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Assembleia Municipal do Porto aprova suspender registos de AL no centro histórico e Bonfim

Aprovada a 7 de outubro pelo executivo da Câmara do Porto, a proposta de suspensão de novos registos de Alojamento Local (AL) nas freguesias do centro histórico e do Bonfim, entra em vigor esta terça-feira, 11 de outubro, e vigorará por um período de seis meses.

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Aprovada a 7 de outubro pelo executivo da Câmara do Porto, a proposta de suspensão de novos registos de Alojamento Local (AL) nas freguesias do centro histórico e do Bonfim, entra em vigor esta terça-feira, 11 de outubro, e vigorará por um período de seis meses.

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A Assembleia Municipal do Porto aprovou esta terça-feira, 11 de outubro, a suspensão de novos registos de Alojamento Local (AL) nas freguesias do centro histórico e do Bonfim, com a oposição a considerar que a decisão “peca por tardia”.

A suspensão de novos registos de Alojamento Local nas duas freguesias foi aprovada com os votos favoráveis do movimento independente “Aqui Há Porto”, PS, BE, PAN e CDU, e com a abstenção do PSD, Chega e de três deputados do movimento independente.

Pelo PSD, o eleito Rodrigo Passos disse “não ser possível votar favoravelmente” a suspensão de uma atividade que “tantos benefícios trouxe à cidade”.

Considerando que a suspensão de novos registos é “um penso pequeno para uma grande ferida”, o social-democrata lembrou que foi o Alojamento Local que permitiu “reabilitar locais que jamais seriam reabilitados” na cidade.

“Num momento como este, em que vemos uma inflação galopante, partirmos para a suspensão de novos licenciamentos levanta diversos perigos”, destacou Rodrigo Passos, apelando ao executivo para que seja célere na apresentação do esboço do regulamento e considerando que “este desafio não se resolverá com medidas avulsas”.

Também o eleito pelo PS, Rui Lage, destacou que o AL foi “uma força motriz importantíssima” para a reabilitação dos centros históricos das cidades, em particular, do Porto, lembrando que em muitos momentos este foi “uma tábua de salvação” para muitas famílias.

Destacando que teria sido “conveniente e útil” que o setor tivesse sido regulado mais cedo, o socialista saudou, no entanto, a “sensatez” do executivo e apelou, à semelhança do PSD, à rápida concretização do documento.

“A notícia do advento do regulamento do AL é boa. Aguardamos a proposta e não falharemos em dar o nosso contributo”, adiantou Rui Lage.

Já a eleita do BE, Susana Constante Pereira, congratulou-se com a “mudança de rumo do executivo”, ainda que lamentando que a suspensão “peque por tardia”.

“O momento é tardio face à crise que já se vive na cidade”, defendeu Susana Constante Pereira, dizendo serem necessárias “medidas ativas”.

“Não só o executivo deve assumir o compromisso de acompanhar a suspensão com um regulamento robusto, como políticas públicas que recuperem o edificado habitacional”, acrescentou.

Também o deputado único do PAN, Paulo Vieira de Castro, salientou a necessidade de regular o AL na cidade, considerando, no entanto, que se “impõe cautela e salvaguarda do interesse público”.

“A regulação em falta pode vir a trazer harmonia para o futuro”, referiu.

Pela CDU, o eleito Rui Sá destacou que o turismo foi e é “um aspeto positivo para a cidade”, mas que “muitas vezes a diferença entre o remédio e o veneno está na dose”.

“O AL traduziu-se na cidade do Porto em problemas que todos estamos a sentir”, referiu, lembrando que apesar dos apelos feitos em 2018, a câmara “escolheu a opção ideológica de que o mercado se autorregulava”.

“A Câmara já deveria ter feito o seu trabalho de casa e ter o regulamento”, defendeu, apelando, no entanto, para que o documento seja posto à consideração do executivo “o mais rápido possível”.

Por sua vez, o eleito pelo movimento independente “Aqui Há Porto”, José Maria Montenegro, destacou o investimento feito pelos proprietários de AL na cidade do Porto, dizendo que a suspensão não representa “um ataque ou desrespeito” pelos proprietários.

“Não é desrespeito por esse investimento. Não há nenhuma suspensão da atividade, quem lá está, continua”, disse.

José Maria Montenegro rejeitou ainda que o regulamento do AL tenha por base “preconceitos” ou “diretórios ideológicos”.

