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Portugal e Angola analisam vistos para empresários

No âmbito da visita do ministro dos negócios estrangeiros, Rui Machete, a Angola.

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Rui Machete, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, admitiu esta segunda-feira a possibilidade de introduzir um regime de vistos em passaporte facilitador para empresários, no âmbito do acordo já vigente com Angola.

O responsável, que falava no âmbito da sua deslocação a Luanda, após reunir-se com o Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, afirma que “o acordo de vistos [com Angola] pode ser francamente melhorado”, avança a agência Lusa.

“Admito que haja progressos a fazer, designadamente se nós conseguirmos descobrir os meios adequados para criar vistos empresariais mais eficazes”, adiantou ainda Rui Machete, referindo o “reforço significativo” recentemente introduzido na emissão de vistos nos consulados de Portugal em Luanda e em Benguela, o mesmo acontecendo por parte de Angola.

Para o ministro português, “o que registámos é que não há ainda um conhecimento suficiente das potencialidades que o acordo já tem, o que é pena.”

Rui Machete conclui afirmando: “Eu penso que não haverá [risco de diminuição de emissão de vistos para angolanos], se justamente tomarmos as cautelas necessárias e devemos estudar atentamente os problemas, quando eles surgirem. Neste momento ainda não há razões para pensar em concreto em nenhumas ameaças desse tipo.”

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Legacy é o novo ‘Winery Restaurant’ da Herdade das Servas

A existência de um restaurante na Herdade das Servas não é uma novidade. Agora, surge o ‘Legacy Winery’ Restaurante com o cunho do chef Luciano Baldin.

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O ano de 2022 é um dos que promete ficar na memória do produtor Luís Serrano Mira. A somar aos vários lançamentos vínicos – um deles em estreia absoluta –, a abertura do Legacy Winery Restaurant, em plena Herdade das Servas, em Estremoz, promete deixar marca. Idealizado por si, para ser uma mais-valia para os apaixonados por boa comida e experiências enogastronómicas, tem uma cozinha contemporânea, mas inspirada nas tradições e heranças do Alentejo. Uma comida alma, despretensiosa e cheia de sabor.

A existência de um restaurante na Herdade das Servas não é uma novidade, sendo que o “primeiro” foi inaugurado em 2014 e esteve aberto até meados de 2020, altura em que Luís Serrano Mira optou por seguir com este projeto a solo – libertando o regime de concessão, como acontecera até então. Assim, no mesmo espaço, mas totalmente remodelado, desde a cozinha à sala, o Legacy Winery Restaurante abriu portas em Julho deste ano. Com capacidade para 42 pessoas, está aberto de quarta-feira a Sábado, aos almoços e jantares, e ao Domingo ao almoço. Encerra ao jantar de Domingo, à segunda e terça-feira.

O menu, com o cunho do chef Luciano Baldin, é composto por um leque de 23 pratos, entre entradas (9), principais (10) e sobremesas (4), que representam na sua plenitude todo o conceito implementado no Legacy Winery Restaurant: uma visão actual e interpretativa das tradições e das heranças gastronómicas do Alentejo, aliada ao universo vínico da Herdade das Servas. O menu é composto por um couvert tipicamente alentejano, nove entradas, dez pratos principais e quatro tentadoras sobremesas.

Para começar, como entradas, as propostas são nove: ovo cremoso com couve-flor, crocante de broa e paia de toucinho (€8,50); croquete de rabo de boi, pimenta rosa e mostarda (€10,00); sopa de cebola com queijo de Nisa (€7,50); torricado de perdiz em escabeche (€12,00); milhos fritos com alecrim e molho trufado (€7,00); bife tártaro mertolengo (€15,00); bacalhau, hummus de grão e agrião (€9,50); foie gras, compota de cebola e ameixa rainha Cláudia (€17,00); e enchidos alentejanos, queijo de entorna e chutney de uvas (€14,00). Embora recente, tem já pratos de eleição, sendo que nas entradas, os mais pedidos são o torricado de perdiz em escabeche – que homenageia o tradicional escabeche de perdiz, utilizado como técnica de conservação da ave durante a época de caça –, o croquete de rabo de boi e o bife tártaro mertolengo.

Passando os “principais”, de uma oferta composta por uma dezena de pratos, há já três na lista dos mais pedidos: carré de borrego de pasto com batatas assadas, castanhas e romesco (€28,50); bacalhau lascado com batatinhas de forno, cebolada, ovo cremoso e azeitonas (€19,50); e arroz de javali com cogumelos (€18,50). A estes somam-se os secretos de porco preto com espargos e migas de pingo e alho (€22,00); as bochechas de novilho estufadas com tubérculos e puré de aipo (€19,00); o bife com batatas fritas, esparregado e molho do bife (€25,00); o polvo braseado com migas de tomate e acelgas (€24,00); o agnolotti de borrego, shitake e molho do assado (€15,50); os cogumelos e espargos grelhados com tomate assado, bulgur e ovo cremoso (€18,00); e o hummus de ervilhas fumadas com legumes assados, portobello e grão frito (€14,50). Estes dois últimos como opções vegetarianas.

