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Turismo

Portugal Ventures anuncia novo investimento até 1 milhão de euros para projetos no turismo

A 5.ª edição do “Call Turismo” disponibiliza entre 200 mil e 1 milhão de euros em projetos que contribuam para a inovação, sustentabilidade e eficiência deste setor.

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Portugal Ventures anuncia novo investimento até 1 milhão de euros para projetos no turismo

A 5.ª edição do “Call Turismo” disponibiliza entre 200 mil e 1 milhão de euros em projetos que contribuam para a inovação, sustentabilidade e eficiência deste setor.

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A Portugal Ventures, sob alçada do Banco de Fomento (Bdf), lançou esta segunda-feira, 23 de maio, a 5.ª edição da “Call Turismo”, em parceria com o Turismo de Portugal e o Nest – Centro de Inovação para o Turismo, para investir entre 200 mil e 1 milhão de euros em projetos que contribuam para a inovação, sustentabilidade e eficiência do setor do turismo.

Elegíveis para esta edição da Portugal Ventures são empresas constituídas ou a constituir com projetos não tecnológicos, que apresentem conceitos diferenciadores para a oferta turística do país, que contribuam para o enriquecimento da experiência do turista e o reforço da competitividade de Portugal como destino turístico. Também os projetos tecnológicos, que apresentem soluções que permitam melhorar a eficiência das empresas do setor do turismo e da sua oferta de produtos e serviços são elegíveis.

À semelhança da edição anterior, serão privilegiados os projetos que contribuam para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), apresentando soluções que promovam a desmaterialização de processos e serviços, reciclagem, reutilização e redução de resíduos, integração de energias limpas, eficiência energética, eficiência hídrica e mobilidade inteligente.

Neste sentido, a Portugal Ventures anuncia um investimento na MTI – Managing the Intelligence, empresa tecnológica cuja solução é direcionada para as unidades de alojamento turístico, e que tem como missão apoiar as empresas deste setor a implementar as boas práticas de sustentabilidade e eficiência energética.

A equipa composta por Miguel Silva e Sofia Romão, criou uma solução tecnológica de eficiência energética – a MTI Smart Room, que funciona com qualquer sistema e marca de ar condicionado, para aumentar o conforto térmico dos hóspedes e reduzir o custo com a fatura da eletricidade, tornando as unidades de alojamento turísticas mais sustentáveis e cumpridoras dos critérios de ESG (Environmental, social and corporate governance).

A MTI Smart Room, composta por hardware e software, é fácil de instalar, não obriga a obras adicionais, nem ao encerramento das unidades hoteleiras. Integra com os sistemas dos hotéis, permitindo, por exemplo, o controle de equipamentos de acordo com o check-in e check-out dos hóspedes, evitando, assim, desperdícios de energia.

Sedeada em Faro, a MTI – Managing the Intelligence, conta já com a sua solução instalada em mais de 400 quartos em Portugal, perspetivando, para o final de 2022, preparar o seu processo de internacionalização para a Europa.

Para Pedro de Mello Breyner, Vogal Executivo do Conselho de Administração da Portugal Ventures, responsável pela Unidade de Negócio de Turismo, “este investimento tem como objetivo apoiar o crescimento da oferta de produtos e serviços que transformem o setor turístico num setor cada vez mais responsável em termos de sustentabilidade, eficiência energética e pegada ecológica. Acreditamos que ao investir neste tipo de soluções tecnológicas, estaremos a trabalhar para tornar Portugal num destino cada vez mais sustentável e alinhado com a Estratégia do Turismo 2027”.

Já Sofia Romão, CFO da MTI, refere que “a ronda de investimento fechada com a Portugal Ventures é o reconhecimento do esforço e da paixão de toda a equipa e do potencial inovador e disruptivo da solução MTI Smart Room”.

A responsável salienta ainda que “a parceria com a Portugal Ventures irá proporcionar à MTI aceder às melhores práticas corporativas, a uma rede e comunidade de empreendedorismo e inovação de excelência, fazendo com que o caminho para o sucesso seja mais rápido e com maior impacto.”

Este investimento resulta da 4.ª edição da Call Turismo, lançada no final de 2021, com o objetivo de reativar e incentivar a recuperação do setor. Desde a 1.ª edição da Call Turismo, a Portugal Ventures já recebeu mais de 240 candidaturas, com um montante total solicitado para investimento de 150 milhões de euros.

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Turismo

WTTC diz que faltam preencher perto de 50.000 empregos no setor do turismo em Portugal

Entre os países agora analisados, Portugal nem é dos que regista pior cenário. França (70 mil), Reino Unido (130 mil), Itália (250 mil) e EUA (mais 412 mil) mostram números mais elevados.

Victor Jorge

De acordo com as contas do World Travel & Tourism Council (WTTC), divulgado esta terça-feira, 2 de agosto, Portugal regista uma escassez de mão-de-obra, estimando a entidade internacional que faltam preencher cerca de 50.000 empregos no setor do turismo.

O estudo feito pelo WTTC, que analisou a escassez de mão-de-obra em Portugal, e outros destinos turísticos como França, Espanha, Reino Unido, Itália e EUA, revela que, no terceiro trimestre de 2022, o nosso país deverá precisar de 49.000 trabalhares para o setor do turismo, frisando que uma em cada 10 vagas deverão ficar por preencher este ano. No entanto, os números do WTTC salientam que Portugal deverá ser o país menos afetado com este problema entre os países analisados, já que em França faltam 70 mil trabalhadores, no Reino Unido 130 mil, em Itália 250 mil e nos Estados Unidos mais 412 mil.

Antes da pandemia (2019), indica o WTTC, Portugal empregava mais de 485.000 pessoas no setor do turismo, para, em 2020, perder mais de 80.000 empregos.

A entidade internacional do turismo refere que, no início de 2021, o nosso país registou uma recuperação, com os 32,6% de crescimento do setor a contribuir para a economia nacional. Contudo, aponta que a falta de pessoal prevalece, com milhares de vagas por preencher, “colocando pressão no sector”.

