Assine já
Análise

Subida de preços: o novo obstáculo que ameaça o turismo

O recente aumento de preços, muito por culpa da subida da inflação e do aumento dos custos da energia, está a deixar o setor do turismo apreensivo face a um novo obstáculo que pode a atrapalhar a recuperação já em curso na atividade turística.

Inês de Matos
Análise

Subida de preços: o novo obstáculo que ameaça o turismo

O recente aumento de preços, muito por culpa da subida da inflação e do aumento dos custos da energia, está a deixar o setor do turismo apreensivo face a um novo obstáculo que pode a atrapalhar a recuperação já em curso na atividade turística.

Inês de Matos
Sobre o autor
Inês de Matos
Artigos relacionados
Turismo com dilema em incorporar sobretaxas devido ao aumento dos preços da energia
Turismo
Turismo recupera em junho, mas fica aquém do esperado para o semestre
Homepage
Hotel Fotos de banco de imagens por Vecteezy
“Manifesto” do turismo pede aos governos europeus plano para o verão
Análise
Parlamento Europeu defende critérios comuns para viagens seguras e limpas
Análise

De há um meses para cá, as notícias sobre o aumento dos preços tornaram-se constantes. A saída da pandemia levou ao aumento da procura e provocou uma subida da inflação, que se caracteriza pelo crescimento generalizado dos preços na economia. A esse aumento, é preciso juntar a subida dos custos da energia, combustível e matérias-primas, o que veio dar mais gás à inflação que, em Portugal, chegou aos 3,3% em janeiro, a mais elevada desde fevereiro de 2012, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Lá fora, a situação não é mais animadora. Em dezembro, os países da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico viram a inflação subir para 6,6%, o valor mais elevado dos últimos 30 anos, enquanto nos EUA chegou aos 7%, o que se explica, em grande parte, pela subida de 25,6% nos preços da energia registada nesse mês.

A subida de preços está a afetar todos os setores da economia e o turismo não é exceção. Já em outubro, Scott Kirby, CEO da United Airlines, alertava que “os preços mais altos do combustível da aviação levam a preços mais altos nos bilhetes” e, mais recentemente, foi a vez da hotelaria espanhola se queixar do custo da energia, com a Associação dos Hotéis de Castela e Leão a dar o exemplo do AC Hotel by Marriott Palacio de Santa Ana, em Valladolid, onde a conta da luz passou de oito mil euros antes da pandemia para 24 mil euros no último mês. E, já em janeiro de 2022, foi a vez da TUI revelar, aquando da apresentação da programação para o verão, que as viagens organizadas já subiram cerca de um quinto face ao período pré-pandemia.

Claro que o crescimento da procura induz, obviamente, quando há escassez, o crescimento do preço, mas aqui o fenómeno é muito mais profundo e preocupante”, Cristina Siza Vieira, presidente executiva AHP

É caso para dizer que, numa altura em que as expetativas apontavam para a recuperação já este ano, o setor do turismo tem um novo obstáculo para contornar, que pode atrasar o desejado regresso à normalidade.

De quem é a culpa?
Apesar dos vários fatores que contribuem para o aumento de preços, Pedro Brinca, economista e professor da NOVA SBE, diz ao Publituris que este aumento de preços não é uma surpresa, até porque, nos EUA, cedo se começou a discutir o impacto que teriam os estímulos económicos adotados para fazer face à pandemia. “Vários foram os analistas e académicos (como Olivier Blanchard e Larry Summers) que alertaram para os perigos de um surto de inflação”, indica, explicando que “o hiato do produto estimado nos EUA em abril de 2021 era de cerca de um terço do pacote total de ajudas que foram implementadas”.

Na Europa, acrescenta Pedro Brinca, “os estímulos não foram tão acentuados”, o que explica que as expectativas de inflação venham a ser “mais moderadas”. “Mas ainda assim a inflação na zona euro está próxima dos 5%, bem acima do objetivo de 2%”, alerta, realçando que, apesar de se esperar que este surto seja temporário, o certo é que ele não mostra sinais de abrandamento e já dura há 10 meses.

Além da inflação, também a energia tem culpas na situação. Pedro Brinca aponta, desde logo, “o fim progressivo em alguns países da produção de eletricidade com carvão e energia nuclear”, como um dos motivos que levaram a “um aumento da dependência das energias renováveis e do gás natural”, cujo consumo tem subido, com reflexos também no custo. A agravar o problema, está ainda a postura da Rússia, que não acompanhou a subida do consumo com um aumento do fornecimento à Europa, o que voltou a agravar o preço da energia.

Tal como Pedro Brinca, também o setor do turismo atribui a subida dos preços à inflação, principalmente motivada pelo aumento dos custos da energia e combustível, mas também de produção. Como resume Cristina Siza Vieira, presidente executiva da AHP – Associação da Hotelaria de Portugal, “está tudo a subir, desde os combustíveis, aos custos da distribuição, da construção, aos salários e também aos salários da hotelaria”. Na opinião da responsável, apesar da saída da pandemia também ter provocado um aumento da procura, não é esse tipo de inflação que explica a escalada a que se tem assistido e que, na hotelaria, é comum a todas as categorias de unidades. “Claro que o crescimento da procura induz, obviamente, quando há escassez, o crescimento do preço, mas aqui o fenómeno é muito mais profundo e preocupante. Pode induzir alguma coisa, alguns países sinalizam essa dinâmica como podendo ter aqui algum efeito adicional, mas não é o efeito principal”, explica.

