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Accor quer ultrapassar os 400 hotéis de gama superior até 2015

Actualmente, são 300 as unidades que a cadeia hoteleira francesa possui nesse segmento.

Tiago da Cunha Esteves
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Accor quer ultrapassar os 400 hotéis de gama superior até 2015

Actualmente, são 300 as unidades que a cadeia hoteleira francesa possui nesse segmento.

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A Accor quer superar a fasquia dos 400 hotéis de segmento superior até 2015, um objectivo anunciado na ITB Berlim 2013, que começou esta quarta-feira. Actualmente, a cadeia hoteleira francesa detém 300 unidades nesse segmento.

Citada pela imprensa francesa, a Accor justifica esta estratégia com a procura crescente oriunda de mercados emergentes, que procuram, cada vez mais, experiências de luxo no que à hotelaria diz respeito.

Hoje em dia, 42% dos hotéis de luxo da Accor estão situados na região da Ásia-Pacífico e 35% na Europa.

Em termos de novos projectos neste segmento, é nas regiões da América Latina, Médio Oriente e Ásia-Pacífico que a cadeia hoteleira mais vai investir.

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Pandemia atrasa mas não altera rumo de Portugal no turismo médico

A alta taxa de vacinação e a resposta positiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) à pandemia ajudaram a projetar uma imagem positiva do país além-fronteiras e que pode contribuir para afirmar Portugal enquanto destino de excelência no turismo médico. Agora, é necessário retomar a promoção, até porque, apesar de não ter alterado a estratégia, a pandemia veio atrasar o trabalho que estava em curso.

A alta taxa de vacinação e a resposta positiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) à pandemia ajudaram a projetar uma imagem positiva do país além-fronteiras e que pode contribuir para afirmar Portugal enquanto destino de excelência no turismo médico. Agora, é necessário retomar a promoção, até porque, apesar de não ter alterado a estratégia, a pandemia veio atrasar o trabalho que estava em curso.

Conhecido pelos elevados gastos que motiva e receitas generosas que gera, o turismo médico tornou-se, a partir de 2017, numa aposta efetiva de Portugal. Este produto turístico, que segundo um estudo do mesmo ano do Conselho Mundial das Viagens e Turismo (WTTC, sigla em inglês) cresceu 358%, entre 2000 e 2017, passando a valer qualquer coisa como 11 mil milhões de dólares e a representar 1,2% dos gastos globais relacionados com o turismo a nível internacional, entrou oficialmente no radar nacional com a Estratégia Turismo 2027, quando “o Turismo de Saúde e Bem Estar, e o Turismo Médico em particular, foram identificados como ativos emergentes face ao seu reconhecimento internacional, potencial de crescimento e valor acrescentado”, lembra o Turismo de Portugal, em resposta ao Publituris.

A partir daí, foram surgindo várias iniciativas que visavam promover Portugal como um destino de referência para este tipo de turismo, que junta procedimentos e tratamentos médicos à típica oferta de lazer. O objetivo passava por aliar o melhor desta oferta de lazer, e pela qual o país já é reconhecido além-fronteiras – basta lembrar os inúmeros prémios recebidos – a um moderno conjunto de infraestruturas hospitalares privadas que o país também disponibiliza para mostrar que Portugal também pode ser uma opção neste produto.

Tudo parecia correr de feição e, apesar de se admitir que era preciso trabalho para dar visibilidade à oferta nacional e competir com países que há muito se afirmam neste tipo de turismo, projetos não faltavam. 2019 parecia mesmo ser o ano do tiro de partida para uma promoção mais constante. Em agosto desse ano, o Turismo de Portugal e o Health Cluster Portugal (HCP) lançavam o Portugal Health Passport, uma plataforma com toda a oferta de serviços médicos privados disponibilizados no país e que surgiu no âmbito da campanha Brelcome, destinada ao mercado britânico. Mais tarde, em dezembro, era a vez de ser assinado um protocolo de cooperação para a promoção internacional da oferta nacional neste segmento, cujo potencial volume de negócios, estimava o Turismo de Portugal, rondava os 100 milhões de euros por ano. Além de pretender impulsionar o reconhecimento e a notoriedade internacional do país enquanto destino de turismo médico, este protocolo visava também a gestão de sinergias entre o Turismo de Portugal, o HCP, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), as quatro entidades que assinaram o documento.

Até que chegou a pandemia e tudo ficou em suspenso. “A pandemia teve impactos nunca até então vistos, designadamente no que diz respeito à mobilidade das pessoas o que, além de retirar as condições mínimas de estabilidade, fez cair o assunto para os níveis mais baixos de prioridade”, admite Joaquim Cunha, diretor executivo do HCP, em resposta ao Publituris.

Potencial

O impacto da pandemia nos planos traçados para o turismo médico foi, como diz Joaquim Cunha, “sobretudo o de suspender toda a atividade e dinâmica em curso”. O diretor executivo do HCP dá como exemplo a plataforma Portugal Health Passport que, neste período, foi “orientada para agilizar o processo de realização de testes” dos turistas que continuaram a visitar Portugal.

