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“Concorrência desleal” é preocupação do Capítulo das DMC’s da APAVT

A “concorrência desleal” de destinos como Espanha e a Alemanha, está, segundo Eduarda Neves, vice-presidente da APAVT e coordenadora do Capítulo de DMC’s, “a provocar milhões de perdas todos os anos” ao sector e, consequentemente, a Portugal

Raquel Relvas Neto
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“Concorrência desleal” é preocupação do Capítulo das DMC’s da APAVT

A “concorrência desleal” de destinos como Espanha e a Alemanha, está, segundo Eduarda Neves, vice-presidente da APAVT e coordenadora do Capítulo de DMC’s, “a provocar milhões de perdas todos os anos” ao sector e, consequentemente, a Portugal

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Criado há um ano no seio da Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo (APAVT), o Capítulo das Destination Management Companies (DMC’s) tem em mãos várias preocupações na prática diária da sua actividade de Meetings & Incentives (M&I).

Eduarda Neves, vice-presidente da APAVT e coordenadora do Capítulo de DMC’s, num encontro com a imprensa, explicou que houve necessidade de criar o Capítulo para tratar várias situações “que nos preocupam e que são comuns a praticamente a todos os DMC’s que pertencem ao Capítulo”.

Destas, a responsável, acompanhada por Paula Antunes, directora-geral da Compasso, Pedro Morgado, director-geral da Abreu Destination Management, e Rita Montarroio, da Imagine More, que também pertencem ao Capítulo, destaca que a questão do IVA nas actividades do sector é a mais relevante. A “concorrência desleal” de destinos concorrentes, como Espanha e a Alemanha, está, segundo Eduarda Neves, “a provocar milhões de perdas todos os anos”. Esta é uma situação que os profissionais da área verificam diariamente quando concorrem para captar eventos e incentivos para Portugal competindo com estes destinos, que permitem que os clientes possam recuperar o IVA pago pelos seus eventos nos respectivos países depois da realização dos mesmos, situação que, em Portugal não acontece. “Isto prejudica imenso a economia e o desenvolvimento do Turismo que está a melhorar, sobretudo na área dos individuais e do lazer, mas nós estamos a sentir a quebra pela perda de competitividade”.

Como a medida em Espanha, que já é por si só um concorrente natural de Portugal, foi aplicada apenas em Janeiro de 2015, a responsável explica que só este ano é que estão a sentir as implicações no negócio desta situação. “O que Espanha fez foi ilegal relativamente à legislação da União Europeia”, realça, explicando que a regra europeia prevê a aplicação do IVA sobre a margem dos eventos e incentivos.  “Em termos de destino, o prejuízo que estamos a ter é de muitos milhões de euros”, destaca.

No entanto, em algumas áreas do Turismo em Portugal a recuperação do IVA por parte do cliente é também possível, como no segmento dos PCO’s e na animação turística. Esta foi uma situação que já foi apresentada à tutela, que revelou receptividade e que tem planos para um novo pacote fiscal no próximo ano.

Outra das situações que os responsáveis apontaram como desafio para a sua actividade tem que ver com o crescimento do turismo individual e de lazer. Esta é uma situação positiva para o País, mas os profissionais revelaram existir alguma dificuldade em arranjar alojamento para os seus eventos em alguns destinos, como o Porto, Madeira e Açores, onde se verificou um aumento de companhias aéreas ‘low-cost’. Eduarda Neves explicou que no segmento de M&I existe uma facturação elevada por cada participante, por exemplo, “um incentivo ou uma reunião pode facturar por pessoa, em três noites, cinco mil euros. Não há nenhum turista individual, a não ser que vão para um hotel de luxo, que gaste cinco mil euros em três noites”. Um dos desafios é, esclarece Pedro Morgado, “o ajustamento que tem que haver, nomeadamente na hotelaria, entre aquilo que é o mercado do turismo e aquilo que é o mercado de M&I”. Esta situação leva a que os profissionais comecem a ter “problemas na captação de congressos para determinadas cidades de Portugal, porque os hotéis têm muito mais pressão de reservas mais cedo”, enquanto um congresso que é pensado a dois anos só começa a ter reservas mais perto da data do congresso. “O desafio neste momento é que os hotéis se consigam ajustar a respeitar estes bloqueios, tendo por outro lado a pressão do turista individual”, refere. “Congratulamo-nos com este boom, mas conseguirmos dinamizar eventos de M&I torna-se mais difícil”, indicam.

