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Contributo direto e indireto do turismo para o PIB foi de 16,8 MM€, em 2021

A atividade turística, em Portugal, terá tido um contributo total (direto e indireto) de 8% para o PIB, em 2021, comparando com os 6,6%, de 2020, e 11,8%, em 2019

Victor Jorge
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Contributo direto e indireto do turismo para o PIB foi de 16,8 MM€, em 2021

A atividade turística, em Portugal, terá tido um contributo total (direto e indireto) de 8% para o PIB, em 2021, comparando com os 6,6%, de 2020, e 11,8%, em 2019

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De acordo com as contas divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a atividade turística, em Portugal, terá tido um contributo total (direto e indireto) de 8% para o PIB, correspondendo a 16,8 mil milhões de euros, e de 7,9% para o VAB da economia nacional, ou seja, 14,4 mil milhões de euros.

Os dados divulgados pelo INE mostram que Valor Acrescentado Bruto gerado pelo Turismo (VABGT), em 2021, face a 2020, registou um aumento nominal de 27,3%, representando 5,8% do Valor Acrescentado Bruto (VAB) nacional (4,8% em 2020), situando-se ainda 2,3 pontos percentuais (p.p.) abaixo de 2019, ano em que representou 8,1% do VAB da economia.

As contas feitas pelo INE indicam que O VABGT totalizou 10.671 milhões de euros em 2021, enquanto o Consumo do Turismo no Território Económico (CTTE) cifrou-se em 21.334 milhões de euros, o equivalente a 10,1% do PIB (8,4% no ano anterior e 15,3% em 2019).

Na comunicação feita pelo INE pode ler-se que o ano de 2020 foi marcado por “uma forte contração da atividade económica, que se traduziu numa diminuição de 8,4% do PIB em volume”. Assim, as contas indicam uma “redução da atividade turística que terá contribuído com -5,6 p.p. para aquele resultado, o que corresponde a cerca de 2/3 da redução do PIB”. Já em 2021, “o PIB aumentou 4,9%, em volume, com o turismo a contribuir com 1,8 p.p. para este resultado”.

“Os produtos que mais contribuem para o PIB turístico, como os serviços de alojamento, a restauração e similares, os transportes (especialmente os transportes aéreos) e os serviços de aluguer, foram os que mais sofreram os impactos económicos da pandemia COVID-19, o que se refletiu em reduções, em volume, entre 46,5% e 65,7% no PIB turístico gerado por estas atividades, em 2020”, refere o INE.

Em 2021, os mesmos produtos observaram, em regra, “crescimentos intensos” (entre 14,4% e 59,1%) face ao ano anterior, à exceção dos serviços de aluguer, que continuaram a registar um decréscimo.

Em 2021, quer as importações, quer as exportações de turismo observaram um aumento próximo de 30%, face ao ano anterior. Contudo, os valores foram ainda inferiores aos registados em 2019, indicando o INE uma redução de “31% no caso das importações e -45,6% no caso das exportações”.

Considerando a informação disponível para o ano de 2020 para países europeus (dados provisórios ou preliminares), observou-se que Portugal foi o país que registou maior importância relativa da procura turística no PIB (8,4%).

Em termos de variação, os dados divulgados pelo INE mostram um “decréscimo significativo da procura turística em 2020 em todos países europeus com informação disponível, oscilando entre -29,6% (Áustria) e -60,3% (Espanha). Em Portugal, a procura turística diminuiu 49,1%, face a 2019.

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Eventos Publituris

O 1.º Roadshow do Enoturismo Atlântico Bairrada Lisboa em vídeo

O 1.º Roadshow do Enoturismo Atlântico Bairrada Lisboa, organizado pelo jornal Publituris, em parceria com as CVR da Bairrada e de Lisboa, contou com a participação de perto de duas dezenas de produtores que apresentaram novos projetos de enoturismo a agentes de viagens e operadores turísticos e vários representantes de organismos dos setores vitivinícola e do turismo.

Foi nos dias 23 e 24 de novembro que o jornal Publituris organizou, em parceria com as Comissões Vitivinícolas de Bairrada e de Lisboa, o 1.º Roadshow do Enoturismo Atlântico Bairrada Lisboa.

Durante dois dias, o Altis Grand Hotel, em Lisboa, e o Hotel HF Ipanema Park, no Porto, receberam quase duas dezenas de produtores que apresentaram novos projetos de enoturismo a agentes de viagens e operadores turísticos e vários representantes de organismos dos setores vitivinícola e do turismo.

Em representação das regiões de Lisboa e da Bairrada, a iniciativa permitiu às centenas de agentes de viagens presentes fazer networking e conhecer os vários projetos de enoturismo desenhados para momentos em família, casais, grupos, em stopover ou eventos corporate, dos produtores representados: Adega Cooperativa da Lourinhã, Adega Mãe, Manzwine, Quinta do Gradil, Quinta do Sanguinhal, Quinta das Carrafouchas, Quinta de Almiara, Quinta da Boa Esperança, Quinta dos Capuchos, Quinta do Monte d`Oiro, Quinta de Chocapalha, Quinta do Porto Nogueira, Caves Velhas, pertencentes às região vitivinícola de Lisboa, bem como Caves São João, Caves dos Solar de São Domingos, Luís Pato, Quinta das Bágeiras, Prior Lucas, Caves Messias, da região vitivinícola da Bairrada e, por fim, o Turismo do Centro.

Presentes estiveram, igualmente, a Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa, incluindo o seu presidente, Francisco Toscano Rico; a Comissão Vitivinícola da Bairrada, com a presença também do presidente, José Pedro Soares; o Turismo de Portugal, representado por Lídia Monteiro, Senior Director of Sales and Marketing do Turismo de Portugal; e o Turismo Centro de Portugal, com o presidente da entidade Pedro Machado.

Esta foi a 1.ª edição deste Roadshow que divulga o Enoturismo das Regiões Vinhateiras da Bairrada e Lisboa, tendo sido promovido pelas Comissões Vitivinícolas da Bairrada e de Lisboa. Apoiado pelo Turismo de Portugal, através do Programa de Qualificação da Oferta Enoturística da Região Centro, com recurso ao “Programa Valorizar ‐ Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior”, conta ainda com apoio institucional do Turismo do Centro de Portugal, e com a organização do Jornal Publituris.

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Aviação

Airbus não atinge objetivo na entrega de 700 aeronaves comerciais em 2022

Devido ao “complexo ambiente operacional”, a Airbus admite que o objetivo de entregar 700 aeronaves no final do ano “está fora de alcance”.

A Airbus anunciou que não irá cumprir com o objetivo de entrega de 700 aeronaves comerciais no ano de 2022, conforme revela no “guidance” financeiro.

Depois de ter entregado 68 aviões no mês de novembro e devido ao “complexo ambiente operacional”, a companhia admite que “o objetivo está fora de alcance”, fechando o mês de novembro com 565 aeronaves entregues ao mercado.

A Airbus informa, no entanto, que “continua comprometida em entregar a orientação financeira conforme fornecida nos resultados dos nove meses de 2022”, o que significa que a orientação para EBIT ajustado e fluxo de caixa livre antes de fusões e aquisições e financiamento ao cliente permanecem inalterada.

Tendo em consideração o facto que esse ambiente complexo persistirá por mais tempo do que o esperado, a Airbus ajustará a velocidade de entrega da família A320 para 65 unidades para 2023 e 2024. A Airbus mantém, contudo, o objetivo de atingir a entrega de 75 unidades a meio da década.