No entanto, apesar das muitas mudanças a que a COVID-19 obrigou, nem todas foram negativas, até porque, como acrescenta Nazir Sacoor, CEO da Longevity, que aposta no turismo médico, assim como no segmento de saúde e bem-estar no Longevity Health & Wellness Hotel, no Algarve, “a COVID-19 veio alertar todos que a saúde é o bem mais precioso”. “As pessoas estão mais atentas aos sinais que o corpo lhes dá e à importância que o sistema imunitário tem na defesa contra vírus”, considera, numa ideia que é também defendida por Joaquim Cunha, para quem a “pandemia tornou ainda mais clara a visão global da saúde, o que, conjugado com manifestos ganhos em termos da sua centralidade na vivência coletiva, alarga o quadro de oportunidades para o turismo médico”.

Certo é que, como considera Óscar Gaspar, presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), Portugal conta com uma boa oferta neste segmento e tem “excelentes condições para se posicionar como um player relevante neste setor”.

Foi por isso que, explica o responsável, APHP entrou no protocolo de cooperação para promover a oferta nacional de turismo médico, cujos parceiros, defende Óscar Gaspar, têm condições de “provar que o turismo médico não é apenas uma ideia com potencial, mas tem mesmo condições de realizar esse potencial”.

Na opinião do responsável, “os hospitais privados em Portugal têm uma oferta diferenciada e de excelência comprovada”, que já vai sendo reconhecida em algumas áreas. “Há vários hospitais com acreditação internacional e já hoje há diversos casos em que o nosso país é o destino preferido para áreas como a avaliação e a traumatologia desportiva, por exemplo”, indica. Para Óscar Gaspar, “Portugal é um país que recebe bem, seguro, que respeita as pessoas e as suas culturas e é também um país muito desenvolvido na área das ciências da vida, pelo que esta aliança é claramente ganhadora e tem uma proposta de valor muito importante para quem nos quiser visitar (também) para tratar dos seus problemas de saúde”.

Além das condições hospitalares, Portugal conta ainda com oferta no âmbito da saúde e bem-estar, um mercado que, não estando diretamente ligado ao turismo médico (que pressupõe hospitalização), pode ser complementar, nomeadamente ao nível da recuperação ou de tratamentos terapêuticos não cirúrgicos, para os quais as termas, por exemplo, são há muito recomendadas. João Pinto Barbosa, diretor geral da Associação Termas de Portugal (ATP), concorda que o país tem potencial neste mercado e lembra que, apesar do mau momento que as estâncias nacionais viveram, com o encerramento por decreto durante 193 dias devido à pandemia, vários estudos internacionais têm demonstrado que “o termalismo desempenha um papel fundamental na redução de risco de doenças crónicas que têm maior correlação com os casos mais severos da doença COVID-19”, motivo pelo qual se mostra convicto que os próximos tempos vão trazer “oportunidades únicas para as Termas poderem afirmar o seu papel de protagonismo na melhoria da qualidade de vida”.

Imagem

Ao potencial que o país já tinha neste segmento e ao facto da saúde estar atualmente no centro das atenções, Portugal junta agora, e em resultado da pandemia, outra vantagem: a boa imagem com que saiu desta crise, fruto da resposta positiva à pandemia e da alta taxa de vacinação, que coloca o país na liderança mundial. Ao Publituris, o Turismo de Portugal diz não ter dúvidas de que, devido a essa resposta positiva, Portugal é, hoje, “percecionado internacionalmente como um bom exemplo em termos de organização e capacidade de resposta do SNS às situações decorrentes da crise pandémica, mas também no que toca à vacinação da população portuguesa, tendo atingido uma taxa de vacinação completa de 85% da população numa fração de meses”.

E também Joaquim Cunha considera que o país, ainda que “com alguns altos e baixos, sai desta crise associado a um desempenho dentro da média do que se observou na Europa e com um registo marcadamente positivo no que diz respeito ao processo de vacinação”, motivo pelo qual defende que, se a pandemia veio mudar alguma coisa na imagem de Portugal enquanto destino de turismo médico, essas foram até mudanças “de sentido positivo”, numa opinião que é partilhada pelos restantes players do setor ouvidos pelo Publituris.

Já Óscar Gaspar destaca essencialmente a alta taxa de vacinação que o país foi capaz de alcançar como uma prova da “capacidade de organização” portuguesa e sublinha que “as instituições de saúde e os seus profissionais, seja do SNS, seja de hospitais privados, têm excelentes condições, formação e empenhamento para responder às eventualidades que se colocam”.

Como diz o diretor executivo do HCP, “na Saúde, em regra, desafios e oportunidades andam muito juntos”. Por isso, associadas ao maior desafio que a saúde já trouxe ao país, começam agora a vislumbrar-se algumas vantagens. “Portugal geriu o processo de vacinação à escala nacional e a consequente redução de impacto negativo em infeções, hospitalizações e mortes relacionadas com a COVID-19 projetaram uma imagem positiva em termos de saúde pública e que ajuda sempre na afirmação da imagem no turismo de saúde e bem-estar e também no turismo médico”, concorda Nazir Sacoor, defendendo que, agora, “há que alavancar essa reputação e dar saltos qualitativos na afirmação de Portugal como destino de referência nesses dois mercados”.