Outra das preocupações centra-se na formação. Eduarda Neves defende que, actualmente, as formações nas escolas de hotelaria e turismo são “muito teóricas” e que existe um desconhecimento do que existe no mercado ao nível de agências de viagens e potenciais saídas profissionais. Além de que, existe também uma necessidade de maior especialização nos cursos. “O mercado na nossa área específica exige cada vez mais especialização e isso não é dado nas escolas de turismo, é tudo muito centralizado”, indica.

Os responsáveis explicam que “na área de DMC’s quase que não há desemprego, porque exige um nível de especialização elevada. (…) Não se forma um profissional em menos de dois anos”.

Capítulo

Actualmente, o Capítulo conta com 14 DMC’s, o objectivo é integrar mais empresas deste segmento. Para tal, as DMC’s interessadas em aderir têm de cumprir alguns critérios, que foram baseados na directiva europeia para o sector, concretamente ter pelo menos três anos actividade no segmento de M&I; trabalhar com o mercado internacional; ter 70% do seu volume de negócio proveniente do segmento de M&I; seguro de responsabilidade civil com o mínimo de cobertura de um milhão de euros; e assinar o código de ética do Capítulo, além de ter de ser membro da APAVT e estar registado no Turismo de Portugal.

“Pretendemos alargar um pouco o Capítulo e trazer mais DMC’s”, frisa a responsável. A exigência dos critérios de admissão está baseada também na exigência dos próprios clientes deste segmento.

“Não somos um clube elitista, somos um grupo de profissionais que defende a qualidade do serviço que se presta em Portugal nesta área de negócio”, esclarece Pedro Morgado, referindo que o capitulo está aberto a todos os que queiram entrar desde que cumpram os critérios baseados em argumentos internacionais.

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Meeting Industry

“Winds of Change” marca tema do 33.º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo

O congresso organizado pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) decorre de 16 a 18 de novembro.

A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) desvendou esta terça-feira o programa do 33.º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, que este ano decorre de 16 a 18 de novembro em Fátima, no Centro Pastoral Paulo VI.

Sob o tema “Winds of Change”, a associação assegura em comunicado que a edição deste ano “irá abrir com uma visão da sociedade aos dias de hoje e dos principais temas fraturantes transversais, para depois mergulhar em temas mais específicos da Hotelaria”.

“Têm sido anos de desafios e ameaças, tão inéditas quanto inesperadas – pandemia, guerra e inflação –, com consequências e impactos inegáveis no nosso setor de atividade, num calendário que está ainda por definir. Ignorar tudo o que já mudou, e ainda poderá mudar, ou agir recorrendo a lógicas e mecanismos do passado, dificilmente se constituirá como uma solução válida, ou fórmula vencedora”, defende a AHP em comunicado.

Nesse sentido, a associação declara que este é “o momento de ‘redesenhar o jogo’, enfrentando, juntos, estes ventos de mudança”. O programa completo do congresso, que aborda temas como a sustentabilidade, a captação de recursos humanos e as tendências e desafios do wellbeing para a indústria hoteleira, pode ser consultado aqui.

As inscrições para o Congresso encontram-se abertas até 11 de novembro. Para lá dos associados da AHP, também os associados da ADHP e da ACISO – Associação Empresarial de Ourém têm condições especiais de inscrição. Conheça as condições e inscreva-se no website do congresso.

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Destinos

TripWonder estreia-se em Lisboa

A nova plataforma online que quer revolucionar a forma como viajamos, TripWonder, acaba de chegar a Lisboa.

Com uma aposta em itinerários personalizados e na experiência e conhecimentos de pessoas locais, a TripWonder, que se estreia em Lisboa, quer mudar a forma como se viaja e como se experiência cada destino.

