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AP Cabanas Beach & Nature

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Quais são as principais novidades apresentadas pelo AP Cabanas Beach & Nature para este ano de 2022?

A abertura em plena pandemia, verão 2021, foi um desafio, mas serviu de rampa de lançamento da unidade. No fundo foi um ano zero que nos permitiu montar uma operação de forma tranquila e sem a pressão de “casa cheia”. Optamos por encerrar no inverno o que nos permitiu usar esse tempo melhorar o produto: redefinimos espaços exteriores, mudámos mobiliário, concluímos o ginásio e acrescentámos um restaurante adicional aos 2 já existentes (um grill). Mas a grande novidade foi a adição de mais 72 quartos ao inventário já existente para um novo total de 274. Assim sendo reabrimos dia 8 de abril de 2022 com um hotel mais completo, consolidado e testado. Ou seja, aproveitámos para concluir o resort, e julgamos que estamos melhor preparados para fazer face às exigências dos nossos clientes.

Que conceito apresenta o AP Cabanas Beach & Nature e qual o principal target ao nível de turistas/hóspedes?

O AP Cabanas Beach & Nature surge no mercado com uma aposta arrojada pois apresenta-se como um hotel recomendado para adultos “adults friendly” e onde o regime de tudo incluído é um dos destaques.

A unidade caracteriza-se por ser um produto de alta qualidade e com um serviço de excelência, algo por vezes menosprezado no regime de tudo incluído que é um dos 2 regimes disponíveis, além do pequeno almoço. A unidade é bastante completa e disponibiliza salas de conferências, SPA, 3 restaurantes, jardins e um rooftop bar com vistas magníficas sobre a ria e o mar!

Importa também referir a localização que é ímpar! Junto à ria formosa e com acesso (via barco) à fantástica praia e vila de Cabanas de Tavira, a unidade insere-se numa zona de muita beleza e tem uma forte ligação à natureza e sustentabilidade.

Os quartos são frescos, elegantes e modernos, com casa de banho com walk-in shower, sendo que temos muitos quartos com vistas deslumbrantes sobre a ria formosa e o mar.

Com a pandemia, o turismo, em Portugal, dependeu muito do turista nacional. É esse ou continuará a ser essa a vossa aposta para 2022? 

Claramente que sim, mas na verdade há que dizer que o mercado nacional sempre foi muito importante para o grupo AP Hotels & Resorts, aliás conseguimos resultados muito interessante em 2020 e 2021 precisamente porque uma das fortes bases de clientes do grupo, bem como da nossa data base, é precisamente constituída por clientes nacionais.

Com a pandemia também veio um reforço de conceitos na área da sustentabilidade e tecnologia/digitalização. O que é que o AP Cabanas Beach & Nature desenvolveu nestas áreas e como as apresenta aos seus hóspedes?

Este é um tema muito importante para o Grupo AP Hotels & Resorts e para esta unidade em particular. Este é o nosso primeiro projeto concebido de raíz e muito cedo a estratégia foi de ligar este hotel o mais possível à sustentabilidade! Esta decisão foi natural até pela localização única e privilegiada mesmo junto ao parque natural da ria formosa. A unidade tem classificação energética global de A+, tem um sistema de aproveitamento de águas pluviais, utilização de energia térmica, 100% de iluminação LED de alto rendimento entre outros detalhes, ou seja, um projeto bastante sustentável numa área de incrível beleza como é Cabanas de Tavira. Disponibilizamos igualmente transporte para a praia de Cabanas de Tavira por barco movido a energia solar.

Que “novas” exigências/preocupações/necessidades apresentam os turistas/hóspedes de hoje face à realidade pré-pandémica?

Continuam a haver preocupações, pois, apesar da pandemia estar nesta fase mais controlada, não deixou infelizmente de existir.

O cliente alterou um pouco a sua forma de pensar e as necessidades passaram a estar mais ligadas ao contacto com a natureza, uma procura por maior qualidade, produtos complementares como experiências, SPA e sobretudo uma busca por tranquilidade e, ao mesmo tempo, por um turismo mais ativo e de maior compromisso com a sociedade.

