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Flexibilidade é a grande arma do AL

A pandemia foi bastante dura para o Alojamento Local (AL) em Portugal tal como para todo o turismo. No entanto, a atividade soube reinventar-se. É difícil olhar para o futuro, conforme nos afirma, em entrevista, o presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP), Eduardo Miranda. Mas o AL continua a resistir porque a flexibilidade foi a grande arma. O seu peso nas dormidas e a diversificação da oferta são inquestionáveis, com o interior do país a dar cartas.

Carolina Morgado
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Flexibilidade é a grande arma do AL

A pandemia foi bastante dura para o Alojamento Local (AL) em Portugal tal como para todo o turismo. No entanto, a atividade soube reinventar-se. É difícil olhar para o futuro, conforme nos afirma, em entrevista, o presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP), Eduardo Miranda. Mas o AL continua a resistir porque a flexibilidade foi a grande arma. O seu peso nas dormidas e a diversificação da oferta são inquestionáveis, com o interior do país a dar cartas.

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Qual é o valor real do Alojamento Local neste momento?
O Eurostat reporta que a atividade do Alojamento Local (AL) é muito importante e tem um efeito enorme no turismo. O AL representa já hoje 40% das dormidas, analisando apenas as quatro principais plataformas, confirmando 33 milhões de dormidas, das quais 30 milhões são feitas em unidades com menos de 10 camas, enquanto o INE faz apenas o levantamento de unidades com mais de 10 camas, o que dá 10 milhões de dormidas. Se somarmos os dois dados, então dá 40 milhões de dormidas. Mas o Eurostat apresenta apenas resultados das quatro maiores plataformas, por isso, hoje estaremos a falar entre 43 a 45 milhões de dormidas.

Se em Portugal se contabilizaram 77 milhões de dormidas em 2019, afinal teve 110 milhões.

Foi esse o grande contributo que o AL trouxe?
Na verdade, com esses números e com esta oferta, o AL viabilizou o crescimento do turismo nos últimos anos. Com a flexibilidade e rapidez de gerar e criar oferta, o AL permitiu o tal “boom” de Portugal como destino, tendo criado capacidade para receber o público. No entanto, não foi esse o principal contributo que o AL trouxe. Foi sim uma diversidade da oferta.

Como é que o AL soube diversificar a oferta em Portugal?
Já havia uma procura de novas ofertas de alojamento. Temos uma hotelaria excelente, que se tem renovado, que tem crescido em todos os níveis. Portanto, mostra que há uma complementaridade entre a oferta tradicional e esta nova oferta.

O AL é formado por vários segmentos, desde os apartamentos, mais nas áreas urbanas, e moradias mais nas zonas de praia e no interior do país. Temos também pequenas ‘guest house’ que se tornaram como boutiques ‘guest house’, outras mais descontraídas que foram buscar novos públicos, como é o caso das direcionadas para o surf. Temos também os melhores hostels do mundo que atraem não só uma clientela jovem, como também mais madura. Diria que 90% dos alojamentos locais são apartamentos e moradias, e cada um é diferente do outro. Como são unidades pequenas, conseguem estar implementadas nas zonas mais remotas, desde o topo de uma montanha, à melhor vista de uma praia, ou no centro histórico de uma cidade. Por isso, trouxe outra lógica em termos do alojamento.

O AL tem as suas regras e requisitos mínimos, mas em termos daquilo que é a oferta, é muito mais diversificada, e o mais importante é que é o cliente que escolhe o que é mais importante para ele. Por isso é que também não tem uma lógica de estrelas. Portanto, o que o AL tem que ter é uma comunicação clara e transparente, e entregar ao cliente aquilo que oferece.

É essa diversidade que trouxe uma riqueza ao turismo e tem sido uma parte importante da estratégia de crescimento e de posicionamento do turismo em Portugal. Por isso é que, nas novas apostas do Turismo de Portugal em novos segmentos, novos destinos e novos temas, se casam com o AL, desde o enoturismo, turismo de natureza, tudo o que sai das zonas urbanas e de maior concentração.

