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Governo cria equipa especializada para captação de congressos e eventos corporativos

A par da captação de novos eventos e congressos para esbater a sazonalidade, Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, anuncia ainda um novo pacote de fiscalidade para o Turismo em 2017.

Raquel Relvas Neto
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Governo cria equipa especializada para captação de congressos e eventos corporativos

A par da captação de novos eventos e congressos para esbater a sazonalidade, Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, anuncia ainda um novo pacote de fiscalidade para o Turismo em 2017.

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Captar congressos e eventos corporativos para Portugal de “forma agressiva” a nível internacional vai ser o objectivo da equipa especializada que a Secretaria de Estado do Turismo vai desenvolver.

Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, no âmbito da abertura do IV Congresso da APECATE, que aconteceu este fim-de-semana, no Montebelo Vista Alegre, em Ílhavo, afirmou que os números do Turismo, onde se destacam também os das empresas de animação turística, “são óptimos”, contudo, ressalvou, “temos muito a fazer e não podemos baixar os braços”.

É com esta intenção de apresentar soluções para aquelas que foram identificadas como “fragilidades sérias” de Portugal no sector turístico que o actual Governo pretende lançar várias medidas, algumas das quais já anunciadas anteriormente. Uma das que se destaca, no que à área de eventos e congressos diz respeito, é a criação de uma equipa especializada para a captação de congressos e eventos corporativos que vai trabalhar “de forma agressiva internacionalmente em adequação com os convention bureau”.

Ao Publituris, a responsável explicou que “no fundo, queremos é ter uma espécie de ponta de lança agressiva, que ajude a posicionar Portugal e a captar congressos, mas trabalhando lá fora de uma forma combativa, para haver uma primeira imagem de força de Portugal para trazer congressos. Neste momento, o Turismo de Portugal já está a trabalhar na solução e estamos, em paralelo, a construir uma plataforma de divulgação da nossa oferta instalada relativamente a sítios com capacidade para receber congressos. Ou seja, vamos disponibilizar online que tipo de equipamentos temos e onde se encontram, associado a isto a disponibilização de um calendário online dos eventos e congressos que vão ser realizados, para que possam planear a sua actividade em função deste”.

Ana Mendes Godinho sublinhou que uma das fragilidades de Portugal é a falta de percepção dos mercados internacionais e a dificuldade que se tem na capacidade de “transmitir para fora a oferta cultural e de animação” que o País tem. “Temos que dar visibilidade ao que temos (…) e captar negócios”, destacou.

“Estamos também, em resultado de um trabalho articulado com as associações do sector, a dar um novo gás ao fundo de captação de congressos que, da avaliação que fazemos, teve pouca adesão. Percebemos que precisa de um novo fôlego para ter aqui alguma capacidade de ser mais utilizado e de responder a problemas de sazonalidade”, exaltou. Ao Publituris, a responsável explicou que ” o que estamos a fazer é redimensioná-lo e tentar definir critérios que permitam criar mecanismos mais apelativos”, ou seja, que incentive “a desconcentração temporal e geográfica dos eventos e dos congressos”. “Que este instrumento sirva para conseguir captar eventos para zonas onde eles normalmente não acontecem e que sirva no combate à sazonalidade”, conclui.

Fiscalidade 

A Confederação do Turismo Português, perante a presença da secretária de Estado do Turismo apelou à diminuição do IVA no golfe e nos espectáculos, mas também um “aprofundamento da legislação laboral mais adequado”; e ainda uma maior flexibilidade para a criação de riqueza e de empresas.

Em resposta, a secretária de Estado do Turismo destacou que o Governo está “a trabalhar ao nível da fiscalidade. Como sabem vai ser reposto o IVA na restauração (previsto para Julho deste ano) e, em 2017, vamos desde já começar a trabalhar num pacote de fiscalidade para o Turismo”.