Em novembro de 2022, a Airbus registou 29 novos pedidos e 14 cancelamentos, elevando a carteira de pedidos para 7.344 aeronaves.

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Transportes

França deixa de operar voos de curta distância para reduzir emissões

Numa tentativa de reduzir as emissões de carbono no país, o Governo francês decidiu abolir os voos de curta distância com duração inferior a duas horas e meia e trocá-los por viagens de comboio.

O Governo francês decidiu abolir os voos entre as cidades que possam ser realizados em menos de duas horas e meia por comboio numa tentativa de reduzir as emissões de carbono no país, objetivo comum em toda a União Europeia (UE).

A nova decisão legislativa faz parte da Lei do Clima de 2021 do país e foi iniciado pela Convenção dos Cidadãos de França sobre o Clima, uma assembleia de cidadãos determinada a encontrar uma alternativa às emissões de carbono no país.

As novas mudanças foram aprovadas também para a utilização de jatos particulares para viagens curtas, que também estão proibidas, à medida que o país trabalha para tornar o transporte mais ecológico e justo para a população.

O ministro francês dos Transportes, Clement Beaune, referiu que o país não pode mais permitir que os ricos continuem a utilizar jatos particulares para viagens curtas, enquanto o público está a reduzir os voos de curta distância para gerir a crise energética e as mudanças climáticas.

Inicialmente, a medida foi contestada pela União dos Aeroportos Franceses (UAF) e pela filial europeia do Conselho Internacional de Aeroportos (ACI Europe), o que levou a Comissão Europeia a realizar uma investigação aprofundada relativamente à operacionalização do plano.

A proibição de voos de curta distância vigorará por três anos, após os quais deverá ser reavaliada pela Comissão. A decisão foi muito elogiada pelo ministro dos Transportes, que disse que esta decisão é um passo importante para reduzir as emissões de gases.

As principais rotas a serem afetadas pela proibição de voos de curta distância são entre Paris Orly e Nantes, Lyon e Bordeaux, que possuem sólidas alternativas ferroviárias. Se os serviços ferroviários melhorarem, mais rotas podem ser adicionadas, incluindo aquelas entre Lyon e Marselha, bem como Paris Charles de Gaulle e Lyon e Rennes. Rotas como a de Paris Charles de Gaulle para Bordeaux e Nantes – não foram incluídas devido, tratando-se de viagens com mais de duas horas e meia de duração.

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Unted Arab Emirates, Dubai

Médio Oriente e Mar Vermelho: A MSC CRUZEIROS oferece tudo incluído este Inverno!

Embarque nesta aventura com a MSC Cruzeiros! 

  • Quer opte por realizar um cruzeiro pelo Médio Oriente, pelas Caraíbas e Antilhas, pelo Mediterrâneo, pelo Norte da Europa. pelo Mar Vermelho ou caso opte por uma Grand Voyage poderá efetuar a sua reserva com a MSC Cruzeiros e ter a possibilidade de ter tudo incluído neste Inverno 2022/2023!
  • A MSC Cruzeiros vai disponibilizar pacotes especiais com voo incluído que engloba cruzeiro+transferes+voo de Lisboa para o Dubai e regresso a Lisboa. A bordo do MSC World Europa ou do MSC Opera, será possível realizar itinerários de 7 noites com embarque e desembarque no Médio Oriente, mais concretamente no Dubai.
  • No Mar Vermelho, o MSC Splendida fará um itinerário de 7 noites com porto de embarque em Safaga, com escala em Aqaba, Jeddah, Yanbu, Porto de Sokhna, regressando a Safaga.
MSC World Europa

 Para os passageiros que pretendem encontrar hotéis luxuosos, os edifícios mais altos do mundo e reminiscências de uma longa e rica história árabe, o Médio Oriente é o destino de eleição!

Neste Inverno, a MSC Cruzeiros vai disponibilizar pacotes especiais com voo incluído que engloba cruzeiro+transferes+voo de Lisboa para o Dubai e regresso a Lisboa. A bordo do MSC World Europa ou do MSC Opera, será possível realizar itinerários de 7 noites com embarque e desembarque no Médio Oriente, mais concretamente no Dubai.

United Arab Emirates, Dubai – Burj Al Arab

O MSC World Europa iniciará a sua navegação com embarque no Dubai. Antes de iniciar o seu cruzeiro tem uma boa oportunidade de descobrir Bur Dubai, a parte mais antiga do Dubai, onde poderá encontrar as casas árabes mais antigas, assim como museus emblemáticos como o principal Museu do Dubai e o envolvente Souk dos tecidos.

Alguns quilómetros a sul do centro antigo da cidade, encontra-se a zona moderna onde é imperativo que visite a Sheikh Zayed Road, onde encontrará uma série de arranha-céus, como é exemplo as cintilantes Emirates Towers. Poderá encontrar também outro tipo de empreendimentos como o Downtown Dubai, o Burj Khalifa, considerado o edifício mais alto do mundo, ladeado por outras atrações que bateram recordes, como o gigante Dubai Mall e a espetacular Dubai Fountain.

De seguida, o navio navegará para a capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi. Entre as principais atrações dos seus cruzeiros nesta região, inclui-se o extravagante hotel Emirates Palace e a ainda mais espetacular Mesquita do Xeque Zayed, ao passo que as várias atrações da Yas Island, a ilha onde se encontra o enorme parque de diversões Ferrari World, estão mesmo ao virar da esquina.

United Arab Emirates, Abu Dhabi – Ferrari World

A cerca de 15 km do centro de Abu Dhabi, a imponente Mesquita do Xeque Zayed domina toda a paisagem ao redor da cidade, o seu conjunto branco-neve de domos e minaretes, visível a quilómetros de distância, constitui um símbolo extraordinário do orgulho islâmico à entrada da capital dos Emirados Árabes Unidos. A mesquita, concluída em 2007, foi encomendada pelo Xeque Zayed bin Sultan al Nahyan (tendo recebido o seu nome) e é uma das maiores do mundo e das mais caras, tendo sido necessários doze anos para a sua construção, a custo de aproximadamente 500 milhões de dólares norte-americanos. Para além disso, apresenta outra característica invulgar dado ser uma das duas únicas mesquitas dos Emirados Árabes Unidos abertas a não muçulmanos.

O MSC World Europa deslocar-se-á para Sir Bani Yas, onde terá a possibilidade de observar animais raros dentro de uma área protegida na qual a maioria dos animais (incluindo girafas, flamingos e chitas, entre outros) vive em liberdade. Poderá desfrutar de safaris na natureza selvagem, praticar alguns dos desportos empolgantes disponíveis ou descontrair nas praias e comodidades que esta ilha oferece.

Oman

O navio fará escala ainda em Damman,  cidade que é conhecida pelo desporto, diversão e arte. A cidade era antes uma vila de pescadores que cresceu rapidamente com a descoberta de petróleo e tornou-se uma das maiores cidades do Reino e do Conselho de Cooperação do Golfo.

Antes de fazer o desembarque no Dubai, o navio ainda passará por Doha. Nesta cidade, a Aspire Tower , edifício mais alto do país, domina o horizonte com os seus 300 metros. Está situado junto à cidade do desporto, na qual já decorreram eventos como os Jogos Pan Árabes XII e onde mais recentemente está a ser realizado o Campeonato do Mundo de Futebol.

Grande parte de Doha, inclusivamente os locais de culto, como a nova mesquita na Qatar Faculty of Islamic Studies, parecem já estar no futuro. Não deixe de visitar o Complexo Pearl, um ponto artificial circular e futurista que está a ser desenvolvido a norte do centro da cidade!