A estes motivos, aponta ainda Francisco Calheiros, presidente da CTP – Confederação do Turismo de Portugal, é preciso juntar também o “aumento dos preços nos serviços associados à atividade turística, nomeadamente serviços de marketing, serviços bancários, financeiros e seguros”, assim como o efeito da “reorganização das cadeias logísticas de abastecimento de bens e serviços”, que também tem contribuído para o aumento de preço no setor do turismo.

Mais difícil é estimar quando é que esta crise dos preços termina, com Pedro Brinca a mostrar-se convicto que “esta dinâmica se irá manter pelo menos até ao próximo inverno”. “É de esperar que as disrupções das cadeias de abastecimento sejam progressivamente ultrapassadas e também que o retorno de uma maior disciplina orçamental possam ser fatores que contribuam para a estabilização da inflação”, indica.

Impacto no turismo
O efeito da inflação no turismo está espelhado nos mais recentes dados do INE, que indicam que, em janeiro, os preços da hotelaria e alojamento subiram 6.79%, nos serviços de refeições houve um aumento de 3.85%, nos restaurantes e hotéis a subida foi de 3.57% e nos restaurantes, cafés e estabelecimentos similares o aumento de preços chegou aos 4,11%.

Os dados económicos ajudam a perceber a escalada de um problema que é confirmado pelo setor, com o presidente da CTP a indicar que os aumentos se sentem em “praticamente todas as áreas, desde a aviação até à restauração, passando pelo alojamento e animação, não obstante os esforços das empresas em mitigar o impacto dos aumentos”.

Opinião idêntica manifesta Joaquim Robalo de Almeida, secretário-geral da ARAC – Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor, que representa grande parte das empresas de rent-a-car que operam em Portugal, que refere que “o aumento generalizado de preços está a acontecer em todo o mundo” e estima que, devido à inflação, “se assistirá a um aumento de preços generalizado nos vários produtos e serviços que compõem este importante motor da economia nacional”.

O aumento do preço da hotelaria nunca é uma oportunidade para a aviação”, Paulo Geisler, presidente da RENA

No rent-a-car, além da inflação e do combustível, há também a crise dos semicondutores, que está a provocar a escassez de veículos automóveis e a aumentar o seu custo, contribuindo para que os preços dos alugueres subam. “Face ao aumento dos vários custos de exploração por parte das empresas de rent-a-car e tendo em atenção a inflação que atinge toda a economia, caso não se verifique uma inversão da tendência inflacionista, é seguro que o preço dos serviços de aluguer de veículos sem condutor irá aumentar”, defende o responsável da ARAC.

Paulo Geisler, presidente da RENA – Associação das Companhias Aéreas em Portugal, também confirma a subida de preços na aviação, devido à inflação. Para o responsável, os preços vão continuar a subir, entre 3% a 4%, ainda que o combustível possa “alterar esta previsão”.

No alojamento turístico, cujo preço subiu cerca de 6,8% em janeiro, Cristina Siza Vieira mostra-se essencialmente preocupada com o “aumento de custos da energia que é, a par dos salários, um dos maiores custos da hotelaria” e diz que a hotelaria vai ter de “acompanhar o resto da inflação”. “Não vejo como é que poderia não ser assim se temos de absorver os custos de produção”, lamenta.

Este aumento de preços, também “acontece nas atividades da restauração, similares e do alojamento turístico, como acontece em todas as outras atividades económicas”, acrescenta Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, que diz, no entanto, esperar que o aumento de preços seja, este ano, compensado por uma “maior procura, nomeadamente de turistas internacionais, devido ao fim das restrições. “Todos desejamos que o mercado responda positivamente, e que seja possível compensar este aumento de custos e de produção, que tendencialmente poderá levar a um aumento de preços”, acrescenta.

O Publituris tentou ainda contactar a APAVT – Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, mas, até ao fecho desta edição, a associação não esteve disponível para responder às questões colocadas.

Efeito na procura
A subida dos preços é um novo obstáculo que o turismo precisa ultrapassar, principalmente porque, como diz Pedro Brinca, “é normal que os aumentos de preços levem a uma diminuição da procura”. “Parte destes aumentos de preços podem refletir uma necessidade de tesouraria das empresas que sacrificam margem no longo prazo por uma maior receita no curto prazo. Nesta dimensão, é de esperar que a procura diminua”, considera, lembrando, no entanto, que a nível internacional também “existe um efeito de preços relativos”, pelo que é “preciso comparar com outros destinos e respetivas taxas de inflação” a situação de Portugal, que tem registado uma das inflações mais baixas da Europa.

Apesar de admitir que a procura pode diminuir devido ao aumento de preços, pois as empresas têm de refletir esses aumentos no valor cobrado aos clientes, sob “pena de entrarem em perda”, Cristina Siza Vieira mostra-se confiante de que não vai faltar procura, já que as previsões apontam para o crescimento da economia, o que, a juntar à vontade de viajar, depois de dois anos de pandemia, promete animar a hotelaria. “Também há boas notícias e quais são? É que também o crescimento da economia aconteça. Ou seja, que também haja um aumento do poder de compra dos consumidores de serviços de turismo, através do aumento dos salários, e que seja capaz de absorver esta subida de preços. Esta é a parte em que estamos todos um pouco mais otimistas”, aponta, realçando ainda o crescimento da poupança na pandemia como uma vantagem.

Já para a AHRESP, a expectativa é que as “empresas de restauração e do alojamento turístico vão tentar amortecer este efeito com ganhos de produtividade ou outras medidas procurando preservar os clientes deste impacto e para manter competitividade face à própria concorrência”. Ana Jacinto reconhece, contudo, que há limites e que, se a subida continuar, haverá “um momento que terão que inflacionar também os preços”.