Francisco Calheiros, presidente da CTP, realçou ainda que a transversalidade do Turismo traz-lhe também problemas que não são directamente do sector, indicando  que “a maioria dos problemas do Turismo surgem de fora do sector”. No que diz respeito a esta situação, Ana Mendes Godinho adiantou, como exemplo, que já foram encetadas as conversações com o ministro da Cultura, João Soares, e a directora-geral do Património, Paula Silva, de forma a se “desenvolver um programa de utilização do Património para colocá-lo a ser usado de forma fácil pelas pessoas”. A responsável acrescentou que actualmente está a ser realizado o levantamento do património que pode ser colocado “de forma fácil ao uso das pessoas e dos turistas”.

A secretária de Estado do Turismo acrescentou ainda o desenvolvimento que está a ser efectuado ao nível do acesso ao financiamento por parte das empresas, cuja nova versão dos protocolos bancários foi entregue à CTP ainda no dia 29.

Ao nível da formação, concretamente no que à área da animação turística diz respeito, Ana Mendes Godinho indicou que também é necessário no sector “garantir uma ligação entre a oferta formativa e a necessidade da procura”, além de se ter que perceber que “o Turismo é muito mais do que as profissões que estamos habituados”.

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Transportes

Emirates recebe o seu 123º avião A380

Confirmando-se como o maior operador mundial dos A380, a Emirates caba de assinalar a entrada na sua frota do 123º avião desta gama, fabricado pela Airbus.

A Emirates assinalou, esta quinta-feira, a entrada na sua frota do 123º avião A380, confirmando-se como o maior operador mundial deste icónico aparelho, também ele avião comercial do mundo.

O momento, que serviu também para marcar o compromisso de 21 anos da Emirates com o fabricante Airbus, é encarado pela transportadora aérea, como mais uma demonstração do otimismo na recuperação da indústria da aviação, e ao aumento da procura no setor.

A Emirates foi a primeira companhia aérea a anunciar a compra de um A380 no Farnborough Air Show, no ano 2000. A partir daí, coordenou-se um forte compromisso com a Airbus, do qual decorreu rapidamente uma nova solicitação de 15 novos A380, anunciada no Dubai Air Show do ano seguinte, apenas seis semanas após os atentados do 11 de Setembro, que desafiaram fortemente a indústria.

O último A380 da Emirates apresenta os mais recentes produtos de assinatura da companhia aérea, incluindo as Private Suites e Shower Spas na Primeira Classe, o popular Onboard Bar, a sua nova cabine Premium Economy, e os mais recentes sistemas de entretenimento a bordo.

No Dubai Airshow de 2021, em novembro, a Emirates anunciou ainda um programa de reequipamento de 52 dos seus atuais A380, que passarão a estar equipados com as cabines Premium Economy e outras atualizações.

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Meeting Industry

10.º Congresso da APECATE nos dias 8 e 9 de março de 2022 em Guimarães

O 10º Congresso da APECATE está marcado para os dias 08 e 09 de Março do próximo ano, em Guimarães, para discutir um conjunto de temas que interessam não só às atividades que representa, como ao turismo em geral.

O 10º Congresso da APECATE já tem data e local de realização. Vai ter lugar nos dias 08 e 09 em Guimarães.

Em comunicado, a Associação que congrega e representa as empresas de congressos, animação turística e eventos de Portugal, indica que “neste momento de transição de uma forte crise provocada pela pandemia da Covid-19 para um novo contexto de endemia, todo o setor está a reajustar modelos, estruturar produtos, apostando na recuperação económica e num futuro melhor”.

Neste âmbito, o Congresso irá abordar vários temas, que passam pelos custos de contexto, as necessidades de ordenamento, a melhoria dos processos de promoção e venda, assim como a criação de redes com todos os intervenientes do turismo.

Guimarães vai aproveitar a presença dos participantes do 10º Congresso da APECATE para divulgar a sua oferta turística, com destaque para o que existe a área da animação turística.