A suspensão da autorização de novos registos de estabelecimentos de alojamento local na União de Freguesias de Cedofeita, St. Ildefonso, Sé, Miragaia, S. Nicolau, Vitória e na Freguesia do Bonfim tem “efeitos imediatos”, entrando em vigor nesta terça-feira.

A suspensão vigorará por um período de seis meses, “prorrogável por igual período, ou, em alternativa, se esta ocorrer primeiro, até à entrada em vigor do regulamento”.

A proposta de suspensão foi aprovada a 7 de outubro pelo executivo da Câmara do Porto com os votos favoráveis dos vereadores do movimento independente de Rui Moreira, do PS, BE e CDU e com a abstenção do PSD.

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Diretor do Airbnb na EMEA defende regulamentação da especulação imobiliária

Emmanuel Marill, diretor do Airbnb na Europa, Médio Oriente e África (EMEA), garantiu que a plataforma de aluguer de curta duração é a favor de “regular a especulação imobiliária”, e insistiu que querem “fazer parte da solução” que trava o impacto que o turismo tem no aumento dos preços da habitação.

Num debate organizado pelo Comité das Regiões (CdR) sobre um projeto de parecer que visa regular a atividade das plataformas de aluguer de curta duração na Europa, como o Booking ou o Airbnb, Marill defendeu que este regulamento deve ser “muito específico e muito modular”.

Além disso, tem considerado que deve ser aplicado apenas aos proprietários que possuam um parque habitacional turístico para que não afete os pequenos senhorios que apenas arrendam a sua residência principal por alguns dias ou semanas por ano.

Marill justificou, em declarações à EFE, que o problema do acesso à habitação para as pessoas nas cidades fortemente afetadas pelo turismo não depende destes pequenos proprietários porque “se uma família aluga a sua casa por algumas semanas por ano, não está a retirar qualquer andar do mercado imobiliário”.

Da mesma forma, o responsável do Airbnb explicou que é importante que o regulamento seja “proporcional” em duas dimensões: para o proprietário e para as cidades, porque, conforme referiu, haverá cidades que consideram este regulamento “urgente” e outros que “não precisarão disso”.

A proposta apresentada pelo CdR visa dotar cada território de ferramentas para encontrar um “equilíbrio adequado” entre a crescente procura de arrendamento turístico e o impacto que tem no aumento dos preços da habitação. Durante o debate, os líderes regionais e locais expressaram preocupação com a crescente procura por moradias populares nas grandes cidades e o efeito do turismo “excessivo” nos preços dos alugueres.

O projeto de parecer do CdR reconhece que o arrendamento de curta duração tem um impacto positivo nas PME (pequenas e médias empresas) e nas economias locais, sobretudo nas zonas rurais, mas centra-se no impacto que gera no acesso às casas dos residentes.

Os líderes locais e regionais sublinharam ao longo do debate que as plataformas de aluguer para férias devem proporcionar às autoridades competentes dos diferentes Estados-Membros o livre acesso aos seus dados e maior transparência no controlo da sua atividade.

A aprovação final deste projeto de parecer está prevista para a sessão plenária do Comité das Regiões no próximo mês de março.

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Guestcentric e HiJiffy apostam na Inteligência Artificial para otimizar sistema de reservas

Os hoteleiros que usam o motor de reservas da Guestcentric têm agora acesso direto ao Assistente de Reservas da HiJiffy, baseado em Inteligência Artificial numa solução central para aprimorar a comunicação com os hóspedes.

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Ao abrigo desta colaboração entre as duas empresas, os hoteleiros podem centralizar numa única plataforma todos os seus canais de comunicação – o que permite potenciar a taxa de conversão, reduzir os tempos de resposta e aumentar os níveis de serviço dos hotéis.

Esta parceria vem fortalecer o serviço prestado aos hotéis em mais de 60 países ao nível das reservas diretas, uma vez que o chatbot consegue apresentar todos os quartos disponíveis e respetivas tarifas para datas específicas, podendo os clientes obter cotações em tempo real, verificar disponibilidades, bem como visualizar fotos do quarto, sendo no final redirecionados para concluir a sua reserva.