Confiante está ainda a aviação, o único subsetor do turismo a apresentar uma evolução negativa da inflação em janeiro (-1,73%), com Paulo Geisler a explicar que, neste caso, a subida dos preços tem acontecido mais para “recuperar das reduções de preços realizadas nos últimos dois anos”.

Na aviação, a subida do preço é mais visível no transporte de carga, que beneficiou “das dificuldades de transporte rodoviário e marítimo”, enquanto no transporte de passageiros tudo vai depender “da capacidade dos operadores em trazer de volta a capacidade que tiveram de retirar do mercado durante os últimos dois anos para responder ao aumento de procura”. E, tal como a hotelaria, também a aviação espera uma recuperação, pois continua ainda aquém dos valores de 2019 e é provável que “muitas pessoas que optaram por fazer turismo doméstico nos últimos dois anos vão voltar a viajar internacionalmente”, defende.

Já no rent-a-car, que espera que o aumento de preços se verifique em todo o tipo de alugueres, mas principalmente nos contratos de curta duração, que têm mais custos, o aumento dos preços também deverá levar a “uma subida de preços no consumidor, como aliás é natural em qualquer economia de mercado”, admite Joaquim Robalo de Almeida.

Ameaça ou oportunidade?
Apesar da incerteza, a subida dos preços pode ser uma ameaça ou uma oportunidade para o turismo. Pedro Brinca explica que se “não for acompanhada por uma diminuição da procura, ou seja, se houver inflação generalizada inclusive nos salários da população mantendo o poder de compra e não houver mudanças significativas nos preços relativos, a inflação pode ser uma maneira de aliviar os encargos do stock de dívida”. E lembra que o turismo, “por via da sua estrutura de custos muito assente em investimentos à cabeça em equipamentos e infraestruturas, é dos setores mais alavancados da economia”.

As empresas de restauração e do alojamento turístico vão tentar amortecer este efeito com ganhos de produtividade ou outras medidas procurando preservar os clientes deste impacto e para manter competitividade face à própria concorrência”, Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP

O professor da NOVA SBE nota ainda que, face a outros países, em Portugal as “ajudas diretas foram relativamente mais reduzidas e muito mais assentes em moratórias creditícias e fiscais”, o que ajuda a resolver “o problema da liquidez, mas não da solvabilidade”, pelo que o fim das moratórias, em dezembro de 2021, “poderá trazer problemas complicados de tesouraria associados à necessidade de reembolso de juros e capital, agora maiores devido aos prejuízos acumulados”. “Mas como a dívida está determinada em termos nominais, a inflação generalizada pode, como descrevi acima, dar um ajuda importante a diminuir os custos reais de capital”, acrescenta, lembrando que, a variação de Portugal face aos seus competidores, será um aspeto “determinante” para a competitividade internacional do país. “É provável que até tenhamos ganho competitividade relativa uma vez que a inflação em Portugal tem sido muito mais contida do que na generalidade dos outros países europeus”, explica, alertando, no entanto, que “a subida generalizada dos preços da energia, inclusive até em resultado da tensão na Ucrânia, é seguramente uma ameaça devido à pressão que fará nos preços das viagens”.

Por parte do setor, também há opiniões distintas, ainda que a incerteza deixe reticente parte dos intervenientes, num sentimento que é traduzido pela CTP, cujo presidente diz não ter dúvidas de que a escalada dos preços representa uma ameaça, pois resulta da “incorporação alheia e externa de custos”, com consequências negativas para as empresas, que se deparam “com a debilitação das suas já enfraquecidas contas de exploração e menores margens de comercialização”, enquanto os consumidores vão assistir à repercussão “de parte dos custos das empresas”.

Reticente está ainda Paulo Geisler, que está preocupado com o impacto na aviação da subida de outros preços do setor. “O aumento do preço da hotelaria nunca é uma oportunidade para a aviação”, diz, defendendo que os operadores que “controlam toda a estrutura de distribuição” conseguem “gerir melhor a distribuição do aumento de preços”.

Já para o rent-a-car, o aumento dos preços não deve ser visto como oportunidade ou ameaça, sendo antes “uma resposta inevitável à crescente subida dos custos suportados pelas empresas”. Por isso, a ARAC pede a descida do IUC e do ISV, bem como a aplicação ao rent-a-car da taxa intermédia de IVA (13%), “à semelhança do que se passa com a maioria dos demais serviços turísticos”, como medidas de “vital importância” para manter a competitividade do setor.

Na AHRESP, Ana Jacinto também diz que o aumento de preços não é oportunidade nem ameaça, sendo antes “um desafio”, até porque Portugal vive o mesmo cenário que os destinos concorrentes, “onde a mesma escalada de preços acontece” e até para valores mais elevados.

A associação antevê, no entanto, uma descida da procura doméstica e aumento da externa, com Ana Jacinto a referir que, a confirmar-se, esta realidade é uma “ameaça” para as empresas, que vão necessitar de trabalhar mais para a converter numa “oportunidade”.

Opinião idêntica manifesta Cristina Siza Vieira, que apesar de considerar que o aumento de preços é um “problema”, diz que não é uma ameaça, uma vez que “a hotelaria se tem vindo a preparar para mais este obstáculo”. “Já se modificaram as formas de prestar serviço, ganhou-se alguma eficiência, reduziram-se custos e alguns hotéis estão a fazê-lo ainda mais no housekeeping, para que os custos operacionais baixem. E o próprio consumidor está preparado para determinadas alterações e percebe que as coisas não podiam ser mantidas como estavam”, explica.

Apesar de estar preparada, a AHP considera que a hotelaria também devia ser alvo de alterações fiscais para ajudar as empresas a lidar com o aumento dos custos, a exemplo da redução da TSU, que pode ter um efeito “positivo quando os custos com os salários estão a subir”.