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Análise

Estudo: Hotelaria e Turismo procuram profissionais cada vez mais qualificados

O estudo anual da empresa de recrutamento Michael Page revela que na hotelaria e turismo há uma tendência de maior procura de candidatos com formação universitária, competências comerciais, capacidades comunicativas e de liderança.

O ambiente profissional na hotelaria e turismo tornou-se mais competitivo, incerto, globalizado e altamente digitalizado, acentuando a importância do capital humano e da gestão do talento para a diferenciação das empresas. Esta é uma das conclusões do estudo da Michael Page, que avança as tendências de recrutamento para 2022.

A análise da empresa de recrutamento sobre a evolução das principais tendências de recrutamento para o próximo ano para quadros executivos em empresas de grandes dimensões, nomeadamente nos setores da hotelaria e turismo, destaca a crescente profissionalização que se traduz por uma maior procura de candidatos com formação universitária, competências comerciais, capacidades comunicativas e de liderança.

Refere a consultora que, apesar de ter sido uma das mais afetadas pela pandemia, a área de hotelaria e do turismo continua a ser uma referência no plano económico português, e que a tendência em 2022 é  idêntica à de 2021, marcada pela estabilidade de salários e virada para a procura de funções de gestão e otimização do negócio, caso de perfis de direção geral, chefe de cozinha e sales manager.

Na restauração, diz a análise, continua a procura de posições mais operacionais, mas com um foco mais analítico, estratégico e de gestão, enquanto, nas agências de viagens online destaca-se a procura de perfis como product managers ou business developers com um foco claro no digital.

Nas funções de direção, reforçam-se as cláusulas de proteção à mudança para mitigar o efeito da incerteza e a movimentação no mercado de talentos, e reforça-se o salário emocional

A flexibilidade, o trabalho remoto e benefícios ao nível da saúde, educação e reforma são fatores importantes para o candidato aceitar uma proposta em qualquer setor, nomeadamente da hotelaria e do turismo, diz a Michael Page.

Relativamente às competências, apesar da criatividade e a técnica serem valorizadas, surgem também outras skills como a capacidade de análise ou a otimização de custos.

 

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Portugal conquistou 12 prémios World Travel Awards

Portugal arrecadou, esta quinta-feira, 12 prémios na 28ª edição mundial dos World Travel Awards WTA), considerados os óscares do turismo.

No total, Portugal arrecadou, esta quinta-feira, 12 prémios na 28ª edição mundial dos World Travel Awards WTA), considerados os óscares do turismo, contra 26 galardões conquistados na edição europeia, que teve lugar em outubro passado.

A Madeira foi considerada o Melhor Destino Insular do Mundo e o Algarve recebeu a distinção de Melhor Destino de Praia do Mundo, enquanto a Melhor Atração de Turismo de Aventura do Mundo, foi para os Passadiços do Paiva, e o prémio de Turismo Responsável foi atribuído ao projeto Dark Sky Alqueva.

Os World Travel Awards distinguiram também a TAP em duas categorias – Melhor Companhia Aérea para África e Melhor Companhia Aérea para a América do Sul, a Parques de Sintra – Monte da Lua como a Melhor Empresa do Mundo em Conservação, pelo 9º ano consecutivo.

Na lista dos vencedores constam ainda quatro hotéis nacionais: Olissippo Lapa Palace Hotel, como Melhor Hotel Clássico do Mundo; Pestana Porto Santo, como Melhor Resort de Luxo de Praia e Lifestyle; Conrad Algarve, como Melhor Hotel de Luxo de Lazer; e L’AND Vineyards, em Montemor-o-Novo, distinguido como Melhor Hotel de Região Enoturística.

Destaque também para a Amazing Evolution que volta a trazer para Portugal o prémio de Melhor Operador de Boutique Hotel do Mundo.

 

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Hilton Porto Gaia eleito “Melhor Empreendimento Turístico” de 2021

Aberto desde o final de setembro, o cinco estrelas do centro histórico de Vila Nova de Gaia resulta de um investimento de mais de 40 milhões de euros.

