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China investe 11 mil milhões de euros em infraestruturas aeronáuticas

A China planeia investir este ano cerca de 77 mil milhões de yuan (10,7 mil milhões de euros) na construção de infraestruturas aeronáuticas, sobretudo aeroportos, informou hoje a Administração da Aviação Civil da China (CAAC). Num comunicado, citado pelo jornal oficial Diário do Povo, o organismo anunciou o arranque da construção de 11 projectos chave… Continue reading China investe 11 mil milhões de euros em infraestruturas aeronáuticas

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China investe 11 mil milhões de euros em infraestruturas aeronáuticas

A China planeia investir este ano cerca de 77 mil milhões de yuan (10,7 mil milhões de euros) na construção de infraestruturas aeronáuticas, sobretudo aeroportos, informou hoje a Administração da Aviação Civil da China (CAAC). Num comunicado, citado pelo jornal oficial Diário do Povo, o organismo anunciou o arranque da construção de 11 projectos chave… Continue reading China investe 11 mil milhões de euros em infraestruturas aeronáuticas

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A China planeia investir este ano cerca de 77 mil milhões de yuan (10,7 mil milhões de euros) na construção de infraestruturas aeronáuticas, sobretudo aeroportos, informou hoje a Administração da Aviação Civil da China (CAAC).
Num comunicado, citado pelo jornal oficial Diário do Povo, o organismo anunciou o arranque da construção de 11 projectos chave e 52 obras de expansão ou modernização de infraestruturas já existentes.

Já o segundo aeroporto internacional de Pequim, que deverá estar concluído em 2019 e terá capacidade para acolher anualmente 100 milhões de passageiros, “está em bom andamento”, lê-se na mesma nota.

Com um orçamento a rondar os 70 mil milhões de yuan (9.781 milhões de euros), a infraestrutura nova visa aliviar o actual aeroporto da capital chinesa, o segundo mais movimentado do mundo.

Citado pelo Diário do Povo, o diretor adjunto da CAAC, Dong Zhiyi, revelou que a China pretende construir 66 novos aeroportos nos próximos cinco anos, aumentando para 272 o número destas infraestruturas em todo o país.

O “gigante” asiático superou em 2011 os Estados Unidos da América como o maior emissor mundial de turistas e, em 2015, cerca de 120 milhões de chineses viajaram para fora do país, um acréscimo de 16% relativamente ao ano anterior, notícia a Lusa.

 

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Qatar Airways abre nova rota para a capital do Uzbequistão a 17 de janeiro

Operação para Tashkent vai contar com dois voos por semana, operados em aviões A320, com 12 lugares em executiva e 120 em económica.

A Qatar Airways vai começar a voar para Tashkent a partir de 17 de janeiro de 2022, disponibilizando dois voos por semana entre Doha e a capital do Uzbequistão, informou a companhia aérea do Qatar em comunicado.

De acordo com a Qatar Airways, os voos para Tashkent vão ser operados em aviões A320, com capacidade para 12 passageiros em business e 120 em classe económica.

“Vemos um tremendo potencial de crescimento na Ásia central e este novo serviço para Tashkent vai servir para impulsionar as oportunidades comerciais e atrair turistas que querem descobrir este belo destino”, afirma Akbar Al Baker, CEO da companhia aérea.

A capital do Uzbequistão está no centro da Rota da Seda, é a maior cidade da Ásia central e, segundo a Qatar Airways, além de “paisagens únicas”, oferece uma “gastronomia variada e diversos locais para ver e descobrir”.

Os voos à partida de Doha para Tashkent decorrem às segundas e sextas-feiras, com saída pelas 18h55, enquanto a chegada está prevista para as 00h30+1. Em sentido contrário, as partidas da capital do Uzbequistão decorrem às terças e sábados, pelas 01h50, chegando a Doha às 04h00, sempre em horários locais.

