Assine já
Hotelaria

“O setor do turismo em Portugal está muito aberto a novas tendências e está a adotá-las rapidamente”

Com a chegada da pandemia, “a indústria do turismo não estava realmente preparada para fazer face à nova conjuntura”. As palavras são de Diogo Llorente, diretor de Operações da SIHOT, que admite que os empresários encaram agora a tecnologia como “um investimento imprescindível” quando antigamente “tudo o que estava relacionado com a tecnologia era tido como um departamento sem receitas”

Victor Jorge
Hotelaria

“O setor do turismo em Portugal está muito aberto a novas tendências e está a adotá-las rapidamente”

Com a chegada da pandemia, “a indústria do turismo não estava realmente preparada para fazer face à nova conjuntura”. As palavras são de Diogo Llorente, diretor de Operações da SIHOT, que admite que os empresários encaram agora a tecnologia como “um investimento imprescindível” quando antigamente “tudo o que estava relacionado com a tecnologia era tido como um departamento sem receitas”

Victor Jorge
Sobre o autor
Victor Jorge
Artigos relacionados
“O turismo é o exemplo prático de uma área de negócio em constante evolução”
Tecnologia
OMT e Facebook querem aproveitar potencial do marketing digital para ajudar turismo
Análise
Marketing Digital Vetores por Vecteezy
ETC e Google juntam-se para fortalecer recuperação do turismo europeu
Análise
“O segredo do digital está em agir e não reagir”
Homepage

Com a pandemia veio, indubitavelmente, uma maior necessidade de tecnologia ou digitalização de processos. Isso não significa, contudo, que a tecnologia deve “comprometer a componente humana”. De acordo com Diogo Llorente, diretor de Operações da SIHOT, “pelo contrário, a tecnologia deve promovê-la e torná-la mais eficaz e intrínseca”.

A pandemia veio acelerar a transição digital nas mais diversas áreas e setores. Quais foram as maiores exigências e necessidades a nível global?
A crescente adoção de tecnologias móveis sem contacto, resultante das restrições impostas pela pandemia para o distanciamento social, é uma constante a nível global. Tal permitiu que as empresas continuassem a envolver-se e a servir os clientes. Além disso, com a maioria das pessoas a trabalhar a partir de casa, houve uma maior necessidade de utilizar sistemas baseados na cloud para viabilizar o trabalho remoto. Tal refletiu-se num maior investimento em automatização, visando otimizar a eficácia em todas as vertentes do negócio.

E no setor do turismo? Quais foram as prioridades tecnológicas mais relevantes? Quais as maiores dificuldades, exigências, necessidades e implementações?
Tal como na Europa e no resto do mundo, o setor do turismo em Portugal enfrentou desafios semelhantes com a necessidade de distanciamento social, respondendo a novos procedimentos de saúde e higiene, ao mesmo tempo que teve que fazer face a um decréscimo no setor do turismo, à medida que o volume de viagens foi condicionado e comprometido. No decorrer da pandemia, a maior parte da indústria hoteleira em Portugal permaneceu de portas abertas, ainda que com um apoio do Governo não tão expressivo, em comparação com os países da União Europeia.

O setor hoteleiro respondeu rapidamente às novas exigências inerentes à prestação de serviços aos hóspedes, implementando tecnologias sem contacto e soluções móveis, visando facilitar um maior envolvimento dos hóspedes e assegurar a eficácia e celeridade operacional das equipas.

Assistimos, particularmente, a um interesse e procura crescentes em relação ao terminal de check in SIHOT.KIOSK e à nossa aplicação móvel SIHOT.GO para digitalizar processos. Os hotéis optaram também por implementar controlos mais automatizados de vendas e distribuição, de modo a atenuar a pressão sobre as equipas, em virtude dos elevados níveis de escassez de recursos humanos que o setor enfrenta a nível global.

 

O setor do turismo em Portugal está muito aberto a novas tendências e está a adotá-las rapidamente, de modo a beneficiar da retoma

 

Houve empresas do setor do turismo mais preparados do que outras? Em que aspetos?
A indústria do turismo não estava realmente preparada para fazer face à nova conjuntura, devido à abordagem mais tradicional neste ramo de negócios e serviços prestados ao cliente. Em contrapartida, constatamos que as empresas de tecnologia já se encontravam mais preparadas e aptas para agilizar as respostas e apoiar as empresas na necessária transição rumo à imprescindível digitalização de métodos, capazes de potenciar a eficácia da resposta.

Por exemplo, os nossos clientes em Portugal transitaram para processos automatizados de distribuição e de gestão de receitas, visando reduzir a pressão sobre as equipas e responder de forma mais ágil e eficiente às constantes oscilações de mercado. Já no que concerne às empresas mais pequenas, verificou-se maior dificuldade em protagonizar tal ajuste e adaptação ao novo contexto, sem a experiência, competências e tecnologias adequadas.

Nesta fase, a tecnologia ou aceleração digital é vista (ainda) como um custo, ou como um investimento?
A pandemia mudou a perspetiva sobre a tecnologia: os empresários encaram agora a tecnologia como um investimento imprescindível. Anteriormente, tudo o que estava relacionado com a tecnologia era tido como um departamento sem receitas. Tornava-se imperativo comprovar os benefícios reais dos sistemas automatizados, como gestores de canais e todas as vantagens das tecnologias sem contacto.

