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“Quem vem ao Alentejo vem à procura de qualidade”

Anunciada que foi como “Região de Turismo Convidada” da BTL 2025, recordamos a entrevista a José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo.

Victor Jorge

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“Quem vem ao Alentejo vem à procura de qualidade”

Anunciada que foi como “Região de Turismo Convidada” da BTL 2025, recordamos a entrevista a José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo.

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Tomou posse a 19 de julho de 2023, depois da lista [única] que encabeçou ter ganho com o lema “Nova Ambição para o Turismo do Alentejo e Ribatejo”, admitindo na altura que um dos primeiros objetivos passava por “manter a atractividade do destino turístico”.

No início do ano soube-se que o Alentejo fora a região que, em 2023, mais cresceu na procura interna, com os números do INE a indicar um crescimento de 7,8%, enquanto a média nacional se ficou pelos 2,1%.

Antes da temporada de verão, o Publituris esteve à conversa com José Santos, presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo, para saber o que vai ser feito para aumentar este registo. A resposta foi: “Consolidar o Alentejo e ter mais promoção do Ribatejo”.

No plano político, no entanto, pede “um Estado mais inteligente”.

Está há menos de um ano à frente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo. Como é que caracterizaria estes primeiros meses de presidência?
Eu caracterizaria a mesma em três dimensões. A primeira recuperar um espaço de influência institucional da ERT que estava perdido naquilo que são as opções de desenvolvimento na região. Quando digo influência institucional, não é uma influência no sentido corporativo da entidade, no sentido menos positivo, é influência no e do turismo na definição de políticas, na presença em alguns órgãos de acompanhamento, que têm depois impacto em decisões que afetam o turismo.

Por exemplo, o Turismo do Alentejo não estava no Conselho Regional de Inovação, que é uma plataforma que tem importância na definição das políticas de inovação e dos fundos europeus, com impacto no turismo.

Mas não tinha porquê?
Não tinha porque não foi convidado. Mas estava o Turismo de Portugal. Passamos a vida a falar em descentralização, temos de aplicar o princípio da subsidiariedade. E dissemos, temos de estar no Conselho Regional de Inovação. E a CCDR convidou-nos e estamos. O Ribatejo também beneficiará dessa dinâmica.

Outro exemplo, há hoje um novo fundo da União Europeia, que é o Fundo da Transição Justa, que tem uma aplicação nos territórios que estão em processos de substituição de centrais termoelétricas, como é o caso, por exemplo, do Alentejo Litoral.

E no caso do Litoral do Alentejo, na Refinaria de Sines, há um fundo que, aliás, tem avisos específicos para os sistemas de incentivos para as Pequenas e Médias Empresas para a área do turismo, e foi criado um observatório para monitorizar esse processo de transição. Sendo esse fundo muito dirigido ao turismo, porque muita daquela transição será para um reforço da dinâmica turística, como é que o turismo não estava lá? Bem, dissemos, temos de estar, e hoje estamos, inclusive na Comissão Permanente desse observatório.

ERT mais interventiva
Portanto, a representatividade da ERT agora é diferente?
É. Mas dou-lhe outro exemplo. Estações Náuticas, ao nível do produto turístico. O Turismo Portugal pedia-nos relatórios sobre a governança deste produto e não tínhamos, porque estávamos afastados da gestão das Estações Náuticas. Hoje estamos já no centro do processo de desenvolvimento desse produto. Portanto, foi preciso investir muito tempo e fazer ver que o turismo não podia estar afastado desses processos. Portanto, primeira dimensão, recuperação e influência institucional.

Num segundo ponto, tivemos de abrir um novo ciclo de planeamento. Ainda que o quadro comunitário esteja com um arranque muito tímido, tivemos de nos posicionar e abrir novas frentes de trabalho. Hoje temos, por exemplo, 3,3 milhões de euros de candidaturas apresentadas. Só temos 20% de aprovações, o que é normal, mas já temos uma mobilização de fundos europeus e nacionais que estão agora a ser analisadas, até porque muitas delas são candidaturas ainda ao nível de pré-qualificação de estratégias.

Portanto, nestes oito meses foi necessário fazer aqui uma maratona para poder apresentar muitos projetos e alguns deles em rede, ou seja, candidaturas que nós coordenamos. Coordenamos com a Região do Turismo do Algarve, com câmaras municipais, com a Agência Regional de Promoção Turística, e em que nós assumimos a gestão e a liderança dessas candidaturas.

Há uma relação muito afetuosa entre os portugueses e o Alentejo, que se tem vindo a construir e a reforçar nos últimos 10 anos

Como é que se concilia o Alentejo com o Ribatejo, porque queiramos quer não, são territórios distintos?
Sem dúvida. De facto, não é um desafio fácil porque, como diz e bem, estamos a falar de territórios diferentes e também diferentes do ponto de vista do processo de afirmação e desenvolvimento turístico.

Na Lezíria do Tejo temos três hotéis de quatro estrelas. Temos 230 mil dormidas por ano. É 7% do total da NUT. Sendo que agora há um outro complicador, desde o 1 de janeiro que a Lezíria do Tejo já está numa nova NUT – Oeste e Vale do Tejo. Hoje gerimos uma área promocional Alentejo e Lezíria do Tejo, mas a NUT, administrativamente, só tem o Alentejo.

O princípio, de certa forma, vinha a ser trilhado já anteriormente, mas o que consolidámos é dizer claramente que são dois territórios diferentes, dois destinos diferentes, por isso há que autonomizar o marketing turístico do Ribatejo. Posso ter, conjunturalmente, algumas iniciativas transversais, e temos-las, mas a comunicação e o marketing têm de ser diferentes. Isso implica que tenho dois orçamentos: um para o Alentejo e outro para o Ribatejo. E não aplico proporcionalmente ao Ribatejo o valor de investimento para projetos e campanhas pelo seu peso, porque senão só aplicaria 7%, e aplico muito mais, porque obviamente estamos a falar de um território que precisa de ser mais apoiado. O Ribatejo estará como o Alentejo estava há 20 anos.

Alentejo para dentro e fora
Relativamente ao Alentejo, segundo os dados do INE, a região foi a que, em 2023, mais cresceu na procura interna. Os números indicam um crescimento de 7,8%, enquanto a média nacional se ficou pelos 2,1%. A que se deve esta performance do Alentejo?
Diria que há uma relação muito afetuosa entre os portugueses e o Alentejo, que se tem vindo a construir e a reforçar nos últimos 10 anos, em que, de facto, e talvez isso tenha sido ainda acelerado depois da pandemia, os portugueses olham muito para o Alentejo como um destino que é quase como um regresso às suas próprias raízes.