 

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AHRESP pede nova prorrogação da linha de microcrédito do Turismo de Portugal

Associação considera que o impacto das novas medidas adotadas para conter a pandemia justifica a prorrogação do período de carência desta linha de apoio por mais um ano.

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) veio esta terça-feira, 30 de novembro, pedir uma nova prorrogação do período de carência da linha de microcrédito do Turismo de Portugal, uma vez que, defende a associação, as novas medidas adotadas para conter a pandemia voltaram a “perturbar os negócios” das empresas de restauração e hotelaria, o que justifica “o reforço dos apoios à tesouraria”.

“As recentes medidas anunciadas pelo Governo, bem como o clima generalizado de perda de confiança nos consumidores e turistas, estão mais uma vez a perturbar os negócios das nossas empresas, pelo que é da maior urgência o reforço dos apoios à tesouraria, como a prorrogação do período de carência da linha do Turismo de Portugal por mais um ano”, defende a associação, num comunicado enviado à imprensa.

Para a AHRESP, esta linha de apoio, que foi criada logo no início da pandemia e que “tem vindo a ser sucessivamente reforçada”, revelou-se “um dos principais instrumentos de apoio à tesouraria” das empresas de restauração e hotelaria.

A associação admite que o Turismo de Portugal já prorrogou o período de carência desta linha para 30 de junho de 2022, no caso dos contratos cujos períodos de carência terminavam até 31 de março de 2022, mas considera que o impacto das novas medidas justifica uma nova prorrogação e que os pagamentos dos contratos atualmente em vigor apenas se iniciem a partir de 1 de julho de 2023.

Recorde-se que a partir de 1 de dezembro, com o regresso da situação de calamidade, voltou a ser obrigatória a apresentação de certificado de vacinação ou teste negativo à COVID-19 para acesso aos estabelecimentos de restauração e alojamento turístico.

 

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Madeira lança nova campanha e convida a viver Natal e Fim de Ano “À Madeirense”

Nova campanha vai estar em vigor até 20 de dezembro, em 17 mercados internacionais e exclusivamente através de plataformas online, promovendo as festas de Natal e Fim de Ano da Madeira.

A Associação de Promoção da Madeira (APM) lançou uma nova campanha promocional exclusiva para plataformas online, na qual convida os turistas nacionais e internacionais a visitarem o arquipélago e a viverem um Natal e Fim de Ano “À Madeirense”, mote que dá nome à nova campanha, que está em vigor até 20 de dezembro.

“Nova campanha para o mercado nacional e internacional acontece até 20 de dezembro, exclusivamente em plataformas online, sob o mote “À Madeirense”. Este é um convite para todos se juntarem às épicas festas de Natal e Fim de Ano que a Madeira proporciona aos seus visitantes”, explica a associação, num comunicado enviado à imprensa.

De acordo com a APM, a campanha visa promover as festas de Natal e Fim de Ano na região vai estar presente em 17 mercados internacionais, incluindo os tradicionais do Reino Unido, Espanha e França, mas também “novas apostas, como a Polónia ou República Checa e os Estados Unidos”.

A campanha conta com várias versões que enfatizam as tradições natalícias da região da Madeira, nomedamente “À Madeirense é um Natal de tirar o fôlego”, “À Madeirense o Natal é de festa em festa” e “À Madeirense o Natal é com calor e muita alegria”

As festas de Natal e Fim de Ano na Madeira voltam, este ano, a incluir diversas celebrações, como o Mercadinho de Natal, presépio com elementos da região, mesas com Bordado da Madeira e o tradicional espetáculo de fogo-de-artifício na noite de 31 de dezembro, além de decoração, música e gastronomia tradicional, exposições e quadros vivos, decorrendo entre 1 de dezembro e 9 de janeiro.

 

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Ryanair transporta 10,2 milhões de passageiros em novembro

Em novembro, a companhia aérea low cost realizou 62.300 voos e alcançou uma ocupação de 86%.