A nova plataforma promete, assim, mostrar os lugares mais escondidos de uma cidade, pouco turísticos que merecem mesmo a pena visitar, as melhores atrações para quem quer fugir das enchentes de turistas, ou que restaurantes recomendam os locais.

Para tal, isso, a startup portuguesa conta com uma plataforma com dezenas de “Locals” (pessoas locais) que a ajudam a garantir uma experiência totalmente personalizada e genuína, mesmo antes da chegada ao destino. No site da Tripwonder os “Travelers” poderão encomendar itinerários com base numa vasta seleção de interesses escolhidos por si previamente. Com essa informação os Locais registados na plataforma preparam as recomendações perfeitas com os conhecimentos de quem melhor conhece o destino.

Numa primeira fase, a startup decidiu apostar na cidade de Lisboa para lançar a sua nova plataforma online e conta já com mais de 26 lisboetas dispostos a desvendar todos os segredos da cidade.

Para quem está a pensar visitar a capital portuguesa, basta entrar no site da TripWonder, preencher o formulário com as informações necessárias, incluindo o destino, duração da viagem, categorias de interesse e orçamento, e a seguir é só selecionar um “Local” para desenhar o itinerário perfeito para a sua estadia.

A plataforma oferece ainda uma opção de criação de itinerários urgentes para pedidos de última hora que garantem um roteiro personalizado em apenas 24h.

 

 

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Glion
Emprego e Formação

Glion Institute of Higher Education nomeia novos profissionais

A escola de hospitalidade e gestão de luxo com campus na Suíça e em Londres passa a contar com novos docentes no início deste ano letivo.

O Glion Institute of Higher Education, uma escola especializada em hospitalidade e gestão de luxo com campus na Suíça e Londres, anunciou novas nomeações de docentes no início do ano académico 2022/23.

Nesse sentido, Mariam Megally é agora a nova diretora do programa da Glion’s Master’s in Hospitality, Entrepreneurship and Innovation. Sediada na Suíça, Mariam traz para o mestrado “uma vasta experiência empresarial internacional centrada nas competências empresariais”, como indicado em comunicado. Iniciou a carreira como consultora na McKinsey & Co antes de entrar no setor empresarial de alimentos e bebidas na Starbucks e Nestlé, um percurso que culminou com as funções de diretora de Inovação Estratégica Global da Starbucks para a Nestlé.

Desde 2012, Mariam tem trabalhado como professora de Estratégia para o MBA Executivo na Solvay Brussels School, no Vietname. É também juíza e mentora do acelerador Global Mass Challenge, onde fornece mentoria para as empresas em fase de arranque em matéria de alimentação e sustentabilidade.

A partir de 1 de outubro, a equipa da Glion passou também a contar com Eleonora Cattaneo como diretora no Master’s in Luxury Management and Guest Experience. Anteriormente, a profissional lecionava a cadeira de Building Brand Equity no mesmo mestrado. Com um doutoramento em Marketing pela Universidade de Pavia em Itália, um MBA pela SDA Bocconi, e um BA pela Universidade de Bristol, Eleonora Cattaneo centra a sua investigação em rebranding, marca de património e comportamento de compra sustentável no campo do luxo.

Antes de entrar na Glion, esta profissional foi diretora de educação executiva na Swiss Education Group. Foi também chefe de programa do mestrado em Gestão de Marcas de Luxo na Regent’s University e membro do corpo docente da SDA Bocconi em Milão, onde concebeu e dirigiu programas de educação executiva e MBA.

Novos cargos de direção estendem-se à Glion Londres

Entretanto, Debra Adams assume o cargo de diretora do programa Master’s in Real Estate, Finance and Development, com sede no campus da Glion em Londres.

Anteriormente, ocupou cargos em várias escolas de hotelaria no Reino Unido e na Suíça, sendo especialista em formações de finanças hoteleiras dirigidas a profissionais de finanças e chefes de departamento operacionais em hotéis, restaurantes e instalações de lazer. Debra é também administradora e membro do Conselho Nacional de Supervisão do Instituto de Hotelaria e Restauração.