Para 2022, o novo restaurante, SPA AP Elements são alguns dos destaques. O que é que estas novidades apresentam de novo e de valor acrescentado a quem visita o AP Cabanas Beach & Nature?

Estamos a apostar em complementar a oferta existente deste hotel e a aposta no produto SPA enquadra-se perfeitamente com a crescente procura e interesse pela área de saúde e bem-estar. Este SPA conta com uma vasta gama de tratamentos, rituais e técnicas inovadoras, com terapeutas certificadas e credenciadas. Para além das salas de tratamentos, temos ainda um circuito de jacuzzi, sauna, banho turco, zonas exteriores e interiores de relaxamento, e uma piscina. Tudo isto num ambiente muito tranquilo com vista jardim & Ria Formosa.

Localizado no Algarve, a região sofre da sazonalidade e de uma maior procura no verão. Como é que procuram ultrapassar esta realidade e “chamar” clientes/hóspedes ao longo de todo o ano?

Pelo conceito diferenciador (adults friendly e regime de tudo incluído) a que se alia a um produto muito bem concebido e completo, que pretende alcançar clientes com mais exigência, que privilegiem espaços abertos, privacidade, tranquilidade e uma ligação mais íntima com a natureza, não esquecendo a interação com a comunidade local.

Sendo um hotel ‘adults friendly’, o que distingue esta unidade das outras da AP e dos restantes hotéis da região?

Acrescentaria que: ao fato de sermos uma unidade recomendada para adultos, juntarmos o regime tudo incluído, tendo assim um conceito completamente diferenciador no sotavento algarvio. No Grupo AP Hotels & Resorts é igualmente uma novidade, pois temos diferentes conceitos e regime disponíveis, mas não esta conjugação.

Aumentaram, igualmente, o número de quartos. Quantos hóspedes podem agora receber e que expectativas possuem para este verão de 2022?

A unidade apresenta agora 274 quartos e sendo uma unidade recomendada para adultos, pois poderemos receber cerca de 550 hóspedes ao mesmo tempo.

As expectativas para este verão de 2022 são muito positivas, aliás usando o exemplo da Páscoa, em que estivemos praticamente completos. Estamos a realizar uma forte aposta na captação do mercado nacional, mas contamos receber um elevado número de clientes do mercado espanhol, inglês, alemão e benelux. Ou seja, perspetivamos uma boa aceitação daqueles que são os principais mercados do Algarve com uma aposta também nos mercados escandinavos.

 

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Aliança entre Paraty e Spazious oferece motor de reservas para grupos e eventos aos hotéis

A aliança agora anunciada permitirá aos hotéis de todo o mundo aceder à tecnologia de última geração da Spazious, em conjunto com o motor de reservas e o restante portfólio de soluções da Paraty, simplificando significativamente a sua operação diária.

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A Paraty Tech e a Spazious aliam-se estrategicamente para oferecer um motor de reservas para grupos e eventos aos hotéis, permitindo aos mesmos aceder, em todo o mundo, à tecnologia de última geração da Spazious, em conjunto com o motor de reservas e o restante portfólio de soluções da Paraty, simplificando significativamente a sua operação diária.

A Spazious automatiza os processos de reserva e gestão de grupos, desde o pedido inicial até à confirmação final, reduzindo o trabalho manual, eliminando erros e libertando tempo aos funcionários do hotel, para que se possam dedicar a outras tarefas mais importantes.

Através desta aliança, os hotéis poderão receber de forma centralizada todos os pedidos de grupos e eventos, bem como verificar a disponibilidade de quartos e espaços para eventos em tempo real. Além disso, será possível recriar de forma imersiva em 3D a visualização do futuro evento, confirmar as reservas e gerir os pagamentos de forma segura e aceder a relatórios detalhados sobre o desempenho das reservas de grupos e eventos.

Com a fusão de ambas as tecnologias, a API da Paraty Tech alimentará a plataforma da Spazious a nível de preços, favorecendo e potenciando a automatização de processos relacionados com os métodos de pagamento, o download de reservas, entre outros.

