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Helena Santos, sócia gerente da agência de viagens Turiset (ao centro), ladeada pelo presidente da APAVT e da representante da DECO

Distribuição

Turiset: As boas práticas são recompensadas

A Turiset, localizada no centro da cidade de Setúbal, foi a primeira agência de viagens em Portugal, a ostentar o selo ‘Checked by DECO’.

Carolina Morgado

Helena Santos, sócia gerente da agência de viagens Turiset (ao centro), ladeada pelo presidente da APAVT e da representante da DECO

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Turiset: As boas práticas são recompensadas

A Turiset, localizada no centro da cidade de Setúbal, foi a primeira agência de viagens em Portugal, a ostentar o selo ‘Checked by DECO’.

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Carolina Morgado
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Após uma primeira reunião com a APAVT – de que é associada -, para conhecer os benefícios e as vantagens da certificação ‘Checked by DECO’, a sócia gerente da Turiset, Helena Santos, não hesitou, e “pensei logo que era uma maneira de sabermos se os nossos procedimentos, quer pré, quer pós contratuais estão a ser corretos porque, muitas vezes pensamos que estamos a fazer tudo bem, de acordo com a lei, mas há sempre coisas que nos falham”.

É assim que a Turiset, e ninguém já lhe tira o mérito, se torna na primeira agência de viagens em Portugal, a receber este selo, que Helena Santos ostenta com orgulho na sua loja, localizada na Av. Luísa Todi, em Setúbal.

“Era uma maneira de provar o nosso trabalho, e foi nesse sentido que decidi candidatar-me. Há um questionário que tem de ser preenchido, claro que convém que as agências de viagens respondam com a verdade sobre tudo o que faz, depois pedem para juntarmos algumas informações, e somos visitados por clientes-mistério de forma presencial ou por telefone”, explicou.

“Face a tudo o que foi avaliado, tivemos logo, à primeira, nota positiva”, destacou a sócia gerente da agência de viagens, adiantando que “claro que há sempre coisas que eles acham que podem ser melhoradas ou alteradas, e nesses aspetos sugerem o quê e onde podemos melhorar, e tive o certificado na vertente loja, mas não no site que não é próprio, mas sim da Smytravel, que é usado por muitas pequenas agências de viagens, e esse site não está aprovado”.

Helena Santos reconhece que o facto de a agência de viagens possuir este certificado, traz mais-valias. “Depois que divulguei nas redes sociais, mas também temos um autocolante na montra, os clientes todos nos têm dado os parabéns e ficaram satisfeitos. Curiosamente, temos clientes que nunca tinham cá aparecido, não sei se por acaso ou não. Tivemos inclusive um email de um cliente de Coimbra que soube que tínhamos recebido esta certificação da DECO, e nos pedia um orçamento”, confidenciou.

Maiores responsabilidades
Este certificado também traz maiores responsabilidades à agência de viagens “porque continuamos a ser avaliados. Durante um ano continuaremos a ter os tais clientes-mistério, ao fim ao cabo, mantendo as boas práticas que temos até agora”, apontou.

Na opinião de Helena Santos, “as agências de viagens deviam todas passar por este processo como uma forma de serem credibilizadas, porque o setor está a ficar muito desacreditado no mercado. Infelizmente, como em todo o lado, há muitas  “ovelhas negras” e estão a aparecer muitas. Há muitos clientes a queixarem-se e depois culpam todo o universo das agências de viagens, e colocam-nos todos no mesmo barco, o que não corresponde à verdade. Eu sempre tentei ser uma pessoa com responsabilidade, a minha credibilidade é muito importante, e gosto de transmitir isso ao cliente”, destacou.

Tudo está virado para a defesa do consumidor. Segundo a responsável, “eles avaliam como nós processamos os processos pré e pós contratuais, e  avaliação é dada em função da informação que damos ao cliente, do acompanhamento que fazemos ao cliente quer antes, quer durante e depois da viagem. Tudo isto é avaliado, e é importante, na minha opinião, que seja feito”.

No entanto, nem tudo está nas mãos do agente de viagens. “É preciso ter em conta que no nosso setor, o nosso trabalho é avaliado por serviços prestados por terceiros e, logicamente, não conseguimos controlar tudo. Posso dizer ao cliente que estou a vender um hotel muito com, mas ele pode vir a reclamar que a sopa estava fria ou o empregado não foi simpático, por exemplo”.

Helena Santos avança ainda que “estamos sempre sujeitos a isso, mas se houver um acompanhamento da nossa parte durante e depois da viagem, talvez o cliente que regresse aborrecido e com alguma questão para reclamar, consigamos suavizá-lo e evitar problemas. É essa a minha ótica, por isso é que gosto de acompanhar o cliente”, para sublinhar que “a informação é muito importante. O cliente que é informado devidamente, chega ao destino e, na maior parte das vezes, não é confrontado com surpresas”.

Uma micro agência de viagens
A Turiset é propriedade de Helena Santos há 29 anos e presta serviços essencialmente ligados aos outgoing, quer na área do corporate, quer no lazer, é uma agência de viagens IATA e vende desde bilhetes de autocarros, até pacotes turísticos. Esta micro agência de viagens, que funciona apenas com duas pessoas, fatura anualmente cerca de 1 milhão de euros.

A agência de viagens faz parte do grupo GEA desde a primeira hora. “É uma vantagem em todos os aspetos”, declarou a responsável, para acrescentar que “como uma micro agência, nunca conseguiríamos certos contratos junto dos fornecedores, nem a certos serviços mais favoráveis para nós, se não fosse através de um grupo como a GEA. Assim, tenho outra expressão no mercado e outro peso negocial”.

A responsável faz um balanço positivo do ano que terminou, principalmente a partir de março, pois “as pessoas estavam ávidas para viajar e venderam-se viagens para destinos mais longínquos. Foi um ano bom porque as viagens eram maiores, com preços mais elevados, ganhámos mais, e os números estão praticamente iguais ao 2019”.

Curiosamente, em 2023, e apesar de estarmos no início do ano “as pessoas já estão a reservar para o verão, mas estou com receio, porque está tudo muito incerto e inseguro”, indicou. E indicou que a agência já tem reservas para cruzeiros no verão, para a República Dominicana, Cancun e Riviera Maya em charters, bem como para Cabo Verde, bem como, os clientes estão a pedir Tailândia e Saidia.

A sócia gerente da Turiset reconhece que tanto para o médio, como para o longo curso, os clientes estão já a reservar antecipadamente. “Para a época em que estamos (início do ano) comparativamente com os anos anteriores, até não estamos mal, mas há constrangimentos e as greves anunciadas da TAP, podem nos causar mais um problema. A questão do Covid-19 na China também nos pode trazer constrangimentos devido a informações contraditórias, a questão da guerra na Ucrânia deixa-nos igualmente assustados porque não sabemos o dia de amanhã”. Assim, apesar de os clientes estarem a reservar “colocam sempre o ‘se’, e não sabemos se as vão concretizar. Questionam logo se o seguro paga”.

O facto também de os clientes estarem a reservar com antecedência e a fugir do last minute, “é porque sabem que hoje em dia é mais barato comprar antecipadamente. As pessoas começam a ficar “educadas” nesse sentido. O que havia antes em termos de promoções de última hora, já o ano passado não aconteceu e para alguns destinos já não havia lugares. Também temos estado a transmitir ao cliente para que não deixe para a última hora porque o preço fica mais elevado”.

Helena Santos conclui que “este os agentes de viagens ter de assumir também este papel. Nesta profissão temos de vestir a camisola e gostar muito disto, porque é difícil e desgastante”.