Por fim, Nicholas Northam também se junta à Glion London para lecionar a cadeira de Global Real Estate Markets no mestrado em Imobiliário, Finanças e Desenvolvimento. Durante a sua carreira de 40 anos no ramo da hotelaria, Nicholas foi diretor-geral de vários hotéis Marriott e foi diretor de operações da Marriott no Reino Unido. Além disso, passou mais de uma década na gestão de ativos, mais recentemente como vice-presidente executivo da Interstate Hotels and Resorts, a maior empresa de gestão da Europa e o braço internacional da Aimbridge Hospitality.

“Cada uma destas nomeações é estrategicamente significativa para a Glion ao iniciarmos o novo ano académico”, afirma em comunicado Michel Philippart, diretor-executivo do Glion Institute of Higher Education.

“Tenho o prazer de receber [estes profissionais] em apoio ao crescente interesse pelos nossos mestrados, não só em hospitalidade, mas também em campos adjacentes, tais como o imobiliário, experiência de hóspedes de luxo, e empreendedorismo, que constituem agora quase metade dos percursos de carreira prosseguidos pelos nossos estudantes”, termina.

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Destinos

África quer transformar o turismo para crescimento e oportunidades

A África compromete-se a repensar o setor do turismo e o seu papel central na condução do crescimento e das oportunidades em todo o continente.

A 65ª sessão da Comissão Regional da OMT para África, que reuniu cerca de 25 Ministros do Turismo e representantes de alto nível de 35 países, bem como líderes do setor privado, teve lugar na Tanzânia. Poucos dias após a OMT celebrar o Dia Mundial do Turismo, o encontro abraçou o tema desse dia de ‘ Repensar o Turismo’ , com foco em inovação, branding, emprego e educação e parcerias.

No seu discurso de boas-vindas, o Secretário-Geral da OMT, Zurab Pololikashvili destacou “o turismo em África tem uma longa história de recuperação. E mostrou a sua resiliência novamente. Muitos destinos estão relatar fortes números de chegadas, mas devemos olhar além dos números e repensar como o turismo funciona para que o nosso setor possa aproveitar o seu potencial único de transformar vidas, impulsionar o crescimento sustentável e oferecer oportunidades em toda a África”.

A reunião da Comissão Regional da África foi realizada no momento em que a recuperação do turismo está em andamento em todo o continente.

De acordo com os dados mais recentes da OMT, nos primeiros sete meses do ano, as chegadas internacionais em toda a África aumentaram 171% em relação aos níveis de 2021, impulsionadas em grande parte pela procura regional.

Para ajudar os membros a capitalizar a retoma do setor e construir maior sustentabilidade e resiliência, a OMT está a priorizar empregos e formação juntamente com investimentos maiores e mais direcionados ao turismo.

As discussões na reunião da Comissão centraram-se na recuperação imediata e a longo prazo do turismo em todo o continente, inclusive através da redefinição do roteiro da Agenda da OMT para África 2030. Os principais tópicos destacados pelos participantes de alto nível incluíram a aceleração do turismo para o crescimento inclusivo, o avanço da sustentabilidade do setor e o papel das parcerias público-privadas para alcançar esses dois objetivos.

Paralelamente, também foi discutida a maior relevância da conectividade aérea, incluindo viagens aéreas de baixo custo no continente, bem como a necessidade premente de apoiar as pequenas e médias empresas na obtenção das ferramentas digitais e do conhecimento de que precisam para competir.

 

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Hotelaria

Antigo Hotel de Turismo da Guarda sai do Programa REVIVE

O Governo decidiu desafetar o antigo Hotel de Turismo da Guarda do Programa REVIVE, por o mercado não ter respondido às ofertas públicas e porque “urge recorrer a soluções alternativas”.

Um despacho do Governo publicado esta terça-feira determina “a desafetação do Programa REVIVE do imóvel do domínio privado do Instituto do Turismo de Portugal, I. P., denominado Hotel Turismo da Guarda, sito na cidade da Guarda”.

A decisão, segundo o texto publicado em Diário da República deste terça-feira, o Executivo justifica a decisão, referindo que “urge recorrer a soluções alternativas que permitam estancar a degradação contínua do imóvel e promover o respetivo aproveitamento económico, em benefício do Estado e da economia nacional”.