Na ATP, a expetativa é igualmente positiva, com João Pinto Barbosa a lembrar que também “a conjuntura internacional pós-COVID-19 é favorável ao crescimento dos produtos de turismo de saúde e bem-estar, com a valorização crescente do equilíbrio do corpo em harmonia com a natureza, como forma de promoção da saúde e de combate à doença”.

Mais dúvidas parece ter Luís Veiga, administrador executivo do grupo Natura IMB Hotels, que há muito vem a apostar no turismo médico, assim como de saúde e bem-estar em todas as unidades do grupo, mas especialmente no H2otel, onde existem ofertas específicas de Medical Spa, e que considera que a pandemia “não afetou nem deixou de afetar” a imagem do país, uma vez que “Portugal nunca se posicionou estrategicamente nesse produto”.

Apesar de se mostrar critico face à estratégia, Luís Veiga considera que a capacidade do país se manter competitivo será o maior desafio da pandemia, até porque “a oportunidade será impactante se os investimentos forem direcionados para segmentos de valor acrescentado”.

Estratégia e promoção

Apesar da pandemia ter atrasado a promoção, não mudou a estratégia nem os objetivos. Como refere Óscar Gaspar “a estratégia não mudou necessariamente, esteve suspensa pela pandemia, e há que voltar ao propósito de promover Portugal como um destino de turismo médico”. “Os anos de 2020 e 2021 nem sequer justificavam esforço de promoção para um mercado que estava compulsivamente fechado. Este é o tempo de retomar as atividades”, considera.

Joaquim Cunha também concorda e revela que, mesmo durante a pandemia, o HCP não parou de promover Portugal enquanto “destino amigo da Saúde em todas as suas dimensões: ciência, inovação e indústria, e prestação de cuidados”, tendo mesmo lançado, em novembro de 2020, “a marca umbrella “Health Portugal” onde se pretende abrigar desde a biotecnologia e farma, até à exportação de I&D, passando pela smart health, pelos ensaios clínicos, ou pelo turismo médico”. O diretor executivo do HCP entende que os desafios neste segmento “estão, como estavam, essencialmente do lado reputacional”, o que passa por “afirmar e promover a qualidade” da oferta nacional nos mercados e geografias selecionadas como alvo, “suportada em produtos ajustados à procura”. E, neste ponto, acrescenta Joaquim Cunha, são esperadas novidades em breve. “Aproveitámos este tempo de defeso para, em conjunto com atores e entidades relevantes na área, trabalharmos o tema da promoção com resultados que estaremos em condições de colocar no terreno nos finais do corrente ano”, revela.

Tal com o HCP, também o Turismo de Portugal se manteve ativo e lembra o trabalho desenvolvido, “sobretudo ao nível da resposta à relevância acrescida que as temáticas da saúde têm na confiança e segurança dos consumidores”. Foi por isso que, explica o organismo, se associou, em julho de 2020, ao HCP para alargar os serviços da plataforma Health Passport a “todos os residentes estrangeiros que visitam Portugal”. “Desde o lançamento desta iniciativa, foram subscritos cerca de 4.500 Portugal Health Passports e recebidos mais de 10.000 pedidos para a realização de testes à COVID-19, sendo notória a correlação existente entre a agilização das viagens transfronteiriças e a procura do produto”, diz o Turismo de Portugal, que faz também um balanço positivo das restantes iniciativas lançadas em cenário COVID-19, a exemplo dos “seguros de viagem adaptados à nova realidade pandémica”, disponíveis desde agosto de 2020, ou do selo Clean&Safe, lançado em abril de 2020, com o objetivo de “reforçar a confiança em Portugal enquanto destino turístico”. “Paralelamente à estratégia de Saúde Pública seguida pelo país, que fez com que Portugal fosse apontado como modelo de sucesso, também a estratégia seguida no setor tem sido apontada como referência”, acrescenta o instituto, que considera que os “desafios impostos constituem uma oportunidade para a recuperação com um foco primordial na retoma da atividade de uma forma ainda mais forte e sustentável”.

Os desafios e oportunidades trazidos pela pandemia são inegáveis e, por isso, os players do setor são unanimes no pedido de mais promoção, até porque, refere o CEO da Longevity, Portugal continua a ser um destino desconhecido neste mercado. “O turismo de saúde cresceu significativamente e como tal, Portugal tem-se posicionado de maneira estruturada e sistematizada neste mercado, mas existe ainda um longo caminho a percorrer para que seja reconhecido internacionalmente”, refere, considerando que, também no turismo médico, que “exige outros fatores de competitividade e atratividade”, o país tem ainda “um longo caminho a percorrer”.

Nazir Saccor concorda que a COVID-19 “trouxe mais oportunidades” e diz que, nesta fase, o principal “desafio é saber agarrar essas oportunidades”, daí a importância da promoção para afirmar o país, uma vez que “a pandemia poderá ter despoletado o interesse por umas férias mais saudáveis”.

Tal como a Longevity, também as Termas de Portugal acreditam nas oportunidades que a pandemia trouxe, com João Pinto Barbosa a indicar que, neste momento, “a prioridade está na recuperação do mercado nacional”, ainda que também o mercado internacional não seja descurado. “A médio prazo equacionamos implementar um ambicioso plano de ações de promoção”, acrescenta.