Aqui o AL tem um papel fundamental porque permite um crescimento gradual e muito adaptado ao próprio destino. Uma vez que não são grandes empreendimentos, não trazem impactos muito grandes nessas regiões que são pequenas. No caso do interior, vem acrescentar uma oferta, que também é importante, que é o turismo no espaço rural, mas também nas aldeias, vilas e pequenas cidades.

Reinventar foi preciso
Entretanto, chegou a pandemia. Como é que o AL se reinventou?
A pandemia foi bastante dura para o AL, tal como foi para todo o turismo. O AL, como todos os outros setores, ficou bastante fragilizado e ainda está numa situação difícil e de incerteza com todos estes sobe e desce. Basta ver que se passou no final de 2021. Quando havia uma esperança e uma luz ao fundo do túnel, voltámos de novo com cancelamentos e restrições, e ser muito difícil olhar para o futuro. Mas continuamos a resistir.

No entanto, o AL mostrou um outro lado importante, a flexibilidade, que traz resiliência para o turismo. Significa que a maior parte dos AL são, no dia seguinte, casas como outras quaisquer. É essa a sua natureza. Tem flexibilidade muito maior de ir buscar outros tipos de uso. Alguns desses usos foram, não no turismo, mas de habitação temporária que fazia falta, de entre os quais nómadas digitais e trabalhadores remotos, ou seja, pessoas que não sendo da área digital, nacionais e estrangeiros, saíram das suas casas e foram trabalhar no interior do país, para estarem mais isoladas e em ambientes fora das grandes concentrações.

Depois tivemos pessoas que precisavam de mudar de uma cidade para outra com projetos de trabalho de um, dois ou três meses, e não encontravam solução de alojamento. Esta é uma tendência que se vai manter.

Em Lisboa e no Porto, foi o mercado de famílias que têm que ir viver temporariamente nas cidades para tratamentos hospitalares e que precisam de um ambiente mais caseiro. Aqui, o AL tem sido a principal solução. Como as zonas turísticas estão fechadas há mais de dois anos nas principais cidades de Portugal, o pouco que tem surgido nesses locais, têm apostado neste mercado, mas também no de estudantes, investigadores, professores, ou seja, toda a área académica que vem para Erasmus, mestrados, bolsas e investigação por alguns meses e não querem um arrendamento tradicional, pois não querem uma casa vazia, sem equipamento, não querem comprar toalhas os lençóis, querem ter internet mas não fazer um contrato com as operadoras. Portanto, todos esses serviços são possíveis no AL. Foram esses os segmentos que foram encontrados e, alguns deles vão continuar.

O AL teve essa flexibilidade de se reinventar tanto no interior como nas grandes cidades, além do que, muitos tiveram a capacidade de migrar e voltar ao uso tradicional, ou seja, arrendamento de longa duração. Só em Lisboa foram mais de 2.500 unidades que saíram definitivamente da oferta e das plataformas.

O que aconteceu com esta pandemia foi que o AL encontrou alternativas, saiu do turismo e procurou soluções, até no segmento da habitação.

A pandemia fez descobrir o interior, por pessoas que pretenderam se isolar, mas também para férias, porque não podiam ir para fora”


Como vê o futuro desta atividade?
Há uma outra situação que a pandemia trouxe, que pode indicar alguns caminhos para o futuro. Uma delas foi a descoberta do interior. Durante a pandemia, Lisboa e Porto diminuíram a oferta e as regiões que mais cresceram foram as do interior, de norte a sul do país. A pandemia fez descobrir o interior por pessoas que pretenderam se isolar, mas também para férias, porque não podiam ir para fora.

Por isso, o que esperamos é que tenham descoberto que têm um país relativamente pequeno, mas com um mundo de diversidade, de ofertas e destinos completamente distintos, desde montanha, aventura, natureza, tranquilidade, até um grande número de atividades e experiências. Isso pode despertar esse interesse. Por alguma razão somos o destino turístico que mais cresceu e o mais procurado em termos de atratividade a nível mundial. É outra tendência que pode continuar.

Outra tendência, como referia há pouco, é esse mercado misto, principalmente nas áreas urbanas, e fora das zonas turísticas, que podem servir outros públicos que necessitam de um ambiente mais caseiro. Estas são duas tendências que se vão manter.