O que é o selo ‘Checked by DECO’

‘Checked by DECO’ é o selo que as agências de viagens físicas e onlines associadas da APAVT podem ostentar, desde o ano passado, ao abrigo de um acordo assinado entre a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo e a Associação Portuguesa de Defesa do Consumidor. O objetivo é garantir mais confiança e segurança aos consumidores nas suas viagens, reduzindo as reclamações. Para isso, as agências têm de cumprir critérios e são avaliadas anualmente.
Entre o pedido e a certificação ‘Checked by DECO’ podem passar cerca de três semanas. As agências que estiverem interessadas em exibir este selo devem preencher um formulário em que respondem a diversas questões e são testadas, nomeadamente, com a visita de “clientes-mistério”.
Há critérios objetivos, que se prendem com o cumprimento da legislação sobre as relações de consumo e a legislação setorial, o tipo de informação prestada ao cliente, se é transparente e acessível. A avaliação também tem em conta se agência já teve reclamações e como as resolveu. E como irá resolver as que eventualmente tiver no futuro. No fundo, o que se pretende é ajudar o cliente a escolher as empresas que tenham boas práticas e prestem o melhor serviço.
Se a agência “passar no exame” recebe o selo; senão, os especialistas da DECO fazem recomendações e pode haver nova submissão. A certificação tem a validade de um ano e se a agência de viagens tiver deixado de cumprir os critérios, pode ser-lhe retirada.
Este projeto comum, segundo o presidente da APAVT, pretende “dar diferenciação às agências de viagens e confiança aos seus clientes. É mais um passo para trazer mais credibilidade ao setor”.

Sobre o autorCarolina Morgado

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Elisabete Pedrosa, diretora de Operações da YOU Tour Operador

YOU Tour Operador: Muito mais do que os tradicionais pacotes de viagens

A YOU Tour Operador, empresa com sete anos de existência, assume que tem continuado o seu caminho, à sua maneira, e a crescer em volume de vendas, à sua medida e de forma consistente, apostando em oferecer ao mercado produtos feitos à medida, que vão para além dos tradicionais pacotes de viagens. Quem o diz é a sua diretora de Operações, Elisabete Pedrosa, em conversa com o Publituris.

“Temos continuado com o nosso caminho, a crescer devagarinho e de uma forma consistente, tentando fazer aquilo que gostamos mais que são criar viagens há medida que hoje em dia cada vez menos os operadores turísticos têm tempo para fazer”, confessa Elisabete Pedrosa, diretora de Operações da YOU Tour Operador, ao PUBLITURIS.

Defende que os operadores turísticos maiores acabam por ter um volume muito grande de trabalho e estas viagens à medida são coisas que demoram a montar, mas “é o que nós gostamos e enveredámos por aí”. Para além disso, também vende através do seu site.

Elisabete Pedrosa refere que o que carateriza também este operador turístico é “uma grande proximidade com as agências de viagens. Gostamos que elas telefonem, gostamos de discutir as coisas, discutimos tudo o que nos pedem e damos a nossa opinião. Nem sempre o nosso é o produto mais barato no mercado, temos consciência disso, mas o facto é que damos garantia daquilo que fazemos. É realmente assim que estamos a tentar levar a empresa”.

A responsável sublinha que a YOU é um pequeno operador. “Somos muito pequeninos, não trabalhamos para o volume, não temos charters, são só produtos e ofertas mais personalizadas”.

Aposta nos destinos do Oriente e de longo curso
O site do operador turístico tem carregado praticamente todos os produtos que programa e que passa por uma aposta nos destinos do Oriente e em viagens de longo curso, “vendemos muito o Vietname, a Tailândia, (voltámos a vender depois da pandemia e da reabertura da Ásia), continuamos a vender bem as Maldivas, e alguns destinos mais diferenciados que nos podem para montar”, disse a diretora de Operações da YOU, para acrescentar que “quando são pedidos mais complicados as agências de viagens entram em contacto connosco e nós fazemos”.

Explicou que “a base da nossa programação e do nosso negócio são individuais, e vendemos muito o segmento famílias, mas também fazemos grupos. Ainda recentemente tivemos dois grupos para a Turquia. Também temos alguma coisa para o Uzbequistão que se está a vender bem. Embora não seja propriamente uma novidade porque já o ano passado o vendemos, mas este ano as pessoas descobriram esses destinos dessa zona do mundo e têm pedido. Os circuitos nos Estados Unidos são outro produto com bastante saída”, referiu.

No que diz respeito a novidades para a próxima época, Elisabete Pedrosa indicou que “gostava de ter alguma coisa sobre o Brasil sem ser praias porque, o país tem muito que ver sem ser praias. Estamos a estudar essa hipótese e, em princípio, no próximo inverno devemos lançar algum produto para aquele destino”. Em relação ainda a novos produtos, a responsável disse que “não irão surgir propriamente novos destinos, mas alguns combinados nos que já programamos, até porque já há muito pouco para inventar”.

Esclareceu que o Irão era um destino que o operador vendia bem, parou completamente devido a alguma instabilidade. No entanto, disse, “apesar de todos os problemas que Israel sempre teve, continuamos a vender bem o destino, bem como os combinados também com a Jordânia”.

A diretora de Operações da YOU salientou que, do conjunto de destinos que programam, os mais apetecíveis no mercado português são o Vietname e Camboja, Islândia, Israel e Jordânia, as Maldivas “e depois coisas diferentes. Neste momento estou a preparar um Alasca – numa viagem de mais de um mês, e há pouco tempo fiz uma volta ao mundo que durou cerca de dois meses. São tipos de viagens diferentes”.

Objetivo é aparecer mais
A YOU Tour Operador tem vindo a fazer-se representar nas convenções dos grupos de gestão das agências de viagens em Portugal. “Temos de aparecer de alguma maneira. Enquanto o João Raposo – proprietário da empresa – não decidir o que quer fazer e se quer realmente que o operador cresça para outra dimensão, nós temos de ir aparecendo porque os grupos de gestão das agências de viagens são muito importantes para nós. Vendemos para a rede GEA, para a Airmet, portanto temos de estar presentes quando fazem as suas convenções porque temos de conhecer os nossos clientes que são as agências de viagens. Não vendemos ao público diretamente, só às agências de viagens. Tem a ver com a nossa cultura e a nossa maneira de estar.”, defendeu

A responsável salientou que “as agências de viagens gostam de trabalhar connosco, temos vindo a ganhar agências novas que experimentam os nossos produtos e os nossos serviços e continuam. Por isso digo, vamos aparecendo nessas convenções, vamos enviando as nossas newsletters chamando a atenção para produtos que vamos lançando, que se estão a vender mais, ou a vender menos. É a nossa maneira de fazer uma promoção mais direcionada para um determinado produto”.

Elisabete Pedrosa aponta que “pelo tipo de destinos que programamos somos um operador de ano inteiro e até vendemos mais fora do verão, porque nessa altura do ano é mais aquele público do charter e das praias”.

Na opinião da responsável, “não entraríamos nos produtos charter, mas a última decisão é sempre do dono da empresa. Para já não, e até agora tem-nos ouvido. A ideia é continuarmos em carreiras regulares e a programar estes destinos diferentes”.

Gostava de conseguir chegar a mais agências de viagens, principalmente algumas no mercado que sei que têm clientes para nós, para este tipo de viagens”

Quanto a allotments, como a empresa oferece destinos muito diversificados num mesmo programa, e que muitas das vezes obriga a voar em mais do que uma companhia aérea, é difícil ter bloqueios de lugares, a não ser em situações pontuais, principalmente no fim de ano.

Vendas já superam todo o 2022
A responsável sublinha que “pessoalmente gostava que a empresa crescesse um pouco mais e que desse aquele salto que acho que faz falta, mas não depende de mim e nem dos profissionais que a compõem. Não gostaríamos nunca de ser um operador turístico muito grande. Não fazemos concorrência a ninguém e não é essa a nossa intenção, mas gostava que crescêssemos mais um pouco, ou seja, aparecendo mais e chegar a mais agências de viagens”.