Avaliação mais negativa volta a ter Luís Veiga, que considera que, no turismo médico, “é praticamente impossível competir a nível global com países cuja notoriedade é reconhecida atualmente como a Turquia ou a Índia”, ainda que admita que, na saúde e bem-estar, Portugal possa “assumir vantagens competitivas potencialmente interessantes desde que as propostas sejam claramente diferenciadoras”. O administrador do Grupo Natura IMB Hotels defende ainda que a pandemia poderia ter um impacto positivo na estratégia para o turismo médico se “houvesse uma estratégia ou um plano com ações e comunicação claras para chegar aos públicos-alvo”.

Futuro

Apesar de maiores ou menores dúvidas, o certo é que os players ouvidos pelo Publituris parecem estar confiantes quanto ao futuro do turismo médico em Portugal e, como diz mesmo o Turismo de Portugal, parece não haver “razão para que não sejam ambicionadas as metas traçadas no Protocolo do Turismo Médico em Portugal, ou seja, fomentar o Turismo Médico para conseguir chegar a um volume de negócios anual superior a 100 milhões de euros, no horizonte de 2025”.

Por parte do HCP, a expetativa também se mantém em alta, ainda que Joaquim Cunha continue a admitir que é preciso trabalhar para alcançar os objetivos traçados. “A expectativa mantém-se globalmente a mesma: elevado potencial, que necessita ser muito trabalhado e de ver reunidas algumas condições críticas de sucesso, umas de contexto e outras de robustecimento da oferta. As primeiras têm manifesta supremacia sobre as segundas e estão fora do nosso controlo. Nas segundas, com o envolvimento ativo dos seus principais atores, continuamos a trabalhar”, explica.

Já Óscar Gaspar acrescenta que Portugal tem uma “oferta de excelência e mobilizada para o efeito”, assim como “enquadramento institucional e vontade de prosseguir o trabalho necessário de articulação, auscultação dos mercados emissores, investimento e promoção”, motivo pelo qual considera que, em 2022 e 2023, a promoção deste produto deverá voltar em força. “Acreditamos que as especialidades selecionadas (Oftalmologia; Cirurgia plástica; Ortopedia; Check-ups; Oncologia; Procriação Medicamente assistida; Ginecologia e Obstetrícia; Cardiologia & Cirurgia cardíaca; Obesidade e Reabilitação) vão ao encontro das necessidades e que em 2022 e 2023 possamos voltar a ter a nossa estratégia no terreno”, refere.

Nas Termas de Portugal, o feedback também não se altera e João Pinto Barbosa frisa que “todas as tendências internacionais apontam para um futuro promissor para as Termas”. “A pandemia trouxe a alteração de comportamentos e profundas alterações nas motivações de procura de bens e serviços turísticos e de saúde. É seguro afirmar-se que o interesse por serviços de saúde para prevenção de doença, reforço de imunidade e promoção de comportamentos e estilos de vida saudável, continuará a ter um crescimento exponencial nos próximos anos”, defende.

Na Longevity, Nazir Sacoor também está confiante e diz que tanto o turismo médico como o de saúde e bem- -estar “revelam forte crescimento internacional”. “Com uma separação em termos de definição e promoção internacional para o turismo de saúde e bem-estar e o turismo médico, Portugal pode aumentar a sua reputação em ambas as áreas”, acrescenta.

Já Luís Veiga mostra-se dividido, uma vez que diz ter uma expetativa “muito apreciável no que respeita à procura sustentada de oferta de propostas de saúde e bem-estar”. Já em relação ao turismo médico, o administrador do Grupo Natura IMB Hotels aponta “expectativas reduzidas” e diz que, em ambos os mercados, “o maior desafio” do país será ter capacidade para se manter competitivo no futuro.

 

 

 

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Novas regras da concorrência introduzem equilíbrio nas relações entre empresas de turismo e intermediários

Entram em vigor a 01 de janeiro de 2022, as novas regras da concorrência, cujo decreto-lei foi publicado esta terça-feira, em Diário da República (DR), e que visam proteger as empresas turísticas de práticas abusivas dos intermediários,

As novas regras da concorrência, cujo decreto-lei foi publicado esta terça-feira, em Diário da República (DR), e que entram em vigor a 01 de janeiro de 2022, protegem as empresas turísticas de práticas abusivas dos intermediários, e permitam que o mercado onde essas empresas se movimentam “funcione de forma equilibrada e concorrencial”.

De acordo com o publicado, o executivo determina que, no âmbito do fornecimento de bens ou serviços de alojamento em empreendimentos turísticos ou estabelecimentos de alojamento local, “um determinado operador económico que desempenhe funções de intermediário esteja impedido de impor cláusulas contratuais que obriguem os operadores económicos a garantir que o intermediário oferece ao mercado o bem ou serviço ao melhor preço”.