O interior precisa de fazer um trabalho em rede, o que neste momento não acontece. Ou seja, tem de haver uma ligação e parcerias dos destinos com aeroportos com os do interior, onde possam existir pacotes em que os turistas possam ficar dois ou três dias nesses destinos mais centrais e depois estender as suas estadias em AL nas zonas mais próximas, apresentando uma oferta de forma casada.

Esse trabalho de os centros urbanos se tornarem numa ponte para ajudar o desenvolvimento do interior é fundamental, até porque é uma forma de apoiar as comunidades locais e ajudar a economia local, isto porque, quem fica num alojamento local, apoia a economia local nas suas várias vertentes, designadamente pequeno comércio e restauração.

Profissionalizar é aposta da ALEP
Qual tem sido o papel da ALEP?
A ALEP surgiu logo após a lei, em 2014, que instituiu registos e uma série de desafios em termos fiscais, procedimentos e obrigações. O nosso papel aqui foi iniciar um processo de profissionalização e ajudar esses titulares. Depois assumimos a discussão de todos os processos de regulamentação.

A ALEP, mesmo numa fase inicial, teve que assumir um papel importante de representação e defesa da atividade, mostrando que o AL era importante para o turismo e que estava a começar em alguns destinos, como no Algarve, em Portugal. Vimos essa tendência a crescer e era preciso encontrar a melhor forma de esta atividade se desenvolver de forma legal, regulamentada, pagar impostos e encontrar um equilíbrio.

Estivemos e estamos abertos à discussão onde haja muita concentração, encontrar esse equilíbrio, mas não destruir o AL com regulamentação excessiva ou errada. Tem sido esse o nosso papel. Trabalhamos para todo o setor, sejam associados ou não.

Para os nossos associados, o nosso objetivo é ajudá-los a profissionalizar, até porque há uma concorrência muito grande. Por menor que seja o projeto, tem que ter a perspetiva que está a receber alguém. Mesmo que seja de uma forma informal, tem que ser com profissionalismo.

As questões digitais também são importantes. Pode-se ter uma pequena unidade, até mesmo no interior, mas o proprietário tem que ter conhecimento digital, porque toda a sua oferta é feita através das plataformas. Portanto, agora, o nosso papel é ajudá-los na informação e formação nas áreas comerciais, de operacionalização e marketing, para que Portugal continue a liderar pela forma como regulamentou e fez crescer o AL. Queremos que esse nível seja mantido.

Hoje fala-se muito em turismo sustentável nas suas várias formas. Como é que o AL se quer posicionar?
O que estamos a preparar é o papel que o AL pode vir a ter no encaminhamento para um turismo sustentável, até pela sua ligação com as comunidades, e o fato de 70% estar fora dos centros urbanos.

O AL tem um peso grande nos centros urbanos, mas nessas zonas onde se está a apostar em termos de sustentabilidade, esta atividade, juntamente com o turismo no espaço rural, já representamos 60/70% da oferta de alojamento.

Não estamos a falar apenas da sustentabilidade ambiental onde é preciso criar mecanismos de apoio e financiamento, principalmente nas unidades inseridas nas zonas históricas que têm dificuldades enormes de fazer conversões e melhorias, até porque, em algumas, são proibidas. Precisamos, sim de encontrar fórmulas para desenvolver toda a sustentabilidade ambiental, económica e social. Não tenho a menor dúvida que o AL vai ter um papel importantíssimo.

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Selina aposta no segmento de bem-estar através de parceria com o operador Mantra

O grupo pretende elevar o potencial dos retiros de bem-estar no ecossistema da Selina.

O grupo Selina Hospitality PLC. estabeleceu uma parceria com o Mantra, um operador global especializado em retiros, “para elevar o potencial dos retiros de bem-estar no ecossistema da Selina”, como refere em comunicado.

O grupo já conta com 163 locais em 25 países e seis continentes, sendo que agora expande-se nesta área com a criação de uma entidade distinta, “focada unicamente na construção de experiências enriquecedoras de bem-estar”.

O Mantra é conhecido pelos programas em que reúne instrutores de yoga, meditação e movimento com uma experiência culinária, música ao vivo e viagens de um dia “para proporcionar um retiro completo da mente, do corpo e da alma”. No âmbito desta parceria, o Mantra encontra-se a reunir talentos locais ligados ao bem-estar – sejam professores, chefes de cozinha ou músicos – para desenvolver programas personalizados para os vários retiros do Selina.

