista, somos um grupo de profissionais que defende a qualidade do serviço que se presta em Portugal nesta área de negócio”, esclarece Pedro Morgado, referindo que o capitulo está aberto a todos os que queiram entrar desde que cumpram os critérios baseados em argumentos internacionais.

Sobre o autorRaquel Relvas Neto

Raquel Relvas Neto

Mais artigos
Artigos relacionados
Transportes

Angola exonera Conselho de Administração da TAAG

Decisão do Presidente de Angola, João Lourenço, é justificada com a necessidade de concretizar o plano de restruturação da empresa e os seus objetivos estratégicos.

O presidente de Angola, João Lourenço, exonerou todo o Conselho de Administração da TAAG - Linhas Aéreas de Angola e justificou a decisão com a necessidade de concretizar o plano de restruturação da empresa e os seus objetivos estratégicos.

Segundo uma nota da Casa Civil do Presidente da Republica de Angola, citada pela Lusa, cessam funções o Presidente do Conselho de Administração, Helder Preza, o presidente da Comissão Executiva, Rui Carreira, cinco administradores executivos e seus não executivos.

A nota, acrescenta a Lusa, remete a decisão para o Decreto Presidencial nº 186/20, de 17 de julho, que veio adequar o valor nominal do capital social da TAAG  e redefinir a estrutura acionista da empresa.

Com o referido decreto, a TAAG deixou de ser detida totalmente pelo Estado, uma vez que há "necessidade de se concretizar o Plano de Reestruturação” e “incentivar a política empresarial com o propósito de se efetivar os seus objetivos estratégicos”.

A Lusa diz ainda que a companhia aérea angolana foi fortemente atingida pelos efeitos da COVID-19, tendo registado uma quebra de 75% no número de passageiros transportados e acumulado prejuízos na ordem dos 372 milhões de dólares em 2020 (320 milhões de euros).

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Distribuição

Fotogaleria Roadshow das Viagens do Publituris em Vila Nova de Gaia

Vila Nova de Gaia foi a 2.ª paragem da 6.ª edição do Roadshow das Viagens do Publituris. O final ficou marcado para o dia seguinte, em Sintra.

A 6.ª edição do Roadshow das Viagens do Publituris começou ao Centro e viajou, depois para norte, mais concretamente, para Vila Nova de Gaia no Holiday Inn Porto Gaia.

Neste evento, que decorreu de 12 a 14 de outubro, com passagem pela Figueira da Foz, Vila Nova de Gaia e Sintra, marcaram presença 24 empresas expositoras que tiveram oportunidade de, neste retomar de alguma “normalidade”, mostrar a sua oferta a mais de 300 agentes de viagens que visitaram o evento nos três dias.

Além do networking, também houve espaço para alguma boa disposição e animação, bem como alguns prémios distribuídos por diversos expositores.

Organizado pelo Publituris, o Roadshow das Viagens contou, nesta edição de 2021, com o patrocínio da Turismo do Centro de Portugal, com a parceria da YVU e Iberobus, bem como com o apoio da Agências de Viagens e Turismo (APAVT).

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Distribuição

Fotogaleria Roadshow das Viagens do Publituris em Sintra

Sintra foi a última paragem da 6.ª edição do Roadshow das Viagens do Publituris, neste ano de 2021.

A 6.ª edição do Roadshow das Viagens do Publituris terminou no Vila Galé Sintra Resort Hotel Conference & Spa, em Sintra.

Neste evento, que decorreu de 12 a 14 de outubro, com início na Figueira da Foz, e passagem por Vila Nova de Gaia, para encerrar em Sintra, marcaram presença 24 empresas expositoras que tiveram oportunidade de, neste retomar de alguma “normalidade”, mostrar a sua oferta aos mais de 300 agentes de viagens que visitaram o evento nos três dias.

Além do networking, também houve espaço para alguma boa disposição e animação, bem como alguns prémios distribuídos por diversos expositores.

Organizado pelo Publituris, o Roadshow das Viagens contou, nesta edição de 2021, com o patrocínio da Turismo do Centro de Portugal, com a parceria da YVU e Iberobus, bem como com o apoio da Agências de Viagens e Turismo (APAVT).

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Distribuição

Fotogaleria Roadshow das Viagens do Publituris na Figueira da Foz

Depois de um ano ímpar, o Roadshow das Viagens do Publituris regressou para a 6.ª edição. Foram três dias que começaram na Figueira da Foz para, depois, rumar a Vila Nova de Gaia e terminar em Sintra.

A 6.ª edição do Roadshow das Viagens do Publituris começou ao Centro, mais concretamente, na Figueira da Foz, no Hotel Eurostars Oásis Plaza.

Neste evento, que decorreu de 12 a 14 de outubro, com passagem pela Figueira da Foz, Vila Nova de Gaia e Sintra, marcaram presença 24 empresas expositoras que tiveram oportunidade de, neste retomar de alguma “normalidade”, mostrar a sua oferta a mais de 300 agentes de viagens que visitaram o evento nos três dias.

Além do networking, também houve espaço para alguma boa disposição e animação, bem como alguns prémios distribuídos por diversos expositores.

Organizado pelo Publituris, o Roadshow das Viagens contou, nesta edição de 2021, com o patrocínio da Turismo do Centro de Portugal, com a parceria da YVU e Iberobus, bem como com o apoio da Agências de Viagens e Turismo (APAVT).

Depois da Figueira da Foz, o Roadshow das Viagens seguiu para Vila Nova de Gaia e Sintra.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Marrocos suspende voos com Alemanha, Reino Unido e Países Baixos devido ao agravamento da COVID-19

Suspensão de voos entra em vigor às 23h59 desta quarta-feira, 20 de outubro, e não tem data para terminar

As autoridades marroquinas decidiram suspender, a partir da meia-noite desta quinta-feira, 21 de outubro, os voos de e para a Alemanha, Reino Unido e Países Baixos, devido à evolução da situação da COVID-19 nestes três países.

"Suspensão pelas autoridades marroquinas, a partir de 20/10/2021 às 23:59 e até novo aviso, dos voos de e para: Alemanha, Países Baixos e Reino Unido”, anunciou o organismo marroquino que gere os aeroportos na rede social Twitter, segundo a Lusa.

A Lusa diz ainda que também a Royal Air Maroc (RAM), companhia aérea de bandeira marroquina, confirmou já a suspensão dos voos com estes três países, devido "à evolução da pandemia”.

A Lusa recorda que a Alemanha, o Reino Unido e os Países Baixos são os países europeus com os quais Marrocos possui maior número de ligações aéreas, devido às comunidades  migrantes que ali residem.

A 5 de outubro, Marrocos já tinha suspendido as ligações aéreas com a Rússia pelo mesmo motivo, uma vez que este país tem vindo a apresentar recordes diários de novos infetados pelo coronavírus SARS-Cov-2, que causa a doença COVID-19.

No Reino Unido, a situação também se tem vindo a agravar e o governo britânico já veio dizer que está a “monitorizar muito de perto” uma nova subvariante (‘AY4.2’) da mutação Delta, considerada mais contagiosa que a estirpe inicial e que se espalhou pelo Reino Unido.

Nas últimas semanas, o Reino Unido voltou, por isso, a ultrapassar os 40 mil casos por dia de COVID-19, numa taxa de incidência que, indica a Lusa, é muito maior do que a do resto da Europa, ainda que o número de infeções também esteja a aumentar nos Países Baixos e na Alemanha.

Em Marrocos, cerca de 54% da população já recebeu uma dose da vacina contra a COVID-19 e 43% tem a vacinação completa, mas a meta das autoridades marroquinas passa por vacinar 80% da população, cerca de 30 milhões de pessoas.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

easyJet abre primeiro lounge no aeroporto de Londres-Gatwick

Primeiro lounge da easyJet no aeroporto de Londres-Gatwick abre esta quinta-feira, 21 de outubro, e fica localizado no terminal norte da infraestrutura aeroportuária.

A easyJet inaugura esta quinta-feira, 21 de outubro, o seu primeiro lounge no aeroporto de Londres-Gatwick, espaço que fica localizado no terminal norte da infraestrutura aeroportuária e que se afirma como "um espaço ideal para o trabalhar, relaxar ou entreter".

"Os passageiros terão acesso a espaços confortáveis para comer, beber, trabalhar ou até mesmo brincar antes do seu voo", refere a easyJet em comunicado, explicando que o novo lounge tem disponíveis pacotes de acesso de uma, duas e três horas, cujos preços começam nos 18,50 euros.

Neste lounge, que a easyJet abre em colaboração com o No1 Lounges, os passageiros têm acesso a uma "grande oferta de menus complementares quentes e frios com uma seleção de pratos atraentes, preparados na hora e servidos às suas mesas", além de uma gama de pratos self-service,  bebidas quentes e frias.

O lounge da easyJet em Gatwick, aeroporto onde a easyJet é a maior companhia aérea a operar, conta também com pratos inspirados no destino, que mudam a cada trimestre, assim como com uma carta de cocktails servidos na própria sala de espera.

O primeiro lounge da easyJet no aeroporto de Gatwick disponibiliza também Wi-Fi gratuito e áreas para trabalhar com pontos de recarga convenientes, assim como "uma escolha de lugares para jantar e um local para relaxar com bebidas refrescantes" e "áreas onde as famílias podem desfrutar e divertir-se, nomeadamente na sala de televisão e na sala de jogos".

"Este lançamento é oportuno, uma vez que estamos a verificar uma recuperação no Reino Unido, não só para viagens de lazer onde os destinos solares de Inverno se estão a revelar cada vez mais populares, como também para os viagens de negócios, que estão a regressar em maior número comparando com o período antes da pandemia", justifica Rachael Smith, Diretor de Propostas Comerciais e Inovação para a easyJet.

A easyJet refere ainda que "todos os passageiros que viajam através do Terminal Norte do Aeroporto de Londres Gatwick podem utilizar o lounge, reservando-o, independentemente da companhia aérea ou da classe do bilhete em que viajam", sendo também possível aceder ao espaço mesmo sem possuir reserva, bastando apresentar o cartão de embarque easyJet à entrada da sala de espera.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Análise

Digitalização é fundamental no futuro do turismo sem esquecer as pessoas

Uma das conclusões retiradas da 2.ª edição da Conferência Hotel 4.0 Talks, organizada pela AHRESP, foi que a transformação digital é fundamental no turismo, mas pessoas continuam em primeiro lugar.

“Estamos bem posicionados, mas podemos melhorar e proporcionar melhores experiências aos turistas. O digital ajuda-nos a ter experiências fluidas, mas o digital não é o que nós queremos, mas sim o que os clientes querem. Por isso, a transição digital só faz sentido se as pessoas forem as suas beneficiárias”, referiu  Luís Araújo, Presidente do Turismo de Portugal, esta terça-feira, 19 no âmbito da 2.ª edição da Conferência Hotel 4.0 Talks, iniciativa promovida em Coimbra pela AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, e que teve como tema a transição digital como fator de sustentabilidade no turismo.

A progressiva transformação digital da atividade turística, nomeadamente da hoteleira, é verdadeiramente fundamental, mas os empresários não podem nunca esquecer-se de que as pessoas estão em primeiro lugar. Esta foi uma das conclusões da conferência.

“O turismo, e a hotelaria em particular, são setores que, há muito, lideram esta transformação. Mas não podemos ver a tecnologia como um fim em si mesmo. A digitalização ajuda a simplificar as soluções, mas a digitalização não é desumanização: as pessoas serão sempre essenciais no processo. Com esta transformação, estamos a caminhar para um futuro em que as pessoas irão ocupar funções onde realmente acrescentam valor”, explicou Tiago Quaresma, vice-presidente da AHRESP e administrador do grupo O Valor do Tempo.