Para terminar a refeição, nada melhor do que uma doçaria inspirada nas especialidades alentejanas, de onde se destaca o pudim de azeite e mel, com sorbet de tangerina (€ 8,50) – que une a doçaria conventual com o azeite do produtor e mel alentejanos –, afirmando os mais doceiros, que esta é a grande sobremesa do Legacy Winery Restaurant. Há também boleima de maçã com molho de baunilha (€6,00); bolo rico de chocolate, avelã e espuma de caramelo (€7,50); e pavlova com morangos, alecrim e balsâmico (€7,00).

Para além do serviço à carta, o Legacy tem menus de grupo, para eventos até 30 pessoas. A partir de 2023, o chef Luciano Baldin vai passar a ter duas cartas, uma para a Primavera/Verão e outra para o Outono/Inverno, para assim conseguir explorar ainda mais os produtos da época. Para acompanhar há uma carta de bebidas, onde se destacam, como não podia deixar de ser, os vinhos da Herdade das Servas e da Casa da Tapada – projecto que o produtor Luís Serrano Mira tem em Amares, na região dos Vinhos Verdes –, estando disponíveis à garrafa e também a copo. Há três opções de espumante, uma cerveja e alguns espirituosos e licorosos.

Para o produtor Luís Serrano Mira, a renovação deste espaço simboliza ‘a valorização do projecto Herdade das Servas, com a sua vertente de enoturismo a sair reforçada. Termos a gestão do Legacy Winery Restaurant totalmente a cargo da Serrano Mira é a aposta numa nova área de negócio, bastante peculiar, mas é também uma forma de garantirmos uma experiência assumidamente enogastronómica, permitindo que quem nos procura possa conhecer a gastronomia alentejana, os nossos vinhos e, não menos importante, o pairing entre ambos. A renovação do restaurante, até do ponto de vista do conceito, é mais um passo para a materialização do que a Herdade das Servas defende, há quase um quarto de século: a preservação das tradições e da cultura da nossa região, mas com uma vertente contemporânea. Todos os pratos presentes na carta reflectem a interpretação do chef Luciano Baldin, que, em conjunto com a restante equipa, procurou trazer a autenticidade dos sabores do nosso Alentejo para a mesa, harmonizando cada um deles com os nossos vinhos’.

 

Legacy Winery Restaurant
Morada: Herdade das Servas, 7101-909 Estremoz
Horários: Quarta a Sábado, das 12h30 às 16h00 e das 19h30 às 23h00; Domingo das 12h30 às 16h00
Capacidade: 42 pessoas

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Turismo

Portugal ganha 12 prémios nos World Travel Awards 2022

Porto, Lisboa, Madeira, Passadiços do Paiva, TAP, Olissipo Lapa Palace, Parques de Sinta – Monte da Lua, Dunas Dourada Beach Club, Pestana Palace Hotel, Dark Sky Alqueva e Amazing Evolution foram os distinguidos nos “óscares” do turismo mundial.

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Foi em Muscat, capital de Oman, mais concretamente no Al Bustan Palace Hotel, que Portugal foi, mais uma vez, galardoado na Gala da Grande Final do World Travel Awards (WTA) 2022.

Ao todo foram uma dúzia os “óscares” do turismo que Portugal recebeu, depois de na gala europeia ter ganho 30 prémios.

Eis os vencedores:

Melhor Destino de Cidade – Porto
Melhor Destino Metropolitano à Beira-mar – Lisboa
Melhor Destino Insular – Madeira
Melhor Atração de Turismo de Aventura – Passadiços do Paiva
Melhor Companhia Aérea para África – TAP Air Portugal
Melhor Companhia Aérea para América do Sul – TAP Air Portugal
Melhor Hotel Clássico – Olissipo Lapa Palace Hotel
Melhor Empresa de Conservação – Parques de Sintra – Monte da Lua
Melhor Golf & Villa Resort- Dunas Douradas Beach Club
Melhor Hotel de Luxo de Negócios – Pestana Palace Hotel
Melhor Projeto de Turismo Responsável – Dark Sky Alqueva
Melhor Operador de Hotéis Boutique – Amazing Evolution

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Hotelaria

AHETA: Ocupação hoteleira no Algarve em outubro acima do valor médio, mas ainda abaixo de 2019

As unidades de alojamento do Algarve marcaram em outubro uma ocupação acima do valor médio para o mês, no entanto, este ainda está abaixo do verificado em 2019.

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Os dados provisórios são da Associação Dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, que adianta em comunicado que a taxa de ocupação por quarto na região foi 69,5%. A percentagem encontra-se 2,1 pontos percentuais (p.p.) abaixo do valor registado em 2019 (-2,9%), mas acima do valor médio para o mês.

Os dados dão ainda conta de que, comparativamente a 2021, a ocupação por quarto subiu 7,4 p.p. (+12,0%).

O mercado irlandês (+1,2pp) e o mercado nacional (+0,5pp) foram os que apresentaram as maiores subidas face a outubro de 2019, sendo que as maiores descidas foram as do mercado alemão (-3,7pp) e britânico (-0,8pp).

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Tecnologia

Ryanair e Amadeus em nova parceria de distribuição

As reservas na Ryanair através da plataforma Amadeus podem ser efetuadas a partir do final de 2022.

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A Ryanair e a Amadeus estabeleceram uma nova parceria de distribuição que irá expandir o acesso da oferta da companhia aérea à base de clientes da empresa de tecnologia de viagens.

Operando 3.000 voos diários para 225 destinos em 36 países, a Ryanair transporta, atualmente, 115% do seu tráfego pré-pandémico, sendo que, com as empresas em toda a Europa a enfrentar crescentes pressões económicas e inflacionistas, as reservas com a Ryanair podem ser efetuadas através da Plataforma de Viagens Amadeus a partir do final de 2022.

Em comunicado é referido que “a parceria apoia a visão da Ryanair de aumentar a sua visibilidade e chegar aos clientes Amadeus, particularmente para viagens de negócios”. A integração com os fluxos e processos de reserva do Amadeus garantirá aos clientes uma elevada eficiência operacional na pesquisa, reserva e serviço de conteúdos da Ryanair, bem como a possibilidade de oferecer uma escolha mais ampla de opções de viagem a viajantes conscientes dos custos.

“A oferta alargada de viagens da Ryanair não só pode gerar poupanças substanciais para os clientes, como também os ajudará a gerir a sua pegada de carbono e a melhorar as suas credenciais ESG, com as mais baixas emissões de CO2 por passageiro/km de qualquer grande companhia aérea europeia, um feito sustentado pela sua estratégia de descarbonização Pathway to Net Zero by 2050”, refere-se no comunicado.

Esta é, de resto, uma missão partilhada pelo Amadeus, e a nova parceria contribuirá para expor estas ofertas ambientalmente eficientes a um público ainda mais vasto.

Dara Brady, diretor de Marketing, Comunicação & Digital da Ryanair, refere que esta parceria “expande ainda mais a oferta da Ryanair e permite aos clientes corporativos em particular um maior acesso à nossa rede de ligações, altas frequências, desempenho pontual, e tarifas baixas, à medida que regressam a colaborar presencialmente com os colegas”.

Já Jose Luis Aragon, VP Regional de Distribuição Aérea da Europa da Amadeus, frisa, em comunicado, que esta parceria ilustra “o valor da nossa plataforma para transportadoras de baixo custo, oferecendo à companhia aérea o acesso à mais ampla rede de vendedores de viagens em todo o mundo e a tecnologia para os ajudar a tirar o máximo partido do canal indireto”, concluindo que “é outro exemplo do empenho em fornecer o mais amplo e relevante conteúdo de viagem de qualquer fonte tecnológica aos nossos vendedores de viagens, com uma integração suave e sem problemas nas suas ferramentas e processos quotidianos”.

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Tecnologia

merytu responde ao novo paradigma da empregabilidade no turismo

Pensada em 2020 e lançada em 2021, a plataforma merytu pretende dar resposta a uma problemática do setor do turismo: os recursos humanos. Facilitadora de contactos entre quem emprega e quem procura emprego liberal e flexível, a plataforma nasceu com incidência na hospitalidade. Contudo, o objetivo é abranger todo o turismo a nível nacional, possuindo já outros setores de atividade em vista.

Victor Jorge

De acordo com os dados do World Travel & Tourism Council (WTTC), Portugal regista uma escassez de mão-de-obra, estimando a entidade internacional que faltam preencher cerca de 50.000 empregos no setor do turismo. Num setor que funciona 24 horas, sete dias por semana, 365 dias por ano, o problema dos recursos humanos nunca foi tão premente como agora, com a pandemia a “agudizar uma questão que, contudo, já existia há muito tempo”, admite João Silva Santos, COO da empresa portuguesa merytu, solução tecnológica que une profissionais independentes e empresas da área da hospitalidade de forma inovadora, simples e eficaz, e um dos quatro sócios fundadores, a quem se junta a Portugal Ventures.

Conhecidas as dificuldades em recrutar colaboradores para funções essencialmente operacionais, principalmente na hotelaria e restauração, é neste universo que a merytu se posiciona, neste momento, oferecendo, através da plataforma tecnológica, o melhor “match” entre quem necessita de preencher uma vaga e quem procura, de forma flexível, ter uma ocupação, sem colocar “em risco” o “novo” modo de vida que a pandemia trouxe.

Centrado no turismo, mas não só
A atuar no mercado há pouco mais de um ano, a merytu possui 260 empresas a confiar no modelo apresentado pela plataforma de emprego e mais de 1.300 perfis de profissionais independentes inscritos e uma média de 60 registos diários, oferecendo, neste momento, 18 funções, abrangendo perto de 80% das funções na hotelaria e restauração. “O objetivo é ampliar a oferta e possuímos um roadmap de desenvolvimento muito rápido, de modo a chegar ao turismo na sua plenitude”, salienta o responsável pela empresa. Segundo João Silva Santos, “a ideia é estarmos em todas as frentes do turismo”, admitindo que “existem outros setores que já demonstraram o interesse pela plataforma”, como, por exemplo, a construção ou saúde.

“Compreendemos que o nosso time to market seria muito mais veloz, já que a nossa rede está muito bem estabelecida e vai ao encontro das atuais necessidades do mercado. Compreendemos, também, que seria necessário adaptar as necessidades das empresas à ‘nova’ realidade de quem procura emprego e vice-versa e onde a flexibilidade e disponibilidade são fatores chave”, considera o COO da merytu.

A pandemia trouxe novos desafios, nomeadamente, no equilíbrio que estas gerações mais novas pretendem dar à sua vida pessoal e profissional”

“A pandemia trouxe novos desafios, nomeadamente, no equilíbrio que estas gerações mais novas pretendem dar à sua vida pessoal e profissional”. Daí não é de estranhar que é, sobretudo, na “Geração Z” que a plataforma tem a sua incidência mais concreta, evidenciando João Silva Santos as novas tendências da empregabilidade com que se aceita um compromisso profissional em qualquer parte do país. Contudo, frisa que a merytu “não exclui ninguém”, revelando que existem pessoas na faixa dos 50 e poucos que, de repente, ao perderem um vínculo de longa duração, se registam na plataforma para dar seguimento à experiência que adquiriram e onde “têm realmente uma oportunidade de estar em pé de igualdade com os outros”, admitindo que a idade “não é um fator, mas antes a performance. Hoje pode estar-se a trabalhar durante três ou quatro semanas no Porto, depois duas ou três semanas no Algarve. Atualmente, as pessoas já não querem horários das nove às cinco. Esse agora é o novo paradigma dos recursos humanos no setor do turismo”.

Eventualmente, a classificação mais correta para a merytu é vê-la como um “marketplace” para o emprego flexível e onde as urgências de última hora encontram resposta. “Não vimos substituir os contratos de trabalho, estamos cá para complementá-los”, frisando João Silva Santos que “os gestores de recursos humanos estão cada vez a utilizar-nos mais como uma ferramenta para suprir necessidades que de outra forma talvez não conseguiriam, já que o tempo de aferir, num processo de seleção, um profissional ou de ter o work assembly, é demorado”. Ou seja, “somos uma ferramenta, não somos uma agência, nem nos substituímos à expertise do profissional de recursos humanos. Complementamos com tecnologia uma necessidade do mercado de trabalho na área do turismo”.

João Silva Santos refere que a fundação da merytu “foi realmente algo circunstancial que veio trazer uma oportunidade e uma pertinência superior”. Se antes da pandemia já havia, por parte de muitos decisores, alguma necessidade de pensar diferente, com a pandemia “houve uma aceleração”. Certo é que para o COO da empresa, “as pessoas não desapareceram”, o que acontece agora é que as pessoas “necessitam de ser valorizadas de uma forma muito diferente”.

Ajustar procura e oferta
É aqui que entram os três pilares fundamentais pelas quais a merytu se rege: rendimentos, tempo e flexibilidade. “Pagando mal ou bem, há comparativos com outros setores”, destacando João Silva Santos a taxa de licenciados (cerca de 40%) que abandonam o setor do turismo e, especialmente, o da hospitalidade. “Isto dá-nos pistas de que alguma coisa tem de mudar”, admite, colocando, igualmente, enfâse no desenvolvimento de carreiras. Ou seja, “se invisto o meu tempo a tirar uma licenciatura e em conhecimentos académicos também procuro um plano de carreira concreto e não teórico”.

A empresa, através da aplicação, indica uma referência remuneratória “20% acima da média do que as funções ganhariam em contexto tradicional”, salientando que “não controlamos nem queremos controlar as remunerações”.

Os pilares do tempo e da flexibilidade estão interligados, frisando João Silva Santos que “valorizamos o tempo das pessoas, trazendo uma oportunidade de equilibrar o fator pessoal e profissional de uma forma inédita. E dá um exemplo: “Se um profissional de sala quiser manter a prática do surf todos os dias de manhã e conseguir na aplicação aceitar convites numa unidade que regularmente o convoca a partir do turno da tarde, naturalmente que quererá o melhor de dois mundos”. Ou seja, consegue encaixar o trabalho na vida pessoal e vice-versa.

Do lado das empresas, o “segredo” passa por suprimir uma necessidade urgente e temporária, sem existir um vínculo laboral que traria custos à empresa, podendo contar com um profissional à medida, num modelo aberto, no que João Silva Santos diz ser um “abrir de porta”. “Não somos intermediários, somos facilitadores e é realmente este matching que acontece e é uma mais-valia para todos. A rapidez de identificação, podendo existir um compromisso em dez minutos, traz uma agilidade inédita para um setor que anda sempre à velocidade da luz”.

De acordo com João Silva Santos, é o “contexto realtime que muda as regras do jogo”, não se tratando somente de uma plataforma onde se “despeja” o CV. “A nossa forma de estar no mercado responde efetivamente aos atuais desafios do setor do turismo, pelo facto de ser verdadeiramente atrativo para os profissionais e empresas”, refere o responsável da empresa, admitindo que a proposta de valor baseia-se no “equilíbrio e na cooperação e é totalmente ajustada às expetativas de ambas as partes. Por um lado, as empresas encontram na merytu uma solução ágil de reforçarem as suas equipas, com profissionais qualificados e motivados, à medida das suas necessidades. Por outro, os profissionais deste ramo conseguem finalmente encontrar a liberdade e flexibilidade de horários, que tanto necessitam para equilibrar a vida pessoal e profissional”.

Complementamos com tecnologia uma necessidade do mercado de trabalho na área do turismo”

Expansão nacional
A atuar em todo o território nacional, o trabalho do departamento comercial da merytu desenvolve-se não junto de quem procura colocação, mas sim junto das empresas que colocam essas vagas, ou melhor, “gigs”, na plataforma. João Silva Santos destaca, de resto, o fator humano que “não é muito comum em tecnologia”. Cada empresa que se regista recebe um follow-up através do customer service que funciona sete dias por semana, referindo o responsável que “muitas empresas ficaram surpreendidas por serem contactadas por profissionais de uma aplicação que instalaram num telefone, situação que nunca tinha acontecido antes”. Contudo, refere, “isto é fundamental para que as pessoas tenham confiança, já que se surgir algum problema, sabem que existe alguém para ajudar”.

“A tecnologia não vai substituir o fator humano”, considera João Silva Santos, frisando que “o trabalho que temos com os nossos clientes é de compromisso total”.

Presente nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, a merytu ambiciona crescer a curto prazo para outros pontos do país, nomeadamente Algarve e lha da Madeira. A expectativa é chegar até ao final do ano de 2022 com mais de 2.000 perfis profissionais inscritos na plataforma, assim como contar com 300 empresas ativas.

Como funciona a merytu?

A ligação entre empresas e profissionais acontece da seguinte forma: as empresas submetem os seus convites de compromissos profissionais, de acordo com as respetivas necessidades, indicando as funções e níveis de experiência pretendidos, datas, horários, duração dos serviços e ainda, outras competências necessárias para o desempenho das funções pretendidas.
De forma automática, a merytu faz o match entre as empresas e os profissionais com o perfil desejado, disponíveis para aceitar os convites. Após a prestação do serviço, as empresas avaliam o desempenho do profissional de acordo com vários parâmetros definidos, garantindo desta forma a transparência e, em simultâneo, os profissionais avaliam as respetivas experiências nessas empresas. Esta avaliação permite aos profissionais evoluírem de acordo com o seu mérito, podendo aumentar o seu valor por hora e, por outro lado, permite às empresas encontrar profissionais com as qualificações que desejam, bem como diferenciarem-se em termos de Employer Branding, através da classificação que recebem.
Trata-se de uma solução win-win, que responde às tendências do setor, através da qual os profissionais poderão encontrar oportunidades de trabalho flexíveis e construir as suas carreiras autonomamente, com possibilidades de evolução baseadas no desempenho. Para as empresas as mais valias também são notórias. Através da plataforma o processo de identificação de profissionais é contínuo – 24/7 – não havendo trabalho administrativo envolvido, nem dependência de intermediários. O acesso ao perfil dos profissionais é feito de forma imediata e em minutos é efetuada a correspondência entre profissional e empresa. A seleção é feita pelo nível de experiência pretendido, assim como pelo feedback de performance detalhado e, por essa razão, o match é, em regra, eficaz. Por sua vez, este método é também uma mais-valia para profissionais juniores, experientes ou até mesmo pessoas que desejem mudar radicalmente de área, ajudando-as a perceber o seu verdadeiro potencial, promovendo o seu desenvolvimento pessoal e profissional, adquirindo conhecimentos e competências técnicas on-the-job.

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Nova política de passaportes impacta negativamente o mercado das viagens estudantis no Reino Unido

A eliminação da “List of Travellers” por parte do Governo britânico impossibilita a viagem de estudantes somente o Cartão de Identificação em vez de passaporte. Uma análise diz, agora, que o impacto pode chegar aos 1,7 mil milhões de euros para a economia britânica.

Victor Jorge

De acordo com uma análise realizada junto de 82 operadores turísticos europeus, o número de estudantes que visitaram os Reino Unido, em 2022, caiu 83% face a 2019.

Esta quebra deve-se à nova política de passaportes e à eliminação da “List of Travellers” pela qual os grupos organizados de estudantes, acompanhados de professores, podiam viajar até ao Reino Unido utilizando somente o Cartão de Identificação em vez de passaporte.

As contas feitas pelos responsáveis pela análise – Tourism Alliance, UKinbound, English UK, BETA e ETOA – avançam que esta realidade significa uma quebra de mais de 700 milhões de libras por ano (cerca de 800 milhões de euros) à economia britânica.

Os autores da análise referem que “existe agora uma exigência para que todos esses alunos devem ter um passaporte completo. Este é um documento que muitas crianças da UE normalmente não precisam para viajar pela maior parte da Europa, e muitas não têm este documento”.

Na análise é ainda salientado que “os números variam de país para país, mas, por exemplo, estima-se que apenas 35% das crianças italianas em idade escolar tenham passaporte. O custo (entre €50 e €120) e os encargos administrativos para obter esses documentos são uma barreira substancial para aqueles que consideram uma viagem ao Reino Unido”.

Em 2019, o Reino Unido recebeu 1,2 milhão de estudantes de países da UE que vieram para aprender inglês, conhecer a história e a cultura do país ou participar de eventos culturais e desportivos, calculando que tenham gasto cerca de mil milhões de libras (cerca de 1,2 mil milhões de euros) na economia local, sustentando perto de 17.000 empregos, admitindo-se que “são um componente significativo das atividades de ‘soft power’ do Reino Unido”.

A análise destaca ainda que “não se espera que o setor recupere, pois os operadores indicam que o número de grupos escolares que enviarão para o Reino Unido, em 2023, diminuirá em pelo menos 60%, o que significa uma perda adicional de receita para a economia do Reino Unido de 600 milhões de libras (cerca de 700 milhões de euros).

Richard Toomer, diretor executivo da Tourism Alliance, refere que “as viagens de grupo de estudantes eram um mercado importante para a economia do Reino Unido. Há muitas razões pelas quais esses grupos gostariam de visitar o Reino Unido para eventos desportivos, visitas culturais, eventos e muito mais. O que aconteceu com a outrora forte indústria de escolas de inglês do Reino Unido é um excelente exemplo dos danos causados por esta política e, como resultado, o país está a perder quase 1,5 mil milhões de libras [mais de 1,7 mil milhões de euros] em receita de exportação”.

Assim, Toomer conclui que “o Governo deve restabelecer a ‘List of Travellers’ urgentemente ou um esquema de viagens de grupo de jovens semelhante, reconhecendo o risco extremamente baixo representado por essas crianças viajantes, o custo insignificante e o impacto económico positivo”.

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Festuris dá pontapé de saída para edição de 2023

Sob o mote que evidencia as pessoas com o slogan “O centro do turismo é você”, a organização da Festuris lançou as datas para o evento de 2023.

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A organização do Festuris – Feira Internacional de Turismo de Gramado, já começou a trabalhar na edição dos 35 anos do evento. O 34.º Festuris, realizado de 3 a 6 de novembro, foi considerado o maior e melhor de todas as edições, segundo a organização, tendo registado um crescimento de 120% em relação a 2021, 16% comparado com 2019, mais de 2.700 marcas em exposição, 12.500 inscritos e mais de 40 destinos internacionais.

Quanto à edição do próximo ano, com datas entre 9 e 12 de novembro, foi lançado o primeiro vídeo da campanha “Festuris na Minha vida” sob o mote que evidencia as pessoas com o slogan “O centro do turismo é você”. O objetivo do projeto é destacar histórias de pessoas que têm envolvimento com a feira de negócios turísticos do Brasil.

“Não existe turismo sem pessoas, ele é movimento o tempo todo. Nosso intuito é valorizar ainda mais cada indivíduo que desenvolve um turismo mais consciente e com muitas inovações”, frisa Marta Rossi, fundadora e CEO do Festuris.

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Transportes

Emirates regressa aos lucros, mas admite que “o horizonte não é isento de ventos contrários”

Face ao mesmo período de 2021-2022, a Emirates passou, no primeiro semestre do ano fiscal 2022-2023, de prejuízos de prejuízos de 1,6 mil milhões de euros para lucros de 1,1 mil milhões de euros.

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A Emirates registou, no primeiro semestre do ano fiscal 2022-2023, um incremento nas receitas de 131% face a igual período do ano passado, fazendo com que atingissem 13,7 mil milhões de dólares (cerca de 13,6 mil milhões de euros). Já os lucros passaram de um prejuízo de 1,6 mil milhões de dólares (cerca de 1.588 milhões de euros) no período homólogo do exercício transato para 1,1 mil milhões de dólares (1.092 milhões de euros).

Em comunicado, o grupo Emirates refere que “os resultados revelam a capacidade da companhia aérea para satisfazer a forte procura de passageiros em todas as regiões, com aumento da capacidade e produtos de alta qualidade”.

Os custos operacionais da Emirates aumentaram 73% face a um crescimento global da capacidade de 40%, principalmente devido ao aumento substancial dos preços dos combustíveis que mais do que triplicou em comparação com o mesmo período do ano passado. Isto deveu-se principalmente a um aumento de combustível de 65%, em linha com o aumento das operações de voo, e à duplicação dos preços médios do petróleo durante este período. O combustível, que foi a maior componente do custo operacional da companhia aérea nos ciclos de informação pré-pandémicos, representou 38% dos custos operacionais, um dos rácios mais elevados de sempre, em comparação com os 20% nos primeiros seis meses do ano passado.

Impulsionado pela forte procura e pelo aumento das operações durante os seis meses, o EBITDA da Emirates cresceu quase três vezes para 4 mil milhões de dólares em comparação com os 1,4 mil milhões de dólares para o mesmo período do ano passado.

A Emirates transportou 20 milhões de passageiros entre 1 de abril e 30 de setembro de 2022, um aumento de 228% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em junho, a Emirates iniciou as operações para Tel Aviv, um novo destino. Expandindo as opções de conectividade para os passageiros, a Emirates anunciou acordos de codeshare e interline com 12 companhias aéreas nos primeiros seis meses de 2022-23: Airlink, AEGEAN, ITA Airways, Air Baltic, Air Canada, Bamboo Airways, Batik Air, Finnair, Royal Air Maroc, Sky Express, Sun Country Airlines, e United Airlines.

Com a chegada de novos aviões de passageiros apenas prevista para 2024, a Emirates iniciou este mês o seu programa multibilionário para equipar 120 aviões com os seus mais recentes interiores de cabine e produtos.

A Emirates continuou a introduzir novos produtos e inovações para cumprir a sua promessa de “Fly Better”, incluindo menus melhorados em todas as classes de cabine, e o lançamento de um novo programa de hospitalidade para elevar o serviço de formação e de execução.

Em agosto, a Emirates lançou a sua experiência Premium Economy para dar uma resposta extremamente positiva e “reservada” aos passageiros nos seus voos para Londres, Paris e Sydney. A Emirates tenciona introduzir o seu produto Premium Economy em mais cinco rotas antes do final de 2022-23, à medida que mais aviões estejam equipados com estes assentos.

Para Ahmed bin Saeed Al Maktoum, presidente e CEO da Emirates Airline Group, “desempenho histórico do Grupo nos primeiros seis meses de 2022-23 é o resultado de um planeamento antecipado, de uma resposta comercial ágil e dos esforços da nossa talentosa equipa”.

O Sheik Ahmed refere ainda, em comunicado, que “a recuperação das nossas operações acelerou-se, à medida que mais países facilitavam e levantavam as restrições de viagem”, salientando que “estávamos prontos e entre os primeiros a servir a forte procura dos clientes graças aos nossos sólidos planos de negócios, ao apoio dos nossos parceiros industriais, e aos nossos investimentos contínuos em pessoas, tecnologia, produtos e serviços”.

“Nos próximos meses, continuaremos concentrados em reconduzir as nossas operações a níveis pré-pandémicos e em recrutar as competências certas para as nossas necessidades atuais e futuras”, frisa ainda o responsável máximo do grupo Emirates.

Assim, conclui, “esperamos que a procura dos clientes em todas as nossas divisões comerciais se mantenha forte no 2.º semestre de 2022-23. Contudo, o horizonte não é isento de ventos contrários, e mantemo-nos atentos aos custos inflacionários e a outros macro desafios, tais como o fortalecimento do dólar americano e as políticas fiscais dos principais mercados”.

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Pablo Pastega , diretor – geral da FlixBus ( companhia de autocarros ) para os mercados de Portugal e Espanha fotografado na zona da Estacao do Oriente .

Lisboa , 28 de Junho de 2021 .

©Enric Vives-Rubio

Transportes

FlixBus cresce 152% em Portugal e Espanha e transporta mais de 1,7 milhões de passageiros

O responsável pela operação da operadora global de mobilidade, Pablo Pastega, considera que Portugal é “desde sempre um mercado prioritário para a Flix”.

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A Flix registou um crescimento global de 130%, entre abril e setembro deste ano, tendo atingido os 34 milhões de passageiros transportados na FlixBus, FlixTrain, Greyhound e Kamil Koc, nos 39 mercados onde opera na Europa, América do Norte, Brasil e Turquia. Em Portugal e Espanha, e neste mesmo período, a FlixBus transportou mais de 1.700.000 passageiros, registando um crescimento de 152% face ao mesmo período de 2021.

Este resultado recorde da operadora global de mobilidade que disponibiliza viagens de comboio e autocarro sustentáveis e acessíveis foi impulsionado pelo aumento da procura de viagens que se sentiu no período pós-pandemia, e também pela crescente importância das soluções de mobilidade partilhada sustentável.

O crescimento global de cerca de 130% é ainda resultado da recuperação do negócio, fortemente afetado pela pandemia, com a procura a ultrapassar os níveis pré-pandémicos de 2019, e pela expansão global da marca durante o período do Covid-19 para novos mercados, nomeadamente Brasil, EUA, Canadá, Países Bálticos e também Portugal.

De acordo com Pablo Pastega, diretor-geral da FlixBus em Portugal e Espanha, “os nossos resultados na Península Ibérica, onde a FlixBus tem vindo a operar linhas internacionais desde 2016 e linhas domésticas em Portugal desde 2020, mostram que, apesar da crise do COVID-19, há cada vez mais passageiros a confiar na FlixBus para viajar em segurança, e de uma forma mais económica e mais sustentável”.

Relativamente ao nosso país, o responsável refere que “Portugal é desde sempre um mercado prioritário para a Flix, e temos vindo a investir no país e a expandir a nossa rede e ligações, oferecendo esta solução de mobilidade partilhada sustentável a cada vez mais pessoas, chegando a cada vez mais destinos”.

E conclui que “o transporte de passageiros de longo curso deve fazer parte da solução de mobilidade de Portugal, primeiro porque é complementar ao comboio, e segundo, porque, conforme comprovam os vários estudos realizados por reputadas instituições internacionais, os chamados expressos continuam a ser um dos meios de transporte mais sustentável e económico, sendo igualmente seguro. Portugal tem uma das melhores redes viárias da Europa, tem o investimento feito, e isso deve ser tido em conta na hora de pensar o futuro da mobilidade sustentável em Portugal”.

Já André Schwämmlein, CEO da Flix, afirma que “continuamos a trabalhar na nossa estratégia para impulsionar o futuro da mobilidade de uma forma rentável e sustentável. Investir na nossa expansão para o Brasil, EUA, Canadá, Países Bálticos e Portugal durante a pandemia provou ser um passo ousado e bem-sucedido na nossa visão de oferecer mobilidade acessível e sustentável a todos e em todo o mundo”.

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Mata do Bussaco bate recorde de visitantes em 2022

A Mata Nacional do Bussaco tem registado um crescimento na ordem dos 20% em todos serviços disponíveis.

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A Mata Nacional do Bussaco já recebeu, este ano, cerca de meio milhão de visitantes, número que corresponde a um recorde e que se segue a dois anos atípicos, devido à pandemia da COVID-19.

“Depois de 2020 e 2021 serem anos atípicos, com a Mata a estar fechada em alguns períodos, estamos muito satisfeitos com os números de 2022. Sabíamos que este ano, que ainda não terminou, seria de muito trabalho, mas estamos muito satisfeitos com os resultados, que batem todos os recordes conseguidos até hoje”, disse à Lusa Guilherme Duarte, presidente da Fundação Mata do Bussaco.

De acordo com o responsável, a Mata Nacional do Bussaco tem registado um crescimento na ordem dos 20% em todos serviços disponíveis, comparativamente com “o último ano dito normal, antes da pandemia”.

“Utilizando o ano de 2019 como barómetro, o número de visitantes aumentou significativamente e a venda de serviços que a Mata também proporciona superou as expectativas. Portanto, temos mais receita nas entradas na Mata, mais receita na visitação ao Convento [de Santa Cruz do Bussaco], ou seja, na exploração de todos os nossos serviços”, explicou.

Guilherme Duarte indicou também que a Fundação Mata do Bussaco vai continuar a investir na melhoria das condições de visitação do parque, estando já prevista a conclusão do processo de sinalética.

“Este ano, o projeto do Fundo Ambiental atribuiu-nos 300 mil euros, sendo fundamental para concluir o processo de sinalética. É uma mais-valia enorme, pois vai permitir que os visitantes circulem pela mata com a ajuda desta informação, sendo guias de si próprios”, acrescentou.

A par da sinalética, que deverá estar toda instalada “o mais tardar nos primeiros dias de 2023”, a Fundação pretende ainda realizar uma intervenção nas Estufas da Mata.

“Esta é uma intervenção urgente e que vai arrancar dentro de alguns dias. Vai ter um papel muito importante na produção de novas espécies, novas plantas, para além de se recuperar um espaço que os visitantes sempre gostaram muito de ver”, revelou.

Prevista está também a aquisição de três viaturas elétricas, que vão servir de apoio nas visitas à Mata, passando por espaços definidos, revelou ainda o responsável, explicando que as intervenções pretendem também reduzir a sazonalidade da Mata Nacional do Bussaco.

“Todos sabemos que a Mata vive de sol e que os dias de sol fazem toda a diferença no número de visitantes. No entanto, queremos atrair mais visitantes, criando atrativos para o resto dos dias do ano, promovendo programas que sirvam de pretexto para trazer pessoas à Mata”, concluiu.

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