“O Selina orgulha-se de defender uma marca como a Mantra e de estar na vanguarda desta evolução em experiências globais de viagens e retiros. Vemos a nossa parceria como uma oportunidade para alcançar novos clientes e entrar no mercado do bem-estar, proporcionando aos líderes, professores e instrutores os melhores espaços para levar as suas habilidades e experiências únicas, a pessoas de todo o mundo” afirma Steven O’Hayon, VP de Estratégia Selina.

Antes de estabelecer esta parceria com o Selina, o Mantra tinha já organizado mais de 50 retiros, team-buildings de empresas e festivais em Israel, Grécia, Chipre, Egipto e Sri Lanka, desde a sua fundação em junho de 2020.

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Prémios Construir’22 nomeiam seis hotéis para melhor empreendimento turístico

As votações para a 15.ª edição dos Prémios Construir’22, que vai decorrer a 21 de novembro, numa cerimónia a ter lugar no Cineteatro Capitólio, em Lisboa, estão abertas até 17 de novembro.

The Editory Riverside Hotel Apolónia (Lisboa), Eurostars Aliados (Porto), Hotel M.OU.CO (Porto), White Shell (Algarve), W Algarve (Algarve) e Pestana Douro Riverside (Porto) são os hotéis nomeados para melhor empreendimento turístico na 15.ª edição dos Prémios Construir’22, que vão ser entregues a 21 de novembro, numa cerimónia a decorrer no Cineteatro Capitólio, em Lisboa.

As votação para escolher os vencedores dos Prémios Construir’22 já se encontram a decorrer online e estão abertas até à próxima quinta-feira, 17 de novembro.

Os hotéis estão nomeados na categoria dedicada ao imobiliário, que vai eleger também o melhor edifício de escritórios, melhor espaço de comércio e serviços, melhor edifício residencial e melhor consultora.

Além da categoria dedicada ao imobiliário, estes prémios, que são entregues pelo jornal Construir anualmente, incluem também categorias dedicadas à arquitetura, engenharia e construção.

No caso da arquitetura, vão ser distinguidos os melhores projetos públicos e privados, assim como o melhor projeto de reabilitação e o melhor atelier, enquanto na categoria engenharia, além dos melhores projetos públicos e privados e do melhor gabinete, vai ser também atribuído um Prémio de Fiscalização e Coordenação e um Prémio de Internacionalização.

Já na categoria construção, vai ser distinguida a melhor construtora, sendo ainda atribuídos os prémios Internacionalização, Cidade e Sustentabilidade.

Os Prémios Construir foram criados com o objetivo de homenagear e celebrar o esforço e talento de empresas e profissionais dos diversos setores da Construção.

As nomeações são realizadas pela equipa do jornal Construir, de acordo com a análise de critérios que passam pelo mérito, técnica, funcionalidade e inovação, e os vencedores são encontrados através da votação dos leitores do jornal, seja na versão digital ou na edição impressa.

Para votar, basta introduzir o endereço de e-mail com que está registado como assinante do Construir e/ou como subscritor da Newsletter do Construir no formulário de votação e escolher entre os vários nomeados.

As votações estão disponíveis aqui.

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Marriott International lança nova marca para apartamentos turísticos de luxo

Os Apartments by Marriott Bonvoy pretendem dar resposta à procura que combina viagens de negócios com lazer e vêm diversificar as opções de alojamento da cadeia de hotelaria norte-americana.

A Marriott International lançou uma nova marca para apartamentos turísticos de luxo, os Apartments by Marriott Bonvoy, novidade que pretende dar resposta à procura que combina viagens de negócios com lazer e que vem diversificar as opções de alojamento da cadeia de hotelaria norte-americana.

“Os viajantes que planeiam feiras e viagens de negócios longas procuram, hoje, mais opções de alojamento, e a introdução dos Apartments by Marriott Bonvoy responde a essas tendências, oferecendo um produto premium apoiado pela nossa marca e plataforma de distribuição”, afirma Stephanie Linnartz, presidente da Marriott International

Os Apartments by Marriott Bonvoy vão direcionar-se a um segmento de luxo e superior, diferenciando-se das demais marcas da Marriott International pela decoração e design, uma vez que vão ter inspiração dos locais onde estão inseridos, respondendo aos clientes que procuram alojamento mais espaçoso e com serviços residenciais.

