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Turismo

Atividade global de negócios no turismo cai 41% entre janeiro e maio

As incertezas em curso e o impacto das tensões geopolíticas, inflação e temores de recessão fizeram com que os investidores adotassem uma abordagem mais conservadora nos negócios na indústria do turismo a nível global.

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Atividade global de negócios no turismo cai 41% entre janeiro e maio

As incertezas em curso e o impacto das tensões geopolíticas, inflação e temores de recessão fizeram com que os investidores adotassem uma abordagem mais conservadora nos negócios na indústria do turismo a nível global.

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A indústria do turismo e viagem registou uma forte quebra na atividade negocial nos primeiros cinco meses de 2023 (janeiro-maio), indicando a GlobalData um decréscimo de 41% face a igual período de 2022. Esta descida fez com que os negócios no setor do turismo e viagens a nível global passasse de 475 negócios, no período de janeiro a maio de 2022, para os 282 nos primeiros cinco meses de 2023.

Aurojyoti Bose, analista da GlobalData, refere que “o declínio na atividade de negócios no setor indica sentimentos atenuados e abordagem cautelosa dos investidores. As incertezas em curso e o impacto das tensões geopolíticas, inflação e temores de recessão forçaram os negociadores a adotar uma abordagem mais conservadora”.

Todos os tipos de negócios sob análise registaram uma queda em volume, com as fusões e aquisições (M&A) a diminuir 43%, enquanto o número de negócios de financiamento de risco e negócios de private equity caiu 34% e 44%, respetivamente, de janeiro a maio de 2023.

Bose indica ainda que “a indústria também testemunhou um declínio substancial na comparação anual na atividade de negócios na maioria das regiões do mundo durante o período”.

A América do Norte registou uma queda de 48% no volume de transações de janeiro a maio de 2023 em comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto as regiões da Europa, Ásia-Pacífico e América do Sul e Central registaram quedas de 49%, 27% e 36%, respetivamente. Já o volume de negócios na região do Oriente Médio e África permaneceu inalterado.

Os EUA, Reino Unido, Índia, França, Austrália e Japão testemunharam um declínio anual significativo de 48%, 48%, 33%, 7%, 29% e 54%, respetivamente, no volume de transações de janeiro a maio de 2023.

“A flexibilização das restrições de viagem parece estar a encorajar os viajantes chineses. Como resultado, a China destacou-se como uma notável exceção e registou um crescimento de 19% em relação ao ano anterior no número de negócios anunciados no período”, conclui o analista da GlobalData.

Foto crédito: Depositphotos.com
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Agenda

Lisboa recebe evento sobre Inteligência Artificial em hospitalidade e viagens

Nos dias 9 e 10 de julho, Lisboa discutirá a importância da IA na revolução das indústrias de hospitalidade e viagens.

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A BAE Ventures escolheu Lisboa para acolher nos próximos dias 9 e 10 de julho o encontro de lançamento do “Walk the Talk: AI in Hospitality and Travel 2024-2026”, um projeto coorganizado em Portugal com o Nova SBE Westmont Institute of Tourism & Hospitality.

Ao longo desta série de 24 eventos, o objetivo é explorar o crescente papel da Inteligência Artificial (IA) na revolução das indústrias de hospitalidade e viagens, pretendendo a iniciativa de Lisboa reunir líderes e decisores políticos e empresariais do setor do turismo, inovadores e profissionais de todo o mundo.

“Será uma oportunidade única para compreender mais a fundo e explorar o potencial transformador das tecnologias de IA na melhoria das experiências dos clientes e da eficiência operacional”, refere a organização do evento para quem o mesmo tem como objetivo “incrementar o envolvimento de toda esta indústria numa visão futurista, mas com um potencial de implementação a muito curto prazo”.

Nesse sentido, Henrique Veiga, CEO da BAE Ventures, admite que “a IA veio para ficar, temos de saber aproveitá-la em proveito das pessoas e das economias, também ao nível do turismo”.