Desta forma, garante-se que os fornecedores de bens ou os prestadores de serviços possam oferecer, livremente, o bem ou serviço a um preço inferior, igual ou superior ao oferecido pelo intermediário, permitindo que o mercado funcione de forma equilibrada e concorrencial”, explica, para destacar que o executivo reconhece que “a função dos intermediários é crucial na dinamização não apenas da atividade económica dos seus parceiros, como também da atividade económica em geral”.

“É função do Governo garantir condições de mercado justas e equilibradas para as empresas, evitando que aquelas que se apresentam no mercado com uma posição dominante se locupletem e afirmem à custa de outras que, pretendendo singrar, não têm outra alternativa que não seja a de aceitar contratualmente as condições ditadas e impostas pelas primeiras”, lê-se no texto do decreto-lei n.º 108/2021, que altera os regimes da concorrência, das práticas individuais restritivas do comércio e das cláusulas contratuais gerais.

Por outro lado, o Governo quer impedir que “um intermediário, depois de negociar com um fornecedor de um bem ou um prestador de serviço determinada comissão pelos serviços de intermediação, venha mais tarde oferecer um preço, a outras empresas ou aos consumidores, mais reduzido, fazendo-o a expensas da respetiva comissão”, uma situação que, “em mercados mais exíguos como é o mercado português”, pode levar a que as empresas nacionais vejam “a sua capacidade negocial ainda mais fragilizada”.

Desta forma, “protege-se e reforça-se o mercado nacional e comunitário, eliminam-se os entraves ao desenvolvimento e prosperidade das empresas e introduz-se equilíbrio e proporcionalidade nas relações comerciais”, refere ainda o documento.

 

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Transportes, alojamento e restauração mantêm-se entre os setores que menos criam novas empresas

Até 30 de novembro, nasceram em Portugal 38 211 novas empresas, valor que, segundo a consultora Informa D&B, revela “ainda alguma fragilidade, sobretudo nos setores mais afetados pela pandemia”.

Os transportes, o alojamento e a restauração mantiveram-se, até final de novembro, entre os setor que menos novas empresas criaram, avança o Barómetro Informa D&B, que alerta que alguns “setores que sofreram maiores impactos da pandemia e das medidas restritivas decretadas para a combater mostram ainda uma maior distância face aos valores de 2019”.

No caso dos transportes, a quebra na criação de novas empresas chega aos 56% face a igual período de 2019, enquanto no alojamento e restauração há ainda uma descida de 28% face ao acumulado até novembro de 2019.

De acordo com o Barómetro Informa D&B, até 30 de novembro, nasceram em Portugal 38 211 novas empresas, valor que, segundo a consultora, revela “ainda alguma fragilidade, sobretudo nos setores mais afetados pela pandemia”, uma vez que, apesar de representarem um crescimento de 9,4% em relação ao mesmo período de 2020, estão ainda 16,7% atrás de 2019, o último ano antes da pandemia”.

O Barómetro Informa D&B prevê ainda que “2021 deverá terminar com a criação de novas empresas ao nível de 2017, que foi cerca de 38 mil”, uma vez que os “meses de outubro e novembro de 2021 voltaram a superar os meses homólogos, após uma quebra em agosto e setembro”.

Por setores, o destaque vai para as atividades imobiliárias, que registou um “grande crescimento na criação de novas empresas, à semelhança do que aconteceu antes da pandemia”, uma vez que “nasceram neste setor 4 588 novas empresas, o que representa um crescimento de 6,1% face a 2019 e de 33% quando comparado com 2020”, sendo já o terceiro setor com mais nascimentos de novas empresas, num crescimento que é comum a todo o país, com “exceção dos grandes centros urbanos como Lisboa, Porto e Coimbra”.

Além das atividades imobiliárias, também o setor das Tecnologias da informação e Comunicação, assim como da Agricultura e outros recursos naturais registam crescimento em relação a 2019, com subidas de 6,1% e 0,4% na criação de novas empresas, respetivamente.

Já os encerramentos e insolvências continuam a registar valores inferiores a 2019, com a Informa D&B a realçar que “muito provavelmente” isso se deve “às medidas de apoio que o Estado português colocou à disposição das empresas”.

No total, encerraram este ano 11 091 empresas, menos 6,4% que no período homólogo e menos 21,4% do que em 2019, com a descida do número de encerramentos a ser comum a todos os setores de atividade, com exceção do alojamento e restauração, bem como dos serviços gerais.

“Até 30 de novembro, 1 820 empresas iniciaram um processo de insolvência, valor que representa uma descida de 14,8% face a 2020 (menos 315 novos processos) e de 10,1% face a 2019 (menos 204 novos processos). A esmagadora maioria dos setores de atividade encontra-se em níveis inferiores a 2019, com a exceção do Alojamento e Restauração (+86 novos processos) e dos Serviços Gerais (+36 novos processos)”, indica a consultora.

 

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Lux Housing Século XXI: Alojamento Local de luxo nasce em Braga

O Grupo Socicorreia acabe de investir 2,5 milhões de euros numa unidade de Alojamento Local de luxo na cidade de Braga, o Lux Housing Século XXI.

Acaba de nascer em Braga uma unidade de Alojamento Local de luxo, o Lux Housing Século XXI, marcando assim a entrada do Grupo Socicorreia no segmento do turismo e da hotelaria.