Esta integração permite mostrar aos hóspedes quanto custará em concreto um quarto para uma data específica, de acordo com um determinado número de pessoas e mediante diferenciação em função da idade dos hóspedes (preços distintos para adultos e crianças), bem como a utilização de códigos promocionais para clientes fidelizados e recorrentes, e ainda fornecer aos clientes um link de clique único para facilitar a conclusão reserva, sendo o pagamento da mesma concluído no motor de reservas para garantir a segurança do hóspede.

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INE: Dormidas e hóspedes aumentam em 2022 e ficam muito próximos dos níveis de 2019

Dados preliminares do INE relativos à atividade turística em 2022, publicados esta terça-feira, mostram que hóspedes e dormidas nas unidades de alojamento mantiveram subidas e ficaram muito próximos dos níveis de 2019. O mercado norte-americano foi o que mais cresceu.

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A estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) revelou esta terça-feira (dados preliminares), que os estabelecimentos de alojamento turístico em Portugal registaram no total do ano anterior 26,5 milhões de hóspedes e 69,5 milhões de dormidas, que se traduziram em aumentos de 83,3% e 86,3%, respetivamente, face a 2021. Quando comparados com 2019, os hóspedes decresceram 2,3% e as dormidas diminuíram 0,9% (+8,6% nos residentes e -5,0% nos não residentes).

Em 2022, verificaram-se aumentos nas dormidas de residentes em todas as regiões, face a 2019. Nas dormidas de não residentes, os principais crescimentos verificaram-se nos Açores (+5,1%), na Região Autónoma da Madeira (+4,5%), e Norte (+4,3%), enquanto as maiores diminuições observaram-se no Centro (-13,1%) e Algarve (-11,3%).

O Reino Unido manteve-se como principal mercado emissor em 2022, representando 19,3% das dormidas de não residentes, quase triplicando face a 2021. Seguiram-se os mercados alemão (11,5%), espanhol (10,8%) e francês (9,3%). O maior crescimento registou-se no mercado norte americano, que só em 2022 aumentou 327,4% e já cresceu 26,9% face ao melhor ano antes da pandemia. No conjunto do ano de 2022, observaram-se crescimentos nas dormidas em todos os 17 principais mercados emissores para Portugal.

Numa análise apenas ao último mês do ano anterior, o INE observou que o alojamento turístico registou 1,6 milhões de hóspedes e 3,7 milhões de dormidas, que correspondem a aumentos homólogos de 44,2% e 44,6%, respetivamente.

Face a dezembro de 2019, o número de hóspedes cresceu 1,9% e o de dormidas aumentou 5,5%.

No mês analisado, o mercado interno contribuiu com 1,4 milhões de dormidas e aumentou 28,3%, enquanto os mercados externos totalizaram 2,3 milhões de dormidas, o que representa um crescimento de 57,1%. Comparando com dezembro de 2019, observaram-se aumentos de 11,4% nas dormidas de residentes e 2,1% nas de não residentes.

 

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Meliá é cadeia hoteleira mais sustentável do mundo

A Meliá Hotels International alcançou a classificação mais alta da indústria global de viagens no último S&P Global Corporate Sustainability Assessment (CSA), uma avaliação do desempenho em sustentabilidade das empresas em 2022.

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A Meliá Hotels International foi a cadeia hoteleira mais sustentável do mundo em 2022, segundo o último Corporate Sustainability Assessment (CSA) publicado pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P), que concedeu a esta empresa a mais alta classificação no segmento de hotéis, resorts e cruzeiros.

O resultado, de acordo com nota de imprensa da cadeia hoteleira internacional, foi alcançado apesar de uma análise mais rigorosa que provocou quedas na pontuação geral de 25% das mais de 10.000 empresas analisadas.

A empresa recebeu uma pontuação geral de 74 pontos em 100 nesta avaliação, que analisa o desempenho de sustentabilidade de empresas de todos os setores e se concentra em critérios económicos, de governança, sociais e ambientais, além de critérios específicos para cada setor.

A Meliá participa desde 2018, ano em que ficou em terceiro lugar no setor. De 2019 a 2021, a empresa alcançou a primeira posição no ranking em Espanha e na Europa e o segundo lugar globalmente.

Para Gabriel Escarrer, vice-presidente executivo e CEO da Meliá, “no atual complexo ambiente de negócios, a sustentabilidade tornou-se um dos valores mais importantes para as empresas, e para a Meliá, especialmente devido à natureza familiar do nosso negócio, agora é um fator chave para impulsionar a nossa transformação e responder às exigências e expectativas dos nossos clientes, colaboradores, acionistas e investidores, hoteleiros e sociedade em geral”.

