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Hotelaria

Inquérito AHP: 54% dos hoteleiros inquiridos indicam que o turismo já alcançou os níveis de operação de 2019

De uma amostra de 375 estabelecimentos hoteleiros, 54% dos inquiridos pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) no âmbito do inquérito de “Balanço 2022 & Perspetivas 2023” indicaram que o turismo já alcançou os níveis de operação de 2019. Os dados foram adiantados pela associação em conferência de imprensa esta quinta-feira, 16 de março.

Carla Nunes
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Inquérito AHP: 54% dos hoteleiros inquiridos indicam que o turismo já alcançou os níveis de operação de 2019

De uma amostra de 375 estabelecimentos hoteleiros, 54% dos inquiridos pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) no âmbito do inquérito de “Balanço 2022 & Perspetivas 2023” indicaram que o turismo já alcançou os níveis de operação de 2019. Os dados foram adiantados pela associação em conferência de imprensa esta quinta-feira, 16 de março.

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Apesar deste valor, há quem indique que o turismo só vai retomar os números de 2019 no segundo semestre de 2023 (25% dos inquiridos), com 9% dos inquiridos a afirmar que estes só serão atingidos no primeiro semestre de 2023 e 7% a apontar que estes resultados só serão alcançados no segundo semestre de 2024.

As perspetivas para 2023 também são otimistas no âmbito da taxa de ocupação, do preço médio por quarto, e das receitas, com os hoteleiros a considerarem que estes campos vão atingir valores “melhores” que os verificados em 2019 e 2022 – aliás, 70% dos inquiridos acredita que o preço médio por quarto no segundo trimestre deste ano irá superar o que era praticado em 2022.

“As pessoas têm efetivamente expetativa de crescerem no preço médio por quarto durante 2023. Em todos os trimestres, a convicção é que será melhor ou inclusive muito melhor. Há aqui espaço para crescer – sendo a procura elástica e crescendo a procura, o preço também irá naturalmente acompanhar” afirma Cristina Siza Vieira, vice-presidente executiva da AHP.

Relativamente aos principais mercados para 2023, 80% dos hoteleiros inquiridos apontam que Portugal fará parte do seu Top 3 de mercados, com 49% dos inquiridos a indicar Espanha e 40% os Estados Unidos da América (EUA).

No caso dos EUA em particular, este é considerado por 85% dos inquiridos da Região Autónoma dos Açores como um dos seus principais três mercados para 2023. O mesmo acontece para 66% dos inquiridos de Lisboa, 34% dos inquiridos da Madeira e 31% dos inquiridos do Alentejo. Por essa razão, Cristina Siza Vieira afirma que este “é um mercado que realmente distribui bem no território nacional”.

Já o Brasil, “que nós dizemos sempre que tem tido uma recuperação muito franca, é apenas apontado por 19% dos inquiridos como fazendo parte do Top 3”, aponta a vice-presidente executiva da AHP.

Inflação e custos da energia na lista de preocupações dos hoteleiros para 2023

Quando questionados sobre os principais desafios para o setor do turismo em 2023, a grande maioria dos hoteleiros inquiridos aponta para a inflação (88%) e para os custos da energia (73%). A instabilidade geopolítica e a guerra na Ucrânia seguem em terceiro lugar na lista das preocupações, apontadas por 56% dos inquiridos, com 37% dos hoteleiros a colocar como preocupação o aumento das taxas de juros.
No final da lista surgem os recursos humanos, com 11% dos inquiridos a considerar que esta será um dos principais desafios para este ano.

A vice-presidente executiva da AHP acredita que, se por um lado, houve “uma inversão de prioridades”, por outro verifica-se “algum abrandamento na pressão” para contratar recursos humanos para o setor. Como diz, “em 2021 e 2022 os recursos humanos estavam de facto no top 3 [das preocupações] porque de facto não havia outras” – como acontece atualmente com a guerra na Ucrânia e os custos de energia.

“Acho que o cabaz se alterou, o problema [dos recursos humanos] não diminuiu. Agora, por acaso, estamos a assistir a um abrandamento nesta situação dos recursos humanos, e já começou no início do ano. Muitos dos nossos hoteleiros dizem que enquanto há seis meses a oferta ficava deserta, neste momento já não é assim. Estamos a assistir novamente a uma migração de algumas outras áreas para a hotelaria e turismo. Continua a ser um desafio, sobretudo em alturas de pico, mas já não é uma aflição tão grande quanto foi na recuperação pós-pandemia”, afirma.

O inquérito levado a cabo pelo Gabinete de Estudos e Estatísticas da AHP foi realizado entre 24 de fevereiro e 24 de março de 2023 junto de 375 estabelecimentos nas regiões de Lisboa (29%), Centro (20%), Norte (19%), Algarve (11%), Alentejo (9%) e regiões autónomas da Madeira (7%) e dos Açores (5%).

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Octant Vila Monte | Créditos: DR

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Octant Hotels aposta em remodelações focadas em novas experiências

Os Octant Hotels e os Hotels & Resorts da Discovery Hotel Management (DHM) registaram receitas de 100 milhões de euros em 2023, mais 25 milhões em relação a 2022. Agora, o grupo prepara-se para remodelar cinco hotéis da marca Octant para proporcionar novas experiências aos clientes.

O grupo Discover Hotel Management (DHM), que tem sobre a sua alçada os Octant Hotels e os Hotels & Resorts, vai apostar em remodelações em cinco hotéis Octant.