Além dos benefícios mencionados pelas empresas que firmaram esta aliança, os hotéis terão acesso a tarifas preferenciais ao contratar ambas as soluções em pacote.

Gina Matheis, CEO da Paraty Tech, considera que “esta aliança permitirá oferecer aos hotéis uma tecnologia de última geração que os ajudará a melhorar a eficiência, aumentar as vendas e proporcionar uma melhor experiência aos seus clientes.”

Por sua vez, Antonio Batanero, CEO da Spazious, assinala que “esta colaboração permitirá que cheguemos a um maior número de hotéis e os ajudemos a aproveitar ao máximo as nossas soluções para a digitalização do negócio de eventos e grupos”.

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Hotéis de Macau recebem 1,15 milhões de hóspedes em abril

Os hotéis de Macau receberam mais de 1,15 milhões de hóspedes em abril, uma subida de 5,6% em termos anuais.

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No mês em análise, o território contava com 143 estabelecimentos hoteleiros, mais 13 do que no mesmo período do ano passado, a disponibilizar 47 mil quartos, de acordo com um comunicado da Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).

Em abril, a taxa de ocupação média dos quartos de hóspedes dos estabelecimentos hoteleiros fixou-se em 83,3%, subindo quatro pontos percentuais, em termos anuais, indicou a DSEC na mesma nota.

Do total de 1.159.000 hóspedes, 823 mil chegaram da China continental, ou mais 11,8%, em termos anuais, enquanto os de Taiwan (34 mil) e da Coreia do Sul (24 mil) subiram 96,1% e 245,2%, respetivamente. Já o número de hóspedes de Hong Kong (165 mil) registou uma queda de 35%.

Já nos quatro primeiros meses de 2024, a taxa de ocupação média dos quartos dos hotéis foi de 84,5%, representando mais 8,4 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado.

Nessa altura, os estabelecimentos hoteleiros hospedaram cerca de 4,93 milhões de pessoas, mais 29,8%, face a idêntico período de 2023.

A região administrativa especial chinesa recebeu 11,47 milhões de visitantes entre janeiro e abril deste ano, uma subida de 58,9% em termos anuais, segundo dados da DSEC.

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Lisboa e Funchal entre os destinos mais populares neste verão

Embora com registos diferentes, Lisboa e Funchal estão entre as cidades mais populares para o verão de 2024. Lisboa desce 0,3 pontos percentuais (p.p.), enquanto o Funchal sobe 0,14 p.p..

Victor Jorge

Entre as cidades mais populares para este verão de 2024 (pesquisa de voos para os meses de julho e agosto), segundo análise da ForwardKeys, contam-se Lisboa e Funchal.

Lisboa, com uma quota de 2%, cai, contudo, quando comparado o período em análise de 2024 com os mesmos meses de 2023, registando uma quebra de 0,3 pontos percentuais (p.p.). Já o Funchal está entre as cidades que mais crescem, quando analisado o aumento de popularidade, com um crescimento de 0,14 p.p. face a igual período do ano passado.

Se no primeiro caso, o ranking das cidades mais pesquisadas é liderado por Londres, com um aumento de 1,9 p.p., a restante listagem revela comportamentos díspares. Paris, em 2.º lugar, cresce 0,5 p.p. face aos meses de julho e agosto de 2023, mantendo-se Barcelona, em 3.º lugar, com registo igual. O Top 10 é composto ainda por Istambul, Roma, Atenas, Lisboa, Madrid, Milão e Palma de Maiorca.

No ranking das cidades com aumento de pesquisa para julho e agosto de 2024 a liderança pertence a Tenerife (+0,41 p.p.), seguida de Izmir (+0,25 p.p.) e Reiquiavique (+0,21 p.p.). Funchal surge em 5.º lugar, com +0,14 p.p., depois de Munique (+0,15 p.p.), mas antes de Tbilissi (+0,09 p.p.), Malta e Tirana (+0,07 p.p.), Nice (+0,06 p.p) e Yerevan (+0,03 p.p).

A análise dos dados de emissão de bilhetes para viagens para destinos urbanos europeus em julho e agosto de 2024 revela uma mudança nas preferências dos consumidores para destinos naturais (+19%) e urbanos (+14%) em detrimento dos tradicionais destinos de sol e praia (+8%). Esta situação reflete-se a nível sub-regional, uma vez que o crescimento anual das chegadas internacionais à Europa Central e Oriental (+25%), à Europa Ocidental (+15%) e à Europa do Norte (+13%) ultrapassa o dos destinos do Sul da Europa (+11%).

Já as viagens de saída da Europa também estão a revelar tendências claras, com um crescimento anual nas viagens intra-europeias (+14%) e de longo curso para uma gama diversificada de mercados asiáticos (+16%). Os dados relativos aos bilhetes para julho e agosto indicam que os viajantes europeus estão a optar cada vez mais por se aventurar mais longe para explorar as paisagens e culturas de Pequim (+132%) em particular, bem como Osaka (+66%), Banguecoque (+21%), Colombo (+21%) e Kuala Lumpur (+14%). Estes destinos beneficiam, segundo a ForwardKeys, de vários fatores, incluindo a melhoria da conectividade, a isenção de vistos para os europeus que entram na China e a taxa de câmbio favorável entre o euro e o iene. O crescimento moderado da procura nos mercados americanos de Chicago (+14%) e Miami (+9%) também é notável.

Olivier Ponti, diretor de Informações e Marketing da ForwardKeys, admite que, de um modo geral, “o panorama é positivo para os destinos de todo o mundo que pretendem atrair o lucrativo turismo europeu nos próximos anos. Com a perturbação da procura e das reservas causada pela pandemia de COVID-19 já pertencente ao passado, a época de verão de 2024 parece suscetível de estabelecer uma nova referência para as viagens europeias, tanto na região como fora dela”.

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7 etapas de um roteiro para afastar o excesso de turismo dos destinos

O excesso de turismo é uma questão fundamental para a gestão sustentável dos destinos. Lidar com o problema começa com a medição de sete dimensões-chave, que, de acordo com a Mabrian e a Phocuswright, contribuem decisivamente para lançar as bases de uma estratégia sustentável duradoura, baseada na inteligência de dados.

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É crucial combater o excesso de turismo, uma vez que 61% dos viajantes evitaram destinos devido a este fenómeno no ano passado. Para tal, os destinos devem utilizar uma abordagem holística e baseada em dados para equilibrar os recursos locais, o bem-estar da comunidade e o crescimento do turismo. Esta é uma das conclusões do livro branco “A Roadmap to Move Destinations Away from Overtourism”, desenvolvido pela Mabrian, em colaboração com a Phocuswright.

Lançado antes do evento Phocuswright Europe em Barcelona (10-12 de junho), este livro branco tem como objetivo incluir o excesso de turismo em discussões mais amplas sobre a gestão sustentável dos destinos. Destaca a necessidade de uma análise e planeamento inovadores, utilizando indicadores-chave de desempenho integral e ferramentas baseadas em dados. O relatório utiliza os dados dos estudos da Mabrian e da Phocuswright para explorar a forma como as várias dimensões da sustentabilidade se traduzem em indicadores úteis para o planeamento de destinos.

Os sete indicadores propostos interagem entre si e podem ser aplicados a diferentes conjuntos de objetivos, dependendo das condições específicas de cada destino.

Distribuição das despesas dos turistas: Para além de medir as despesas por visitante e por categoria, é fundamental compreender a sua distribuição. Um destino menos afetado pelo overtourism tende a ter uma distribuição mais uniforme das despesas pelo seu território, o que beneficia tanto a sua economia como o bem-estar local.

Em última análise, trata-se de capitalizar as preferências dos viajantes, uma vez que a investigação da Phocuswright indica que entre metade e dois terços dos viajantes querem que as suas despesas apoiem as comunidades que visitam.