 

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AL: GuestReady registou mais de 65 mil reservas nas propriedades que gere em Portugal

Em 2022, a GuestReady registou mais de 65 mil reservas, nas 1.100 propriedades de alojamento local que gere em Portugal. A maioria da procura chegou dos franceses, espanhóis e portugueses, mas o interesse dos norte-americanos continua a crescer e já representam quase 10% do total de reservas recebidas pela empresa no ano passado.

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A GuestReady fechou o ano de 2022 com 65 mil reservas feitas em Portugal nas mais de 1.100 propriedades de alojamento local que que gere de norte a sul do país e também no arquipélago da Madeira.

A nível global, e no período em análise, nos sete países onde está presente, a GuestReady recebeu quase meio milhão de hóspedes e gerou mais de 90 milhões de dólares para os seus proprietários.

Entretanto, os objetivos para Portugal em 2023 já estão definidos destaca a empresa em nota de imprensa, e passam pelo aumento do portefólio de propriedades geridas em território nacional em 70% e, em paralelo, continuar a apostar na melhoria dos serviços para os hóspedes e na formação da equipa.

“Este foi um ano com ótimos resultados e atingimos grandes objetivos, incluindo a nossa a chegada ao arquipélago da Madeira,” explica Rui Silva, diretor geral da GuestReady em Portugal. “Em 2023 queremos consolidar ainda mais a nossa presença no mercado nacional com um crescimento sustentável do nosso portefólio”, disse.

Para a GuestReady, o verão foi o período de maior procura, com a taxa de ocupação mais alta a registar-se em agosto – mês com uma média de ocupação superior a 94%. Ao longo do ano, a empresa refere ainda que a maioria dos hóspedes escolhe viajar ao fim-de-semana, com chegada à sexta-feira e partida ao domingo ou segunda. Em 2022, a estadia média foi de 3,8 dias, com mais de 90% dos viajantes a optar por viajar sem crianças (menores de 12 anos).

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Gastos com cartões estrangeiros em Portugal aumentam 69% face a 2019. No alojamento crescem 30%

Os números avançados pela SIBS relativamente aos gastos com cartões de pagamento estrangeiros em Portugal, em 2022, indicam uma clara subida em valor e volume. A subida no alojamento foi superior a 30% e na restauração de 74%.

Victor Jorge

De acordo com a SIBS, o número de transações anuais com cartões estrangeiros em Portugal mais do que duplicou, em 2022, em comparação com 2021, totalizando quase 126 milhões de transações, correspondendo a +106,5% face a 2021 e mais 68,9% em comparação com 2019.

Já quanto ao volume total de compras que se cifrou nos 5.598 milhões de euros, a SIBS indica que ficou 92,9% acima do registado em 2021 e mais 36,1% face ao ano de 2019.

Contudo, valor médio de transação baixou relativamente aos outros dois anos em análise, com a comparação com 2021 a indicar uma quebra de 6,6%, enquanto face a 2019 essa descida foi de 8,8%.

As transações em compras com cartões bancários estrangeiros, em 2022, ficaram marcadas por dois aspetos, já que, com exceção de janeiro, em todos os outros meses foram registados máximos absolutos. Em comparação com os meses homólogos de 2019, janeiro foi o que registou menores ganhos. Um segundo aspeto apontado pela SIBS refere que, a partir do 2.º trimestre a utilização de cartões bancários para compras aumentou mais de 70% relativamente ao meses homólogos de 2019.

No global, a distribuição regional das transações não foi equitativa, indicando a SIBS que a Área Metropolitana de Lisboa concentrou mais de 40% do total de transações; o Algarve e a Região Norte ficaram numa posição intermédia, cada uma com cerca de 20% do valor total; e os Açores e o Alentejo foram as regiões com menor número de transações, ambas abaixo dos 3%.

Globalmente, a distribuição das transações por mercado de origem assume uma evidente hierarquização, com a liderança a ser partilhada pelo Reino Unido e pela França com quotas próximas dos 15%. Espanha ocupa a posição seguinte, com uma quota de 11%; os EUA ultrapassaram, ainda que muito ligeiramente, a Alemanha, ocupando respetivamente o 4.º e 5.º lugares entre os principais mercados emissores.