Acrescentou que “se continuamos a crescer em vendas, se as agências de viagens experimentam e continuam a comprar é porque acreditam em nós e no nosso produto”, considerou a responsável, realçando que “gostava de conseguir chegar a mais agências de viagens, principalmente algumas no mercado que sei que têm clientes para nós, para este tipo de viagens”.

Elisabete Pedrosa acredita que “este tipo de viagens que organizamos tem vindo a crescer no mercado, há poder de compra e clientes para isso em Portugal. Há mercado para isso e há espaço para crescer”, revelando que “neste momento, em finais de maio, já vendemos tanto como em todo o 2022 e, o ano passado, já tínhamos vendido mais do que o 2019. Então não nos podemos queixar”.

Crédito: Depositphotos.com

“Be Better Be You”
Com o slogan “Be Better Be You”, a YOU assume-se como um operador turístico com vasta oferta de destinos e produtos turísticos, culturais e de lazer, dando especial atenção a tudo o que é “tailor made”.

Apresenta-se no seu site como tendo “uma equipa dinâmica, profissional, com vasta experiência no setor das viagens” e preparada para dar todo o apoio que os seus clientes, os agentes de viagens, necessitam.

“É por sabermos exatamente para onde nos direcionamos e onde focamos a nossa atividade, que o produto YOU é flexível, adaptável e ajustável. Desta forma conseguimos alcançar o nosso principal objetivo: Ajudar os agentes de viagens a satisfazer os desejos dos seus clientes”, indica o operador turístico.

NOVIDADES YOU

• Singapura e Malásia
• Azerbaijão
• Dubai & Abu Dhabi Parks | Legoland e Warner
• Sri Lanka | 5 noites – com percurso de comboio
• Dubai e Abu Dhabi | Al Wathba e St. Regis
• Ilha de Guadalupe
• Maravilhas do Equador
• São Francisco, Tahiti e Moorea

Sobre o autorCarolina Morgado

Carolina Morgado

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Hotelaria

Pedro Ribeiro assume direção de Marketing e Vendas do grupo Vila Galé

A partir de 1 de setembro, Pedro Ribeiro assume a direção de Marketing e Vendas do grupo Vila Galé.

O grupo Vila Galé contratou Pedro Ribeiro como novo diretor de Marketing e Vendas.

Assumindo funções a partir de 1 de setembro, Pedro Ribeiro foi até recentemente diretor comercial na Dom Pedro Hotels & Golf Collection, rede onde anteriormente tinha também liderado o departamento de Vendas e Marketing do Dom Pedro Laguna, no Brasil, e a área de vendas em Portugal.

Detendo um curso superior em Gestão Hoteleira e formação em Strategic Marketing for Hotel & Restaurants e Revenue Management pela Cornell University, Pedro Ribeiro soma ainda várias distinções ao longo da sua carreira. Em 2019, conquistou o Prémio Networking Empresarial em Portugal e no Brasil, que premeia a excelência e empreendedorismo. Já em 2018, foi considerado Personalidade Líder de Turismo no Brasil. E em 2016 e 2013 ganhou o galardão de melhor diretor comercial, de Marketing e Vendas de Portugal, atribuído pela Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal.

Pedro Ribeiro é ainda membro da administração da Fundação Luso Brasileira e fundador e coordenador da Portugal United, associação de promoção turística lançada em 2005, que hoje reúne mais de 15 empresas.

Em comunicado, Pedro Ribeiro afirma que “é uma honra e um desafio assumir a Direção Geral das áreas de Marketing e Vendas do Grupo Vila Galé. Tratando-se da segunda maior rede hoteleira de Portugal e da maior rede de resorts do Brasil, ainda com planos de abertura em outros destinos, será motivador contribuir para o desenvolvimento e notoriedade de uma marca portuguesa nos mercados internacionais, sem esquecer os dois maiores mercados do Grupo Vila Galé, o português e o brasileiro aos quais continuaremos a dar muita atenção”.

Sobre o autorPublituris

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Aviação

Airbus e Boeing entregam 556 aeronaves novas no primeiro semestre com vantagem para fabricante europeu

As duas maiores fabricantes de aviões do mundo entregaram, no primeiro semestre de 2023, 556 aeronaves. Companhias norte-americanas e europeias lideram compras.

Nos primeiros seis meses de 2023, Airbus e Boeing entregaram 556 aviões comerciais a companhias aéreas, constituindo um novo recorde, avança a Cirium.

Segundo as contas da consultora, a Airbus entregou 314 aviões, enquanto a fabricante norte-americana entregou as restantes 242 aeronaves.

A análise revela ainda que 34% das encomendas entregas pela Airbus foram para locadores, um crescimento de seis pontos percentuais (p.p.) face a 2022. Já a Boeing viu um decréscimo na entrega das suas aeronaves a locadores, passando esta quota de 22%, no primeiro semestre de 2022, para 12% no primeiro semestre do atual exercício.

Isto faz com que, no total, 25% das entregas de aeronaves no período analisado foram para locadores, menos um p.p. face a igual período de 2022 e 2018.

As companhias aéreas norte-americanas lideram a receção das aeronaves dos dois fabricantes, recebendo 32% do total, quando em igual período de 2022, esse valor era de 29%. Já a Europa recebeu 29% das aeronaves entregas nos primeiros seis meses de 2023, uma subida face aos 26% de período homólogo do ano passado.

A terceira região a receber mais aviões Airbus e Boeing, nos primeiros seis meses de 2023, foi a Ásia-Pacífico (excluindo a China), com um total de 15%, representando uma descida face aos 18% recebidos no primeiro semestre de 2022.

A China, por sua vez, também viu a sua quota de receção de aviões por parte dos dois fabricantes decrescer, já que, se em 2022 recebeu 11% das encomendas no primeiro semestre, no mesmo período, mas em 2023, recebeu 9% do total produzido e entregue.

Quando analisada a entrega de aviões a não locadores, a Boeing lidera claramente, já que, nos primeiros seis meses de 2023, 69% das entregas foram diretamente para as companhias aéreas, enquanto na Airbus esse valor não vai além dos 33%.

Foto crédito: Depositphotos.com
Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

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Transportes

Movimento aeroportuário em Moçambique cresceu quase 30% em 2022

Os aeroportos e aeródromos de Moçambique movimentaram mais de 1,6 milhão de passageiros em 2022, um aumento de 29,7% face ao ano anterior, mas ainda abaixo do registado no período anterior à pandemia de covid-19.

De acordo com o relatório e contas da empresa Aeroportos de Moçambique, foram movimentados em todo o ano passado 56.320 voos, mais 25,6% face a 2021, gerando um tráfego de 1.658.962 passageiros, que apesar do forte crescimento ainda está 20,2% abaixo dos números registados no período pré-pandemia (2.540.025 passageiros em 2019).

A empresa estatal que gere os aeroportos moçambicanos justifica este crescimento com o incremento dos voos comerciais domésticos da Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e da Archipelago Charts, bem como nas ligações internacionais, pela LAM, SA Airlink e Ethiopian Airlines.

A empresa sublinha que a sul-africana SA Airlink introduziu em 2022 uma nova rota entre Maputo e a Cidade do Cabo, com uma aeronave Embraer 145 e que se registou também um “aumento” na procura de voos para destinos turísticos: “Com maior expressão de procura por Benguerra [arquipélago de Bazaruto, província de Inhambane], passando a ocupar o top 3 em 2022”.

A empresa tem a gestão dos três aeroportos internacionais do país (Maputo, Beira e Nacala), dos seis aeroportos principais e de “entrada regional” (Nampula, Pembe, Tete, Quelimane, Vilankulo e Filipe Jacinto Nyusi), de três aeródromos secundários e oito pequenos aeródromos.

A Aeroportos de Moçambique empregava em 31 de dezembro de 2022 um total de 843 trabalhadores.

Sobre o autorPublituris

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Hotelaria

Portugal tem 127 hotéis em projeto ou construção. Reino Unido e Alemanha lideram ranking

O Reino Unido e a Alemanha lideram, na Europa, os projetos de construção de hotéis com 322 e 211 unidades, respetivamente. Portugal aparece com 127 unidades projetadas ou em construção.

De acordo com o Lodging Econometrics (LE), existem, na Europa, 1.715 hotéis em projeto ou em construção, equivalendo a cerca de 256 mil quartos, no final do segundo trimestre de 2023.

Desse total, segundo as contas, 776 estão já em construção, perfazendo 118.400 quartos, indicando a análise feita pela LE que existem mais 404 projetos prontos a arrancar nos próximos 12 meses, no que acrescentará mais 61.842 quartos ao universo existente. Além disso, existem ainda mais 535 projetos que se encontram numa fase adiantada de arranque, o que equivale a mais 76.336 quartos.

Este ranking, concluído no final do segundo trimestre de 2023, é liderado pelo Reino Unido, com um total de 322 projetos/45.181 quartos, seguindo-se a Alemanha, com 211 projetos/34.981 quartos, e França com 132 projetos/14.869 quartos.

Portugal aparece em quarto lugar, indicando a LE que existem 127 hotéis projetados que acrescentarão mais 15.446 quartos ao universo existente.

A Turquia aparece em quinto lugar nesta análise europeia, com 107 projetos e 15.670 quartos.

Contas feitas, estes quatro países são responsáveis por 52% de todos os hotéis em projeto ou em construção, salientando a LE que o Reino Unido, Alemanha, França, Portugal e Turquia “deverão manter a liderança na construção de hotéis a abrir até 2025”.

Analisando o panorama por cidades, Londres aparece com 82 projetos/14.767 quartos, seguida de Istambul com 42 projetos/7.222 quartos.

Já a cidade de Lisboa surge em terceiro lugar com 37 hotéis em projeto ou em construção, representando 4.262 quartos, seguida de Dublin com 32 projetos/6.173 quartos e a cidade alemão de Düsseldorf com 31 projetos/5.669 quartos em quinto lugar.

Relativamente aos grupos hoteleiros que mais hotéis têm em projeto ou em construção, destaque para a Accor, com 276 projetos/36.909 quartos, seguida da Hilton com 202/28.825 quartos. Nas posições seguintes aparecem a Marriott International (178 projetos/27.142 quartos), IHG Hotels&Resorts (143 projetos/19.108 quartos e o Radisson Hotel Group (59 projetos/11.452 quartos). Estes cinco grupos representam 50% de todos os hotéis projetados e em construção na Europa.

Ainda no campo dos grupos hoteleiros, mas relativamente às marcas detidas pelos mesmos, a Ibis lidera com 91 projetos/10.773 quartos, seguindo-se Hampton da Hilton com 71 projetos/10.345 quartos, Holiday Inn Express com 45 projetos/6.129 quartos e os Moxy da Marriott com 38 projetos/6.091 quartos.

A análise revela ainda que, no primeiro semestre de 2023, abriram, na Europa 150 novos hotéis com 20.027 quartos, esperando-se que até ao final do presente ano sejam inaugurados mais 265 hotéis, correspondendo a 35.491 quartos.

No futuro, a LE indica a abertura de mais 381 hotéis/51.708 quartos, em 2024, e mais 365 hotéis/56.094 quartos, em 2025.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

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Transportes

“A FLY Angola tem o país como cliente”

Nascida em 2018, a FLY Angola veio preencher um vazio deixado por 11 companhias que operavam até esse ano e que desapareceram. Agora, Belarnicio Muangala, CEO da FLY Angola, admite que “estamos a ter a oportunidade que outros operadores não tiveram no passado”.

Victor Jorge

Quem analisar o mercado angola, rapidamente perceberá que desenvolver um negócio no país não é tarefa fácil. Para uma companhia aérea, a tarefa ainda é mais difícil e a prova está nos números: se em 2015 existiam 13 companhias aéreas a operar em Angola, em 2018, sobraram duas, as estatais TAAG e Sonair.

Cinco anos depois da fundação, os voos da FLY Angola levam a companhia a querer mais do que o território angola e a olhar para, primeiro, a região circundante e, depois, toda a África.

A FLY Angola é uma empresa angolana de transporte aéreo que iniciou atividade em setembro de 2018 com o slogan ”Conectando Angola”. O que levou à criação desta companhia aérea?
Somos, primeiramente, entusiastas da aviação. Por isso, há uma componente de paixão, mas, sobretudo, identificámos uma oportunidade. Desde 2015 que estávamos a perspetivar negócios e encontrámos uma lacuna muito grande no transporte aéreo regular em Angola.

É preciso notar que de 2015 a 2018 Angola possuía 13 operadores, entre os quais a TAAG e a Sonair, as duas únicas companhias que sobreviveram.

Então para nós era curioso tentar entender o que aconteceu aos operadores privados e nessa pesquisa chegámos à conclusão de que havia uma oportunidade muito grande para o transporte aéreo regular, sobretudo em algumas regiões secundárias, como o leste e o sul do país.

Mas tirando as duas companhias detidas pelo Estado angolano, as restantes 11 companhias operavam somente no mercado doméstico ou também para fora de Angola?
Somente no mercado doméstico. Todas as companhias eram não regulares ou vocacionados em fretes e em algum serviço aéreo regular.

Como é que se desenvolveu este processo? Como é que identificaram as lacunas? E olhando para trás, sabendo que 11 empresas privadas tinham caído, foi preciso ter coragem para lançar uma nova companhia aérea?
Sem dúvida. Sabemos que dentro de todas as crises existem novas oportunidades. Face a esta crise, sobretudo, à redução dos preços do petróleo, que geralmente impactam de forma massiva o setor da aviação, a nossa primeira análise foi de que a frota que estes operadores detinham no passado não estava adequada à dimensão do mercado doméstico. Isto no que diz respeito à eficiência, eram meios já obsoletos e perante a crise dos combustíveis, teriam um impacto muito negativo. E também chegamos à conclusão que a técnica utilizada, maioritariamente russa, naturalmente, não era competitiva face ao investimento que o Estado começou a fazer neste setor. Repare, a TAAG adquiriu novas aeronaves, a Sonair também recebeu aviões mais modernos, então, num cenário de crise, era normal que estas companhias, com o apoio do Estado, seriam as que iriam sobreviver em detrimento dos privados.

É também verdade que os operadores não estatais estavam privados de algumas oportunidades que existem hoje em Angola.

Hoje, ao abrigo do quadro legal angolano, a FLY Angola hoje é elegível para os acordos de transporte aéreo regular e internacional de que Angola faz parte.

De 2015 a 2018, Angola possuía 13 operadores, entre os quais a TAAG e a Sonair, as duas únicas companhias que sobreviveram

Como é que esta nova companhia aérea privada foi recebida, tanto pelas entidades políticas, públicas, económicas, pelo mercado em si, pelos clientes?
Diria que de formas diversas. Por um lado, os clientes receberam a FLY Angola com muito agrado, quase que como um alívio, porque havia muita carência. E dou um exemplo: quando começámos a operar para o Dundo e Saurimo, no leste do país, fomos durante muito tempo a única companhia a operar, e nenhum plano de negócio prevê uma ocupação de 84%, o que demonstra que realmente havia carência.