Sobre o autorInês de Matos

Inês de Matos

Mais artigos
Artigos relacionados
Distribuição

eDreams ODIGEO expande rede de ‘Tech Hubs’

Depois das aberturas recentes no Porto, Palma de Maiorca e Alicante, a eDreams ODIGEO amplia a sua rede de centros de inovação na Europa com um novo laboratório tecnológico em Milão

A eDreams ODIGEO, irá expandir a sua rede de Tech Hubs com a abertura de um novo centro de inovação em Milão.

A empresa continua, assim, a ampliar os seus centros de desenvolvimento pan-europeus, mais especificamente no Porto, Barcelona, Madrid, Palma de Maiorca, Alicante e Budapeste. Nomeada como uma das ‘Melhores Empresas para Trabalhar em 2022’ pela revista Forbes, só em 2022 adicionou 250 novos membros à sua equipa global de tecnologia, para apoiar o crescimento do Prime, o seu serviço de subscrição, que está no caminho certo para atingir os 7,25 milhões de membros até 2025.

A rentabilidade da eDreams ODIGEO continua a aumentar e continua também a reforçar a sua posição enquanto inovadora no setor das viagens através deste seu programa de subscrição, tal como a Netflix, o Spotify ou a CostCo fizeram nas suas respetivas indústrias.

Os resultados trimestrais mais recentes da empresa demonstram o progresso neste sentido, com o EBITDA Cash a crescer 78% em comparação com o mesmo período do ano passado. Está também no caminho certo para atingir a sua meta de 180 milhões de euros em EBITDA Cash e 7,25 milhões de membros Prime até ao ano fiscal de 2025. Desde o início da pandemia, a empresa superou de forma constante o setor no geral, e a sua atividade comercial superou os níveis pré-COVID em +48% na primeira metade do ano fiscal de 2022.

Dana Dunne, Chief Executive Officer da eDreams ODIGEO, refere que, “como a procura por viagens de lazer e serviços de subscrição continua a crescer, estamos perfeitamente posicionados para embarcar na próxima etapa da nossa jornada. Garantir que oferecemos aos nossos clientes uma experiência incomparável é a chave do nosso sucesso, e para isso estamos a investir na expansão da nossa rede de Tech Hubs em toda a Europa e no recrutamento dos melhores talentos para se juntarem à nossa equipa e nos ajudarem a continuar a revolucionar a indústria das viagens. Os nossos Tech Hubs desempenham um papel crucial no suporte ao nosso crescimento contínuo enquanto empresa baseada em subscrições, e as suas contribuições terão um impacto significativo em milhões de viajantes em todo o mundo. Estamos ansiosos por ver o futuro brilhante que a eDreams ODIGEO tem pela frente.”

A eDreams ODIGEO emprega, atualmente, pessoas de 46 nacionalidades e opera num sistema de trabalho híbrido e flexível, o primeiro do seu setor, que tem como objetivo impulsionar a flexibilidade e a criatividade dos colaboradores no ambiente do pós-pandemia.

Os candidatos interessados podem procurar vagas de emprego e candidatar-se online em www.edreamsodigeocareers.com.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

TAP lança promoção para a Madeira

Os voos de ida-e-volta para a Madeira têm um preço a partir de 49 euros, com a promoção da TAP a contemplar, igualmente, voos para os Açores, com preços a partir de 59 euros.

Publituris

A TAP lançou uma campanha promocional com voos de ida-e-volta para a Madeira a partir de 49 euros, em reservas realizadas até ao dia 1 de fevereiro e viagens até 31 de março.

Com a mesma validade e períodos de viagem, esta promoção da TAP contempla também os Açores, com viagens de ida-e-volta para Ponta Delgada e Terceira disponíveis a partir de 59 euros.

Esta promoção aplica-se tanto à partida de Portugal continental como das ilhas.

Em comunicado, a TAP refere que “estimula assim os seus clientes a explorarem as regiões autónomas e a usufruírem de alguns dos locais mais belos de Portugal”.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Meeting Industry

Odemira recebe “Encontro Anual de Técnicos de Turismo do Alentejo e Ribatejo”

Os cerca de 120 técnicos e responsáveis autárquicos, terão a oportunidade de conhecer um pouco melhor a gastronomia e o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no âmbito da promoção turística no concelho de Odemira.

Publituris

O concelho de Odemira vai receber o “Encontro Anual de Técnicos de Turismo do Alentejo e Ribatejo”, entre os dias 27 e 29 de janeiro, numa iniciativa da Entidade Regional de Turismo e do Município.

Esta iniciativa tem por objetivo dar a conhecer o território de Odemira, promover o contacto e partilha de experiências e boas práticas entre os cerca de 120 participantes.

Os trabalhos iniciam no dia 28 de janeiro, no auditório da Biblioteca Municipal José Saramago, em Odemira, com a apresentação da Associação Rota Vicentina, por Marta Cabral e da Associação das Casas Brancas – Associação de Turismo de Qualidade do Litoral Alentejano e Costa Vicentina, por Mónica McGill. A sessão de abertura conta com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Odemira, Hélder Guerreiro e do Vereador, Ricardo Cardoso.

Após este primeiro momento, segue-se uma vista ao Espaço CRIAR e a Loja da CACO- Associação de Artesãos do Concelho de Odemira. A manhã encerra com uma mostra e prova de produtos regionais no Mercado Municipal de Odemira.

Durante a tarde os participantes terão a oportunidade de conhecer o empreendimento turístico “Craveiral Farmhouse by Belong Staying & Feeling”, na freguesia de São Teotónio e um dos pontos de turísticos emblemáticos do concelho, o Cabo Sardão, situado na localidade do Cavaleiro.