No centro histórico de Doha encontrará um Souk onde é possível trocar de tudo, desde camelos a ouro, e o Forte Al Khoot que remonta a finais do século XIX e que recentemente foi transformado num museu. No seu cruzeiro a Doha com a MSC Cruzeiros, algumas excursões levá-lo-ão à descoberta do norte do país e da história deste Emirado fascinante.

Com Tarifa Básica, os preços deste cruzeiro a bordo do MSC World Europa iniciam-se nos 1199€ + 200€ taxas portuárias + 70€ de Taxa de Serviço de Hotelaria (TSH), já com a promoção das Bebidas Incluídas o preço inicia-se nos 1339€ +200€ de taxas portuárias + 70€  (TSH) durante 7 noites.

United Arab Emirates, Sir Bani Yas Island By courtesy of Abu Dhabi Ports

O MSC Opera também estará a navegar na região do Médio Oriente. Com porto de embarque no Dubai, o navio passará por Abu Dhabi, Sir Bani Yas, sendo que depois navegará para uma das cidades mais antigas do Médio Oriente, Muscat. O seu grande ponto de atração é o Muttrah, o centro histórico de comércio e atividades da capital, considerada uma das zonas mais curiosas e bem preservadas do centro da cidade. Um mercado de peixe e o mercado Muttrah Soug são um dos destinos preferidos dos passageiros de cruzeiros.

Antes de regressar ao Dubai, o MSC Opera navegará para a cidade de Khasab, considerada a Noruega árabe. Um dos locais que não pode perder é Musandam,uma das 11 províncias constitutivas do Sultanato de Omã, o mais longo e famoso fiorde desses litorais, com as suas longas enseadas escavadas no calcário, que se abre em direção ao interior através das falésias que se erguem verticalmente das águas azuis cristalinas, repletas de golfinhos e de ampla e variada vida marinha.

Uma das maneiras mais fascinantes de explorar essas terras é a bordo de um dhow, barcos típicos utilizados na Península Arábica.

O seu cruzeiro a bordo do MSC Opera poderá ser adquirido com voos por preços a partir de 979€ +200€ +70€ TSH em Tarifa Básica e com a Promoção das Bebidas poderá ser adquirido a partir de 1119€ + 200€ + 70€ TSH durante 7 noites.

Em relação aos cruzeiros no Mar Vermelho, poderá descobrir o que a Arábia Saudita, Jordânia e Egito têm para lhe oferecer do ponto de vista histórico. Navegue pelas águas quentes do Mar Vermelho e descubra uma série de lugares Património da Humanidade da UNESCO a bordo do MSC Splendida.

Jordan, from Aqaba – Petra

Ao longo de 7 noites, o MSC Splendida terá como porto de embarque Safaga, uma vila litoral do Mar Vermelho. Através de uma excursão terrestre poderá ter a oportunidade de descobrir Luxor e a avassaladora concentração de relíquias da religião.

Os principais pontos de interesses a visitar no Egito são as ruínas de Tebas, o Templo de Luxor, o Templo de Karnak e as maravilhosas tumbas e templos mortuários da Necrópole de Tebas.

O navio segue para Aqaba, na Jordânia, onde poderá desfrutar da sua paisagem idílica e soalheira na costa do Mar Mediterrâneo. Aqaba transformou-se num destino de lazer agradável, ainda que com poucos recursos. Poderá encontrar hotéis de várias categorias, assim como empreendimentos de luxo à beira-mar acima e ao largo da costa.

Em Aqaba poderá também encontrar alguns dos melhores locais de mergulho do mundo, que se situam nas barreiras de corais inexploradas, formando um contraste interessante com as atrações desérticas vizinhas de Wadi Rum e Petra, sendo que em Petra poderá realizar uma  excursão com a MSC Cruzeiros para conhecer melhor este enclave arqueológico.

O MSC Splendida fará escala em Jeddah, um verdadeiro núcleo de herança e modernidade. Jeddah é uma das maiores cidades do Golfo, tendo sido a primeira paragem de muitos peregrinos a caminho de Meca, o que a tornou uma das cidades mais globais do país.

Nos últimos anos tornou-se a capital artística da Arábia Saudita, oferecendo também algumas das melhores experiências costeiras do país. A sua cidade velha Al Balad é um dos melhores exemplos de uma cidade absolutamente tradicional que subsiste num país moderno.

Em Jeddah terá muito para onde escolher, desde a famosa Mesquita Flutuante Al Rahma que foi construída acima da água, à nova Jeddah Corniche. Para os apreciadores de arquitetura, a Fonte do Rei Fatad é a maior do seu estilo e a Torre de Jeddah será o primeiro edifício do mundo com 1 km de altura.

A cidade velha de Jeddah, Al Balad, também é um ponto de atração imperdível, com os seus belíssimos edifícios e um soak antigo que não pode perder. Também é um dos lugares eleitos pela UNESCO como Património da Humanidade dos muitos que existem na Arábia Saudita.

O navio continuará a navegação, fazendo uma escala em Yanbu al Bahr. Os passageiros encontrarão uma cidade velha com mais de 2500 anos que oferece um dos mais antigos souks.

Dividida em três administrações, Yanbu al Bahr é um dos destinos de praia de excelência da Arábia Saudita. A Leste, encontra-se a Yanbu Al Nakhl, fundada há mais de dois mil anos onde terá a oportunidade de visitar várias aldeias. A Sul  podemos observar o centro governamental e industrial da região, Yanbu Al Sinaiyah e , por fim, em Yanbu Al Bahr poderá desfrutar de um local onde a maioria das atividades costeiras estão disponíveis.

Oman, Muscat – Mirani Fort

A aproximadamente 55 km ao norte de Suez, encontra-se a cidade de Sokhna, o último destino do cruzeiro antes de desembarcar em Safaga.

Em Sokhna, poderá desfrutar de praias muito populares entre os Egípcios. Ao realizar uma MSC Grand Voyage terá a oportunidade de ver manchas claras no mar que indicam os recifes de coral.

Para os passageiros que pretendem conhecer um lado ainda mais cultural desta região, a cerca de 30 km ao sul de Sokhna, a cidade de Za´Farana é a cidade mais próxima para se encontrar os mosteiros do Mar Vermelho.

Poderá realizar este cruzeiro em tarifa básica por apenas 279€ + 200€ taxas portuárias + 70€ TSH. Se pretender optar pela promoção das Bebidas Incluídas poderá adquirir este cruzeiro por 419€ + 200€ em taxas portuárias +70€ TSH.

Não lhe faltam motivos para fazer um cruzeiro!

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In Sure Broker e Air Help disponibilizam oferta conjunta

O objetivo passa por disponibilizar aos seus parceiros agentes de viagens, produtos e serviços que permitam condições com maior benefício na compensação pelos atrasos ou a não realização dos serviços aéreos contratado.

A In Sure Broker e Air Help assinam um acordo de exclusividade, para o mercado português, com o objetivo de disponibilizar aos seus parceiros agentes de viagens, produtos e serviços que permitam condições com maior benefício na compensação pelos atrasos ou a não realização dos serviços aéreos contratados.

Em comunicado, a In Sure Broker refere que, “brevemente serão disponibilizados os acessos às ferramentas tecnológicas, para que os agentes de viagem parceiros da In Sure Broker possam disponibilizar os serviços Air Help aos seus clientes com benefícios diferenciados”.