É uma região onde se consegue repensar aquilo que é a vida, definir os objetivos e os sonhos para o futuro, uma ligação à natureza. E aquilo que o marketing turístico do Alentejo tem de fazer é pôr esses valores em evidência. Diríamos que é amplificar essa perceção que os portugueses têm em termos da proposta de valor do destino.

Às vezes os hoteleiros dizem-nos, e com razão, não compliquem muito o marketing, porque o Alentejo tem uma imagem tão forte, tão consolidada, que aquilo que têm de fazer é apenas afirmá-la. Os portugueses sabem que existe um destino que é o Alentejo. Não têm de estar sempre a dizer que ele existe. De vez em quando, convém relembrar e afirmar.

A segunda razão é, obviamente, o trabalho, a melhoria da nossa oferta. A oferta turística tem crescido, tem-se qualificado. Desejaria que tivesse acelerado mais em alguns aspetos, por exemplo, naquilo que é o segmento Plus de 5 estrelas, em que nós, em 12 anos, passámos apenas de 4 unidades de 5 estrelas para 7, mas globalmente, hoje há um predomínio dos hotéis de 4 estrelas, alojamentos temáticos.

Mas acredita que quem vem para o Alentejo vem à procura dessas unidades de 5 estrelas, ou vem mais à procura daqueles espaços mais autênticos, mais genuínos?
Quem vem ao Alentejo vem à procura de qualidade. E posso encontrar a qualidade nos vários segmentos. Preciso é qualificar mais a oferta turística, é preciso reforçar mais a categoria Plus, ainda que saibamos hoje que encontramos em alguns turismos rurais ou em alojamentos locais, unidades que funcionam quase como hotel e que têm um nível de serviço de 5 estrelas ou superior.

Contudo, temos de, obviamente, garantir que, ao longo de toda a cadeia de oferta, há mais propostas diversificadas e temáticas. E a região tem conseguido isso. E também é com muita satisfação que eu vejo a entrada de novos players, alguns deles até nacionais. Para além de toda a nossa hotelaria independente, é bom ganharmos aqui algum músculo empresarial e escala. A renovação e a requalificação da nossa oferta têm sido também importantes para atrair novos públicos nacionais e internacionais. Isso ajudou aos 7,8% de crescimento, mas também temos crescido 18% na procura internacional e temos conseguido recuperar o número de hóspedes. Tivemos mais de 0,9% de hóspedes estrangeiros em 2023, comparado com 2019.

Mas os números do INE também indicam que estes primeiros meses de 2024 estão um pouco abaixo do que foi 2023. Isto, de alguma forma, confirma aquele velho problema da sazonalidade de certas e determinadas regiões?
Sim, ainda que estejamos a melhorar nesse indicador. A taxa de sazonalidade do Alentejo em 2023 foi de 38%, tinha sido, em 2022, de 40%. É verdade que ainda estamos um pouco distantes da média nacional, e se olharmos para destinos como o Centro ou o Norte, que têm taxa de sazonalidade na casa dos 36% e 35%, esse é um dos nossos objetivos. Isso implica termos mais turistas internacionais, porque, obviamente, a sazonalidade é muito afetada.

A procura de portugueses vale mais de dois terços no total da procura. Até tivemos uma ligeira redução do peso dos hóspedes. Os hóspedes estrangeiros, em 2023, representaram cerca de 32,5%. Temos um objetivo para 2027, de chegar aos 40%. É fundamental aumentarmos o índice de internalização do destino. Penso que esta redução da sazonalidade, de 40% para 38%, tem muito a ver com o aumento do mercado norte-americano. Ainda que seja um mercado que se concentra, também, mais na zona do litoral, que se estende muito ao longo do ano, mas o mercado norte-americano já foi, em 2023, o segundo mercado do Alentejo.

Penso que a Agenda do Turismo do Interior, à qual nos associámos através da nossa campanha, também criou um pouco este laço junto do público português.

A renovação e a requalificação da nossa oferta têm sido também importantes para atrair novos públicos nacionais e internacionais

Mas isso passa por ter mais eventos ou ter mais oferta? Mais oferta pode descaracterizar um pouco o destino?
Sim. Mais oferta alinhada com aquilo que é, como nós sabemos hoje, e acho que os empresários turísticos já perceberam isso, até ao nível dos próprios apoios. Não me refiro só aos apoios dos fundos, das políticas públicas, dos apoios da banca comercial. Há cada vez menos predisposição para emprestar dinheiro a projetos que não são sustentáveis, que não são responsáveis ambientalmente. Portanto, creio que o Alentejo Litoral tem muitos projetos que já foram aprovados há 10 ou 12 anos e que estão agora na sua fase de implementação.

Mas é preciso mais oferta, mais oferta ao longo do ano, mas também oferta ao nível de atividades e nós podemos ter, num prazo de 3 a 5 anos, um bom destino de golfe no Alentejo Litoral.

Mas falou que os EUA se tornaram o segundo mercado externo. Qual é o primeiro?
O primeiro é o mercado espanhol. Nós tivemos 99 mil hóspedes espanhóis nos nossos alojamentos turísticos, em 2023, em mais de 200 mil dormidas. Portanto, o mercado espanhol tem-se consolidado.

Já não é, como dizem os nossos colegas da Agência Regional de Promoção Turística, necessário explicar onde é que é o Alentejo, mas ainda há muito trabalho para fazer.

A Espanha é muito grande, a Agência tem, obviamente, também os seus meios limitados, mas vamos ter um plano de promoção, que foi preparado com a delegação do Turismo de Portugal em Madrid, só para aqueles territórios, porque temos a noção que ainda há muito potencial de clientes para o Alentejo.

Em 2025, vamos ter uma linha ferroviária que vai ligar, não só um comboio de mercadorias, mas um comboio de passageiros, Sines, Évora, Caia, Madrid. Há poucos meses, estava numa reunião com operadores marítimo turísticos, em Porto Covo, e um desses operadores dizia-me que tem clientes em Badajoz que são fiéis ao destino de Porto Covo, e que a partir da entrada em operação do comboio, virão mais vezes durante o ano ao Alentejo. Portanto, é uma oportunidade à qual nós temos de estar atentos.

Portanto, não é só a conectividade aérea, também é a ferroviária?
Esquecemo-nos dos comboios. O transporte ferroviário foi algo que desapareceu do nosso mindset, mesmo para o turismo. Hoje temos algumas franjas de mercado que olham para o comboio como um meio mais interessante devido às questões da sustentabilidade, principalmente nas gerações mais jovens.

Mas, falou dos mercados externos relativamente ao Alentejo. A região do Ribatejo é muito diferente das nacionalidades internacionais visitantes?
Não é muito diferente. O mercado espanhol é também um mercado prioritário. Ainda não temos os dados por mercado ou por nacionalidade de 2023, mas aquilo que sabemos do histórico é que existe um domínio do mercado espanhol. Há mais brasileiros do que norte-americanos que terá a ver com o facto de Pedro Álvares Cabral estar sepultado numa igreja em Santarém, recurso esse que não está suficientemente trabalhado e capitalizado e vamos procurar fazê-lo.

Portanto, a nossa ideia é ter mais promoção do Ribatejo na promoção do Alentejo.

Há muitos clientes do Ribatejo que vêm da Extremadura espanhola e, por isso, vamos ter uma promoção mais agressiva. Vamos ter parcerias com alguns periódicos da Extremadura para termos semanalmente cadernos/suplemento com a restauração do Alentejo, mas também vamos ter um suplemento para o Ribatejo.

No início de março, a ERT do Alentejo e Ribatejo lançou o portal Alentejo e Ribatejo Outdoor, com um calendário anual de eventos bastante preenchida. É através destas iniciativas que pretendem captar mais visitantes?
Há um desafio que é como transformar produto turístico potencial em produto turístico real, ou produto turístico territorial em produto turístico comercial. Nós temos desenvolvido muito trabalho na ERT, construindo infraestruturas como a rede de centros de cycling, que está no portal, uma rede de percursos pedestres, uma rede de áreas de serviço para autocaravanas, os Caminhos de Santiago, os Caminhos da Raia, para criar uma linha de descoberta do Alentejo junto à fronteira. Este ano vamos também dinamizar a Via Atlântico, uma ramificação dos Caminhos de Santiago até Porto Covo.

Criamos estas infraestruturas de produto, mas depois não conseguimos atrair negócio, não conseguimos atrair programas, DMC, operadores.

Falta a parte comercial?
Exatamente. E isso é muito importante para esbater a taxa de sazonalidade. No Alentejo tudo é muito longe e o próprio turismo, é um turismo às vezes de baixa densidade, não é fácil estabelecer laços comerciais entre a hotelaria e a animação.

Estamos muito apostados, e aliás, estamos já, em termos exploratórios, a trabalhar com a APAVT, no sentido de definimos um protocolo entre entidades de Enoturismo e a APAVT para trabalhar isso.

Hoje temos algumas franjas de mercado que olham para o comboio como um meio mais interessante devido às questões da sustentabilidade, principalmente nas gerações mais jovens

Um perdurar “cativante”
Quando foi apresentado o Relatório de Atividades da Região do Alentejo e Ribatejo admitia que “não obstante as dificuldades que nos têm sido colocadas, como as cativações decretadas este ano às verbas de investimento do nosso orçamento”, situação que dizia “não poder aceitar”, assinalava “continuarem firmes e empenhados no cumprimento da nossa missão e programa de ação”. As cativações perduram. O que é que elas impossibilitam de ser feito?
Começo por dizer que as cativações são uma ferramenta enraizada no processo orçamental português há muitos anos. Há governos que utilizam mais e outros menos. É, de certa forma, estrutural. E basicamente são um pouco cegas. Têm uma grande vantagem, é que não atingem os fundos europeus. Os fundos europeus são da Europa, não são do país.

Mas as cativações são um pouco cegas e atingem quer aquilo que é o nosso funcionamento, quer os nossos investimentos, investimentos esses financiados pelo Orçamento de Estado e receitas do Turismo de Portugal.

Percebo a utilidade da ferramenta das cativações para o funcionamento ao nível da despesa corrente. Agora para investimentos?

O Estado português tem de ser mais inteligente, mais racional. Isto não tem nada a ver com falta de escrutínio ou não conduzir bem a execução financeira ou orçamental de uma organização pública. Nós reportamos a nossa gestão orçamental ao Tribunal de Contas, Turismo de Portugal, Direção-Geral do Orçamento, Unileo. O que não posso aceitar é, eu ainda não ter contratualizado com o Turismo de Portugal um projeto que me iria dar 619 mil euros e ter 45% desse projeto cativo, que são investimentos, não é despesa corrente.

Portanto, creio e tenho sempre a esperança de estes processos orçamentais serem melhorados, aprimorados, flexibilizados, pelo menos para aquilo que são transferências de investimentos em promoção e animação de projetos contratualizados com o Turismo de Portugal, que as cativações não incidam nesses projetos. Senão, não somos um Estado inteligente.

Há uma posição concertada dos presidentes das ERT em relação a esta matéria?
Sim, creio que sim. O bolo orçamental afeto às ERT, os 16,5 milhões, já é o mesmo há alguns anos, alguns dos meus colegas entendem que esse valor deve ser reforçado, e eu admito que sim, mas eu coloco muito o ênfase na questão dos cativos. Se tiver a certeza que no dia 1 de janeiro vou gastar as verbas que estão no Orçamento de Estado aprovado para investimentos, isso dá uma estabilidade enorme, em termos de planeamento daquilo que pode ser o meu trabalho.

Agora, estamos em abril e ainda não sei exatamente com que dinheiro é que vou contar em termos do meu orçamento. Flexibilização nas autorizações prévias.

Utilizando aqui um termo muito conhecido, um Simplex para o turismo.
Sim, um Simplex inteligente. Senão, todas estas palavras que utilizamos, a inteligência, a subsidiariedade, a descentralização, a flexibilidade são palavras vãs.

No início do ano referia que faltava concretizar o arranque do novo PT 2030.
É verdade. Essa é outra pecha que está também em falta. É verdade que as transições dos quadros comunitários são sempre lentas. Mas creio que este está um pouco mais atrasado. Admito que o PRR colocou ainda mais pressão nas estruturas organizacionais dos serviços públicos, dos ministérios, não é fácil. Ainda assim, temos de ser objetivos.

Há um desafio que é como transformar produto turístico potencial em produto turístico real, ou produto turístico territorial em produto turístico comercial

Quando o Publituris fez um balanço de 2023 e pediu uma análise sobre o que poderia vir a ser 2024, indicava ou pedia que o turismo continuasse a ser uma prioridade política, económica do país. Olhando para o atual panorama, acredita que essa importância será dada?
Acredito sim. Repare, costumo dizer que, se noutras áreas do desenvolvimento económico e social do nosso país, como é a educação, a saúde, tivéssemos sido tão consistentes como temos sido no turismo, sem grandes alterações das políticas, teríamos um país diferente, para melhor.

Creio que, relativamente à política direta do turismo, essa prioridade se vai manter, até porque, a dependência do país do turismo é tão grande que os governantes não têm grandes opções e alternativas.

Aeroporto: Beja, Vendas Novas, Santarém
Como é que um presidente de uma ERT, que tem o Alentejo e o Ribatejo, havendo as hipótese de Beja e Santarém, jogou neste tabuleiro?
Joguei muito bem, joguei de uma forma muito discreta. Sabe que estava a aguardar pelo relatório da Comissão Técnica Independente, que clarificasse aquilo que era claro para mim, que obviamente o aeroporto de Beja nunca poderia ser o aeroporto que iria agora completar ou fechar o sistema aeroportuário nacional, pela questão da distância das acessibilidades. Sou muito pragmático nas minhas análises. O que não quer dizer que o aeroporto de Beja não possa ter um papel no turismo da região.

E é por isso que agora represento o Turismo do Alentejo no Conselho Consultivo do Aeroporto de Beja. Vamos realizar um pequeno estudo, com a gestão do aeroporto (VINCI). O aeroporto de Beja pode estar muito distante, mas pode e deve ser muito importante no segmento da aviação executiva.

Faz sentido olharmos para o aeroporto de Beja, porque só um destino pouco inteligente é que não olha para aquela infraestrutura e tenta perceber como é que pode ajudar no processo de aumentar visitas para a região.

Aproximamos da época de verão e um dos grandes problemas que o setor do turismo tem atravessado prende-se com os recursos humanos. Como dar a volta a esta dificuldade?
Creio que hoje o problema já não se coloca de uma forma tão aguda como se colocava imediatamente a seguir à pandemia. E, fundamentalmente, porque algumas medidas foram tomadas em termos de liberalização da imigração.

Coorganizámos, no dia 20 de fevereiro, em Évora, a primeira Bolsa de Empregabilidade do Turismo do Alentejo, e houve contactos muito estruturantes, muito interessante com as empresas. E percebemos que certos grupos hoteleiros já não estiveram lá, porque têm os seus problemas de recrutamento para o verão já resolvidos.

Claro que a importância da mão de obra estrangeira tem sido muito relevante. Diria que o problema já não é tão agudo.

Queremos realizar uma Bolsa de Empregabilidade específica para o Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, uma parceria que vamos propor ao Alto Comissariado para as Migrações para tentar integrar melhor os migrantes naquilo que são as estruturas turísticas e queremos desenvolver um programa de atração do talento para o Alentejo.

O aeroporto de Beja pode estar muito distante, mas pode e deve ser muito importante no segmento da aviação executiva

No Alentejo e Ribatejo há segmentos turísticos que está a destacar-se: o Enoturismo e o Turismo Industrial. Há novas abordagens a serem feitas?
A Comissão de Turismo Industrial, aliás, é uma excelente iniciativa do Turismo Portugal, e criou uma rede nacional que tem constituído uma boa plataforma para a troca de experiências e de boas práticas dentro dos vários territórios.

Tenho falado com alguns operadores turísticos e DMC, e a operação turística vê esta oferta do Turismo Industrial como algo interessante para enriquecer e diversificar alguns programas que têm.

No caso do Enoturismo, se não fosse este universo do vinho, não conseguiria levar aquelas zonas de baixa densidade turistas australianos, neozelandeses ou norte-americanos.

Há 25 ou 20 anos, o peso da componente de visitação turística nas adegas era inócuo, zero. Hoje começa a ter um peso e o Enoturismo é, talvez, a grande porta de entrada de turistas internacionais na região. E tem um potencial de crescimento muito significativo.

Não é por acaso que apresentámos uma grande candidatura, um valor de investimento público e privado superior a 40 milhões de euros, aos fundos europeus, para transformar o Alentejo e o Ribatejo num grande destino turístico internacional de Enoturismo.

Propusemos à Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo avançar com a candidatura do Baixo Alentejo à Cidade Europeia do Vinho. E estamos empenhados em promover a capital do vinho no Ribatejo.

Quais são, efetivamente, as prioridades a curto e médio prazo deste seu mandato?
Claramente, aumentar o peso do turismo do Alentejo no total do país. As nossas dormidas ainda valem 4,2% no total nacional. Ainda somos um destino pouco expressivo. Nós queremos chegar, em 2027, aos 5,1%. Isto significa termos mais oferta, o apoio a projetos qualificadores e diferenciadores de novo alojamento turístico na região e, obviamente, trabalhar bem, de uma forma cada vez mais profissional e otimizada, o marketing e a produção.

Além disso, aumentar o peso dos proveitos totais do turismo da região no total nacional. Esses proveitos valem 4,1%. Nós queremos que esse ratio seja de 5,2%, em 2027.

Queremos reforçar a proporção de hóspedes estrangeiros no total do turismo da região. Como disse, esse valor está agora em 32%. Em 2019 estava em 34%. Queremos chegar a 40%, em 2027.

Outro grande objetivo é reforçar o peso da procura externa na região, trabalhar melhor a procura turística fora da época alta. É verdade que hoje, às vezes, é um pouco contraproducente falar em época alta. Temos uma taxa de sazonalidade de 38%. Queremos reduzir para 34% até 2027.

O turismo no Alentejo tem de viver em todo o território. Ou pelo menos poderá viver em todo, porque há outras atividades económicas e obviamente o ordenamento do território tem de fazer a compatibilização entre os vários usos.

Agora, o que eu não posso aceitar é que o Estado que ative, atraia, apoie, incentive empresários a investirem as suas poupanças, os seus dividendos, e o próprio e depois o mesmo Estado aprove, licencie projetos contraproducentes de outras áreas económicas que vão limitar, estragar, condicionar, destruir a atratividade paisagística, ambiental e turística desse território. E neste momento há riscos que se colocam ao Alentejo.

Centrais solares, centrais fotovoltaicas, projetos de agricultura intensiva que não estou a dizer que o Alentejo não os deva receber. Mas há que compatibilizar uma coisa com a outra.

Dou-lhe um exemplo. Há um projeto de central fotovoltaica no concelho de Évora que, aliás, há um parecer negativo e inequívoco do Turismo de Portugal, e que vai pôr em causa a atratividade turística, paisagística e ambiental de forma irreversível, de empreendimentos turísticos, de adegas, localizados naquela zona.

Foi o que referi anteriormente, o Estado tem de ser inteligente. O Estado não pode dizer aos empresários turistas apostem aqui e depois licenciar ao lado grandes projetos de agricultura intensiva, que não têm nada a ver com aquilo que é a produção autónoma daquele território e que vão condicionar a atratividade turística daqueles territórios.

O ordenamento do território é a palavra-chave para os próximos anos. A região tem de conseguir conciliar vários usos e, claro, tem de haver lugar para a agricultura, caminhos para a transição energética. Mas essa transição energética não pode ser feita a qualquer custo. E não se pode fazer destruindo o turismo. E eu, enquanto presidente da Entidade Regional de Turismo, estou muito atento a isso, porque me preocupa.

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Os 15 quartos do edifício remodelado do DUO Lisbon Hotel são adornados com azulejos da Viúva Lamego | Créditos: DR

Hotelaria

DUO Hotel Lisbon: A nova unidade hoteleira da Hilton em Lisboa

O DUO Hotel Lisbon, Curio Collection by Hilton, inaugurado esta quarta-feira, faz parte de um conjunto de três hotéis a abrir em Lisboa pela Hilton, fruto de um acordo de gestão com a Feuring Asset Management GmbH. A cadeia hoteleira tem em vista a abertura de mais dez hotéis em Portugal, após ter inaugurado três hotéis este ano.

Carla Nunes

Depois da abertura do Legacy Hotel Cascais, no antigo Cidadela Cascais, a Hilton volta a abrir mais uma unidade hoteleira em Portugal, desta vez o DUO Hotel Lisbon, Curio Collection by Hilton.

Localizado em Lisboa perto da sede da EDP, na zona de Santos, o mais recente Duo Hotel Lisbon, Curio Collection by Hilton abriu portas esta quarta-feira, 12 de junho.

Este é o primeiro dos três Hilton a abrir em Lisboa na sequência de um acordo de gestão com a Feuring Asset Management GmbH, com quem a Hilton acordou a abertura das unidades Canopy by Hilton Lisbon Praça São Paulo, Hampton by Hilton Lisbon Baixa e o mais recente Duo Hotel Lisbon, Curio Collection by Hilton.

Com um total de 75 quartos, o recém-inaugurado Duo Hotel Lisbon reúne dois edifícios, um moderno, e outro de traçado mais tradicional, justificando assim a expressão “Duo”.

Com entrada pela Rua Dom Luís I, o edifício moderno do hotel, construído de raiz, conta com 60 quartos distribuídos por seis pisos. Já o segundo edifício, com fachada para a Rua da Boavista, resulta de um projeto de reabilitação e oferece 15 quartos divididos por quatro pisos.

A separar ambos, um pátio desafogado estende-se para oferecer uma zona de esplanada complementada por uma fonte, adornada com azulejos da Viúva Lamego – que, aliás, constituem vários motivos de interesse no hotel, desde o lobby à decoração das cabeceiras dos quartos.

Pátio do DUO Lisbon Hotel | Créditos: DR

As valências deste hotel ficam completas com uma oferta de Food & Beverage (F&B) que inclui o restaurante Novo Mundo, liderado pelo chef residente Nuno Pizarro, e a pastelaria Voyage, com entrada pela Rua da Boavista e aberta a passantes. Ambos os espaços contam com cartas assinadas pela chef Marlene Vieira.

Principais mercados e segmentos

Concetta Schiano Lomoriello, general manager deste novo hotel, conta em entrevista à Publituris Hotelaria que para esta unidade hoteleira, mais concretamente para a vertente de alojamento, os principais mercados serão os “Estados Unidos da América (EUA), Reino Unido e, dentro da Europa, a Alemanha”, apontando também para o mercado espanhol, “dada a proximidade” ao país. Já o mercado nacional será a aposta para os três pontos de F&B do hotel, mais do que a oferta de alojamento.

“Vemos que há pessoas que viajam dentro do próprio país, para staycations, mas acreditamos que, olhando para os números, o maior mercado será os EUA, Reino Unido e Espanha, como mercado de proximidade”, reforça Concetta Lomoriello.

O segmento de lazer é apontado como o principal público-alvo do hotel. No entanto, a general manager do DUO Hotel Lisbon indica que há espaço para o mercado de negócios, não só pela localização do hotel – junto a empresas como a EDP, Accenture e A&V –, mas também pela existência de espaços como o pátio, que pode ser utilizado “como um local para lançamentos de produto e eventos empresariais”. A possibilidade de fechar zonas do hotel para eventos privados, como o restaurante Novo Mundo ou o edifício remodelado de 15 quartos, mais tradicional, também é colocada por Concetta Lomoriello como uma hipótese para melhor servir o mercado de negócios.

A unidade hoteleira conta com mais de 16.000 azulejos da Viúva Lamego | Créditos: DR

De momento a unidade hoteleira conta com 45 trabalhadores de, pelo menos, 13 nacionalidades, de acordo com a general manager, que indica que ainda estão a contratar para as equipas de food and drinks e da cozinha.

Hilton tem mais dez projetos assinados em Portugal

Para este ano, Joachim Hartl, Area General Manager Iberian Peninsula para a Hilton, indica que já abriram três hotéis em Portugal: o Legacy Hotel Cascais, o DUO Hotel Lisbon e o Double Tree by Hilton Lagoa Açores, que abriu portas no passado sábado, 8 de junho.

Com 101 quartos, o primeiro Double Tree nos Açores, mais concretamente na Lagoa, em Ponta Delgada, conta com um rooftop com piscina bar, restaurante e um spa. A expectativa é a de atrair o mercado dos EUA, mas também do Reino Unido, para este hotel.

“Se olharmos para o número de visitantes nos Açores, constatamos que é um destino em ascensão. É muito sustentável e um dos locais onde ainda não estávamos presentes. A ligação aérea aos Estados Unidos, Reino Unido e alguns mercados europeus é muito forte, além do mercado europeu”, refere Joachim Hartl.

Os quartos do edifício de nova construção diferem do alojamento no edifício reabilitado

Além destes três hotéis, a cadeia hoteleira tem já assinados mais dez hotéis em Portugal, de acordo com Joachim Hartl, que por enquanto não especificou de que unidades hoteleiras se tratam nem o investimento realizado nestes projetos, incluindo o do DUO Hotel Lisbon.

Referiu, no entanto, que em frente ao recém-inaugurado DUO Hotel Lisbon vai abrir um outro hotel Hilton, desta vez da marca Hampton, com 150 quarto. Espera-se que a abertura tenha lugar “no último trimestre de 2025 ou primeiro trimestre de 2026”.

Sobre a presença da Hilton em Portugal, Joachim Hartl afirma que “há espaço para crescer, mas também acreditamos que o mercado português terá potencial para nós”.

“O interesse em Portugal tem vindo a aumentar ano após ano, e para mim é o ano de redescoberta de Portugal. É definitivamente um espaço onde queremos crescer de forma orgânica, através de diferentes marcas”, termina Joachim Hartl.

Leia também: Hilton prepara abertura de três novos hotéis em Lisboa

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Sob o mote “Este verão, a felicidade está aqui. Nos Bahia Principe Hotels & Resorts”, a campanha que o operador turístico Soltour acaba de lançar no mercado para impulsionar as vendas das agências de viagens, pretende mostrar a verdadeira felicidade de umas férias com o grupo hoteleiro nas Caraíbas.

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O operador turístico Soltour e os Bahia Principe Hotels & Resorts, cadeia hoteleira do Grupo Piñero, lançaram uma nova campanha que tem como objetivo promover as atividades que se podem realizar nas Caraíbas para além do sol e praia, contribuindo para impulsionar as vendas das agências de viagens.

A campanha dá especial ênfase à importância da mediação turística no aconselhamento sobre o produto Caraíbas, um papel fundamental que é partilhado pelos operadores turísticos e pelas agências de viagens.

Sob o mote “Este verão, a felicidade está aqui. Nos Bahia Principe Hotels & Resorts”, a campanha que a Soltour acaba de lançar no mercado, pretende mostrar a verdadeira felicidade de umas férias com o grupo Bahia Principe nas Caraíbas. Em nota de imprensa, o operador turístico sublinha que, o verdadeiro desafio é ligar os clientes a essa sensação, permitindo-lhes aceder à sua melhor versão durante a estadia.

Em linha com o objetivo contínuo de trabalhar para e pelas agências de viagens em Portugal e Espanha, a Soltour e os Bahia Principe Hotels & Resorts desenvolveram, no âmbito desta campanha, ações especiais focadas em aumentar a visibilidade dos pontos de venda. Desta forma, a ativação direta nos pontos de venda (com ecrãs digitais e publicidade na própria agência), uma estratégia digital baseada em SEM (Search Engine Marketing) e anúncios nas redes sociais, juntamente com influencers de renome e embaixadores da marca, que experienciarão o produto em primeira mão e de forma real, serão responsáveis por levar as Caraíbas aos consumidores.

Durante a campanha, os consumidores poderão informar-se sobre os pontos-fortes de um destino extremamente completo, mas também descobrirão, na primeira pessoa, as vantagens de contar com a Soltour e com os Bahia Principe na organização das suas próximas férias.

 

Samaná contará com voos diretos de Lisboa durante este verão. Neste destino, o grupo Bahia Principe conta com o Bahia Principe Grand El Portillo, um oásis que se destaca pela sua localização, pelas suas atividades e instalações, bem como por ter uma das melhores praias do país, e o Bahia Principe Grand Samaná, um hotel só para adultos situado num local privilegiado com acesso direto a uma praia isolada.

Para quem prefere umas férias mais animadas, a Soltour oferece pacotes para a zona mais emblemática de Punta Cana a partir de 957 euros, onde o grupo Bahia Principe conta com um complexo de sete hotéis, que inclui o Bahia Principe Fantasia Punta Cana, o Bahia Principe Luxury Ambar (adults only), o Bahia Principe Grand Aquamarine (adults only), o Bahia Principe Luxury Esmeralda, o Bahia Principe Grand Bavaro, o Bahia Principe Grand Punta Cana e o Bahia Principe Grand Turquesa.

Além disso, a Soltour e os Bahia Principe Hotels & Resorts disponibilizam opções de alojamento nas Caraíbas mexicanas, especificamente na zona de Tulum, na Riviera Maya. Neste destino, o grupo hoteleiro conta com um portefólio de quatro resorts: Bahia Principe Grand Tulum, Bahia Principe Grand Coba, Bahia Principe Luxury Akumal e Bahia Principe Luxury Sian Ka’an (adults only).

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Meeting Industry

Conselho Executivo do Turismo da ONU reuniu-se para colocar o setor na agenda económica global

Os líderes do turismo de todo o mundo reuniram-se novamente tendo enfatizado a importância económica vital do sector, ao mesmo tempo que o colocam firmemente na agenda política. A 121ª sessão do Conselho Executivo do Turismo da ONU, que decorreu em Barcelona, pôs ênfase especial nas prioridades partilhadas de investimentos no turismo, na educação e na aceleração da inovação em todo o setor.

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A 121ª sessão do Conselho Executivo do Turismo da ONU, reunida em Barcelona, acolheu representantes de 47 países, incluindo 18 ministros do Turismo, para promover a visão da organização para o setor à medida que este alcança a recuperação total dos impactos da pandemia. De acordo com dados da ONU sobre Turismo, cerca de 285 milhões de turistas viajaram internacionalmente no primeiro trimestre de 2024, o que corresponde a uma subida de 20% face ao mesmo período do ano passado, enquanto as receitas do turismo internacional cresceram novamente para 1,5 biliões de dólares em 2023.

Abrindo a sessão, o Secretário-Geral do Turismo da ONU, Zurab Pololikashvili, sublinhou a necessidade de abraçar a inovação, crescer e direcionar o investimento para o setor, a fim de impulsionar a sua transformação positiva. “Com o turismo a recuperar da maior crise da sua história, agora é o momento de canalizar a nossa energia para construir uma maior resiliência contra quaisquer choques futuros”, disse, avançando que, ao mesmo tempo, “temos de garantir que o crescimento do turismo beneficia as pessoas em todo o mundo, acima de tudo, expandindo o acesso à educação e às oportunidades de emprego e aproveitando o poder das novas tecnologias.”

O Secretário-Geral apresentou então o seu relatório aos membros, resumindo as realizações do Turismo da ONU desde a última reunião do Conselho, colocando ênfase especial nas prioridades partilhadas de investimentos no turismo, na educação e na aceleração da inovação em todo o setor. Além disso, os membros adotaram o Plano de Trabalho para a Agenda do Turismo das Nações Unidas para a Europa, incluindo três projetos centrados no futuro dos destinos de viagens de inverno, na regulamentação das plataformas de aluguer de curta duração e nas estratégias para mitigar os efeitos dos investimentos verdes nas PME do turismo.

Em Barcelona, ​​o Conselho Executivo deu um passo significativo no compromisso do Turismo da ONU de criar um quadro jurídico harmonizado para o setor global, a fim de aumentar a confiança nas viagens internacionais, e aprovou a decisão para o centro jurídico inovador, dando início ao trabalho para aumentar o portfólio crescente de Escritórios Regionais e Temáticos do Turismo da ONU, à medida que continua a aproximar-se dos seus membros no terreno.

O Conselho Executivo foi atualizado sobre o planeado Escritório Regional para África, a ser inaugurado em Marraquexe, e o Escritório Regional para as Américas, localizado no Rio de Janeiro. Mantendo esta dinâmica, a liderança do Turismo da ONU assinou um Memorando de Entendimento com o Ministério do Turismo da Grécia para estabelecer um Centro de Investigação e Monitorização do Turismo Costeiro e Marítimo na Região do Mediterrâneo Oriental.

A 122ª sessão do Conselho Executivo do Turismo da ONU será realizada em Cartagena das Índias, Colômbia, enquanto a 123ª será organizada pela Espanha no primeiro semestre de 2025, e a 124ª sessão pelo Reino da Arábia Saudita no segundo semestre de 2025.

 

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Distribuição

GEA destaca Marrocos em campanha de vendas

O Grupo GEA, em parceria com o Turismo de Marrocos, acaba de lançar uma campanha de vendas sobre o destino, uma iniciativa exclusiva destinada a promover os produtos turísticos marroquinos entre os viajantes nacionais.

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Para esta campanha de vendas, a GEA levou a cabo uma colaboração com os seus fornecedores Mundigea, disponibilizando às suas agências associadas ofertas exclusivas desenhadas para capturar a essência e a diversidade deste destino, desde city breaks, circuitos, sol & mar, entre outros. A campanha explora as diversas facetas do Reino de Marrocos, desde a sua rica gastronomia e paisagens naturais até à sua cultura, artesanato e tradições.

Paulo Mendes, diretor de Produto e Contratação do Grupo GEA, confirma que Marrocos é um produto muito procurado no mercado nacional, com oferta diversa e um serviço de excelência. Assim, com esta campanha “queremos disponibilizar as nossas agências associadas, através dos nossos parceiros Mundigea, oportunidades comerciais para que os seus clientes possam descobrir ou redescobrir as muitas razões pelas quais este destino deve estar no topo da lista de locais a visitar”.

Refira-se que a GEA tem vindo a desenvolver uma parceria contínua com o Turismo de Marrocos, criando proximidade entre o destino, os agentes de viagens e com o viajante nacional, promovendo a diversidade e qualidade do produto turístico marroquino.

Os administradores da rede de gestão, Carlos Baptista e Pedro Gordon, a colaboração com o Turismo de Marrocos, já iniciada no ano passado, reflete o compromisso contínuo do Grupo GEA em promover destinos que oferecem experiências autênticas e memoráveis. Assim, “estamos confiantes de que, através desta campanha e das ofertas exclusivas disponibilizadas, seremos capazes de dinamizar significativamente o turismo para Marrocos, beneficiando tanto as agências associadas GEA quanto a região”, realçaram.

O Grupo GEA fornecerá em exclusivo às agências associadas materiais promocionais para divulgação da campanha, que oferece pacotes de viagem e experiências em Marrocos a preços competitivos, incentivando os viajantes a aproveitar esta oportunidade limitada.

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Aviação

Azores Airlines já abriu rotas do Funchal para Toronto e Boston

Num comunicado enviado à imprensa, a Azores Airlines explica que estas operações, ambas com um voo direto por semana, se vêm juntar à que a companhia aérea já realizava desde o ano passado e que liga a Madeira a Nova Iorque.

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A Azores Airlines já inaugurou as operações que passam a ligar o Funchal, capital madeirense, às cidades de Toronto e Boston, no Canadá e EUA, respetivamente, e que contam ambas com um voo direto por semana.

Num comunicado enviado à imprensa, a companhia aérea do grupo SATA que realiza voos internacionais explica que estas novas rotas vêm juntar-se à que a transportadora já operava no ano passado e que liga a Madeira a Nova Iorque.

“Estas duas operações diretas representam o culminar de um trabalho consistente, em sintonia com os nossos parceiros nos Estados Unidos, no Canadá e no Arquipélago da Madeira, que permitiram voltar a ampliar a oferta para este Arquipélago com estes voos diretos, que se adicionam à operação de Nova Iorque e aos voos entre os Açores com destino à Ilha da Madeira, que a Azores Airlines tem assegurado ao longo dos anos”, destaca Graça Silva, diretora de Vendas, Marketing e Comunicação do Grupo SATA.

Ambas as operações contam com um voo por semana, com as partidas para Toronto a acontecerem às sextas-feiras, enquanto o regresso à Madeira tem lugar aos sábado, sendo que, no caso de Boston, as partidas desta cidade dos EUA acontecem às terças-feiras, com regresso às quartas-feiras.

“A estas ligações diretas, juntam-se sete ligações semanais, quer à partida de Boston ou de Toronto, via Ponta Delgada, das quais podem igualmente usufruir os passageiros que pretendam viajar da América do Norte para a Ilha da Madeira e vice-versa”, refere ainda a Azores Airlines, na informação divulgada.

Os bilhetes para estes voos já se encontram disponíveis para aquisição, através do Contact Center, website, balcões e lojas de vendas da SATA, assim como pelas agências de viagens.

 

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Destinos

Portugal desce um lugar mas continua a ser um dos países mais pacíficos do mundo

Segundo o Índice Global da Paz 2024, elaborado pelo Instituto de Economia e Paz, Portugal obteve 1.372 pontos e surge em sétimo lugar, num ranking que é liderado pela Islândia.

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Portugal desceu uma posição e é agora o sétimo país mais pacífico do mundo, segundo o Índice Global da Paz 2024, elaborado pelo Instituto de Economia e Paz e divulgado esta terça-feira, 11 de junho.

De acordo com este ranking, Portugal obteve 1.372 pontos, numa lista que é liderada pela Islândia (1.112 pontos), seguindo-se a Irlanda e a Áustria, enquanto no extremo oposto se encontram países como Afeganistão, o Iémen, a Síria, o Sudão do Sul e a República Democrática do Congo.

O ranking tem em conta 23 critérios qualitativos e quantitativos, que se encontram agrupados em três domínios-chave, nomeadamente Conflitos em curso, Segurança e Proteção e Militarização.

Segundo este índice, existem atualmente 56 conflitos a nível global, o maior número desde a II Guerra Mundial, o que coloca o mundo numa encruzilhada, pelo que, acrescenta o Instituto de Economia e Paz, “sem esforços concertados, existe o risco de um recrudescimento de grandes conflitos”.

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Destinos

FEITUR com programação centrada na atividade turística, gastronomia e música

Animação turística, atividades náuticas, gastronomia, artesanato, convívio, música e animação são os pontos fortes da FEITUR – Feira de Turismo do SW, que tem lugar até ao dia 16 de junho, junto ao estuário do Rio Mira, em Vila Nova de Milfontes.

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A FEITUR aposta na promoção do concelho de Odemira e do Sudoeste Alentejano como destino de eleição para o turismo e para a prática desportiva em plena natureza.

A iniciativa é promovida em parceria entre o município de Odemira, a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, Junta de Freguesia de Vila Nova de Milfontes, entre outras entidades.

O certame conta com a presença de unidades de alojamento e de empresas de animação turística, restaurantes, exposição de produtos agroalimentares, artesanato local, provas gastronómicas e muita animação.

Os visitantes são convidados a desfrutar do melhor que o concelho de Odemira tem para oferecer, com atividades gratuitas que irão permitir o contacto com diversas modalidades, como mergulho, stand up paddle, surf ou passeios de barco no rio Mira, canoagem ou andebol de praia. Um dos pontos altos da FEITUR é a componente gastronómica que estará em destaque no espaço showcooking.

 

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TUI Portugal lança campanha de incentivo de vendas para o Dubai

Os vencedores desta campanha de incentivo de vendas, que decorre entre 15 de junho e 15 de setembro, ganham uma famtrip ao destino, a decorrer entre 7 e 11 de outubro de 2024.

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A TUI Portugal lançou uma campanha de incentivo de vendas para o Dubai, que arranca no próximo sábado, 15 de junho, e que vai estar em vigor até 15 de setembro, premiando um grupo de agentes de viagens com uma famtrip ao destino, a decorrer entre 7 e 11 de outubro de 2024.

Segundo a TUI Portugal, “a seleção dos participantes terá como critérios o desempenho de vendas e o crescimento/potencial de vendas dos agentes para este destino durante o período da campanha”.

“Ao premiarmos não só os melhores vendedores, mas também os agentes com maior crescimento de vendas, damos oportunidade a todos os parceiros de participarem e conquistarem o seu lugar nesta viagem de incentivo”, refere Nuno Fouto, diretor Comercial da TUI Portugal.

Os vencedores são conhecidos a 20 de setembro, com a TUI Portugal a explicar que vão ser “contabilizadas todas as reservas confirmadas e realizadas através dos canais oficiais da TUI Portugal”.

Segundo o operador turístico, o Dubai é “um destino que tem vindo a atrair cada vez mais portugueses que, mais do que uma opção de stopover, encontram uma opção de destino de férias muito apelativo e diversificado na sua oferta, já que combina a oferta de praia com cultura, evasão, aventura e até compras, com uma oferta hoteleira de grande qualidade e também ela muito variada”.

A programação da TUI Portugal para o Dubai está disponível para consulta aqui e inclui confirmação imediata, assim como várias combinações possíveis, que incluem Maldivas, Sri Lanka e até safaris.

 

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DHM promove oferta de reuniões e incentivos junto de agências de negócios francesas

A Discovery Hotel Management (DHM) apresentou, no início do mês, a sua oferta de reuniões e incentivos a 50 agências de viagens francesas do segmento de turismo de negócios.

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A Discovery Hotel Management (DHM) esteve no início do mês em Paris, capital francesa, para apresentar o seu portfólio de hotéis a 50 agências de viagens francesas do segmento de turismo de negócios, numa iniciativa que visou promover os “serviços de reuniões e incentivos, com programas corporativos que incluem alojamento, menus exclusivos e experiências inovadoras”, nos 15 hotéis da marca.

O evento, que teve lugar no “Musée du Vin”, em Paris, contou com a presença de Francisco Capote da Silva, Head of Sales MICE International DHM; Daniel Solsona, diretor de Operações Cluster MICE DHM; Pedro Magalhães, diretor-geral do Dolce CampoReal; e Pedro Paixão, diretor-geral do Monte Real Hotel, Termas & Spa.

Durante o evento, a DHM apresentou as infraestruturas, assim como os programas corporativos que estão disponíveis nos hotéis Octant Ponta Delgada, Octant Furnas, Octant Douro, Octant Lousã, Octant Évora, Octant Santiago, Octant Vila Monte e Octant Praia Verde, assim como no Villa C Boutique Hotel, Monte Real Hotel Termas & SPA, Dolce Campo Real, Ramada Lisbon by Wyndham e Crowne Plaza Caparica Lisboa (IHG).

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Destinos

Lufthansa City Center leva 250 operadores e agentes de viagens a Braga e Guimarães

O evento da Lufthansa City Center decorre até sábado, 15 de junho, em Braga e Guimarães, e inclui reuniões de negócio, workshops e conferências dedicadas aos temas da inovação e tecnologia.

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A Lufthansa City Center está a promover, até ao próximo sábado, 15 de junho, um encontro que levou até ao Minho mais de 250 operadores turísticos e agentes de viagens de todo o mundo e que vai contar com reuniões de negócio, workshops e conferências dedicadas aos temas da inovação e tecnologia, a decorrer em Braga e em Guimarães.

Para Luís Pedro Martins, presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, este tipo de evento permite “estabelecer relações duradouras com operadores turísticos e agentes de viagens influentes e selecionados, beneficiando a economia local e o reconhecimento global destas cidades”.

“Esta captação insere-se na estratégia de desenvolvimento do turismo de negócios, que passa pelo estabelecimento de parcerias estratégicas e por uma consistente ação de marketing e promoção, assente em práticas inovadoras e sustentáveis, cruciais para o posicionamento das cidades de Braga e Guimarães como excelentes destinos turísticos, mas também destinos com toda a oferta especializada e infraestruturas de topo para a realização de eventos internacionais”, acrescenta o responsável.

Segundo o Turismo do Porto e Norte de Portugal, a captação deste evento, considerado fundamental para afirmar esta região no turismo de negócios, foi realizada em conjunto com a agência Clube Viajar, membro da LCC em Portugal, e conta com o apoio do Turismo de Portugal e dos municípios de Braga e Guimarães.

Além das reuniões de negócio, workshops e conferências, o programa da iniciativa inclui ainda uma visita guiada pelo Centro Histórico de Braga e um concerto na Basílica do Bom Jesus, assim como um jantar a realizar na Colunata de Eventos, com a presença de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, que vai apresentar a visão e a estratégia de posicionamento de Braga para o setor turístico.

“Braga, com sua arquitetura única, com a sua herança religiosa e com a sua gastronomia, continua a cativar viajantes de todo o mundo. A cidade está comprometida em proporcionar experiências enriquecedoras e inesquecíveis, mantendo-se como um destino turístico de excelência”, refere o autarca.

Recorde-se que, no último ranking da International Congress and Convention Association (ICCA), Braga e Guimarães apresentaram “uma subida muito acentuada” no número de eventos internacionais, a par do Porto e de Matosinhos, tendo Braga subido mesmo 117 lugares neste ranking.

A Lufthansa City Center é a rede de agências de viagens do Grupo Lufthansa, sendo considerada a maior rede mundial independente do setor, com 500 escritórios espalhados por 90 países.

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