Refira-se que o Programa REVIVE foi lançado com o objetivo de promover a requalificação e o subsequente aproveitamento turístico de um conjunto de imóveis do Estado com valor arquitetónico, patrimonial, histórico e cultural, que se encontravam degradados.

É neste quadro que o antigo Hotel Turismo da Guarda foi afeto ao programa. No entanto, após várias tentativas e esforços desenvolvidos, o mercado não respondeu às sucessivas ofertas públicas para a exploração privada do imóvel.

O edifício foi vendido em 2010, pela Câmara Municipal, então liderada Joaquim Valente, ao Turismo de Portugal, por 3,5 milhões de euros, para ser recuperado e transformado em hotel de charme com escola de hotelaria, mas o projeto não saiu do papel e o imóvel mantém-se de portas fechadas e a degradar-se.

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Transportes

PSD quer ouvir ex-ministro João Leão no parlamento por causa das obras na Portela

O PSD pretende esclarecer “de quem é a responsabilidade” pelos atrasos na realização de obras no aeroporto da Portela, depois de o ‘chairman’ da ANA ter acusado o ex-ministro das Finanças de ter sido uma “força de bloqueio nas obras do aeroporto”.

O PSD pediu uma audição urgente do ex-ministro das Finanças João Leão na Assembleia da República para esclarecer “de quem é a responsabilidade” pelos atrasos na realização de obras no aeroporto da Portela.

No requerimento, dirigido ao presidente da comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, o social-democrata Afonso Oliveira, o PSD salienta que quando o setor do turismo “vem sistematicamente pedindo o aumento da capacidade aeroportuária da capital, é de supor que o governo faça tudo ao seu alcance para satisfazer essa pretensão”.

“É do conhecimento público que, a par com a escolha da localização do novo aeroporto de Lisboa, o governo socialista de António Costa assumiu responsabilidades conjuntamente com a ANA-Aeroportos de Portugal para o reforço da capacidade do aeroporto de Lisboa, como forma de ganhar tempo e não desperdiçar receitas dos turistas chegados por via aérea”, é referido no texto.

Os deputados do PSD fazem referência às declarações do Presidente do Conselho de Administração da ANA – Aeroportos de Portugal “que acusa o ex-ministro das Finanças dr. João Leão de ter rejeitado seis pedidos para avançar com obras de melhoria no aeroporto de Lisboa apesar “do empenho do ministro Pedro Nuno Santos”.

O PSD salienta que “qualquer obra de infraestruturas precisa da aprovação da Unidade Técnica de Acompanhamento de Projetos (UTAP), que está sob a tutela do Ministério das Finanças, e que, durante o mandato de João Leão, este “disse que não” às “seis cartas de pedidos” para avançar com as obras de melhoria na Portela”.

“É inacreditável que um governo possa ter no seu seio governantes que não se entendam relativamente aos projetos mais estruturantes para o país, desperdiçando potenciais receitas naturais que depois procura compensar pela manutenção de uma carga fiscal inaudita, ambos sob a orientação de um primeiro-ministro que parece não ter o dom da decisão”, lamentam os deputados do PSD.

Neste contexto, o grupo parlamentar social-democrata quer ouvir João Leão “no sentido de esclarecer de quem é a responsabilidade de retardar a realização de obras no aeroporto da Portela e o pretendido aumento da sua capacidade de receber passageiros”.

Recorde-se que no passado dia 30 de setembro, em entrevista à agência Lusa, o ex-ministro das Finanças João Leão considerou as declarações do ‘chairman’ da ANA, que o acusou de ter sido força de bloqueio nas obras do aeroporto, “infelizes” e “desapropriadas”, revelando, diz, “desconhecimento” sobre o processo de decisões num governo.

“Acho estranho isso ser dito passado um ano. Acho que a ser dito deveria ter sido dito na altura. Parecem-me declarações que são infelizes e desapropriadas”, disse João Leão, quando questionado sobre as declarações do presidente do Conselho de Administração da ANA, José Luís Arnaut.

Três dias antes, na VI Cimeira do Turismo Português, o ‘chairman’ da ANA afirmou esperar que com o novo ministro das Finanças, Fernando Medina, sejam autorizadas as obras de melhoria do aeroporto de Lisboa, depois de João Leão ter sido uma “força de bloqueio”.

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Alojamento

Assembleia Municipal do Porto aprova suspender registos de AL no centro histórico e Bonfim

Aprovada a 7 de outubro pelo executivo da Câmara do Porto, a proposta de suspensão de novos registos de Alojamento Local (AL) nas freguesias do centro histórico e do Bonfim, entra em vigor esta terça-feira, 11 de outubro, e vigorará por um período de seis meses.

A Assembleia Municipal do Porto aprovou esta terça-feira, 11 de outubro, a suspensão de novos registos de Alojamento Local (AL) nas freguesias do centro histórico e do Bonfim, com a oposição a considerar que a decisão “peca por tardia”.

A suspensão de novos registos de Alojamento Local nas duas freguesias foi aprovada com os votos favoráveis do movimento independente “Aqui Há Porto”, PS, BE, PAN e CDU, e com a abstenção do PSD, Chega e de três deputados do movimento independente.

Pelo PSD, o eleito Rodrigo Passos disse “não ser possível votar favoravelmente” a suspensão de uma atividade que “tantos benefícios trouxe à cidade”.

Considerando que a suspensão de novos registos é “um penso pequeno para uma grande ferida”, o social-democrata lembrou que foi o Alojamento Local que permitiu “reabilitar locais que jamais seriam reabilitados” na cidade.

“Num momento como este, em que vemos uma inflação galopante, partirmos para a suspensão de novos licenciamentos levanta diversos perigos”, destacou Rodrigo Passos, apelando ao executivo para que seja célere na apresentação do esboço do regulamento e considerando que “este desafio não se resolverá com medidas avulsas”.

Também o eleito pelo PS, Rui Lage, destacou que o AL foi “uma força motriz importantíssima” para a reabilitação dos centros históricos das cidades, em particular, do Porto, lembrando que em muitos momentos este foi “uma tábua de salvação” para muitas famílias.

Destacando que teria sido “conveniente e útil” que o setor tivesse sido regulado mais cedo, o socialista saudou, no entanto, a “sensatez” do executivo e apelou, à semelhança do PSD, à rápida concretização do documento.

“A notícia do advento do regulamento do AL é boa. Aguardamos a proposta e não falharemos em dar o nosso contributo”, adiantou Rui Lage.

Já a eleita do BE, Susana Constante Pereira, congratulou-se com a “mudança de rumo do executivo”, ainda que lamentando que a suspensão “peque por tardia”.

“O momento é tardio face à crise que já se vive na cidade”, defendeu Susana Constante Pereira, dizendo serem necessárias “medidas ativas”.

“Não só o executivo deve assumir o compromisso de acompanhar a suspensão com um regulamento robusto, como políticas públicas que recuperem o edificado habitacional”, acrescentou.

Também o deputado único do PAN, Paulo Vieira de Castro, salientou a necessidade de regular o AL na cidade, considerando, no entanto, que se “impõe cautela e salvaguarda do interesse público”.

“A regulação em falta pode vir a trazer harmonia para o futuro”, referiu.

Pela CDU, o eleito Rui Sá destacou que o turismo foi e é “um aspeto positivo para a cidade”, mas que “muitas vezes a diferença entre o remédio e o veneno está na dose”.

“O AL traduziu-se na cidade do Porto em problemas que todos estamos a sentir”, referiu, lembrando que apesar dos apelos feitos em 2018, a câmara “escolheu a opção ideológica de que o mercado se autorregulava”.

“A Câmara já deveria ter feito o seu trabalho de casa e ter o regulamento”, defendeu, apelando, no entanto, para que o documento seja posto à consideração do executivo “o mais rápido possível”.

Por sua vez, o eleito pelo movimento independente “Aqui Há Porto”, José Maria Montenegro, destacou o investimento feito pelos proprietários de AL na cidade do Porto, dizendo que a suspensão não representa “um ataque ou desrespeito” pelos proprietários.