Nos tempos que correm, os benefícios da tecnologia são indubitavelmente reconhecidos como o core da otimização na obtenção de receitas. As empresas de hotelaria compreendem que é necessário atrair mais clientes e, de facto, o desafio de promover novas tecnologias a nível interno dirigidas aos recursos humanos, tornou-se tarefa francamente recetível.

As nossas abordagens e acompanhamento das empresas do setor hoteleiro tomaram um rumo positivo e promissor, mediante a identificação dos seus desafios e consequente procura das soluções mais adequadas, de modo a viabilizar as suas aspirações e estratégias. A crescente procura de inovações que captem a atenção dos clientes e que propiciem a oferta de experiências inéditas aos hóspedes, afirmou-se como forte tendência transversal a todo o setor hoteleiro. Os gestores hoteleiros estão perfeitamente conscientes de que a tecnologia digital proporciona novas e eficientes formas de interagir com o hóspede.

 

Portugal posicionou-se, durante algum tempo, como um destino turístico de alto nível, onde a experiência constitui um fator essencial e diferenciador

 

As soluções implementadas pelos stakeholders do turismo em Portugal foram de índole interna, para melhorar processos internos, ou de índole externa, para melhorar atendimento, ou experiências ao cliente?
A indústria hoteleira está a explorar o potencial das soluções tecnológicas, visando não só melhorar o envolvimento do cliente e a própria experiência do viajante, como também implementar procedimentos internos que melhor servem o hóspede, convergindo para uma maior eficácia das operações, aliviando o próprio pessoal de tarefas manuais falíveis e demasiado morosas.

A integração crescente de plataformas, sistemas e aplicações está a permitir ao setor automatizar processos essenciais e responder mais proactivamente a situações emergentes, o que possibilita assegurar e maximizar os respetivos resultados. As empresas do setor hoteleiro em Portugal reconhecem que através da inovação, é de facto possível melhorar o serviço destinado aos hóspedes e, simultaneamente, atrair um novo perfil de cliente.

A realidade digital ou tecnológica no setor do turismo em Portugal difere muito da realidade, necessidades ou exigências a nível internacional, nomeadamente, na Europa?
A globalização tem permitido verificar e apreender o que tem sido implementado nos mais diversos mercados, em termos de estratégias diferentes e inovadoras, adaptadas às exigências e tendências dos novos tempos.

Constatamos que o setor do turismo em Portugal está muito aberto a novas tendências e está a adotá-las rapidamente, de modo a beneficiar da retoma.

As pessoas estão preparadas para esta nova realidade mais tecnológica e digital? É preciso apostar em novas soft/hard skills?
Atualmente constatamos que a indústria hoteleira está, maioritariamente, preparada e compreende as diretrizes e desafios subjacentes ao setor. A pandemia revelou-se um verdadeiro catalisador do enfoque e concentração de esforços por parte dos empresários, relativamente à forma como as novas tecnologias estão a apresentar soluções face aos desafios emergentes inerentes ao setor. Na verdade, esta conjuntura impulsionou uma reflexão crucial por parte dos líderes e gestores do setor hoteleiro, sobre a forma como as soluções tecnológicas atenuam a pressão operacional e geram uma mais-valia significativa e transversal a toda a organização.

Um exemplo muito prático no âmbito do housekeeping, revela como a adoção mais ampla da utilização de dispositivos móveis para comunicar com as equipas de front e back office, agilizou a fluidez e eficácia da comunicação, eliminando longos processamentos em papel.

Nos últimos 20 anos assistimos a uma evolução tecnológica sem precedentes. Hoje em dia temos ao dispor uma tecnologia deveras intuitiva, permitindo que as equipas se familiarizem mais rapidamente com um software de processamento simples, de modo a libertá-las para que se foquem numa maior personalização do serviço prestado ao cliente.

Portugal posicionou-se, durante algum tempo, como um destino turístico de alto nível, onde a experiência constitui um fator essencial e diferenciador. A grande maioria dos empresários constatou como a tecnologia é, de facto, um forte e indispensável aliado para ir muito mais além.

A adaptação ou implementação de novas tecnologias afasta a componente humana, tantas vezes considerada a “mais-valia” no turismo? Como contornar esta possível contrariedade? Ou não deverá ser tida como contrariedade?
A tecnologia não deve, de todo, comprometer a componente humana, pelo contrário, deve promovê-la e torná-la mais eficaz e intrínseca. Em vez do pessoal despender mais tempo a introduzir os detalhes dos viajantes num computador, pode aplicá-lo melhor na consolidação de relações interpessoais diretas com o viajante.

O cerne do desafio da indústria hoteleira consiste em adaptar os processos internos e repensar os procedimentos necessários, visando potenciar a interação humana versus a integração e compromisso digitais.

Neste âmbito torna-se deveras importante que os líderes da hotelaria dediquem tempo a discutir e planear a implementação de novas soluções com as suas equipas, para que a tecnologia seja um meio impulsionador da humanização da experiência e permita jogar com todos os trunfos na otimização do contacto direto e altamente personalizado com os clientes.

 

A tecnologia não está a mudar o que é oferecido, ou as experiências que os viajantes procuram; está simplesmente a proporcionar uma nova e mais inteligente forma de trabalhar

 

Se tivesse de indicar três pontos essenciais para esta transformação tecnológica, digitalização ou transição digital, quais seriam?
Não restam dúvidas de que o investimento por parte da indústria hoteleira em tecnologias móveis sem contacto, impulsionadoras do envolvimento e interação com os viajantes, tornou-se deveras fulcral. Tal contribui significativamente para a redução dos processos morosos e incómodos, ao mesmo tempo que proporciona um ponto central de contacto para e com os clientes.