De acordo com informação publicada no site da cadeia de hotelaria, os Apartments by Marriott Bonvoy não vão, contudo, disponibilizar alguns dos serviços típicos da hotelaria, como restauração e bebidas, salas de reuniões ou lojas, contando com um design semelhante ao das marcas Autograph Collection e Tribute Portfolio.

 

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Faro já arrecadou um milhão de euros com taxa turística em 2022

O valor arrecadado pela autarquia da Faro com a taxa turística, que é aplicada entre março e outubro, e tem um valor de 1,5 euros por noite, corresponde ao dobro do inicialmente estimado.

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O presidente da Câmara Municipal de Faro, Rogério Bacalhau, revelou à Lusa que a autarquia já arrecadou, este ano, perto de um milhão de euros com a taxa turística, o dobro do que se previa inicialmente.

“Ficámos muito satisfeitos, não só pela verba arrecadada, mas ainda mais porque corresponde ao dobro do que tínhamos previsto”, disse o autarca à Lusa, referindo que este foi o primeiro ano em que a taxa turística de Faro funcionou normalmente, depois de dois anos de suspensão devido à pandemia.

De acordo com Rogério Bacalhau, o montante arrecadado foi muito superior ao previsto, o que quer dizer que, ao contrário do que acontecia há uns anos, Faro já se tornou um destino turístico e prova que a adoção da taxa não provocou qualquer perda de competitividade, como previam os opositores da taxa.

Recorde-se que a taxa turística de Faro tem um valor de 1,5 euros por noite e é aplicada entre março e outubro de cada ano, por um período máximo de sete noites em cada estadia de hóspedes com idade igual ou superior a 13 anos de idade.

O autarca garantiu que a taxa vai continuar a ser aplicada e espera que outros concelhos algarvios aprovem regulamentos em breve para beneficiarem deste acréscimo de receita.

“Esta receita é importante também para o setor turístico, porque permite fazer mais investimentos na melhoria de Faro enquanto destino”, explicou o autarca da capital algarvia, considerando que o valor arrecadado com a taxa permite “aumentar o número de visitantes e a qualidade da oferta”, nomeadamente ao nível do espaço público, património, oferta cultural e de eventos, e serviços prestados aos turistas.

Rogério Bacalhau explicou ainda que a taxa de Faro foi previamente “harmonizada” no seio da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), onde estão representados os 16 concelhos algarvios, isto apesar do presidente da AMAL, António Miguel Pina, ter dito que preferia a aplicação, a partir de 2023, de uma taxa turística municipal com um valor comum a toda a região, que só seria, contudo, aplicada depois de ouvidos os parceiros do setor do turismo.

Atualmente, apenas Faro e Vila Real de Santo António adotaram uma taxa turística em todo o território algarvio, ainda que, em Vila Real de Santo António, a taxa tenha moldes diferentes, uma vez que é cobrada ao longo de todo o ano e tem um valor de um euro por noite em unidades hoteleiras, aldeamentos e apartamentos turísticos, turismo de habitação, agroturismo  alojamento local, enquanto nos parques de campismo e caravanismo ou em áreas de serviço de autocaravanas, o valor da taxa desce para 50 cêntimos por dia.

 

 

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Vila Galé abre recrutamento para contratar 170 colaboradores para novos hotéis

Grupo de hotelaria português está a contratar colaboradores para os quatro hotéis que vai abrir em 2023, dois dos quais em Beja, outro em Tomar e o primeiro hotel Vila Galé em Ponta Delgada (Açores).

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A Vila Galé abriu um processo de recrutamento para contratar 170 colaboradores para os quatro hotéis que o grupo de hotelaria português vai abrir no próximo ano, concretamente o Vila Galé Collection Tomar (Tomar), Vila Galé Collection São Miguel (Ponta Delgada, Açores), Vila Galé Nep Kids (Beja) e Vila Galé Monte do Vilar (Beja).