José Carlos Viseu, Executive Manager da In Sure Broker, afirma que “a nova realidade do setor, continua a desafia-nos diariamente a procurar e disponibilizar soluções de produto e serviço que acrescentem valor aos nossos parceiros agentes de viagem junto dos seus clientes”.

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“airventure” nasce em janeiro para “aumentar rentabilidade” das agências

Airmet, Consolidador.com e as agências Gomes Alves, Tropical Season, Leiriviagem e Via São Jorge uniram-se para criar a “ariventure”, uma nova organização que pretende crescer e tornar-se “no maior produtor no BSP Portugal a médio prazo”.

Victor Jorge

É uma nova organização que tem como objetivo dar “mais rentabilidade” e “mais competitividade” aos sócios que a compõem, iniciando a sua atividade em janeiro de 2023. Assim nasce a airventure que nas palavras de Luís Henriques, representante da Airmet, pretende ser “um grupo exclusivo para fazer algo completamente diferente em Portugal e ser o maior produtor no BSP Portugal a médio prazo”, ou seja, no prazo de dois anos.

Composta pela Airmet, Consolidador.com e as agências Gomes Alves, Tropical Season, Leiriviagem e Via São Jorge, em que a Airmet detém 50,01% e os restantes 49,99% estão distribuídos pelos outros sócios, o acordo parassocial define igualdade de direitos e votos nas decisões tomadas em assembleia, algo que, segundo o diretor-geral da Airmet, “é diferente de outros grupos de gestão tradicionais nos quais as decisões são tomadas o de forma unilateral”. Luís Henriques explicou na conferência de imprensa, realizada esta terça-feira, 6 de dezembro, que a airventure é composta, exclusivamente, por agências de viagens IATA em Portugal e com RNAVT próprio, admitindo ainda que este é um tipo de organização que “faz falta ao mercado e que pode ter um espaço importante na distribuição para agências exclusivamente IATA”.

Focada na contratação aérea, a airventure terá mais seis novos sócios na data de arranque, em janeiro de 2023, “dois do universo Airmet, dois independentes e outros dois provenientes de um grupo concorrente” totalizando, assim, uma dúzia de associados que deverão contabilizar 14% de quota do BSP em Portugal, o que equivale a 90 a 95 milhões de euros, de um total a rondar os 690 milhões de euros, em 2022.

Com o foco na “inovação e criatividade”, Luís Henriques destacou que o propósito é “aumentar a rentabilidade dos sócios em 2 a 2,5%, sendo que uma das caraterísticas que distingue a airventure é a criação de um fundo de garantia inicial de 20 mil euros, de forma a “dar confiança ao mercado”, valor esse que “será uma percentagem da faturação anual da empresa sócia e que servirá para reforço desse mesmo fundo”.

Mas não será somente pelo aumento da rentabilidade que a airventure quer fazer a diferença no mercado. Miguel Quintas, representante da Consolidador.com, destacou a vertente da “redução de custos”, apostando numa “componente tecnológica muito forte”, o que, segundo o mesmo, “não significa redução de pessoal, mas antes otimização de processos”.

Com um “caderno de encargos” bem definido, a composição da airventure não está fechada à entrada de outras agências que pretendam fazer parte deste universo, embora a intenção seja a de “manter a organização exclusiva e integrar agências com vantagens para todos”, admitiu Luís Henriques. Por isso, o processo de admissão passará por uma “avaliação rigorosa” e aprovação por parte de todos os sócios, sendo a entrada aprovada por maioria e não por unanimidade.

 

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“Nada na oferta de Portugal, enquanto destino turístico, está em contradição com as tendências de procura”

Em vésperas de congresso, o Publituris esteve à conversa com o presidente da Associação Portuguesa da Agências de Viagens e Turismo (APAVT). Com o mote “Fazer”, Pedro Costa Ferreira admite que 2023 não acompanhará o crescimento registado pelo turismo em 2022, dada a incerteza que se regista a nível global, tal como também não acredita numa decisão para o novo aeroporto em 2023. Quanto à semana de trabalho de quatro dias, a palavra escolhida foi “anedota”.

Victor Jorge

Depois do “Reencontro”, em 2021, o mote do 47.º Congresso da APAVT é “Fazer”. E segundo o presidente da APAVT, ainda há muito que fazer. Consciente de que o setor não teria sobrevivido sem os apoios, Pedro Costa Ferreira espera mais, principalmente, no que diz respeito ao alargamento dos prazos das linhas de apoio ao pagamento dos vales. Mais cético está sobre os números que estão previstos para o turismo a longo prazo, admitindo não saber “como se pode pensar em atingir as metas que estavam traçadas para 2027 [27 mil milhões de euros em receitas turísticas], num destino turístico completamente dependente das acessibilidades aéreas para receber os seus turistas”. Assim, “parece que a parte mais difícil é mesmo decidir”. Já quanto à TAP, privada ou pública, o importante é “que consiga segurar o ‘hub’ português”.

O 47.º congresso da APAVT tem o tema “Fazer”. Olhando para estes quase três anos de pandemia e com uma guerra pelo meio, o setor do turismo e nomeadamente das agências de viagem poderiam ter feito mais?
Acho que o setor das agências de viagens fez bastante mais do que o imaginável. No início da pandemia repatriámos os nossos clientes e repatriámos os que não eram nossos clientes. Depois, ao longo da pandemia, reembolsámos todos os nossos clientes que não conseguiram viajar. No nosso primeiro cálculo do valor dos reembolsos, estimamos em 300 milhões de euros o valor reembolsado a todo o mercado. Depois, ao longo da pandemia, conseguimos interpretar as regras, as restrições de viagens que se alteravam de 15 em 15 minutos e foi através dessa interpretação e desse bom trabalho que pusemos uma boa parte dos portugueses a viajar.

No regresso à normalidade enfrentámos e aparentemente conseguimos gerir, pelo menos, as dificuldades de tesouraria que são próprias de todo o regresso à normalidade. Fizemos o ano de 2022 muito semelhante, enquanto setor, ao ano de 2019. E aqui estamos todos, vivos, a olhar o futuro e, por isso, acho que, com sinceridade, é difícil imaginar que poderíamos ter feito mais. E se pensarmos no que pensámos em março de 2020, quando nos questionávamos se era possível sobreviver dois ou três meses, acho que fomos para além do impossível.

2023 incerto, para pior
Mas também já o ouvi dizer que 2023 não será igual 2022.
Não. Acho que será seguramente pior do que 2022. Quão pior, não sabemos. Evidentemente que há alguns fatores de incerteza importantes, temos a guerra.

 

É difícil imaginar que poderíamos ter feito mais

 

Essa é a grande palavra: incerteza?
Sem dúvida. E quando olhamos o futuro é quase a única. Há trabalho à volta dela, mas a palavra definidora é a incerteza. Temos a guerra na Ucrânia, que não precisa de escalar. Enquanto durar, há a possibilidade de escalar e, portanto, a possibilidade de reverter todos os ganhos conseguidos até agora. A certeza que existe é a desaceleração económica. E quer a guerra continue, quer não continue, essa já é certa. Como somos um setor absolutamente sensível às variações de consumo, às expectativas e às incertezas do consumidor, parece óbvio que quer o outgoing, pela perda de poder de compra dos portugueses, quer o incoming, pela retração de vários mercados emissores, vamos ter um de 2023 inferior 2022.