Portanto, havia procura, mas faltava, de facto, oferta. E foi essa lacuna que a AFLY Angola foi preencher?
Exato. Da parte das entidades políticas, acredito que existisse algum ceticismo. Estamos a falar de muitas companhias que tinham encerrado a operação. Por isso, havia ceticismo de ser mais uma companhia que vinha e iria morrer dentro de dias.

Por outro lado, havia um entusiasmo e, sobretudo, uma curiosidade para tentar perceber o que é que este novo operador iria trazer. Daí a nossa estratégia ter passado por entrar no mercado com uma imagem muito forte com o nome do país “Angola”, com um brand awareness muito elevado e isso também suscitou alguma curiosidade.

Mas por parte das entidades oficiais, por parte do poder político, de certa forma, o surgimento de uma companhia aérea privada também os libertou, de certa forma, de fornecer mais serviços, de ter mais aeronaves, de ter mais pessoal, já que seria do privado o ónus de assegurar esses serviços?
Hoje temos essa perceção do passado. Não, na altura, não. O Estado olhava e perguntava: quem são, o que vieram trazer ao mercado e como é que vão operar.

A FLY Angola é 100% angolana?
A FLY Angola é 100% angolana.

Na vossa declaração de missão referem que “a FLY Angola pretende oferecer serviços inovadores de transporte aéreo com as tarifas mais competitivas do mercado, retribuindo aos clientes toda a confiança depositada”. Comecemos pelos serviços inovadores: quais são?
Neste momento, a FLY Angola é a única companhia que consegue viajar da região sul ou norte para o leste e vice-versa. Temos voos interprovinciais, voos de Catumbela para o Lubango e vice-versa, temos voos de Saurimo para o Dundo e temos voo inclusive de Soyo para Cabinda, a começar agora em julho.

Falando desta forma, parecem distâncias curtas, mas não são. Estamos a falar de distâncias superiores a 500 quilómetros que faremos em menos de 30 minutos. Queremos e estamos a trazer um serviço muito completo. Por exemplo, temos conexões do Dundo, de Saurimo para Lubango e Catumbela sem necessidade de sair da aeronave em Luanda, com uma rotação de uma hora onde reabastecimento e temos desembarque embarque de passageiros.

Temos conexões com um período mais alargado, em que exige sair, ou seja, desembarcar, fazer a troca do terminal entre as chegadas e as partidas e logo em seguida ir para o destino. Esse produto é único em comparação com o que a concorrência oferece que exige, por exemplo, uma pernoite ou duas em Luanda, que é uma cidade, como sabemos, com muitos obstáculos em termos logísticos, em termos de alojamento.

Há aqui uma efetiva redução no custo da viagem, além da própria experiência.

E quando referem tarifas mais competitivas com outra missão, como é que isso é conseguido sabendo das dificuldades que o país atravessa e normalmente os preços competitivos estão sempre indexados ao preço do petróleo e do combustível?
Neste exato momento vivemos um paradoxo por termos uma desvalorização cambial brutal. Mas ao mesmo tempo, os preços dos combustíveis são fixados numa base mensal. Então, tecnicamente, temos um combustível hoje a mais ou menos 63 cêntimos de dólar. Há três meses tínhamos o combustível a custar 89 cêntimos de dólar. Então, na verdade, há uma redução. Claro que não é só o combustível. Temos outros custos que são indexados ao dólar e estes, naturalmente, sofrem acréscimos devido ao câmbio e devido ao facto de as nossas receitas serem em kwanzas

Então, como é que conseguimos competitivos em termos de preço? Tudo se resume à escala. Ou seja, com o número de voos. Passámos de 20 voos semanais para 80.

O Estado olhava [para a FLY Angola] e perguntava: quem são, o que vieram trazer ao mercado e como é que vão operar?

Mas de 20 para 80 em quanto tempo?
Estamos a falar em dois meses. Este novo conceito que trouxemos em voos interprovinciais começou no dia 22 de maio e está numa fase gradual de crescimento. Nós, a partir do dia 15 de julho temos já a escala de verão que vai até 28 de outubro. Vamos ter mais de 80 voos semanais. Então essa escala, naturalmente, vai permitir a redução dos preços dos bilhetes.

Acabam 11. Nasce 1
Mas voltando ao início, havia 13 companhias aéreas em Angola, duas estatais e 11 privadas. A FLY Angola surge antes da pandemia, atravessa uma pandemia e continua cá. Portanto, a minha pergunta é, o que é que fizeram de diferente para sobreviver?
Muitas coisas. Uma das coisas que fizemos logo no começo da pandemia, foi focar no transporte humanitário. Estamos a falar de uma fase em que os países começaram a fechar as fronteiras e havia uma procura muito grande para alojamento de pessoas.

Chegámos a fazer fretes internacionais para embaixadas, propriedades que estavam retidas. Então o nosso core business naquele momento mudou. Não havia transporte aéreo regular. Tivemos de olhar para fontes alternativas. Olhámos também para o transporte de carga e correio. O passo que considero mais importante, na verdade, foi quando esta procura de voos não regulares cessou e demos um passo na direção da certificação técnica da companhia.

Isso foi quando?
Foi em 2020. Entregámos o processo de certificação oficialmente em abril e terminamos o processo em dezembro. Então, de abril a dezembro 2020 focamo-nos em reestruturar a companhia para tornar-se num operador aéreo. Antes deste período, éramos uma companhia aérea virtual. Trabalhávamos de baixo de outro operador aéreo, mas tínhamos a gestão comercial e de marca. Mas em 2020 passámos a ser um operador aéreo full carrier, com todos os serviços técnicos.

Todas as companhias aéreas passaram por muitas dificuldades durante a pandemia. Não havia voos, não havia passageiros, não se sabia quando é que os voos voltariam, quando é que voltariam os passageiros, de que forma os passageiros voltariam? Como é que foi, de facto, passar por esta pandemia para uma companhia que ainda não tinha dois anos?
Foi bastante difícil. Naturalmente, isso exigiu uma recapitalização da empresa. Primeiro tivemos de pagar e negociar salários, bases mínimas possíveis. Não havia atividade. Tivemos de manter a equipa de certificação técnica ativa para que o processo pudesse avançar.

Essa certificação é fundamental?
Sim, é fundamental. Aproveitámos a pandemia, a fase mais difícil da economia, para certificar. Daí também sabíamos que já não seria economicamente viável continuar a ser um operador aéreo virtual. Ou seja, de 2018 até 2020, coletamos muita informação, muita data e chegámos à conclusão que era viável a FLY Angola assumir o controlo operacional.

De repente veio a pandemia e os nossos planos tiveram de ser alterados. Como? Fizemos, naturalmente, um transfer, renegociar contratos, pagar o mínimo possível, manter a estrutura de custos ao mínimo possível, conseguir pagar a manutenção das aeronaves. Infelizmente, os espaços aéreos africanos estavam mais fechados que os europeus, tivemos de levar uma das aeronaves para fazer manutenção na Holanda. Então, naturalmente, isso fez os custos aumentar.

No fundo, a empresa teve de se reinventar. Ao chegar próximo da certificação, por volta de agosto, também começámos a perceber que, na verdade, em Angola, em especial com base em vários estudos da IATA, o mercado doméstico nunca deixou de ter procura.

Na verdade, os Estados foram excessivamente cautelosos em fechar as fronteiras, até interprovinciais, tendo estancado a procura. A procura sempre existiu.

Quais são ou foram os principais obstáculos para se lançar uma companhia aérea em Angola?
Angola não é um país particularmente fácil para fazer negócio e, isso, na maioria dos setores. Diria que a burocracia, a parte legal, a papelada ainda é excessivamente demorada. O processo de certificação de aeronaves, o processo de certificação do pessoal técnico.

