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Flexibilidade é a grande arma do AL

A pandemia foi bastante dura para o Alojamento Local (AL) em Portugal tal como para todo o turismo. No entanto, a atividade soube reinventar-se. É difícil olhar para o futuro, conforme nos afirma, em entrevista, o presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP), Eduardo Miranda. Mas o AL continua a resistir porque a flexibilidade foi a grande arma. O seu peso nas dormidas e a diversificação da oferta são inquestionáveis, com o interior do país a dar cartas.

Carolina Morgado
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Flexibilidade é a grande arma do AL

A pandemia foi bastante dura para o Alojamento Local (AL) em Portugal tal como para todo o turismo. No entanto, a atividade soube reinventar-se. É difícil olhar para o futuro, conforme nos afirma, em entrevista, o presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP), Eduardo Miranda. Mas o AL continua a resistir porque a flexibilidade foi a grande arma. O seu peso nas dormidas e a diversificação da oferta são inquestionáveis, com o interior do país a dar cartas.

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Qual é o valor real do Alojamento Local neste momento?
O Eurostat reporta que a atividade do Alojamento Local (AL) é muito importante e tem um efeito enorme no turismo. O AL representa já hoje 40% das dormidas, analisando apenas as quatro principais plataformas, confirmando 33 milhões de dormidas, das quais 30 milhões são feitas em unidades com menos de 10 camas, enquanto o INE faz apenas o levantamento de unidades com mais de 10 camas, o que dá 10 milhões de dormidas. Se somarmos os dois dados, então dá 40 milhões de dormidas. Mas o Eurostat apresenta apenas resultados das quatro maiores plataformas, por isso, hoje estaremos a falar entre 43 a 45 milhões de dormidas.

Se em Portugal se contabilizaram 77 milhões de dormidas em 2019, afinal teve 110 milhões.

Foi esse o grande contributo que o AL trouxe?
Na verdade, com esses números e com esta oferta, o AL viabilizou o crescimento do turismo nos últimos anos. Com a flexibilidade e rapidez de gerar e criar oferta, o AL permitiu o tal “boom” de Portugal como destino, tendo criado capacidade para receber o público. No entanto, não foi esse o principal contributo que o AL trouxe. Foi sim uma diversidade da oferta.

Como é que o AL soube diversificar a oferta em Portugal?
Já havia uma procura de novas ofertas de alojamento. Temos uma hotelaria excelente, que se tem renovado, que tem crescido em todos os níveis. Portanto, mostra que há uma complementaridade entre a oferta tradicional e esta nova oferta.

O AL é formado por vários segmentos, desde os apartamentos, mais nas áreas urbanas, e moradias mais nas zonas de praia e no interior do país. Temos também pequenas ‘guest house’ que se tornaram como boutiques ‘guest house’, outras mais descontraídas que foram buscar novos públicos, como é o caso das direcionadas para o surf. Temos também os melhores hostels do mundo que atraem não só uma clientela jovem, como também mais madura. Diria que 90% dos alojamentos locais são apartamentos e moradias, e cada um é diferente do outro. Como são unidades pequenas, conseguem estar implementadas nas zonas mais remotas, desde o topo de uma montanha, à melhor vista de uma praia, ou no centro histórico de uma cidade. Por isso, trouxe outra lógica em termos do alojamento.

O AL tem as suas regras e requisitos mínimos, mas em termos daquilo que é a oferta, é muito mais diversificada, e o mais importante é que é o cliente que escolhe o que é mais importante para ele. Por isso é que também não tem uma lógica de estrelas. Portanto, o que o AL tem que ter é uma comunicação clara e transparente, e entregar ao cliente aquilo que oferece.

É essa diversidade que trouxe uma riqueza ao turismo e tem sido uma parte importante da estratégia de crescimento e de posicionamento do turismo em Portugal. Por isso é que, nas novas apostas do Turismo de Portugal em novos segmentos, novos destinos e novos temas, se casam com o AL, desde o enoturismo, turismo de natureza, tudo o que sai das zonas urbanas e de maior concentração.

Aqui o AL tem um papel fundamental porque permite um crescimento gradual e muito adaptado ao próprio destino. Uma vez que não são grandes empreendimentos, não trazem impactos muito grandes nessas regiões que são pequenas. No caso do interior, vem acrescentar uma oferta, que também é importante, que é o turismo no espaço rural, mas também nas aldeias, vilas e pequenas cidades.