Publituris

O Hilton Porto Gaia recebeu, recentemente, o prémio de “Melhor Empreendimento Turístico” de 2021, distinção atribuída durante a 14.ª edição dos Prémios CONSTRUIR (publicação do grupo Workmedia, detentor do Publituris), uma iniciativa que tem como objetivo reconhecer e homenagear os melhores projetos, empresas e instituições no setor da Construção.

O recém-inaugurado hotel de cinco estrelas do centro histórico de Vila Nova de Gaia foi distinguido na categoria de Imobiliário.

O Hilton Porto Gaia resulta de um acordo de franchising com a Sabersal – Promoção Turística e Imobiliária e de um investimento de mais de 40 milhões de euros. Depois de uma intensiva e cuidadosa obra de requalificação de antigos armazéns de Vinho do Porto, um trabalho desenvolvido pelo atelier de arquitetura ARQ 2525, liderado pelo experiente arquiteto Miguel Miranda, o hotel abriu as portas no final de setembro.

No total, o Hilton Porto Gaia ocupa uma área útil de cerca de 32 mil m2, divididos por oito pisos, e oferece 194 quartos e suites. Fazendo justiça à sua vocação para o segmento MICE, dedica ainda cerca de 2.200 m2 às salas de eventos e reuniões, com destaque para um “ballroom”, com capacidade total para cerca de 600 pessoas, e um auditório totalmente equipado.

Espaço ainda para um Wellness Center, com um total de 1.100 m2, um restaurante e dois bares. Toda a decoração é assinada pela premiada designer portuguesa Nini de Andrade Silva.

 

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Edição presencial da ITB Berlim 2022 cancelada

Pelo segundo ano, a ITB Berlim só conhecerá uma versão online. Os crescentes casos de COVID-19, devido à nova variante Ómicron, levaram a organização do evento a cancelar a edição presencial de 2022.

Victor Jorge

A Messe Berlin, responsável pela organização da ITB Berlim, anunciou esta quinta-feira, 16 de dezembro, o cancelamento do evento presencial que se deveria realizar nos próximos dias 9 a 13 de março de 2022.

Em nota publicada no site, a organização refere que “a ITB Berlim 2022 não acontecerá como originalmente planeado”, avançando ainda que, “devido aos últimos desenvolvimentos a Messe Berlin não pode oferecer aos seus expositores e parceiros a certeza de planeamento necessária com a realização de uma ITB Berlim presencial no início de março”.

A situação atual com pandemia e a nova variante Ómicron, bem como as restrições de viagens mais rígidas e os limites impostos ao número de pessoas que podem participar de grandes eventos, levaram a Messe Berlin a dar esse passo.

“Fizemos todo o possível para que fosse possível realizar novamente a ITB Berlim como um evento presencial na capital alemã”, lê-se na nota.

A organização diz ainda que “todas as reservas de stands dos expositores principais para a ITB Berlim 2022 serão canceladas e as faturas de taxas já pagas serão reembolsadas”. Os pedidos de ingressos para expositores e visitantes comerciais também serão cancelados ou não serão faturados. Atualizações diárias sobre o novo conceito estarão disponíveis a partir de janeiro em itb.com.

Assim, o evento de 2022 será realizada de forma virtual, com transmissão, estando garantido o Digital Business Day.

“Em março de 2023, a ITB Berlin estará de volta com um evento presencial”, diz a organização, estando previsto o evento ser inaugurado a 8 de março no Berlin Exhibition Grounds.

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Victor Jorge

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airBaltic vai abrir base operacional em Tampere

A airBaltic anunciou que irá abrir, em maio do próximo ano, uma nova base operacional na cidade finlandesa de Tampere, passando a oferecer seis novas ligações diretas, para além dos voos para Riga.

Publituris

A airBaltic vai abrir, e maio de 2022, uma nova base operacional em Tampere, passando a conectar a cidade finlandesa com seis novas ligações diretas, para além das operações que, há quase cinco anos, disponibiliza para Riga, na Letônia.