O último dia do Encontro Anual de Técnicos de Turismo do Alentejo e Ribatejo fica marcado por uma visita ao centro histórico de Vila Nova de Milfontes guiada pelo historiador Professor António Quaresma, que partirá do Forte de São Clemente.

Durante este fim de semana, os cerca de 120 técnicos e responsáveis autárquicos, terão a oportunidade de conhecer um pouco melhor a gastronomia e o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no âmbito da promoção turística no concelho de Odemira.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Sustentabilidade como elemento-chave na agenda de viagens dos turistas

Um recente relatório do WTTC, em conjunto com o Grupo Trip.com e Deloitte, revela que 69% dos viajantes procuram ativamente opções de viagens sustentáveis. Além disso, três quartos dos viajantes de luxo estão dispostos a pagar mais para tornar as suas viagens mais sustentáveis.

Victor Jorge

Um novo e importante relatório do World Travel & Tourism Council (WTTC) e do Grupo Trip.com, juntamente com a Deloitte, revela um interesse elevado por turismo sustentável entre os consumidores, com 69% dos viajantes a procurarem ativamente opções de viagens sustentáveis.

O relatório “A world in motion: shifting consumer travel trends in 2022 and beyond”, mostra que a sustentabilidade é um elemento-chave da agenda de viagens, com viajantes interessados em reduzir a sua pegada de carbono e apoiar o turismo sustentável.

De acordo com uma pesquisa incluída no relatório, três quartos dos viajantes estão a considerar viajar de forma mais sustentável no futuro e quase 60% escolheram opções de viagem mais sustentáveis nos últimos dois anos. Outra pesquisa também descobriu que cerca de três quartos dos viajantes de luxo estão dispostos a pagar mais para tornar as suas viagens mais sustentáveis.

No ano passado, após mais de dois anos de interrupções nas viagens, os viajantes deixaram claro que o seu desejo de viajar está muito vivo, com um aumento de 109% nas chegadas internacionais durante a noite, em relação a 2021.

De acordo com o relatório, no ano passado, os consumidores estavam dispostos a esticar o seu orçamento para os planos de férias, com 86% dos viajantes a planear gastar a mesma quantia ou mais em viagens internacionais do que em 2019, com os turistas dos EUA a liderarem a lista como grandes gastadores.

Mas 2023 parece ainda melhor em termos de gastos dos viajantes. Apesar das preocupações com a inflação e a crise do custo de vida em todo o mundo, o relatório do WTTC revela que “quase um terço (31%) dos viajantes pretende gastar mais em viagens internacionais este ano do que em 2022”.

Além disso, de acordo com o ‘Global State of the Consumer Tracker’ da Deloitte, no ano passado, mais da metade (53%) dos consumidores globais entrevistados durante o verão afirmaram que planeiam ficar num hotel nos três meses seguintes.

Julia Simpson, presidente e CEO do WTTC, frisa que a “procura por viagens está mais forte do que nunca e este relatório mostra que este ano veremos uma recuperação significativa. 2023 está definido para ser um ano muito forte para as viagens e turismo”.

A responsável pelo WTTC destaca ainda que “a sustentabilidade está no topo da agenda dos viajantes, e os consumidores destacam o valor que atribuem à proteção da natureza e ao viajar com responsabilidade.”

Jane Sun, CEO do Trip.com Group, refere, por sua vez, que “as viagens e turismo são uma força poderosa para impulsionar a economia global, criar empregos, estimular o crescimento económico e tirar as comunidades da pobreza”.

Além disso, salienta que “a região da Ásia-Pacífico, com suas economias dinâmicas e de classe média em rápido crescimento, está bem posicionada para capitalizar o crescimento da indústria e ocupar o seu lugar como líder na economia global do turismo”, admitindo-se “otimista com o momento positivo para a retomada global e o crescimento das viagens em 2023, impulsionado principalmente pelos consumidores da China continental, o que ajudará a acelerar a recuperação e o desenvolvimento mundial”.

Já Scott Rosenberger, líder do setor de transporte global, hospitalidade e serviços da frisa que “as viagens estão a recuperar da pandemia, inovando e atendendo às procuras de tipos de viagens alternativas mais modernas, viagens sustentáveis, viagens de luxo e muito mais”.

Mesmo o aumento das preocupações financeiras causadas pela inflação “não está a diminuir o ritmo”, salientando o responsável da Deloitte que “incrivelmente, as viagens estão no topo das prioridades e os acordos de trabalho remoto/flexível estão a criar novas oportunidades”.

Outras descobertas reveladas no relatório revelam que as vendas de pacotes de férias de sol e mar para 2022 aumentem 75% em comparação com o ano anterior; que no ano passado, durante o verão, as chegadas internacionais a destinos europeus de sol e praia ficaram apenas 15% abaixo dos níveis de 2019; que, em 2022, se espera que as visitas às principais cidades tenham um aumento de 58% em relação ao ano anterior, menos de 14% abaixo dos níveis de 2019; que as férias de luxo serão particularmente populares, com vendas de hotéis de luxo estimadas em 92 mil milhões de dólares (cerca de 85 mil milhões de euros) até 2025, em comparação com 76 mil milhões de dólares (cerca de 70 mil milhões de euros) em 2019); e que quase 60% dos viajantes admitiram já estarem a pagar para compensar as suas emissões de carbono ou a considerar esse aspeto se o preço for justo.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Distribuição

TopAtlântico regressa com Feira de Cruzeiros

De 27 a 30 de janeiro, a TopAtlântico regressa com uma nova campanha “Férias no Mar”, na qual estarão disponíveis ofertas exclusivas e descontos até 75% para partidas em 2023 e 2024.