O investimento nestas remodelações acontece após um ano de 2023 em que os Octant Hotels e os Hotels & Resorts obtiveram receitas de 100 milhões de euros, um aumento de 25 milhões de euros face a 2022, ano em que ambas as marcas hoteleiras da DHM registaram uma receita de 75 milhões de euros.

As renovações deste ano vão visar os hotéis Octant Douro, Évora, Praia Verde, Ponta Delgada e Vila Monte, com o objetivo de “continuar a estratégia de solidificação dos Octant e a aposta na qualidade dos serviços”, como refere Miguel Molina, Sales Manager Octant Hotels, em entrevista ao Publituris.

Desta forma, o Octant Douro, de 61 quartos, passará a contar com mais 20 novas villas contíguas ao hotel, cuja construção começou o ano passado. Destas, 18 villas vão ter um quarto e duas vão contar com dois quartos, além de quatro destas villas contemplarem piscinas privativas. Apesar destas villas ainda não terem data de abertura definida, o grupo espera que duas das villas possam ser inauguradas em abril deste ano.

Já no Octant Évora vão ser dedicados seis hectares a experiências de bem-estar e para crianças, com a construção de cabanas em madeira para os mais novos, em frente a um espelho de água, uma torre de observação de fauna, flora e estrelas com cerca de cinco metros de altura e um deck para eventos sociais, como casamentos, e eventos corporativos. Vão ser ainda construídos dois quilómetros de trilhos para caminhadas à volta do hotel.

Renovações com o intuito de “consolidar a marca” e conquistar novos mercados

Em Castro Marim, o Octant Praia Verde fecha no próximo mês de março para a renovação das áreas públicas e quartos, prevendo-se que só abra em 2025, altura em que o grupo estima que a renovação esteja terminada. A obra vai contemplar também o aumento do espaço de restauração para mais 160 lugares, a construção de cerca de 20 quartos e suites, um spa e uma nova piscina.

No Octant Ponta Delgada, onde o grupo já renovou as áreas comuns de lobby, bar e rooftop, é esperado o término da renovação dos quartos com novas tipologias, com destaque para os quartos familiares com beliche. A obra deverá estar pronta “a tempo da época alta”, no verão, na mesma altura em que a marca prevê terminar uma nova área de Kids Club no Octant Vila Monte, em Moncarapacho, Olhão.

Na área de Hotels & Resorts da DHM, destaque para a remodelação do Eden Resort, cujo projeto de remodelação vai trazer piscinas aquecidas às villas já existentes, um aumento do espaço de esplanada, a criação de um Kids Club e de uma tenda de circo para o verão.

“Queremos que cada hotel represente a zona específica do país em que está [inserido] e queremos que essa experiência seja muito individualizada, por isso, o investimento feito em cada um destes hotéis é muito adaptado à realidade de cada hotel. Raramente temos investimentos em comum de experiências que resultem em todos eles, porque cada hotel é muito diferente”, explica Miguel Molina.

Numa nota final, o profissional afirma que ainda existem “muitos mercados para conquistar” dentro da marca Octant Hotels, apontando para o crescimento “muito grande” do mercado dos Estados Unidos da América (EUA) e para o facto de pretenderem manter os mercados europeu, do Canadá e do Brasil. Apesar do interesse nestes mercados internacionais, o nacional também merece a atenção da marca.

“Há uma preocupação muito grande em manter o mercado nacional, daí que grande parte das experiências sejam algo com que os portugueses se identifiquem e pelas quais nos procuram”, termina Miguel Molina.

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Créditos: Frame It

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PHC Hotels faturou 21M€ em receitas em 2023

Sem contar com os dados do Convent Square Hotel Vignette Collection, que abriu em agosto do ano passado, o grupo projeta ultrapassar os 24 milhões de euros em receitas em 2024, sendo que o próximo projeto passa por avançar com a remodelação do Hotel Mundial, para o qual está previsto um investimento de 17,8 milhões de euros.

Carla Nunes

O grupo PHC Hotels, que detém o Hotel Mundial, o Portugal Boutique Hotel, a My Suite Lisbon Guest House e, mais recentemente, o Convent Square Hotel Vignette Collection, registou 21 milhões de euros em receitas em 2023.

O valor é apontado por Miguel Andrade, diretor-geral de operações da PHC Hotels, que num almoço de imprensa esta segunda-feira, 26 de fevereiro, afirmou que o grupo projeta ultrapassar os 24 milhões de euros em receitas em 2024. Ambos os valores excluem os dados do Convent Square Hotel Vignette Collection, que abriu em agosto do ano passado.

Relativamente às restantes três unidades do grupo, Miguel Andrade reporta que a taxa média diária (ADR, na sua sigla em inglês) teve um crescimento de 36% entre 2019 e 2023, com o grupo a prever que este indicador tenha um crescimento menos acentuado em 2024, “na ordem dos 8%”.

Quanto ao indicador de receita por quarto disponível (RevPAR), Miguel Andrade afirma que este aumentou 24% nos últimos três anos no conjunto do Hotel Mundial, Portugal Boutique Hotel e My Suite Lisbon Guest House, prevendo que o RevPAR aumente cerca de 11% para 2024.

Já o lucro operacional bruto (GOP) destes três hotéis representa atualmente 44% dos resultados: “Vínhamos de uma realidade de 33% [em 2019], pelo que crescemos 11 pontos percentuais”, indica Miguel Andrade.

No caso do Convent Square Hotel Vignette Collection, o preço médio entre agosto e dezembro de 2023 situou-se nos 240 euros, sendo o objetivo do grupo que este indicador se “consolide à volta dos 270 euros”, de acordo com o diretor-geral de operações da PHC Hotels. A previsão é a de que o Convent Square Hotel Vignette Collection registe uma taxa de ocupação média de 70% e 11 milhões de euros em receitas no final do ano de 2024, naquele que será o seu primeiro ano completo de atividade.

