Edição digital
Assine já
PUB
Destinos

Galiza quer reforçar sinergias com Portugal no turismo

Com 50% do turismo internacional chegado à Galiza a ser proveniente de Portugal, as reuniões, nomeadamente, com o presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), Luís Pedro Martins, revelaram o interesse na criação de um ‘cluster’ da euroregião.

Publituris
Destinos

Galiza quer reforçar sinergias com Portugal no turismo

Com 50% do turismo internacional chegado à Galiza a ser proveniente de Portugal, as reuniões, nomeadamente, com o presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), Luís Pedro Martins, revelaram o interesse na criação de um ‘cluster’ da euroregião.

Publituris
Sobre o autor
Publituris
Artigos relacionados
Autarca de Lisboa insiste na subida da taxa turística para ter “melhor limpeza, melhores espaços, mas também mais cultura”
Alojamento
Costa Cruzeiros lança novos itinerários no Japão e sudeste asiático para o inverno 2025-26
Transportes
TAP lança promoção para assinalar 60.º aniversário de voos para a Madeira
Aviação
Centro Interpretativo “Os Murais de Almada nas Gares Marítimas” abre em fevereiro de 2025
Destinos
INE confirma que atividade turística superou níveis de 2019 no ano passado
Alojamento
“As tecnologias e aplicações que estão já disponíveis são muitas, mas ainda muito pouco expressivas em relação ao que aí vem”
Tecnologia
CEO da Iberia mostra interesse na TAP e espera aprovação da compra da Air Europa
Aviação
Madeira e TAP assinalam 60.º aniversário dos voos entre Lisboa e a região
Destinos
Pedro Machado homenageia “os verdadeiros músculos” da atividade turística
Eventos Publituris
“Acelerar a Economia” é ”muito positivo” para o Turismo, considera CTP
Turismo

Mais de 30 empresários galegos do setor turístico reuniram-se em Vila Nova de Gaia para promover os seus negócios e fortalecer “sinergias” com Portugal, país que representa perto de “50% do turismo internacional” daquela região.

Reunidas no espaço WOW, em Vila Nova de Gaia, cerca de 35 empresas galegas do setor da hotelaria, restauração e turismo, “potenciaram a Galiza em Portugal”, disse o presidente do Cluster de Turismo da Galiza, Cesáreo González Pardal.

“Quase 50% do turismo internacional que temos é de Portugal, com o qual queremos fortalecer sinergias”, referiu Cesáreo González Pardal.

Além de uma oportunidade para estreitar relações comerciais, o evento, intitulado ‘Galicia Meets Portugal’, serviu também para “fortalecer as relações institucionais” entre a Galiza e Portugal, em particular, a região Norte.

Da reunião à porta fechada, na qual marcou presença o presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), Luís Pedro Martins, e o vice-presidente do Governo Regional da Galiza e Conselheiro Regional da Presidência, Justiça e Turismo, Alfonso Rueda Valenzuela, resultou um objetivo comum: “trabalhar conjuntamente” e procurar atrair novos mercados turísticos, como o sul e norte-americano.

“Temos um mercado a nível europeu e transatlântico, como o México e o Brasil, no qual podemos trabalhar conjuntamente. Portugal tem um aeroporto do qual beneficiamos e através do qual o turista internacional chega à nossa região”, destacou Cesáreo González Pardal, acrescentando que o objetivo é que o turista que visita Portugal, possa viajar, facilmente, até à Galiza.

Cesáreo González Pardal adiantou ainda estar já agendada uma terceira reunião com os empresários portugueses e galegos para “perceber quais as suas intenções” e que novos mercados consideram “prioritários atrair para a Galiza e Portugal”.

À margem da reunião, Luís Pedro Martins salientou que o objetivo passa por “levar dois países, uma euroregião a promover-se no resto do mundo”.

“Há razões para pensarmos na criação de um ‘cluster’ da euroregião, um ‘cluster’ transfronteiriço de turismo, onde juntamos empresas dos dois países que poderão realizar ações de promoção noutros países”, disse, salientando que as duas regiões “têm muito em comum”, como a gastronomia e vinhos, mas também os Caminhos de Santiago e Patrimónios Mundiais da Humanidade.

Questionado sobre se a criação desta “euroregião” permitiria reivindicar, junto da TAP, a importância do aeroporto Francisco Sá Carneiro, Luís Pedro Martins disse acreditar que “há razões para se acreditar no aeroporto”, que serve cerca de “cinco milhões de passageiros”.

“Estamos a trabalhar com a TAP e a tentar que de facto a TAP reconheça essa importância (…) Queremos fazer a TAP acreditar que é possível aumentar o número de voos quer para os Estados Unidos, quer para o Brasil, mas também de rotas”, afirmou, lembrando, contudo, que se essa não for uma prioridade para a companhia aérea portuguesa, o TPNP tem, juntamente com a tutela, de encontrar “outras soluções”.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Artigos relacionados
Autarca de Lisboa insiste na subida da taxa turística para ter “melhor limpeza, melhores espaços, mas também mais cultura”
Alojamento
Costa Cruzeiros lança novos itinerários no Japão e sudeste asiático para o inverno 2025-26
Transportes
TAP lança promoção para assinalar 60.º aniversário de voos para a Madeira
Aviação
Centro Interpretativo “Os Murais de Almada nas Gares Marítimas” abre em fevereiro de 2025
Destinos
INE confirma que atividade turística superou níveis de 2019 no ano passado
Alojamento
“As tecnologias e aplicações que estão já disponíveis são muitas, mas ainda muito pouco expressivas em relação ao que aí vem”
Tecnologia
CEO da Iberia mostra interesse na TAP e espera aprovação da compra da Air Europa
Aviação
Madeira e TAP assinalam 60.º aniversário dos voos entre Lisboa e a região
Destinos
Pedro Machado homenageia “os verdadeiros músculos” da atividade turística
Eventos Publituris
“Acelerar a Economia” é ”muito positivo” para o Turismo, considera CTP
Turismo
PUB
Tecnologia

“As tecnologias e aplicações que estão já disponíveis são muitas, mas ainda muito pouco expressivas em relação ao que aí vem”

“Walk the Talk: AI in Hospitality and Travel 2024-2026”, que se realiza em Lisboa, é o “kick-off” para mais 23 eventos que a BAE Ventures irá realizar em todo o mundo, focados no setor do turismo. Para Henrique Veiga, CEO da BAE Ventures, estamos ainda no início, admitindo que “estamos perante o nascer de uma nova era, comparável ao aparecimento da internet, e que vai mudar profundamente o mundo tal como o conhecemos”.

Há muito que a Inteligência Artificial (IA) entrou no léxico de todo o mundo e o setor do turismo não poderia ser indiferente a esta “nova realidade”. A BAE Ventures escolheu Lisboa com cidade anfitriã do primeiro evento – de um conjunto de 24 que se realizarão em todos o mundo – que irá discutir como a IA poderá intervir na hospitality e viagens, sendo certo que, segundo o que Henrique Veiga, CEO da BAE Ventures, assinalou ao Publituris, “a capacidade de prever tendências com precisão ajuda as empresas a estarem mais bem preparadas para responder às necessidades dos clientes e às mudanças do mercado”. E considera que a rapidez e qualidade dos dados disponíveis poderão incluir “ajustes imediatos em preços, alocação de recursos, gestão de pessoal e atendimento ao cliente”, entre outros.

A BAE Ventures escolheu Lisboa para acolher nos próximos dias 9 e 10 de julho o encontro de lançamento do “Walk the Talk: AI in Hospitality and Travel 2024-2026”, num projeto coorganizado, em Portugal, com o Nova SBE Westmont Institute of Tourism & Hospitality. Este é um tema incontornável na e para as indústrias da ‘hospitality’ e viagens?
Sim, este é um tema incontornável no setor, pois a Inteligência Artificial (IA) tem o potencial de transformar profundamente a indústria da hospitality e das viagens. A IA melhora a experiência do cliente, aumenta a eficiência operacional e permite uma gestão mais precisa dos recursos.

A parceria com o Nova SBE Westmont Institute of Tourism & Hospitality adiciona valor ao evento, combinando expertise académica e empresarial. Este instituto, conhecido pelo seu foco em excelência na educação e inovação, prepara líderes para o futuro do setor, assegurando que o evento será um ponto de encontro para a troca de conhecimentos, networking e de aprendizagem prática e estratégica.

Um facto incontornável é que a IA já está a revolucionar a indústria da hospitality e das viagens, abrindo novas oportunidades para a inovação e o crescimento, tornando este tema absolutamente essencial.

O que trará este evento a Portugal, sendo que se trata de um dos 24 eventos que a BAE Ventures organiza em 24 cidades de todo o mundo?
Acreditamos que este evento proporcionará uma plataforma robusta para a partilha de conhecimento e networking, ligando profissionais e líderes da indústria globalmente e trazendo benefícios significativos a Portugal. Os participantes terão acesso a masterclasses, estudos de casos concretos, apresentações práticas de IA em hospitality e turismo, palestras de especialistas e workshops interativos.

Ao escolher Lisboa, a BAE Ventures destaca a importância da colaboração internacional e promove a cidade como um ponto de encontro global para explorar a IA. Incentivará o envolvimento de gestores hoteleiros, “desenvolvedores” de tecnologia, investidores, académicos e responsáveis políticos, permitindo a partilha de estratégias e melhores práticas para a integração da IA no setor.

O evento criará oportunidades para startups e empresas apresentarem as suas inovações, atraindo investimentos e estabelecendo parcerias estratégicas. Facilitará também a criação de uma comunidade global de profissionais dedicados à IA no turismo, fortalecendo a posição de Portugal como líder em inovação no setor.

Ao acolher este evento, Portugal beneficiará da entrada de conhecimento e inovação, consolidando a sua reputação como um epicentro para a discussão e desenvolvimento de tecnologias avançadas na hospitality e viagens.

Poder transformador
O que poderá aportar, na realidade, a Inteligência Artificial (IA) ao universo da hospitality e também das viagens e que impacto transformador poderá ter nestes setores do turismo?
A IA tem o potencial de transformar profundamente o setor da hospitality e das viagens, trazendo benefícios tangíveis que vão desde a personalização da experiência do cliente até à otimização da eficiência operacional e à promoção de práticas sustentáveis. Esta transformação permite que as empresas melhorem a sua competitividade e criem experiências mais memoráveis e agradáveis para os seus clientes.

A IA permite analisar dados relativos à matriz de preferências dos clientes para oferecer experiências personalizadas, adaptando recomendações e serviços em tempo real, o que aumenta naturalmente a satisfação e a fidelização. Além disso, a automação de tarefas como reservas e check-in reduz erros e custos, permitindo que as equipas se concentrem em atividades de maior valor. A IA pode também ajudar a otimizar a gestão de stocks e a alocação de recursos, aumentando a eficiência operacional.

Outra vantagem significativa é a capacidade da IA de prever tendências de viagens e comportamentos dos clientes, permitindo o ajuste proativo das estratégias de marketing e vendas para se manter competitiva. Com insights detalhados sobre as preferências e padrões dos clientes, as empresas podem criar campanhas de marketing mais eficazes e direcionadas, melhorando a taxa de conversão e maximizando o retorno sobre o investimento. Esta talvez seja uma das áreas onde as alterações com a introdução da IA será mais rápida e contundente.

A IA pode prever picos de afluência e distribuir os turistas de forma mais equilibrada, ajudando a evitar a sobrecarga de destinos populares

Mas a IA também pode melhorar a segmentação de mercado e personalização de ofertas, ajudando as empresas a identificar nichos de mercado e a adaptar seus produtos e serviços para atender às necessidades específicas desses segmentos. Isso pode resultar num aumento das vendas e na fidelização do cliente. A gestão de recursos também é otimizada, com a IA a aumentar a eficiência energética e a alocação de recursos humanos, reduzindo custos operacionais e apoiando práticas sustentáveis. Para além de poder ajudar a otimizar a dinâmica de preço, ajustando-os em tempo real com base na procura, concorrência e outros fatores.

A IA está, sem dúvida, a revolucionar o setor da hospitality e das viagens, proporcionando múltiplos benefícios que vão da eficiência operacional às estratégias de marketing e vendas.

Que exemplos pode dar de tecnologias de IA que estão a transformar as experiências na hospitality e viagens?
Alguns exemplos incluem, chatbots e Assistentes Virtuais, que proporcionam atendimento 24/7, ajudando com reservas e alterações de itinerários. Os Sistemas de Recomendação, os quais personalizam ofertas com base nas preferências dos clientes, analisado o histórico de navegação e de preferências dos utilizadores.

A Análise Preditiva, que revê procura e ocupação, ajusta preços e gere o inventário eficientemente. Isto permite antecipar a procura, ajustar as tarifas e otimizar a gestão de inventário. A Automação e Robótica, as quais automatizam tarefas administrativas, check-in e gestão de bagagens, reduzindo a carga de trabalho dos colaboradores.

O Reconhecimento Facial, que simplifica o check-in em hotéis e aeroportos. Esta tecnologia de reconhecimento facial pode reduzir o tempo de check-in para menos de um minuto. Também os Sensores “Internet of Things” (IoT), que otimizam energia e conforto, ajustando automaticamente a iluminação e a climatização com base na ocupação dos quartos e preferências dos hóspedes. A Realidade Aumentada (AR) e Virtual (VR), com as quais são criadas experiências imersivas e pré-visualizações de destinos. A AR pode fornecer informações adicionais sobre pontos turísticos, enquanto a VR permite que os clientes explorem virtualmente quartos de hotel antes de fazer uma reserva.

E ainda a Tradução Automática, constituída por ferramentas que facilitam a comunicação entre hóspedes e funcionários de diferentes idiomas, melhorando a acessibilidade dos serviços. E a Monitorização de Sentimentos, conceito que analisa feedback para melhorias. Ou seja, sistemas de IA captam o sentimento dos comentários em plataformas online, fornecendo insights às empresas que lhes permitem ajustar os seus serviços conforme necessário.

Mas é também muito importante destacar que estamos ainda no início da viagem da IA. As tecnologias e aplicações que estão já disponíveis são muitas, mas ainda muito pouco expressivas, em relação ao que aí vem.

Gerir fluxos
Muito se tem falado na gestão de fluxos turísticos, de forma a contrariar a tendência de turismo massivo nalguns destinos. Essa poderá ser uma das aplicações da IA?
Sim, a IA pode desempenhar um papel crucial na gestão de fluxos turísticos. Através da análise de dados em tempo real, a IA pode prever picos de afluência e distribuir os turistas de forma mais equilibrada, ajudando a evitar a sobrecarga de destinos populares.

Esta capacidade é fundamental para criar uma experiência turística mais sustentável e agradável, tanto para os visitantes quanto para os residentes locais. Um exemplo inovador desta aplicação é o trabalho desenvolvido pela Fundacion Metropoli, um importante parceiro da BAE Ventures, que tem sido pioneira na criação de cidades inteligentes e sustentáveis ao longo dos últimos 25 anos. Os seus projetos visam a utilização de tecnologias avançadas de IA e IoT para gerir de forma eficiente os fluxos turísticos, integrando diferentes modos de transporte, monitorizando o uso de recursos e melhorando a experiência dos visitantes.

Utilizando dados de smartphones, câmaras de vigilância e sensores IoT, a IA pode analisar a densidade de turistas em tempo real e sugerir redistribuições para áreas menos congestionadas. Isto pode incluir o redireccionamento automático de turistas para atrações menos conhecidas ou horários de visita alternativos, evitando picos de afluência. A IA pode também criar rotas turísticas personalizadas que distribuem a pressão turística de forma mais equilibrada, recomendando destinos menos frequentados, mas igualmente interessantes. E relembro que em muitos destinos muitas destas soluções já estão implementadas.

Com a análise preditiva, as autoridades turísticas podem lançar campanhas de marketing direcionadas para promover destinos alternativos em épocas específicas, equilibrando a distribuição dos turistas ao longo do ano e reduzindo a sazonalidade

Analisando dados históricos e comportamentais, a IA pode prever padrões de visita e ajustar proactivamente os serviços e infraestruturas necessárias, como a gestão de transportes públicos e a alocação eficiente de recursos de segurança. Sensores ambientais e IA podem monitorizar o impacto do turismo em áreas sensíveis, ajustando as permissões de acesso e sugerindo medidas para mitigar o impacto ecológico, especialmente em zonas naturais e parques. Com a análise preditiva, as autoridades turísticas podem lançar campanhas de marketing direcionadas para promover destinos alternativos em épocas específicas, equilibrando a distribuição dos turistas ao longo do ano e reduzindo a sazonalidade.

O projeto da “Superciudad de Madrid” da Fundacion Metropoli exemplifica como a IA pode ser integrada numa abordagem holística para a gestão urbana e turística. A fundação tem utilizado estas tecnologias e inovações para transformar Madrid numa cidade modelo em termos de inovação e sustentabilidade.

Em suma, a aplicação da IA na estão de fluxos turísticos não só ajuda a evitar a superlotação e a preservar a qualidade de vida dos residentes, como também enriquece a experiência dos visitantes, promovendo um turismo mais equilibrado.

Trata-se, efetiva e somente de melhorar a eficiência operacional ou a IA poderá ir mais além?
A IA vai muito além de simplesmente melhorar a eficiência operacional no setor da hospitality e das viagens. Além de otimizar processos e reduzir custos, a IA transforma profundamente a experiência do cliente, as estratégias de marketing e vendas, e promove práticas sustentáveis.

A IA proporciona uma transformação abrangente e inovadora no setor, ao criar oportunidades de crescimento e personalização. Ela permite a criação de campanhas de marketing altamente direcionadas, melhorando a lealdade dos clientes e maximizando o retorno sobre o investimento. No campo das vendas, facilita a segmentação de mercado e a adaptação de ofertas, resultando num aumento significativo nas vendas. Ao promover práticas sustentáveis que beneficiam tanto as cidades quanto o meio ambiente, a IA otimiza recursos e equilibra o turismo, contribuindo para a preservação dos destinos turísticos e a sustentabilidade global. Dessa forma, a IA está a moldar um futuro mais inteligente, sustentável e rentável para o setor da hospitality e das viagens.

Foto: Depositphotos.com

Quais as tarefas específicas que estão a ser automatizadas pela IA e que impacto poderão ter na força de trabalho/recursos humanos?
Tarefas como reservas, atendimento ao cliente, gestão de inventário, limpeza e manutenção, estão a ser automatizadas pela IA. Isto pode libertar os colaboradores para se concentrarem em tarefas que requerem um toque humano, como o atendimento personalizado e a resolução de problemas complexos. No entanto, também implica a necessidade de requalificação dos colaboradores para que possam desempenhar novas funções que surgem com a automação.

Como é que a IA está a ajudar na análise de dados para prever tendências de viagem e comportamento dos clientes?
A IA utiliza algoritmos de Machine Learning (ML) para analisar grandes volumes de dados históricos e em tempo real, identificando padrões e tendências. Isto permite prever comportamentos futuros, ajustar ofertas em tempo real e criar estratégias mais eficazes de marketing e vendas. A capacidade de prever tendências com precisão ajuda as empresas a estarem mais bem preparadas para responder às necessidades dos clientes e às mudanças do mercado.

A capacidade de prever tendências com precisão ajuda as empresas a estarem mais bem preparadas para responder às necessidades dos clientes e às mudanças do mercado

“Agora” e “Já”
Poder-se-á dizer que a IA veio reforçar a gestão em real-time. Ou seja, através da IA poder-se-ão tomar decisões no momento que de outra forma seriam impossíveis tomar?
Absolutamente. A IA permite a análise e interpretação de dados em tempo real, o que é crucial para tomar decisões rápidas e informadas. Ou seja, não é apenas o tema do tempo real, mas a qualidade das decisões em tempo real. Isto pode incluir ajustes imediatos em preços, alocação de recursos, gestão de pessoal e atendimento ao cliente. A capacidade de agir de forma proativa, em vez de reativa, oferece uma vantagem competitiva significativa.

Com a IA veio, igualmente, uma maior preocupação com segurança e privacidade associadas ao uso de IA no setor de hospitality e viagens? Como é que as empresas podem ou estão a garantir que os dados dos clientes estão protegidos ao utilizar tecnologias de IA?
A segurança e privacidade dos dados são preocupações cruciais. As empresas estão a implementar diversas medidas para garantir a proteção dos dados dos clientes. A criptografia é usada para proteger dados sensíveis durante a transmissão e armazenamento, garantindo que apenas os destinatários autorizados possam aceder à informação. A “anonimização” remove informações identificáveis dos dados dos clientes, protegendo a sua privacidade. Para além da implementação de controlos de acesso rigorosos para assegurar que apenas o pessoal autorizado pode aceder aos dados.

As empresas também seguem regulamentações como o RGPD para garantir que os dados são tratados de forma ética e segura, cumprindo todas as normas legais e garantindo a confiança dos clientes.

De que maneira a IA pode contribuir para práticas mais sustentáveis no setor da hospitality e viagens?
A IA pode ajudar a implementar práticas mais sustentáveis ao otimizar o consumo de energia, monitorizando e gerindo eficientemente o uso de energia em hotéis e outros estabelecimentos. Permite também uma previsão precisa da procura, evitando o desperdício de alimentos e de outros recursos.

A IA também melhora a alocação de recursos como a água e os produtos de limpeza, assegurando uma gestão eficiente. Por fim, pode ser utilizada para promover destinos sustentáveis, incentivando rotas e locais que contribuem para a preservação ambiental, ajudando a equilibrar o impacto do turismo no meio ambiente.

Não é apenas o tema do tempo real, mas a qualidade das decisões em tempo real

Promessas e desafios
Quais as inovações mais promissoras que a IA poderá trazer no futuro para o turismo?
É uma pergunta muito difícil. Como já referi, estamos no início da viagem. No futuro, a IA promete trazer inovações ainda mais avançadas e transformadoras para os setores de hospitality e viagens e uma das inovações mais promissoras é a criação de experiências hiperpersonalizadas através da análise preditiva de dados. Utilizando algoritmos sofisticados de Machine Learning, os hotéis poderão prever as necessidades e preferências dos hóspedes antes mesmo da sua chegada, oferecendo serviços e produtos altamente customizados, como programas de bem-estar, experiências gastronómicas e até mesmo atividades baseadas no perfil psicológico do hóspede.

Outra inovação revolucionária será a implementação de robôs e assistentes de IA com capacidades avançadas de interação e tomada de decisões em tempo real. Esses robôs poderão realizar tarefas complexas e até o atendimento a pedidos específicos de maneira eficiente e humana. Além disso, a IA permitirá a criação de ambientes totalmente integrados e inteligentes, onde a automação será levada a um novo nível, ajustando não apenas a temperatura e a iluminação, mas criando atmosferas personalizadas através de música, aromas e decoração baseada no estado de espírito do hóspede.

No setor de viagens, a IA poderá transformar radicalmente a forma como planeamos e vivenciamos as viagens. Uma inovação futura será o desenvolvimento de sistemas de IA que atuam como companheiros de viagem virtuais, capazes de oferecer suporte contínuo e adaptativo durante toda a jornada. Esses sistemas poderão antecipar imprevistos, replanear itinerários em tempo real e proporcionar uma experiência de viagem fluida e sem interrupções.

Imagine um assistente virtual que não só reserva um restaurante, mas também coordena transporte, monitoriza o trânsito, ajusta as reservas de acordo com possíveis atrasos e até sugere alternativas em caso de mudanças inesperadas no clima.

Penso que a IA avançará também na criação de experiências de Realidade Aumentada e virtual para enriquecer a viagem. Antes mesmo de sair de casa, os viajantes poderão explorar destinos, hotéis e atrações em detalhe através de tours virtuais hiper-realistas, facilitando decisões informadas aumentando a expectativa e o planeamento das férias.

Durante a viagem, dispositivos de realidade aumentada poderão fornecer informações contextuais em tempo real, traduzir sinais e conversas, e até oferecer narrativas históricas ou culturais instantâneas sobre os locais visitados, tornando cada experiência mais imersiva e educativa.

Estas inovações destacam o potencial da IA não apenas para melhorar, mas para reinventar os setores de hospitality e viagens, criando experiências mais interligadas, personalizadas e intuitivas para os usuários.

Uma outra ponte muito interessante e que certamente surgirá é a ligação da IA à neurociência que permitirá abrir novas avenidas. Os últimos tempos testemunharam uma onda de inovações revolucionárias em IA por parte de gigantes tecnológicas como Google, Microsoft e Apple, que prometem transformar profundamente também os setores da hospitality e viagens. Estas inovações não só destacam o potencial da IA para criar oportunidades, mas também ilustram como as tecnologias de ponta podem ser aplicadas para resolver desafios complexos e melhorar a experiência do cliente.

Acredito que estamos perante o nascer de uma nova era, comparável ao aparecimento da internet, e que vai mudar profundamente o mundo tal como o conhecemos.

Estamos perante o nascer de uma nova era, comparável ao aparecimento da internet, e que vai mudar profundamente o mundo tal como o conhecemos

Nesse sentido, quais são os maiores desafios a enfrentar pela implementação de IA na indústria da hospitality e viagens?
Os maiores desafios na implementação da IA incluem diversos aspetos críticos. Primeiro, o custo de implementação é um obstáculo significativo, especialmente para PME que podem achar dispendioso investir em tecnologias avançadas de IA. Além disso, garantir que os novos sistemas de IA se integrem perfeitamente com as infraestruturas existentes é um desafio técnico que exige recursos e expertise especializados.

Outro desafio importante é a qualificação dos profissionais. É necessário formar e requalificar os colaboradores para que possam trabalhar eficazmente com as novas tecnologias, o que pode exigir tempo e investimento adicional. As preocupações com a privacidade também são cruciais, pois é necessário garantir a conformidade com as regulamentações de privacidade e segurança dos dados para proteger as informações dos clientes.

Mas na minha opinião o mais importante é o desafio da adaptação cultural. Superar a resistência à mudança tanto por parte dos colaboradores como dos clientes é essencial para uma implementação bem-sucedida da IA. É uma missão de toda a equipa, mas tem de ter uma enorme motivação do top management das empresas. É sempre difícil porque não é um processo linear. Sabemos onde começamos, mas não sabemos onde vamos terminar e nessa medida é um processo, uma viagem que precisa de ser acompanhada com muita humildade, com uma abertura total de que estamos todos a aprender e a definir o futuro todos os dias. Estou convencido que esta característica de abertura a novas realidades, sem ideias pré-concebidas e uma postura entusiástica sobre a evolução da nossa sociedade, tal como a vemos e vivemos hoje é fundamental para encarar todas estas alterações.

E é também fundamental reconhecer que não existe uma única forma de adaptação. Há vários caminhos e realidades, e cada organização precisa identificar e seguir o caminho mais adequado para sua realidade específica. As organizações não são todas iguais e, portanto, cada uma delas fará um percurso diferente na implementação da IA.

É crucial que as empresas avaliem cuidadosamente as suas necessidades, recursos e cultura organizacional para escolher a abordagem que melhor se alinha com suas metas e capacidades. Essa flexibilidade na abordagem permite que cada organização encontre a melhor maneira de integrar a IA, maximizando os benefícios e minimizando os desafios.

E como estão estes setores a reagir à implementação da IA em Portugal?
A verdade é que muitas empresas já têm algumas ferramentas de IA implementadas e em alguns casos até desconhecem que usam a tecnologia. Mas para responder assim muito objetivamente creio que a adesão ao evento que estamos a organizar demonstra isso mesmo.

Eventos como o “Walk the Talk: AI in Hospitality and Travel” exemplificam esta tendência, proporcionando plataformas para a partilha de conhecimento e a promoção de boas práticas. A resposta tem sido muito positiva, com um crescente reconhecimento do valor que a IA pode trazer para a competitividade e sustentabilidade do setor.

Temos cerca de 900 pessoas registadas num evento lançado há apenas um mês, o que demonstra o elevado interesse e a necessidade de informação sobre este tema. Muitas pessoas sentem um overload de informação sobre IA, precisando de ajuda para triar e qualificar a informação relevante.

Há também uma preocupação significativa sobre a segurança das funções na era da IA, com dúvidas sobre a continuidade das suas funções e sobre as ferramentas necessárias para se adaptarem à nova realidade. Para além do sentimento comum a muitos profissionais do sector de que as suas empresas estão atrasadas na implementação de IA e necessitam de explorar caminhos sobre como avançar.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Turismo

“Acelerar a Economia” é ”muito positivo” para o Turismo, considera CTP

O pacote de medidas de apoio às empresas denominado “Acelerar a Economia”, anunciado pelo Governo, é, na opinião da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), “muito positivo para o Turismo”.

Publituris

Depois de aprovado em Conselho de Ministros e anunciado pelo próprio primeiro-ministro, Luís Montenegro, juntamente com o ministro da Economia, Pedro Reis, a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) considera Programa “Acelerar a Economia” como “muito positivo”, embora refira que ainda falta “a devida programação e calendarização das medidas”. Mas a CTP diz-se “confiante” que esta iniciativa vai ser importante para as empresas do Turismo e que o Governo irá encontrar a melhor forma de viabilizar as medidas que constam no Programa “Acelerar a Economia”.

Francisco Calheiros, presidente da CTP destaca especificamente o facto de existir um pacote de medidas que considera “estrategicamente” o Turismo, “projetando-o e tendo por base a sua importância fundamental para a economia portuguesa”.

Francisco Calheiros considera que “já tardava vermos aprovadas várias medidas que a CTP tem vindo a solicitar há muito tempo e que tão necessárias são para o crescimento da atividade e das suas empresas e para a sustentabilidade económica e ambiental”.

Entre as medidas anunciadas, a CTP congratula-se, nomeadamente, com a decisão de avançar com medidas já antes propostas pela Confederação como a descida progressiva do IRC; a revisão do SIFIDE II; a revisão do “goodwill”; a revisão da definição de small Midcap e Midcap; o lançamento de uma nova estratégia para o Turismo; o reforço da digitalização no Turismo; assim como um plano de sustentabilidade ambiental e climática para o Turismo, a reestruturação do modelo de formação em Turismo ou o programa de integração de migrantes no Turismo.

“O Governo ouviu, pois, muitas das propostas que a CTP tem vindo a fazer ao longo dos últimos anos, considerando-as no pacote de medidas e apoio às empresas aprovado em Conselho de Ministros, o que para a CTP é algo muito positivop, mas, frisa o Presidente da CTP, “agora, tal como se tem passado com o novo aeroporto, para além do anúncio das medidas falta a sua concretização”.

Assim e ainda que aplaudindo o programa de apoio às empresas anunciado, para a CTP faltam aprovar, porém, outras medidas, como o apoio à fusão e consolidação de empresas com vista a ganharem escala internacional ou um “simplex” administrativo, fiscal e laboral para o Turismo.

“Estas serão propostas que vamos ainda apresentar e negociar com o Governo”, conclui Francisco Calheiros.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Turismo

Governo quer “acelerar economia” com quase duas dezenas de medidas para o turismo

Dá pelo nome “Programa Acelerar a Economia” e contém 60 medidas, que têm diferentes prazos de execução e implementação no horizonte temporal da legislatura em curso. O Publituris identificou 18 medidas diretamente relacionadas com o turismo, embora existam mais que, indiretamente, terão, também elas, impacto no turismo.

Victor Jorge

O Governo apresentou, no último Conselho de Ministros, realizado em Oliveira de Azeméis, o programa Acelerar a Economia – Crescimento, Competitividade, Internacionalização, Inovação e Sustentabilidade, com 60 medidas fiscais e económicas destinadas a responder a 20 desafios para acelerar o crescimento da economia. O Turismo está contemplado em quase 1/3 das medidas apresentadas, com o Publituris a identificar 18 medidas concretas a aplicar ou aplicadas ao setor do turismo, existindo ainda mais algumas, concretamente, no que diz respeito a questões de rodem fiscal que também elas irão impactar as empresas com atividade no turismo em Portugal.

Ao fim de três meses de governação, nos quais o Ministro da Economia e os Secretários de Estado do Turismo, da Economia e do Mar ouviram diversas entidades públicas e privadas, participaram em eventos, visitaram empresas, instituições e reuniram com as mais diversas organizações e individualidades, com o programa a resultar da articulação fluída e produtiva com os diversos ministérios. O Governo liderado por Luís Montenegro refere que “as medidas serão revistas, ajustadas e aumentadas, se necessário, em função da evolução da economia nacional e do contexto geopolítico global”.

Na apresentação deste programa, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, referiu que o objetivo é “facilitar a vida das empresas para que elas possam criar mais riqueza e, por via disso, pagar melhores salários», sendo que estas 60 medidas foram aprovadas para “acelerar o crescimento económico como pressuposto para termos um País mais próspero e, por via dessa prosperidade, mais justo”, disse ainda o líder do Governo.

Sublinhando trata-se de “decisões concretas, que se implementam e executam no ato imediato à realização deste Conselho de Ministros», Luís Montenegro diz “confiar nas pessoas que arriscam algum do seu capital, nos empresários, e nas que são o ativo capaz de produzir mais, melhor, de dar competitividade e produtividade, que são os trabalhadores”.

Ora para o turismo, em concreto, existem diversas medidas que visam diretamente o setor, sendo que existem outras que, indiretamente, poderão trazer mais competitividade a uma das indústrias com mais peso no PIB nacional.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Prémios

Os vencedores dos Portugal Travel Awards 2024 são destaque na edição 1515 do Publituris

Os vencedores dos Portugal Travel Awards 2024 são, naturalmente, o grande destaque da primeira edição de julho do Publituris. Mas há mais: Brasil, África do Sul, Lufthansa LGSP, BAE Ventures e um dossier dedicado ao Enoturismo.

Publituris

A primeira edição do mês de julho do jornal Publituris faz, naturalmente, capa com os vencedores dos Portugal Travel Awards 2024, conhecidos a 4 de julho, no Pestana Douro Riverside, no Porto.

Nesta 19.ª edição dos Portugal Travel Awards o jornal Publituris distingui:

Melhor Companhia de Aviação – TAP Air Portugal

Melhor Companhia de Aviação Lowcost – easyJet

Melhor Rent-a-Car – Europcar

Melhor Operador Turístico – Solférias

Melhor Rede de Agências de Viagens – Agência Abreu

Melhor Companhia de Cruzeiros – MSC Cruzeiros

Melhor Cadeia Hoteleira – Vila Galé Hotéis

Melhor Hotel Cinco Estrelas – Torel Avantagarde

Melhor Hotel Quatro Estrelas – Octant Hotels Furnas

Melhor Hotel Resort – Monchique Resort & Spa

Melhor Boutique Hotel – Pestana Fisherman

Melhor Hotel de Cidade – Montebelo Vista Alegre Lisboa Chiado Hotel

Melhor Hotel MICE – Meliá Ria Hotel & Spa

Melhor Hotel de Praia – EPIC Sana Algarve Hotel

Melhor Turismo Rural – Herdade da Matinha

Melhor Enoturismo – Torre de Palma Wine Hotel

Melhor Campo de Golfe – Oitavos Dunes – Cascais

Melhor Parque Temático e Diversões – Zoomarine

Melhor Empresa de Animação Turística – Picos de Aventura

Melhor Marina – Marina de Vilamoura

Melhor Destino Internacional – Dubai

Melhor Região de Turismo Nacional – Açores

Prémio “Belmiro Santos” – Raul Martins (*atribuído diretamente pela redação do Publituris)

Os temas da edição 1515 do jornal Publituris não se esgotam, contudo, com os vencedores dos Publituris Portugal Travel Awards 2024.

Nos “Destinos” desta edição, damos a conhecer Maceió e Porto Galinha, para onde o Publituris viajou a convite da Soltrópico. Umas férias nestes dois destinos é um convite para sentir os pés na areia e o sol no corpo. Já foram destinos turísticos no Brasil preferidos dos portugueses para férias durante todo o ano, hoje mais esfriados, mas o sentimento dos dois lados do Atlântico é que tudo vai voltar a ser como antes e até crescer, porque o destino está lá, cheio de atrativos, com uma oferta hoteleira de nível internacional e de serviços turísticos cada vez melhor e mais moderna.

Já nas “Viagens”, por altura da Africa’s Travel Indaba, fomos conhecer, a convite do Turismo da África do Sul, a província de Noroeste, uma autêntica preciosidade na oferta turística deste país, que conta com paisagens únicas e uma cultura inigualável, e onde nos sentimos como se estivéssemos numa qualquer ligação em direto para o canal National Geographic.

Nos “Transportes”, entrevistámos Paulo Geisler, CEO da Lufthansa Ground Services Portugal (LGSP). Criada em 2011 para dar apoio às companhias aéreas do Grupo Lufthansa em terra, a LGSP tornou-se num polo de inovação que dá atualmente resposta a muitas das necessidades diárias da operação aeroportuária e muitas das vezes de forma remota, colocando a cidade do Porto no centro de um negócio que continua a crescer, e que vai apresentar novidades, com o objetivo de passar a disponibilizar serviços a terceiros.

“Walk the Talk: AI in Hospitality and Travel 2024-2026”, que se realiza em Lisboa, é o “kick-off” para mais 23 eventos que a BAE Ventures irá realizar em todo o mundo focado no setor do turismo. Por isso, para a “Tecnologia”, falámos com Henrique Veiga, CEO da BAE Ventures. Considerando que “estamos ainda no início” desta “nova era” digital com a Inteligência Artificial, Henrique Veiga admite estamos em tempos “comparáveis ao aparecimento da internet, e que vai mudar profundamente o mundo tal como o conhecemos”.

No “Dossier” desta edição, destaque para o Enoturismo. O secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, declarou ao Publituris que “enoturismo é um produto de grande afirmação” de Portugal, e que é ambição do nosso país tornar-se “um caso de excelência a nível mundial”. O enoturismo é, hoje, um dos 22 produtos turísticos que compõem as marcas de promoção do turismo português, presente em 25 mercados, considerados “maduros, competitivos e capazes de gerar novos negócios, nomeadamente, no que diz respeito ao alargamento a novos mercados”.

Para completar este dossier e o tema do Enoturismo, entrevistámos ainda o presidente da Entidade Regional do Alentejo e Ribatejo, José Santos; a coordenadora da Rota dos Vinhos do Alentejo, Maria Teresa Chicau; e damos a conhecer algumas das propostas de norte a sul do país.

Nesta edição do Publituris, as opiniões pertencem a Francisco Jaime Quesado (economista e gestor); Ana Jacinto (AHRESP); João Caldeira Heitor (ISG); Amaro F. Correia (Atlântico Business School); e Joaquim Robalo de Almeida (ARAC).

A versão completa desta edição é exclusiva para subscritores do Publituris. Pode comprar apenas esta edição ou efetuar uma assinatura do Publituris aqui obtendo o acesso imediato.

Para mais informações contacte: Carmo David | [email protected] | 215 825 430

Nota: Se já é subscritor do Publituris entre no site com o seu Login de assinante, dirija-se à secção Premium – Edição Digital e escolha a edição que deseja ler, abra o epaper com os dados de acesso indicados no final do resumo de cada edição.

Boas leituras.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Eventos Publituris

Conheça os vencedores dos Publituris Portugal Travel Awards 2024

O Publituris entregou esta noite, 4 de julho, os prémios aos 23 vencedores dos Portugal Travel Awards 2024. O Prémio “Belmiro Santos” distinguiu a carreira de Raul Martins.

Publituris

Os 177 nomeados dos Publituris Portugal Travel Awards 2024 resultaram em 22 vencedores, havendo ainda lugar à entrega do Prémio “Belmiro Santos”.

Os candidatos vencedores nas 22 categorias foram conhecidos esta noite, 4 de julho, num evento realizado no Pestana Douro Riverside, no Porto, e contou com a presença do secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado; presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade; vice-presidente-executiva da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Cristina Siza Vieira; presidente da APECATE, António Marques Vidal; secretária-geral da AHRESP, Ana Jacinto; quatro presidentes das ERT, Luís Pedro Martins (Porto e Norte), Carla Salsinha (Lisboa), José Santos (Ribatejo e Alentejo) e André Gomes (Algarve); vereadora do Turismo e Internacionalização da Câmara Municipal do Porto, Catarina Santos Cunha; secretário-geral da ARAC, Joaquim Robalo de Almeida, entre as mais de 400 pessoas que marcaram presença.

Os vencedores da 19.ª edição dos Publituris Portugal Travel Awards foram:

Melhor Companhia de Aviação – TAP Air Portugal

Melhor Companhia de Aviação Lowcost – easyJet

Melhor Rent-a-Car – Europcar

Melhor Operador Turístico – Solférias

Melhor Rede de Agências de Viagens – Agência Abreu

Melhor Companhia de Cruzeiros – MSC Cruzeiros

Melhor Cadeia Hoteleira – Vila Galé Hotéis

Melhor Hotel Cinco Estrelas – Torel Avantagarde

Melhor Hotel Quatro Estrelas – Octant Hotels Furnas

Melhor Hotel Resort – Monchique Resort & Spa

Melhor Boutique Hotel – Pestana Fisherman

Melhor Hotel de Cidade – Montebelo Vista Alegre Lisboa Chiado Hotel

Melhor Hotel MICE – Meliá Ria Hotel & Spa

Melhor Hotel de Praia – EPIC Sana Algarve Hotel

Melhor Turismo Rural – Herdade da Matinha

Melhor Enoturismo – Torre de Palma Wine Hotel

Melhor Campo de Golfe – Oitavos Dunes – Cascais

Melhor Parque Temático e Diversões – Zoomarine

Melhor Empresa de Animação Turística – Picos de Aventura

Melhor Marina – Marina de Vilamoura

Melhor Destino Internacional – Dubai

Melhor Região de Turismo Nacional – Açores

Prémio “Belmiro Santos” – Raul Martins (*atribuído diretamente pela redação do Publituris)

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Governo espera que setor do turismo represente 20% do PIB em 2033

O secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, disse, no arranque do QSP Summit, esperar que em 2033 o turismo possa representar 20% do PIB, arrecadando mais de 56 mil milhões de euros de receitas e empregando mais de 1,2 milhões de pessoas.

Publituris

“Portugal recebeu em 2023 praticamente 30 milhões de turistas que geraram uma economia turística de cerca de 25 mil milhões de euros de receitas. A nossa expectativa é que em 2033 Portugal possa arrecadar globalmente mais de 56 mil milhões de euros de receitas, possa empregar mais de 1,2 milhões de pessoas e isto possa significar praticamente 20% do PIB” (Produto Interno Bruto), afirmou Pedro Machado, na cerimónia de abertura da 17.ª edição do QSP Summit, no Porto.

Saudando a escolha do tema, que considerou “muito oportuna”, o secretário de Estado do Turismo defendeu, contudo, que para o país alcançar essa expectativa persistem desafios, sobretudo externos, com a alteração dos modelos de negócio e competitividade, com o domínio da Inteligência Artificial e a premência da sustentabilidade.

Defendendo que estes são desafios para o Estado, organizações públicas e privadas, Pedro Machado notou que a capacidade das organizações se ajustarem se repercutirá também na área do turismo, onde disse existir “uma equação complexa e desafiante” entre a sustentabilidade, qualidade e coesão territorial.

“Este triângulo tem de ter uma avaliação, ajustamento e dinâmica permanente. É o nosso desafio quando projetamos um crescimento exponencial em matéria de entrada de turistas estrangeiros. A forma, o modo e a resposta que somos capazes de dar”, referiu, acrescentando que à coesão territorial se soma a transversalidade do território e diversidade de produtos.

Sob o tema ‘Rethinking Organizations’, esta edição da QSP Summit conta com a participação de mais de 3.500 participantes de 30 países e de mais de 100 oradores.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Distribuição

Top Atlântico com nova loja na Margem Sul

A Top Atlântico reforçou a sua presença na Margem Sul com a abertura da segunda agência em Almada.

Publituris

A Top Atlântico abriu a segunda segundo agência em Almada, mais concretamente no centro comercial Almada Forum, reforçando ainda mais a sua presença na margem sul do Tejo.

Situada numa das áreas comerciais mais movimentadas da região, a nova loja no Almada Forum reflete o “compromisso de proximidade” da Top Atlântico com os seus clientes, oferecendo um espaço moderno e acolhedor, concebido para proporcionar uma experiência de atendimento personalizado e de excelência.

“As novas agências Top Atlântico fazem parte do contínuo processo de expansão da rede, visando estreitar a relação e comunicação com os clientes, dado que o atendimento em loja e o contacto direto continuam a ser elementos muito valorizados no planeamento e reserva de viagens”, refere a marca nascida em janeiro de 2003, em comunicado.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

Ryanair com novo recorde no transporte de passageiros num único mês

A Ryanair ultrapassou os 19 milhões de passageiros transportados num único mês. Em junho foram mais 1,9 milhões de passageiros que em igual mês de 2023.

Publituris

A Ryanair transportou, em junho de 2024, 19,3 milhões de passageiros, correspondendo a uma subida de 11% face aos 17,4 milhões transportados no mês homólogo de 2023.

Esta foi a primeira vez que a companhia lowcost irlandesa ultrapassou a fasquia dos 19 milhões de passageiros transportado num único mês, suplantando o máximo até agora atingido que foi de 18,9 milhões, em agosto de 2023.

Em comunicado, a companhia aérea revela que o load factor se manteve inalterado nos 95%, indicando que operou mais de 106 mil voos no sexto mês de 2024, registando 400 cancelamentos devido atrasos no controlo de tráfego aéreo.

No acumulado dos primeiros seis meses de 2024, a Ryanair já transportou 188,8 milhões de passageiros, o que equivale a uma subida de 9% face aos 173,4 milhões de passageiros transportados no primeiro semestre de 2023.

Também aqui, o load factor manteve-se inalterados nos 94%.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

TAAG retoma voos para a capital da República do Congo em agosto

A companhia aérea angolana TAAG anunciou que vai retomar as ligações de Luanda para a República do Congo através da capital, Brazzaville, que substituirá a rota Luanda-Ponta Negra a partir de 2 de agosto.

Publituris

O último voo no itinerário Luanda-Ponta Negra está programado para dia 26 de julho.

As ligações de Luanda-Brazzaville serão feitas das vezes por semana, com saídas à sexta-feira e domingo, numa aeronave modelo Dash-8 400, com capacidade para 74 passageiros.

“No âmbito do planeamento e gestão da rede TAAG, a ligação Angola – República do Congo, através de Brazzaville, vai proporcionar à companhia, uma maior conectividade e tráfego com a região da África Austral”, refere-se no comunicado da transportadora aérea.

Brazzaville é a maior cidade da República do Congo, com uma forte concentração de atividade económica, industrial e serviços, que tornam o destino atrativo para o segmento corporativo e particular, acrescenta a TAAG que disponibiliza atualmente 11 destinos domésticos e 12 destinos internacionais.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Turismo do Algarve reduz em 12% consumo de água com Selo Save Water

Os empreendimentos turísticos da região do Algarve que aderiram ao selo de eficiência hídrica “Save Water” reduziram em 12% os consumos de água nos primeiros meses do ano.

Publituris

O primeiro relatório de monitorização do Compromisso com a Eficiência Hídrica, para o setor do turismo, elaborado pela ADENE, indica que os empreendimentos turísticos da região do Algarve que aderiram ao selo de eficiência hídrica “Save Water” reduziram em 12% os consumos de água nos primeiros meses do ano.

De acordo com o relatório da ADENE, a poupança de água alcançada contribui para mitigar o problema de escassez hídrica no Algarve, considerando-se “positiva” a melhoria da informação sobre os consumos do setor do Turismo do Algarve, possibilitando a formulação de políticas mais ajustadas e direcionadas aos diferentes setores.

Contudo, o relatório da ADENE recomenda a intensificação do esforço de divulgação com vista a um incremento da adesão à iniciativa, já que dos cerca de 650 empreendimentos turísticos registados na região do Algarve, aderiram à plataforma 85, cerca de 13% do total que representarão, de acordo com dados da Região de Turismo do Algarve, mais de 20% do total de camas disponíveis na região.

Recorde-se que o selo de eficiência hídrica aplicável aos hotéis e demais empreendimentos turísticos é uma medida coordenada pela Região de Turismo do Algarve, em articulação com o Turismo de Portugal, tendo a ADENE, a responsabilidade de assegurar a monitorização dos consumos reportados pelos aderentes na Plataforma Compromisso com a Eficiência Hídrica, bem como alcançado na aplicação das medidas.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se informado

©2024 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.