Não temos uma fonte inesgotável de recursos. O quadro legal em Angola ainda não está adequado ao setor da aviação, e falo de questões ligadas aos impostos, aduaneiras, da certificação, do pessoal técnico estrangeiro. Há uma dificuldade imensa para obter vistos de trabalho. Então esse handicap acaba por atrapalhar e retardar o arranque de qualquer negócio e, sobretudo, desincentiva naturalmente o investimento.

E a certificação foi feita por uma empresa angolana ou uma empresa externa?
A certificação foi feita internamente em Angola, pela Autoridade Nacional da Aviação Civil.

Estamos a ter a oportunidade que outros operadores não tiveram no passado

Voar sem apoios
É público que o Governo de Angola já injetou muito dinheiro na TAAG. Como é que uma companhia aérea privada como a FLY Angola, que concorre diretamente com a TAAG, consegue, de facto, competir com esse colosso que tem dinheiros públicos? Gostaria que, por exemplo, as autoridades ou as entidades oficiais olhassem também para as companhias aéreas privadas que prestam um serviço público em Angola?
Naturalmente que sim. Primeiro, não temos recursos inesgotáveis, como já referi.

Olhamos para a TAAG como complementaridade. Isto porque temos horários alternativos, temos um conceito diferente, não temos o conceito de hub em Luanda como tem a TAAG.

Então acredito que não somos propriamente uma concorrência, mas sim um complemento. E aqui gostaríamos, naturalmente, que o Estado olhasse para nós de forma diferente. O que podemos e estamos a desenvolver é a utilização de outros aeroportos e isso, naturalmente, leva a um futuro onde vamos basear aeronaves fora de Luanda. Isso vai permitir o desenvolvimento de outras regiões, traz desenvolvimento económico.

Nesse sentido, seria naturalmente bem-vindo que o Estado facilitasse o acesso às empresas, a concessão de créditos, ao financiamento das empresas deste setor.

Estamos a falar de um país onde os juros, por exemplo, a taxa básica está nos 19%.

Isto para a aviação, em nenhuma parte do mundo é viável.

A aviação é um setor específico, é um catalisador de desenvolvimento e, naturalmente, mereceria este apoio para que permitisse até ao setor do turismo e outros projetos serem lançados.

Voar dentro de Angola …
Quais são os destinos, as rotas e a frota da FLY Angola?
Neste momento, a FLY Angola conta com duas aeronaves Embraer 145 e um turbo hélice DHC 8-300. Todas são aeronaves de 50 lugares. Estamos a operar para o Lubango, o Dundo, Catumbela, Soyo e agora em julho para Cabinda. Isto a partir de Luanda. Mas também temos as rotas provinciais, temos Cabinda-Soyo, Dundo-Saurimo e Catumbela-Lubango.

E é possível uma companhia aérea privada, sobreviver somente com o mercado doméstico?
Não. Esta foi a segunda parte da nossa análise e o porquê de as companhias no passado terem este desfecho. Chega alguma altura que, naturalmente, o mercado doméstico está saturado, tem um gap e acredito que estamos muito perto disso e é necessário a expansão regional.

Por isso é que disse que, felizmente, estamos a ter a oportunidade que outros operadores não tiveram no passado. Porque, ao passar a operadora regular temos a possibilidade e somos elegíveis aos acordos bilaterais. Então a FLY Angola está a preparar-se para poder iniciar voos regionais, até por uma questão de sobrevivência.

Quando fala regionais, qual é a abrangência?
Estamos a falar dos países limítrofes, África do Sul, sobretudo, que é um grande mercado internacional. Estamos também a falar de São Tomé.

O mercado português complementa bastante a nossa operação

E quem são os clientes, os passageiros da FLY Angola?
Diria que hoje a FLY Angola tem o país como cliente, porque felizmente temos uma oferta muito diversa. Temos empresas de vários setores, minério ou ligadas à segurança, à construção civil. Felizmente conseguimos inserir-nos nas várias comunidades no país.

Existe alguma possibilidade de a FLY Angola fazer parcerias com companhias aéreas estrangeiras?
Não só existe essa possibilidade, como é o objetivo principal nesta fase. A FLY Angola está no momento de adesão à IATA. Neste momento, já temos um modelo designado, já temos um prefixo, já estamos a trabalhar para a entrada no GDS. Então todos esses passos técnicos estão a ser dados e estão numa fase muito avançada. Acreditamos que o nosso conceito, a nossa oferta e produto, será também de valor acrescentado para essas companhias.

Somos essencialmente um operador doméstico a transitar para o regional com base na nossa frota e na nossa experiência.

De 2019 a 2021 conseguimos conectar bastantes passageiros para a rota Luanda-Lisboa, que é a principal rota internacional de Angola. Isto, porque os nossos horários interprovinciais são vantajosos para se chegar a Luanda e depois partir para Lisboa.

Essas parcerias são procuradas por vocês ou vocês também são procurados por essas companhias para fazer essas parcerias?
Neste momento, diria que são os dois lados que estão à procura, porque temos passageiros que também têm a necessidade de fazer as conexões internacionais e interprovinciais.

Nem todos os clientes ou passageiros que voam para Angola têm como destino final Luanda.

Um dos clientes da FLY Angola é o Ministério da Hotelaria e Turismo de Angola. Uma maior aposta no turismo beneficiaria companhias como a FLY Angola?
Certamente. Sentimos falta do passageiro, do turista e achamos que o país ainda apresenta algumas dificuldades em termos, sobretudo, da facilitação dos vistos. E isso tem sido a grande reclamação a nível internacional do acesso a Angola. Então, naturalmente, quando esses passageiros, esses clientes, esses turistas, puderem chegar a Luanda, a FLY Angola estará disponível para “espalhá-los” por todo o país e por todas as províncias e regiões.

… e para fora de Angola
Mas regressando à vontade de ser tornar uma companhia regional, quais são os países que a FLY Angola equaciona a curto e a médio prazo?
A curto prazo, neste momento, estamos em processo, com a Autoridade Nacional da Aviação Civil, para a FLY Angola ser designada para acordos bilaterais com São Tomé, República da Namíbia, República do Congo e África do Sul. Este passo já está dado. Logo que recebamos as autorizações por parte das autoridades, a nossa frota permite voar para esses destinos.

E aqui temos uma segunda componente. A FLY Angola não pretende voar para esses destinos somente a partir de Luanda. Há uma componente nova que estamos a trazer. Pretendemos voar, por exemplo, para Namíbia e África do Sul, a partir do Lubango e de Benguela.

O país está a certificar os aeroportos da Mukanka, no Lubango, e o Aeroporto Internacional da Catumbela. Então isto para nós seria a estratégia para o Sul.

A nível de Luanda, pretendemos operar para Brazzaville, na República do Congo, e para São Tomé, onde temos muita procura. Já temos trabalhado com alguns parceiros em São Tomé, então diria que o que falta são simplesmente as autorizações por parte das autoridades.

A FLY Angola constituiu um operador na República Centro Africana que é a Flight Centre Afric, em março, e a nossa estratégia para a expansão na região de África é constituir operadores aéreos e interligá-los a uma rede. Para esse propósito, operamos os voos da FLY Angola para Brazzaville, para no futuro conectar ao voo da Flight Centre Africc, que, naturalmente, vai ter como destino também Brazzaville. Isto para possibilitar que, no futuro, os passageiros de Angola possam ir para os Camarões, para a República Centro-Africana, para o Chad e outros destinos a partir dessas conexões.

E voos intercontinentais ainda não entram na equação?
Ainda não. Mas a vida e o mundo são dinâmicos.

E o reforço da frota, qual o timing?
O reforço da frota, está em carteira. Tivemos um atraso significativo na certificação das aeronaves, por isso, estamos atrasados na execução desse plano.

O objetivo é reforçar a frota e fazer a transição para aeronaves de até 100 lugares para reduzir o custo dos bilhetes.