Segundo o WTTC, a indústria hoteleira é a mais afetada, com 13% das vagas (uma em oito) por preencher, enquanto o segmento de Food&Beverage terá 12% de pessoal a menos (também um em oito).

Para Julia Simpson, president e CEO do WTTC President & CEO, “o Governo português colocou sempre o setor do turismo na vanguarda da sua agenda”, salientando mesmo que “já está a “abordar esta questão com medidas estratégicas”, frisando que o Ministério responsável pelo turismo “é muito proativo e introduziu uma política flexível para atrair talento”.

“O futuro do turismo em Portugal parece brilhante e, para garantir uma recuperação total da economia e do setor, é preciso preencher essas vagas para garantir que Portugal possa responder à procura dos viajantes há muito esperada”, diz Julia Simpson.

De referir que, recentemente, o mesmo WTTC revelou que, em toda a União Europeia, existiam 1,2 milhões de empregos por preencher no setor do turismo, aviação, hotelaria, com as agências de viagens a serem as mais impactadas.

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Análise

Nova edição: A (in)decisão do aeroporto, Cabo Verde, DP Tours Plus e BTL 2023

A indefinição quanto ao novo aeroporto de Lisboa e as perdas daí resultantes, dossier Cabo Verde, os planos da DP Tours Plus, lançamento da BTL 2023, Check-in e opiniões compõem a última edição do Publituris para o mês de julho.

Publituris

A última edição do mês de julho do Publituris, faz capa com a “velha” questão da localização do aeroporto para a região de Lisboa. A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) apresentou, recentemente, um estudo realizado pela EY, que aponta não para a escolha de uma das localizações estudadas (e já lá vão 17), mas para as perdas que o setor do turismo e economia portuguesa sofrerão.

O cenário mais pessimista aponta para uma perda de receitas superior a 21 mil milhões de euros. Daí pedir-se urgência numa decisão.

Além disso, trazemos um dossier especial dedicado a Cabo Verde que, mais do que um destino, é o destino de férias dos portugueses. Sónia Regateiro, COO da Solférias fez uma viagem virtual por um destino onde existe uma oferta que vai para além do sol e praia.

Em entrevista, Jorge Spencer Lima, presidente da Câmara do Turismo de cabo Verde (CTCV), passa em revista os grandes desafios que se colocam aos empresários do país, admitindo que “a promoção no mercado português passa por uma maior agressividade e presença nos media como forma de se transmitir uma mensagem de um destino seguro e amigo do turista português”.

Marcos Rodrigues, presidente da Câmara do Comércio do Sotavento (CCS), por sua vez, admite-se “convicto” que Cabo Verde tem ainda um grande potencial por descobrir e que “é importante e há que fazer mais para atrair muitos mais portugueses na área do investimento”.

Para além dos produtos sol e mar, já sobejamente conhecidos em Cabo Verde, surge a necessidade de se divulgar outros locais com características que se enquadram nas novas tendências da procura turística. Neste contexto, Santo Antão tem forte potencial por causa das suas características singulares e tem dados passos com vista a tornar-se num grande destino de turismo de natureza e ambiental.

Finalmente, Carlos Salgueiral, administrador-delegado da Cabo Verde Airlines, admite que a companhia quer voltar a ser parceiro da operação turística em Portugal.

Nos “Transportes”, fomos conhecer a nova oferta da DP Tours Plus. Diamantino Pereira, fundador e diretor-geral da empresa, faz um balanço positivo do arranque e revelou alguns planos para o futuro que, apesar dos desafios, passam pelo crescimento.

No “Meeting Industry”, e após um regresso em 2022, a BTL do próximo ano pretende reforçar a aposta na internacionalização e deu a conhecer os melhores stands da última edição.

Além do “Check-in”, as opiniões pertencem a Carlos Torres (jurista e professor da ESHTE), Jaime Quesado (economista e gestor) e António Paquete (economista).

Boas leituras!

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Tecnologia

Turismo impulsiona aumento de 45% da faturação dos negócios no primeiro semestre de 2022

No cenário de retoma do turismo, verificou-se uma melhoria na faturação proveniente de cartões estrangeiros, que em junho já estava 40% acima dos valores alcançado em 2019.

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A faturação com cartão alcançada pelos negócios em Portugal, durante o primeiro semestre de 2022, registou um crescimento acumulado de 45% face a 2021, indicando a REDUNIQ que a recuperação impulsionada pela recuperação da atividade turística.

De acordo com o acquirer português, esta enorme subida é em parte justificada pelo facto do primeiro trimestre de 2021 ter sido marcado por um confinamento obrigatório, atividades letivas suspensas e teletrabalho obrigatório. Ainda assim, o segundo trimestre apresentou valores de crescimento significativos de 40% face ao período homólogo, graças à recuperação das atividades turística.

Neste cenário de retoma do turismo, verificou-se também uma melhoria na faturação proveniente de cartões estrangeiros, que em junho já estava 40% acima dos valores alcançado em 2019 – que terá sido um dos melhores anos para o turismo em Portugal, em que foram recebidos cerca de 27 milhões de turistas – e que, paralelamente, e desde abril, representa já mais de 20% da faturação total dos negócios (valores próximos dos observados no pré-pandemia). Por sua vez, também a faturação de cartões nacionais continuou a evoluir, face a 2021, evidenciando uma normalização do comportamento de consumo dos portugueses.

Com base nestes números, Tiago Oom, diretor Comercial da UNICRE, salienta que, “com o regresso dos turistas e retoma das atividades associadas ao turismo, existe uma grande expectativa em relação aos resultados dos setores ligados ao turismo – hotelaria, restauração, etc. – e do seu impacto positivo na economia nacional”.

De resto, depois do INE anunciar que as receitas do turismo ultrapassaram os valores de 2019, os dados da REDUNIQ vêm agora comprovar essa tendência, que, segundo Tiago Oom, “acreditamos poder trazer resultados bastante interessantes aquando de uma análise mais fina da faturação obtida durante o verão.”