A aposta na automatização, proporcionará ao setor a capacidade de, não só fazer face a situações emergentes, mas também, e mais importante ainda, reduzir a pressão sobre as equipas, eliminando processos manuais repetitivos. Em suma, é essencial que as empresas de viagens e do setor hoteleiro incorporem uma cultura humana com tecnologia – onde as soluções otimizam uma prestação de serviços sem substituir o toque humano. A tecnologia deve reforçar a experiência e interação dos viajantes e do pessoal e não ser, de todo, um substituto deste envolvimento. Afinal de contas, particularmente na hotelaria, é a importância das relações interpessoais que marca toda a diferença e que tanto nos distingue.

No fundo e terminando, o mais correto é falar de transformação tecnológica, digitalização ou transição digital do setor do turismo?
Nesta fase, estamos mais perante o que se considera ser uma transição digital, e não propriamente uma transformação. A tecnologia não está a mudar o que é oferecido, ou as experiências que os viajantes procuram; está simplesmente a proporcionar uma nova e mais inteligente forma de trabalhar. Novas soluções permitem que o setor implemente aspetos inovadores que complementam, assistem e otimizam toda a experiência.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Artigos relacionados
Transportes

TAP cancela 360 voos devido à greve e estima perda de 8M€ em receitas

Apesar da greve ainda não estar totalmente garantida, a TAP não acredita que a mesma seja desconvocada e decidiu já cancelar perto de metade dos voos previstos para 8 e 9 de dezembro.

A TAP vai cancelar um total de 360 voos nos dias 8 e 9 de dezembro, devido à greve dos tripulantes de cabine, decisão que afeta cerca de 50 mil passageiros e que, estima a companhia aérea de bandeira nacional, deverá levar a uma perda de receita de oito milhões de euros.

Numa conferência de imprensa que decorreu na tarde desta quarta-feira, 23 de novembro, Christine Ourmières-Widener, CEO da TAP, revelou que o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), responsável pelo agendamento da greve, “decidiu manter a assembleia no dia 06 de dezembro, dois dias antes da greve”, considerando, no entanto, que independentemente do resultado e devido à dimensão da TAP, “será tarde para fazer algo devidamente organizado”.

Por isso, e apesar de não ter sido fácil, acrescentou a responsável da TAP, a companhia aérea tomou já “a decisão de cancelar 360 voos, nos dias 8 e 9 de dezembro”, o que corresponde a menos de metade dos cerca de 500 voos previstos para esse período.

Segundo Christine Ourmières-Widener, o cancelamento antecipado de grande parte dos voos programados para 8 e 9 de dezembro permite que a TAP possa  trabalhar com parceiros para encontrar alternativas para os clientes que tinham voos marcados para os dias de greve.

A CEO da TAP adiantou ainda que não acredita que o SNPVAC venha a desconvocar a greve agendada na assembleia de 6 de dezembro e revelou que a paralisação vai ter um “grande custo” para a empresa, prevendo-se que a companhia aérea perca cerca de oito milhões de euros em receitas.

Christine Ourmières-Widener revelou também que cerca de 25% dos passageiros com voos agendados para os dias da greve já procederam à alteração das suas viagens  “sem qualquer penalização e sem alteração de tarifa, para datas entre 28 de novembro e 19 de dezembro”.

Recorde-se que a greve agendada para 8 e 9 de dezembro deverá contar com uma oferta de serviços mínimos limitada, que não deverá abranger, nomeadamente, as ligações aéreas para as ilhas da Madeira e Açores, uma vez que o sindicato defende que existem alternativas asseguradas por outras companhias aéreas.

O SNPVAC considera que os voos de regresso diretamente para o território nacional para Lisboa e Porto, voos de emergência, voos militares e voos de Estado, nacional ou estrangeiro são considerados “como serviços mínimos a assegurar a satisfação das necessidades sociais impreteríveis, no período decretado de greve”.

 

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Meeting Industry

FITUR 2023 aposta no desporto

A próxima FITUR, a realizar de 18 a 22 de janeiro de 2023, terá no desporto uma nova área, reconhecendo a organização da feira tratar-se de “um dos produtos turísticos de maior crescimento global”.

A FITUR 2023, organizada pela IFEMA Madrid, a realizar de 18 a 22 de janeiro de 2023, terá no desporto uma das grandes apostas, com o lançamento da nova área FITUR Sports, reconhecendo a organização tratar-se de “um dos produtos turísticos de maior crescimento global”.

O novo espaço, organizado em colaboração com a associação desportiva espanhola AFYDAD, responde à preocupação permanente da FITUR em dotar-se de novas ferramentas e plataformas que contribuam para potenciar ainda mais o relançamento de uma indústria do turismo cujo desenvolvimento e expansão assenta fundamentalmente na crescente especialização e segmentação da oferta.