O grupo procura “pessoas com gosto particular pelo atendimento ao cliente, com conhecimento de línguas, dinâmicas, empenhadas e com vontade de crescer dentro da organização”, estando o processo de recrutamento já está a decorrer online, através da página de carreiras do grupo e as candidaturas podem ser apresentadas aqui.

Assistentes de direção, chefes e subchefes de restaurante, governantes(as), empregados(as) de mesa, cozinheiros(as), técnicos(as) de manutenção ou empregados(as) de andares são algumas das vagas disponíveis.

Segundo um comunicado da Vila Galé, os colaboradores do grupo têm acesso a vários benefícios, incluindo descontos em alojamentos e serviços do grupo, prémios anuais de produtividade e seguro de saúde após seis meses de inclusão na empresa, ofertas no aniversário, bónus de noites nos hotéis da rede consoante a antiguidade e vantagens exclusivas em entidades parceiras de saúde e bem-estar, cultura e ensino.

Além destes benefícios, o grupo de hotelaria promove também a formação contínua dos seus colaboradores e oferece oportunidades de mobilidade entre Portugal e o Brasil e de progressão na carreira, sendo que, no caso dos hotéis do Alentejo, está também contemplada a possibilidade de alojamento.

A Vila Galé lembra que, ao longo dos anos, “tem sido várias vezes considerada uma das melhores e mais atrativas empresas para trabalhar no setor do turismo e já conquistou várias distinções na área dos Recursos Humanos”.

Com a inauguração dos quatro novos hotéis em Portugal no próximo ano, a Vila Galé passa a contar com 31 unidades em território nacional e dez no Brasil.

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Presidente da ALEP assume liderança da European Holiday Home Association

Eduardo Miranda foi nomeado para liderar a European Holiday Home Association (EHHA), em reconhecimento pelo “trabalho que ajudou a tornar Portugal numa referência do sector do Alojamento Local em toda a Europa”.

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O presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP), Eduardo Miranda, foi nomeado para liderar a European Holiday Home Association, associação europeia que representa o setor, em reconhecimento pelo “trabalho que ajudou a tornar Portugal numa referência do sector do Alojamento Local em toda a Europa”.

Num comunicado divulgado esta terça-feira, 8 de novembro, a ALEP indica que o primeiro ato oficial de representação de Eduardo Mirando enquanto presidente executivo da EHHA será como orador no Fórum Europeu de Turismo, organizado pela Presidência do Conselho da União Europeia e pela Comissão Europeia, que decorre em Praga, na Chéquia, a 15 de novembro.

Neste fórum, entre outros temas, vai ser discutida a proposta de regulamento apresentada pela Comissão Europeia para reforçar a transparência no domínio do short-term-rental (alojamento local) e criar um sistema unificado de registo.

“Um quadro harmonizado de recolha e comunicação de dados e registos ajudará a enfrentar alguns dos atuais desafios do sector que ainda é dominado por uma fragmentação da regulamentação que propícia um ambiente de falta de segurança jurídica e uma aplicação ineficaz da lei”, considera Eduardo Miranda.

Para a ALEP, a escolha de Eduardo Mirando para presidir à EHHA reveste-se de “particular importância” porque acontece numa altura em que, “pela primeira vez, estão a ser apresentadas propostas de regulamentação do setor a nível europeu”.

“Portugal serve no contexto europeu como exemplo de um dos países mais avançado em matéria de regulamentação do setor, tendo a ALEP participado ativamente neste processo e sendo esta nomeação um reconhecimento do excelente trabalho da Associação a nível nacional e internacional”, defende a associação.

A ALEP considera que, a nível europeu, “as questões de regulamentação trazem ainda grandes entraves na gestão urbanística e no desenvolvimento da atividade do short-term-rental (alojamento local), que representa um grande peso no Turismo e na economia da Europa”.

Apesar da nomeação para a EHHA, Eduardo Mirando vai manter as funções na ALEP.

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Grupo Onyria duplamente nomeado nos European Excellence Awards 2022

O Grupo Onyria está duplamente nomeado para os European Excellence Awards 2022, onde está a concorrer em shortlist nas categorias Travel & Tourism e Internal Communications.

