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Turismo em Portugal: Uma agenda para a competitividade dos destinos e das empresas (PARTE II)

Leia a opinião de Luís Correia da Silva, sócio gerente da TT-Thinktur, Membro do Conselho Geral da Associação da Hotelaria de Portugal.

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Turismo em Portugal: Uma agenda para a competitividade dos destinos e das empresas (PARTE II)

Leia a opinião de Luís Correia da Silva, sócio gerente da TT-Thinktur, Membro do Conselho Geral da Associação da Hotelaria de Portugal.

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Em primeiro lugar, uma boa parte das empresas de viagens e turismo (agências de viagens, hotelaria, restauração, resorts, campos de golfe,), que no passado recente recorreram a instituições financeiras para financiamento dos investimentos realizados e apoio à tesouraria e enfrentaram um ciclo terrível de diminuição da procura e redução de preços, continuam em grandes dificuldades, estão em geral descapitalizadas e enfrentam um risco sério de falência. E o mais dramático é que muitas delas detém no seu portfolio de “activos”, alguns exemplos da mais moderna, ajustada, inovadora e competitiva oferta de hotelaria, alojamento e entretenimento a nível nacional.

Reconhecendo que não é ao Estado ou às instituições públicas que cabe a resolução dos problemas das empresas, não será de excluir a possibilidade de, em articulação com as instituições financeiras credoras, ser concebido e concretizado um “programa de apoio à reestruturação económica e financeira das empresas de hotelaria, viagens e turismo em dificuldades”.

Em segundo lugar, o destino Portugal, os destinos regionais, a oferta de produtos e serviços de alojamento classificado, de restauração e, em alguns casos, de entretenimento e animação, enfrentam um crónico problema de “preço”. Além da redução generalizada de preços registada a partir de 2008 e aparentemente só agora em vias de ser ultrapassada, a realidade é que o destino Portugal e as prestações da oferta nacional, obviamente com algumas excepções, são percepcionadas como muito competitivas ao nível da relação qualidade/preço, essencialmente porque os preços praticados são comparativamente muito baixos. Aliás, uma visita rápida aos websites de reservas e avaliação de viagens, hotéis, destinos, permite perceber que as expectativas dos turistas são em geral largamente excedidas.

Não temos dúvidas que a grande maioria dos stakeholders do turismo português, nomeadamente a indústria de viagens e turismo e os portugueses em geral, não desejam que o país e as suas regiões passem a ser percebidos no estrangeiro como destinos de massas e de low cost. Neste campo, sugiro que as entidades públicas nacionais e regionais e os principais grupos empresariais e empresas “façam de forma articulada a sua parte”, no sentido de uma aposta decisiva na valorização do destino Portugal e da sua oferta turística, nos principais mercados estratégicos. É urgente e importante um upgrade da imagem e um “reposicionamento competitivo” do destino, que permita um crescimento sustentado do preço das prestações e uma consequente melhoria nas margens de exploração e na rentabilidade das operações das empresas, facilitando um mais adequado “retorno dos investimentos realizados”.

Em terceiro lugar, é indesmentível que o sector e a indústria de viagens e turismo sofrem hoje de um enorme deficit de informação de carácter estratégico, fundamental, entre outros aspectos, para a quantificação e avaliação da sua dimensão, importância e impacto directo, indirecto e induzido na economia nacional. Tal informação é também essencial para o bom exercício da actividade e performance da indústria, para a análise das condições e perspectivas de negócio por potenciais investidores nacionais e estrangeiros e para a credibilidade do “país turístico” junto dos organismos internacionais.

É imperioso proceder a uma avaliação crítica da informação estatística actualmente disponibilizada e à consequente reflexão sobre a necessidade urgente de uma efectiva “reinvenção e readequação” do “sistema estatístico e de informação do turismo”, envolvendo não apenas as entidades responsáveis pela recolha e tratamento da mesma (INE, Banco de Portugal, Turismo de Portugal, CCDR´s, ERT´s, etc), mas também os “utilizadores finais”, nomeadamente as entidades representativas dos interesses da indústria turística (ex. CTP, AHP, APAVT, AHRESP, etc.) e a academia, que há muito denunciam a insuficiência, as lacunas e a incoerência da informação estatística.

Tão ou mais importante, as empresas não dispõem de informação estratégica sobre a evolução do comportamento das procuras nos mercados e sobre a evolução da performance e dos preços nos principais destinos concorrentes – a chamada business intelligence. Obviamente, interrogamo-nos se esta não deveria ser uma das preocupações prioritárias e mais relevantes das Delegações da AICEP/Turismo de Portugal nos mercados.

Incompreensível é também o adiamento sistemático na “reconstrução” e reutilização da TSA – Tourism Satellite Account/Conta Satélite do Turismo, que torna impossível a efectiva quantificação do impacto directo, indirecto e induzido da “economia do turismo” na economia nacional. Países como Portugal, em que a actividade do turismo assume real relevância, devem manter uma TSA operacional e actualizada.

Em quarto lugar, a constatação de que se nada for feito para prevenir e alterar, é previsível que, a médio prazo, a qualidade dos serviços prestados no sector das viagens e do turismo em Portugal se degrade para níveis que ponham em causa a percepção, imagem e atractividade dos destinos e a própria competitividade da indústria. Trata-se de um problema complexo, cuja responsabilidade deve ser em parte imputada ao actual “sistema de ensino e formação” público e privado, que não parece ter a capacidade de perceber as rápidas alterações e tendências dos mercados, dos destinos e da indústria. Mas, uma grande parte da responsabilidade deve ser assacada aos empresários e gestores turísticos, que não se interessam suficientemente pela gestão dos seus recursos humanos e não apostam em atrair e valorizar os jovens profissionais formados, incentivando-os a uma carreira e remunerando-os de acordo com os seus skills.

Tanto as entidades públicas como as principais empresas devem reconhecer a urgente necessidade de inverter tal situação, trabalhando, se possível de forma articulada, para avaliar as necessidades (ex. de gestores das actividades e empresas turísticas, especialistas nas áreas do marketing e das vendas a nível digital, quadros responsáveis em revenue and yield management, em CRM, etc.), definir novos perfis curriculares, envolver quadros experimentados das empresas no ensino e formação e criar as condições para o desenvolvimento de programas escolares integrados, que incluam estágios nas empresas.

Finalmente, seria desejável que Governo, entidades públicas, a CTP – Confederação do Turismo Português e outras associações representativas da indústria turística nacional tivessem a capacidade de criar uma “matriz de identificação e referenciação dos custos de contexto” que impactam e contribuem para condicionar e/ou limitar o crescimento sustentado da competitividade da indústria das viagens e turismo em geral e das empresas da hotelaria e do alojamento classificado em particular.

Estou certo que muitos outros problemas ou questões poderiam ser também incluídos, tais como a estratégia nacional e regional de marketing e promoção turística, a questão da política de acessibilidades e de transporte aéreo, a revisão da fiscalidade aplicável à actividade turística (IRC das empresas, IVA da restauração e do golfe), o incentivo ao envolvimento do sector e das empresas no Programa Portugal 2020, a questão da proliferação do alojamento turístico irregular e da “regulação” do alojamento local, etc.

Estamos em óptimas condições para aproveitar uma conjuntura favorável e  resolver definitivamente alguns problemas e questões que podem condicionar a continuação do sucesso do turismo português, impedindo que o país se projecte  para patamares ainda mais elevados no turismo europeu e mundial. Se fosse possível definir uma agenda e um calendário de abordagem, discussão e resolução das questões acima referenciadas, julgo que o sector, a indústria e as empresas agradeciam, investindo e criando mais riqueza e emprego.

Portugal e os portugueses também agradeceriam, pois, a breve prazo, o país seria um destino turístico mais valorizado, mais competitivo, mais sustentado e mais sustentável.

Já agora e os turistas que nos visitam…., não se importando de pagar mais, regressariam decerto ainda mais satisfeitos.

Nota do editor: Segunda parte do artigo “Turismo em Portugal”, da autoria de Luís Correia da Silva. Na edição passada, o autor escreveu sobre a recuperação da crise e as oportunidades que lhe seguem. Neste artigo expõe uma agenda para a competitividade dos destinos e das empresas.

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Aviação

Cartão Universo já pode ser utilizado em compras de voos da Emirates

Esta parceria permite ainda um desconto de 10%.

O cartão  Universo e a Emirates estabeleceram uma parceria que permite que os aderentes  possam efetuar o pagamento de voos da companhia aérea com o cartão, dando ainda um desconto de até 10% automaticamente aplicado ao preço inicial.

Esta campanha já está em vigor e é válida até 31 de dezembro de 2021 e aplica-se a qualquer destino de voo da Emirates, tal como a todas as tipologias de cabine (Económica, Executiva e Primeira) da companhia aérea, desde que a viagem seja paga a partir de 20 de setembro de 2021 e realizada até setembro de 2022.

“Depois de um período conturbado com fortes restrições de circulação, queremos dar oportunidade aos Clientes Universo de voltarem a explorar o mundo, em conjunto com a Emirates – uma companhia aérea mundial de excelência e referência. Estamos bastante entusiasmados com esta parceria, até porque o Universo partilha com a Emirates a mesma filosofia de entusiasmo e qualidade de serviço prestado aos seus Clientes,” explica André Sampaio, Diretor de Marketing e Retail da SONAE FS.

 “É com um muito gosto que fechamos este acordo, que vai acima de tudo dar mais oportunidades aos portugueses para voltarem a visitar o mundo a bordo de uma experiência incrível proporcionada pela Emirates. Além disso, entramos na melhor altura para visitar o Dubai – com o início da Expo Dubai 2020 –, e esta parceria trará certamente ainda mais vantagens para quem quiser assistir ao maior espetáculo do mundo”, acrescenta David Quito, Country Manager da Emirates para Portugal.

 

 

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Destinos

Ao Presidente Marcelo “agradaria” uma decisão sobre o novo aeroporto antes do final do mandato

Falar do novo aeroporto de Lisboa é falar de algo que já devia estar decidido, sugeriu o Presidente da República. No que diz respeito ao turismo, “é preciso reconstruir”.

No encerramento da conferência “Retomar o Crescimento” promovida pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP), assinalando o Dia Mundial do Turismo, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, admitiu que gostaria de terminar o seu mandato com uma decisão relativamente ao novo aeroporto de Lisboa.

“Não me agrada a ideia de terminar o segundo mandato sem haver a decisão de uma ideia que vinha do mandato anterior, e já nem falo da sua concretização plena, como já falei”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, salientando não esperar já “a concretização plena de execução.

Colocando visões a curto, médio e longo prazo, o Presidente da República concluiu, contudo, que o turismo português, depois de 18 meses de resistência, não precisa só de “recuperar e resistir”, admitindo que “precisamos de ir mais além”, ou seja, “precisamos de construir”.

Ou nós entramos naquilo que são os dados da Europa em termos de liderança, e o turismo é só um dos aspetos, ou perderemos, uma vez mais, uma oportunidade histórica como já perdemos ao logo dos séculos”, terminou Marcelo Rebelo de Sousa.

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Transportes

“Antes de 2035 ou 2040 não teremos novo aeroporto”, admite presidente da ANA

Presidente da ANA e CEO da TAP reforçaram a necessidade da construção do novo aeroporto. Até porque, para ambos, o turismo só assim recuperará e crescerá.

Victor Jorge

Na “Retomar o Crescimento”, organizada pela Confederação do Turismo de Portugal para comemorar, em Coimbra, o Dia Mundial do Turismo, José Luís Arnaut, presidente do Conselho Administração da ANA Aeroportos, admitiu que “antes de 2035 ou 2040 não teremos novo aeroporto” em Lisboa.

Num painel que partilhou com a CEO da TAP, Christine Ourmières-Widener, José Luís Arnaut admitiu, igualmente, não ter dúvidas da “necessidade de Lisboa ter um novo aeroporto”, salientando que o aeroporto de Lisboa duplicou o número de passageiros, embora reconheça que, hoje, “estamos a 50%, mas vamos recuperar”.

Considerando que a atual infraestrutura da capital tem “restrições de capacidade em terra e no ar”, Arnaut salientou a situação “esquizofrénica que vivemos, em que nós [VINCI] quer investir e construir o novo aeroporto, mas não pode”.

Referindo que “não é possível aumentar capacidade no Humberto Delgado”, o responsável da ANA salientou que o novo aeroporto no Montijo permitiria chegar aos 40 milhões de passageiros quando construído.

Mas, fruto do atraso devido ao estudo de impacto ambiental, cujo caderno de encargos ainda não existe, faz Arnaut destacar que o novo estudo de impacto ambiental só será conhecido, “não antes do final da atual legislatura”. Ou seja, com entrada de novo Governo, estudo do dossier e arranque de qualquer obra, “antes de 2030 é uma miragem considerar um novo aeroporto no Montijo”, considerou o presidente da ANA.

Colocando em cima da mesa as restantes possibilidades – 2 pistas no Montijo e/ou Alcochete – “só mesmo para 2035 ou 2040 teremos novo aeroporto”.

Chamando a atenção para o facto de 75% dos turistas que visitam Portugal virem de avião, José Luís Arnaut afirmou que “o Montijo pode ser começado a construir amanhã” reforçando mais uma vez que “não somos só nós a dizer que Lisboa precisa de um novo aeroporto. TAP, Ryanair, de forma mais enfática e easyJet também já o afirmaram”.

Existindo uma “convergência” quanto ao tema, José Luís Arnaut terminou a lembrar que as outras possibilidades que estão em cima da mesa, nomeadamente, Alcochete, “são mais 10 anos e mais seis mil milhões de euros”.

Por isso, terminou, “deixem-nos trabalhar”.

Do lado da TAP, a CEO da companhia reforçou a necessidade de um novo aeroporto em Lisboa e que isso seria benéfico para a TAP.

Contudo, antes, Christine Ourmières-Widener, considerou que, apesar da demora na decisão por parte de Bruxelas, “não podemos parar. Mesmo que não saibamos a decisão da Comissão Europeia, há melhorias a fazer na TAP”.

Questionada se em Portugal não se devia ter optado por uma solução “italiana”, com a criação de uma nova companhia de bandeira, Widener afirmou não saber se o exemplo italiano “é o mais correto”. “Penso que o exemplo da TAP é o mais adequado”, adiantando “compreender a preocupação dos contribuintes e estamos cientes do que é preciso fazer”.

No que toca ao futuro, a CEO da TAP referiu que ao nível das reservas, “estamos a ter uma boa performance” e que, por isso, “não podemos deixar de tomar decisões”.

Certo é que “temos de estar preparados Para mudar, dada a mudança que terá de acontecer globalmente”.

No final, Widener concluiu que o inverno é sempre um período de “consolidação” e que rotas como “Brasil, EUA, África e Portugal são críticas para a retoma da TAP”, além de reforçar a necessidade do “tal” novo aeroporto em Lisboa, já que companhias aéreas e aeroportos “estão no mesmo barco”.

Por isso, e concluindo, “estamos a trabalhar em conjunto [com ANA]”, reforçou a CEO da TAP.

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Destinos

Estação Náutica de Faro lança site no Dia Mundial do Turismo

Nova plataforma disponibiliza, de forma intuitiva e acessível, informação genérica sobre o destino Faro, a sua oferta turística e empresas, com destaque para a náutica.

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A Estação Náutica de Faro lançou esta segunda-feira, 27 de Setembro, data em que se assinala o Dia Mundial do Turismo, a sua nova plataforma digital, que poderá ser acedida através do endereço www.nauticalfaro.com.

“A plataforma agora lançada disponibiliza, de M, mas também apresentando oferta de alojamento, restauração, animação turística, ensino, saúde e bem-estar, cultura, desporto e outras atividades e serviços de apoio à náutica”, refere a rede de parceiros da Estação Náutica de Faro, que é coordenada pelo Município de Faro e conta com 50 parceiros.

De acordo com a informação divulgada, esta nova plataforma “surge na sequência do reconhecimento de Faro enquanto destino náutico”, através do certificado atribuído pela Fórum Oceano, e visa “dar maior visibilidade às atividades náuticas no concelho, desenvolvidas ao longo de todo o ano, procurando contribuir para o aumento de turistas e visitantes, bem como para o aumento do tempo médio de estada dos turistas em Faro”.

 

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Governo “poderia e deveria ir muito mais longe”, admite presidente da CTP

Foram várias as “exigências” e os “pedidos de apoios” por parte do presidente da CTP, Francisco Calheiros, ao Governo. Certo é que, segundo a Confederação, o “motor gripado” será “recuperado e voltar a fazer crescer a atividade económica”.

Victor Jorge

No Dia Mundial do Turismo que a Confederação do Turismo de Portugal comemora em Coimbra com a conferência “Retomar o Crescimento”, Francisco Calheiros, presidente da CTP, admitiu que a retoma da atividade, “ao contrário do que se possa pensar, ainda não é uma realidade”, salientando que, “à semelhança do ano passado – que registou o pior número de dormidas desde 1993 e quebras na atividade na ordem dos 63% – em 2021, as quebras deverão situar-se nos 56% em relação ao ano anterior”.

Encontrando-se ainda a fazer “contas aos estragos”, que, de acordo com Francisco Calheiros, “são muitos e que irão perdurar, nos próximos anos”, o presidente da CTP enumerou a imensa cadeia de valor que viu destruída anos de trabalho árduo e que retirou abruptamente o título de “motor da economia”.

Garantindo que o “motor gripado” será “recuperado e voltar a fazer crescer a atividade económica que “mais gerou riqueza e postos de trabalho nos últimos anos”, Calheiros admitiu que “sem um apoio muito claro do Governo para enfrentar esta tempestade que se abateu sobre nós, será tudo muito mais difícil, para prejuízo de Portugal e dos portugueses”.

Fazendo jus ao Governo por ter estado “bem” no início da pandemia, com medidas “rápidas, eficazes e fundamentais” para assegurar a sobrevivência das empresas, atualmente “poderia e deveria ir muito mais longe”.

Fazendo referência aos vários apoios que o Governo poderá e deverá dar, pelo, menos, até ao final do ano como, por exemplo, os apoios inerentes aos programas e investimentos que deverá chegar rapidamente às empresas; apoio extraordinário à retoma progressiva de atividade em empresas em situação de crise empresarial; implementação de medidas estratégicas para salvar postos de trabalho; apoio à capitalização das empresas, Francisco Calheiros deixou o “aviso” de que o Código de Trabalho “não pode regredir ainda mais em relação à reforma de 2019”.

“Desde que este Governo tomou posse não houve ainda uma visão estratégica para as relações laborais que permitam incutir mais flexibilidade de gestão às empresas”, reforçou o presidente da CTP, salientando que o Código do Trabalho está a caminhar “a passos largos para o período pré-2011”.

Considerando que a falta de mão-de-obra, que “ameaça seriamente o crescimento do turismo e afeta a qualidade do serviço que nos distingue mundialmente”, exige, segundo Calheiros, “medidas sérias e imediatas”.

O discurso de abertura da conferência terminou com uma pergunta relativamente ao novo aeroporto de Lisboa e se este demorará “mais 50 anos?”.

E, para concluir, ficou a questão: “Alguém acredita que os graves problemas de sobrelotação desta infraestrutura no período pré-pandemia não voltarão a tornar-se uma ameaça séria ao turismo e à economia?”.

 

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Governo lança nova linha de 150 milhões para o turismo

No Dia Mundial do Turismo, o ministro da Economia prometeu mais apoios ao setor. O presidente da CTP, Francisco Calheiros, perguntou pelo novo aeroporto.

Victor Jorge

O ministro da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, anunciou durante a Conferência “Retomar o Crescimento”, organizada pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP), o lançamento, nos próximos dias, de uma nova linha de crédito de apoio à tesouraria das empresas do turismo no valor de 150 milhões de euros.

No evento que marca o Dia Mundial do Turismo, Siza Viera, admitiu que “estamos conhecer um processo de retoma e o verão foi um exemplo disso”, salientando que “a retoma ainda é escassa, mas é certa”.

O apoio do Governo não se ficará, no entanto, por esta linha, com o ministro responsável pela pasta da economia a admitir que os apoios não se ficam por esta linha.

Referindo a importância que o setor possui para a economia nacional, Siza Vieira salientou que “o sucesso deste setor assenta na capacidade das nossas empresas”, reforçando a ideia de que Portugal “é um dos “, tendo “preservado a sua imagem nos mercados mais relevantes”. Por isso, admitiu, “fez todo o sentido “o esforço que todos fizemos na preservação deste ecossistema”.

Identificando os apoios até agora prestados ao setor do turismo em “mais de três mil milhões de euros”, Siza Vieira admitiu que “não vale a pena traçar quadros cor de rosa. Muitas empresas ficaram pelo caminho e empresários foram impossibilitados de continuar a sua atividade”.

Destaque, igualmente, para os 70.000 empregos que o setor do turismo possui atualmente, face á realidade de 2019 e que “é muito importante serem recuperados”.

Com a aproximação da época baixa, o ministro da Economia reforçou a necessidade de “termos de fazer mais um esforço”, já que, citando uma frase que se vem ouvindo no setor, “não podemos morrer na praia.

Daí Siza Vieira salientar que os apoios mais importantes vão continuar até ao final do ano através dos diversos planos e linhas de apoio – Reforçar e Retomar – que foram anunciadas em maio passado.

Antes do ministro da Economia, Francisco Calheiros, presidente da CTP, já tinha “exigido” a manutenção dos apoios, deixando a certeza que “o setor, do que depende de nós, irá crescer”

Reforçando que o apoio do Governo “é importante e sem ele tudo será mais difícil”, Francisco Calheiros salientou que as empresas estão “numa situação muito difícil e precisam de ajudas rápidas”, deixando algumas críticas no que diz respeito ao código de trabalho e às mexidas que estão pensadas.

Quanto à retoma e ao tempo que esta demorará, o presidente da CTP deixou, a propósito do “tempo” a pergunta direta ao ministro da Economia: “quanto tempo é preciso esperar pelo novo aeroporto”. No discurso do ministro, contudo, não houve resposta.

Certo é que, segundo o presidente da CTP, “a continuação da atual situação é uma ameaça para o turismo nacional”.

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Análise

Mais de 30% dos portugueses mantém poupança de dinheiro para viagens

O estudo concluiu que as famílias sem filhos (37%) são quem mais poupa para viajar em comparação com as famílias com filhos (26%).

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Mais de 30% dos portugueses apontaram as viagens como o principal motivo para poupar dinheiro, quando em 2019, antes da pandemia de covid-19, eram 31%, concluiu um estudo da Intrum.

Quando se comemora o Dia Mundial do Turismo, “o European Consumer Payment Report, estudo da Intrum, revelou que, para os portugueses (34%), viajar é uma das principais razões para poupar dinheiro todos os meses”, um valor “superior ao período homólogo de 2019, que atingiu os 31%”, apontou a Intrum.

Para a promotora do estudo, os dados mostram que a “pandemia de covid-19 aumentou a vontade dos portugueses de conhecer o mundo”.

Ainda assim, aquela percentagem já foi mais elevada, registando os 42% nos anos 2017/2018.

Já quando comparado com a média europeia (41%) ou Espanha (40%), Portugal fica a uma distância de sete e seis pontos percentuais, respetivamente.

O estudo da Intrum concluiu ainda que as mulheres (35%) poupam mais para viajar em comparação com os homens (32%) e que o grupo etário dos maiores de 65 anos (46%) é o que mais poupa para viajar.

Seguem-se as faixas etárias dos 18 aos 21 anos e dos 22 aos 37, com uma percentagem de 38%. Em último lugar encontra-se a faixa etária dos 45 aos 54 anos com uma percentagem de 24%.

Por fim, o estudo concluiu que as famílias sem filhos (37%) são quem mais poupa para viajar em comparação com as famílias com filhos (26%).

“A pandemia de covid-19 teve um grande impacto em todas as áreas, ainda assim, o setor da hotelaria e lazer (64%) foi um dos setores em que as margens de lucro foram mais afetadas. Para além disso, 86% dos inquiridos anseia que uma recessão venha a ter um impacto muito negativo na sua empresa”, referiu, em comunicado, o diretor-geral da Intrum Portugal, Luís Salvaterra.

O estudo ECPR – European Consumer Payment Report 2020 tem por objetivo a partilha de informação sobre a vida quotidiana dos consumidores europeus, os seus hábitos de despesa e a capacidade de gerir as suas finanças domésticas mensalmente.

O relatório anual baseia-se num inquérito externo realizado simultaneamente em 24 países na Europa, entre os quais Portugal, com um total de 24.198 consumidores participantes na edição de 2020.

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Transportes

Cruzeiros do MSC Virtuosa reforçam posição de “Lisboa como um porto de turnaround”, destaca APL

Navio da MSC Cruzeiros iniciou esta segunda-feira, 27 de setembro, a primeira de cinco operações de turnaround na capital portuguesa.

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O MSC Virtuosa começou esta segunda-feira, 27 de setembro, a realizar cruzeiros com embarque e desembarque em Lisboa, numa operação que, segundo a APL – Administração do Porto de Lisboa, reforça a posição da capital portuguesa “como um porto de turnaround” e contribui para que a atividade de cruzeiros seja “cada dia mais, uma atividade sustentável em todos os pilares: económico, social e ambiental”.

“A APL – Administração do Porto de Lisboa, S.A. aproveita o Dia Mundial do Turismo, que se assinala hoje [27 de setembro], para destacar a presença pela segunda vez, em Lisboa, do navio de cruzeiros MSC Virtuosa, um dos navios mais inovadores e ambientalmente avançados da atualidade. Com embarque e desembarque previsto de 1.500 turistas no Terminal de Cruzeiros de Lisboa, com todas as garantias de segurança, o MSC Virtuosa é o exemplo de que a indústria do turismo de cruzeiros é, cada dia mais, uma atividade sustentável em todos os pilares: económico, social e ambiental”, destaca a APL, no comunicado divulgado.

No total, o MSC Virtuosa vai contar com cinco partidas e chegadas a Lisboa, tendo a primeira partida decorrido esta segunda-feira, enquanto as restantes têm lugar em novembro, num itinerário de nove noites, que visita Génova, Málaga, Casablanca, Lisboa, Barcelona e Marselha.

“Os turistas turnaround permanecem em Lisboa, em estadias pré e pós viagem de cruzeiro aproveitando para disfrutar da cidade de uma forma mais prolongada. Estas operações são ainda uma oportunidade para o turista português realizar viagens de cruzeiro, a preços mais acessíveis e mais comodamente, evitando as deslocações de avião para outros portos”, acrescenta a APL, destacando a importância desta atividade a nível económico.

A APL destaca também que esta operação decorre “de acordo com os protocolos de saúde e segurança das várias entidades que intervêm e articulam na operação do navio”, incluindo a testagem de todos os passageiros e tripulantes, antes do início da viagem, durante o cruzeiro e/ou antes do desembarque, assim como o distanciamento social e as excursões em sistema de bolha, uma vez que apenas está autorizada a saída de passageiros e tripulantes que participem numa excursão organizada e/ou controlada pelo navio.

Já a nível ambiental, a APL sublinha ainda que “o MSC Virtuosa apresenta-se como um dos navios mais desenvolvidos em termos de tecnologia ambiental, com níveis de eficiência energética da navegação muito avançados, que permitem a redução de 98% de emissões de óxido de enxofre (SOx) e das emissões de óxido de nitrogénio (NOx) em 90%”.

Na informação divulgada, a APL lembra que “a indústria dos cruzeiros tem vindo a assumir cada vez maior relevo no contexto do turismo mundial”, seja por ser um dos “subsectores turísticos que tem registado índices de crescimento mais rápidos” ou pelo “seu impacto na economia global”, uma vez que, segundo a CLIA – Associação Internacional de Companhias de Cruzeiros, em 2018, “o contributo do turismo de cruzeiros, na economia global, situou-se nos 150,13 mil milhões de dólares”.

“Sendo o porto de Lisboa porta de entrada de milhares destes turistas, que deixam um contributo importante nas estruturas económicas e turísticas da cidade e seus arredores, ao mesmo tempo que levam aos quatro cantos do mundo o que de melhor temos para lhes dar, a intenção é continuar a contribuir para o reconhecimento internacional da cidade de Lisboa, enquanto destino turístico de cruzeiros”, conclui a APL.

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Alojamento

Meliá Hotels International quer captar segmento de viagens de negócios

Esta campanha visa visa estreitar o relacionamento com todos os players deste segmento: viajantes em trabalho, gestores e agentes de viagens, oferecendo ferramentas de reservas úteis e fáceis de usar.