A FITUR Sports, que vai mostrar como o turismo desportivo é um motor de crescimento sustentável para a indústria do turismo, será o ponto de encontro de ambos para destacar “o potencial desta alavanca de desenvolvimento socioeconómico, analisar os seus desafios, partilhar conhecimento e gerar oportunidades de negócio”, refere a organização do evento. Tudo isto enquadra-se no objetivo da FITUR de “continuar a aprofundar o seu papel de referência e dinamizadora da indústria do turismo, aprofundando o seu conhecimento e divulgação dos principais nichos de mercado e segmentos de negócio com maior futuro na indústria do turismo global”.

De referir que a FITUR Sports vai complementar as outras nove áreas monográficas já presentes na FITUR, ligadas às tipologias de turismo, segmentos de mercado e divulgação do conhecimento (MICE, Know-how&Export, TechY, Talent, LGBT+, Lingua, Screen, Woman e Cruises), “tornando possível que todo o ecossistema da indústria do turismo se reúna na feira”.

Turismo desportivo em todas as facetas
A FITUR Sports, que realizará o 1.º FITUR Sports Tourism Summit, a 19 de janeiro de 2023, abordará o turismo desportivo em todas as suas vertentes: eventos desportivos, estágios, férias desportivas, entre outras. A nova área, que incluirá um dia de conhecimento e um espaço de networking, analisará nesta primeira edição eventos de alta participação (maratonas, corridas de trilho, triatlos, marchas ciclísticas, torneios amadores) e eventos nacionais e locais. Irá também centrar-se em campos de treino (centros de treino para equipas profissionais e amadoras) e férias desportivas (viagens desportivas sem ambições competitivas relacionadas com o golfe, esqui, cicloturismo, ténis, turismo ativo).

A organização revela, desde já, que os eventos desportivos internacionais de grande audiência (Formula 1, Liga dos Campeões, LaLiga, Ténis, Basquetebol) serão o foco da segunda edição.

Esta primeira edição tem como foco o turismo desportivo ativo. Entre os conteúdos a serem discutidos na FITUR Sports estarão o turismo desportivo como motor do desenvolvimento territorial, económico e social; turismo desportivo e sustentabilidade; turismo desportivo, inovação, tecnologia; marketing e comercialização do turismo desportivo; e sinergias e oportunidades entre as indústrias do turismo e desporto. Além disso, a nova área da FITUR mostrará como os eventos desportivos e o turismo desportivo e de atividade física podem responder aos desafios globais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Nos últimos anos, o turismo desportivo tem aumentado notavelmente em importância tanto para os destinos como para as empresas, pelo facto de contribuir para a combater a sazonalidade da época; dinamizar o desenvolvimento territorial em ambientes não turísticos e não urbanos; criar imagem e marca e posicionar destinos internacionalmente; e possuir, igualmente, um perfil de visitante com nível de gastos acima da média.

Os números mais recentes relativamente ao turismo desportivo em Espanha dizem que este segmento gerou uma receita de 2.416 milhões de euros, em 2021, mais 36,8% que no ano anterior, embora o valor tenha atingido os 7.151 milhões de euros antes da pandemia, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) espanhol, concluindo a organização da FITUR “o seu potencial de dinamização e relançamento continua muito importante”.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Transportes

Royal Air Maroc volta a voar para o Porto a 9 de dezembro

A companhia aérea de bandeira marroquina retoma a operação para o Porto a 9 de dezembro, com dois voos por semana, depois de um interregno de mais de dois anos devido à pandemia da COVID-19.

Inês de Matos

A Royal Air Maroc vai voltar a voar para o Porto a partir de 9 de dezembro, retomando a rota que liga a cidade Invicta a Casablanca, em Marrocos, que tinha sido abandonada na sequência da pandemia da COVID-19.

A informação foi avançada pelo CEO da companhia aérea, Abdelhamid Addou, numa conferência de imprensa em Madrid, na passada quinta-feira, durante a qual a Royal Air Maroc anunciou também o lançamento de uma nova rota entre Sevilha-Tânger-Casablanca, assim como o regresso das ligações entre Tenerife e Casablanca, que também tinha sido suspensa com a pandemia.

No caso do Porto, os voos da Royal Air Maroc regressam a 9 de dezembro, contando com duas ligações aéreas por semana, realizadas às segundas e sextas-feiras, com destino a Casablanca, onde se localiza o hub da companhia aérea marroquina.

Já a nova rota Sevilha-Tânger-Casablanca, que a companhia aérea marroquina vai abrir a 4 de dezembro, também vai disponibilizar duas frequências semanais, às sextas-feiras e domingos.

No caso da rota Tenerife-Casablanca, que tal como a operação do Porto também é retomada a 9 de dezembro, vão estar disponíveis igualmente dois voos por semana, às quintas-feiras e sábados.

“Com a retoma do tráfego aéreo, a Royal Air Maroc está a apostar no reforço da sua oferta para se afirmar como um player de referência no turismo marroquino e como uma das principais companhias do nosso continente”, afirmou Abdelhamid Addou, CEO da Royal Air Maroc, durante a conferência de imprensa em Madrid.

De acordo com o responsável, além do continente africano, a companhia aérea pretende também reforçar a sua posição nos principais mercados emissores de turismo, a exemplo de Espanha e França.

 

Sobre o autorInês de Matos

Inês de Matos

Mais artigos
Transportes

Grupo MSC desiste de comprar a Ita Airways

O Grupo MSC retirou a proposta para adquirir o capital da companhia aérea italiana Ita Airways, que nasceu em 2021, depois da insolvência e liquidação da Alitalia.