“Nem tudo precisa de ser digitalizado. É preciso conhecer o cliente e perceber o que ele quer que esteja digitalizado. A digitalização não deve estar à frente das necessidades, mas sim o contrário”, sublinhou Roberto Antunes, Diretor Executivo do Centro de Inovação do Turismo.

Já Luís Ferreira, CEO da Birds & Trees, lembrou que a transformação digital em curso e a recente pandemia alteraram o panorama geral. “O mercado do turismo mudou. O mercado de 2021 não é o mesmo de 2019. Os turistas estão cada vez mais seletivos e autónomos. Hoje, três quartos do tempo da compra de uma viagem são usados sem contacto com empresas, pelo utilizador, sozinho. O turista está, muitas vezes, mais digitalizado que o hotel”, frisou.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Agosto faz disparar receitas turísticas mas ainda longe dos valores de 2019

Segundo o Banco de Portugal (BdP), em agosto, as receitas turísticas dispararam e cresceram 48,3%, somando 2.014,00 milhões de euros, mas ainda ficam 32,5% abaixo de igual mês de 2019.

As receitas turísticas dispararam em agosto e cresceram 48,3%, somando 2.014,00 milhões de euros, valor que, no entanto, continua 32,5% abaixo dos 2.982,98 milhões de euros apurados em igual mês de 2019, quando a pandemia ainda não se fazia sentir, de acordo com os dados divulgados esta quarta-feira, 20 de outubro, pelo Banco de Portugal (BdP).

Os dados do BdP mostram que, em agosto, as receitas turísticas, que se encontram pelos gastos dos turistas estrangeiros em Portugal, subiram 74,8% face ao valor apurado no mês anterior, quando este indicador se tinha ficado pelos 1.152,38 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 861,62 milhões de euros.

"O crescimento das exportações de viagens e turismo (48,3%) foi o que mais contribuiu para o aumento do excedente da balança de serviços", indica o BdP, no comunicado divulgado com os números de agosto.

Tal como as exportações, também as importações turísticas, que resultam dos gastos dos portugueses no estrangeiro, aumentaram em agosto e cresceram 46,7%, passando de um total de 338,65 milhões de euros no oitavo mês do ano passado para 496,66 milhões de euros em agosto de 2021.

Face a agosto de 2019, continua, no entanto, a existir uma quebra nas importações do turismo e que chega aos 17,3%, uma vez que, no oitavo mês do último ano antes da pandemia, as exportações somavam 600,98 milhões de euros, o que indica uma descida de 104,32 milhões de euros.

A subir esteve também o saldo da rúbrica Viagens e Turismo, que chegou aos 1.517,33 milhões de euros, num aumento de 48,8% face aos 1.019,78 milhões de euros apurados em agosto de 2020. Ainda assim, em comparação com agosto de 2019, também o saldo desta rubrica continua a apresentar uma descida, que chegou aos 36,3%, uma vez que, nessa altura, o montante do saldo era de 2.382,00 milhões de euros.

O BdP diz ainda que "as receitas de turistas provenientes de França, Espanha e Reino Unido, os três principais países de origem das receitas de turistas não residentes, apesar de continuarem aquém dos níveis pré-pandemia (agosto de 2019), aumentaram em relação a julho de 2021 e a agosto de 2020".

No caso de França, as receitas turísticas somaram 615,27 milhões de euros, enquanto as receitas provenientes de turistas espanhóis alcançaram os 320,87 milhões de euros e o mercado do Reino Unido gerou receitas de 223,6  milhões de euros.

No acumulado do ano até agosto, as receitas turísticas somam 5.554,12 milhões de euros, valor que já ultrapassa o registado em igual período de 2020, quando este indicador ficou nos 5428,41 milhões de euros, o que traduz um aumento modesto de 2,3%.

No entanto, em comparação com o acumulado até agosto de 2019, a descida continua a ser bastante expressiva e traduz uma quebra de 56,1%, já que, nessa altura, o valor acumulado das receitas turísticas chegava aos 12,662,77 milhões de euros.