A Ryanair transportou um total de 10,2 milhões de passageiros no passado mês de novembro, mês em que a companhia aérea operou 62.300 voos e registou uma ocupação de 86%, revelou a companhia aérea low cost em comunicado.

De acordo com a informação divulgada pela Ryanair, os 10,2 milhões de passageiros que a companhia aérea transportou no passado mês de novembro comparam com os dois milhões de passageiros que a companhia tinha transportado em igual mês de 2020, quando o tráfego aéreo estava a ser fortemente afetado pela COVID-10 e pelas restrições às viagens adotadas para conter a pandemia.

Os dados de novembro indicam que os resultados da Ryanair têm vindo a melhorar desde julho, quando a Ryanair contabilizava 9,3 milhões de passageiros e uma ocupação de 80%, enquanto em agosto já tinham sido contabilizados 11,1 milhões de passageiros e 82% de ocupação.

Em setembro, a Ryanair transportou 10,6 milhões de passageiros e registou uma ocupação de 81%, resultados que voltaram a melhorar em outubro, quando o total de passageiros da companhia aérea chegou aos 11,3 milhões e a ocupação bateu nos 84%.

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Azul retoma operação para Orlando e Fort Lauderdale

Companhia aérea brasileira retomou esta quarta-feira, 1 de dezembro, as rotas para Orlando e Fort Lauderdale, ambas com um voo diário.

A Azul retomou esta quarta-feira, 1 de dezembro, a operação entre o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, São Paulo, Brasil, e as cidades norte-americanas de Orlando e Fort Lauderdale, depois das rotas terem estado suspensas mais de um ano devido à COVID-19.

“Com a flexibilização da entrada de brasileiros em solo americano, a companhia volta a operar sua malha pré-pandemia nos Estados Unidos, com dois voos diários para Orlando e Fort Lauderdale”, anuncia a Azul, em comunicado.

Os voos da Azul para Orlando têm partida pela 09h50, chegando a Orlando pelas 17h00, enquanto em sentido contrário os voos partem da cidade norte-americana às 19h15, chegando a Campinas às 06h00.

Além dos voos para Orlando, a Azul retomou também os voos para Fort Lauderdale, cuja partida do Brasil está marcada para as 23h50, chegando aos EUA pelas 06h10, enquanto em sentido contrário a partida de Fort Lauderdale está marcada para as 19h25, chegando a Campinas às 05h30.

“Os nossos clientes estavam muito ansiosos pelo retorno dos voos para Orlando. Por onde eu passava, as pessoas perguntavam-me quando isso aconteceria. Existe uma demanda reprimida para esse destino e, agora, com a nossa retomada, acompanharemos a procura e aumentaremos as frequências se ela continuar crescendo”, afirma John Rodgerson, presidente da Azul, citado num comunicado enviado à imprensa.

Os voos da Azul para Orlando decorrem em aviões A330neo, com capacidade para até 298 passageiros.

 

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Parceria APAVT/Deco é caso de sucesso

A APAVT e a Deco estabeleceram um novo compromisso para dinamizar um serviço prestado pela Deco de apoio e consultoria exclusivo e reservado às agências de viagens e turismo associadas da APAVT.

A APAVT e a Deco estabeleceram um novo compromisso para dinamizar um serviço prestado pela Deco de apoio e consultoria exclusivo e reservado às agências de viagens e turismo associadas da APAVT, anunciou Vasco Colaço, presidente da direção da Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor.

O que se pretende, segundo Vasco Colaço, que falava no Congresso da APAVT, que decorre em Aveiro, sobre o tema “Num mundo moderno, agências de viagens e consumidores reforçam parceria” é “ajudar os associados da APAVT a prestarem um serviço mais próximo, eficaz e transparente, que contribua para a melhoria da confiança entre o cliente e a sua agência e permita às agências de viagens estarem sempre atualizadas face ao desenvolvimento do mercado, anteciparem novas tendências e cumprirem rigorosamente com as normas aprovadas”.

Este trabalho conjunto, disse “permitirá que cada agência possa valorizar o relacionamento com os seus clientes através da publicitação de uma menção distintiva da Deco que irá reforçar a confiança dos consumidores quando contratam com as associadas da APAVT. Assim, convidou os agentes de viagens a contatarem a APAVT e a Deco para conhecer melhor este serviço, as suas vantagens e o seu potencial.

Conforme lembrou Vasco Colaço, começou por ser uma parceria “improvável porque junta duas associações que aparentemente têm causas e interesses antagónicos, mas que na verdade têm o objetivo comum que é servir o melhor possível os consumidores e clientes”.

Esta parceria entre a APAVT e a Deco nasceu em 2005 justamente com o objetivo de “dar uma melhor resposta às queixas dos consumidores de forma a tornar essas respostas mas rápidas, isentas e eficazes”, referiu o responsável, para acrescentar que o seu sucesso “é hoje inquestionável uma vez que 90% das queixas relativas às viagens organizadas passaram a ter uma resolução satisfatória.

Reconheceu ainda que “para este sucesso é justo realçar o papel fundamental desempenhado pelo Provedor do Cliente das agências de viagens e turismo, cuja criação em 2003, é o reconhecimento da importância que a APAVT dá à promoção da defesa dos direitos dos consumidores, mas é também o reconhecimento da importância que dá à criação de uma relação de confiança e de transparência entre o cliente e as agências de viagens”.

Vasco Colaço explicou que ao longo destes 16 anos de cooperação, a Deco e a APAVT “assumiram posições conjuntas relativas à proteção dos consumidores face a insolvências massivas, apresentaram iniciativas conjuntas relativamente à legislação do sector, e garantiram soluções aos consumidores face a disrupções do mercado”, e que esta parceria “tornou-se tão exemplar que foi considerada pelo Parlamento Europeu como um caso único internacional de relacionamento entre a indústria do turismo e os consumidores”.

A recente pandemia veio confirmar os benefícios dessa cooperação, assegurou Vasco Colaço, para recordar que, em fevereiro de 2020, numa altura em que se realizavam as viagens de Carnaval, que se pagavam as de finalistas, e se decidiam os destinos de verão a Deco foi submersa por uma avalanche de queixas dos consumidores que foram confrontados com cancelamentos de voos, encerramentos de hotéis e restrições sanitárias. A legislação não respondia com clareza a essas incertezas e tanto os consumidores como os operadores turísticos corriam o risco de não verem ou não serem reembolsados.

Assim, “durante esse período de emergência, a Deco e a APAVT trabalharam intensamente para encontrar soluções que salvaguardassem o mercado e defendessem os direitos dos consumidores”, destacou, para apontar que “vivemos momentos muito intensos e de grande incerteza, sujeitos a enorme pressão e, se foram ultrapassados, foi porque trabalhámos em conjunto, numa base de confiança e respeito.

No entanto, a indústria das viagens e turismo confronta-se com novos desafios e exigências. O presidente da Deco está convicto que “a confiança na responsabilidade e transparência são hoje aspetos muito importantes na tomada de decisão dos consumidores. A comunicação e a proximidade com o consumidor nunca foram tão importantes como hoje, sobretudo numa altura em que o mercado produz, de uma forma cada vez mais rápida, novos produtos e serviços de turismo”.

Para responder a todas essas novas exigências e desafios a APAVT e a Deco voltaram a trabalhar em conjunto para formalizar novo protocolo com o objetivo de reforçar a proteção dos direitos dos consumidores no que diz respeito à informação e à capacitação das agências de viagens. É neste quadro que se insere a dinamização deste apoio e consultoria exclusivo e reservado às agências de viagens e turismo associadas da APAVT por parte da Deco.

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Congresso da APAVT: Marcelo pede “clarificação” a quem concorre às eleições sobre aeroporto, TAP e ferrovia

A abrir os trabalhos do 46.º Congresso da APAVT, o Presidente da República deixou vários recados a quem concorre às próximas legislativas e pretende ser Governo.

Victor Jorge

No dia em que Portugal ultrapassou os 4.500 casos de infeção por COVID-19, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, abriu o 46.º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) salientando que “o turismo é abertura”, destacando o “heroísmo das agências de viagem em 2020 e 2021”.

Admitindo que a decisão mais difícil dos últimos tempos foi a declaração do estado de emergência e a sua posterior renovação, Marcelo Rebelo de Sousa disse que “essa decisão foi mil vezes mais difícil que a dissolução da Assembleia da República”.

Respondendo a várias perguntas que foram deixadas no início dos trabalhos por Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, e Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), a primeira foi: “Como vai a pandemia em Portugal?”. A diferença, segundo o Presidente da República, “não está nos números relativamente há um ano. A diferença está no número de internados, cuidados intensivos e mortos”.

Além deste facto, Marcelo Rebelo de Sousa salientou a vacinação, assinalando a posição (número 1) de Portugal na Europa e no mundo, referindo que, “enquanto alguns estão a tentar chegar à nossa posição, nós estamos a avançar já com a terceira dose”.

No que diz respeito à nova variante, o Presidente da República (PR) apelou à “serenidade”, pedindo que se “afaste qualquer alarmismo”, destacando que, “o que precisamos é de prevenção”.

À pergunta sobre o estado da economia, presente e futura, Marcelo Rebelo de Sousa, destacou os números avançados pela OCDE e outras entidades nacionais e internacionais, ou seja, “crescimento de 4,2% para o 3.º trimestre, 4,8% para o ano” e para 2022, um “crescimento de 5,8%”. Ou seja, “iremos crescer 10% nestes três anos”.

Neste capítulo, destacou ainda a “capacidade inventiva e de recriação das nossas empresas e empresários que é excecional”, frisando que se trata de “saber reconstruir e começar a reconstrução”. “No fundo, o turismo é isso”, assinalou Marcelo Rebelo de Sousa.

No que diz respeito ao papel das agências de viagem em todo este cenário, o PR classificou-a de “essencial no ressurgimento do turismo”, abordando ainda a problemática da falta de quadros, com destaque para a falta de pessoas, particularmente, no turismo”, embora reconheça que a mão-de-obra reajustou-se e partiu para outros setores”.

Confiante quanto aos números da inflação, nomeadamente, que se mantenham baixos, Marcelo assinalou que “o investimento externo está a subir, no ‘antigo’ e no ‘novo’ turismo”.

No âmbito político e, mais concretamente, no Orçamento de Estado (OE) para 2022, a convicção do PR é a de que “nunca Portugal possui tanto dinheiro para investir” com o PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) bem como os fundos provenientes programa 20-30 que não dependem do OE.

Marcelo deixou ainda a esperança de que o novo Governo “será rápido” na aprovação de um novo orçamento, convencido de que a “governabilidade e sustentabilidade estarão presentes na viabilização” do futuro documento.

Já quanto ao novo aeroporto, voltou a frisar o que já tinha dito afirmado em eventos anteriores, deixando, contudo, uma esperança: a de que, quem concorre às próximas eleições “clarifique a sua posição sobre o novo aeroporto para não haver mais surpresas”.

Indicando que “o país não suporta mais taticismos”; Marcelo deixou um “pedido”: “que se tome uma decisão e que seja ainda em 2022”.

Quanto à Ferrovia, esta “terá de ser uma aposta, seja no geral, seja na que tem potencial económico”, ou seja, alta velocidade, assinalando que, também aqui, “os concorrentes às eleições têm de tomar uma decisão”.

Outro tema a “precisar de clarificação”, é a TAP. “Sonhar com um ‘hub’ forte em Portugal, implica apostar na reforma da TAP e na viabilização da mesma. Não há alternativa”, frisou.

Deixando claro que “não há ninguém a vir de outra galáxia para salvar a TAP”, o Presidente da República assinalou, contudo, que “há parcerias que se podem fazer e a nível nacional”, mas, mais uma vez, “aqueles que querem governar o país têm de se pronunciar, concluindo que “estas são as virtualidades dos atos eleitorais e a grande ocasião de explicitar as posições”.

Presidente da CTP pede continuação da atual SET
Antes do discurso de Marcelo Rebelo de Sousa, Francisco Calheiros, presidente da CTP, agradeceu ao Presidente da República por ser “o grande aliado do setor do turismo”, pedindo até que a atual secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, continue no cargo, já que “estamos habituados a vê-la anunciar uma medida e a concluir dez, enquanto os políticos anunciam 10 e concluem uma”.

“Vai para dois anos que estamos em pandemia e temos de estar unidos e caminhar juntos”, desejando que “seja debelada o mais rapidamente possível para voltarmos à normalidade”.

Deixando claro que o país “não cresce há 20 anos”, Calheiros espera que, a seguir à saúde, o próximo Governo seja o Governo da “economia e das empresas, que reduza os impostos, que arrisque”, já que “estamos a falar de mais de 50 mil milhões de euros”.

Quanto ao aeroporto, também aqui, o presidente da CTP voltou a repetir o que vem dizendo: “não é aceitável que a principal infraestrutura aeroportuária esteja para decidir há 50 anos”. Até porque, concluiu, “o futuro do nosso país e da nossa economia passa pelo turismo”.

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Congresso APAVT: “Não estamos a pedir apoio. Estamos a exigir” afirmou Pedro Costa Ferreira

Pedro Costa Ferreira, abriu o 46º Congresso da APAVT, que decorre em Aveiro, a afirmar que “não estamos a pedir apoio. Estamos a exigir”, face à situação que o setor do turismo está a atravessar devido à pandemia, realçando que “é urgente que se confirme a continuação do apoio à retoma, pelo menos até à Páscoa”.

Pedro Costa Ferreira, abriu o 46.º Congresso da APAVT, que decorre em Aveiro, a afirmar que “não estamos a pedir apoio. Estamos a exigir”, face à situação que o setor do turismo está a atravessar devido à pandemia, realçando que “é urgente que se confirme a continuação do apoio à retoma, pelo menos até à Páscoa”.

“O setor chega ao dia de hoje com razões para festejar e com motivos para exigir”, disse o presidente da APAVT para adiantar que o setor da distribuição tem razões para festejar tanta capacidade de resistência, tanto sofrimento passado, tanto desafio vencido, nunca abandonando uma característica única que uniu e justificou tudo o resto, a vontade de servir o cliente, princípio e fim de toda a nossa atividade”.

Mas nem tudo foram ou são rosas para a economia e o turismo em geral, e o setor da distribuição em particular. “Desde logo, perdas absolutamente violentas, destruição dos capitais próprios, e endividamento das empresas e dos empresários, factos que representarão pesada herança nos próximos anos”, afirmou ainda Pedro Costa Ferreira no seu discurso de abertura do congresso da APAVT, que conta com a participação de mais de 600 pessoas.

Costa Ferreira fez justiça ao conjunto de apoios que o Governo disponibilizou ao turismo que, em sua opinião foram fundamentais, realçando que “o apoio à manutenção do emprego tem sido fundamental, assim como o apoiar.pt se revelou da maior importância, enquanto durou”. Por outro lado, no caso concreto das agências de viagens, a derrogação temporária da diretiva das viagens organizadas, que permitiu a gestão dos reembolsos, “foi sem dúvida da maior relevância”, num trabalho liderado pela secretária de Estado do Turismo, Rita Marques junto da Comissão Europeia, que permitiu que os reembolsos aos clientes se processassem, temporariamente, através de vales.