Publituris

O Grupo MSC retirou a proposta para adquirir o capital da companhia aérea italiana Ita Airways, que nasceu em 2021, depois da insolvência e liquidação da Alitalia.

De acordo com a Lusa, o grupo marítimo, a que pertence a MSC Cruzeiros, informou em comunicado a desistência do negócio, explicando que já tinha informado “as autoridades competentes que não tem mais interesse em participar na privatização da Ita Airways”.

A desistência da compra da Ita Airways deve-se ao facto de o Grupo MSC não entender “as condições atuais do procedimento”, optando, assim, por retirar a proposta que tinha sido apresentada.

A Lusa recorda que, em outubro, o executivo de Giorgia Meloni já tinha interrompido as negociações com um consórcio formado pelas companhias aéreas Delta e Air France e pelo fundo americano Certares.

No entanto, as negociações com o Grupo MSC e com a Lufthansa continuaram, tendo mesmo chegado a ser apresentada uma proposta que previa a aquisição de 80% do capital da Ita Airways, ficando o Grupo MSC com 60% da companhia aérea italiana e a Lufthansa com os restantes 20%.

Recorde-se que a Ita Airways foi fundada em outubro de 2021, depois da liquidação da Alitalia, cuja situação financeira, que já era difícil antes da pandemia da COVID-19, se ter tornado insustentável e ter ditado a criação da nova companhia aérea.

O Ministério da Economia de Itália é, atualmente, o único acionista da Ita Airways.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Britânicos mantêm planos de viagem em 2023 e contam gastar mais que outros europeus

O novo estudo da MMGY Travel Intelligence, que entrevistou mais de quatro mil viajantes europeus, apurou que os britânicos são os europeus que contam realizar um maior número de viagens e com gastos mais elevados em 2023.

Publituris

O aumento do custo de vida não parece estar a desmotivar os turistas britânicos, que mantêm os seus planos de viagem para 2023 e contam mesmo gastar mais do que os turistas de outros países europeus, de acordo com o mais recente estudo da empresa de análise de dados MMGY Travel Intelligence.

Segundo os resultados deste estudo, os turistas britânicos contam realizar, no próximo ano, cerca de 2,5 viagens internacionais e gastar perto de 4.600 euros no total das férias ao longo dos próximos 12 meses.

O resultado, segundo o estudo da MMGY Travel Intelligence, que contou com mais de quatro mil entrevistados, mostra que os britânicos são os turistas europeus que maior número de viagens contam realizar no próximo ano, sendo também aqueles que esperam realizar os gastos mais elevados.

Ao contrário dos britânicos, a generalidade dos turistas europeus deverá ficar-se por 2,3 viagens internacionais no próximo ano, não contando gastar mais de 3.870 euros no total das férias, num valor que, ainda assim, subiu 1% face ao último estudo.

Os resultados mostram, por isso, que as viagens parecem ser “o último item que as pessoas dispensam”, com os britânicos a mostrarem-se mesmo “determinados a continuar viajando” no próximo ano.

Por destinos, a preferência vai para os países europeus, seguindo-se os EUA, Caraíbas e Canadá.

“Na sequência da pandemia da Covid-19, o nosso estudo demonstra que há claramente um forte apetite para sair e ver o mundo, e as pessoas estão com fome de gastar o seu dinheiro neste simples prazer e não estão dispostas a prescindir dele”, afirma Cees Bosselaar, diretor administrativo da MMGY Travel Intelligence Europe.

De acordo com o responsável, esta intenção de viajar não quer, contudo, dizer que os turistas não se preocupam com os custos, uma vez que o orçamento continua a ser um dos principais fatores de decisão em relação às férias.

O que parece já não ter grande influência na escolha dos europeus é a COVID-19, uma vez que, de acordo com este estudo, este passou a ser o último motivo de decisão, enquanto os custos, a existência de voos e de alojamento, assim como a segurança pessoal, estão no topo das prioridades.

O estudo procurou ainda saber qual o sentimento dos turistas europeus em relação à sustentabilidade, apurando que cerca de 30% dos viajantes europeus evitariam um destino ou opção de férias cujas práticas não sejam sustentáveis.

Além de turistas britânicos, este estudo abrangeu também turistas provenientes de França, Alemanha, Itália e Espanha, que manifestaram ter intenção de viajar no próximo ano.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Hotelaria

Dionísio Pestana: “Se não tivesse seguido o desafio do meu pai, estaria na banca ou na bolsa na África do Sul”

Com as previsões a apontarem para uma faturação recorde de 500 milhões de euros para 2022, o presidente do grupo Pestana está otimista para 2023. Contudo, Dionísio Pestana revelou que “o que está em execução é para acabar, o que for novo, vamos aguardar”. Assim, para o ano serão inaugurados dois hotéis em Lisboa – Alfama e Rua Augusta – e arrancará o de Paris.

Victor Jorge

Foi durante o almoço com a imprensa, no âmbito das comemorações do 50.º aniversário do Grupo Pestana, que Dionísio Pestana, presidente do grupo, admitiu que, se não tivesse aceitado o desafio do pai, em 1976, “estaria na banca na África do Sul. Em boa hora isso não aconteceu”.

Foi a 20 de novembro de 1972 que nasceu o maior grupo hoteleiro português, com a inauguração do que é hoje o Pestana Carlton Madeira. Mas a história do grupo começa em 1966 e com um preço de 18.000 contos (hoje, 90 mil euros) pago por um terreno no Funchal onde seria erguido o que é hoje o Pestana Carlton Madeira, inaugurado há 50 anos.