Esta nova área de negócio está sobre a alçada da Socicorreia Turismo que pretende crescer e investir no setor, e até 2025 já tem outros projetos na cidade de Braga, refere nota de imprensa do grupo.

De acordo com a mesma nota, o objetivo da empresa passa por diversificar os seus negócios e expandir a organização para o setor do turismo, ao mesmo tempo que responde às necessidades do mercado no segmento ‘premium’ e de negócios na região.

Fruto de um investimento de 2,5 milhões de euros, o Lux Housing Século XXI, resulta da reabilitação de um prédio antigo e com história, no coração de Braga, e é expectável que a ocupação atinja os 60% no primeiro ano de operação.

O edifício remodelado e modernizado, é composto por 08 apartamentos de luxo totalmente equipados e decorados, com terraço, jardim privado e vistas privilegiadas para a cidade, com a particularidade de, apesar de serem apartamentos, reunirem condições de um hotel de 5 estrelas. Todos os alojamentos foram pensados para turistas e para executivos, sendo que existem condições para a realização de reuniões no seu interior.

A incursão no setor do turismo “é uma sequência natural dos investimentos do Grupo Socicorreia, que desde sempre procuram a diversificação de negócios e a aposta em áreas de mercado tão competitivos quanto lucrativos, mantendo a qualidade Socicorreia”, assegura Custódio Correia, CEO do grupo, citado no comunicado.

Paralelamente a Socicorreia Turismo gere todos os serviços complementares associados, como aluguer de viaturas de gama alta, serviço de transferes, organização de viagens e visitas à região, com ou sem motorista.

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OMT contra restrições gerais às viagens

Com o avanço da nova variante da COVID-19 – Ómicron – a Organização Mundial do Turismo mostra-se preocupada com as restrições gerais, principalmente, aos países da África Austral e apela à coordenação e não à discriminação.

A Organização Mundial do Turismo (OMT) mostrou-se, recentemente, contra as restrições gerais que vêm sendo impostas sobre as viagens, tendo chamado à atenção para este facto na 24.ª Assembleia-geral da entidade das Nações Unidas.

No evento que se realizou na capital espanhola, de 30 de novembro a 3 de dezembro, países de todo o mundo expressaram a sua solidariedade para com as nações da África Austral, pedindo o levantamento imediato das proibições de viagens impostas a países específicos e para que a liberdade de viagens internacionais seja reposta.

A OMT destaca, de resto, as declarações do secretário-geral das Nações Unidas e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) em relação à injustiça e ineficácia das restrições gerais das relativamente aos países do sul de África.

Restrições ineficazes e discriminatórias
À luz dos desenvolvimentos recentes, a OMT lembra, mais uma vez, que aos países que a imposição de restrições gerais às viagens é “discriminatória, ineficaz e contrária às recomendações da OMS”.

Além disso, em nota de imprensa, a OMT refere que “as restrições gerais também podem estigmatizar países ou regiões”.

Durante a assembleia geral da OMT, diversos Estados Membros e parceiros, incluindo vozes de organizações internacionais e do setor privado, fizeram ecoar o conselho da OMS ao apontar que “as restrições de viagens só devem ser impostas como último recurso em resposta a mudanças de circunstâncias”. Além disso, foi enfatizado que, se forem introduzidas restrições, estas devem ser “proporcionais, transparentes e cientificamente fundamentadas”.

Estas restrições deverão ter, igualmente, em conta uma “apreciação completa” do que significaria interromper as viagens internacionais para os mais vulneráveis, incluindo os países em desenvolvimento e “indivíduos que dependem do turismo para a sua sobrevivência”.

Coordenação e não discriminação
Desde o início da pandemia da COVID-19, a OMT tem apelado para ações coordenadas e com base em evidências para equilibrar as preocupações de saúde pública, de modo a manter a atividade do turismo “intacta”.

Nos últimos meses, segundo avança a OMT, “essa abordagem tem-se mostrado a mais eficaz”, com a organização a fazer notar que “os níveis de viagens e vacinação estão intimamente ligados”, demonstrando-se que “o surgimento de novas variantes é facilitado por baixos níveis de vacinação”.

Como tal, a OMT apela a todos os países para agirem em “solidariedade” para garantir o “acesso equitativo” às vacinas, para o reconhecimento de todas as vacinas aprovadas pela OMS para viagens internacionais, e para se facilitar o acesso a patentes para a produção local de vacinas.

 

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Unlock Boutique Hotels entre as melhores PME em Portugal

A rede de hotéis de charme, Unlock Boutique Hotels faz parte, pelo segundo ano consecutivo, do restrito grupo das Top 5 melhores PME em Portugal, pela Scoring.

Pelo segundo ano consecutivo, a rede de hotéis de charme, Unlock Boutique Hotels faz parte do restrito grupo das Top 5 melhores PME em Portugal, pela Scoring.

Com pouco mais de cinco anos, e com um portefólio de 16 unidades hoteleiras, em nove destinos de norte a sul do país, a Unlock Boutique Hotels foi mais uma vez distinguida pela sua solidez financeira e índice de desempenho económico.