“Após um fortíssimo e inevitável impacto económico, bem como, consequentemente, uma crise de consumo sentida a nível mundial, por causa da COVID-19, começamos a recuperar e até a ultrapassar os valores alcançados em 2019. O turismo, que foi um dos principais setores impactados, voltou a impulsionar a nossa economia com o regresso de turistas de países como os EUA (peso de 11% em 2022 vs. 8% em 2019) e da Irlanda (9%) – que entra no top 5 das nacionalidades, retirando a Espanha da lista de países com maior peso no consumo em Portugal. Apesar de uma perda de 6%, um natural efeito do BREXIT, o Reino Unido continua a ser a origem mais relevante dos turistas que visitam Portugal (16% do total).”

Outra das análises presentes no mais recente REDUNIQ Insights revela uma evidente recuperação do consumo, de forma transversal a nível geográfico, notando-se uma subida em todos os distritos. Destacam-se, no entanto, como territórios de maior crescimento, os distritos em que o turismo é uma atividade económica basilar, como a Madeira e Faro, que atingiram crescimentos superiores a 60% em comparação com 2021. As regiões de Lisboa e Porto, também elas fortemente impactadas pelas quebras do turismo, e mais impactadas com fenómenos de teletrabalho (e confinamentos), foram as que evidenciaram a recuperação mais expressiva tanto no consumo de portugueses (+30%), como no consumo de estrangeiros (perto de 300%).

Ainda no que diz respeito aos hábitos de consumo, o contactless, como forma de pagamento, está cada vez mais democratizado entre os consumidores. Nos últimos seis meses, cerca de 3 em cada 4 compras com cartão (74%) foram efetuadas utilizando a tecnologia contactless. Para Tiago Oom, “é inquestionável que o contactless já faz parte do dia a dia de praticamente todos os portugueses. A nossa expectativa é que a utilização desta tecnologia continue a aumentar, ainda que de forma mais lenta, no quotidiano de consumo dos portugueses, acompanhando desta forma a realidade de outros países europeus”.

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Turismo

Setor do turismo chinês criará mais de 30 milhões de empregos na próxima década

A próxima década será de crescimento para o setor do turismo e viagens na China, antevê o WTTC. Se em termos laborais as previsões apontam para a criação de mais de 30 milhões empregos até 2032, a contribuição do setor para o PIB do país deverá atingir os 13,7%.

Victor Jorge

Os dados retirados do Economic Impact Report (EIR) do World Travel & Tourism Council (WTTC) sobre o setor do turismo chinês revelam que o país deverá criar mais de 30 milhões de empregos na próxima década, correspondendo a um quarto de todos os novos empregos gerados no país.

As previsões do WTTC antecipam que o setor deverá atingir mais de 107 milhões de colaboradores até 2032.

Mas não será somente o emprego no turismo a registar crescimentos. Os dados do WTTC antecipam, igualmente, uma evolução do PIB do setor do turismo e viagens a uma média de 9,7% nos próximos 10 anos, mais do dobro dos 4,4% de crescimento previsto para a economia global chinesa, tornando a China um dos países com maior crescimento no mundo.

Esta previsão faz com que as previsões indiquem um crescimento para o setor, podendo atingir valores superiores a 25,2 biliões de yuans (cerca de 3,7 biliões de euros), correspondendo a 13,7% do total da economia chinesa em 2032.

Além disso, os dados antecipam, também que a contribuição do setor do turismo e viagens para a economia global da China possa ultrapassar os níveis pré-pandémicos já no próximo ano, projetando-se um crescimento de quase 10% relativamente a 2019.

Isto faz com que, no final de 2023, a contribuição do setor para a economia nacional atinja os 13 biliões de yuans (cerca de 1,9 biliões de euros) com uma taxa de crescimento anual de mais de 32%.

Em termos de criação de emprego, o WTTC prevê que o setor também ultrapasse os níveis pré-pandémicos, com a criação de mais de 766 mil novos empregos, totalizando, assim, no final de 2023, mais de 83 milhões de colaboradores no setor.

No entanto, o WTTC salienta que estas previsões só serão concretizáveis, se a China continuar a facilitar as viagens tanto internamento como externamente.

Isto leva a presidente e CEO do WTTC a as previsões são “incrivelmente positivas”, advertindo, contudo, para o facto de “enquanto o resto do mundo e mesmo a região estarem a abrir para os viajantes, viajar para a China continua a não ser possível para os turistas internacionais”.

Assim, admite, “as viagens domésticas proporcionaram e continuarão a proporcionar algum alívio à economia da China, mas, no momento, os gastos com viagens internacionais são muito baixos e são críticos para a economia geral chinesa” e apesar de reconhecer que o corte no tempo de quarentena para os viajantes internacionais seja “um passo na direção correta”, Julia Simpson conclui que “não é o suficiente para ter um impacto real positivo”.

Recorde-se que, em 2019, quando o turismo estava no seu ponto mais alto, os gastos dos turistas internacionais na China atingiram perto de 951 mil milhões de yuans (cerca de 140 mil milhões de euros). Contudo, no ano passado, com as fronteiras fechadas, os gastos totais foram inferiores a 91 mil milhões de yuans (cerca de 13,5 mil milhões de euro), correspondendo a somente 3% do valor, ou seja, uma perda de mais de 850 mil milhões de yuans (mais de 125 mil milhões de euros).

Antes da pandemia (2019), a contribuição total do setor do turismo e viagens na China para o PIB do país rondava os 11,6% (mais de 11,9 biliões de yuans, cerca de 1,7 biliões de euros), tendo caído para 4,3% (perto 4,5 biliões de yuans, mais de 660 mil milhões de euros), representando uma quebra de 62,5%.

Já em termos de emprego, o setor contribuía com mais de 82 milhões de colaboradores antes da pandemia, tendo perdido mais de 12 milhões (o equivalente a mais de 15%) para um total de 69 milhões em 2020.