Grupo aloca 17,8M€ para renovação do Hotel Mundial

Dos grandes projetos do grupo PHC Hotels para os próximos anos, Miguel Andrade destaca a remodelação que vão levar a cabo no Hotel Mundial, na qual têm previsto investir 17,8 milhões de euros.

Segundo Miguel Andrade, estima-se que as obras comecem em maio deste ano nos pisos 0 e 1, até dezembro. Em janeiro de 2025, a intervenção passa para os quartos, sendo que a obra completa deverá estar concluída em 2026.

“Toda a narrativa do design está assente no que foi o design dos anos 60 [do século XX]. A paleta de cores é muito mais natural e fresca. O mobiliário também se inspira no dos anos 60, portanto, voltará a ter o glamour dessa época”, refere Miguel Andrade, que indica que a Broadway Malyan ficará responsável por este projeto de remodelação.

No piso 0 a remodelação visa a área de lobby, receção e bar, com a abertura da entrada original do hotel e uma maior ligação ao bar da unidade.

Já no piso 1 haverá uma maior aposta “nas reuniões, quer corporativas, quer de lazer”, com uma alteração total do layout do piso. As atuais seis salas de reuniões vão dar lugar a oito salas, será criado um fitness center de raiz e o terraço exterior será remodelado para criar uma ligação direta com o restaurante. Está também prevista a criação de um jardim no pátio interior, já existente neste piso.

Por fim, a intervenção nos quartos será feita por pisos e vai transformar as atuais 349 unidades de alojamento em 317 quartos, sendo que 10% passarão a ser suites, nos pisos 8 e 9, e outros 10% quartos comunicantes.

O grupo procura agora uma marca hoteleira à qual possa associar a unidade após este “reposicionamento” do Hotel Mundial, com o objetivo de “manter e elevar os padrões de serviço, conseguir ter uma distribuição global e atrair clientes com maior poder [de compra]”, segundo o diretor-geral de operações da PHC Hotels.

Quando questionado que marca têm em vista, e sobre a possibilidade de se associarem novamente à Intercontinental, à semelhança do que fizeram com o Convent Square Hotel Vignette Collection, Miguel Andrade afirma que “os produtos e o posicionamento são diferentes”, referindo apenas que “será certamente uma marca dentro das quatro grandes marcas globais”.

Leia também: Convent Square Hotel antecipa ocupação acima dos 70% para setembro

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Há uma nova empresa especialista em rent-a-car e hotelaria

Chama-se MAX Revenue Consulting e é a nova empresa especialista nas áreas de rent a car e hotelaria.

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Depois de sete anos na Frontline Performance Group como Consultor e International Business Development, Tiago Gomes Santos acaba de fundar a MAX Revenue Consulting,

empresa especialista nas áreas de rent a car e hotelaria.

A nova empresa tem na sua metodologia cruzada em consultoria, formação e acompanhamento das equipas de front desk um elemento diferenciador para incrementar receita e melhorar a experiência do cliente.

Nos últimos 15 anos, Tiago Gomes Santos, trabalhou com diversas empresas dos setores de turismo e retalho com foco na melhoria de performance das equipas para maximizar resultados.

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Highgate Portugal investe 51,5M€ em rebrandig e posicionamento dos hotéis que gere

A Highgate, multinacional de gestão hoteleira, investimento, tecnologia e desenvolvimento, que chegou a Portugal em 2022, vai investir 51,5 milhões de euros no rebranding e posicionamento dos hotéis que gere em território nacional.

Carla Nunes

O valor foi apontado por Alexandre Solleiro, CEO da Highgate Portugal, que em conferência de imprensa deu conta dos próximos projetos da empresa e do balanço de 2023.

Desta forma, a multinacional vai proceder ao rebranding de quatro hotéis no Algarve sob marcas internacionais, nomeadamente o NAU São Rafael Atlântico, que será transformado num Kimpton. Também o NAU Salgados Palace, o NAU Salgados Palm Village e o NAU Salgados Dunas Beach serão alvo de um rebranding, no entanto, Alexandre Solleiro não referiu qual será a marca, por ainda não terem assinado o contrato de franchising.

A antecipação é a de que as obras de rebranding do Salgados Palace, do Salgados Palm Village e do Salgados Dunas Beach comecem em novembro de 2024, para que possam abrir com uma nova marca em 2025. Sobre este projeto, Solleiro refere que “o que sinto que iremos fazer nos Salgados é sair do mercado all inclusive no ano que vem, quando fizermos o rebranding”.

Contudo, o CEO da Highgate Portugal garante que a marca NAU “não vai desaparecer, vai sim deixar de estar em alguns hotéis”, não colocando de parte a possibilidade de esta continuar a “existir com novos envolvidos”: “Pode ser uma marca adequada para alguns dos hotéis que vierem a juntar-se ao portefólio”, aponta.

Assim, as únicas unidades hoteleiras que vão continuar com a marca NAU, “por enquanto”, são o Salema Beach Village, o Morgado Golf & Country Club e o São Rafael Suites. No caso deste último hotel, espera-se que abra portas a 1 de março para a nova temporada, após uma remodelação completa das zonas públicas e dos restaurantes. Por terminar fica a zona de spa deste hotel, cuja remodelação só estará finalizada daqui a dois meses.