A rede tem vindo a afirmar-se no turismo nacional como uma das maiores cadeias hoteleiras portuguesas, especializada em hotéis únicos de pequena e média dimensão, que proporcionam experiências exclusivas.

“Esta seleção é totalmente quantitativa e objetiva, e resultado do trabalho de todas as equipas e de todos os hotéis membros, mas também, dos acionistas das unidades hoteleiras que nos confiaram a gestão dos seus hotéis”, refere Miguel Velez, fundador e CEO da Unlock, para acrescentar que “num ano tão desafiante, não abrandámos a nossa atividade e continuámos a crescer integrando 04 novos hotéis no nosso portefólio, chegando assim a novos destinos”.

Já em finais de 2019 a Unlock Boutique Hotels vendeu um terço do seu capital ao grupo sul-africano Newmark Hotels, especializado no segmento de luxo, o que resultou na criação de um fundo destinado a atrair investidores de várias partes do mundo para aquisição de ativos hoteleiros em Portugal.

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Cabo Verde ganha 1º campo de golfe relvado

A ilha do Sal, em Cabo Verde, acaba de ganhar o primeiro campo de golfe relvado do país, o primeiro de três fases de um projeto , que na sua conclusão final, contará com três percursos e um total de 27 buracos.

Na ilha do Sal, mais propriamente em Santa Maria, acaba de ser inaugurado o primeiro campo de golfe relvado do país, o Viveiro Golfe Resort, investimento que visa ajudar na diversificação da oferta turística em Cabo Verde.

O campo de golfe é o primeiro de três fases deste projeto que na sua conclusão final, contará com três percursos e um total de 27 buracos.

Nesta primeira fase, o projeto conta com um campo de golfe de nove buracos, um clube com espaço de restauração e toda a infraestruturação para o resort que terá, na sua fase final, uma zona hoteleira e residencial, espaços comerciais, de serviços e de lazer, circundado por mais de três mil palmeiras.

Além da sua vocação ambiental, o Viveiro Golfe Resort, que aposta nas energias renováveis, no verde e na sustentabilidade. abre as portas do país para um nicho de turismo ainda por explorar, com turistas de “alto padrão, amantes desta modalidade desportiva, com a vantagem de poderem praticar a modalidade em um clima ameno durante todo o ano”, segundo o promotor do projeto, Yanine Mariano.

O empresário, citado pela imprensa cabo-verdiana, referiu que “este foi o meu sonho desde que cheguei a esta linda ilha, torná-la um pouco mais verde. Foi um grande desafio, mas hoje estou muito orgulhoso de ver o meu sonho realizado, um bem comum”, manifestou, prognosticando que este investimento irá inserir a ilha do Sal no circuito internacional do turismo de golfe.

Acentuou que muitos turistas, mais de cinco milhões de europeus que viajam, escolhem os destinos turísticos com base na presença do campo de golfe. E isso, nos posicionará como novo destino popular”.

Na ocasião, o vice-primeiro ministro de Cabo Verde, Olavo Correia, anunciou que o governo tem um “projeto forte” para a ilha do Sal, chamado plano operacional do turismo, que engloba investimento no Pontão de Santa Maria, nas acessibilidades, criação de condições a nível de ofertas com mais qualidade, para que o turismo, conforme disse, possa avançar.

 

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AHRESP quer medidas que compensem “redução prevista de faturação” com suspensão das festas de Ano Novo

A AHRESP defende que a suspensão das festividades de Ano Novo, decidida por várias autarquias do país, vem “abalar a confiança, quer das empresas quer dos consumidores”.

A suspensão das festas de Ano Novo um pouco por todo o país, devido ao aumento de casos de COVID-19, vai ter impacto na confiança e deverá provocar uma redução de faturação para as empresas da restauração e alojamento turístico, motivo pelo qual  devem ser adotadas medidas compensatórias, defende a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).

“Perante o impacto que estas decisões têm na confiança de todos, a AHRESP apela para que haja, urgentemente, soluções que compensem a redução prevista de faturação das empresas que dependem, de forma direta e indireta, de ações de promoção turística de promoção do país e do território”, lê-se no comunicado divulgado esta terça-feira, 7 de dezembro, pela associação.

A AHRESP defende que a suspensão das festividades de Ano Novo, que foi decidida por várias autarquias do país, vem “abalar a confiança, quer das empresas quer dos consumidores” e, apesar de não por em causa os motivos que levaram aos cancelamentos,  reforça que estas celebrações têm “um papel muito importante para o Turismo, em particular para a dinamização das atividades da restauração, similares e do alojamento turístico”.

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Parlamento Europeu aprova 10M€ para PME do turismo

As pequenas e média empresas europeias do setor do turismo vão beneficiar de um apoio de 10 milhões de euros, dotação ainda aquém do exigido pela eurodeputada portuguesa, Cláudia Monteiro de Aguiar.

O Parlamento Europeu (PE) aprovou, na última sessão plenária do orçamento da União Europeia 2022, uma linha de apoio específica para as pequenas e médias empresas (PME) do turismo no valor de 10 milhões de euros.

Esta dotação orçamental, inserida no programa “Single Market” (programa a favor do mercado único), está ainda longe do valor apresentado pelo Parlamento Europeu e exigido pela eurodeputada portuguesa Cláudia Monteiro de Aguiar.