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Tecnologia

“A atual recuperação do setor será mais digital, muito mais sustentável e a adoção da tecnologia será fundamental”

Num momento em que as empresas recuperam, a facilitação de processos e a criação de melhores experiências, tornam-se imprescindíveis. João Carvalho, Head of SAP Concur | Southern Europe and Francophone Africa, falou com o Publituris e deu a conhecer as mais-valias da nova solução SAP.

Victor Jorge

Muitas empresas utilizam soluções digitais para simplificarem a reserva de viagens, outras utilizam software de gestão de despesas para ajudarem os colaboradores a simplificarem o processo de envio de despesas e aceleração de reembolsos. No entanto, para criarem experiências excecionais de colaborador e, ao mesmo tempo, controlarem os custos, as empresas têm de encontrar formas de integrarem as suas abordagens à gestão de viagens e despesas (T&E) numa única estratégia coesa.

Por isso, João Carvalho, Head of SAP Concur | Southern Europe and Francophone Africa, salienta que “as empresas estão cada vez mais interessadas em soluções que ajudem os gestores de viagens e os responsáveis de Recursos Humanos a avaliar e gerir o risco das viagens”, sendo essencial “facilitar e desburocratizar cada vez mais os processos empresariais, tendo em conta o impacto ambiental das deslocações”.

A SAP apresentou, recentemente, a solução SAP Concur. No que consiste esta solução e que mais-valia traz ao setor do turismo e respetivos atores?
A SAP Concur é uma solução que pode definir-se como uma solução integral de gestão de viagens de empresa e de reembolso de despesas do colaborador. Graças a esta solução, um processo que, tipicamente, sempre foi manual passa agora a ser digital e possível de o fazer numa única plataforma e que está nas mãos do colaborador, que gere e/ou realiza essa deslocação e que com isso acaba por gerar despesas para liquidar.

Neste momento, o setor do turismo de negócios está a viver uma recuperação relevante e tanto as empresas como os seus colaboradores requerem cada vez mais soluções digitais de fácil utilização para realizar a gestão completa das suas deslocações profissionais da mesma forma que o fazem nas suas deslocações de âmbito pessoal. Na situação atual, onde ainda existem restrições e as empresas, em geral, estão a repensar todo o programa de viagens, contar com uma solução deste estilo gera por sua vez um sentimento de confiança no colaborador e, ao mesmo tempo, de controlo, na organização, facilitando assim o regresso das viagens corporativas gerando desta forma um impacto positivo no setor turístico.

Trata-se de uma solução end-to-end que dizem diferenciar-se da concorrência em Portugal. Em que aspetos?
Quando nos referimos ao processo end–to–end falamos da conjugação, numa única aplicação, dos processos de viagens e de despesas. Ou seja, o colaborador pode fazer diretamente, na aplicação, todo o processo de aprovação e reserva online, em tempo real, dos diversos serviços que vai precisar para a sua viagem (aéreo, hotel, rent-a-car, etc…). À posteriori, e na mesma app, fará o upload dos recibos referentes às despesas associadas a essa viagem ou deslocação. Após esta fase, os documentos estarão sujeitos ao processo de aprovação que a empresa tenha pré-definido, seguindo depois para a área financeira de forma a ser realizado o reembolso correspondente ao colaborador. A nível organizacional, estes dois processos sempre ocorreram de forma separada – as viagens acabavam por ser geridas por uma equipa e as despesas, que acabam por ser o impacto desta ação, por outros elementos da empresa (obviamente que cada empresa tem a sua organização interna).

Esta solução permite juntar estes dois “mundos” tornando-se num processo único, end-to-end, para o colaborador. Assim, a SAP Concur permite uma gestão integral e digital de todo o processo.

Em relação ao mercado português temos vindo a constatar que os processos são ainda muito manuais, baseados em papel e em aprovações (via email) e que existem ainda organizações onde é requerida, por exemplo, uma assinatura manual das chefias. Sentimos, por isso, que havia uma janela de oportunidade para melhoria de todo este processo. Melhoria esta que tem vindo a ser pedida pelos próprios colaboradores, uma vez que facilita não só a sua vida como a do back office.

O setor do turismo de negócios está a viver uma recuperação relevante e tanto as empresas como os seus colaboradores requerem cada vez mais soluções digitais de fácil utilização

 

Futuro (obrigatoriamente) digital
A tecnologia ou digitalização entraram, definitivamente, no léxico do setor do turismo. Que maiores dificuldades ou desafios são colocados na explicação da necessidade dos players do turismo enveredarem por este tipo de soluções?
No que se refere ao turismo de negócios, o impacto da tecnologia segue o mesmo caminho que o turismo de lazer. Neste sentido a adoção de ferramentas tecnológicas para otimizar a relação entre o viajante e a empresa fornecedora do serviço (seja a agência de viagens ou outros) é, claramente, uma prioridade e uma linha de ação chave para a otimização dos processos internos. Muitos dos processos de back office de gestão dos fornecedores são ainda bastante manuais e, sem dúvida alguma que uma parte desses serviços deverá ser otimizada recorrendo, naturalmente, à tecnologia.

A atual recuperação do setor será mais digital e, sem dúvida, muito mais sustentável, e a adoção da tecnologia será fundamental.

A par da solução há a fase técnica e de formação. Como é que se processa esta questão. Dão formação aos vossos clientes? Como e em que base? É uma formação contínua?
A formação é parte intrínseca do processo de implementação das nossas soluções. Esta formação pode ser realizada com foco no “Train the trainer” ou diretamente ao utilizador final. Os nossos parceiros de implementação definem com o cliente que tipo de formação é requerida de forma a garantir a correta adoção da ferramenta. Ao longo da vida de utilização das soluções, por parte dos clientes, a SAP Concur comunica de forma regular as inovações que as soluções vão sofrendo de forma a maximizar a utilização por parte dos clientes.

De salientar que se trata de uma solução intuitiva e de fácil utilização. A aplicação móvel SAP Concur está disponível para iOS e Android e é uma das poucas aplicações corporativas com níveis de aceitação semelhantes ao consumo de massa como WhatsApp ou Spotify.