Publituris

A Feira de Cruzeiros TopAtlântico regressa ao Centro Colombo (Lisboa) no próximo fim de semana (27 a 30 de janeiro) com uma nova campanha “Férias no Mar” com descontos até 75%.

Segundo a TopAtlântico, “as férias de cruzeiros sempre foram muito populares e cada vez mais desejadas pelos portugueses”, lançando a 27 de janeiro uma nova campanha de cruzeiros com o mote “Férias no Mar” com ofertas exclusivas e descontos até 75% para partidas em 2023 e 2024.

Para ajudar a escolher o melhor cruzeiro para as férias, a feira conta com 16 balcões de venda, vários especialistas TopAtlântico e das maiores companhias de Cruzeiros como Royal Caribbean, MSC, Costa Cruzeiros, Celebrity Cruises e Norwegian Cruise Line.

A campanha “Férias no Mar” da TopAtlântico contempla cruzeiros com preços desde 402 euros por pessoa, oferecendo a oportunidade de reservar a preços imperdíveis para cruzeiros com partidas de Portugal, muitos com partida e chegada a Lisboa, itinerários para o mediterrâneo, ilhas gregas e Adriático, Norte da Europa, Caraíbas, Grandes Viagens, Expedições e ainda cruzeiros de rio.

Durante o período da feira de cruzeiros (de 27 a 30 janeiro), as reservas poderão ser efetuadas também nas lojas TopAtlântico em todo o país, incluindo Ilhas, aproveitando as lojas de shopping durante o fim de semana.

Existirão preços e descontos especiais e exclusivos que só estarão em vigor durante o período de feira. No entanto, a campanha “Férias no Mar” continuará com promoções até 13 dia de fevereiro.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Aviação

Aeroporto de Munique e Lufthansa expandem parceria

O Aeroporto de Munique e a Lufthansa reforçaram a parceria estratégica para tornar a infraestrutura aeroportuária num hub de transporte intermodal, sempre com a sustentabilidade, inovação, digitalização em mente.

Victor Jorge

O Aeroporto de Munique (Alemanha) e a Lufthansa reforçaram a parceria estratégica, com as duas companhias a assinar uma Carta de Intenção com o objetivo de intensificar e continuar o desenvolvimento da infraestrutura aeroportuária de Munique.

Na Carta de Intenção, ambas as partes comprometem-se a partilhar a estratégia de sustentabilidade para expandir o Aeroporto de Munique como um hub de transporte intermodal, com a expansão da infraestrutura baseada nas necessidades e com a promoção da digitalização e inovação nas operações. Isto inclui projetos como o operação inteligente de passageiros e processos automatizados de handling, a fim de tornar a experiência de viagem dos passageiros mais agradável e eficiente.

Para se manterem competitivas a longo prazo, ambas as organizações estão a impulsionar o cumprimento das suas metas de sustentabilidade para que todo o campus do Aeroporto de Munique seja beneficiado. O compromisso com as respetivas metas de clima e sustentabilidade é uma componente central da Carta de Intenção.

Jost Lammers, CEO do Aeroporto de Munique, refere que “atravessámos tempos difíceis devido à pandemia juntamente com a Lufthansa e voltaremos a ter a mesma força que nos caracterizava. Com os objetivos partilhados em termos de sustentabilidade, inovação, digitalização e a melhoria persistente do Aeroporto de Munique como um hub premium, continuaremos com sucesso esta parceria estratégica”.

Do lado da Lufthansa, Stefan Kreuzpaintner, CCO da Lufthansa Airlines, salienta que a “parceria com o Aeroporto de Munique pode ser descrita como única. Juntos iremos continuar a liderar e ultrapassar os desafios na indústria da aviação”. O executivo da companhia aérea alemã refere ainda que “a sustentabilidade é um dos temas chave, incluindo ligações ferroviárias – não só para chegar rápida e convenientemente ao aeroporto -, mas também para a mitigação vital para a contribuição climática”.

Albert Füracker, ministro das Finanças da Baviera e chaiman do Conselho de Supervisão da Flughafen München GmbH, frisa que “a sustentabilidade é um tema importante para o futuro da aviação. Já em 2016, acordámos que o Aeroporto de Munique terá uma operação CO2 neutra no máximo até 2030. Estamos a trabalhar para esse ambicioso objetivo climático com medidas muito abrangentes e estamos no bom caminho para atingi-lo”.

Refira-se que a parceria entre o Aeroporto de Munique e a Lufthansa para construir e expandir o tráfego no aeroporto iniciou-se no final da década de 1990. Com a construção e operação conjuntas do Terminal 2, aberto em 2023, as duas companhias lançaram um modelo de cooperação único na Europa, colocando o Aeroporto de Munique como um dos hubs mais eficientes na aviação global.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Transportes

Conselho Regional do Centro defende novo aeroporto a norte do rio Tejo

O Conselho Regional do Centro entende que é a localização a norte do Tejo é a que “melhor serve” os interesses do país e da região, além de ser “uma solução mais sustentável”.

Publituris

O Conselho Regional do Centro (CRC) defendeu a localização de um novo aeroporto “a norte do rio Tejo” por ser a que “melhor serve” os interesses do país e da região. “Tudo indica que a localização a norte do rio Tejo é aquela que melhor serve os interesses nacionais e regionais, evidenciando vantagens comparativas face às restantes soluções em estudo”, afirmou o CRC, numa moção aprovada por unanimidade numa reunião realizada em Coimbra, na sede da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

O organismo regional liderado por João Paulo Fernandes, presidente da Câmara Municipal do Fundão, destacou a importância de “uma localização de excelência face à proximidade a acessibilidades rodoviárias”, como a A1, a A23, a A13 e a A15, bem como ferroviárias.