Já tem algum cálculo?
Acho que esses fatores de incerteza nos dirão quão inferior. Não sabendo calcular, posso ter uma esperança. Demos um bom passo em frente na recuperação em 2022, porque fizemos um resultado semelhante a 2019. Faltarão provavelmente mais cinco anos desses resultados para chegarmos ao equilíbrio, mas pelo menos a possibilidade de ser um ano positivo seria para nós o mais importante. Ou seja, não se dar um passo atrás.

De fosse igual a 2022 já não era mau?
Se fosse igual a 2022, seria espetacular.

União à espera de apoios
No ano passado, o mote do Congresso da APAVT foi “Reencontro”. Na altura dizia-me que “mais do que nunca, é importante que o setor, mais do que se reunir, se una”. O setor uniu-se?
Não há uma resposta objetiva para isso. A minha resposta, que é subjetiva, é que o setor se uniu. Sobretudo, o setor voltou à normalidade e, ao voltar à normalidade, significa que as agências de viagens e concretamente as agências de viagens que fazem parte da APAVT voltaram a concorrer entre si. Portanto, esse é o principal traço de um setor económico. Se se uniu, acho que as agências de viagens perceberam muito bem, ao longo de 2022, que aquilo que as une é muito mais do que aquilo que as divide.

O Congresso vai ser, enfim, pelo menos em termos de adesão, outra vez um grande êxito. Conseguiu-se responder a dificuldades processuais muito importantes do ponto de vista da presença da APAVT na BTL, e conseguiu-se porque os associados se uniram à volta do projeto e deram uma grande mais-valia, até do ponto de vista do apoio financeiro. Conseguiu-se unir o capítulo aéreo, no sentido de se ter de se ter atingido um acordo com a IATA para revisão temporária dos critérios financeiros locais. E isso só foi possível porque, com todas as divergências e concorrência, os principais players, aqueles que estão no capítulo aéreo e que representam ao final cerca de 90% do BSP (Billing and Settlement Plan) conseguiram organizar-se à volta de uma proposta única. Os associados da APAVT cresceram de forma significativa e batemos os recordes conhecidos de 2002, que eram os únicos que existiam.

Portanto, eu diria que o outro setor se uniu, mas uma vez mais tenho consciência que não há uma resposta objetiva para isso.

 

Demos um bom passo em frente na recuperação em 2022, porque fizemos um resultado semelhante a 2019. Faltarão provavelmente mais cinco anos desses resultados para chegarmos ao equilíbrio

 

Falou se durante estes quase três anos muito dos apoios por parte das entidades oficiais. Sabendo que os tempos que aí vêm são de incerteza, espera mais apoios?
Os apoios que ocorreram durante a pandemia foram absolutamente essenciais. O apoio a fundo perdido que representou o layoff e o Apoiar.pt, e depois, num outro âmbito, o microcrédito do Turismo de Portugal, que funcionou sem juros, foram apoios que, um funcionaram bem, e dois foram essenciais à recuperação. Vamos ser claros, sem eles o setor não tinha resistido.

Se foram suficientes? Claro que não. Os balanços estão completamente destruídos e, portanto, achamos que os apoios deviam ter sido maiores.

Mas o valor dos apoios foi suficiente, mas o dinheiro não chegou, ou o valor que estava em cima da mesa foi simplesmente insuficiente?
O valor que estava em cima da mesa, nomeadamente, no Apoiar.pt foi completamente usado e, portanto, não foi suficiente. O que achamos é que devíamos ter mais uma tranche do Apoiar.pt. Aparentemente foi assinada uma nova tranche no acordo de Concertação Social e estará presente, esperemos, no orçamento. Estimamos que seja cerca de 10%, portanto, tivemos 700 milhões de euros de Apoiar.pt, estimamos em 70 milhões a verba que vai ser adjudicada a todas as empresas. Dizer isto, é dizer que provavelmente cada empresa que foi apoiada receberá mais 10% de apoio, é bem-vindo.

Depois, os processos de recapitalização não estão a correr bem nas grandes empresas e não são sequer existentes nas Pequenas e Médias Empresas. E são necessários porque os balanços estão completamente abalados, fruto da crise. Se não conseguirmos, de alguma maneira, repescar estes processos de recapitalização, pelo menos sugerimos e defendemos junto da tutela, que consigamos organizar, para quem queira e para quem necessite, o serviço da dívida, de modo a que dure um pouco mais tempo. Vamos falar das linhas de apoio ao pagamento dos vales. Se fosse possível alargar os prazos de quatro para oito anos ou de quatro para seis anos, seria bem-vindo.

 

Se quisermos manter o preço por uns anos ou eventualmente aumentá-lo, estamos condenados a melhorar o serviço

 

Está ser negociado?
Diria que está a ser tratado. Negociado é uma palavra demasiado forte neste sentido, até porque não temos divergências com a tutela relativamente a estes pontos. Estamos a tentar arranjar as condições técnicas e legais ou jurídicas para ser conseguido. Penso que são mais questões técnicas que estão aqui em jogo. Gostávamos muito que pudessem ser ultrapassadas.

Preço vs serviço
Dissecando um pouco o programa do Congresso da APAVT, mais do que fazer, a questão é como fazer? É preciso aumentar preço?
Não, eu que não. No curto prazo, o problema põe-se exatamente ao contrário. O que é que aconteceu em 2022? Aconteceu que Portugal, enquanto destino, aumentou preço e ao mesmo tempo diminuiu o serviço. O serviço ficou inferior? Porquê? Todos sabemos porquê. Porque houve uma resposta maciça da procura. A oferta teve uma resposta mais gradual e isso é um processo inflacionário de jogo da oferta e da procura.

Além disso, houve mais custos ou mais pressão inflacionária do lado dos custos e, portanto, tivemos aumento de preço.

Esse aumento de preço compensou o aumento de custos?
Julgo que sim, de modo geral. Sim, porque os resultados são bons, quer na hotelaria, quer nas agências de viagens. O que aconteceu foi a falta de pessoal. É uma situação conjuntural, sim. É uma situação gerível por um ano? Sim. É uma situação que não ocorreu só em Portugal. Sim. Mas se falarmos do médio e longo prazo, é algo que tem de ser resolvido. Porque se quisermos manter o preço por uns anos ou eventualmente aumentá-los, estamos condenados a melhorar o serviço.

E isso provavelmente leva-nos a uma das grandes questões empresariais e económicas do nosso tempo, que são as questões imigratórias. Portanto, um plano de imigração não apenas comunicado, mas que seja feito, lá está, “fazer”, que envolva a capacidade de atrair imigrantes, talento, a capacidade de os formar ou de virem formados e a, fundamentalmente, capacidade de os alojar.

Recentemente, no World Travel Market, o secretário-geral da OMT admitiu que era difícil repensar o turismo, já que o setor mudou tão rapidamente que foi muito difícil acompanhar essa mudança. O setor do turismo teve dificuldade em acompanhar essa mudança?
Responderia à pergunta de duas maneiras. A curto prazo, sim foi evidente. Mas a grande verdade é que há um regresso à normalidade do lado da oferta que tem um tempo necessariamente diferente ao regresso à normalidade do lado da procura.

Do lado da procura, é uma decisão. Podemos olhar para um interruptor e dizer eu não viajo, agora viajo. Do lado da oferta não é um interruptor, é uma onda que se vai formando e que tem de ganhar força. Portanto, desse ponto de vista, o turismo não acompanhou.