Já Alexandra Ventura, diretora-executiva do Nova SBE Westmont Institute of Tourism & Hospitality, considera que “estamos perante um game-changer. A IA, com a miríade de oportunidades que levanta, deve ser devidamente entendida e explicada. Aos temores de muitos, cabe-nos encontrar uma resposta, capaz de veicular o papel das novas tecnologias na melhoria da qualidade de vida de todos nós. Também em hospitality este é um aspeto crucial”.

Para a respnsável da Nova SBE, o evento pretende ser “um momento de mudança, na mentalidade e na capacidade de responder aos desafios que se levantam. É tempo, pois, de dar um salto em frente, rumo ao futuro deste negócio e na relação entre os vários agentes económicos”.

Ao longo dos dois dias, Lisboa receberá vários painéis de debate e keynote speeches, que reunirão algumas das principais vozes em IA, hospitalidade e viagens. Serão, também, organizados workshops interativos, sessões projetadas para demonstrar aplicações práticas de IA em ambientes reais.

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Turismo

Escola de Setúbal vence concurso escolar sobre turismo

O trabalho “O Mistério da Joia Perdida”, Escola Barbosa du Bocage, de Setúbal, foi o vencedor da 2.ª edição do concurso nacional GERAt.

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A Escola Barbosa du Bocage, de Setúbal, com um trabalho intitulado, “O Mistério da Joia Perdida” foi a vencedora da 2.ª edição do concurso nacional GERAt, um projeto desenvolvido pelo Turismo de Portugal, em parceria com a Direção-Geral de Educação, junto de alunos do 3.º ciclo e que pretende incentivar os jovens da comunidade escolar a desenvolver projetos sobre temas relacionados com o turismo, no sentido de os sensibilizar para o potencial desta atividade a nível local, nacional e internacional.

A grande final realizou-se na Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril, que recebeu os 12 projetos finalistas, envolvendo mais de 400 alunos, oriundos de escolas das regiões de Viana do Castelo, Porto, Lamego, Coimbra, Alcobaça, Lisboa, Estoril, Setúbal, Arronches, Castro Marim, Faro e Portimão, uma dispersão geográfica associada à rede de escolas do Turismo de Portugal, que colaboram regionalmente com as equipas concorrentes.

As 12 etapas regionais da edição de 2024 do GERAt, que antecederam a final, contaram com 39 agrupamentos de escolas, 46 turmas, 925 alunos e o desenvolvimento de 40 projetos interdisciplinares. Um dos princípios deste Projeto é mostrar como o turismo pode promover o desenvolvimento sustentável dos territórios, ao mesmo tempo que envolve os mais novos sensibilizando-os para uma participação ativa no turismo regenerativo.

Durante a final desta competição escolar foi apresentado o jogo GERAt – Território, Turismo e Talento – um jogo didático de tabuleiro, desenvolvido pela Science4You com o apoio do Turismo de Portugal, e que através de atividades divertidas e educativas sensibiliza para o papel do turismo na sociedade, sob a lente da sustentabilidade ambiental, económica e social.

“Este evento é um marco importante para o projeto GERAt. Queremos que os jovens compreendam a importância do turismo para o desenvolvimento das suas comunidades e sejam capacitados para contribuir com ideias inovadoras e sustentáveis,” afirmou Catarina Paiva, vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal.

Por seu lado, David Sousa, diretor-geral da Educação reforçou o valor deste projeto, considerando que o mesmo “promove a aprendizagem centrada no aluno, potenciando a interdisciplinaridade e posicionando o aluno como agente interventivo na sua comunidade”, reforçando a necessidade de “divulgar o projeto ainda mais, fazendo-o chegar a mais escolas, mais alunos e mais professores.”

O GERAt considera que as escolas assumem um papel fundamental nos processos do desenvolvimento integral de jovens cidadãos-turistas, enquanto ativos únicos para atingir o desenvolvimento social, ambiental e económico, em harmonia com a criação de experiências turísticas positivas e memoráveis para os visitantes, preservando o património natural e cultural dos territórios e desenvolvendo o potencial positivo do turismo.