“Não é desrespeito por esse investimento. Não há nenhuma suspensão da atividade, quem lá está, continua”, disse.

José Maria Montenegro rejeitou ainda que o regulamento do AL tenha por base “preconceitos” ou “diretórios ideológicos”.

A suspensão da autorização de novos registos de estabelecimentos de alojamento local na União de Freguesias de Cedofeita, St. Ildefonso, Sé, Miragaia, S. Nicolau, Vitória e na Freguesia do Bonfim tem “efeitos imediatos”, entrando em vigor nesta terça-feira.

A suspensão vigorará por um período de seis meses, “prorrogável por igual período, ou, em alternativa, se esta ocorrer primeiro, até à entrada em vigor do regulamento”.

A proposta de suspensão foi aprovada a 7 de outubro pelo executivo da Câmara do Porto com os votos favoráveis dos vereadores do movimento independente de Rui Moreira, do PS, BE e CDU e com a abstenção do PSD.

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Transportes

Tráfego aéreo nacional recupera pelo 19.º mês consecutivo, diz NAV Portugal

Apesar de ainda ter quebras face a 2019, que foi um ano de referência para a aviação, o tráfego aéreo nacional continua a recuperar e, em setembro, voltou a aproximar-se dos níveis pré-pandemia, avança a NAV Portugal.

Apesar de ainda apresentar quebras face a 2019, que tinha sido um ano de referência para a aviação, o tráfego aéreo nacional continua a recuperar e, em setembro, voltou a aproximar-se dos níveis pré-pandemia, de acordo com a NAV Portugal, que assinala a trajetória de crescimento que se mantém desde março de 2021.

“Se excetuarmos os meses de junho e julho deste ano, onde a quebra verificada foi
respetivamente de 5,4 e de 6,2% face aos mesmos meses de 2019, ano de referência para a aviação, a trajetória de crescimento ocorre desde março de 2021”, indica a NAV Portugal, num comunicado divulgado esta terça-feira, 11 de outubro.

Na região de informação de voo de Lisboa, a NAV Portugal diz que, em setembro, foram registados 54.554 movimentos, o que representa uma diminuição de 4,6% face aos 57.210 voos registados no mês de setembro de 2019.

“Em termos médios, neste mês foram controlados 1.818 voos IFR (Instruments Flight Rules) diários, registando-se uma perda de 88 voos diários face a setembro de 2019”, acrescenta a empresa que gere o tráfego aéreo nacional.

Já na zona de voo de Santa Maria, houve 13.918 movimentos em setembro, traduzindo-se num decréscimo de 6,6% face aos 14.894 voos controlados no mesmo mês de 2019.

“Em termos médios foram controlados este mês 464 voos IFR por dia, tendo-se registado uma perda de 33 voos diários face a setembro de 2019”, refere ainda a NAV na informação divulgada.

No acumulado desde janeiro até setembro, a NAV Portugal diz que foram registados 450.494 voos em Lisboa, o que corresponde a uma quebra de 42.605 voos face a igual período de 2019. Já na região de voo de Santa Maria, foram controlados 121.620 voos até setembro, menos 4.847 que em período homólogo de 2019.

 

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Mundial do Qatar impulsiona reservas de voos para a região do Golfo

As reservas para a região do Golfo estão a registar um crescimento exponencial para o período do Mundial de Futebol que se realiza de 20 de novembro a 18 de dezembro, no Qatar.

O Campeonato do Mundo de Futebol do Qatar, a realizar de 20 de novembro a 18 de dezembro, está a impulsionar as reservas para o país do Médio Oriente, segundo indica uma análise realizada pela ForwardKeys.

Os números da consultora mostram que as reservas provenientes dos 31 países que participam no Mundial organizado pela FIFA para o Qatar, bem como para os Emirados Árabes Unidos (EAU), onde muitos dos fãs irão permanecer durante o evento, estão 10 vezes acima dos níveis pré-pandemia.

Em termos de crescimento, o país de origem com performance mais forte, para o período em que decorre a prova, são os Emirados Árabes Unidos, com um aumento 103 maior que no ano de 2016, ano que serve de benchmark, já que entre 2017 e 2021 as viagens entre os dois destinos estavam canceladas devido a uma crise diplomática.