Em conferência de imprensa o CEO da transportadora aérea letã, Martin Gauss, referiu que “a nossa decisão de abrir uma nova base em Tampere mostra o nosso forte compromisso com esta cidade e oferecerá opções de viagem mais convenientes e acessíveis para muitos passageiros finlandeses”.

A partir de maio de 2022, a airBaltic realizará voos diretos de Tampere para Oslo (Noruega) e Copenhaga (Dinamarca), Frankfurt e Munique (ambos na Alemanha), além de destinos de sol e lazer como Málaga (Espanha) e Rodes (Grécia), a preços desde 49 euros (só ida).

Atualmente, a airBaltic oferece mais de 70 destinos diretos de Riga, Tallinn e Vilnius. Em setembro, lançou voos diretos de Riga para a Tenerife e Dubai.

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Airbnb propõe regras comuns para combater especulação imobiliária na UE

A Airbnb propôs, esta quinta-feira, uma harmonização das regras comunitárias para facilitar aos cidadãos da União Europeia a partilha de casa própria, e permita aos governos lutar contra a especulação imobiliária.

Publituris

A Airbnb propôs esta quinta-feira uma harmonização das regras comunitárias para facilitar aos cidadãos da União Europeia (UE) a partilha de casa própria, ao mesmo tempo que permite aos governos lutar contra a especulação imobiliária.

Esta contribuição da Airbnb é uma resposta à consulta da Comissão Europeia sobre alugueres a curto prazo, na qual também se comprometeu a apoiar as autoridades na implementação desta proposta.

A proposta, segundo refere a Airbnb em comunicado, oferece uma solução para as atuais regras desatualizadas e fragmentadas que existem em grande parte da UE, e permitiria a milhões de cidadãos beneficiarem desta atividade, ao mesmo tempo que abordaria os desafios associados aos especuladores imobiliários e ao turismo de massas.

Refira-se que, nos últimos meses, a plataforma tem liderado os apelos para que a Comissão Europeia lance a sua consulta em paralelo para trabalhar na Diretiva dos Serviços Digitais, e para facilitar aos governos a disponibilização dos instrumentos de que necessitam para regular eficazmente os alugueres de curto prazo, tendo em conta que na UE existem 1,34 milhões de anfitriões.

O número de empregos gerados na UE graças às viagens na plataforma aumentou para 5,1 empregos por 1000 hóspedes em 2020, contra 4,7 por 1000 hóspedes em 2019, impulsionado pelo aumento dos gastos dos hóspedes e estadias mais longas.

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“Os tempos de resposta são essenciais para captar uma reserva”

James Jin, diretor de tecnologia da Dida Travel, fecha a trilogia de entrevista feitas à Dida Travel. O executivo da empresa chinesa destaca que o tempo de resposta a uma pesquisa é fulcral.

Victor Jorge

A navegação na Internet tem vindo a sofrer grandes alterações ao longo do tempo. A “impaciência” dos internautas tem aumentado à medida que a velocidade da Internet tem progredido. Atualmente, velocidade quer dizer, também, tempo de resposta que deverá ser reduzido ao mínimo. Ou melhor, tempo de espera é coisa do passado. Agora é o “já”, o “imediato”. Por isso, James Jin, diretor de tecnologia da Dida Travel, admite que os “endpoints” regionais podem realmente responder com as informações necessárias de forma compatível, relevante e, essencialmente, rápida.

Como é que o índice “look-to-book” evoluiu no espaço da distribuição de viagens durante a COVID?
Na última década, tem havido uma tendência de aumento constante do índice “look-to-book” em relação ao ano anterior, mas, desde a COVID, essa realidade acelerou ainda mais. Na verdade, agora estamos vendo taxas de “look-to-book” de cerca de 80.000: 1, acima dos 20.000: 1 em 2019.