Mas nos mercados onde já operamos e no que toca a expansão regional, falava na África do Sul, Namíbia, mas há outros destinos como Maputo, Tanzânia, Zanzibar, que são destinos sazonais que sabemos que há procura.

O desafio das pessoas
Uma companhia aérea quando é lançada, um dos fatores que tem de ter em conta são os recursos humanos. Foi fácil encontrar pessoas para trabalhar na FLY Angola? Estamos a falar de uma companhia aérea, de pessoas qualificadas.
Não, não foi fácil. Aliás, como disse, tivemos de recorrer ao mercado internacional e certificar esse pessoal para receber as validações para trabalhar em Angola. Não foi particularmente fácil. Questões tanto imigratórias como questões do regulador da aviação civil. Entendemos que em Angola exista alguma mão de obra qualificada para uma certa dimensão. Infelizmente, com a situação económica do país, tivemos um êxodo de grande parte desta mão de obra, mas ainda existe alguma mão de obra, sobretudo nos operadores, inclusive estatais. Temos hoje a TAAG e a Sonair como fontes de vários anos de mão de obra especializada para Angola.

Mas a maior parte do pessoal que trabalha na FLY Angola é angolano ou estrangeiro?
É angolano. Temos apenas 5% dos funcionários expatriados.

Dois temas acelerados pela pandemia foram a tecnologia/digitalização e as questões da sustentabilidade. Como é que a FLY Angola se posiciona nestes campos tão importantes?
Na verdade, antes mesmo da pandemia, a FLY Angola posicionou-se no caminho da inovação ao ser a primeira companhia aérea privada a ter um call center, a digitalizar processos de bilhetes. Temos bilhetes eletrónicos com os hiperlinks. Colocámos o mercado, os aeroportos provinciais a aceitarem bilhetes no telefone e WhatsApp, porque era comum exigir-se sempre um papel.

Então estamos a olhar para essa questão em termos tecnológicos e de procedimentos para a sustentabilidade. A parte técnica trabalha arduamente nisto. Temos procedimentos de táxi in e táxi out com um único motor. Temos naturalmente, estudos de eficiência de combustível para transportar o mínimo possível, embora termos restrições em alguns aeroportos que, por falta de combustível, exigem que naturalmente esses voos levem mais combustível do que seria necessário e acabam consumir mais por questão do peso.

E Portugal?
Relativamente ao mercado português, o que esperam e como pretendem trabalhar o mercado?
O mercado português complementa bastante a nossa operação. Diria que já trabalhamos indiretamente o mercado português, porque temos cerca de seis agências de viagens acreditadas no nosso sistema e que têm sede em Lisboa e Porto.

Isso leva-nos a crer que vendem bastantes bilhetes a portugueses que fazem conexão em Luanda para outros destinos. Essa parceria tem funcionado bem e como disse, em 2019, fizemos bastantes conexões de passageiros de e para Portugal.

A ligação Angola-Portugal move milhões de passageiros por ano. Assim como sabemos que nem todos os passageiros que aterram em Lisboa vão para o Marquês de Pombal – uns seguem para Coimbra, onde temos uma grande comunidade de estudantes angolanos, por exemplo; outros para o Algarve e outras partes do país – o mesmo acontece em Angola.

Queremos ser a companhia preferida de quem aterra em Luanda e tem de continuar viagem para outras províncias.

Queremos ser a companhia preferida de quem aterra em Luanda e tem de continuar viagem para outras províncias

Em termos números, quantos passageiros portugueses transporta a Fly Angola e quantos passageiros transporta a FLY Angola na globalidade?
Até 2022 operámos somente com uma única aeronave.

Agora têm três?
Exato. Este aumento da frota aconteceu justamente no último quarto do ano passado e agora entram em operação. Tivemos um atraso muito grande na certificação das aeronaves.

Em termos de passageiros transportados, por ano, temos uma média de 40.000 com somente uma aeronave. Para este ano, primeiro ano com três aeronaves, contamos atingir os 140.000 passageiros.

É um salto grande. Mas tem quantificado o número de portugueses que utilizam a FLY Angola?
Não, não temos quantificado. Infelizmente, por não estar no GDS ainda não temos esses dados, mas iremos tê-los tão logo entremos no GDS.

Dado nem todos os passageiros se declararem em trânsito, há dificuldade e ter esses números, mas avançaria que pelo 8 a 10% dos nossos passageiros em trânsito terão como destino Portugal.

Novo hub africano
Até ao final deste ano vai ser inaugurado o novo Aeroporto Internacional de Luanda, em novembro. Com a inauguração desse novo aeroporto, que impulso é que, de facto, pode dar à operação da FLY Angola?
Sendo um operador essencialmente doméstico e regional, é importante que os terminais, a conectividade entre o doméstico e o terminal internacional, sejam da melhor experiência possível.

Neste momento, no atual Aeroporto 4 de Fevereiro não há uma ligação física entre os terminais e há uma dificuldade muito grande para os passageiros em trânsito. Passageiros e bagagens, muitas vezes, têm de sair fisicamente do terminal e ir por terra pegar vários meios de transporte e chegar ao terminal internacional.

Alterar esta realidade será para nós um grande avanço e tornará também a nossa operação mais apetecível às companhias aéreas internacionais.

Um aeroporto novo, uma nova configuração, vai permitir que os nossos voos possam conectar de forma mais fácil e em tempo mais curto.

Nesta operação também olhamos para a questão da disponibilidade de espaços para a manutenção no novo aeroporto, já que o atual aeroporto é muito limitado em termos de espaço.

O Aeroporto 4 de Fevereiro desaparecerá depois ou terá utilidade para outro tipo de voos?
Ainda não temos informação sobre o que será feito ao aeroporto atual. Parte das informações que recebemos, infelizmente, ainda são somente por parte da comunicação social.

Há alguma hipótese de, por exemplo, o aeroporto servir voos domésticos e o novo voos internacionais?
Essa informação ainda não surgiu. Mas será difícil, já que muitos passageiros estão em trânsito e torna-se complicado desembarcar no novo aeroporto para depois apanhar um voo no atual 4 de Fevereiro. Além disso, os infraestruturas para ligar os dois aeroportos não existem e são de difícil construção.

A FLY Angola vai fazer no próximo mês de setembro, cinco anos. Como é que vê a companhia com o dobro dos anos, com 10 anos?
Estaremos perante uma FLY Angola estável, uma FLY Angola representada a nível da região, uma FLY Angola a fazer jus ao seu slogan “Ligar Destinos”. Queremos realmente servir o país, servir a região, trazer conectividade a destinos que, nesta fase, não estão servidos.

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Voos na Europa 7% acima de 2022, mas a 6 p.p. de 2019 na 2.ª semana de agosto

Os dados do Eurocontrol indicam uma melhoria no número de voos na Europa para a segunda semana de agosto de 2023, ficando 7% acima do mesmo período de 2022, mas seis pontos percentuais abaixo de 2019.

Victor Jorge

Na segunda semana de agosto de 2023 realizaram-se 32.420 voos diário em espaço aéreo europeu, revelam os dados mais recentes do Eurocontrol, correspondendo a uma subida de 7% face a igual período de 2022, mas ficando ainda a seis pontos percentuais dos 34.489 realizados de 9 a 15 de agosto.

Entre os países com maior tráfego, destaque para o Reino Unido que nesta 2.ª semana de agosto registou mais de 6.000 voos, não registando variação face à mesma semana de 2022.

Espanha (5.518 voos), Alemanha (5.107 voos), França (4.421 voos), Itália (4.234 voos), Turquia (3.972 voos), Grécia (2.453 voos) e Países Baixos (1.694 voos) são os países que se seguem neste ranking e que estão à frente de Portugal que, segundo o Eurocontrol, registou nesta semana, 1.441 voos.