Mas foi depois de o pai “dar como perdido o negócio hoteleiro”, como referiu Dionísio Pestana, que se dá a viagem da África do Sul para a Madeira, onde, inicialmente, a vontade do agora presidente do grupo era ser “diplomata, já que adorava viajar”.

“A revolução tinha destruído completamente o projeto e quando cheguei percebi que isto não era um problema, era um problemão”, reconhece Dionísio Pestana para revelar que, “com o tempo comecei a acreditar que era possível realizar o sonho do meu pai e fui alimentando também o meu próprio sonho”.

Ora esse sonho é hoje o maior grupo hoteleiro, com 108 hotéis espalhados por 16 países, e uma faturação prevista de 500 milhões de euros para 2022 – 80% em Portugal e 20% em estrangeiro – e cujos principais mercados são o britânico, alemão e na “agradável surpresa” em que se tornou o americano. De resto, Dionísio Pestana acredita que a aposta deve ser feita em mercados que distam duas a três horas de viagem ou então, nos Estados Unidos, já que se trata de um mercado que “paga mais e que tem maior poder de compra”.

Voltando, contudo, um pouco atrás no tempo, é com o “time-sharing” na década de 1980, que se dá o “turning-point” do grupo Pestana. Importado dos EUA, as pessoas tinham a possibilidade de comprar uma semana de férias por 30 anos – hoje já só por 10 anos -, tendo a primeira venda sido feito para o mercado britânico. “Hoje ainda temos famílias que compraram nessa altura e que ficaram connosco os 30 anos e renovaram por mais dez e por mais dez”. E foi, precisamente, essa tesouraria que possibilitou a concretização da parte financeira e na construção do grupo.

Acabar o que está em execução e abrandar em novos projetos
Quanto ao futuro, Dionísio Pestana considera que “as maiores preocupações são a inflação e os juros”. No que diz respeito à primeira, “já passámos por isso e o segredo está no aumento da produtividade, tendo imaginação na área das equipas, manter a receita e defender as margens”, disse o presidente do Pestana.

Já quanto aos juros, “é preciso estar sempre de olho na tesouraria e nos novos projetos que ficam congelados”, salientando Dionísio Pestana que, “o que está em execução é para acabar, o que for novo, vamos aguardar”. E o que está em execução são dois hotéis em Lisboa – Alfama e Rua Augusta –, a inaugurar durante o 1.º semestre de 2023, altura em que arrancará o outro projeto, em Paris, junto à Gare d’Austerlitz, um investimento de 60 milhões de euros, em que o grupo ficou com a parte hoteleira, com 210 quartos, num projeto de 100.000 m2 de construção.

De fora fica a possibilidade de vender qualquer ativo, situação que aconteceu com o Pestana Blue Alvor, adquirido pela Azora através do fundo Azora European Hotel & Lodging.

“Os fundos vieram revolucionar muito o negócio da imobiliária hoteleira, negócio esse que era dos bancos”, considera Dionísio Pestana, admitindo, também, que todos os meses o grupo tem abordagens por parte de fundos para a compra de ativos Pestana. Com José Theotónio ao lado do presidente, foi o CEO do grupo Pestana quem melhor caracterizou a venda desse ativo: “foi um negócio em que foi batida a cláusula de rescisão”, referiu, com Dionísio Pestana a frisar que “o negócio estava a correr bem”. Contudo, fica a revelação de que, “se não for estratégico”, a venda será “sempre equacionada”.

Com um dos problemas a residir no aumento dos custos – +10%, em geral, e 25% na energia – o presidente do grupo Pestana revelou que, também os custos com o pessoal aumentaram. Nesse aspeto, e com as outras preocupações – inflação e juros “resolvida” – no caso do capital humano, Dionísio Pestana salienta que “a estrutura está profissionalizada e preparada para o futuro. Não podemos ter medo, temos de estar preparados e temos gente capaz para o fazer”.

Contudo, admite que “não há mão-de-obra em Portugal e, por isso, temos de ir buscar fora”, dando como exemplo a Suíça: “se formos à Suíça, não são os suíços que trabalham na hotelaria”. E deu o exemplo da flexibilidade e adaptabilidade que se tem de ter, sem prejudicar negócio e operação: “nós temos colaboradores que a exigência que fazem é de entrar às 15 horas. Porquê? Porque querem ter a parte da manhã para ir praticar surf. Mas depois não se importam de trabalhar o resto do dia todo e ao fim-de-semana”.

“O que não podemos ter, são pessoas que não querem trabalhar aos fins-de-semana, já que a hotelaria se trata de um negócio que funciona 365 dias por ano, 24 horas por dia. Teremos sempre de ter turnos rotativos, sempre pessoal disponível, mas claro que podemos sempre ter alguma adaptabilidade”, referiu Dionísio Pestana, não se alargando muito em comentários sobre a proposta de quatro dias de trabalho, “realidade impossível de considerar para a hotelaria”.

Reconhecendo que existe alguma dificuldade em “importar” pessoal, a solução indicada está na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), “países que sabem a nossa língua”, advertindo, no entanto, que “são precisos vistos” e que, nesta matéria é preciso rapidez para não se continuar a debater sempre a falta de pessoal.