Em segundo lugar, aparece o México, com uma procura 79 maior que no mesmo período de 2019, seguido da Argentina (+77 vezes) e Espanha (+53 vezes).

A forte performance dos EAU é explicada pela falta de alojamento no Qatar, esperando-se que muitas pessoas permaneçam nos EAU e voem durante o dia para o Qatar em dias de jogos. Atualmente, as viagens de um dia representam 4% de todas as chegadas ao Qatar durante o Campeonato do Mundo, 85% das quais têm origem nos Emirados Árabes Unidos.

Apesar da exigência de apresentar um teste COVID-19 negativo para entrar no Qatar, a popularidade do torneio é tanta que já foram feitas milhões de buscas online por voos para o país organizador do Mundial nos primeiros nove meses do ano. Segundo as contas da ForwardKeys, 12% são para viagens com origem nos EAU, 12% dos EUA, 7% de Espanha, 7% da Índia, 6% do Reino Unido e 6% da Alemanha.

O torneio, que se realiza pela primeira vez no Médio Oriente, “beneficiará toda a região do Golfo, já que as reservas de voos para os países da região durante toda a competição estão atualmente 16% acima do normal, enquanto para a fase de grupos as reservas estão 61% acima”, refere a ForwardKeys em nota de imprensa.

Uma análise mais aprofundada revela que muitos visitantes que se deslocam ao Campeonato do Mundo também estão a viajar para outros destinos na região. A ForwardKeys indica que “o número de viajantes que fica pelo menos duas noites no Qatar e, pelo menos mais duas noites noutro país da região do Golfo, é 16 vezes maior do que antes da pandemia em 2019”.

O Dubai é, de longe, o maior beneficiário dessa tendência, captando 65% das visitas, seguido de Abu Dhabi (14%), Jeddah (8%), Mascate (6%) e Medina (3%). Já o mercado de origem mais importante para estes “turistas regionais” são, segundo a análise da ForwardKeys, “os EUA, que é responsável por 26% das visitas, seguidos do Canadá (10%), Reino Unido (9%) e França, México e Espanha, cada um com 5%”.

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Alojamento

Há 10 hotéis portugueses entre os nomeados aos Prémios de Excelência Condé Nast Johansens 2023

Os hotéis portugueses estão nomeados em várias categorias destes galardões de referência para o setor da hotelaria europeia, que vão ser entregues a 7 de novembro, no hotel Kimpton Fitzroy London, na capital  britânica.

Portugal conta com 10 hotéis entre os nomeados para os Prémios de Excelência Condé Nast Johansens 2023, galardões de referência para o setor da hotelaria, que vão ser entregues a 7 de novembro, no hotel Kimpton Fitzroy London, na capital  britânica.

Os hotéis portugueses estão nomeados para os Prémios de Excelência da Europa e Zona do Mediterrâneo e concorrem nas categorias de ‘Best for Romance’, ‘Best Small & Exclusive Property’, ‘Best Dining Experience’, ‘Best Waterside Hotel (Riverside, Lakeside, Seaside)’, ‘Best Countryside Hotel’, ‘Best Breakfast’, ‘Best for Weddings, Parties & Celebrations’, e ‘Best for Meetings and Conferences’.

Solar do Castelo – A Lisbon Heritage Collection (Best Romance); Verride Palácio de Santa Catarina (Best Small & Exclusive Property); The Albatroz Hotel (Best Dining Experience); Domes Lake Algarve (Best Waterside Hotel); Terra Nostra Garden Hotel (Best Countryside Hotel); Santiago de Alfama – Boutique Hotel e Quinta Jardins do Lago (Best Breakfast); Torre de Gomariz Wine & Spa Hotel (Best Weddings, Parties & Celebrations); e Palácio Estoril Hotel Golf & Wellness e The Lodge (Best for Meetings & Conferences) são os hotéis portugueses nomeados.

As votações para escolher os melhores hotéis da Europa e Mediterrâneo estão abertas até 24 de outubro e estão disponíveis aqui.

 

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