Reinventar foi preciso
Entretanto, chegou a pandemia. Como é que o AL se reinventou?
A pandemia foi bastante dura para o AL, tal como foi para todo o turismo. O AL, como todos os outros setores, ficou bastante fragilizado e ainda está numa situação difícil e de incerteza com todos estes sobe e desce. Basta ver que se passou no final de 2021. Quando havia uma esperança e uma luz ao fundo do túnel, voltámos de novo com cancelamentos e restrições, e ser muito difícil olhar para o futuro. Mas continuamos a resistir.

No entanto, o AL mostrou um outro lado importante, a flexibilidade, que traz resiliência para o turismo. Significa que a maior parte dos AL são, no dia seguinte, casas como outras quaisquer. É essa a sua natureza. Tem flexibilidade muito maior de ir buscar outros tipos de uso. Alguns desses usos foram, não no turismo, mas de habitação temporária que fazia falta, de entre os quais nómadas digitais e trabalhadores remotos, ou seja, pessoas que não sendo da área digital, nacionais e estrangeiros, saíram das suas casas e foram trabalhar no interior do país, para estarem mais isoladas e em ambientes fora das grandes concentrações.

Depois tivemos pessoas que precisavam de mudar de uma cidade para outra com projetos de trabalho de um, dois ou três meses, e não encontravam solução de alojamento. Esta é uma tendência que se vai manter.

Em Lisboa e no Porto, foi o mercado de famílias que têm que ir viver temporariamente nas cidades para tratamentos hospitalares e que precisam de um ambiente mais caseiro. Aqui, o AL tem sido a principal solução. Como as zonas turísticas estão fechadas há mais de dois anos nas principais cidades de Portugal, o pouco que tem surgido nesses locais, têm apostado neste mercado, mas também no de estudantes, investigadores, professores, ou seja, toda a área académica que vem para Erasmus, mestrados, bolsas e investigação por alguns meses e não querem um arrendamento tradicional, pois não querem uma casa vazia, sem equipamento, não querem comprar toalhas os lençóis, querem ter internet mas não fazer um contrato com as operadoras. Portanto, todos esses serviços são possíveis no AL. Foram esses os segmentos que foram encontrados e, alguns deles vão continuar.

O AL teve essa flexibilidade de se reinventar tanto no interior como nas grandes cidades, além do que, muitos tiveram a capacidade de migrar e voltar ao uso tradicional, ou seja, arrendamento de longa duração. Só em Lisboa foram mais de 2.500 unidades que saíram definitivamente da oferta e das plataformas.

O que aconteceu com esta pandemia foi que o AL encontrou alternativas, saiu do turismo e procurou soluções, até no segmento da habitação.

A pandemia fez descobrir o interior, por pessoas que pretenderam se isolar, mas também para férias, porque não podiam ir para fora”


Como vê o futuro desta atividade?
Há uma outra situação que a pandemia trouxe, que pode indicar alguns caminhos para o futuro. Uma delas foi a descoberta do interior. Durante a pandemia, Lisboa e Porto diminuíram a oferta e as regiões que mais cresceram foram as do interior, de norte a sul do país. A pandemia fez descobrir o interior por pessoas que pretenderam se isolar, mas também para férias, porque não podiam ir para fora.

Por isso, o que esperamos é que tenham descoberto que têm um país relativamente pequeno, mas com um mundo de diversidade, de ofertas e destinos completamente distintos, desde montanha, aventura, natureza, tranquilidade, até um grande número de atividades e experiências. Isso pode despertar esse interesse. Por alguma razão somos o destino turístico que mais cresceu e o mais procurado em termos de atratividade a nível mundial. É outra tendência que pode continuar.

Outra tendência, como referia há pouco, é esse mercado misto, principalmente nas áreas urbanas, e fora das zonas turísticas, que podem servir outros públicos que necessitam de um ambiente mais caseiro. Estas são duas tendências que se vão manter.

O interior precisa de fazer um trabalho em rede, o que neste momento não acontece. Ou seja, tem de haver uma ligação e parcerias dos destinos com aeroportos com os do interior, onde possam existir pacotes em que os turistas possam ficar dois ou três dias nesses destinos mais centrais e depois estender as suas estadias em AL nas zonas mais próximas, apresentando uma oferta de forma casada.

Esse trabalho de os centros urbanos se tornarem numa ponte para ajudar o desenvolvimento do interior é fundamental, até porque é uma forma de apoiar as comunidades locais e ajudar a economia local, isto porque, quem fica num alojamento local, apoia a economia local nas suas várias vertentes, designadamente pequeno comércio e restauração.

Profissionalizar é aposta da ALEP
Qual tem sido o papel da ALEP?
A ALEP surgiu logo após a lei, em 2014, que instituiu registos e uma série de desafios em termos fiscais, procedimentos e obrigações. O nosso papel aqui foi iniciar um processo de profissionalização e ajudar esses titulares. