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“Está-se a valorizar o produto golfe e tentar cobrar o valor certo”

O primeiro semestre de 2023 foi positivo para o golfe turístico em Portugal, com os dados do Turismo de Portugal a mostrarem os melhores números já registados no nosso país. Contudo, Nuno Sepúlveda, presidente do Conselho Nacional da Indústria do Golfe (CNIG), admite que está na altura de renovar o produto. Até porque há mercados fiéis e outros mais a explorar.

Victor Jorge
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“Está-se a valorizar o produto golfe e tentar cobrar o valor certo”

O primeiro semestre de 2023 foi positivo para o golfe turístico em Portugal, com os dados do Turismo de Portugal a mostrarem os melhores números já registados no nosso país. Contudo, Nuno Sepúlveda, presidente do Conselho Nacional da Indústria do Golfe (CNIG), admite que está na altura de renovar o produto. Até porque há mercados fiéis e outros mais a explorar.

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No primeiro semestre de 2023, os 89 campos de golfe existentes em Portugal registaram uma média de número de voltas superior a 14.000, o que contrasta com as 13.616 do mesmo período de 2022 e 12.992 de 2019. Nuno Sepúlveda, presidente do CNIG (e também CEO de Sports and Leasure da Arrow Global Portugal), acredita que o golfe turístico está numa fase de recuperação. Contudo, considera que Portugal entrou numa fase em que necessitará de renovar o produto golfe. Com a luta pela baixa do IVA no golfe a perdurar, Nuno Sepúlveda admite que uma baixa do imposto daria uma “maior capacidade de investimento” e possibilitaria essa tão necessária atualização. Até porque, aqui ao lado, em Espanha, essa renovação já está a acontecer. “A grande mensagem é que temos de investir no nosso produto e promover bem esse produto”.

Os dados do Turismo de Portugal, relativamente ao primeiro semestre de 2023, revelam uma utilização média por campo ao nível dos mais elevados já registados em Portugal. Isto significa que a indústria do golfe turístico já está numa fase de recuperação?
Sim, acho que já está numa fase de recuperação. E não é só pelos números absolutos do número de voltas de golfe. É pelo valor médio da volta do golfe. Há uma clara diferença. Os preços vieram todos para cima. Foi uma oportunidade que se aproveitou para subir preços. De facto, está-se a fazer muito mais receita em proporção ao número de voltas.

2022 já foi dos melhores anos. 2023 foi ainda melhor.

2022 foi o melhor que 2019?
Foi, diria, equiparado a 2019. Foi equiparado na grande parte dos sítios pela via da receita.

Para 2024, as perspetivas são belíssimas. Mas acho que, acima de tudo, está-se a valorizar o produto golfe e tentar cobrar o valor certo, o que não acontecia antes da pandemia. Era muito em volume, muito em quantidade, mas agora verifica-se um acerto, tal como, por exemplo, nos hotéis.

Mas consegue quantificar a subida de preço?
Diria que de 2022 para 2023 há uma subida, pelo menos de 10% no valor médio.

E prevê uma subida para 2024 ou uma estabilização face à subida que existiu?
Poderá haver uma subida, mas não tão agressiva como no último ano. Foi um pouco para justificar a inflação e a subida de todos os custos da própria operação.

Não é possível falar do golfe turístico sem falar da hotelaria, da restauração, da aviação, do rent-a-car

Mas é mais correto falar num ajuste do que numa subida?
Sim, será mais correto falar num ajuste. Penso que o mais correto é dizer que é pôr verdade no preço. Os custos já lá estavam, eram assumidos, mas esses custos subiram, a eletricidade, subiu, a mão-de-obra subiu, o gasto com pessoal subiu. Começou-se a olhar para os custos com outra atenção. Os custos fixos que assumimos estão bem geridos.

Mas é possível quantificar quanto é que a indústria do golfe perdeu com a pandemia?
É difícil, já que o golfe turístico abrange muitas outras atividades. Não é possível falar do golfe turístico sem falar da hotelaria, da restauração, da aviação, do rent-a-car. Nunca falamos só de golfe. O golfe é quase a coisa menos importante, porque quem vem praticar golfe turístico vem para um hotel, come num restaurante, aluga um carro, visita locais, faz compras.

Diria que a regra, entre a volta de golfe, o alojamento e a refeição, cada uma terá uma importância de um terço no total final.

Há, portanto, diversas atividades agregadas que terão de ser contabilizadas?
Exato. Falamos de pessoas que têm estadias médias relativamente altas, de 5 a 7 noites. Não falamos de turistas que fazem city-breaks, quem só vêm passar o fim de semana.

Mas voltando um pouco atrás, como é que a indústria do golfe turístico, de facto, passou esta pandemia?
Provavelmente não deveria ter sofrido tanto pelo contexto em que é jogado, mas sofreu pelo contexto em que é desenvolvido. Ou seja, está associado à hotelaria, aos aviões, aos restaurantes. Quer dizer, constituindo um terço do bolo, se não há hotéis abertos, restaurante onde se possa ir comer, não há aviões para voar, este terço é impactado.

Toda a gente percebe a importância do golfe, mas depois é sempre visto de forma isolada

Uma luta antiga
A atividade do golfe turístico luta já há alguns anos pela baixa do IVA. Em que ponto é que está essa situação?
Está igual. Não houve desenvolvimentos relativamente a essa matéria. É uma pena que o IVA do golfe não esteja pelo menos alinhado ao IVA da hotelaria. Já ninguém fala em que seja um IVA de desporto, mas que fosse um IVA intermédio alinhado com a hotelaria. Esse tem sido um assunto que, infelizmente, nunca foi tratado com a atenção devida.

Por quem?
Diria que pelos governos. Toda a gente percebe a importância do golfe, mas depois é sempre visto de forma isolada.

O que é que uma redução do IVA poderia trazer ao golfe turístico em Portugal?
Quero acreditar que as empresas teriam mais capacidade para investir, para melhorar o produto. Porque vamos vender a um preço final igual a um dos nossos concorrentes. A questão é que em Portugal a operação fica com menos que em Espanha e, logo, existe uma diferença na capacidade para investir, melhorar e adaptar a experiência e puxar outros mercados. Quer dizer, isto é uma bola de neve, se o produto for melhor, conseguimos atingir outros targets, outras nacionalidades.

Seria um fator de competitividade?
Muito. Costumo colocar a coisa ao contrário: imaginemos que a hotelaria agora passaria a ter um IVA como o golfe? Que impacto teria? Os investimentos são os mesmos. Aliás, os campos de golfe têm de ter a mesma manutenção quer tenham cinco clientes ou 50 clientes. Não dá para fechar em época baixa.

Ainda existe o estigma de se tratar de um desporto elitista e, portanto, pode-se cobrar mais?
Pode haver esse estigma, mas está mal explicado. Hoje em dia, ser membro de um clube de golfe custa o mesmo que ser membro de um ginásio. Um outro problema que temos no nosso país é que não existe cultura para a prática de golfe.

“Business as usual”
Falou dos concorrentes. Quais são, efetivamente, os principais concorrentes do golfe turístico em Portugal?
Diria Espanha. É sempre um mercado muito forte, sempre foram muito agressivos, quer em termos de aeroportos, quer em termos de oferta hoteleira, mobilidade. Repare, por exemplo, na força do aeroporto de Málaga, é um aeroporto altamente internacional, com milhares de voos por ano. Por isso, apontaria Espanha. Depois temos o mercado do Dubai, Abu Dhabi é um mercado também importante.

Mas são mercados emergentes?
São emergentes há muito tempo. A Turquia já não é um mercado novo, por exemplo. Mas diria que Espanha será sempre o principal, até porque há espanhóis a viajarem para o Algarve para depois ir jogar para a zona sul de Espanha.

Mas Espanha oferece algo mais do que é oferecido em Portugal?

Não, mas Espanha em termos de golfe, nos últimos 10 a 15 anos melhorou o seu produto de golfe muito mais do que o produto de golfe melhorou em Portugal. Houve uma atenção para o investimento nos campos de golfe. A zona de Sotogrande teve uma atualização nos investimentos em campos e golfe muito forte e isso oferece uma diferenciação de qualidade significativa.

Onde é que na restante Europa temos campos de golfe a menos de uma hora do centro da capital? Por isso, não se trata de ter mais campos de golfe, é aproveitar o que temos e melhorar o produto

Mas somente em termos de campo de golfe?
De campo de golfe, mas também em todas as infraestruturas, ao nível do serviço, manutenção, a maneira como o golfe turístico está associado a outros produtos. Nós continuamos a fazer “business as usual”.

A grande mensagem é que temos de investir no nosso produto e promover bem esse produto.

Mas não se promove bem o golfe turístico?
Acho que em Portugal há um bom trabalho de promoção, mas quando começamos a subir o preço médio por cada volta de golfe e o investimento médio por cada campo de golfe não existe, a coisa não bate certo. Há um desfasamento entre o que estamos a cobrar e o que estamos a oferecer.

O peso internacional
Os dados do Turismo de Portugal destacam uma preponderância de golfistas internacionais, com especial destaque para o mercado britânico. O golfe turístico em Portugal, de facto, está muito dependente do golfista internacional?
Está. Nós não temos uma cultura de golfe que justifique os campos de golfe que temos.

Estamos a falar de uma proporção 80-20?
Eventualmente, 90-10. E regressando ao que referi, se contássemos somente com golfistas nacionais, esses não ficam nos nossos hotéis, não vão aos nossos restaurantes. Esse é o negócio por trás do golfe. Depois há a questão do imobiliário, do golfista que vem a Portugal, se apaixona pelo nosso país e até compra uma segunda habitação.

E há falta de campos de golfe em Portugal?
Não, não é por aí. O importante é quebrar a sazonalidade do golfe turísticos. Antigamente, março e abril eram os meses mais fortes. Atualmente, outubro é fortíssimo, temos o maio e setembro a crescer de forma significativa.

As pessoas têm percebido que há alturas melhores para jogar golfe por razões diferentes, ou por tempo ou pela ocupação dos próprios campos. Também há mais hotéis abertos em determinadas alturas. Perceberam também que o golfe era uma boa oportunidade.

Mas respondendo à sua pergunta, não temos uma cultura de golfista que justifique ter tantos campos.

O Brexit ainda continua a fazer mossa?
Está melhor. Continua a haver alguns problemas nas entradas nos aeroportos com a questão dos passaportes. Mas temos a vantagem de haver uma relação muito próximo entre o Reino Unido e Portugal. Mas foi complicado.

O segredo está, contudo, em captar mais golfistas internacionais ou atrair mais o golfista nacional, já que os campos não estão nas suas capacidades máximas, nem de perto nem de longe.

Não há dúvidas que há espaço para o mercado nacional crescer, tal como o mercado internacional.

E como é que isso pode ser conseguido?
É fácil, tem de haver uma diferenciação na qualidade. Um campo de golfe é um campo de golfe e, portanto, todo o ecossistema ligado ao golfe tem de melhorar. Os campos, os serviços, os hotéis, a gastronomia, a restauração.

Não é uma questão de layout dos campos?
Não. Há ótimos layouts de campos de golfe com péssimas experiências e há layouts de campos de golfe medianos com experiências fantásticas. O desenho do campo é importante, tal como a manutenção do mesmo, o serviço, o contexto onde se insere o produto é importante.

Os dados disponibilizados pelo Turismo de Portugal relativamente ao primeiro semestre mostram que os mercados nórdicos e o britânico foram os únicos que cresceram face ao mesmo período de 2022. A que se deve esta realidade?
São mercados maduros e que gostam muito de Portugal.

Depois do COVID foram, de facto, esses mercados que regressaram mais rapidamente. Já conheciam, havia segurança, gostam do destino Portugal e, por isso, é natural que sejam esses os primeiros a regressar.

Foto: Frame It

Mas para que outros mercados é que Portugal poderia e deveria olhar?
Hoje em dia há mercados muito interessantes. A Polónia é um mercado interessante, tal como a República Checa. São mercados para os quais nunca olhámos como mercados de golfe, mas que começam a vir a Portugal para praticar golfe.

Depois, claro, temos o mercado americano que nem vale a pena discutir, mas que está muito concentrado na zona de Lisboa. Nota-se um crescendo em direção ao Algarve, mas o produto não está totalmente atualizado ou preparado para o mercado americano.

Claro que o mercado americano está a crescer porque há mais ligações, há mais voos e Portugal é cada vez mais conhecido nos EUA.

Mas fora da Europa ainda há mercados por explorar e trabalhar.

Mas como é que se deve trabalhar esses mercados? Deverá existir uma maior promoção por parte dos campos, dos hotéis, do Turismo de Portugal?
O Turismo de Portugal tem feito um trabalho excelente e sabemos onde nos pode ajudar, tal como a AICEP. Os hotéis, os campos de golfe, trabalham juntos, as associações de turismo trabalham juntas. É uma questão de visão e perceber que tem de se ir à procura de mercados novos. E isso dá trabalho. E os resultados, às vezes, não são imediatos, podem demorar anos.

E há um trabalho geracional a fazer?
Obviamente que há uma geração de jogadores de golfe que vai entre os 50 e os 65 anos. É o nosso target. São muito poucos os mercados fora de Portugal que têm jogadores novos. A Suécia é um dos poucos exemplos, tal como a Dinamarca que apostam muito na formação dos jovens. Isso é bom, porque nos garante um mercado para os próximos anos. Mas sim, há um novo target a trabalhar.

Mas acima de tudo, tem de haver uma visão, temos de ir à procura de outros mercados. Os mercados não se fazem num estalar de dedos. Se quisermos um mercado americano, temos de ter marcas americanas, temos de ter voos da América para Portugal. Existem várias situações que estão interligas, é como uma cadeia, se falta um elo, torna-se mais difícil.

O valor do golfe turístico
E há pessoas para trabalhar no golfe?
A Federação Portuguesa de Golfe tem vindo a fazer o seu trabalho, mas, obviamente é um processo difícil, uma questão cultural. O golfe nunca foi visto como um desporto de massas.

Mas a questão dos recursos humanos não é muito diferente da situação da hotelaria e outras atividades. É difícil encontrar pessoas para trabalhar.

Mas ao contrário da hotelaria, no golfe não há formação especifica, temos paisagistas, agrónomos, mas não há assim tantos campos de golfe para que as pessoas também vejam isto como uma carreira.

E quanto vale o golfe em Portugal. Os números da International Association of Golf Tour Operators davam um valor estimado de 2 mil milhões anuais antes da pandemia.
Estamos, novamente, a falar do golfe com os diversos serviços associados. Se ainda contabilizarmos o Real Estate, os números podem ser diferentes, para cima. A questão é saber como fazemos as contas. Acredito que o golfe não deve ser visto isolado, deve ser visto como algo faz parte de um todo, as voltas, as reservas, os transferes, a restauração, a hotelaria, os rent-a-cars, etc..

Mas 2 mil milhões de euros equivale, mais ou menos, a 10% das receitas turísticas anuais?
Certo, mas quando é que esses 10% aparecem? Aparecem numa altura em que não existem os outros 90%. Estamos a falar de fevereiro, março, abril, outubro, novembro, dezembro.

Esta contribuição do golfe turístico para esbater a sazonalidade no turismo é absolutamente estratégica.

Mas volto ao que disse, a conectividade é fulcral para desenvolvermos o produto golfe. Nota-se que as pessoas, atualmente, tiram férias de maneira diferente, existem voos noutras alturas do ano e o negócio está muito alinhado com as rotas.

Atualmente existem 89 campos de golfe. Portugal tem capacidade para ter mais campos de golfe. E a haver, onde deveriam ficar localizados?
Não tenho a certeza de que haja necessidade para mais campos. Ainda há campos que estão subaproveitados. Há muito produto com capacidade para ter muito mais clientes.

Estamos numa zona [Aroeira] que, historicamente, não é vista como uma zona de golfe. Mas a isto chama-se fazer mercado, criar produto e posicioná-lo. Onde é que na restante Europa temos campos de golfe a menos de uma hora do centro da capital?

Por isso, não se trata de ter mais campos de golfe, é aproveitar o que temos e melhorar o produto.

Qual a estadia média de um golfista?
Ronda as cinco noites. E também é possível aumentar. Tem muito a ver com os mercados. O mercado britânico gosta de estadias curtas de três-quatro noites. O mercado escandinavo e alemão são seis-sete noites. Já o norte-americano aumenta para as 10-14 noites, sendo que este não vem fazer só golfe. Mas as estadias têm muito a ver com os voos e os intervalos entre os mesmos.

Depois depende do turista. As gerações mais novas estão habituadas a estadias mais curtas, tipo fim de semana prolongado. Já as mais velhas não vêm a correr para três dias.

Além disso, as pessoas, com a pandemia começaram a não tirar férias tão longas. Por isso, penso que as estadias não vão aumentar. Temos é de arrumá-las melhor nos hotéis e nos campos de golfe.

Falou de mercados como o britânico, nórdico, polaco, checo, norte-americano. E o asiático?
O mercado asiático é importante, mas é um mercado que, historicamente, temos tido alguma dificuldade em penetrar. É um mercado difícil. Trata-se de um mercado que ainda não viaja para o golfe e que viaja muito dentro da própria Ásia.

Mas sim, é um mercado com um grande potencial e não temos feito o nosso trabalho. É um mercado muito interessante, muito grande, mas não estamos muito focados nele e vamos ter de estar, claro.

Temos explicado mal esta questão [do consumo de água], temos tido pouca voz nesse assunto

Outro dos temas que surge sempre associado ao golfe é a sustentabilidade e o consumo de água.
Essa questão da água tem sido mal explicada pela própria indústria do golfe. No Algarve, por exemplo, a água utilizada no golfe é 6% do consumo total de água.

Mas não é essa a ideia que existe?
Pois não e criou-se essa má imagem. A verdade é que não há falta de água em Portugal. O que falta é capacidade para armazenar água. A maior parte da água é perdida.

Ainda assim, os campos de golfe têm feito um trabalho muito relevante. Já existem alguns campos de golfe ligados a ETAR. Mas para isso também é preciso investimento, é preciso mudar a relva, mudar maneiras de trabalhar.

Estamos a falar de um processo de aproveitamento, ou melhor, de reaproveitamento de água que não é utilizada.

O que posso afirmar é que os campos de golfe gerem a água ao milímetro, ou melhor, mililitro. Os campos de golfe utilizam, hoje, tecnologia de ponta, têm sondas, sensores, estações de água, tudo é gerido e aproveitado.

Mas volto a afirmar, temos explicado mal esta questão, temos tido pouca voz nesse assunto.

Mas há pouco falou em visão ou na falta dela relativamente ao golfe. Pergunto-lhe como é que, efetivamente, se pode desenvolver o produto golfe turístico em Portugal?
O golfe turístico, em Portugal, tem de se reposicionar em termos de qualidade. Não tenho dúvidas nenhumas que existe um mercado que procura Portugal, que quer qualidade e não tanto número, volume, mas muito mais qualidade.

E aqui, volto à questão do IVA e da capacidade de investimento. O produto está cá e estamos a chegar a uma fase complicada, já que a maioria dos campos de golfe estão na casa dos 20, 25 ou 30 anos, o que, normalmente, é o tempo de vida média de um campo de golfe.

Mas quando fala em renovação, onde é que ela terá de existir?
Na rega, na eficiência da rega, novas espécies de relva, mais amigas do ambiente e que conseguem com mais facilidade usar as águas recicladas. Os campos vão ganhando um cansaço. E o problema é que os nossos concorrentes estão a renovar-se, a atualizar-se.

Se entrarmos numa guerra de volume, Portugal não tem capacidade para competir com os seus concorrentes. Por isso, resta-nos a qualidade. Podemos baixar preço, mas somos pequenos e perderemos valor.

Devia de haver estratégias a curto e médio/longo prazo?
Todas as pessoas sabem quais são as estratégias. Uma, investir no produto. Duas, investir nas pessoas. Três, abrir mercados novos. Quatro, consolidar mercados existentes e com capacidade para pagar mais.

Não há aqui nada de “rocket science”. Há que implementar, executar. E acreditar que, fazendo isso, de facto se vai criar mais valor.

Mas estamos a falar de um processo para quantos anos?
Depende. Há campos que já o estão a fazer, estão a liderar. Nos próximos anos, cinco, dez anos, isto vai ter de acontecer. Depois é uma espécie de efeito de bola de neve. Basta um ou dois produtos liderarem este processo e os produtos à volta virão por arrasto, não podem ficar fora. Percebem que há uma estratégia vencedora e que não podem ficar para trás na corrida.

Claro que cabe à iniciativa privada liderar este processo, mas esta visão de qualidade pode e deve ser apoiada e ajudada.

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Turismo da ONU quer integração da biodiversidade nas políticas nacionais do setor

Embora 95% das políticas nacionais de turismo reconheçam a natureza como um bem primário para o setor, muitas vezes faltam planos detalhados para práticas de gestão sustentável, revela um novo relatório do Turismo da ONU.

O relatório “A Integração da Biodiversidade nas Políticas Nacionais de Turismo”, que acaba de ser publicado pelo Turismo da ONU, explora a intrínseca relação entre os dois setores, que engloba a diversidade dentro das espécies, entre espécies e de ecossistemas. Avalia como 80 políticas nacionais de turismo incorporam valores de biodiversidade e visa aprofundar a compreensão das referências à biodiversidade nessas políticas.

O documento compreende quatro subsecções detalhadas que examinam a integração da biodiversidade nas narrativas e declarações políticas, programas estratégicos e compromissos de monitorização. Ao fornecer informações sobre a amplitude e profundidade dos atuais esforços de integração, serve, segundo o Turismo da ONU, como um recurso valioso para os decisores políticos, as partes interessadas e a comunidade global, apelando a novas ações para um futuro sustentável.

O Secretário-Geral da organização, Zurab Pololikashvili, afirma que, “como guardiões dos recursos naturais da Terra, é crucial que promovamos uma relação harmoniosa entre o turismo e o ambiente”, para acentuar que esta publicação não só destaca a interdependência da biodiversidade e do turismo, como também sublinha o papel essencial que políticas bem integradas desempenham na garantia de um futuro sustentável para todos.

Este novo relatório surge como parte dos compromissos assumidos na Conferência da ONU sobre Biodiversidade COP-15, realizada em Montreal em dezembro de 2022, onde foi adotado o histórico Plano de Biodiversidade. Além disso, o relatório complementa a publicação recentemente lançada “Nature Positive Travel & Tourism Action” amplificando o impulso para práticas ambientalmente responsáveis ​​no setor do turismo.

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Clientes Bestravel podem aderir às Aventuras Solidárias da AMI

A Bestravel anuncia uma parceria com a Assistência Médica Internacional, visando a comercialização das suas Aventuras Solidárias, viagens desenhadas segundo os princípios e missão da AMI. Neste âmbito, a rede de franchising de agências de viagens disponibilizará três programas de férias solidárias para São Miguel (Açores), Réfane (Senegal) e Bolama/bijagós (Guiné-Bissau).

Esta iniciativa, que marca mais um passo significativo no compromisso da Bestravel para com o turismo responsável e o apoio a comunidades vulneráveis em todo o mundo, reforça também a parceria que a rede de franchising de agências de viagens está a desenvolver com a AMI e que se traduzirá em diversas iniciativas durante o ano de 2024, como parte da sua política de responsabilidade social.

Refira-se que a Aventura Solidária é um projeto emblemático da AMI, que oferece aos participantes a oportunidade única de contribuir diretamente para o desenvolvimento sustentável e o bem-estar de comunidades locais. Através desta experiência, os viajantes não só apoiam financeiramente uma causa ou projeto significativo, mas também mergulham profundamente nas realidades culturais e sociais das regiões visitadas, trabalhando lado a lado com os locais na busca de soluções para os seus desafios. Apresenta-se como uma iniciativa multifacetada com o propósito de gerar impactos positivos tanto no âmbito social quanto ambiental. Este esforço é complementado pela intenção de fortalecer as comunidades locais, incentivando a permanência das populações nos seus territórios natais através do acesso ampliado à saúde, educação e oportunidades de empreendedorismo.

No âmbito deste acordo, a Bestravel disponibilizará três programas de férias solidárias: São Miguel (Açores), Réfane (Senegal) e Bolama/bijagós (Guiné-Bissau).

Para São Miguel (Açores), o programa de sete dias/seis noites no Hostel Change The World, desde 1.256 euros por pessoa, tem partida agendada de Lisboa a 30 de outubro de 2024. Este projeto tem como objetivo reduzir a poluição luminosa que afeta as áreas protegidas dos arquipélagos da Madeira, Açores e Canárias, e mitigar os seus impactos nas espécies protegidas ao nível da UE. As aves marinhas serão utilizadas como espécies-bandeira e indicadoras do impacto da poluição luminosa, uma das ameaças prioritárias para este grupo na Macaronésia.

Já Réfane, no Senegal são 10 dias/7 noites no acampamento AMI, desde 2.428 euros por pessoa, com partida de Lisboa a 1 de novembro de 2024. Este projeto irá apoiar a reabilitação do Centro de Saúde de Mbambey, que prevê a expansão do serviço de obstetrícia do seu Centro de Saúde.

Por sua vez, o programa “Ilha de Bolama-Bijagós” (Guiné-Bissau) oferece nove dias/sete noites, e inclui uma noite no Hotel Ancar em Bissau, cinco noites nas instalações da Missão de Desenvolvimento da AMI, e uma noite no hotel Uaque, desde 2.752 euros por pessoa, com partida de Lisboa a 26 de novembro de 2024. Este projeto tem como objetivo o reforçar das capacidades institucionais das Direções Regionais de Saúde de Bafatá, Bolama, Gabú, Quinara e Tombali.

Ricardo Teles, diretor operacional da Bestravel afirma que com esta parceria com a AMI “estamos a abrir caminhos para que cada viagem deixe uma pegada positiva, transformando o ato de viajar numa poderosa ferramenta de mudança”, destacando que “esta colaboração não é apenas sobre explorar novos destinos, mas sobre criar oportunidades para que as comunidades locais prosperem, garantindo que o desenvolvimento sustentável e a ajuda humanitária caminhem lado a lado”.

A colaboração com a AMI estende-se também a uma ação de responsabilidade social que está em vigor até final do mês de junho. Por cada passageiro que reservar uma viagem com a Bestravel, a Bestravel compromete-se a doar automaticamente 50 cêntimos para a AMI, apoiando assim as numerosas iniciativas humanitárias da organização.

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Rio Grande do Sul precisará de 1 bilião de reais para recuperar turismo

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou, que serão necessários cerca de um bilião de reais para recuperar o setor turístico do estado assolado pela tragédia das chuvas torrenciais, e voltou a defender a reedição de um benefício federal semelhante ao programa de emergência de manutenção do emprego e da receita, lançado em 2020 para minimizar os prejuízos económicos decorrentes da pandemia da covid-19.

Em reunião com o ministro do Turismo, Celso Sabino, e o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, o governador afirmou, conforme avança a imprensa brasileira, que o turismo é um dos temas que preocupa, por ser uma atividade que o estado tem vocação e que envolve muitos empregos em áreas atingidas pelas fortes chuvas.

Leite mencionou que, embora o Ministério do Turismo tenha decidido libertar 100 milhões de reais via Fungetur, além de mais 100 milhões em seguida, ainda serão necessários mais recursos. “Em conversa com o trade turístico, vemos a necessidade de chegar até 1 bilião de reais”, afirmou o governador.

O Fungetur, um fundo especial de empréstimo vinculado ao Ministério do Turismo, possui taxas de juros atrativas, com carência de até cinco anos e prazo de pagamento de até 12 anos. Para o Rio Grande do Sul, esses prazos foram ampliados e os pagamentos dos financiamentos foram suspensos por seis meses, conforme informado pelo ministro Celso Sabino.

O objetivo é socorrer os empreendedores; proprietários de pousadas, bares, restaurantes e hotéis; transportadores, operadores turísticos e agentes de viagens” cujas atividades tenham sido afetadas pelas consequências dos recentes eventos climáticos extremos.

O ministro Sabino explicou que foi editada uma portaria inédita para que os recursos do Fungetur sejam usados exclusivamente no Rio Grande do Sul. O objetivo é socorrer os empreendedores; proprietários de pousadas, bares, restaurantes e hotéis; transportadores, operadores turísticos e agentes de viagens” cujas atividades tenham sido afetadas pelas consequências dos recentes eventos climáticos extremos. “Todos os que adquiriram financiamento através do Fungetur terão mais seis meses de fôlego”, acrescentou.

Durante a reunião, Leite também defendeu a criação de um benefício de emergência para manutenção de empregos e receita, similar ao concedido durante a pandemia. Argumentou que esta medida é fundamental para evitar demissões em massa no setor turístico, impactado pelas estradas bloqueadas e o principal aeroporto do estado inoperante.

Estas medidas, segundo o governador do estado do Rio Grande do Sul, Leite, visam apoiar os empregadores a custear parte dos salários dos empregados de empresas afetadas, e uma forma “rápida e ágil” de evitar demissões enquanto o setor turístico se reestrutura.

Além disso, propôs a isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para artigos da linha branca, reduzindo os custos de renovação de equipamentos em restaurantes, hotéis e pousadas.

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Grupo GEA celebra os Santos Populares com arraiais em Lisboa e no Porto

O Grupo GEA vai promover, durante o próximo mês de junho, os Arraiais GEA, dois eventos exclusivos para as suas agências associadas e parceiros de negócio, que terão lugar em Lisboa e Porto.

Estes eventos visam, por um lado, celebrar duas datas populares do calendário e cultura nacional e, por outro, fortalecer laços, partilhar experiências e criar memórias inesquecíveis. Os Arraiais GEA ocorrerão em Lisboa, no dia 19 de junho, das 19h00 às 22h30, no Carnide Clube, e no Porto, no dia 20 de junho, das 19h00 às 22h30, no Soundwich, e têm como main sponsor o Grupo W2M.

Durante os eventos, os participantes terão a oportunidade de desfrutar de um ambiente festivo, com música tradicional, comidas típicas e muita animação.

Carlos Baptista e Pedro Gordon, administradores da GEA destacam que será uma oportunidade para juntar as agências associadas da rede para um momento de convívio, “reconhecendo o seu trabalho e dando as boas-vindas ao verão”.

Para Duarte Correia, diretor geral da W2M, “acreditamos que é uma oportunidade única para estarmos ainda mais próximos das agências GEA, num momento que promete ser de convívio, animação e networking”.

 

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RoomRaccoon contrata Cyril Lavenant para diretor global de Customer Success

O RoomRaccoon acaba de nomear Cyril Lavenant como novo diretor global de Customer Success, com vista a garantir um maior foco na satisfação do cliente, e para que milhares de hoteleiros que utilizam o software deste sistema de gestão hoteleira para hotéis independentes possam ter ainda mais sucesso.

Com mais de duas décadas de experiência em funções de liderança em vendas e gestão de receitas, Cyril Lavenant, que se junta agora à RoomRaccoon, desempenhava funções de Chief Revenue Officer na DataMa, empresa que oferece soluções de análise aumentada, onde foi responsável pelo crescimento das receitas e aumento da satisfação geral dos clientes.

Na sua nova função, Cyril liderará a equipa que apoia mais de duas mil propriedades em todo o mundo para garantir que possam proporcionar experiências excepcionais aos seus hóspedes, ao mesmo tempo que superam os seus objetivos de negócio com a tecnologia fornecida pela RoomRaccoon.

Com mais de 10 mil utilizadores ativos, o professional irá liderar estratégias centradas no cliente e envolve-los para aproveitarem ao máximo o potencial do RoomRaccoon.

 

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Portugal leva 20 empresas à maior feira de turismo da China

Depois da participação na ITB China, que decorre entre 27 e 31 de maio, o Turismo de Portugal vai promover um roadshow por Pequim, Cantão e Macau que deverá reunir mais de 200 empresas chinesas e motivar encontros com os principais parceiros da operação turística.

Portugal está presente na ITB China, a maior feira de turismo da China, que decorre entre 27 e 31 de maio, e na qual o país está representado por uma delegação de 20 empresas, liderada pelo Turismo de Portugal.

Num comunicado enviado à imprensa, o Turismo de Portugal explica que a participação na ITB China visa “explorar oportunidades de cooperação entre as entidades turísticas dos dois países, fomentar a cooperação na área da formação de estudantes e a capacitação de profissionais de turismo e incentivar as empresas locais a investirem na indústria do Turismo, em Portugal”.

“Trata-se efetivamente de um mercado emissor com uma importância estratégica, não só pela sua dimensão, mas também pela história que nos une. O turismo desempenha um papel fulcral no aprofundar das relações bilaterais e na prossecução de um maior equilíbrio da balança comercial de Portugal com a China”, afirma Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal, lembrando que esta ação coincide com o 45.º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre Portugal e China.

Além da participação na feira, a ocasião vai ser também aproveitada para celebrar contratos com empresas locais para o lançamento de campanhas de marketing para promoção de Portugal em toda a China, dando ainda origem a um roadshow que vai passar por Pequim, Cantão e Macau, e que deverá reunir mais de 200 empresas chinesas e motivar encontros com CEO dos principais parceiros da operação turística.

A participação do Turismo de Portugal na ITB China, assim como a realização do roadshow em Pequim, Cantão e Macau, já tinham sido revelados no início de abril por Lídia Monteiro, vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal. (https://www.publituris.pt/2024/04/02/turismo-de-portugal-retoma-promocao-na-china-e-promove-roadshow-no-final-de-maio)

Recorde-se que a China é o maior mercado de turismo outbound do mundo, motivo pelo qual é encarado de forma estratégica, até porque continua a ser um mercado com um elevado potencial para Portugal, uma vez que, entre janeiro e fevereiro de 2024, foi o 17.º mercado turístico da procura externa para o destino Portugal aferido pelo indicador dormidas (quota 1,3%) e ocupou o 14.º lugar no indicador hóspedes (quota 2,1%) totalizando 37,1 mil.

 

 

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Lusanova com ofertas especiais para o Fim-de-Ano na Madeira e em São Miguel

O operador turístico Lusanova anuncia ao mercado as suas ofertas especiais para o Fim-de-Ano para a ilha da Madeira e a ilha de São Miguel, nos Açores.

O operador turístico já disponibiliza pacotes para as festividades de Fim-de-Ano tanto na Madeira como na ilha de São Miguel, nos Açores.

Para a Madeira o pacote, com partida de Lisboa no dia 29 de dezembro, em voos TAP, oferece estada de cinco dias e quatro noites, com preços por pessoa em quarto duplo a partir de 830 euros, enquanto, o programa para a ilha de São Miguel inclui partida também no dia 29 de dezembro também de Lisboa, em voos SATA, com estada de quatro dias e três noites, a preços por pessoa em quarto duplo desde 655 euros.

Os pacotes da Lusanova incluem voos diretos em classe económica, alojamento em hotel selecionado com pequeno-almoço, transferes de chegada e saída, taxas de aeroporto, segurança, combustível e turísticas, assim como seguro de viagem.

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Solférias lança campanha especial para agentes de viagens

“Melhor que vender viagens é experimentar essas viagens” é o mote de uma campanha com preços especiais que o operador turístico Solférias acaba de lançar para os agentes de viagens e acompanhante, para um conjunto de destinos.

O operador turístico Solférias acaba de lançar uma campanha de preços especiais para os agentes de viagens e acompanhante.

Com o mote “Melhor que vender viagens é experimentar essas viagens”, a campanha inclui Saïdia desde 439 euros por pessoa para partidas de junho, Porto Santo, a partir de 572 euros por pessoa, com alojamento no Porto Santo Hotel, para a saída de 17 de junho, e Hurghada (de Lisboa), desde 679 euros por pessoa, para as partidas a realizar no próximo mês de junho.

Para dar a oportunidade de os agentes de viagens conhecerem Monastir, a Solférias oferece o destino tunisino às quartas-feiras, nas partidas de julho, preços desde 648 euros por pessoa. Para Cabo Verde, a Ilha do Sal custa a partir de 920 euros por pessoa, na saída de 1 de junho, com alojamento no Hotel Oásis Belorizonte, enquanto para a Ilha da Boavista, para partida a 12 de julho, e alojamento no Hotel Royal Horizon, de quatro estrelas, o preço por pessoa começa nos 965 euros. Finalmente, desde 1.532 euros por pessoa, os agentes de viagens podem aproveitar esta viagem nas partidas de setembro.

 

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Região de Lisboa promove-se na maior feira de turismo da Galiza

Na Turexpo Galicia, que decorre entre 30 de maio e 2 de junho, a região de turismo nacional participa com um stand próprio, de 25m2, no qual vão ser promovidos os “destinos e recursos junto do mercado espanhol”.

A Região de Lisboa vai participar, entre 30 de maio e 2 de junho, na Turexpo Galicia, a maior feira de turismo da Galiza, em Espanha, na qual a região de turismo nacional participa com um stand próprio, de 25m2, no qual vão ser promovidos os “destinos e recursos junto do mercado espanhol”.

“Sendo a Turexpo Galicia uma montra daquilo que melhor a Região de Lisboa tem para oferecer, os visitantes terão a oportunidade de conhecer em detalhe todas as atrações e experiências a usufruir. Além da presença institucional da ERT-RL, os municípios de Mafra e Vila Franca de Xira terão igualmente uma participação ativa”, indica a Região de Lisboa, num comunicado enviado à imprensa.

Segundo Carla Salsinha, presidente da ERT-RL, “a Turexpo Galicia é um ponto de encontro excecional para partilhar e descobrir” o que o presente e o futuro reservam ao setor do turismo, pelo que esta presença representa uma “oportunidade para reforçar” o posicionamento da Região de Lisboa e “incentivar” os turistas a visitarem esta região portuguesa.

Além desta feira na Galiza, a Região de Lisboa está empenha na promoção no mercado espanhol e, por isso, já esteve presente em diversas feiras de renome, como a FITUR, em Madrid, a Navartur, em Pamplona, a B-Travel, em Barcelona, e a Expovacaciones, em Bilbao, contando vir ainda a participar, entre 14 e 17 de novembro, na INTUR – Feira Internacional do Turismo de Interior.

Recorde-se que a Turexpo Galicia recebeu,  no ano passado, 102.689 visitantes, e insere-se numa proposta multissectorial – Feira Internacional ABANCA – Semana Verde da Galiza, que regista uma procura elevada por parte do público.

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Joaquim Robalo de Almeida, secretário-geral da ARAC

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ARAC lança Guia de Boas Praticas das Atividades de rent-a-car e rent-a-cargo

Segundo a ARAC, este guia “desempenha um papel crucial em várias frentes dentro do setor de locação de veículos, tanto de passageiros como de mercadorias”.

A ARAC – Associação Nacional dos Locadores de Veículos lançou na passada quarta-feira, 22 de maio, o Guia de Boas Praticas das Atividades de rent-a-car e rent-a-cargo, lançamento que decorreu no Auditório da AMT – Autoridade da Mobilidade e dos Transportes.

Num comunicado enviado à imprensa, a ARAC explica que este guia “desempenha um papel crucial em várias frentes dentro do setor de locação de veículos, tanto de passageiros como de mercadorias”.

“Trata-se de um Guia desenvolvido com o intuito de promover padrões elevados de serviço, garantir a satisfação dos clientes e contribuir para um mercado moderno e eficiente, o qual foi elaborado com a participação de especialistas conhecedores da atividade desenvolvida por estas empresas de Mobilidade (entidade reguladora, órgão de defesa e representação dos consumidores e associação nacional de locadores de veículos)”, refere a ARAC na informação enviada à imprensa.

A apresentação deste novo Guia de Boas Praticas das Atividades de rent-a-car e rent-a-cargo contou com a presença de representantes das três entidades envolvidas na elaboração do documento, nomeadamente Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), Direcção-Geral do Consumidor (DGC) e da Associação Nacional dos Locadores de Veículos (ARAC).

Logo na abertura da cerimónia de lançamento, Ana Paula Vitorino, presidente da AMT, sublinhou a importância deste documento “para todas as empresas que pretendem exercer esta atividade de grande importância económica, constituindo o mesmo um
precioso documento de trabalho”.

Para a ARAC, este guia representa “um documento abrangente que cobre as áreas da operação de um serviço de rent-a-car e rent-a-cargo, desde a reserva até à devolução do veículo”, com foco em temas como a “Transparência e Clareza nos Contratos, Manutenção e Segurança dos Veículos”, “Tecnologia de pagamento e Contratos Digitais”, “Atendimento ao cliente”, “Tecnologia e Inovação”, “Plataformas de Reservas Online”, “Tecnologia de Mobilidade e Conectividade”, “Chaves Digitais e Aplicativos Móveis”, “SelfService e Quiosques digitais”.

“Não é apenas um conjunto de recomendações, é um compromisso com a excelência, pelo que entendemos que todos os operadores de aluguer de veículos sem condutor deverão adotá-lo como padrão mínimo para o exercício da sua atividade”, acrescenta a ARAC.

Além deste novo guia, a colaboração entre a ARAC, a AMT e a GDC deu também origem a uma minuta de cláusulas contratuais gerais, a uma minuta de cláusulas contratuais particulares e a um modelo de ficha de verificação da viatura alugada no check-out e
check-in.

“Certamente não ficaremos por aqui. Estamos certos de que sempre que seja necessária consultoria e elaboração de documentação útil às atividades de rent-a-car e rent-a-cargo,
estas três entidades responderão Presente”, afirma Joaquim Robalo de Almeida, secretário-geral da ARAC.

 

 

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