Agora, se analisarmos as palavras do secretário-geral da OMT do ponto de vista que o setor do turismo não acompanhou as tendências do consumidor, não estou de acordo. O que não é inusual porque estamos a falar da OMT, estamos a falar de políticos e os políticos nem sempre se encontram na mesma dimensão que o raciocínio dos empresários. Os resultados do turismo e o próprio crescimento do turismo ao longo dos últimos anos e a próprio crescimento, apesar de ter estado aquém da procura do turismo em 2022, prova que o turismo tem acompanhado as tendências de consumo.

Além disso, nem acho que essas tendências de consumo sejam más notícias para Portugal. Pelo contrário. Para já, não creio que a pandemia tivesse trazido novas tendências. Trouxe aceleração de tendências já bem construídas e já bem identificadas como a autenticidade, a sustentabilidade, a natureza, o comércio justo, o ‘slow tourism’, o digital, tudo isso são tendências que já estavam bem definidas, só foram aceleradas.

Nada na oferta de Portugal, enquanto destino turístico, está em contradição com as tendências de procura. Portanto, nem sequer acho que nessas tendências haja más notícias para Portugal. Assim se resolvam outras questões, como o aeroporto de Lisboa, para podermos concretizar a boa resposta que parece existir do lado da oferta.

 

Se ninguém está à espera do milagre de Fátima, ao menos comece a fazer as obras do aeroporto de Lisboa

 

Turbilhão TAP
Estamos com uma greve marcada [8 e 9 de dezembro] que irá ter um forte impacto na TAP. Como vê estas greves neste período, sabendo que nos aproximamos de uma época do ano em que as pessoas viajam muito e onde estas greves fazem, como se costuma dizer, muita mossa?
É verdade, fazem mossa. Aliás, fazem mossa não apenas se não forem realizadas, porque a partir de determinada altura a companhia aérea tem de gerir os voos e tem de arranjar alternativas. Muitas vezes, a verdadeira picada do escorpião é quando elas são desconvocadas na véspera, quando a companhia aérea tem os custos e tem os voos vazios. Portanto, não basta desconvocar, tem de ser desconvocada em tempo útil.

A TAP está num modelo de uma enorme exigência que é cumprir o plano de recuperação. Vai precisar de muito trabalho, de muita competência e de muita sorte. Temos a guerra, temos o fuel, a inflação global, a falta de mão de obra, a desorganização nos aeroportos. No caso da TAP, em específico, temos o brutal desafio que é o aeroporto de Lisboa. Portanto, a TAP está num turbilhão.

Uma tempestade perfeita?
Para ser perfeita, só falta juntar as greves e portanto, se ela não é perfeita, fica perfeita com as greves. Temos muita pena que esteja a acontecer.

Ainda relativamente ao dossier TAP, também está em cima da mesa a privatização. Como é que a APAVT olha para este dossier?
A APAVT nunca, ao longo dos últimos tempos, discutiu a origem do capital da TAP.

Mas são a favor de uma privatização?
Não precisamos de estar a favor de uma privatização. Se me perguntar se eu, enquanto pessoa, no meu olhar económico, sou a favor da iniciativa privada? Eu digo, sem hesitação que sim. Mas não devo transportar essa minha visão individual para a liderança de uma associação. E na realidade, a APAVT não precisa de uma TAP privatizada. A APAVT precisa de uma TAP que consiga desenvolver o processo de crescimento, de uma TAP que consiga segurar o ‘hub’ português e de uma TAP que tenha êxito no processo de recuperação. Aparentemente, estes três desafios poderão ser resolvidos por uma TAP com capital estatal ou por uma TAP com capital privatizado.

Mas a questão do ‘hub’, e existindo grupos interessados como a IAG (British Airways e Iberia), Lufthansa e/ou Air France-KLM, acredita na manutenção do ‘hub’ de Lisboa?
Não estou preocupado com isso, até porque o principal valor da TAP é o ‘hub’. Portanto, creio que nos processos de privatização é evidente que quem esteja à procura do ‘hub’ vai querer e tem mais valor a TAP para esses candidatos. O que espero num eventual processo de privatização é que ganhe alguém cuja estratégia inclua o ‘hub’ de Lisboa para juntar a outros ‘hubs’. Julgo que, teoricamente, a Ibéria faz mais um movimento de atrapalhar a privatização do que propriamente ir a jogo.

 

Decidir e fazer
Já relativamente ao novo aeroporto, antes de fazer a decidir.
Sim, antes de fazer há que decidir. Aliás, parece-se que a parte mais difícil é mesmo decidir.

E espera uma decisão até ao final de 2023?
Tenho vergonha em responder de forma desenvolvida. Mas a resposta é não, não espero que seja decidido em 2023.

 

Face à incerteza óbvia de tudo o que nos rodeia, construir mais certezas é ter uma estratégia definida, ter um foco e um desenvolvimento de um plano de negócios coerente com essa estratégia e manter uma proximidade brutal ao cliente

 

Isso acarreta, naturalmente, custos enormes para o turismo português?
Absolutamente brutais. Nem sei como é que se pode pensar em atingir as metas que estavam traçadas para 2027 [27 mil milhões de euros em receitas turísticas], antes da pandemia, no pós-pandemia, num destino turístico completamente dependente das acessibilidades aéreas para receber os seus turistas, em que nas acessibilidades aéreas Lisboa é a maior porta de entrada e que está esgotada. Nem consigo entender a coerência da tentativa de atingir esses objetivos, sendo que faço, eventualmente, um comentário que é, se ninguém está à espera do milagre de Fátima, ao menos comece a fazer as obras do aeroporto de Lisboa.

Um dos painéis do congresso da APAVT é mesmo “Crescer com as atuais acessibilidades. Qual o milagre?”.
Esse é o ponto. Eu colocaria as obras do aeroporto de Lisboa em execução, já que todos estamos dependentes, para sermos realistas, na boa execução dessas obras, para melhorar a eficiência do aeroporto, face à inoperância dos políticos.

Dito isto, gostaria de comentar que apesar da Comissão de Acompanhamento, que tem mais ou menos 20 intervenientes, ainda não ter reunido, que tenha conhecimento. É preciso dizer que o presidente desta Comissão, o presidente da Ordem dos Economistas e o presidente da Ordem dos Engenheiros, antes da Comissão reunir, já todos eles defenderam publicamente Alcochete. Portanto, aparentemente, as opiniões, parece estarem muito alinhadas.

Há relativamente pouco tempo ficámos a saber os números da atividade turística em Portugal. O Turismo de Portugal lançou uma forte campanha para o mercado dos Estados Unidos. Os mercados em que Portugal está a apostar são os mais corretos?
De um modo geral, julgo que sim. A aposta no mercado norte americano, até por questões conjunturais, parece-me uma decisão muito acertada. Mais do que o mercado norte americano, penso que a decisão acertada é nos mercados de ‘long haul’. Porquê? Porque não exigem o verão para viajar e, portanto, permitiria gerir a sazonalidade, não exigem praia para viajar, logo permitiria ganhar mais territórios turísticos. Ora, menos sazonalidade e mais territórios turísticos, são bons movimentos em direção a um crescimento com menor pressão turística. Do ponto de vista estratégico, os mercados de ‘long haul’ e o mercado norte americano, até por uma questão de proximidade, parecem-me apostas absolutamente válidas.

Conjunturalmente, julgo que o Turismo Portugal está a apostar um pouco na valorização do dólar para proteger, uma eventual, já certa, retração de alguns mercados emissores europeus, nomeadamente, Reino Unido e Alemanha.