Quais são os maiores entraves ao processo de digitalização das empresas no e do setor do turismo?
No caso das soluções da SAP Concur, o processo de digitalização, que é o que nos permite entrar em contacto direto com as empresas do setor turismo, assenta na distribuição, emissão e faturação dos serviços. Por vezes, o que acontece é depararmo-nos com algumas dificuldades nos processos de integração com as soluções das próprias empresas turísticas. Muitas dessas empresas utilizam sistemas desenvolvidos taylor made e que vão requerer integração com outras ferramentas que existem no mercado, como é caso da SAP Concur. Estas situações têm impacto na velocidade na qual se pode ativar o serviço, aportando algum esforço adicional.

Por outro lado, é certo que cada vez mais as empresas estão a adotar soluções tecnológicas mais modernas, tipicamente em cloud, o que permitirá, no futuro, uma maior agilidade e capacidade de adaptação e resposta às necessidades do mercado corporativo que são, sem quaisquer dúvidas, cada vez mais digitais.

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Dividem as soluções Concur em “Travel” e “Expense”. O que caracteriza estas sub-soluções?
Ainda que se tratem de uma única plataforma, as soluções específicas da SAP Concur podem de facto ser ativadas e consumidas de forma autónoma. As nossas soluções podem dividir-se em dois grandes grupos: Concur Travel e Concur Expense.

A primeira refere-se a todo processo de reserva, aprovação e emissão online de bilhetes dos diferentes serviços requeridos pelo colaborador e que cumprem com a política da empresa. Trata-se de um motor de busca muito similar ao de um de viagens comumente usado pelo grande público, mas com uma grande diferença, garante que as opções oferecidas pela solução, ao colaborador, são aquelas definidas pela empresa de acordo com a sua política de viagens.

Já a “Concur Expense”, refere-se a todos os processos relacionados com a gestão de despesas desde a captura digital (fotografia) dos recibos em papel; o processo de aprovação dos mesmos; os centros de custo aos quais serão imputados; as ajudas de custo; adiantamentos e, ainda, aos processos de auditoria interna e integração com os movimentos dos cartões de crédito. Todos estes processos são suportados pela solução de Expense em conjunto com a solução de Travel.

Estas soluções ou sub-soluções destinam-se a que setores de atividade dentro do universo do turismo?
As soluções de Travel têm uma integração direta com a Agência de Viagens que, por sua vez, presta um serviço ao cliente final. Na prática, a maior parte dos conteúdos / inventariado chega, à Concur Travel, através da agência que está conectada ao Global Distribution System (GDS), sendo assim possível analisar todo o inventário existente.

Também existem outras integrações, com o mundo hoteleiro, que dão a possibilidade de utilizar os serviços diretos de plataformas ou agregadores como booking.com ou HRS. Diria, então, que os principais conteúdos consumidos pelo Concur Travel são o aéreo, os hotéis e os rent-a-car, tornando-se assim um canal digital para o mundo corporativo e para qualquer empresa que atue nestes setores.

No mercado português temos vindo a constatar que os processos são ainda muito manuais, baseados em papel, em aprovações (via email) ou uma assinatura manual das chefias


Como integrar as soluções nas atuais estruturas e de que forma facilitam o dia-a-dia das mesmas?

Um dos principais pontos de integração é, sem dúvida, o Global Distribution System (GDS) que acaba por alimentar todo o setor de distribuição de viagens (agências de viagens). As que prestam serviço, ao segmento corporativo, estão cada vez mais integradas com o Concur e com os modelos de booking online. À medida que este modelo vai sendo adotado pelas empresas, as próprias agências de viagens também farão as restantes otimizações nas integrações necessárias para assim poder captar os benefícios e eficiências organizacionais gerados pelo volume de bookings online.

Que integração existe com as restantes soluções SAP?
Todo o processo de viagens e despesas termina como um input na contabilidade da empresa e, por isso, contamos com uma integração nativa com os módulos financeiros de SAP ERP, o que permite uma contabilização sem esforço e uma comunicação bidirecional entre ambos sistemas. Também de referir que a estrutura organizativa, a nível de recursos humanos, que está suportado no SAP ERP também está integrada nativamente com SAP Concur facilitando, assim, a atualização dos perfis dos colaboradores de uma forma otimizada. Existem outras integrações disponíveis, como por exemplo, com a plataforma analítica da SAP.

De referir que, a Concur, foi adquirida pela SAP, em 2014, e por isso contamos, no nosso portfólio, com um set importante de integrações com outros sistemas financeiros, RH e CRM de mercado.

Que outras soluções poderão ou deverão ser tidas em conta pelo universo do turismo (de forma geral), de modo a melhorar a gestão e eficiência do negócio?
O portfólio da SAP é bastante amplo e, de forma geral, as empresas do universo do turismo podem adotar essas soluções, quer no âmbito da eficiência interna quer na gestão dos seus clientes ou fornecedores. A digitalização e a melhoria de eficiência do setor do turismo é relevante e equivalente a outros setores de atividade.

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Turismo

Abertas as candidaturas para o programa de inovação e transição energética do setor do turismo

O objetivo desta iniciativa passa por reforçar o posicionamento do país enquanto destino turístico sustentável e seguro.

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O Turismo de Portugal, a Beta-i e a EDP uniram-se para a quinta edição do The Journey, programa de inovação aberta que este ano tem nova edição “verde” que pretende apoiar a transição energética e a sustentabilidade de um dos setores mais importantes da economia nacional.

Esta iniciativa pretende reforçar o posicionamento do país enquanto destino turístico sustentável e seguro, desafio aberto a startups de todo o mundo que queiram colaborar com empresas de referência do setor, com vista a desenvolver pilotos, podendo inscrever-se na página do programa até dia 8 de agosto de 2022.