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O Onyria, grupo de gestão hoteleira com mais de 30 anos, detém o hotel de cinco estrelas Onyria Quinta da Marinha, onde foi desenvolvido o projeto de comunicação interna “Trading Places” (Inverter os papéis) – que valeu as duas nomeações do grupo para este concurso.

O projeto consistiu na ideia de inverter os papéis dos colaboradores do Onyria Quinta da Marinha Hotel, tornando-os hóspedes por um dia.

A iniciativa surgiu no seguimento dos dois anos de pandemia, como forma de compensar a resiliência da equipa. Os colaboradores “transformaram-se em clientes de luxo e carregaram energias para o verão de 2022, o momento de regresso à normalidade”, como o grupo indica em comunicado.

“Não há sucesso em hotelaria sem talento humano e esta foi uma forma de celebrarmos o nosso talento, numa altura decisiva para o turismo em Portugal. Estas nomeações são muito positivas porque vêm demonstrar o nosso empenho para fazer um trabalho de excelência, não só de forma externa, como interna”, afirma o diretor do Onyria Quinta da Marinha Hotel, João Pinto Coelho.

Os vencedores serão conhecidos a 9 de dezembro.

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Seis hotéis portugueses distinguidos nos Prémios de Excelência Condé Nast Johansens 2023

A Condé Nast Johansens anunciou na noite desta segunda-feira, 7 de novembro, os vencedores dos Prémios de Excelência Condé Nast Johansens 2023.

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A Condé Nast Johansens anunciou na noite desta segunda-feira, 7 de novembro, os vencedores dos Prémios de Excelência Condé Nast Johansens 2023. Durante a cerimónia e jantar de gala, também foi celebrado o 40.º aniversário da marca no hotel Kimpton Fitzroy London, um dos premiados da noite.

Os vencedores da Europa e zona do mediterrâneo são:

Best New or Recently Renovated Hotel:
Athina Luxury Suites, em Santorini, Grécia;

Best for Romance:
Sacred House, na Capadócia, Turquia;

Best Service:
Es Princep, em Maiorca, Espanha;

Best House, Villa or Serviced Apartment:
Castello Del Monsignore, em Florença e Toscânia, Itália;

Best Small & Exclusive Property:
Verride Palácio de Santa Catarina, em Lisboa e Vale do Tejo, Portugal;

Best Value Experience:
Ti Al Lannec, na Bretanha, França;

Best Dining Experience:
El Llorenç Parc De La Mar, em Maiorca, Espanha;

Best Waterside Hotel (Riverside, Lakeside, Seaside):
Domes Lake Algarve, em Vilamoura, Algarve, Portugal

Best Urban Hotel (Town, City):
Palacio De Atocha By Coolrooms Hotels, em Madrid, Espanha

Best Hotel Spa:
Hotel Botánico & The Oriental Spa Garden, em Tenerife, Espanha.

Best Destination Spa:
Bahía Del Duque, em Tenerife, Espanha;

Best Countryside Hotel:
Terra Nostra Garden Hotel, nos Açores, Portugal;

Best Breakfast:
Santiago de Alfama – Boutique Hotel, em Lisboa e Vale do Tejo, Portugal;

Best for Families:
Cornelia Diamond Golf Resort & Spa, em Antalya, Turquia;

Best for Weddings, Parties & Celebrations:
Torre de Gomariz Wine & Spa Hotel, Porto e Norte de Portugal, Portugal

Best Immersive Experience:
Toscana Resort Castelfalfi, em Florença e Toscânia, Itália;

Best for Meetings and Conferences:
Palácio Estoril Hotel Golf & Wellness, em Lisboa e Vale do Tejo, Portugal

Best for Green Practices & Sustainability:
Susafa, na Sicília e Ilhas Eólias, Itália;

Readers’ Award:
Parco Dei Principi Grand Hotel & Spa, em Roma, Itália

Durante a cerimónia também foram anunciados os vencedores internacionais do Reino Unido, América do Norte (Estados Unidos, Canadá, México e Caraíbas), América do Sul e América Central, Ásia, África, Médio Oriente e Oceânia.