Houve dois temas que, com a pandemia, de facto, foram reforçados: a digitalização e a sustentabilidade. A APAVT aderiu, em março, ao programa europeu SUSTOUR. Como tem corrido a adesão por parte dos associados da APAVT a este programa?
É um primeiro passo e, portanto, temos de o ver com alguma humildade. Assim, obriga-nos a manter estes processos como um dos pilares de atuação nos próximos anos. Mas a verdade é que está a correr muito bem.

Em primeiro lugar, na sua origem, apenas cinco associações europeias e a Confederação Europeia (ECTA) aderiram ao projeto inicial do SUSTOUR. Portanto, em seis associações, uma delas é a APAVT. Em segundo lugar, em termos de adesão dos associados a parte tem cerca de 60 associados que aderiram e, julgo, é a associação com maior adesão de associados de todas as que concorreram. Segunda boa notícia.

Em terceiro lugar, os trabalhos decorrem com uma dinâmica incrível, porque, não sendo difícil do ponto de vista técnico, é de facto muito trabalhoso porque é uma certificação, não é a compra de um selo. É uma certificação que obriga a uma mudança, nalguns casos, quase radical de comportamentos e, portanto, não é uma coisa fácil.

Esperamos até setembro do próximo ano, as empresas que tiverem êxito, terem os seus processos relativamente terminados. Dito isto, o SUSTOUR é apenas um passo no nosso processo de sustentabilidade, porque é um fundo europeu que apoia financeiramente os processos. Mais importante do que o SUSTOUR é o nosso acordo com a “Travelife”, uma empresa europeia certificadora a nível internacional e, por isso, continuamos a sugerir e a trabalhar junto dos associados para que novos processos de sustentabilidade se produzam. Não têm é o apoio financeiro de um fundo europeu que é o SUSTOUR. Dito isto, não tendo esse apoio financeiro, não são processos caros. Não será um problema financeiro, será um problema de decisão e depois de trabalho árduo para se atingir a certificação.

Nadim Habib, um dos key note speakers do próximo congresso da APAVT referia, em entrevista ao Publituris, que “é preciso construir mais certezas e não navegar constantemente na incerteza”. Como é que as agências de viagem em Portugal podem construir mais certezas?
Essa é uma ‘million dolar question’. A primeira resposta é, cada agência de viagens é um olhar sobre o mercado e, portanto, a constituição de certezas tem tanta diversidade quanto o número de agências de viagens. Tentando unir num mínimo denominador comum, todos estes ‘approach’, diria que, face à incerteza óbvia de tudo o que nos rodeia, construir mais certezas é ter uma estratégia definida, ter um foco e um desenvolvimento de um plano de negócios coerente com essa estratégia e manter uma proximidade brutal ao cliente.

Como olha para a possibilidade de um regime laboral de quatro dias?
Tenho vergonha de responder muito extensamente. É uma anedota, ponto de exclamação.

Logo no início da nossa conversa falou na importância da APAVT estar com os seus associados na BTL. Voltamos a ter a APAVT e os seus associados na BTL 2023?
Voltamos e, provavelmente, com maior presença de sempre. Foi um processo francamente difícil, o aumento de custos, de um modo geral, é conhecido, o aumento de custos na BTL existe e é concreto. Tivemos dúvidas e chegámos a duvidar que podíamos manter a nossa presença na BTL. E isso foi do conhecimento de todos, dos nossos associados e também da BTL.

A grande verdade é que tivemos uma muito boa resposta por parte dos nossos associados face aos novos compromissos que temos de assumir e houve uma decisão muito forte, que juntou mais compromissos de cada associado e muito provavelmente mais associados presentes.

Pode acontecer de facto, que depois de um processo difícil onde chegámos a não ver a luz ao fundo do túnel, poderemos vir a entrar numa sala que nunca teve tanta luz.

Depois deste congresso e pegando no mote do mesmo, “Fazer”, o que é que a APAVT vai fazer em prol do turismo nacional e dos seus associados?
Vai fazer aquilo que lhe dá a vida desde 1950. Em primeiro lugar, vai apoiar as causas dos agentes de viagens onde elas se colocarem. E é sempre muito dinâmico e há sempre muitas surpresas. Veja as causas dos agentes viagens em janeiro de 2020 e em abril de 2020. Em segundo lugar, vai continuar a envolver as agências de viagens à volta daquilo que as une, que é muito mais do que aquilo que as separa. E, em terceiro lugar, vai continuar a ser um parceiro exigente, leal e independente junto da tutela. Isto abarca tudo o que já fizemos e vamos continuar a fazer.

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Civitatis lista 10 mercados de Natal da Europa

Estes lugares contam com espetáculos, comida típica, pistas de gelo e fogo de artifício.

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Budapeste, Viena, Praga e Bruxelas são algumas das cidades com os melhores mercados de Natal da Europa entre os meses de novembro e janeiro, tendo a Civitatis preparado uma lista com os 10 melhores mercados de Natal do continente.

Aachen, Alemanha
A Alemanha tem os mercados de Natal mais incríveis da Europa. O de Aachen é um deles. Todos os anos, antes do Natal, as praças e ruas à volta da Catedral e da Câmara Municipal de Aachen transformam-se num paraíso de luzes, cores, sons e cheiros sedutores das inúmeras delícias que só aqui sabem fazer. O mercado de Natal da cidade fascina tanto os jovens como os adultos, atraindo visitantes de todos os cantos. A enorme escolha entre produtos originais, elegantes e preciosos faz a alegria dos pequenos e grandes sonhos.

Bruges, Bélgica
Bruges já é uma cidade super encantadora por si só. Com um mercado de Natal, fica irresistível. O principal mercado de Natal da cidade fica na Grand Place, com vistas para o campanário do século XIII, sendo possível encontrar de tudo, desde produtos artesanais, joias, brinquedos de madeira, chapéus e lenços, artigos de couro e, claro, muitos chocolates. Além dos waffles também há a possibilidade de beber vinho quente ou experimentar as cervejas locais, bem como experimentar a pista de patinagem no gelo, bem no meio do mercado de Natal.

Colónia, Alemanha
Colónia é a segunda cidade mais popular da Alemanha durante o Natal. Nos diversos mercados de Natal da cidade, é possível encontrar desde roupa de inverno, a delícias gastronómicas alemãs, incluindo vinhos e servidos em copos tradicionais. Já para não falar de todas as atividades que ocorrem paralelamente para entreter os visitantes – ilusionistas, malabaristas, patinadores profissionais e muito mais. Visitas obrigatórias são o Mercado de Natal do Conto de Fadas, o Mercado dos Anjos em Neumarkt, e o Harbour Market, que fica ao lado do Museu de Chocolate da cidade.

Praga, República Checa
O Mercado de Natal de Praga é um dos mais populares do planeta. É impossível não se encantar com os concertos que dão na Praça da Cidade Velha e as suas iguarias locais, como a carne de porco grelhada com chouriço, muffins, cervejas e, claro, vinho quente – aumentando a magia sazonal do Natal em Praga.

Estrasburgo, França
Foi em Estrasburgo, em 1570, que teve lugar a primeira edição do mais antigo mercado de Natal na Europa. Chamava-se “Christkindelsmärik” (mercado do Menino Jesus). Desde essa época, Estrasburgo continuou de forma constante a tradição de um mercado de Natal típico. É o mais autêntico e caloroso que acontece na região da Alsácia.