Pegada de carbono – emissões de CO2: A redução das emissões de CO2 é crucial para minimizar o impacto ambiental das viagens, especialmente porque o transporte aéreo é responsável por 55% da pegada de carbono do setor do turismo (Relatório da Travel Foundation). A análise das emissões de CO2 ao longo do tempo, por mercado de origem e por visitante, bem como o rácio entre as despesas dos viajantes e as emissões geradas, pode ajudar os destinos a orientarem-se para segmentos com melhores rácios de despesas/emissões.

Concentração da oferta turística: A densidade e a pressão humana são normalmente associadas ao turismo excessivo e não à sustentabilidade, mas existe uma disparidade na perceção dos viajantes. De acordo com os dados da Phocuswright, enquanto 43-61% dos viajantes evitaram destinos no ano passado devido a preocupações com a sustentabilidade, apenas 13-21% consideram sustentável visitar destinos menos concorridos. Compreender o agrupamento de alojamentos e atrações é crucial tanto para o conforto dos viajantes como para o bem-estar da comunidade.

Perceção da sustentabilidade do turismo: Uma abordagem sustentável eficaz ao turismo excessivo implica alinhar a elaboração de políticas com o seu impacto nos habitantes locais e nos visitantes para atenuar o que a Phocuswright designa por “dissonância da sustentabilidade” – o fosso entre a intenção de viajar de forma sustentável e as escolhas efetivas dos viajantes. As mensagens direcionadas e as estratégias de envolvimento desempenham um papel central na formação das perceções da sustentabilidade do turismo.

Diversificação motivacional: Quanto mais os destinos dependem de algumas atividades ou atrações, maior será a probabilidade de dependerem de certos segmentos de viajantes, o que limita o crescimento potencial e restringe os mercados de origem, e tende a suportar áreas turísticas mais densas e uma procura sazonal mais forte, o que é suscetível de resultar em excesso de turismo. Este índice pondera a variedade de fatores que atraem visitantes a um destino, correlacionando-os com tipos de alojamento e duração da estadia.

Dependência das origens: Quanto menor for a dependência de mercados de origem específicos (sobretudo de longo curso), mais sustentável é o destino, uma vez que reduz a pegada de carbono do transporte. A dependência de certos mercados de origem também pode ser um fator de aceleração para o excesso de turismo em zonas específicas ou durante momentos específicos do ano, criando a sensação de uma pressão humana demasiado elevada para os habitantes locais nalguns períodos. Esta dependência também reduz a possibilidade de desenvolver novos produtos turísticos para diversificar a procura nos mercados, locais e épocas do ano. O índice combina a capacidade aérea, a procura de alojamento categorizada por distância e mercados de origem, e como os viajantes estão distribuídos pela geografia do destino.

Sazonalidade: Muitos destinos têm estado a trabalhar há muitos anos para vencer a sazonalidade e assegurar um fluxo constante de viajantes ao longo do ano, uma tarefa difícil se a diversificação motivacional for baixa e a dependência das origens for elevada.

Vencer a sazonalidade tem implicações positivas em muitos dos índices acima mencionados, e também contribui positivamente para reduzir o excesso de turismo. A redução da sazonalidade melhora a qualidade de vida dos habitantes locais, criando melhores condições de trabalho, uma economia mais estável e bem distribuída e reduz a pressão sobre os serviços e recursos locais. Este índice não só se centra na análise da procura de voos e de alojamento num determinado período de tempo, mas também as despesas e o custo das estadias.

Assim, conclui a análise da Mabrian e Phocuswright, “a superação do excesso de turismo só será possível se forem abordadas todas as dimensões deste fenómeno, e olhar para além dele, lançando-as para um setor que atinja a sustentabilidade, mantendo-se rentável”.

“A rentabilidade é e será, no final, o teste do tempo para o futuro do setor das viagens. A sustentabilidade e a rentabilidade são duas faces da mesma moeda, cunhada com base numa metodologia centrada em dados, mensurável e orientada para objetivos que permite políticas para um crescimento mais equitativo, justo e simétrico, crescimento mais distribuído, justo e simétrico, suportável no tempo”.