Neste ponto o autarca realçou “as concordâncias com o novo traçado de alta velocidade, Linha do Norte, Linha da Beira Alta e Linha da Beira Baixa”, além de que a localização recomendada “pode colocar o novo aeroporto próximo de um maior número de sedes de municípios, sem com isso se afastar mais de 30 minutos de Lisboa, podendo alcançar cerca de 4,5 milhões de pessoas num raio de 75 minutos”.

Por outro lado, a solução preconizada pelo Conselho Regional do Centro contribui “decisivamente para elevar os índices de coesão territorial do país”, ao permitir a construção do aeroporto “mais próximo, em termos relativos, das NUT III de mais baixa densidade” demográfica.

O CRC entende ainda que a localização a norte do Tejo é “uma solução mais sustentável”, constituindo-se o novo aeroporto como “investimento que pode minimizar o impacto financeiro para o país”, beneficiando de “uma visão de longo prazo”.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Transportes

Emirates alarga operação na China

Depois de ter anunciado um aumento das frequências para Hong Kong, com um serviço diário sem escalas a partir do seu hub no Dubai, a Emirates expande as operações na China.

Publituris

A Emirates vai expandir as suas operações na China antes do arranque do Novo Ano Lunar – a passagem de ano chinesa – em resposta à forte procura de viagens, aumentando assim as suas ligações, retomando os voos para Xangai, Guangzhou e Pequim.

Para Xangai e a partir de 20 de janeiro, a Emirates retoma o serviço com dois voos por semana, aumentando gradualmente para serviço diário a partir de 1 de março. Os voos serão efetuados com um Airbus, não efetuando o EK302 qualquer escala. A380. Já o EK303 irá fazer uma breve paragem em Bangkok. A operação aumentará para quatro voos semanais a partir de 2 de fevereiro de 2023, realizados pelo Boeing 777-300ER com três classes.

Durante este período, o voo EK302 da Emirates partirá do Dubai às 03h45, com chegada a Xangai às 15h40. O voo de regresso partirá às 17h40 e chegará a Bangkok às 21h45, descolando da capital tailandesa às 23h20 e chegando ao Dubai às 03h20 do dia seguinte.

A partir do dia 1 de março de 2023, a Emirates reforçará a sua rota Dubai-Xangai com um serviço diário sem escalas. O EK304 partirá do Dubai às 09h15 e chegará a Xangai às 21h05. O regresso será operado pelo EK303, que sairá de Xangai às 23h00 e chegará ao Dubai às 05h20 do dia seguinte.

Para Guangzhou, a Emirates regressa com voos diários a partir de 1 de fevereiro de 2023, estando, atualmente, a operar um voo direto do Dubai para Guangzhou com o EK362, e de regresso, com escala em Bangkok com o EK363, quatro vezes por semana.

A partir do primeiro dia de fevereiro de 2023, a companhia aérea aumentará os voos entre o Dubai e Guangzhou com os voos EK362/EK363, operando com voos diários sem escalas, com o emblemático A380. O voo da Emirates EK362 irá partir do Dubai às 10h45 e chegará a Guangzhou às 21h45. O voo de regresso EK363 partirá de Guangzhou às 00h15 e chegará ao Dubai às 05h15.

Já para Pequim, a ligação diária será retomada a partir de 15 de março de 2023, realizada por um avião Boeing 777-300ER com três classes, com um serviço diário sem escalas a partir do Dubai. O EK308 partirá do Dubai às 10h50 e chegará a Pequim às 22h20. O voo de regresso, efetuado pelo EK307, irá partir de Pequim às 00h40, chegando ao Dubai às 05h00.

Com os novos voos agora anunciados, a Emirates aumenta as suas operações no mercado chinês para 21 voos semanais, proporcionando maior escolha e flexibilidade, tanto para passageiros de negócios como de lazer, e contribuindo para a recuperação do turismo na China.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Turismo

SETCS admite que próximo ciclo de fundos europeus “será o maior de sempre” e anuncia 3.ª edição do REVIVE

O secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Nuno Fazenda, admitiu que, somando os apoios do Portugal 2020 com o PRR e do Portugal 2030, “são mais 90% de apoios para as empresas”. Para 2023, e segundo o Banco de Portugal, as estimativas apontam para que “as exportações do turismo português cresçam 8,3%”.

Victor Jorge

O secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Nuno Fazenda, revelou esta terça-feira, 24 de janeiro, que o próximo ciclo de fundos europeus “será o maior de sempre”. Se no Portugal 2020, existe uma exigência de execução anual de dois a três mil milhões de euros, para o próximo ciclo, “esse valor passa para seis mil milhões de euros por ano, revelou o SETCS, o que, segundo o mesmo, “somando os apoios do Portugal 2020 com o PRR e o Portugal 2030, são mais 90% de apoios para as empresas”.

Mas ainda existe mais dinheiro, já que no PRR, “temos 151 milhões de euros para apoio ao turismo”, existindo ainda apoios transversais que incluem o setor do turismo: transição digital no valor de 600 milhões de euros.

No domínio da eficiência energética também existem apoios significativos, com o “Repower EU” a disponibilizar mais de 700 milhões de euros”, o que levou Nuno Fazenda a destacar que, quer no curto prazo, quer no médio e longo prazo as empresas terão instrumentos que garantem o seu crescimento e competitividade”.

Falando no almoço promovido pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), o SETCS começou por frisar a importância económica e social do turismo em Portugal que, sendo a maior atividade exportadora do país, representa 20% das exportações de bens e serviços”.