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A Meliá Hotels International, que reabriu 92% dos seus hotéis urbanos e estima ter todas as suas unidades abertas até ao final do ano, lançou uma campanha de recuperação do segmento Business Travel com o mote “Vamos fazer o mundo girar de novo”.

Segundo Gabriel Escarrer, CEO da cadeia hoteleira espanhola, “na Meliá nunca deixámos de acreditar no significado de viajar. As viagens de trabalho fornecem uma dimensão humana muito importante que, longe de desaparecer, talvez necessitemos mais do que nunca. O contacto, as ligações, as novas ideias que só acontecem numa experiência partilhada, seja com os nossos clientes, colaboradores, fornecedores ou outros stakeholders. É o momento de estar, na primeira pessoa, a apostar na recuperação não só das viagens de trabalho mas destas como detonador da atividade empresarial”.
Nesse sentido, o MeliáPRO, programa de relacionamento direto com o segmento B2B, acaba de lançar a campanha para o segmento Business Travel. Sob o lema “Vamos fazer o mundo girar de novo porque juntos somos imparáveis”, a Meliá visa estreitar o relacionamento com todos os players deste segmento: viajantes em trabalho, gestores e agentes de viagens, oferecendo ferramentas de reservas úteis e fáceis de usar através do portal meliapro.com  bem como benefícios em todos os hotéis urbanos em todo o mundo: para o viajante em trabalho: até 30% de desconto e 10.000 pontos MeliáRewards adicionais; para o agente de viagens: o dobro da pontuação Meliárewards para todas as reservas realizadas.
Além disso, para comemorar o lançamento da campanha, será realizado um concurso nas redes sociais do MeliáPRO, no qual o vencedor poderá ganhar um milhão de pontos MeliáRewards para viajar pelo mundo em hotéis do Grupo.
A Avis e a Iberia (dois dos mais de 100 parceiros do programa de fidelização da Meliá que oferecem vantagens e opções exclusivas) aderiram também à campanha do Grupo, oferecendo, respetivamente, um desconto adicional de 15% no aluguer de viaturas e o dobro de pontos no programa Avios da Iberia durante o período da campanha.
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Transportes

Melair Cruzeiros promove webinares sobre sistema de reservas do Grupo Royal Caribbean

Eventos decorrem a 29 de setembro e 7 de outubro, ambos a partir das 10h30, e as inscrições já se encontram a decorrer.

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A Melair Cruzeiros vai promover, a 29 de setembro e 7 de outubro, dois webinares com o “objetivo de ajudar os agentes de viagens a relembrar todas as funcionalidades do sistema de reservas do Grupo Royal Caribbean”, denominado Espresso.

De acordo com a Melair Cruzeiros, que representa as companhias  de cruzeiros Royal Caribbean International, Celebrity Cruises e Azamara, ainda existem vagas para os dois webinares, o primeiro dos quais tem lugar já esta quarta-feira, 29 de setembro, a partir das 10h30.

Os interessados em participar na primeira das duas iniciativas promovidas pela Melair Cruzeiros podem inscrever-se através do link https://zoom.us/meeting/register/tJUof-uoqjsjHdTfNeqYlhCkTU-PP-JxJviE, enquanto as inscrições para o segundo webinar, que decorre a 7 de outubro, também pelas 10h30, podem ser realizadas pelo site https://zoom.us/meeting/register/tJ0tcumrpjsjG9DnSmBlzEcQrKRdgxC-qvzA.

“Estas formações são dedicadas a todos os agentes de viagens que voltaram ao trabalho, mas não se recordam ou necessitam de aprender todo o processo de reservas no Espresso. Desde a pesquisa até à confirmação, estas formações irão incluir todos os passos fundamentais para o agente de viagens prestar o melhor serviço ao seu cliente no momento da reserva”, explica a Melair Cruzeiros, num comunicado divulgado esta segunda-feira, 27 de setembro.

A Melair Cruzeiros diz ainda que os agentes de viagens que não se recordem da sua password ou que percebam que ela já não funciona, devem pedir uma nova à empresa e aproveitar estes eventos para “esclarecerem todas as suas dúvidas”.

 

 

 

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