Madeline List, analista sénior da Phocuswright, assinala que “uma estratégia sustentável bem-sucedida e consistente envolve a formulação de boas práticas, mas a sua operacionalização de forma expedita.”

Já Carlos Cendra, Partner & Chief Marketing and Communications Officer da Mabrian., considera que a implementação de medidas eficazes contra o overtourism implica “uma abordagem transparente, honesta e centrada nos dados do impacto do turismo nos destinos, com base num modelo holístico capaz de criar um equilíbrio duradouro que beneficie as empresas, os habitantes locais e os visitantes, preservando simultaneamente o ambiente”.

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Caves Graham’s estreiam nova sala de provas

Uma nova sala de provas é a sugestão da reconhecida casa de Vinho do Porto para este verão.

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As Caves da Graham’s – casa de Vinho do Porto, propriedade da Symington Family Estates – propõe uma viagem imersiva pelo universo do Vinho do Porto, que tem início com uma visita guiada por um especialista na área, culminando com as provas, que contam agora com novas sugestões, assim como com uma nova sala.

Descobrir o Vinho do Porto, com calma, conforto e privacidade, é a proposta da recém-inaugurada Sala Trilogia, um espaço totalmente novo, dedicado a provas especiais. O nome da sala encontra inspiração na coleção “The Cellar Master’s Trilogy”, da Graham’s, um conjunto de três vinhos Single Harvest Tawny – The Master, The Artisan e The Apprentice –, que pretende refletir a caminhada de aprendizagem de um (futuro) enólogo.

Mas as novidades na “casa” secular da Graham’s, em Vila Nova de Gaia, não ficam por aqui. No seguimento do lançamento, no início do mês de maio, dos novos Graham’s Porto Tawny 40 e 50 Anos, que integram a exclusiva Aged Tawny Collection, a Sala Vintage das Caves Graham’s dispõe, agora, de um espaço dedicado a estes vinhos. A nova instalação, assinada pelo Flórida Studio, evoca os elementos da fauna e flora da paisagem do Vale do Douro que adornam, em ilustrações assinadas por Mariana Rodrigues, as caixas renovadas dos Graham’s 40 e 50 anos.

Ambos os espaços foram pensados para acolher uma variedade de provas exclusivas, que prometem uma viagem pelo portefólio de vinhos da Graham’s. Os visitantes poderão escolher entre a prova Graham’s (55 euros), as provas Super Premium Tawny e Super Premium Vintage (ambas com o valor de 65 euros), e, para uma experiência alargada ao portefólio de vinho do Porto da família Symington, a prova Symington (135 euros).

Refira-se, em alternativa, a possibilidade de conhecer um dos restantes espaços de provas das Caves Graham’s. Na Sala de Provas Principal, com opções a partir de 25 euros, também há novidades: a nova prova Port Essentials, disponível por 40 euros, inclui quatro vinhos de diferentes tipos – Graham’s Blend Nº5, Six Grapes, Quinta dos Malvedos e Porto Tawny 30 Anos –, convidando à descoberta das múltiplas facetas do Vinho do Porto.

Durante a época alta (1 de abril a 31 de outubro), é possível visitar as Caves Graham’s entre as 10h00 e as 17h30, sublinhando-se que o horário das provas se prolonga até às 18h00. A realização das visitas e as provas está sujeita a reserva prévia, que poderá ser efetuada através do site, por e-mail ([email protected]) ou por telefone (+351 223 776 490).

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Aviação

TAP entre as 25 companhias premium

A AirlineRatings nomeou as melhores 25 companhias aéreas premium, com base em 12 critérias. A TAP Air Portugal é uma delas.

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Depois de analisadas mais de 230 companhias aéreas, responsáveis pelo transporte de 99% dos passageiros em todo o mundo, a AirlineRatings definiu o ranking das 25 companhias premium. A TAP Air Portugal é uma delas.