Após as quatro edições do “The Journey”, que recebeu, no total, mais de 400 soluções, vindas de quase 80 países, e deu origem a 51 pilotos com impacto real na indústria ao longo dos anos, a nova edição ganha um novo propósito. Desta forma, com vista a acompanhar os desafios atuais do setor, surge o “The Green Journey” focado no desenvolvimento de projetos-piloto que visem promover a transição energética do Turismo. Perante este contexto, até ao final do ano, o objetivo é que os projetos criados cumpram os requisitos de redução do impacto ambiental da atividade e promovam Portugal enquanto um destino de eleição para turistas e empresas com interesse na gestão ambiental do setor.

Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, salienta que “a sustentabilidade é hoje um fator de atratividade e competitividade dos destinos turísticos”. Por isso, o responsável pelo instituto Público afirma que “acelerar a transição ambiental e valorizar a componente social são caminhos a prosseguir”, considerando ainda que “a eficiência energética das empresas tem uma importância crescente, tornando-se fundamental criar condições que lhes permitam modernizar as suas operações, convergindo na transição energética definida que estabelece, para 2027, a meta de 90% das empresas do setor com gestão eficiente da energia, a par das recomendações da Comissão Europeia no sentido da descarbonização da economia em 2050 e a sua transição para um modelo de economia circular”.

O apoio do Turismo de Portugal ao programa The Journey é, por isso, “mais um importante passo no nosso compromisso com a transição para a neutralidade carbónica do destino”, afirma Luís Araújo.

Já Diogo Teixeira, CEO da Beta-i Portugal”, refere que “a sustentabilidade é uma temática incontornável para todas as indústrias, já que cada vez mais a conduta das empresas relativamente ao seu impacto ambiental vem condicionar o seu sucesso e competitividade no mercado”.

E o Turismo “não é uma exceção”, segundo o mesmo, salientando que sendo uma das atividades com maior importância na economia nacional, “é chamada a dar o exemplo e a implementar as melhores práticas ambientais, reduzindo a sua pegada no planeta”. Neste cenário, o “The Green Journey” pretende ajudar os players do Turismo na transição energética, permitindo-lhes “inovarem em conjunto com startups de todo o mundo, de forma a criarem soluções para o desenvolvimento sustentável do seu negócio, bem como do Turismo como um todo”, conclui Diogo Teixeira.

Após o período de candidaturas, entre junho e agosto, as startups selecionadas para integrarem o programa trabalharão em conjunto com as empresas parceiras do programa no desenvolvimento de pilotos sob a gestão técnica da consultora Beta-i, focados em desafios relacionados desde eficiência energética, geração de energia limpa e fomento ao turismo mais verde e consciente.

A EDP junta-se à iniciativa para assumir o papel de mentora e especialista de projetos que atuem no aumento da eficiência da gestão dos recursos de energia, para aumentar a compreensão dos desafios que surgem dentro da temática de transição energética, bem como para ajudar a desenvolver soluções próximas da realidade do mercado.

A lista de parceiros completa-se ainda com entidades de referência no setor do Turismo como o grupo hoteleiro The Pestana Hotel Group, o grupo Vila Galé Hotéis, a Time Out Market, o Martinhal Residences e a Bestravel.

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36% dos 6,1MM€ do PRT já estão no terreno

Um ano depois de anunciado o plano de ação “Reativar o Turismo | Construir o Futuro” foi feito um balanço. As contas indicam que mais de 2,1 mil milhões de euros (36% dos 6,1 mil milhões do PRT) já foram alocados e que das 52 medidas, 40 (78%) já têm iniciativas lançadas ou em curso.

Victor Jorge

Pouco mais de um ano depois de ser apresentado (maio de 2021), foi feito o balanço da implementação e desenvolvimento do plano de ação “Reativar o Turismo | Construir o Futuro” (PRT), com o presidente do Turismo de Portugal (TdP), Luís Araújo, a indicar que dos 6,1 mil milhões de euros a que corresponde o plano, cerca de 2.169 milhões de euros, ou seja, 35,5% já estão no terreno “para benefício do setor”.

Deste montante, 825 milhões de euros foram disponibilizados às empresas nos diversos pilares de atuação do PRT em medidas como: Linha de Apoio ao Turismo, Linha de Apoio à Qualificação da Oferta (reforço), Linha de Apoio a Tesouraria de MPEs (reforço), programas Banco Português de Fomento Recapitalização estratégica e Consolidar, Programa Transformar Turismo, Programa Adaptar Turismo, Portugal Events e Programa Portugal Ventures call for tourism.

Numa sessão que, para além da presença do presidente do TdP, contou com a presença do ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, e da secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, para além do presidente da Confederação do Turismo de Portugal, Francisco Calheiros, e diversos presidentes das Regiões de Turismo, também foi mostrado que das 52 medidas 40 têm já iniciativas lançadas ou em curso, correspondendo a uma taxa de implementação superior a mais de 78%.

19,1 MM€ de receitas em 2022
Na apresentação do plano de ação para o turismo, Luís Araújo relembrou o objetivo de chegar a 2027 com receitas superiores a 27 mil milhões de euros, destacando que para 2022, as estimativas apontam para se atingir 19,1 mil milhões de euros, admitindo que “se está no bom caminho para se atingir o objetivo a que nos propusemos”.

O presidente do Turismo de Portugal salientou ainda os mais de 136 mil milhões de euros que o turismo deverá gerar em receitas de 2021 a 2027. Referenciados foram também as 37,4 milhões de dormidas no ano de 2021, correspondendo a uma subida de 41,2% face a 2020, mas a uma quebra 46,6% relativamente a 2019.

As dormidas no primeiro quadrimestre de 2022 (janeiro-abril) atingiram as 15 milhões, significando uma subida de 449,2% face ao mesmo período de 2021 e de 64,7% relativamente a período homólogo de 2020. Já comparadas com os primeiros quatro meses de 2019, os números mostram ainda uma diferença negativa de 12%.

A região em destaque neste período de 2022 é a do Alentejo, única região ficou acima dos números de 2019 (+5,5), seguida de Norte e Centro, contudo ambas com resultados ainda negativos (-4,7% e 4.8%, respetivamente).