Qual a razão para tal situação?
Resumindo, a COVID fez com que as pessoas gastassem mais tempo na procura e menos tempo na reserva. Ou melhor, entre fazer várias reservas por medo de restrições ou simplesmente procurar inspiração, o índice de reservas líquidas caiu muito.

Além disso, à medida que os operadores lutam mais para conseguir uma reserva, exploram mais canais, o que significa uma gama de produtos ainda maior para pesquisar.

Esse fenómeno é verificado somente na China ou é global?
Este é um fenómeno global e, sinceramente, não estamos a ver muita diferença entre os dados na China e os que nos chegam do Ocidente.

O que isso significa para o setor de distribuição?
O poder de computação necessário para trabalhar com níveis tão altos de índices de “look-to-book” é imenso. Apenas os que possuem recursos económicos e tecnológicos para investir, são capazes de lidar com isso. A verdade é que esta realidade tornar-se-á cada vez mais um problema para aqueles que não conseguem acompanhar estas exigências.

Isto também significa que todos dependerão mais de suporte externo, já que lidar com estas procuras internamente não é viável economicamente e, francamente, é uma distração.

Que tipo de índice “look-to-book” consegue a DidaTravel trabalhar?
Muitos distribuidores não permitem que o índice de “look-to-book” vá além de um rácio de 1 em 50.000, mas na DidaTravel trabalhamos com um rácio de até 1 em 500.000.

Num mundo de milhões, senão biliões de pesquisas por hora, ser capaz de trabalhar com um índice e rácio altos, pode fazer uma enorme diferença nas reservas líquidas para um hotel, por exemplo, obtendo receitas onde outros estão a perder.

Mas que importância possui essa capacidade de resposta relativamente aos dados a trabalhar?
Quando uma empresa tem vários “endpoints” em todo o mundo, quando alguém faz uma solicitação de dados por meio de pesquisa, estes são atendidos pela localização geográfica mais próxima.

Por que isso é importante no ecossistema de distribuição global de viagens?
Os tempos de resposta são essenciais para captar uma reserva. Há muitas evidências que mostram que, se uma página leva mais de um segundo a carregar, as pessoas não clicam nela, ou melhor, saem e vão para outra.

Mas esse tem sido o caso há anos. O que está a gerar a necessidade de uma capacidade de resposta mais rápida?
Isso é parcialmente impulsionado pelo aumento da procura da relação “look-to-book”. Isto é, cada vez mais os dados são necessários, cada vez têm de ser mais rápidos, e uma maneira de melhorar isso é ter servidores locais para reduzir os tempos de resposta. Mas essa necessidade também é, parcialmente, impulsionada pelos ambientes regulamentares e técnicos locais em diferentes regiões em todo o mundo, o que significa que apenas os “endpoints” regionais podem realmente responder com as informações necessárias de forma compatível e relevante.

Na DidaTravel, investimos fortemente para ter essa capacidade de resposta de dados distribuída, possuindo, por exemplo, terminais na China, em Hangzhou e Hong Kong, além de Londres e São Francisco.

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“Existem muitas pessoas na casa dos 20 anos que têm dinheiro e querem gastar quantias significativas em experiências de viagens de luxo”

Depois de Rikin Wu, diretor-executivo da Dida Travel, ter dado uma perspetiva global sobre a realidade das viagens na China, Nicky Ussamarn, diretor comercial da empresa, salienta a importância da comunicação multicanal e, especificamente, dos social media para captar o turista chinês.

Victor Jorge

A China foi a primeira economia a voltar à curva ascendente quando falamos em crescimento económico. Por isso, o turista chinês está ávido de viajar e não está muito preocupado com as questões financeiras. E aí as gerações mais novas têm um papel importante. Há que saber chegar a elas.

A economia de viagens da China cresceu exponencialmente nas últimas décadas. É expectável que continue em alta?
A economia de viagens da China continuará a crescer fortemente, mas conforme amadurecemos, sabemos que esse crescimento não será tão rápido e certamente começará a evoluir de uma maneira muito diferente.