O júri teve em conta uma série de critérios que incluem a segurança e a classificação do produto, a idade da frota, a rentabilidade, os incidentes graves, as avaliações dos passageiros provenientes de várias fontes, a inovação e as encomendas futuras da frota.

Fique a conhecer as 25 companhias aéreas premium:

Qatar Airways
Korean Air
Cathay Pacific Airways
Air New Zealand
Emirates
Air France/ KLM
All Nippon Airways
Etihad Airways
Qantas
Virgin Australia/Atlantic
Vietnam Airlines
Singapore Airlines
EVA Air
TAP Air Portugal
JAL
Finnair
Hawaiian
Alaska Airlines
Lufthansa/Swiss
Turkish Airlines
IGA Group (British Airways & Iberia)
Air Canada
Delta Air Lines
United Airlines
American Airlines

Relativamente ainda aos critérios, o sistema de classificação vai de uma a sete estrelas em termos de segurança, sendo sete a classificação mais elevada. O sistema de classificação tem em conta uma série de factores diferentes relacionados com as auditorias dos organismos que regem a aviação, as associações de líderes, bem como os dados de segurança da própria companhia aérea.

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Saiba quais são as 25 melhores companhias lowcost

Mais uma vez a AirlineRatings definiu quais as melhores companhias aéreas ‘lowcost’ a atuar no mercado.

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Todos os anos a AirlineRatings estabelece, segundo 12 critérios – incluindo comentários de passageiros de várias fontes, idade da frota, oferta de produtos e classificação de segurança e incidentes – quais as melhores companhias aéreas a atuar no mercado.

No caso das companhias lowcost, conheça o Top 25, por ordem alfabética:

AirAsia Group
Air Baltic
Air Canada Rouge
Cebu Pacific
easyJet
Eurowings
FlyDubai
FlyNAS
GOL
Jetblue
Jet2
Jetstar Group
Jeju Air
Norwegian
Peach
Ryanair
Scoot
Spicejet
Suncountry
Southwest
Transavia
Vietjet
Volotea
Vueling
WizzAir

A AirlineRatings também selecionou os vencedores regionais para o seu Top 25 de companhias aéreas lowcost.

São eles: Américas – Southwest; Médio Oriente – FlyDubai; Ásia – AirAsia Group; Austrália/Pacífico – Jetstar Group; Europa – easyJet.

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Estão lançados os “Portugal Meeting Forums by Publituris” 2024

O jornal Publituris dá início a um dos eventos mais relevantes de incentivo ao segmento MICE em Portugal – Portugal Meeting Forums by Publituris – com o lançamento do website do evento que se realizará no início de outubro de 2024, em Oeiras.

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Nos dias 1, 2 e 3 de outubro de 2024, o jornal Publituris vai organizar o seu evento MICE dirigido ao mercado internacional – “Portugal Meeting Forums by Publituris”.

A 8.ª edição deste evento, que conta com o apoio do Turismo de Portugal, TAP Air Portugal, Vila Galé Hotéis, MiceBuzz e YVU, os “Portugal Meeting Forums by Publituris” irão receber agentes de viagem provenientes de vários mercados (Europa – Brasil – Canadá – EUA), assim como responsáveis pela organização e planeamento de eventos, incentivos e congressos em empresas multinacionais.

O objetivo é mostrar, divulgar e sublinhar Portugal como destino fundamental, na organização de eventos MICE, com foco exclusivo no mercado português, na sua diferenciação, oferta e mais-valia.

O evento arranca no dia 1 de outubro, com a chegada dos buyers internacionais, seguido de um Cocktail Dinatoire no Vila Galé Collection Palácio dos Arcos.

O segundo dia, 2 de outubro, será dedicado, em exclusivo, a reuniões, a realizar no Vila Galé Collection Palácio dos Arcos, com um working lunch. À noite, o jantar será num local emblemático na Costa do Estoril.

O último dia, 3 de outubro, suppliers & buyers terão oportunidade de ter um dia completo para visitar a região de Oeiras, palco deste evento, ao qual se seguirá uma famtrip, para os buyers internacionais, de dois dias à região do Alentejo, com alojamento e refeições incluídas.