 

Sobre o autorInês de Matos

Inês de Matos

Mais artigos
Destinos

Venezuela restringe voos internacionais por tempo indeterminado

Autoridades venezuelanas justificam a decisão com a necessidade de “garantir a saúde dos cidadãos que residem na Venezuela, através de políticas que permitam mitigar os efeitos ocasionados pela pandemia”.

As autoridades venezuelanas prolongaram, por tempo indeterminado, as restrições às operações aéreas internacionais em vigor no país e justificam a decisão com a necessidade de "garantir a saúde dos cidadãos que residem na Venezuela, através de políticas que permitam mitigar os efeitos ocasionados pela pandemia gerada pela COVID-19".

Segundo a Lusa, a informação foi divulgada através de um comunicado do Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) venezuelano, no qual se informa "o público em geral, exploradores aéreos e agentes de viagem que continuam as restrições às operações aéreas da aviação comercial, aviação geral e privada" de e para o país.

Apenas estão autorizadas, de "forma excecional", "as operações aéreas comerciais para o transporte de passageiros, carga e correio" entre a Venezuela e a Turquia, o México, o Panamá, a República Dominicana, a Bolívia e a Rússia.

As autoridades da aviação civil venezuelanas não precisam, no entanto, por quanto tempo vão estas restrições ser mantidas, esperando-se, no entanto, que venham a vigorar por mais de 30 dias, o tempo normal para restrições às operações aéreas.

Recorde-se que as restrições às operações aéreas na Venezuela começaram a 12 de março de 2020, inicialmente apenas para voos provenientes da Europa e da Colômbia, tendo, depois, sido estendida também a nível global, com o propósito de travar a pandemia da COVID-19 no país.

Desde março de 2020 que a Venezuela está em confinamento preventivo e atualmente tem um sistema de sete dias de flexibilização, seguidos de sete dias de confinamento rigoroso. Internamente, a Venezuela permite a realização de voos comerciais durante os dias de quarentena flexibilizada.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Cuba elimina quarentena obrigatória a 7 de novembro

Eliminação da quarentena é uma das medidas que antecedem a reabertura de Cuba ao turismo, prevista para 15 de novembro.

Os viajantes internacionais que cheguem a Cuba deixam de ter de realizar a quarentena obrigatória a partir de 7 de novembro, informou o ministro do Turismo, Juan Carlos García, que anunciou o fim da quarentena como uma das medidas que antecipam a reabertura total do turismo no país, prevista para 15 de novembro.

De acordo com o jornal espanhol Hosteltur, tal como o fim da quarentena, também a apresentação de um teste PCR negativo para a COVID-19 deixa de ser exigida a 7 de novembro, passando a ser apenas necessário apresentar prova de vacinação, sendo aceite a imunização com qualquer uma das vacinas atualmente existentes contra a COVID-19.

Já os menores de 12 anos não precisam apresentar teste negativo nem prova de vacinação, mas as autoridades cubanas vão, no entanto, manter a vigilância epidemiológica, assim como o uso obrigatório de máscara.

No caso dos cubanos residentes, que estejam de regresso ao país, passa a existir a obrigação de se apresentarem num centro de saúde no prazo de 48 horas depois do regresso a Cuba, devendo ainda realizar um teste antígeno no sétimo dia depois da chegada ao país.

De acordo com Juan Carlos García, a reabertura "controlada" do turismo em Cuba só é possível devido à vacinação massiva dos cubanos, que, em novembro, deve chegar a 90% da população residente nesta ilha das Caraíbas.

O Hosteltur recorda que, desde abril de 2020, que Cuba suspendeu os voos comerciais e charter com o objetivo de travar a disseminação da COVID-19, e apenas reabriu os aeroportos em outubro do ano passado, ainda que com uma redução de voos provenientes dos EUA, México, Panamá, Bahamas, Haiti, República Dominicana e Colômbia.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos

Toda a informação sobre o sector do turismo, à distância de um clique.

Assine agora a newsletter e receba diariamente as principais notícias do Turismo. É gratuito e não demora mais do que 15 segundos.

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.