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Aerial view of St. Peter’s Basilica and St. Peter’s Square with Christmas tree on it

Turismo

Mensagem para o Dia Mundial do Turismo do Vaticano sublinha potencial do setor na construção da paz

O documento alerta para impacto da guerra nas áreas de peregrinações no âmbito do 45.º Dia Mundial do Turismo.

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O Vaticano publicou, recentemente, a mensagem para o Dia Mundial do Turismo 2024, sublinhando o potencial do setor na construção da paz.

“Num tempo tão conturbado como o nosso, não se poderia pensar numa escolha melhor para oferecer, a quem vai viajar, um momento de reflexão e de compromisso pessoal. O intercâmbio cultural entre os povos, que encontra no turismo a sua forma privilegiada, pode também transformar-se num compromisso concreto a favor da paz”, indica o documento, que aborda o tema escolhido para a celebração deste ano, “Turismo e Paz”.

O texto é assinado por D. Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização (Santa Sé), que recorda a “grande pastoral levada a cabo por tantos sacerdotes e leigos que dedicam a sua vida a tornar ativo e fecundo o turismo e as peregrinações”.

“Eles compreendem as dificuldades que surgem para este sector devido às restrições causadas pela falta de segurança e, apesar disso, são convidados a abrir-se a novos caminhos, mantendo viva a possibilidade de que as peregrinações sejam retomadas em breve nos países que tradicionalmente preservam a riqueza da nossa fé e da nossa história”, escreve.

“Onde há focos de guerra, é evidente que o turismo sofre, porque faltam todas as formas de segurança necessárias. A falta de turistas, porém, cria mais uma expressão de pobreza entre a população, que vê desaparecer uma forma de subsistência necessária para viver com a devida dignidade”, alerta o Vaticano.

Para o Vaticano, a atividade turística pode gerar um “compromisso de fraternidade”, de modo a constituir uma rede de “mensageiros da paz” que facilitem a “reabertura de territórios cheios de história, cultura e fé”.

Recorde-se que o 45.º Dia Mundial do Turismo vai ser celebrado a 27 de setembro.

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Votação para os Publituris “Portugal Travel Awards” 2024 tem início a 27 de maio

Arranca no próximo dia 27 de maio a votação para as 22 categorias dos Publituris “Portugal Travel Awards” 2024. A votação só estará disponível aos assinantes do jornal Publituris e aos subscritores da newsletter diária. Por isso, registe-se até dia 24 de maio para votar.

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Os nomeados da 19.ª edição dos Publituris “Portugal Travel Awards” serão conhecidos na edição do próximo dia 24 de maio de 2024 do jornal Publituris, ficando o site para votação disponível a partir de segunda-feira, 27 de maio.

Nesta edição de 2024 há 177 nomeados em 22 categorias, existindo ainda o “Prémio Belmiro Santos”, atribuído diretamente pela redação do jornal Publituris.

As votações decorrerão, exclusivamente, no site dos Publituris “Portugal Travel Awards” 2024 e estarão disponíveis somente para os assinantes do jornal Publituris e subscritores da newsletter diária.

O júri, composto por 26 personalidades ligadas ao setor do turismo, em Portugal, também votarão online.

O registo na newsletter diária do Publituris só será permitido até dia 24 de maio de 2024, ficando o mesmo suspenso até ao dia 4 de julho de 2024.

Os vencedores resultam de uma média ponderada entre os votos do júri (45%), dos assinantes do jornal do Publituris (45%) e subscritores da newsletter diária (10%) e serão conhecidos no dia 4 de julho de 2024 numa cerimónia a realizar-se no Pestana Douro Riverside, no Porto, a partir das 19h00.

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Turismo

Abertas candidaturas para projetos de investimento em inovação no âmbito do Portugal 2030

Estão abertas até 30 dezembro 2024 as candidaturas aos avisos dos sistemas de incentivos do Portugal 2030 que têm como objetivo apoiar a inovação produtiva de microempresas e PME do continente (regiões Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve), anuncia o Turismo de Portugal.