A presidente pelo Grupo do PPE da Task Force do Turismo do Parlamento Europeu, na Comissão dos Transportes e Turismo, organizou um debate intitulado “Financiamento disponível para o turismo no presente quadro Financeiro Plurianual 2021-2027 e no Next Generation UE”, durante o qual questionou a Comissão sobre a prioridade que irá dar para gerir este montante de 10 milhões e se vão abrir alguma “call” para 2022 para que as pequenas e médias empresas possam apresentar as suas candidaturas.

A eurodeputada reiterou a necessidade de criar um programa específico e uma política comum da União e, por isso, o Parlamento Europeu e a Task Force “irão continuar a pedir mais apoios”, para realçar que “o sector precisa efetivamente de um fundo próprio para fazer face aos desafios futuros da digitalização e da transição energética e ambiental”.

Refira-se que, desde 2015, a eurodeputada do PSD tem defendido a criação de uma linha de apoio direto ao sector do turismo, que o Parlamento Europeu aprovou, no valor de 350 milhões de euros, mas que tem encontrado resistência no Conselho Europeu e na própria Comissão Europeia. Devido ao surto pandémico, Bruxelas concordou uma dotação de 10 milhões de euros, só para 2022, alocados ao turismo, valor esse inserido no programa a favor do mercado único, que, por sua vez, totaliza 613,5 milhões de euros.

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Grupo IHG e cadeia JJW estreiam nova marca de luxo Vignette Colletion em Portugal

O Penina Resort & Golf e o Dona Filipa Hotel, assim como o novo voco Algarve, são as primeiras unidades da Vignette Colletion em Portugal, todas com inauguração sob a nova marca prevista para 2022.

O Grupo IHG e a cadeia JJW Hotels & Resorts (JJW) anunciaram uma parceria para estrear a nova marca de luxo Vignette Colletion em Portugal, num negócio histórico que contempla várias unidades, incluindo o Penina Resort & Golf e o Dona Filipa Hotel, assim como a nova unidade voco Algarve.

“Apostando em localizações de elevada procura, tanto em centros urbanos como em destinos de resort, a marca aposta em unidades independentes para acrescer à coleção Luxury & Lifestyle do grupo, num estilo que combina a identidade distinta de cada unidade com a reputação à escala global e a experiência da IHG”, refere o grupo de hotelaria num comunicado divulgado esta terça-feira, 7 de dezembro.

Lançada há cerca de quatro meses, a nova marca Vignette Colletion é a 17.ª lançada pelo Grupo IHG e, além das unidades em Portugal, a sua estreia será também assinalada na Austria, com a integração do Grand Hotel Wien, na capital do país.

“Temos o prazer de anunciar os primeiros acordos da European Vignette Collection, através da nossa parceria com a JJW Hotels & Resorts. Complementando o nosso portfólio “Luxury & Lifestyle” existente na Europa, estas propriedades atenderão às necessidades dos viajantes que procuram uma experiência de estadia de luxo, enquanto mantêm o charme e a individualidade autênticos de cada hotel”, refere Karin Sheppard, Senior Vice-President e Managing Director para a Europa do Grupo IHG.

De acordo com o grupo de hotelaria, a introdução da Vignette Collection segue o lançamento bem-sucedido dos hotéis voco, “de forma a enquadrar o seu trabalho com a JJW para a construção da presença da voco na popular região do Algarve”.

As unidades que vão ostentar a nova marca foram adquiridas sob contratos de franquia e, além do Grand Hotel Wien, abrangem também o Penina Resort & Golf e o Dona Filipa Hotel, ambos no Algarve, região que vai ganhar também um hotel voco, que resulta igualmente da parceria entre o Grupo IHG e a JJW.

“Com vista para o Oceano Atlântico na Praia do Ancão, no Algarve, o Apartamento Formosa Park está a finalizar a sua conversão para voco Algarve. Com inauguração prevista para o início de 2022, o empreendimento vai disponibilizar 61 apartamentos de um e dois quartos e, ainda, um restaurante e bar para usufruto dos hóspedes”, adianta o Grupo IHG.

Já o Penina Resort & Golf e o Dona Filipa Hotel, que também deverão passar por um processo de reabilitação, têm abertura prevista enquanto unidades da Vignette Colletion em 2022.

Com o lançamento desta marca, em agosto de 2021, a sexta a juntar-se ao portefólio do Grupo IHG nos últimos quatro anos, o grupo de hotelaria passou a contar com um total de 17 marcas, que estão presentes em mais de 6.000 hotéis, em 100 países.

As unidades da Vignette Colletion na Europa seguem-se aos primeiros hotéis que o Grupo IHG abriu sob esta nova marca, concretamente o Hotel Aquatique em Pattaya, na Tailândia, e o Hotel X Brisbane Fortitude Valley, na Austrália, este último inaugurado nos primeiros dias de dezembro.

O objetivo do grupo passa por abrir mais de 100 hotéis da Vignette Collection nos próximos 10 anos, cumprindo assim a sua ambição do Grupo IHG de tornar esta na “marca de referência neste segmento”.

 

 

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