O número de voos registados na segunda semana de agosto de 2023 ficam, contudo, ligeiramente abaixo do cenário base traçado pelo Eurocontrol que apontava para 95% face a 2019, enquanto o cenário “alto” indicava para uma taxa de 105% face ao ano pré-pandemia.

Quanto à pontualidade global, o Eurocontrol refere que “esta nunca registou tão bons resultados”, já que atingiu, nas chegadas, os 71,7%, quando em 2019 era de 69,8% e, em 2022, de 67,5%.

Já nas partidas, também se registou uma melhoria, tendo, em 2023, sido possível atingir 63,2%, quando, em 2019, não se foi além dos 62,7% e, em 2022, dos 59,7%.

Mas se na globalidade dos voos realizados nesta segunda semana de agosto de 2023 a liderança pertence ao Reino Unido, quando analisados os aeroportos individualmente, é o aeroporto de Istambul (Turquia) que lidera, com uma média de 1.516 voos diário, mais 13% face a igual período de 2022 e mais 15% relativamente a 2019.

Seguem-se os aeroportos de Amsterdão (1.383 voos), Paris-Charles de Gaulle (1.332 voos), London Heathrow (1.317 voos), Frankfurt (1.293 voos), Madrid (1.087 voos) e Antalia (1.037 voos), isto para mencionar somente aos aeroportos com uma média superior a mil voos diários no período indicado.

No que diz respeito às companhias aéreas com mais voos efetuados nesta segunda semana de agosto de 2023, a liderança pertence, claramente, à Ryanair com uma média de voos diários de 3.351, correspondendo a uma subida de 11% e 27% face a igual período de 2022 e 2019, respetivamente.

Em segundo lugar aparece a easyJet, com 1.797 voos, uma subida face a 2022 de 9%, mas descida quando comprado com a mesma semana de 2019.

O terceiro lugar pertence à Turkish, com 1.633 voos realizados, em média, por dia, o que significa uma subida de 10% relativamente a 2022 e +8% face a 2019.

Finalmente, analisando a média de voos de longo curso, com partida e chegada na segunda semana de agosto de 2023, verifica-se que o maior fluxo foi do Reino Unido para os EUA, com 329 voos diários (+20 face a 2022 e +3% face a 2019), seguindo-se Alemanha-EUA, com 170 voos (+9% face a 2022 e + 2% face a 2019) e França- EUA, com 140 voos (+16% face a 2022 e + 7% face a 2019).

Foto crédito: Depositphotos.com
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“Sustentabilidade, Digitalização e as Empresas” em debate nos “Azores Tourism Talks”

A AHRESP e a Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo reúnem representantes de entidades oficiais, académicos, especialistas e profissionais de áreas do turismo para dois dias de debates e workshops no Centro Interpretativo de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira.

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A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) e a Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH) organizam, em conjunto, o AZORES Tourism Talks, nos dias 13 e 14 de setembro, em Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira.

Este fórum, de inscrição gratuita, mas de registo obrigatório, vai reunir representantes de entidades oficiais, académicos, especialistas e profissionais de várias áreas do turismo em vários debates subordinados ao tema “A Sustentabilidade, a Digitalização e as Empresas”.

Do programa destacam-se três mesas redondas. Na primeira, “Novos desafios da sustentabilidade no Turismo”, este debate convida a uma reflexão sobre os desafios que este importante estatuto coloca à região, nomeadamente na capacidade de resposta à procura turística. Também será abordado o papel do Turismo de Portugal na mobilização de todos os agentes e da sociedade civil na promoção da sustentabilidade, assim como nos novos sistemas incentivos para as empresas açorianas.

“Digitalização na restauração e no alojamento” é outro dos painéis que dará enfoque especial ao impacto que a digitalização tem tido nas operações e nos processos das empresas de restauração e hotelaria. Algumas das principais tecnologias digitais que estão a ser adotadas nestes setores para melhorar a experiência do cliente também serão alvo de discussão.

Por fim, no debate “A Inteligência Artificial ao serviço do Turismo”, serão abordados os processos e os desafios da aplicação da inteligência artificial nas empresas de restauração e hotelaria. Num olhar sobre o futuro, também estarão em discussão os impactos da inteligência artificial no emprego e na força de trabalho nas empresas dos setores turísticos.

O dia 14 será dedicado a workshops sobre sustentabilidade, soluções de segurança informática e de introdução automática de faturas através de inteligência artificial.

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Enoturismo da Rota dos Vinhos Verdes abre as portas a 2 de setembro

O enoturismo da região vitivinícola mais a norte de Portugal abre as suas portas aos visitantes a 2 de setembro.

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A 2 de Setembro, entre as 10 e as 19 horas, a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) promove mais uma edição do “Dia de Portas Abertas”, durante o qual 14 aderentes da Rota dos Vinhos Verdes preparam programas e atividades para receber os visitantes em vários pontos da Região.

Das caminhadas na vinha às provas de vinhos, dos passeios de comboio turístico aos piqueniques na vinha, é possível escolher diferentes roteiros e conhecer o modo de vindima e de produção vinho nas várias sub-regiões. Algumas quintas promovem atividades gratuitas no “Dia de Porta Abertas”, recomendando-se a inscrição prévia para os diferentes aderentes em www.vinhoverde.pt

São vários os programas destinados aos consumidores de Vinho Verde que dão a conhecer os vários perfis de vinhos da Região e promovem o contacto direto com os produtores: A&D Wines – Quinta de Santa Teresa (Baião), Adega de Monção (Monção), Casa da Tojeira (Cabeceiras de Basto), Quinta da Lixa/Monverde Wine Experience Hotel (Amarante), Palácio da Brejoeira (Monção), Quinta da Raza (Celorico de Basto), Quinta de Lourosa (Lousada), Quinta de Santa Cristina (Celorico de Basto), Quintas de Melgaço (Melgaço), Quinta de Soalheiro (Melgaço), Quinta de Tamariz (Barcelos), Quinta das Arcas (Valongo), Edmun do Val (Valença do Minho) e Quinta da Aveleda (Penafiel) são os pontos de paragem obrigatória no primeiro sábado de Setembro.

“O Dia de Portas Abertas é o momento em que, anualmente, a Rota dos Vinhos Verdes se mostra ao público com atividades de várias quintas em simultâneo, propondo experiências e atividades variadas que permitem descobrir mais sobre os produtores da Região. No primeiro sábado de setembro, mesmo em vésperas da azáfama da vindima, há programas para famílias e para enófilos, mostrando o enoturismo como uma proposta de lazer para diferentes gostos”, revela Dora Simões, presidente da CVRVV.

A Rota dos Vinhos Verdes abrange 48 concelhos no Noroeste de Portugal, nos quais o Vinho Verde serve de mote para partir à descoberta de quintas, adegas, restaurantes, unidades de alojamento e empresas de animação turística que oferecem diversas propostas de atividades e itinerários, proporcionando experiências culturais associadas à temática do vinho.

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Lisboa no Top 10 dos melhores destinos culturais do mundo

No ranking liderado por Londres, a cidade de Lisboa aparece em 9.º lugar numa listagem dos melhores destinos culturais do mundo.

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A Betway classifica a cidade de Lisboa como a nona melhor em termos de oferta cultural num ranking de 50 cidades de todo o mundo.

Num ranking liderado pela cidade de Londres, seguida de Paris, a cidade de Lisboa aparece listada como possuindo 16 restaurantes com estrelas Michelin, 488 cafés, 517 atrações culturais, 25 teatros, 112 museus, possuindo uma pontuação de 2.646.

Com uma taxa de regresso de 16%, Lisboa é uma das cidades com a intenção de um regresso por parte dos turistas, só igualada por Istambul e Newcastle, isto nas primeiras 20 cidades listadas.

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