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No total, segundo refere o Turismo de Portugal, no seu site oficial, são 500 milhões de euros de apoios do FEDER para projetos que contribuam para a melhoria das capacidades produtivas das PME e para o desenvolvimento de soluções inovadoras, digitais e sustentáveis, sobretudo baseadas nos resultados de I&D e no aumento do emprego qualificado.

Os avisos, um dos quais exclusivo para investimentos situados em territórios de baixa densidade (MPr – 2024 – 3 | SICE – Inovação Produtiva – Territórios Baixa Densidade), o outro, para o restante território (MPr – 2024 – 2 | SICE – Inovação Produtiva – Outros Territórios), compreendem duas fases de candidatura.

Os investimentos passíveis de apoio devem envolver a produção de novos bens e serviços ou melhorias significativas da produção atual, através da transferência e aplicação de conhecimento.

Podem, alternativa ou complementarmente, visar também a adoção de novos, ou significativamente melhorados, processos ou métodos de fabrico, de logística e distribuição, organizacionais ou de marketing, indica a mesma fonte.

Trata-se de avisos com um forte foco em operações que visem a produção de bens e serviços transacionáveis e internacionalizáveis, e que contribuam para o reforço da orientação exportadora e da competitividade externa da economia portuguesa. O objetivo é criar fileiras produtivas e cadeias de valor mais amplas e geradoras de maior valor acrescentado.

Os programas financiadores são o COMPETE 2030, no caso de candidaturas com investimento elegível superior a 3 milhões euros ou de candidaturas com investimentos em mais do que uma região, desde que localizados nas regiões do Norte, Centro e Alentejo, e os Programas Regionais do Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve, nos restantes casos.

As candidaturas devem apresentar um investimento elegível entre 300 mil euros e 25 milhões de euros e estar inseridas num dos quatro tipos de ações: a criação de um novo estabelecimento, o aumento da capacidade de um estabelecimento já existente, a diversificação da produção de um estabelecimento para produtos não produzidos anteriormente ou a alteração fundamental do processo global de produção de um estabelecimento existente.

O período para apresentação de candidaturas, que devem ser submetidas no Balcão dos Fundos, compreende duas fases, a primeira até 16 de setembro de 2024, e a segunda entre 17 de setembro a 30 de dezembro deste ano.

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Turismo

Plataforma Nacional de Turismo quer contribuir para a discussão de um setor que “vale muito neste país”

A nova associação quer avançar em duas frentes: a criação de ‘think tanks’ temáticos de discussão, que juntam investigadores com representantes da área do turismo, e criar notoriedade para o setor.

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A Universidade de Aveiro recebeu esta quinta-feira, 9 de maio, o 1.º Fórum da Plataforma Nacional de Turismo (PNT), uma associação recentemente criada e que junta as principais organizações, empresas, instituições do ensino superior e centros de investigação que operam na área do turismo, com o propósito de contribuir para a inovação e o desenvolvimento económico e social do país.

Carlos Costa, professor da Universidade de Aveiro, explicou que a PNT “nasceu com um conjunto de pessoas que considerou fundamental o setor do turismo ser acompanhado de forma mais próxima pelas estruturas que geram conhecimento”, salientando que “nas Universidades, começámos a desenvolver esta ideia”.

Tendo começado com 125 associados, a PNT pretende avançar em duas frentes. A primeira é a criação de think tanks temáticos de discussão, que juntam investigadores com representantes da área do turismo. Outra frente é criar notoriedade para o setor. “O Turismo vale muito neste país, cerca de 25 mil milhões de euros por ano, mas parece que os políticos têm medo do turismo. Na última campanha eleitoral, não se falou de turismo. A plataforma vai tentar encontrar alguns caminhos para que o turismo tenha mais visibilidade e mais discussão”, assegurou Carlos Costa.

João Albino Silva, professor da Universidade do Algarve – respetivamente presidente da direção e presidente da assembleia geral da PNT, destacou o dever cumprido pela associação ao “promover um debate nacional entre todos os ‘stakeholders’ do Turismo e contribuir para responder à pergunta: ‘Que futuro para o turismo português?’”.

Já Raul Almeida, presidente da Turismo Centro de Portugal, entidade associada da PNT, destacou o peso do turismo ao referir que o setor gera 25 mil milhões de euros por ano. “Costumo dizer que representa mais do que um PRR por ano, uma vez que o PRR somou cerca de 20 mil milhões. É uma atividade com um peso cada vez maior no PIB nacional e nas exportações. Até onde pode ir este crescimento? Qual é a nossa capacidade de resposta a esse crescimento? A Plataforma Nacional de Turismo pode dar um grande contributo para que nós, decisores públicos e políticos, mas também os privados, tenham ferramentas importantes que ajudem à reflexão e à tomada de decisões”, frisou o presidente da Turismo do Centro.

Outra nota deixada por Raul Almeida foram os desafios específicos da atividade turística na região Centro de Portugal. “Nesta região, enfrentamos os desafios globais comuns a todos, como as guerras ou a inflação, mas também desafios específicos, como são a sazonalidade, a coesão territorial ou a excessiva litoralização da atividade turística. Temos 100 municípios no Centro de Portugal e a maior parte deles são de interior. No Turismo, podemos e devemos dar um grande contributo para aumentar a coesão territorial e a coesão social, contribuindo para que os territórios de baixa densidade recebam mais turistas e tenham outra perspectiva de crescimento”, concluiu.

No painel que se seguiu, dedicado ao tema “Que agenda para o futuro do turismo em Portugal?”, e que contou com a presença de Bernardo Trindade, presidente da AHP – Associação da Hotelaria de Portugal; Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal; e Jorge Sampaio, da comissão executiva da Turismo Centro de Portugal, este último salientou a urgência de se pensar o Turismo a longo prazo. “Falta uma estratégia global para o turismo para o nosso país. Acho incrível que, para um setor que vale quase 20% do PIB, Portugal não consiga ter uma estratégia que dure 15 ou 20 anos. A estratégia não pode mudar ao sabor dos ciclos políticos, tem de ser pensada a longo prazo. Em áreas estratégicas para o país, como esta, deveriam ser feitos pactos de regime”.

“A estratégia global para o país tem de assentar num destino global. Todo o país tem de ser um destino turístico, porque só assim conseguimos gerar e distribuir riqueza em todo o país. Os nossos grandes trunfos residem na diversidade e na autenticidade turística que temos, mas precisamos de nos organizar, para distribuir esta riqueza. Cada vez mais, o Turismo deve fazer as pazes com os cidadãos”, disse ainda Jorge Sampaio.

De referir que o 1.º Fórum da Plataforma Nacional de Turismo acontece no âmbito da Conferência Internacional INVTUR 2024, um evento organizado pela Universidade de Aveiro desde 2010 e que se tornou numa das maiores conferências científicas na área do turismo a nível mundial.

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Turismo

Nações Unidas discutem papel do turismo para o desenvolvimento sustentável

O papel do turismo no desenvolvimento sustentável foi o tema central da recente Assembleia-Geral das Nações Unidas. No evento, além do foco dado à importância do setor para as sociedades e economias, houve também uma chamada de atenção para o consumo insustentável e como este está a provocar a perda de biodiversidade.

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A Assembleia-Geral das Nações Unidas realizou, recentemente, um segundo evento temático centrado no turismo e no papel fundamental do setor no desenvolvimento sustentável e na resiliência.

Organizado pelo presidente da Assembleia-Geral em colaboração com o Turismo da ONU (UN Tourism), o evento teve lugar na sede da ONU no âmbito da Semana da Sustentabilidade. A presença de Estados Membros, Observadores, organizações da sociedade civil e agências da ONU refletiu um crescente compromisso coletivo para aproveitar o poder transformador do turismo para o desenvolvimento inclusivo e sustentável.

Dirigindo-se à Assembleia-Geral, o secretário-geral do Turismo da ONU, Zurab Pololikashvili, destacou a “importância crescente do setor do turismo para as nossas sociedades e economias acarreta uma responsabilidade acrescida. Não podemos permitir que a tábua de salvação do turismo seja novamente cortada. A resiliência no setor do turismo não é apenas uma questão de planeamento ou de reação a crises. Trata-se também de abordar de forma proactiva os factores subjacentes a essas crises”.

Pololikashvili salientou ainda que “o consumo insustentável está a provocar a perda de biodiversidade, as alterações climáticas e o aparecimento de pandemias”. Por isso, considerou que “é vital que adotemos políticas que acelerem a mudança transformadora”.

Já o presidente da Assembleia-Geral da ONU, Dennis Francis, reconheceu que “precisamos de um setor de turismo global que seja sustentável – um setor com cadeias de valor locais profundas que expandam a procura de produtos e serviços feitos localmente de forma a beneficiar direta e positivamente as comunidades locais; um setor que sirva como uma força positiva para a conservação da biodiversidade, proteção do património e meios de subsistência amigos do clima”.

Plataforma de partilha
O evento temático proporcionou também uma plataforma para os Estados-Membros partilharem as melhores práticas, estratégias e abordagens inovadoras para promover o turismo sustentável e resiliente, alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os principais destaques incluíram o “Fireside Chat: O Futuro do Turismo” onde os líderes da indústria do turismo, do meio académico e da sociedade civil participaram numa discussão dinâmica sobre o futuro do turismo e a necessidade de soluções inovadoras para enfrentar os desafios e oportunidades emergentes.

Nas Mesas redondas ministeriais foram realizadas discussões sobre o lançamento do Quadro Estatístico para Medir a Sustentabilidade do Turismo e estratégias para promover um turismo resiliente face aos desafios globais. Ministros e funcionários de alto nível partilharam ideias e compromissos para promover práticas e políticas de turismo sustentável.

Recorde-se que a Assembleia-Geral da ONU adotou uma resolução para declarar 2027 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável e Resiliente. A resolução convida o Turismo da ONU a trabalhar com governos, agências da ONU e organizações internacionais para a implementação do ano temático.

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Francisco Calheiros: “Cá estaremos para dar voz a todos os ramos do turismo representados na CTP”

Na tomada de posse dos órgãos sociais da Confederação do Turismo de Portugal (CTP) para o mandato de 2024-2027, que teve lugar esta terça-feira na Sociedade de Geografia de Lisboa, Francisco Calheiros, presidente desta confederação, afirmou que apesar de estarem “cientes dos desafios”, vão continuar “a dar voz a todos os ramos do turismo representados na CTP com vista à defesa dos seus interesses”.

Carla Nunes

Apontando que “o país e o turismo enfrentam atualmente vários desafios internos”, nomeadamente “a decisão sobre o novo aeroporto, a privatização da TAP, a execução do PRR e questões fiscais e laborais”, aos quais acrescem a instabilidade a nível internacional, o presidente da CTP afirma que “é muito difícil fazer previsões de curto ou médio prazo, muito menos a longo prazo”.

No entanto, mostra-se seguro ao afirmar que “o turismo é valor” e que “mesmo enfrentando todas as incertezas, resiste como um dos setores que mais contribui para o país, seja através dos impostos que paga, do emprego que gera e do investimento que realiza”.

Indicando que a confederação “não representa apenas os interesses empresariais do turismo”, assumindo também “uma importância muito relevante na sociedade civil”, Francisco Calheiros afinca que a CTP continuará a “influenciar decisões estratégicas para o turismo, através de compromissos, de consensos sociais e institucionais”. No entanto, deixa um aviso: “Não contarão connosco para facilitismos”.

“Vamos continuar, neste mandato, a tudo fazer para influenciar decisões que permitam a construção de legislação mais adequada ao estabelecimento de políticas públicas cada vez mais eficientes, mais amigas do investimento e da iniciativa privada, mais propiciadoras da geração de riqueza e do fortalecimento do tecido empresarial da atividade económica do turismo”, declarou.

CTP define 11 eixos estratégicos para 2024-2027

Para o efeito, Francisco Calheiros refere que a CTP definiu “11 eixos estratégicos” de atuação, nomeadamente: crescimento, dimensão e internacionalização das empresas; transportes, com acessibilidades aeroportuárias e ferroviárias, além da privatização da TAP; promoção turística externa; fiscalidade e custos de contexto; reforma do Estado; concertação social, capital humano e sua qualificação; transformação digital; fundos comunitários, como o PRR e o PT2030; sustentabilidade ambiental; reforço do papel do associativismo do turismo e demografia.

Apesar de afirmar que todos estes eixos são importantes, o presidente da CTP destaca “o tema dos transportes, com a necessidade imperiosa de um novo aeroporto”, através de “uma decisão que tenha em conta o curto, o médio e o longo prazo”.

Refere ainda que Portugal e o turismo necessitam de “uma reforma do Estado, para que se torne mais ágil, menos burocrático e que olhe mais para as empresas” – que, acrescenta, “necessitam de pagar menos impostos e ter menos custos de contexto, assim como é necessário redefinir os apoios à internacionalização e o reforço da promoção externa do país”.

Numa nota final, Francisco Calheiros afirma que “estes são temas bem conhecidos” dos atuais ministro da Economia, Pedro Reis e do Secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, que acredita que vão “delinear as políticas públicas necessárias, já que conhecem a atividade turística, os seus problemas e desafios”.

O tempo “da decisão, da execução e da implementação”

Na sua primeira intervenção pública enquanto ministro da Economia, Pedro Reis afirmou na tomada de posse da CTP que “este é o tempo da decisão, da execução, da implementação”.

No seu entender, “o desafio do país e deste Governo é a execução”, apontando que “a economia portuguesa tem desafios interessantes e oportunidades estratégicas”, como “a internacionalização, a inovação, a capitalização, o talento, o ganho de escala, produtividade e competitividade”. Neste contexto, Pedro Reis considera o turismo “como um setor estratégico” para a economia, referindo a sua “capacidade de desmultiplicação noutros setores”.

“Não sou dos que acha que temos demasiado turismo. O desafio, sim, é termos mais indústria, mais comércio e serviços, e mais agricultura e agroindústria. E verão que, se o conseguirmos, diluímos virtuosamente a nossa economia em mais setores estratégicos. Para isso precisamos de uma visão integrada e articulada da economia”, termina.

O local escolhido para a tomada de posse dos órgãos sociais da CTP para o mandato de 2024-2027, na Sociedade de Geografia de Lisboa, teve em conta o facto de ter sido aí que se realizou 1.º Congresso Nacional de Turismo, em 1936, além do 4.º Congresso Internacional de Turismo, em 1911, como referiu Francisco Calheiros.

Sobre o autorCarla Nunes

Carla Nunes

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Foto: Diana Quintela

Turismo

Programa de Governo destaca 12 pontos para o Turismo

Entregue esta quarta-feira ao presidente da Assembleia da República, José Aguiar-Branco, o Programa do Governo tem diversos pontos referente ao turismo. Decidir “rapidamente sobre a construção do novo aeroporto” e “iniciar o processo de revisão da Lei nº 33/2013” são dois deles. Mas há mais.

Victor Jorge

São 12 os pontos que o Programa do Governo, liderado por Luís Montenegro, destaca para o setor do Turismo. Entregue esta quarta-feira, 10 de abril, pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Pedro Duarte, ao presidente da Assembleia da República, Aguiar-Branco, o Programa do Governo tem como horizonte o final da Legislatura, em 2028, e assume uma linha de ação convergente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas, assim como, com a Estratégia Portugal 2030, que enquadra a aplicação dos fundos europeus estruturais e de investimento.

Assim, no que diz respeito ao Turismo, o Governo pretende “eliminar de imediato a Contribuição Extraordinária sobre o Alojamento Local (AL)”, bem como a “caducidade das licenças anteriores ao programa Mais Habitação, e revendo simultaneamente as limitações legais impostas pelo Governo socialista”.

Aposta é também a “qualificação da oferta turística” e o aumento da procura, concentrando em mercados que garantam um “crescimento em valor e combatendo a sazonalidade”.

Relativamente aos Transportes pode ler-se que a aposta passa por “atrair Transporte Aéreo regular e diversificado nos aeroportos nacionais” e “decidir rapidamente” a construção do novo aeroporto.

“Clarificar as regras de investimento imobiliário e atração de investimento (residentes e não residentes); Identificar necessidades de infra-estrutura turística, promovendo o seu investimento público e privado, incluindo as áreas necessitadas de alojamento e infra-estrutura de transportes e lançar programas de apoio à satisfação dessas necessidades” são outros pontos destacados neste Programa de Governo.

No emprego e formação, “valorizar o ensino e formação contínua em Turismo e criar/consolidar uma rede nacional integrada de formação (hubs), com escala e qualidade, suportando conteúdos programáticos complementares que potenciam a oferta de qualidade” são outras preocupações espelhadas no programa do XXIV Governo da República, além de referir-se a promoção de um turismo sustentável, partindo do princípio que o turista “além de visitar lugares, pretende viver experiências, respeitando o meio-ambiente e as comunidades locais”.

“Consolidar Portugal como destino turístico de excelência em tudo o que está ligado à economia azul, ao mar e às atividades náuticas” é considerado como “eixo fundamental para a nossa oferta”.

Nos pontos dedicados ao Turismo não falta, também, uma referência ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), referindo-se o “acelerar a componente 16” do mesmo, focada na transição digital do tecido empresarial (aceleradoras do comércio digital e bairros comerciais digitais).

Pelo descrito, percebe-se, igualmente, que é intenção “iniciar o processo de revisão da Lei nº 33/2013 no quadro de consolidação e autonomia das Entidades Regionais de Turismo (ERT), face ao processo de assunção de novas competências pelas comunidades intermunicipais, resultante do processo de descentralização em matéria da promoção turística”.

Finalmente, “concretizar a Agenda do Turismo para o Interior” e “iniciar o processo de criação de uma nova agenda para o turismo, que assegure a sua sustentabilidade económica, social e cultural, bem como a definição de novas metas, num espírito de cooperação com todos os parceiros que potencie a competitividade de Portugal”, fecham os pontos do Programa de Governo dedicados ao setor do Turismo.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

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Turismo

Turismo de Portugal, CMVM e IAPMEI assinam protocolo de colaboração

O Turismo de Portugal, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação, I.P., assinaram um protocolo de colaboração com vista a alcançar objetivos comuns respeitantes ao desenvolvimento empresarial.

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A assinatura deste protocolo representa um marco significativo para o reforço da cooperação entre instituições com contacto relevante junto das empresas, contribuindo para um empreendedorismo ativo e conhecedor das oportunidades e desafios, promovendo o crescimento sustentável da economia portuguesa.

Neste âmbito, a CMVM, o IAPMEI e o Turismo de Portugal comprometem-se a desenvolver iniciativas conjuntas, nomeadamente para a promoção do recurso a opções alternativas de financiamento, incluindo o mercado de capitais, e para incentivar a adoção pelas empresas de boas práticas ambientais, sociais e de governance.

O conjunto de iniciativas planeadas incluem a realização de encontros com empresas para partilhar informação sobre o financiamento através do mercado de capitais, nomeadamente através da organização de encontros no âmbito do “Roteiro de Financiamento em Mercado” e da colaboração da CMVM em iniciativas e eventos do IAPMEI e do Turismo de Portugal nos quais a sua participação se justifique.

O protocolo prevê ainda o desenvolvimento de projetos de apoio às empresas que visam a respetiva capacitação e o reforço da governance bem como a divulgação de iniciativas relevantes conjuntas ou de cada uma das instituições, através dos seus canais de comunicação.

De forma a estimular a partilha de conhecimentos entre as três instituições, serão promovidas ações de capacitação, entre as quais sessões dedicadas ao processo de entrada e as vantagens do mercado de capitais para as empresas portuguesas.

Esta parceria vem na sequência do trabalho já desenvolvido nesta matéria e reflete o compromisso e a dedicação das instituições em identificar oportunidades para desenvolver mais ações de cooperação para o desenvolvimento empresarial.

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