Tal como nas transações, a distribuição regional dos consumos não foi equitativa, tendo a Área Metropolitana de Lisboa concentrado perto de 40% dos gastos totais; o Algarve, com 24%, e a Região Norte, com 19%, ficaram em posições intermédias. Já os Açores e o Alentejo foram as regiões com menores valores gastos, ficando ambas as regiões entre os 2,5% e os 3,5%.

A distribuição dos consumos, por mercado de origem, também evidencia uma clara hierarquização com o Reino Unido e a França ocupam as posições cimeiras, com quotas a rondar os 15%; os EUA posicionaram-se em 3.º lugar, como líderes destacados entre os mercados intercontinentais, com 11%. Alemanha e Espanha, apesar de aumentarem as suas quotas face a anos anteriores, são ultrapassadas pelos EUA.

O gasto médio em compras com cartões bancários estrangeiros em 2022 reforçou a tendência de “diminuição já verificada em anos anteriores”, sendo o valor mais reduzido desde 2019. “Na origem desta tendência e do crescimento significativo do número de operações está a generalização do uso do cartão bancário como meio de pagamento mais utilizado, mesmo para despesas mais correntes e de baixo valor”, refere a SIBS.

A distribuição regional dos gastos médios, tal como os outros indicadores, também mostrou diferenças. Os Açores e o Algarve apresentam o valor médio por compra mais elevado, superior a 50€; o Alentejo, a Região Centro e a Madeira ficaram em posições intermédias, com montantes entre 45 e 50€; a Área Metropolitana de Lisboa registou o valor médio por compra mais baixo, pouco acima dos 40€.

A distribuição dos gastos médios, por mercado de origem, ao contrário dos outros indicadores, mostra um relativo equilíbrio, com os EUA a posicionaram-se como líderes absolutos, com um gasto médio próximo dos 60€; seguem-se França, Reino Unido e Alemanha, com valores pouco acima de 40€.

Gastos em alojamento a crescer a partir do 2.º trimestre
Em 2022, os gastos em compras com cartões bancários estrangeiros no alojamento foram sempre crescentes até agosto, mês em que foi atingido o valor máximo.

Os dados da SIBS mostram um valor acumulado, em 2022, de 1,526 milhões de euros, comparando com os 1.166 milhões de 2019, representando, assim, uma evolução de mais de 30%, enquanto com o ano de 2022 (580 milhões de euros), esse crescimento cifra-se acima dos 160%.

Comparando com os meses homólogos de 2019, registaram-se ganhos relativos a partir do início do 2.º trimestre. Os meses de julho e agosto apresentaram ganhos relativos quase 50% superiores face aos meses homólogos de 2019.

A distribuição relativa dos gastos em alojamento, por região, evidencia, mais uma vez, uma marcada hierarquia entre regiões, com a Área Metropolitana de Lisboa a representar quase 40% dos gastos; o Algarve conquistou a 2.ª posição, com uma quota de 27%; os Açores (4%) e o Alentejo (2%) foram as regiões com menores gastos relativos em serviços de alojamento.

A distribuição dos consumos em alojamento, por mercado emissor, evidencia uma liderança partilhada pelos EUA e Reino Unido que superam claramente os maiores mercados europeus.

Neste ponto, tal como na globalidade da análise da SIBS, o valor médio gasto desce face a 2019, passando de 172,8 euros para 153,6 euros.

Já na restauração, os gastos em compras com cartões bancários estrangeiros foram, em 2022, sempre crescentes até ao mês de agosto, altura em que foi atingido o valor máximo.

No acumulado do ano 2022, a SIBS indica um valor de 1.685 milhões de euros, o que compara com os 688,5 milhões de 2021 e com os 965,5 milhões de 2019.

Comparando com os meses homólogos de 2019, registaram-se ganhos relativos logo desde o início do ano. Em todos os meses do 2.º semestre, os ganhos relativos tiveram aumentos pelo menos 75% superiores face aos meses homólogos de 2019.

Quanto ao valor médio por compra, esta cifrou-se nos 30,3 euros, enquanto em 2021 estava nos 32,3 euros e, em 2019, nos 36,6 euros.

A distribuição relativa dos gastos em restauração, por região, evidencia uma forte hierarquia entre regiões, com a Área Metropolitana de Lisboa representou cerca de 44% dos gastos; o Algarve ocupou a 2.ª posição, com 26%; os Açores (2,5%) e o Alentejo (2%) foram as regiões com menores gastos relativos em serviços de restauração.