Nuno Fazendo reconheceu, no entanto, que o setor do turismo “não está com força agora”, relembrando que nos últimos 10 anos, ou melhor, na década anterior a 2019, o turismo cresceu acima dos 10% ao ano nas receitas, mas que, em 2022, “o turismo deu a volta”.

No discurso dirigido aos associados da AHP, o SETCS salientou que “temos de ter a ambição de fazer mais e melhor. Temos de ter a ambição de liderar o turismo do futuro e isso significa ter um turismo mais sustentável, mais inclusivo, mais tecnológico e mais coeso”.

Para tal, Nuno Fazendo apontou cinco prioridades: “pessoas, empresas, investimento, território e reforço da notoriedade de Portugal e das suas regiões enquanto destino turístico”.

O secretário de Estado admitiu a necessidade de “atrair recursos humanos para o setor com mais qualificações”, destacando o que dissera na sua primeira intervenção pública, depois de assumir o cargo, e que passa pela apresentação de uma “agenda para a qualificação e atração de talento para o setor do turismo”.

Mas além do ‘matching” que deverá ser feito entre a procura e oferta de emprego, Nuno Fazenda frisou, igualmente, a importância da “valorização dos salários”, focando o acordo alcançado na Concertação social, salientando que, no turismo, “existem empresas que vão, inclusivamente, além do acordo com proposta salariais mais altas”.

O secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços revelou, também, que será lançada uma 3.ª edição do programa REVIVE que contemplará entre 15 a 20 imóveis, salientando que esta iniciativa “promoverá o investimento”.

No que diz respeito às empresas, Nuno Fazendo destacou o programa Apoiar.pt que dotou com mais 70 milhões de euros o apoio, revelando que as empresas dos transportes turísticos serão enquadradas para receber esses apoios. O SETCS evidenciou, também, o “Consolidar +Turismo”, destinado às Micro e Pequenas Empresas, linha que é de crédito, mas que admitiu “não será para criar mais dívida”.

“Trata-se de uma linha de apoio sem juros para aquelas empresas que tenham contraído empréstimos ao longo da pandemia” e que, a partir de 1 de fevereiro, podem apresentar candidaturas para, cada uma, aceder a 40.000 euros sem juros.

O governante deixou bem claro que, “para desenvolvermos o nosso turismo, teremos de assegurar a preservação e valorizar a matéria-prima. E a matéria-prima do turismo são os nossos recursos naturais e culturais”. Por isso, Nuno Fazenda referiu que “temos de apostar no território interior”.

Finalmente, no que diz respeito ao reforço da notoriedade de Portugal e das suas regiões enquanto destino turístico, o secretário de Estado afirmou que “queremos continuar a afirmar Portugal como um dos principais destinos turísticos do mundo e, por isso mesmo, teremos a promoção da marca Portugal, mas também das suas regiões e dos seus territórios”.

Para tal, Nuno Fazendo destacou o protocola assinada no final de 2022, com mais de 20 milhões de euros para a promoção externa das diversas regiões, tendo revelado a realização do pagamento de 50% desse protocolo para dar “estabilidade às agências de promoção externa para fazer o seu trabalho”.

Para concluir, o SETCS destacou ainda a necessidade de “restabelecer e reforçar a conectividade aérea”, que segundo o mesmo ainda está a 6% do que tínhamos em 2019.

“O propósito é concretizar e as perspectivas são boas, já que, segundo o Banco de Portugal, em 2023, as exportações do turismo português deverão crescer 8,3%”, terminou Nuno Fazenda.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Transportes

CEO da Ryanair coloca TAP no IAG e ITA na Lufthansa

Para o CEO da Ryanair, o futuro da aviação comercial na Europa passa por uma consolidação. Assim, Michael O’Leary antevê a compra da TAP pelo grupo IAG e da ITA pela Lufthansa. Ao site alemão Airliners.de, o líder da companhia aérea lowcost antecipa ainda uma subida no preço das viagens para este verão.

Publituris

Numa entrevista ao site alemão Airliners.de, o CEO da Ryanair, Michael O’Leary antecipa que o grupo Lufthansa deverá comprar a ITA – companhia aérea que sucede à extinta Alitalia – depois do grupo alemão ter realizado uma oferta de cerca de 300 milhões de euros por 40% do capital, prevendo que “o processo estará fechado dentro de três a quatro meses”.

Com essa movimentação, O’Leary acredita que a TAP será adquirida pelo International Airlines Group (IAG) – que integra a British Airways, Iberia, Vueling, Aer Lingus e Level – não antecipando timings para esta operação.

Além disso, o CEO da Ryanair acredita, igualmente, que haverá outras movimentações no mercado, com a easyJet a ser integrada no IAG ou na Air France – KLM, com a Lufthansa a juntar a húngara Wizz Air ao seu portfólio de marcas.

Com isto, O’Leary está certo de que “haverá uma consolidação no mercado da aviação comercial na Europa”.

Já no que diz respeito aos preços das viagens, o CEO da Ryanair volta a repetir que estes deverão aumentar. “Penso que as pessoas temem que os preços dos bilhetes subam no verão”, admitindo que “vão”. O’Leary espera que as tarifas médias para voos de curta distância na Europa aumentem numa percentagem de um dígito.

Como razões, Michael O’Leary refere que as capacidades no mercado europeu de tráfego aéreo ainda são “limitadas” e, embora refira que a Ryanair já esteja a voar mais do que antes da pandemia, companhias aéreas rivais como easyJet, British Airways e Lufthansa ainda estão aquém das operações de 2019.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.