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Selina passa a estar cotada na Bolsa de Nova Iorque

A Selina, que agora passa a designar-se Selina Hospitality PLC, já tem as suas ações cotadas na segunda maior bolsa de valores de Nova Iorque, a NASDAQ – National Association of Securities Dealers Automated Quotations, sob os símbolos “SLNA” e “SLNAW”.

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De acordo com informação enviada em comunicado, a entrada na bolsa NASDAQ tem vindo a ser preparada desde o final de 2021, através da celebração de um acordo de fusão com a BOA Acquisition Corp., uma empresa de aquisição para fins especiais de capital aberto.

Com a fusão e consequente integração na bolsa de valores, a Selina garante 55 milhões de euros em receitas de PIPE, até 235 milhões de euros em dinheiro da conta fiduciária de BOA e 120 milhões de euros das subscrições de 150 milhões de euros de capital de 6% de notas convertíveis não garantidas com vencimento em 2026.

Para além do co-fundador e diretor-executivo Rafael Museri, e do co-fundador e diretor de crescimento Daniel Rudasevski, a Selina passa a contar com mais cinco diretores nas áreas de liderança, finanças, operações, marketing e tecnologia, “para reforçar a estabilidade e o crescimento da empresa”, como indicado em nota de imprensa.

“Fechamos um ciclo que há muito temos vindo a preparar e assinalamos um novo marco na história da Selina, ao estarmos cotados na bolsa. Continuamos focados em alcançar a rentabilidade à medida que crescemos, escalarmos o nosso negócio, e progredirmos no sentido de obter margens cada vez mais rentáveis, sempre com a ligação do nosso espírito e da nossa marca a hóspedes locais, trabalhadores remotos e nómadas digitais, a nossa oferta de hospitalidade diferenciada”, declara Rafael Museri, co-fundador e CEO da Selina.

No primeiro semestre de 2022, a Selina obteve receitas de 86 milhões de dólares, um aumento de 142% comparativamente ao período homólogo de 2021. Segundo informação enviada pela empresa, os resultados foram impulsionados “sobretudo pela melhoria do desempenho operacional em todo o portfólio, assim como pela abertura de 13 novos espaços com mais 3.368 camas na Grécia, Austrália, Portugal, Panamá, Estados Unidos, Marrocos e Israel”.

A 30 de junho de 2022 a Selina tinha 163 espaços abertos em 25 países nos seis continentes, com mais de 27.000 camas, o que representa um aumento de 43,3% face ao primeiro semestre de 2021.

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ADHP e AHETA assinam protocolo de cooperação para formação

A ADHP – Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal e a AHETA – Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve assinaram um protocolo com o intuito de “reforçar o contributo para a qualificação dos profissionais da hotelaria e do setor do turismo”.

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Este protocolo de cooperação, assinado a 28 de setembro, permite que os associados da AHETA beneficiem de condições especiais nas iniciativas de formação da ADHP. Prevê ainda fomentar a “realização de programas de formação técnico-científica e educacional”, em linha com os novos desafios do setor, como indicado em comunicado.

A assinatura deste protocolo vem no seguimento do anúncio de duas novas edições do Curso de Especialização em Direção Hoteleira (CEDH), a principal iniciativa de formação organizada pela ADHP. A primeira edição de 2022 teve início a 11 de outubro e a segunda arranca a 8 de novembro.

“A hotelaria e o turismo exigem cada vez mais formação especializada, para que as equipas estejam em linha com as expectativas e os objetivos das empresas. Este protocolo vai contribuir de forma decisiva para a ação da ADHP e da AHETA nessa dimensão, trazendo benefícios significativos para os associados das duas organizações ao aproximar os projetos formativos e ao desenvolver novos dinamismos baseados numa troca de know how técnico e científico”, refere Fernando Garrido, presidente da ADHP.

Por sua vez Helder Martins, presidente da AHETA, considera este “um passo muito importante, tendo em vista a disponibilização de oportunidades de formação no setor, algo de extrema importância para a melhoria da qualidade do serviço a prestar aos nossos hóspedes”.

“A formação profissional é, igualmente, uma das apostas da nova direção da AHETA. Quer com a ADHP, quer com outras entidades, temos tido oportunidade de identificar as reais necessidades de formação dos nossos associados, para que na próxima época baixa seja possível proporcionar oportunidades de formação a todo o setor”, menciona o dirigente.

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