Certo é que para o próximo ano de 2023, o grupo Pestana já se encontra preparado para dar início ao processo de contratação e formação, tudo porque “o próximo verão vai ser bom”, admitiu Dionísio Pestana.

 

*O Publituris/Publituris Hotelaria viajaram para o Funchal a convite do grupo Pestana no âmbito das comemorações do 50.º aniversário.

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos
Transportes

ANA espera que diretiva de slots da União Europeia seja revista para 90%

No 33.º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo o CCO da ANA Aeroportos apontou que regras que estipulam a ocupação de slots pelas companhias aéreas têm “cerca de 30 anos”, pelo que a revisão da diretiva pela União Europeia constitui “uma oportunidade para o setor”.

Carla Nunes

O CCO da ANA Aeroportos, Francisco Pita, espera que a diretiva que está a ser preparada pela União Europeia imponha a utilização de 90% dos slots por parte das companhias aéreas, em detrimentos dos 80% vigentes.

Como explica, “atualmente uma companhia aérea, ao pedir slots, pode usar apenas 80% desses slots, mantendo o direito cativo sobre os 100%. Achamos que é uma área que devia ser revista para 90%, por aí, para otimizar a utilização da capacidade dos aeroportos”.

As declarações foram feitas no 33.º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, organizado pela AHP, mais concretamente no painel “Wings of Change”, onde também participaram Ana Vieira da Mata, vogal CA da ANAC e António Moura Portugal, diretor-executivo da RENA.

Francisco Pita aponta que estas regras dos 80/20% têm “cerca de 30 anos”, ao longo dos quais “o mercado da aviação mudou de forma absolutamente radical”. Por essa razão, considera que “esta revisão da diretiva é uma oportunidade para o setor, para garantir melhorias nas coletividades das regiões”.

No entanto, mais que a revisão de slots, o profissional entende que a diretiva também deve rever “a possibilidade que dá na entrada a novas companhias aéreas”.

“Entendemos que as regras estabelecidas na atual diretiva dão sempre prioridade às companhias que já operam e dificultam muito a entrada de novos operadores no mercado. [Somos da opinião de] que mais companhias aéreas vão proporcionar melhores preços aos consumidores finais”, defende Francisco Pita.

Por seu lado, António Moura Portugal, diretor-executivo da RENA, defende que a revisão deve avançar “mas de forma ponderada”, sem colocar “exigências demasiado fortes às companhias em termos de utilizar ou perder e que leve, por exemplo, a comportamentos menos racionais do ponto de vista de sustentabilidade ou de custos”.

“Acho que também temos de ter essa preocupação nos dias que correm: não é só maximizar eficiência, que depois pode levar a situações indesejáveis”, afirma o diretor-executivo da RENA.

Sobre a questão da regra de dos 80/20%, e apesar de “não se opor à regra”, Francisco Pita aponta que esta é “meramente comercial”, considerando que “apertando um bocadinho aquilo que pode ser o não uso de slots vamos conseguir otimizar a utilização da nossa capacidade aeroportuária”.

Frisa ainda que chegando ao uso dos 90% não há problemas relativamente à segurança, até porque “a capacidade está lá, ela não é utilizada”.

Também o diretor-executivo da RENA considera que “a utilização pela no slot” não influencia a segurança.

“O tema aqui da utilização plena do slot não é de segurança, é de eficiência, boa gestão. O tema aqui pode ser outras companhias que querem entrar no mercado e sentem que a companhia que está sentada nesse slot não está a fazer uma utilização plena. Um dos temas é esta indefinição jurídica. Aqui o regulamento poderá e deveria regulamentar”, termina.

Sobre o autorCarla Nunes

Carla Nunes

Mais artigos
Turismo

António Costa e Silva anuncia novo programa de 50 milhões para o Turismo

O programa servirá para ajudar as empresas de turismo a modernizar os seus imóveis.

Carla Nunes

Na sessão de abertura do 33.º Congresso da AHP, António Costa e Silva, Ministro da Economia e do Mar, anunciou um novo programa de apoio “Call 50|Turismo e Indústria” no âmbito das medidas de apoio financeiro à indústria e do Plano de Ação “Reativar o Turismo | Construir o Futuro.

O programa terá disponíveis 50 milhões de euros para ajudar o investimento das empresas e servirá para ajudar as empresas de turismo a modernizar os seus imóveis.

“É uma espécie de programa que já foi também desenvolvido no passado de sale e leaseback, para ajudar as empresas de turismo em relação a todos os seus edifícios e imóveis, para [que se possam] modernizar, recuperar e desenvolver”, explica o Ministro da Economia e do Mar, adiantando que “o programa será gerido pelo turismo de fundos, do Turismo de Portugal, para a aquisição destes imóveis como opção de recompra para as empresas”.

Na sua intervenção, António Costa e Silva aproveitou ainda para enfatizar que os empresários têm disponíveis ” 380 milhões de euros em programas que foram lançados anteriormente: cerca de 150 milhões de euros do Apoiar Turismo e mais 230 milhões do programa Requalifica”.

“São programas que estão disponíveis e trabalharemos sempre em parceria, como deve ser, para tentar construir soluções”, termina.

Sobre o autorCarla Nunes

Carla Nunes

Mais artigos
Destinos

Turismo de Portugal lança nova campanha nos EUA

O Turismo de Portugal espera que a campanha ‘Close To US’ possa impactar cerca de 500 milhões de potenciais turistas norte-americanos.