Quais serão as maiores diferenças neste “novo normal”?
A concorrência será muito diferente. A indústria de viagens na China é um setor relativamente novo e, como tal, as marcas estavam até, recentemente, focadas apenas num crescimento massivo, envolvendo viajantes de primeira viagem na esperança de ganhar a sua lealdade para o resto da vida. Até certo ponto, essas marcas nem competiam entre si, havia tantas oportunidades.

O que motivou isso?
Duas coisas aconteceram. Em primeiro lugar, a China tornou-se um mercado muito mais maduro, o que significa que não há muito mais novos clientes a serem conquistados, ou pelo menos não na mesma proporção. E, em segundo lugar, a COVID basicamente matou a maioria das empresas que não estavam tendo lucro e viviam de pedidos intermináveis de financiamento.

Que exemplos nos pode dar?
Anteriormente, as agências de viagens competiam em preço, às vezes até oferecendo não apenas grandes descontos, mas também serviços e produtos que causavam prejuízos. Isso vai acabar agora. Em vez disso, os operadores de viagens competirão em vários campos, como a qualidade do seu serviço, a gama de produtos disponíveis, a tecnologia, cliente e fidelidade à marca, etc.. Na verdade, o mercado chinês foi-se tornando um pouco mais parecido com o mercado de viagens ocidental.

Redes sociais como canal de vendas
As redes sociais são, claramente, um elo de sucesso na promoção de uma marca, produto ou destino de viagem e, geralmente, funcionam bem no atendimento ao cliente. Mas como é que este canal pode ser ou tornar-se num verdadeiro argumento de venda?
Este não é um conceito completamente novo. Os programas de marketing de afiliados têm recompensado os influenciadores dos social media há algum tempo, quando um post sobre o seu produto ou serviço leva a uma reserva. Mas agora as próprias plataformas também estão a entrar em ação e procuram tornar-se agência de viagens.

Mas como é que uma plataforma de social media pode transformar-se num agente de viagens?
Quando um utilizador de uma rede social está a navegar num vídeo ou conteúdo sobre uma experiência de viagem específica ou destino em geral, a plataforma fornece uma página de sugestão de conteúdo de viagem onde os utilizadores podem fazer reservas.

No fundo, é um serviço baseado em localização. Trata-se de vender viagens, mas não da maneira que os agentes de viagens online fazem hoje.

A Dida Travel já faz isso?
Sim, temos já uma parceria com uma das principais plataformas de social media da China para oferecer um interface dinâmico de dados e estamos a conversar com muitas outras pessoas em todo o mundo sobre esta capacidade e funcionalidade.

Que tipo de viajante faz uma reserva de viagem por meio de uma plataforma de social media?
Este é um público da Geração Z, ou seja, aqueles nascidos entre 1995 e 2009. Como todos sabemos, são fortemente influenciados pelo que veem e leem nas redes sociais e, mais importante, não são influenciados pelos media tradicional e veem a compra nas redes sociais como regra. Isso significa que, se quiser entrar em contato com eles e fazer com que comprem os seus serviços, esse é basicamente o único caminho a percorrer.

A Geração Z tem até 25 anos, mas alguns têm somente 12 anos. As agências e operadores de viagens ocidentais deveriam realmente ter esses viajantes como prioridade?
No Ocidente, esse público pode não ser considerado rico o suficiente ou não ser um decisor, mas na China não é o caso. Existem muitas pessoas na casa dos 20 anos que têm dinheiro e querem gastar quantias significativas em experiências de viagens de luxo.

Aqueles na extremidade mais jovem da escala da Geração Z podem não ter chegado ainda a esse patamar de conseguirem decidir em função das questões financeiras, mas se quiser construir futuros clientes e clientes fiéis, este é um bom lugar para começar. Há, hoje, cerca de 250 milhões de chineses com menos de 15 anos de idade e a economia está a crescer mais rápido do que no Ocidente.

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