Quanto à distribuição dos consumos por mercado emissor evidencia uma liderança destacada do Reino Unido, secundado pela França e pelos Estados Unidos da América que superam Espanha e Alemanha.

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Alojamento

Investimento em programas de gestão ambiental em unidades de alojamento traz benefícios económicos e de satisfação do cliente

77,9% dos gestores consideram que um alojamento ambientalmente sustentável é importante ou muito importante, no âmbito do desenvolvimento da sua atividade.

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Um estudo realizado pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH) em parceria com a Divisão de Consultoria Estratégica em Turismo da Portugal Green Travel e com o apoio do Serviço de Saúde Ocupacional do Instituto Politécnico de Coimbra, revelou que o investimento em programas de gestão ambiental por parte de gestores de Unidades de Alojamento tem benefícios económicos e aumenta a satisfação global do cliente.

Este estudo sugere também que o investimento “é rentável a vários níveis, como na melhoria da imagem e reputação do alojamento, melhoria da experiência do cliente e aumento da procura”.

Para a realização deste estudo, foi considera uma amostra de 109 gestores de Unidades de Alojamento, através de um questionário online. Variáveis como a perceção sobre programas ambientais e práticas de gestão ambiental aplicadas a Unidades de Alojamento, intenção comportamental dos colaboradores e comportamento ecológico foram consideradas para o desenvolvimento desta pesquisa.

Os resultados deste estudo indicam que os gestores valorizam e reconhecem a importância da adoção de práticas ambientalmente sustentáveis para a sustentabilidade financeira. 77,9% dos gestores consideram que um alojamento ambientalmente sustentável é importante ou muito importante, no âmbito do desenvolvimento da sua atividade.

Segundo Ana Beatriz Sousa, aluna da ESTGOH e uma das autoras do estudo, “este estudo confirma o que já sabíamos: que o investimento em programas de gestão ambiental é rentável a vários níveis e que é importante que as Unidades de Alojamento continuem a investir nestas práticas para garantir um futuro mais sustentável.”

Hugo Teixeira Francisco, co-fundador e Chief Marketing Officer da Portugal Green Travel afirma que “há ainda falta de análise de mercado no que toca ao resultado operacional da aplicação de estratégia de sustentabilidade nas unidades de alojamento em Portugal. A recente parceria com a ESTGOH permite criar intelligence no sector, criando métricas e KPI´s fácies de interpretar pelos empresários, que em complemento com o Travel BI do Turismo de Portugal e o Observatório do Turismo Sustentável do Centro de Portugal permitem uma análise mais profunda do resultado do setor.”

Os resultados deste estudo são uma chamada de atenção para as Unidades de Alojamento a investir em práticas ambientalmente sustentáveis e a sensibilizar os clientes para esta questão. A indústria deve liderar o caminho e lançar tendências na luta contra as mudanças climáticas e preservação do meio ambiente, devendo abraçar o investimento em programas de gestão ambiental.

A Portugal Green Travel enquanto agente de operação turística que prioriza a sustentabilidade ambiental no desenvolvimento das suas atividades, tem vindo a apostar na estreita relação com a academia e, em particular, com o Instituto Politécnico de Coimbra e com a ESTGOH. Estas três entidades acreditam que esta é uma parceria win-win que potencia a troca e desenvolvimento de conhecimentos imperativos para o desenvolvimento do setor turístico.

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CLIA nomeia novo vice-presidente para a Sustentabilidade

A Cruise Lines International Association (CLIA) acaba de recrutar um especialista na área da sustentabilidade para ajudar o setor dos cruzeiros a atingir zero emissões de carbono até 2050.

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Trata-se de Sascha Gill, um profissional com ampla experiência que já trabalhou para Seabourn e Cunard, além de várias empresas hoteleiras líderes, como Marriott, Intercontinental e Hilton, nos departamentos de operações, formação e desenvolvimento. Até ingressar na CLIA Europe, foi vice-presidente de operações marítimas da Viking.

Antes de iniciar sua carreira profissional na indústria de cruzeiros, Sascha Gill foi consultor sénior de proteção de marca na Richey International, com responsabilidades na Ásia e nos Estados Unidos.