Publituris

O Turismo de Portugal lança esta sexta-feira, 18 de novembro, a campanha ‘Close To US’ nos EUA, iniciativa que vai ser lançada em Times Square, em Nova Iorque, e que dá início a um forte Plano de Promoção de Portugal nos EUA.

De acordo com um comunicado do Turismo de Portugal, os EUA são “um mercado estratégico para o desenvolvimento da atividade turística nacional”, o que justifica o lançamento desta campanha, que se espera que possa “impactar cerca de 500 milhões de potenciais turistas, num momento em que, associada à tradição da Black Friday, há uma maior predisposição para a marcação de viagens”.

Desta forma, o Turismo de Portugal vai proceder a uma ativação da marca VisitPortugal que, para além de uma série de outras ações, prevê o “take over” de todos os outdoors digitais da emblemática praça de Nova Iorque – Times Square.

A iniciativa arranca pelas 18h00 e, durante uma hora, vai estar em vigor nos ecrãs de Times Square, colocando os portugueses a apresentarem “ao mundo o melhor que o país tem – as pessoas e o seu património natural e histórico”.

O Turismo de Portugal diz ainda que esta campanha ocorre no âmbito do evento de lançamento da mais recente figura de cera do museu Madame Tussauds New York: Cristiano Ronaldo.

Sobre o autorPublituris

Publituris

Mais artigos
Destinos

Gastos com cartões estrangeiros em Portugal no 3.º trimestre 55% acima de 2019

As compras efetuadas com cartões por estrangeiros no 3.º trimestre, em Portugal, ultrapassou os valores de 2019 em termos de número de transações e valor gasto. No alojamento, foram os americanos que mais gastaram, ultrapassando os tradicionais europeus.

Victor Jorge

A utilização de cartões bancários estrangeiros durante o 3.º trimestre de 2022 ultrapassou todos os anteriores registos em períodos homólogos, e praticamente duplicou o número de utilizações de cartões verificados em 2021.

De acordo com os dados da SIBS, no 3.º trimestre de 2022, número de transações efetuadas com cartões estrangeiros no nosso país ascendeu a 52,1 milhões, correspondendo a uma subida de 95% face a igual período de 2021 e mais 82,5% relativamente ao mesmo trimestre de 2019.

No que diz respeito ao valor de compras, os números mostram que totalizaram 2.480 milhões de euros, ficando 85,9% acima de período homólogo de 2021. Quando comprado com o 3.º trimestre de 2019, os dados da SIBS indicam uma variação positiva de 55,2%. Já quanto à transação média no período de julho a setembro, verifica-se que esta rondou os 48 euros, menos 4,7% relativamente ao mesmo trimestre de 2021 e 4,8% abaixo de igual período de 2019.

Em termos da distribuição regional do número de operações, a Região de Lisboa liderou destacadamente com 19,4 milhões de transações, significando tal uma quota de 37%. Em segundo lugar aparece o Algarve com 12,3 milhões de transações, correspondendo a uma quota de 23,4%, com a Região Norte a fechar o top 3 com 10,8 milhões de transações e 20,7% da quota global.

Em termos de mercados, França lidera com 10,4 milhões de transações (19,9% do total), seguindo-se Reino Unido com 7,6 milhões de transações (14,6%) e Espanha com cinco milhões de transações (11,5%). Significativo é o 4.º lugar dos E.U.A. em resultado do nítido crescendo de presença de turistas norte-americanos.

Já quando se analisam os gastos com cartões estrangeiros em Portugal, mas por valor de compras, a liderança continua a pertencer a França com 485,5 milhões de euros, seguindo-se o Reino Unido, com 333,9 milhões de euros. O maior destaque vai, contudo, para os EUA que, com os 261 milhões de euros, suplantaram mercados tradicionalmente mais relevantes, como o espanhol e alemão.

Americanos lideram nos gastos com alojamento
No 3.º trimestre de 2022, os gastos em compras com cartões bancários estrangeiros no alojamento foram sempre superiores aos meses homólogos dos anos anteriores, tendo atingido o valor máximo no mês de agosto, com 247,5 milhões de euros, correspondendo a uma subida de 46% face ao valor do mesmo mês de 2019.

Mas também julho, com 221,7 milhões de euros, e setembro, com 176,7 milhões de euros, ficaram acima dos mesmos meses de 2019, com variações positivas de 48,8% e 38,2%, respetivamente.

Mais uma vez a região de Lisboa lidera os gastos feitos com cartões por estrangeiros com mais de 214 milhões de euros (32,7%) de quota, aparecendo o Algarve em segundo lugar a curta distância, com 211 milhões de euros (32,1%), com o Norte de Portugal a registar ainda gastos de 3 dígitos, com 105,3 milhões de euros (16%).

No que diz respeito ao mercado estrangeiro mais gastador no alojamento, a distribuição dos consumos evidencia uma inédita liderança dos EUA com 87,8 milhões de euros (13,6% de quota), secundados de perto pelo Reino Unido, com 81,1 milhões de euros (12,6%) e superando claramente os restantes maiores mercados europeus: Espanha (64,3 milhões de euros e uma quota de 10%), França (52,5 milhões de euros e quota de 8,1%) e Alemanha (35,9 milhões de euros e quota de 5,6%).

Sobre o autorVictor Jorge

Victor Jorge

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 PUBLITURIS. Todos os direitos reservados.