Mas também afirmou que esses apoios foram insuficientes, “frequentemente tardio o momento em que ocorreram, bem como, demasiadas vezes, foram difíceis os processos administrativos de acesso aos mesmos” disse o presidente da APAVT que apelou a que não acabem “sob pena de inutilizarmos os esforços já desenvolvidos, transformando então fundo pedido em saco roto. Por outras palavras, é imprescindível que não permitamos que o sector, e com ele a capacidade de recuperação do país, morram na praia, por interrupção dos apoios necessários”, frisou o dirigente associativo.

Em relação à retoma do turismo, Pedro Costa Ferreira lembrou que “será lenta, desigual e assimétrica. Por outro lado, será precisamente no momento do regresso, que as necessidades de tesouraria serão mais óbvias”, ou seja, “o momento de maior risco para o setor e para a recuperação económica do país”.

Daí que, ”esperamos preocupados, no momento mais crítico das nossas empresas, que os políticos se organizem e construam um diálogo urgente, um orçamento credível, e um quadro de apoios capaz de manter vivas, as oportunidades de crescimento do nosso país. O tempo está a fugir”, considerou ainda o presidente da APAVT, indicando ainda ser crítico que se reative o programa apoiar.pt

Na sua intervenção, Costa Ferreira enumerou as prioridades do turismo, colocando o problema da solução aeroportuária. “Todos sabemos que queremos chegar ao ano de 2027 com a performance turística prevista para esse ano, antes da eclosão da crise, mas também, todos sabemos, que, sem uma solução aeroportuária, é bem mais provável que cheguemos a 2027 com números turísticos inferiores aos de 2019”, evidenciou.

O dirigente considerou também decisivas as questões relacionadas com a sustentabilidade e, consequentemente o problema da ligação ferroviária de alta velocidade, bem como a flexibilidade e a união ao longo de toda a cadeia de valor e sentido de estratégia.

 

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easyJet mantém resultados no negativo, mas aponta recuperação total para final de 2022

Com resultados ainda no vermelho no ano fiscal de 2021, terminado em setembro, a easyJet aponta para estar a níveis pré-pandémicos no 4.º trimestre de 2022.

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A easyJet obteve, no exercício fiscal de 2021, terminado em setembro, receitas de 1.458 milhões de libras (cerca de 1.725 milhões de euros), comparando com os 3.000 mil milhões de libras (cerca de 3.540 mil milhões de euros) do exercício transato de 2020, correspondendo a um decréscimo de 52%.

No que toca aos lucros, a companhia aérea anuncia, no comunicado ao mercado, que obteve prejuízos de 858 milhões de libras (ligeiramente acima de mil milhões de euros), após contabilizar perdas de 1.079 milhões de libras (1.270 milhões de euros) no ano anterior.

Ao comentar os resultados, Johan Lundgren, CEO da easyJet, admite que a companhia está a passar pela pandemia com “força renovada”, tendo “transformado o negócio ao otimizar a rede e flexibilidade, proporcionando uma economia significativa de custos”.

Depois de apresentados os números referentes ao ano fiscal de 2021, pode ler-se no comunicado que a companhia vê “um início encorajador para este ano [2022]”, destacando a “forte procura para os períodos de pico de férias de inverno, juntamente com o aumento da procura de verão”, admitindo que a capacidade no último trimestre de 2022, ou seja, de julho a setembro do próximo ano, “esteja perto dos níveis do ano fiscal de 2019”.

“Com planos ambiciosos de crescimento, estamos a expandir as nossas posições de liderança em bases importantes como Gatwick e Milão com ‘slots’ e aeronaves adicionais este ano e com 118 aeronaves encomendadas com uma compra adicional de 59 opções e direitos confirmados para continuar a desenvolver nos próximos anos”, diz Lundgren, vendo uma “oportunidade para a easyJet conquistar clientes e quota no mercado” aos rivais neste período.