E se as receitas de 2021 ficaram ligeiramente abaixo dos 10 mil milhões de euros (9.943 milhões para precisar), os indicadores para os primeiros quatro meses são animadores, já que revelam que ficaram 267,2% acima de 2021 e 56,9% relativamente, sendo, contudo, a boa notícia a indicação de que, no primeiro quadrimestre de 2022 as receitas ultrapassaram em 0,7% as de 2019, atingindo os 4.286 milhões de euros.

Luís Araújo passou ainda em revista os quatro pilares de atuação do PRT (1. Apoiar as Empresas; 2. Fomentar Segurança; 3. Gerar Negócio; e 4. Construir o Futuro), sendo que dos 2.169 milhões de euros já alocados, a maior fatia está no apoio às empresas, com 1.470 milhões de euros de uma dotação de 3.000 milhões de euros.

Referindo ainda que o PRT não é um plano estático, mas que carece sempre de “flexibilidade e adaptabilidade”, Luís Araújo anunciou, também, que o PRT vai ter “um ‘dashboard’ público no qual toda a informação será disponibilizada e atualizada semanalmente com cada uma das iniciativas lançadas”.

No início da sessão, Rita Marques (SETCS), enfatizou a necessidade de o setor aproveitar a oportunidade que este plano “Reativar o Turismo | Construir o Futuro” oferece às empresas nacionais do turismo, para que “definitivamente enveredem pela dupla transição verde e digital, de modo a se ajustarem às necessidades e exigências dos novos turistas e se tornarem mais resilientes a choques conjunturais, como aqueles que vivemos nestes dois últimos anos”.

Turismo como locomotiva
A fechar a sessão, António Costa e Silva, ministro da Economia e do Mar, salientou “a importância para Portugal de termos um setor do turismo em plena atividade o mais rapidamente possível, pois o seu efeito irá fazer-se sentir também num conjunto vasto de outros setores da nossa economia”, considerando o setor um “pilar essencial para o desenvolvimento do país”.

Mostrando-se preocupado com os custos e a subida de preços, António Costa e Silva destacou ainda o facto de “precisamos de empresas fortes, de um Banco de Fomento (BdF) forte para conseguir apoiar as empresas no desenvolvimento do país”, admitindo mesmo que o BdF é “estratégico para a capitalização do setor”, já que “não será a banca comercial a ajudar as empresas a regressarem a balanços positivos”.

António Costa e Silva considerou ainda que o PRT é um instrumento “muito poderoso” para esse efeito e manifestou-se confiante de que o mesmo continuará a ser executado “a bom ritmo, como tem acontecido desde o seu lançamento em junho de 2020”.

No final o ministro da Economia e do Mar salientou que o setor do Turismo pode ser “uma locomotiva para puxar pelos outros setores de atividade e áreas, considerando ainda que “é um pilar fundamental na transformação sustentável que o país vai fazer”.

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Nova Edição: Os Meeting Forums, Turismo Religioso e os projetos da hotelaria em aberto

A primeira edição de julho do Publituris faz um balanço dos Meeting Forums e traz a fotoreportagem do evento. Também pode ler o que aconteceu nos X Workshops Internacionais de Turismo Religioso, os objetivos da Associação Ibérica de Turismo do Interior (AITI), bem como o dossier sobre os projetos na hotelaria e o balanço feito pela United Airlines.

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A primeira edição de julho do Publituris faz capa com um resumo dos Meeting Forums que juntaram, de 21 a 23 de junho, 17 buyers internacionais com 21 suppliers nacionais.

Além da fotoreportagem, ouvimos os participantes nacionais no evento que revelaram um grande otimismo para o presente ano. Certo é que o segmento MICE está em crescendo, com a procura a ser grande e a exigência por respostas rápidas a ser uma constante, mas para a qual a falta de recursos humanos constitui agora o grande desafio.

O Publituris também marcou presença nos X Workshops Internacionais de Turismo Religioso, em Fátima e na Guarda. Também aqui o otimismo reinou, mas todas as vozes enalteceram que a recuperação está a caminhar muito lentamente, até porque depende de turistas transcontinentais e de mercados que só agora estão a abrir às viagens internacionais.

Nasceu para unir os empresários, valorizar os recursos e aproximar os territórios da Raia no que ao turismo diz respeito, estruturar a oferta deste território comum, criando marcas fortes que coloquem essas regiões de fronteira no mapa turístico ibérico. Por isso, a Associação Ibérica de Turismo do Interior (AITI) tem por objetivos defender o turismo como setor criador de riqueza e sustentabilidade, com base nos seguintes princípios: unir, cooperar, colaborar, comercializar, ligar, sensibilizar, dar visibilidade, exigir, construir e tornar sustentável.

Esta edição traz, também, um “Check-in Especial” dedicado exclusivamente à temática do aeroporto para a região de Lisboa. Depois de anunciado não um, mas dois aeroportos pelo ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, o despacho foi revogado pelo primeiro-ministro, António Costa, pelo quisemos ouvir a opinião dos membros do Conselho Editorial do Publituris sobre esta matéria.

O “Pulse Report”, uma parceria entre o Publituris e a GuestCentric, mostra os dados relativos ao mês de junho, revelando que o “Pick-up” está a desacelerar, mantendo-se, contudo, acima de 2019. O “report” revela ainda dados relativos ao preço médio, procura por datas, cancelamentos, canais e mercados.

Os projetos da hotelaria são o tema do dossier desta edição. Portugal tem, até 2026, mais de 200 projetos de hotelaria em pipeline e, apesar da mudança de conjuntura internacional e do aumento da inflação e dos custos, a grande maioria dos projetos parece manter-se de pedra e cal. Apesar de alguns atrasos, as perspetivas são positivas e muitos dos novos hotéis previstos devem mesmo abrir portas nas datas anunciadas.

Nos “Transportes”, a United Airlines faz um balanço positivo das rotas portuguesas. Ao Publituris, a companhia aérea dos EUA destaca a aposta nos Açores e na rota entre Lisboa e Nova Iorque/Newark, que passou a contar com um avião maior desde março, reforçando a “importância desta rota e de Portugal como destino na rede” da companhia.