Para esta edição já estão confirmados os seguintes suppliers:

Bomporto Hotels
Hard Rock Cafe
Savoy Signature
Portugal Green Travel (DMC)
WOW
Highgate Portugal
Pestana Hotel Group
GR8 events
HF Hotels
Amazing Evolution
SANA Hotels
Bensaude Hotels Collection
Açoreana DMC

Para saber mais sobre os “Portugal Meeting Forums by Publituris” 2024 visite o site em: https://meetingforums.publituris.pt/2024/

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Aviação

Reforço da pista do aeroporto do Porto custa 50 milhões e vai demorar 19 meses

O reforço da pista do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, na Maia, começa a 31 de julho, vai demorar 19 meses, de segunda-feira a sábado, entre meia-noite e 06:00, num investimento de 50 milhões de euros.

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Em comunicado, a ANA Aeroportos explicou que a opção pelo trabalho em horário noturno visa “minimizar o impacto nas operações aeroportuárias”.

O contrato de empreitada foi assinado com a Acciona esta segunda-feira, 27 de maio, e representa “um investimento de qualidade, segurança e desempenho ambiental, permitindo acomodar o crescimento do tráfego aéreo”, relata a nota de imprensa.

Com esta operação, continua o comunicado, a ANA vai “reforçar as condições operacionais do aeroporto, sendo esta a maior intervenção realizada na pista desta infraestrutura”.

A intervenção será realizada na pista e áreas adjacentes, nomeadamente, na repavimentação completa da camada de desgaste da pista 17-35; intervenções de reforço estrutural da pista; ajustamento da geometria da faixa de pista (strip) e na linha de aproximação (sinalização luminosa) das pistas 17 e 35; substituição do sistema de luzes de pista por LED’s; renovação integral do sistema de drenagem da pista; bem como instalação de infraestruturas civis para a implementação de equipamentos de navegação (ILS categoria II) na pista 35 que vão permitir operações em baixa visibilidade.

Para Thierry Ligonnière, CEO da ANA Aeroporto de Portugal, este “é um investimento estrutural relevante que vai contribuir para o desenvolvimento do Aeroporto do Porto, para que continue a ser um dos melhores aeroportos da Europa, de acordo com as opiniões dos passageiros”.

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Enoturismo

Os melhores Enoturismos distinguidos pela APENO

A Associação Portuguesa de Enoturismo (APENO) distingui, recentemente, os melhores Enoturismos em Portugal.

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As melhores empresas, práticas e projetos enoturísticos foram premiados, recentemente, na 3.ª edição do Prémio Nacional de Enoturismo APENO / Ageas Seguros 2024. Realizado em Santarém, na Quinta dos Anjos, os vencedores dos prémios das 15 categorias foram: Melhor Enoturismo de Portugal (Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo); Melhor Enoturismo Urbano (WOW); Melhor Profissional (Ana Vieira Soares); Melhor Estadia (Ventozelo Hotel & Quinta); Melhor Restaurante (Sal na Adega); Melhor Chef de Cozinha (Diogo Rocha); Melhor Sommelier (Ivo Peralta); Melhor Sala de Provas (Torre de Palma); Melhor Empresa Turística (Abreu Viagens); Melhor Projeto Inclusivo (Herdade do Rocim); Melhor Projeto Sustentável (Herdade da Malhadinha Nova); Melhor Loja (Garrafeira Nacional); Melhor Arte e Cultura (Bacalhôa); Melhor Inovação e Tecnologia (Casa Museu Interativa de Borba); e Melhor Hospitalidade (Herdade do Sobroso).

Além destas 15 categorias, a APENO entregou também 4 Prémios de “Mérito e Incentivo”, de forma a homenagear o esforço e as boas práticas das empresas ou personalidades que se tenham evidenciado pelo seu trabalho no setor. Os vencedores foram: Alexandra Maçanita, da FitaPreta; Judith Martín, da Azores Wine Company; Miguel Leal, da ML Private Tours; e Vera Magalhães, da João Portugal Ramos.

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