O profissional é doutorado em Negócios pela Nottingham Trent University e possui um MBA pela Oxford Brookes University. Atualmente estuda Elaboração de Políticas Ambientais e Negociações Internacionais.

“A indústria de cruzeiros demonstrou a sua capacidade de liderar a inovação ambiental no setor marítimo e estou ansioso para trabalhar com os nossos membros e parceiros na Europa para ajudar a indústria a atingir as suas metas de sustentabilidade ”, disse Sascha Gill em relação ao seu novo cargo.

Marie-Caroline Laurent, diretora geral da CLIA Europe, referiu que “a Europa é um líder global com as suas ambições de sustentabilidade e o futuro dos cruzeiros tem a sustentabilidade no seu núcleo”.

“Fortalecer ainda mais a nossa experiência e capacidade na Europa aumentará a nossa capacidade de apoiar os nossos membros enquanto eles navegam nos caminhos para alcançar emissões líquidas zero de carbono até 2050”.

 

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México: Tulum vai ganhar megaprojeto com 20 hotéis

A Gestora Patrimonial Asset Management Spain Gestmadrid e a empresa Apex Capital criaram uma joint venture para construir 20 hotéis em Tulum, no México.

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As obras, que têm duração prevista de cinco anos, terão início dentro de três meses e as unidades hoteleiras, serão administradas por redes internacionais que já estão posicionadas nas Caraíbas, serão inauguradas à medida que forem sendo concluídas.

Para concretizar o desenvolvimento destes projetos, as empresas dispõem de um terreno de um milhão de metros quadrados de área hoteleira, localizados num enclave estratégico, muito próximo de outros projetos já em curso como Four Seasons, W Marriot e Azulik.

Junto a este terreno localize-se o Papaya Playa Project, um dos beach clubs mais famosos da região, que reúne turistas e artistas de todo o mundo para participar em eventos musicais,

Neste acordo, a Apex Capital fornecerá os fundos para a construção destes 20 hotéis com entre 50 e 500 quartos, enquanto a Asset Management Spain Gestmadrid assumirá a gestão do projeto, engenharia, marketing e fornecerá todos os recursos do Departamento Jurídico.

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Hotelbeds expande portfólio com aliança com “The Leading Hotels of the World”

Através da colaboração com a The Leading Hotels of the World (LHW), a Hotelbeds expande a sua coleção de luxo nas mais de 400 propriedades do grupo.

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O novo contrato de fornecedor preferencial dá aos clientes da Hotelbeds acesso a um portfólio de luxo significativo, oferecendo propriedades em mais de 80 países em todo o mundo. Por sua vez, o acordo abre o sistema de distribuição de 195 países da Hotelbeds para os hotéis da LHW, proporcionando benefícios, incluindo aumento dos fluxos de receita e a capacidade de garantir a paridade de tarifas em todos os seus canais.

“Este novo acordo abre a The Leading Hotels of the World para a nossa vasta lista de plataformas de reserva, incluindo 64.000 agentes de viagens de retalho, ao mesmo tempo que expande a nossa gama de propriedades de alto padrão”, refere Paul Anthony, diretor de Comercialização Digital da Hotelbeds, em comunciado. “Vimos um aumento na procura por propriedades de alto padrão este ano e essa nova aliança ajudar-nos-á a atender esse setor em crescimento.”

A Hotelbeds tornou-se parte do programa Leading Strategic Sourcing (LSS) da LHW, liderado pela LHW e pela DayBlink GPO. A iniciativa oferece um programa estratégico de compras em grupo para o portfólio de hotéis independentes globais da LHW, que atende os membros ajudando-os a capturar novas procuras, aceder a vendas inovadoras, bem como soluções de marketing e tecnologia para fortalecer o sucesso e gerar valor para hotéis noutras categorias estrategicamente importantes.

No ano passado, a Hotelbeds registou um aumento nas reservas de luxo, com muitos destinos apresentando crescimento acima de 50%.

“Estamos entusiasmados por colaborar com um dos maiores distribuidores globais de hotéis para apoiar as estratégias inovadoras de distribuição dos nossos hotéis”, refere, por sua vez, Phil Koserowski, vice-presidente sénior e diretor de marketing da The Leading Hotels of the World. “A Hotelbeds é uma adição valiosa ao programa Leading Strategic Sourcing e uma componente chave para os nossos esforços de distribuição otimizados em 2023 e além.”

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