As opiniões desta edição pertencem a Jorge Catarino (ISCTE), Pedro Castro (SkyExpert) e António Paquete (economista).

Boas leituras!

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Edição Digital: Os Meeting Forums, Turismo Religioso e os projetos da hotelaria em aberto

A primeira edição de julho do Publituris faz um balanço dos Meeting Forums e traz a fotoreportagem do evento. Também pode ler o que aconteceu nos X Workshops Internacionais de Turismo Religioso, os objetivos da Associação Ibérica de Turismo do Interior (AITI), bem como o dossier sobre os projetos na hotelaria e o balanço feito pela United Airlines.

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A primeira edição de julho do Publituris faz capa com um resumo dos Meeting Forums que juntaram, de 21 a 23 de junho, 17 buyers internacionais com 21 suppliers nacionais.

Além da fotoreportagem, ouvimos os participantes nacionais no evento que revelaram um grande otimismo para o presente ano. Certo é que o segmento MICE está em crescendo, com a procura a ser grande e a exigência por respostas rápidas a ser uma constante, mas para a qual a falta de recursos humanos constitui agora o grande desafio.

O Publituris também marcou presença nos X Workshops Internacionais de Turismo Religioso, em Fátima e na Guarda. Também aqui o otimismo reinou, mas todas as vozes enalteceram que a recuperação está a caminhar muito lentamente, até porque depende de turistas transcontinentais e de mercados que só agora estão a abrir às viagens internacionais.

Nasceu para unir os empresários, valorizar os recursos e aproximar os territórios da Raia no que ao turismo diz respeito, estruturar a oferta deste território comum, criando marcas fortes que coloquem essas regiões de fronteira no mapa turístico ibérico. Por isso, a Associação Ibérica de Turismo do Interior (AITI) tem por objetivos defender o turismo como setor criador de riqueza e sustentabilidade, com base nos seguintes princípios: unir, cooperar, colaborar, comercializar, ligar, sensibilizar, dar visibilidade, exigir, construir e tornar sustentável.

Esta edição traz, também, um “Check-in Especial” dedicado exclusivamente à temática do aeroporto para a região de Lisboa. Depois de anunciado não um, mas dois aeroportos pelo ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, o despacho foi revogado pelo primeiro-ministro, António Costa, pelo quisemos ouvir a opinião dos membros do Conselho Editorial do Publituris sobre esta matéria.

O “Pulse Report”, uma parceria entre o Publituris e a GuestCentric, mostra os dados relativos ao mês de junho, revelando que o “Pick-up” está a desacelerar, mantendo-se, contudo, acima de 2019. O “report” revela ainda dados relativos ao preço médio, procura por datas, cancelamentos, canais e mercados.

Os projetos da hotelaria são o tema do dossier desta edição. Portugal tem, até 2026, mais de 200 projetos de hotelaria em pipeline e, apesar da mudança de conjuntura internacional e do aumento da inflação e dos custos, a grande maioria dos projetos parece manter-se de pedra e cal. Apesar de alguns atrasos, as perspetivas são positivas e muitos dos novos hotéis previstos devem mesmo abrir portas nas datas anunciadas.

Nos “Transportes”, a United Airlines faz um balanço positivo das rotas portuguesas. Ao Publituris, a companhia aérea dos EUA destaca a aposta nos Açores e na rota entre Lisboa e Nova Iorque/Newark, que passou a contar com um avião maior desde março, reforçando a “importância desta rota e de Portugal como destino na rede” da companhia.

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Global Blue lança campanha de sensibilização ‘Tax Free’ no Algarve

A campanha da Global Blue vai estar no Algarve durante todo o mês de julho e tem como objetivo aumentar o volume de compras feitas pelos turistas ingleses em Portugal.

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A Global Blue acaba de lançar uma campanha que divulga as vantagens do “Tax Free” junto dos comerciantes algarvios com o objetivo de sensibilizá-los para a “grande oportunidade para explorarem este segmento de mercado”.

A campanha, que divulga as vantagens do “Tax Free”, estará presente em diversos suportes ao longo da jornada turística, desde o aeroporto aos pontos mais frequentados, como centros comerciais, onde haverá equipas de promotoras a prestarem aconselhamento sobre as múltiplas opções que o Algarve oferece ao nível do Turismo de Compras.

Renato Leite, Managing Director da Global Blue em Portugal, sublinha “a importância do Turismo de Compras e da importância do ‘Tax Free’ enquanto instrumento à disposição dos comerciantes algarvios para alavancarem as suas as vendas”, recorrendo aos dados da SIBS que indicam que o valor médio de compra em ‘Moda e Acessórios’, em 2021, foi de 76€ ao passo que, segundo dados da Global Blue, no mesmo setor e período, o valor médio de compra “Tax Free” foi de 615€, portanto, oito vezes superior.

Renato Leite acrescenta ainda que o Turismo de Compras “tem um impacto económico muito relevante no comércio local e que tem vindo a crescer de tal forma, que a Organização Mundial do Turismo o classifica como um segmento estratégico e com maior potencial de crescimento no turismo para os próximos anos”.

Os dados da Global Blue revelam, por exemplo, que o valor da compra média dos turistas ingleses atingiu os 600€, em 2022, e que a campanha “promete impactar mais de meio de milhão de turistas”.

A campanha da Global Blue vai estar no Algarve durante todo o mês de julho e tem como objetivo aumentar o volume de compras feitas pelos turistas ingleses em Portugal, que, até março de 2022 era de menos de 2% do total de compras efetuado por clientes do Reino Unido na Europa, ficando, por exemplo, muito aquém de Espanha, que consegue captar 13% desse tipo de investimento.

Para ajudar os comerciantes a poderem usufruir do potencial do Turismo de Compras, a Global Blue fez um acordo com a SIBS/Multibanco e com a Reduniq para permitir a utilização da aplicação “Tax Free” da Global Blue em toda a gama de SmartPOS disponibilizada aos comerciantes em Portugal.

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