Viena, Áustria
Os mercados de Natal em Viena são uma tradição secular. O seu início remonta à Idade Média, quando em 1298 Albrecht I concedeu aos cidadãos de Viena o privilégio de realizar um Mercado em dezembro (“Krippenmarkt”). Hoje em dia, é possível encontrar mais de 10 mercados de Natal oficiais na cidade, que vendem uma vasta gama de presentes sazonais e iguarias, além de se poder comprar desde casas de madeira em miniatura, fantoches, bolinhos de gengibre em forma de coração, roupa de couro, chapéus de lã, talheres e cerâmica.

Bruxelas, Bélgica
As melhores atrações de Natal podem ser encontradas na bela Grand Place e em outros lugares no centro de Bruxelas. No mercado de Natal da capital belga, não faltam luzes e música, mas também rodas gigantes, exposições e pistas de patinagem no gelo.

Budapeste, Hungria
De novembro até ao início de janeiro, a praça e as ruas adjacentes à Basílica de Santo Estêvão são decoradas com luzes e decorações de Natal. O centro da praça é ocupado por uma enorme árvore de Natal decorada com luzes coloridas e que fica sobre bancas de venda de alimentos e artesanato húngaro. A ampla gama e qualidade dos produtos nos seus postos fazem do mercado de Natal de Budapeste um dos melhores da Europa.

Manchester, Reino Unido
A Albert Square de Manchester é o lugar perfeito para organizar um dos melhores mercados de Natal da Europa. Em frente ao edifício neogótico da Câmara Municipal de Manchester, esta praça é o lar de centenas de barraquinhas de madeira onde pode comprar comida, bebida e artesanato.

Basileia, Suíça
O mercado de Natal da Basileia tem sido votado repetidamente como o melhor da Europa. No Natal, as praças Barfüsserplatz e Münsterplatz são adornadas com grinaldas, pinheiros iluminados e postos de acolhimento com alimentos e artesanato. Além de concertos e atividades infantis, o mercado de Natal da Basileia oferece iguarias como queijo suíço, pão de gengibre ou salsichas grelhadas e doces típicos como o Basler Läckerli.

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Foster + Partners desenha um dos maiores aeroportos do mundo na Arábia Saudita

A Foster + Partners é o gabinete responsável pelo projeto de um dos maiores aeroportos do mundo. O Aeroporto Internacional King Salman terá seis pistas e capacidade para 185 milhões de passageiros, em 2050.

Victor Jorge

O gabinete de arquitetura britânico Foster + Partners ficou responsável por desenhar o Aeroporto Internacional King Salman de seis pistas em Riade, que deve tornar-se um dos maiores aeroportos do mundo.

Batizado em homenagem ao rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud, o Aeroporto Internacional Rei Salman incorporará os terminais existentes com o nome do ex-rei Khalid bin Abdulaziz Al Saud.

Juntamente com o Aeroporto Internacional King Salman, que deve acomodar até 120 milhões de viajantes até 2030 como um dos maiores aeroportos do mundo, a Foster + Partners também está a projetar 12 quilómetros quadrados de instalações residenciais e recreativas, lojas de comércio e instalações de apoio ao aeroporto.

Até 2050, prevê-se que a capacidade de passageiros aumente para 185 milhões de viajantes, com capacidade para processar 3,5 milhões de toneladas de carga.

“Olhando para o futuro, o novo Aeroporto Internacional King Salman reimagina o terminal tradicional como um único hub, servido por várias entradas”, refere o chefe do gabinete Foster + Partners, Luke Fox.

“O terminal tem muito do lugar onde se encontra instalado e conecta os passageiros às experiências sensoriais da cidade, com elementos naturais, luz temperada e instalações de última geração”.

O gabinete refere ainda que o aeroporto funcionará como “um centro logístico global, estimulará o transporte, o comércio e o turismo e atuará como uma ponte ligando o Oriente ao Ocidente”.

De acordo com a Foster + Partners, o projeto levará em consideração a identidade de Riade e a cultura saudita, afim de criar uma “experiência de viagem única”, além de obter a certificação LEED Platinum, avançando o gabinete que o aeroporto utilizará energia renovável e incorporará “iniciativas ecológicas de ponta” no seu projeto.

O Aeroporto Internacional King Salman é o terceiro aeroporto projetado pela Foster + Partners na Arábia Saudita. A construção do Aeroporto Internacional do Mar Vermelho já começou, “inspirado nas cores e texturas da paisagem do deserto”.

O gabinete também está a projetar um terminal de aeroporto privado e uma torre de controle para Amaala, um resort de luxo na costa do Mar Vermelho, o que levou a Foster + Partners a retirar-se do movimento “Architects Declare”, do qual era signatário.

Além disso, está a projetar vários projetos destinados a construir o turismo na Arábia Saudita, incluindo o hotel Southern Dunes e um hotel em forma de anel sobre palafitas como parte do Projeto Mar Vermelho na costa oeste do país.

Projetos anteriores desenhados pelo gabinete no país incluem um quarteto de estações ferroviárias de alta velocidade em Meca, Medina, Jeddah e King Abdullah Economic City.

O grupo de ativistas “Cimate, Architects Climate Action Network”, pediu ao gabinete que abandonasse o aeroporto de Amaala, que servirá exclusivamente o aeroporto de luxo, ou que se retirasse do grupo de ação de mudança climática “Architects Declare”.

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Amadeus expande negócio em Portugal em nova parceria com TravelStore

Amadeus e TravelStore assinaram um acordo que inclui novas soluções, tecnologia, melhor otimização e automatização dos serviços.

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A Amadeus e o Grupo de Viagens e Eventos TravelStore assinaram um novo acordo para Portugal, Espanha, Angola, e Moçambique, através do qual os consultores de viagens da TravelStore ficam aptos a implementar os serviços e soluções Amadeus e poderão aceder a uma vasta gama de conteúdos de viagens através da Plataforma de Viagens Amadeus, bem como a conteúdos habilitados para NDC, conteúdos hoteleiros mais ricos e novas soluções robóticas para uma maior produtividade através da otimização de tarefas.

Através da Plataforma de Viagens Amadeus, o NDC traz aos consultores de viagens da TravelStore o acesso a ofertas aéreas mais ricas e personalizadas, permitindo, através de um único visor, realizar pesquisas, reservas, pagar e gerir conteúdos mais ricos e personalizados para os viajantes de negócios.

A Amadeus também proporcionará à TravelStore um maior acesso às ofertas hoteleiras através da integração de novos fornecedores, com ferramentas concebidas para permitir aos vendedores de viagens encontrar o hotel perfeito para os seus clientes. Além disso, os agentes de viagens poderão comparar e identificar num único ecrã diferentes opções e selecionar a que melhor se adapta às necessidades do viajante.

Em comunicado, a Amadeus refere que “a automatização irá melhorar a produtividade das operações diárias dos vendedores de viagens da Travelstore através da utilização de robótica”, salientando ainda que as aplicações robotizadas Amadeus “automatizam as tarefas administrativas das agências de viagens, permitindo-lhes libertar tempo e ganhar eficiência”.

Para Frédéric Frère, Co-Founder & Group Leader da TravelStore, este acordo estratégico “permitirá aos nossos consultores de viagens usufruir de uma vantagem competitiva e permitir-nos-á desenvolver o nosso negócio futuro graças à colaboração que temos com a Amadeus”.

Do lado da Amadeus, Christian Boutin, diretor-geral da Amadeus Espanha e Portugal, e SVP Travel Sellers Europa Ocidental, salienta que o acordo “reforça o nosso compromisso de ajudar os vendedores de viagens a crescer no mercado português”, fornecendo “as mais recentes ferramentas digitais que melhoram a produtividade e melhoram o serviço ao cliente através de tecnologia inovadora”.

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