Quanto à nova variante da COVID-19, Ómicron, a companhia refere no comunicado que, “é muito cedo para dizer que impacto a variante terá nas viagens na Europa e as consequências que quaisquer restrições de curto prazo possam ter”.

“Continuamos a ver os bons níveis das novas reservas para a segunda metade do ano e continuamos a esperar que o quarto trimestre de 2021-2022 mostre um regresso aos níveis próximos da pré-pandemia em termos de capacidade, já que as pessoas optam por fazer as suas esperadas férias de verão”, refere a companhia no comunicado.

 

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Mudanças na Lufthansa Portugal: sai Patrick, entra Thomas

Aós cinco anos a liderar o departamento de vendas em Portugal, Patrick Borg Hedley dá o lugar a Thomas Ahlers.

Victor Jorge

A Lufthansa renovou a sua estrutura diretiva de vendas em Portugal, com a saída de Patrick Borg Hedley, há cinco anos à frente do departamento de vendas no nosso país e que “viaja” para a Finlândia para ficar à frente dos destinos da companhia no país escandinavo, mas também com a supervisão do mercado belga.

Para substituir Patrick Borg Hedley, a Lufthansa nomeou Thomas Ahlers como general manager of sales depois de ter passado por Nova Iorque, Xangai ou Frankfurt, entre outros mercados.

Na apresentação do novo executivo do grupo Lufthansa em Portugal, Julia Hillenbrand, diretora-geral do grupo para a Europa Ocidental, teve a oportunidade de agradecer o trabalho realizado por Patrick Borg Hedley, destacando os desafios que foram colocados à companhia ao longo deste período, admitindo que “a indústria da aviação foi a primeira a entrar na crise e, provavelmente, será última a sair”. Contudo, a executiva, baseada em Madrid (Espanha) mostrou-se “otimista quanto ao futuro”, revelando que 55% da frota “está no ar” e a voar para 80% dos destinos comparativamente a 2019.

Patrick Borg Hedley referiu, por sua vez, que os cinco anos que passou em Portugal foram “gratificantes”, destacando o aumento do número de passageiros transportados, tendo passado de 1,6 milhões, em 2016, para 2,4 milhões, em 2021.

Salientando que a companhia está no nosso país há 66 anos, o anterior diretor de vendas no nosso país fez ainda referência às novas rotas introduzidas pela Lufthansa, admitindo que, para tal, “é preciso conhecer a procura”. Assim, depois de várias rotas que passaram a ligar a Madeira a cidades alemãs, nomeadamente, Munique e Frankfurt, Borg Hedley destacou as rotas abertas recentemente com os Açores, a partir de Ponta Delgada e que passaram a ligar a ilha a Genebra, Frankfurt.

Embora os tempos sejam de alguma incerteza, Julia Hillenbrand fez ainda referência aos 80.000 lugares adicionais e 440 voos extra para a época de Natal e Ano Novo que o grupo alemão anunciou no início de novembro.

Do lado de quem acaba de chegar, ou seja, Thomas Ahlers, a promessa é a de “continuar” o trabalho feito pelo seu antecessor, destacando a “flexibilidade e adaptabilidade” como “pilares de atuação para os tempos desafiantes que vivemos”, destacando o processo de vacinação desenvolvido em Portugal que contribui para um “clima de confiança”.

De resto, o novo diretor-geral de Vendas em Portugal do Lufthansa Group, responsável pela atividade comercial e vendas de todas as transportadoras aéreas do grupo (Lufthansa, Austrian Airlines, Brussels Airlines, Eurowings e SWISS) que operam no mercado português, admitiu que, nestes tempos, “as pessoas passaram a procurar mais destinos de proximidade e de lazer”, evidenciando a importância de Lisboa e Porto (responsável por 80% da operação da companhia no nosso país). “Creio que os destinos que envolvam voos de longa distância vão demorar mais a recuperar” e, por isso, “a operação em Portugal será muito importante”, estimando Ahlers um crescimento de “duplo dígito para este inverno”.

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