Rebranding com aposta em novos conceitos de F&B

Em Sesimbra, a Highgate Portugal investiu um milhão de euros no Sesimbra Hotel & Spa, que passará a designar-se Sesimbra Ocean Front Hotel e que sobe na classificação para as cinco estrelas. Este investimento foi aplicado na redecoração de todas as zonas públicas, receção e restaurantes do hotel, bem como dos corredores e quartos.

Já o Palácio do Governador, em Lisboa, vai ser alvo de uma remodelação a partir de 11 de março, cujo design de interiores ficará a cargo de Nini Andrade Silva. A renovação começará pelos quartos e corredores, estendendo-se às zonas públicas, nomeadamente a entrada, lobby e receção. Serão também introduzidos novos pontos de venda no hotel: o terraço será coberto para dar lugar a um novo conceito de bar, estando também em linha um novo conceito de restaurante e a redecoração da zona da piscina.

No caso do Palácio do Governador, Alexandre Solleiro já tinha referido a possibilidade de introduzir uma soft brand, afirmando esta segunda-feira que o que pretendem passa por “encontrar uma marca de distribuição que nos ajude a distribuir o hotel nos mercados mais importantes para a distribuição [da unidade hoteleira]”. Nesse sentido, o CEO da Highgate Portugal aponta os mercados norte-americano e brasileiro, além dos europeus, como aqueles que pretendem vir a atingir nesta unidade.

O rebranding será acompanhado por “toda uma nova visão para os conceitos de Food and Beverage (F&B) em restaurantes, bares e alimentação”, não só nos hotéis acima mencionados, como “nos hotéis que não serão objecto de obras de reposicionamento importantes”, como afirma Alexandre Solleiro. Para isso, a empresa contratou um vice-presidente de F&B de entre os membros da atual equipa, não referindo quem será o profissional a ocupar o cargo, o chef Bruno Rocha e o mixologist André Cavalheiro, sendo esperado o reposicionamento de restaurantes dos hotéis sob a alçada da Highgate Portugal, com alguns a ostentarem marcas internacionais.

Também os spas dos hotéis geridos pela Highgate Portugal serão alvo de uma “reconversão”, com a aplicação do conceito Wellness 360º, sendo que o primeiro projeto aprovado diz respeito ao São Rafael Suites.

“Acreditamos que tanto o F&B como os spas são elementos não só de imagem dos hotéis, [mas também] um grande contribuidor de resultados se forem bem feitos e geridos, atraindo clientes de dentro e de fora dos hotéis”, afirma Alexandre Solleiro.

Hotéis da Highgate Portugal registam subida de 15% em receitas face a 2022

Fazendo o balanço da atividade da Highgate em 2023, Alexandre Solleiro dá conta de um crescimento de 15% em receitas face a 2022, “um bocadinho acima da média do que se verificou no Algarve”, como refere. No entanto, prefere não se reportar a valores concretos além da percentagem.

Já a taxa de ocupação dos hotéis da Highgate em Portugal subiu 7% em 2023 face a 2022, situando-se nos 65%, sendo que a taxa foi calculada tendo em conta todos os meses do ano, mesmo os quatro meses em que cinco hotéis do portefólio estiveram fechados. Por fim, o preço médio em 2023 subiu 8% face a 2022.

“Isto mostra que usando boa tecnologia, websites feitos de forma adequada e com as equipas a pensar de uma forma organizada em como comercializar melhor os hotéis, conseguimos fazer crescer as receitas nos momentos certos”, afirma Alexandre Solleiro, reportando-se às medidas implementadas pela Highgate Portugal nos hotéis do seu portefólio.

Sobre a atuação da empresa nos 18 hotéis que gere em Portugal, Solleiro afirma que a instalação de sistemas mais modernos de Revenue Management (RM) e a reconstrução do website permitiram que as vendas diretas a partir do website passassem de 18% em 2022, para 29% em 2023.

Já na área dos recursos humanos, o CEO da Highgate Portugal afirma terem sido investidos 500 mil euros nos primeiros meses de atividade da empresa para a melhoria de vestiários, refeitórios e equipamentos de trabalho, estando a ser desenvolvidos novos programas de formação e recrutamento de pessoal. Foram ainda investidos mais 500 mil euros em novos sistemas de business inteligence, que estão a funcionar desde janeiro deste ano.

“O ano de 2024 não será certamente um ano com o mesmo nível de crescimento que 2023 teve em relação a 2022. No entanto, com tudo o que mexemos a nível de Revenue Management, marketing e de vendas do ano passado, permite-nos pensar que este ano será interessante para nós. Prevemos crescer um bocadinho acima da média”, termina Alexandre Solleiro

Recorde-se que a Highgate Portugal tem sob a sua gestão 18 unidades hoteleiras, num total de 2.600 quartos, sendo que 13 destes hotéis encontram-se no Algarve, um em Lisboa, um em Sesimbra, três no Porto e um nos Açores, em Angra do Heroísmo. A empresa acumula ainda a gestão de três campos de golf. Este portefólio era gerido anteriormente pela ECS, parte dele com a marca NAU.

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Vila Galé dinamiza roadshow em Espanha

Na próxima semana, a Vila Galé vai estar presente em três cidades espanholas para dar a conhecer a oferta do grupo, com destaque para a próxima abertura hoteleira da empresa em Isla Canela e o recém inaugurado Vila Galé Cayo Paredón, em Cuba.

Publituris

A Vila Galé vai realizar um roadshow em Espanha na próxima semana, entre 19 e 21 de fevereiro, com passagens por Barcelona, Madrid e Sevilha.

O objetivo da iniciativa passa por “divulgar a oferta do grupo ao mercado espanhol”, como o mesmo indica em comunicado, esperando-se que reúna mais de 100 profissionais de agências de viagens e operadores turísticos.

O mais recente resort all inclusive da Vila Galé que vai abrir em Espanha na Páscoa, o Vila Galé Isla Canela, estará em “destaque” neste roadshow, a par do recentemente inaugurado Vila Galé Cayo Paredón, a primeira unidade do grupo em Cuba. Além destas unidades hoteleiras, o roadshow pretende dar a conhecer os 31 hotéis da Vila Galé em Portugal e as diferentes propostas no Brasil, onde detém seis resorts e quatro unidades de cidade.

“O mercado espanhol é muito relevante para a Vila Galé, não só pelo volume de clientes que desde sempre recebemos nos nossos hotéis, mas também pela entrada da marca neste novo mercado. Com esta iniciativa, pretendemos estar ainda mais próximos dos nossos parceiros em Espanha, revelar-lhes as novidades em primeira mão e reforçar a relevância da marca”, afirma o diretor de marketing e vendas da Vila Galé, Pedro Ribeiro, em nota de imprensa.

Além de um workshop sobre a Vila Galé, os eventos no âmbito deste roadshow vão incluir cocktail e momentos de networking entre o trade turístico espanhol.

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Nova edição Publituris Hotelaria: Entrevista a Bernardo Trindade, presidente da AHP

A Publituris Hotelaria deste mês faz capa com Bernardo Trindade, presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP). Há dois anos à frente da associação, Bernardo Trindade considera que o setor “encontra-se bem” tendo em vista os resultados alcançados. Contudo, diz-se “preocupado” com o facto de Portugal estar a recusar 1,3 milhões de turistas por ano, dadas as dificuldades na Portela.

Publituris

A edição de fevereiro dá ainda destaque ao próximo Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo da AHP, que este ano tem lugar no Centro de Congressos da Madeira – Funchal, de 21 a 23 de fevereiro, com entrevistas a vários intervenientes nas mesas-redondas do evento.

No capítulo “Fala-se”, fique com uma entrevista a António Marto, presidente da Associação Fórum Turismo, que em declarações à Publituris Hotelaria dá conta do crescimento de uma das iniciativas desta associação, a Bolsa de Empregabilidade, e revela um dos próximos projetos: o desenvolvimento de uma plataforma de emprego digital.

Este número é também uma oportunidade para estar a par da mais recente aposta da Fauchon Hospitality em Portugal. Depois de escolhido o parceiro – a Unlock Boutique Hotels –, para expandir a atividade hoteleira para Portugal, o presidente e CEO da Fauchon Hospitality, Jacques-Olivier Chauvin, esteve à conversa com a imprensa e explicou a razão para a entrada no nosso país. O local será escolhido em 2024. A abertura dependerá se é construção ou renovação.

Ainda no segmento “Fala-se”, destaque para a mais recente iniciativa da ADHP Júnior, “Embaixadores da Hotelaria”. Com o intuito de aproximar os estudantes de gestão hoteleira não só do mundo profissional, como também do associativismo, este projeto arrancou em outubro do ano passado com o intuito de apurar embaixadores em oito universidades e politécnicos, para pôr em prática os eventos englobados nesta iniciativa. Conhecidos os novos embaixadores, Leonardo Simões, presidente da ADHP Júnior, dá conta do balanço deste projeto e perspectiva o futuro.

No especial Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) fique a conhecer as novidades dos fornecedores para hotelaria que vão marcar presença na feira, como é o caso da Floema, Groupe GM, HiJiffy, Hotelis, Paratytech, SALTO e Serlima.

A fechar, o chef Maycon Melo dá conta da cozinha que trabalha no Mirante Rooftop Bar, do Senhora da Rosa, Tradition & Nature Hotel, em São Miguel, Açores. Natural do Brasil, o chef abraçou os Açores há 11 anos e fez de São Miguel a sua casa. Os estudos em Biologia Marinha trouxeram-no até à ilha onde viria a descobrir um outro percurso de vida, a cozinha, algo que garante ter-se tornado a sua “maior paixão da vida” passado seis meses.

Por fim, brindamos com as sugestões de Ana Beatriz Amado, sommelier no Dourum Experience, no Porto.

As opiniões desta edição pertencem a Patrícia Correia (ADHP), Alexandre Marto Pereira (United Hotels of Portugal), Kevin Hemsworth (ISAG) e Luís Pedro Carmo Costa (Neoturis).

*Para ler a versão completa desta edição da Hotelaria – em papel ou digital – subscreva ou encomende aqui.

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Pestana abre 4.º hotel nos EUA

O maior grupo hoteleiro multinacional de origem portuguesa reforça a sua aposta nos EUA, mercado onde está presente há mais de uma década. Depois de Nova Iorque, onde conta com dois hotéis) e Miami, é a vez de Orlando (Flórida) receber mais um Pestana.

Publituris

O Pestana Hotel Group vai expandir a sua operação a mais uma cidade nos EUA. Depois de ter inaugurado, em 2013, o seu primeiro hotel em Miami, na zona de South Beach, com o Pestana Miami South Beach, um boutique hotel art déco, em 2020 foi a vez de abrir o Pestana Park Avenue, localizado no coração de Manhattan, nas proximidades do Empire State Building. No ano seguinte, em 2021, o grupo alcançou um marco significativo com a abertura do Pestana CR7 Times Square, que se tornou o hotel número 100 da cadeia hoteleira do Pestana Hotel Group.

Agora, o Pestana Orlando Suites – Lake Buena Vista, torna-se o 4.º hotel do grupo nos EUA, reforçando a presença do Pestana Hotel Group no continente americano, tornando-se na 109.ª unidade da cadeia hoteleira.

Com a aquisição desta nova unidade hoteleira em Lake Buena Vista, uma das zonas mais prestigiadas de Orlando, o Pestana Hotel Group reforça a sua presença nos EUA, aumentando para 500 o número total de quartos do grupo no mercado norte-americano.

José Roquette, Chief Development Officer (CDO) do Pestana Hotel Group destaca que “a abertura do Pestana Orlando Suites é mais um passo significativo na nossa estratégia de diversificação geográfica”.

Considerando que o mercado norte-americano “continua a ser um pilar estratégico para o Pestana Hotel Group”, José Roquette salienta que esta nova aquisição “é um reflexo vivo da nossa estratégia asset right, que se concentra em manter a propriedade dos ativos nos mercados com maior potencial reconhecido”, acrescentando ainda que “esta expansão não só reforça a presença global do Pestana Hotel Group, mas destaca o nosso crescimento contínuo e sustentado, que nos leva a estar hoje presentes em 16 países”.

O hotel Pestana Orlando Suites – Lake Buena Vista fica localizado a cerca de 15 minutos dos principais parques temáticos da Walt Disney World, da Universal Studios e do Sea World, bem como do importante Centros de Convenções de Orlando, um dos maiores dos EUA, mas também muito próximo dos melhores outlets, com inúmeras lojas e restaurantes.

O novo Pestana Orlando Suites – Lake Buena Vista oferece 127 suites com mais de 40 m2, vocacionado para viagens em família, constituindo, também, tendo em conta a sua localização privilegiada, próxima do Centro de Convenções, uma opção para viagens de negócios.

O hotel dispõe de várias comodidades incluindo restaurante, bar, jardim, piscina exterior, ginásio, business center e estacionamento.

Orlando é um dos destinos turísticos mais procurados nos EUA, depois de Nova Iorque e Las Vegas, sendo um dos destinos mais populares do mundo. Prevê-se que em 2025 possa vir a receber 100 milhões de visitantes, com a abertura do novo parque temático da Universal Studios, o “Epic Universe”, que será o maior parque da marca nos EUA. Além de ser um forte polo de turismo de lazer, Orlando destaca-se também como um dos principais destinos de congressos dos EUA.

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Preço médio por quarto aumentou em todas as regiões de Portugal em 2023

Os hoteleiros deram conta de aumentos no preço médio por quarto em todas as regiões de Portugal em 2023, com o preço médio nacional a situar-se nos 141 euros – um aumento de 18% face a 2023.

Carla Nunes

Os dados resultam de um estudo conduzido pelo gabinete de estudos e estatísticas da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), que inquiriu 476 estabelecimentos hoteleiros entre 2 e 21 de janeiro de 2024.

O maior aumento no preço médio por quarto verificou-se no Alentejo, que em 2023 situou este índice nos 159 euros, numa subida de 29% face a 2022. Também em Lisboa o preço médio por quarto fixou-se nos 159 euros em 2023, contudo, a subida em relação ao ano anterior foi de 4%.

Na lista de maiores subidas do preço médio segue-se a Região Autónoma dos Açores, que ao colocar este indicador a 135 euros verificou uma subida de 25% face aos valores de 2022. Destaque também para a região Norte, cujo preço médio aumentou 21% em 2023 face a 2022, para 132 euros, e para a região Centro, cujo preço médio de 100 euros significou um aumento de 20% deste indicador em relação a 2022.

Sobre o desempenho do preço médio em 2023, 50% dos inquiridos considerou que o preço médio foi “melhor” ou “muito melhor” que o de 2022.

Se por um lado, 38% dos inquiridos dos Açores apontou que o desempenho deste indicador foi “pior” que em 2022, outros 38% da mesma região são da opinião de que foi “melhor” que 2022. De apontar ainda que 45% dos inquiridos do Algarve e 43% do Alentejo consideram que o preço médio de 2023 foi “igual” a 2022.

Fonte: AHP

Quanto ao balanço de 2023 referente à taxa de ocupação, todas as regiões dão conta de subidas neste indicador, à exceção do Algarve e do Alentejo, cuja taxa foi igual à de 2022, e da Região Autónoma dos Açores, com os dados a indicarem uma descida de 5 pontos percentuais (p.p.) face aos valores de 2022.

A média nacional com base no inquérito da AHP aponta para uma taxa de ocupação de 68%, uma subida de 7 p.p., com a Região Autónoma da Madeira a marcar a maior taxa de ocupação no balanço de 2023: 81%, uma subida de 5 p.p. face a 2022.

A maior subida de taxa de ocupação verificou-se na região Centro, que com uma taxa de 58% em 2023 subiu 7 p.p. face a 2022. Segue-se a região Norte, com uma subida de 6 p.p. em relação a 2022 e uma taxa de 60% em 2023.

Fonte: AHP

Relativamente à estada média, que a nível nacional situou-se nos três dias, em 2023, apenas três regiões registaram um aumento face ao ano anterior: Foi o caso da Região Autónoma das Madeira, cuja estada média foi de sete noites em 2023 (mais seis noites que em 2022); da Região Autónoma dos Açores, com uma estada média de quatro noites em 2023 (mais três noites que em 2022); e do Norte, cuja estada média passou de duas noites, em 2022, para quatro noites em 2023.

“O Norte basicamente dobrou a estada média. É de relevo para nós esta distribuição no território, é muito mais rentável para a hotelaria assegurar os clientes e tê-los durante mais tempo, e para isso é preciso todo o turismo trabalhar em rede. Evidentemente também tem a ver com o tipo de nicho e turismo que se pratica nos destinos”, referiu Cristina Siza Vieira, vice-presidente da AHP, na apresentação aos jornalistas na manhã desta sexta-feira.

O mercado português foi o mais referido pelos hoteleiros quando questionados sobre os seus principais três mercados (apontado por 76% dos inquiridos), seguido pelo do Reino Unido (50% dos inquiridos), Estados Unidos da América (41% dos inquiridos) e Espanha (40% dos inquiridos). Por outro lado, o mercado brasileiro só foi referido por 17% dos inquiridos como um dos principais três mercados.

Já quanto aos canais de reserva, 93% dos inquiridos indicou o Booking.com como um dos seus principais três canais de reserva, seguido pelo website próprio (92% dos inquiridos) e do Expedia (61% dos inquiridos). Para trás ficaram canais como a GDS (10% dos inquiridos) e o Airbnb (2% dos inquiridos).

Perspetivas para 2024

No âmbito das perspetivas para 2024, a maioria dos inquiridos antecipam uma taxa de ocupação em 2024 que seja, pelo menos, “igual” ou “melhor” que a de 2023, com 54% dos inquiridos a indicar que este indicador será “melhor” no segundo trimestre de 2024, quando comparado com 2023.

Se os Açores, a Área Metropolitana de Lisboa e a região Norte esperam que o primeiro trimestre de 2024 seja “pior” ou “igual” a 2023, o Alentejo antecipa que em 2024 todos os trimestres serão “melhores” que os dados de 2023. A Madeira espera um 2024 semelhante ao de 2023, mas com resultados “melhores” no último trimestre face ao ano anterior.

No indicador do preço médio por quarto, a maioria dos inquiridos antecipa que este será “melhor” em 2024 do que em 2023, uma perspetiva que também se reflete na expetativa quanto às receitas para 2024.

Quanto aos principais mercados, 75% dos hoteleiros continua a colocar a expetativa em Portugal como um dos seus principais três mercados, ao qual se segue o Reino Unido (referido por 48% dos inquiridos), Estados Unidos da América (42%) e Espanha (41%).

Na lista dos desafios e constrangimentos para 2024, 78% dos inquiridos coloca a instabilidade geopolítica como uma das principais preocupações, seguida pelo aumento das taxas de juro (59% dos inquiridos).

A redução do número de voos é outra das preocupações dos hoteleiros (40% dos inquiridos), sendo referido como um dos principais problemas por 90% dos hoteleiros inquiridos da Região Autónoma dos Açores, 73% da Região Autónoma da Madeira e 58% do Algarve.

O inquérito levado a cabo pela AHP foi realizado entre 2 e 21 de janeiro de 2024 junto de 476 empreendimentos turísticos associados da associação, sendo que da amostra 42% dos estabelecimentos estão localizados na região de Lisboa, 14% no Algarve, 13% no Norte, 12% no Centro, 11% na Madeira, 6% no Alentejo e 3% nos Açores.

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Taxas de ocupação no Natal e Ano Novo de 2023 aumentaram face a 2022

De acordo com o balanço de Natal e Réveillon de 2023 conduzido pelo gabinete de estudos e estatísticas da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), as taxas de ocupação por quarto aumentaram nos períodos do Natal e do Ano Novo de 2023, quando comparadas com os mesmos períodos de 2022.

Carla Nunes

A partir de um inquérito realizado a 476 estabelecimentos hoteleiros, para o período do Natal de 2023, de 22 a 26 de dezembro, os dados dão conta de uma taxa de ocupação de 51% a nível nacional, uma subida de 1 ponto percentual (p.p.) em relação a 2022. Já no Ano Novo, entre 30 de dezembro de 2023 e 2 de janeiro de 2024, o estudo aponta para uma taxa de ocupação por quarto de 70%, um aumento de 9 p.p. face ao mesmo período de 2022.

Olhando para as taxas de ocupação no período de Natal, apesar da Região Autónoma da Madeira ter registado o maior valor de taxa de ocupação, 66%, quando comparada com o mesmo período de 2022 a taxa desceu 10 pontos percentuais.

Por outro lado, com uma taxa de ocupação de 56%, a hotelaria de Lisboa conseguiu subir este índice em 2 p.p. face a 2022, seguida pela da região Norte, que no Natal de 2023 registou uma taxa de ocupação de 49% – um aumento de 3 p.p. em relação a 2023.

O valor mais baixo de taxa de ocupação no Natal coube à Região Autónoma dos Açores, com uma taxa de 27% – um “mergulho a pique” de menos 24 p.p. em relação ao valor de 2022, como descrito por Cristina Siza Vieira, vice-presidente da AHP, na apresentação aos jornalistas na manhã desta sexta-feira.

Seguiu-se a região do Alentejo, com uma taxa de ocupação de 35% (menos 2 p.p.) e o Algarve, com uma taxa de 40% (menos 12 p.p.).

No período do Ano Novo, todas as regiões registaram aumentos percentuais ao nível da taxa de ocupação, à exceção do Algarve – cuja taxa de ocupação de 58% esteve 3 p.p. abaixo da verificada em 2022 – e da Região Autónoma dos Açores, que registou uma taxa de ocupação de 44%, 25 pontos percentuais abaixo dos valores de 2022.

As regiões que mais se destacaram ao nível da taxa de ocupação no Ano Novo de 2023 foram a Região Autónoma da Madeira (80%) e Lisboa (77%).

Contudo, o maior aumento percentual em relação a 2022 coube à região Centro, que no Ano Novo de 2023 registou uma taxa de ocupação de 63%, uma subida de 12 p.p. face ao mesmo período do ano anterior.

Preço médio aumentou no Natal, mas desceu no Ano Novo

Quanto ao índice do preço médio por quarto a nível nacional, e de acordo com o estudo da AHP, no período do Natal de 2023 este situou-se nos 124 euros, um aumento de 5% face ao ano anterior. Já no Ano Novo, o preço médio foi de 173 euros, uma descida de 5,9% em relação aos valores de 2022.

Analisando o preço médio por quarto no Natal de 2023, este indicador registou subidas em todas as regiões, à exceção da Região Autónoma da Madeira, cujo preço médio de 120 euros desceu 19% face a 2022, e do Algarve, que com um preço médio de 94 euros registou uma descida de 6% em relação ao ano passado.

Já a Região Autónoma dos Açores, apesar das descidas nas taxas de ocupação durante o Natal e o Ano Novo, registou o maior aumento de preço médio no Natal de 2023: o valor de 115 euros significou uma subida de 26,3% em relação a 2022.

No entanto, a região que praticou o preço médio por quarto mais elevado no Natal de 2023 foi o Alentejo, com 150 euros (uma subida de 22% face a 2022), seguida por Lisboa, cujo preço médio a 135 euros representou um aumento de 0,7% em relação a 2022.

Passando para o preço médio por quarto na época do Ano Novo 2023, a maior subida coube à região Norte, que com um preço médio de 168 euros conseguiu elevar este indicador mais 12% em relação ao valor registado em 2022.

A maior queda foi da Região Autónoma da Madeira, cujo preço médio por quarto em 2023 desceu 15% face ao ano anterior – embora tenha sido a região a registar o valor mais alto a nível nacional, de 227 euros.

Mercado português na liderança para ambas as épocas festivas

No período do Natal de 2023, 79% dos hoteleiros inquiridos apontaram o mercado português como um dos seus principais três mercados, seguido pelo dos Estados Unidos da América (EUA), indicado por 38% dos inquiridos, e pelo Reino Unido (36%).

Para o fundo da lista ficam os mercados da Alemanha, apontado por 26% dos inquiridos, e de França, referido por 23% dos inquiridos.

No Ano Novo de 2023, novamente, o mercado português foi apontado por 79% dos inquiridos como um dos principais três mercados para este período, seguido por Espanha (34% dos inquiridos), Reino Unido (32%) e Estados Unidos da América (31%).

O inquérito levado a cabo pela AHP foi realizado entre 2 e 21 de janeiro de 2024 junto de 476 empreendimentos turísticos associados da associação, sendo que da amostra 42% dos estabelecimentos estão localizados na região de Lisboa, 14% no Algarve, 13% no Norte, 12% no Centro, 11% na Madeira, 6% no Alentejo e 3% nos Açores.

Sobre o autorCarla Nunes

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AHP e ENA impulsionam eficiência energética nos hotéis através do Projeto “Turismo + Sustentável”

O projeto visa promover a eficiência energética no setor hoteleiro em Portugal, bem como responder aos desafios de sustentabilidade e competitividade que o setor atualmente enfrenta.

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A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) e a Agência de Energia e Ambiente da Arrábida (ENA) lideram o projeto “Turismo + Sustentável”, financiado no âmbito do Plano de Promoção e Eficiência no Consumo de Energia aprovado pela ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos e incluído no Plano Turismo + Sustentável do Turismo de Portugal, que visa promover a eficiência energética no setor hoteleiro em Portugal, bem como responder aos desafios de sustentabilidade e competitividade que o setor atualmente enfrenta.

Esta parceria estratégica para o setor, consiste no desenvolvimento de uma Plataforma de Monitorização e Gestão Energética e Ambiental – a Plataforma T+S – que recolhe, de forma automatizada, dados sobre o consumo de energia elétrica, gás e água, bem como dados relativos à produção hoteleira na perspectiva de negócio, permitindo analisar, avaliar e reportar o estado e evolução do desempenho energético do hotel e ainda compará-lo com outros estabelecimentos hoteleiros com características semelhantes.

Cristina Siza Vieira, vice-presidente executiva da AHP, destaca a importância do projeto: “Este projeto reforça o nosso compromisso coletivo para com os objetivos de desenvolvimento sustentável, através da promoção da eficiência energética na hotelaria. Depois deste grupo-piloto, é nosso objetivo alargar este projeto a todos os nossos associados, visto estar em linha com o trabalho que tem sido desenvolvido pelo Programa HOSPES e que, entre outros fins, pretende capacitar a indústria hoteleira com ferramentas que lhe permitam, objetiva e mensuravelmente, ser cada vez mais sustentável.”

O diretor Técnico da ENA, Orlando Paraíba, realça o propósito do “Turismo + Sustentável”: “É nosso objetivo criar ferramentas tecnológicas que permitam analisar, avaliar e reportar o desempenho energético de cada hotel, contabilizar e gerir os recursos e as emissões de Gases com Efeito Estufa, quer em termos individuais e comparativos, quer em termos de informação mais agregada do setor da hospitalidade.”

O projeto “Turismo + Sustentável” está alinhado com o Programa HOSPES, programa corporativo de Responsabilidade Social e Ambiental da AHP.

Ao lançar as bases para uma hotelaria mais eficiente e sustentável, o projeto “Turismo + Sustentável” promete impactar positivamente não apenas os hotéis participantes, mas toda a indústria hoteleira portuguesa.

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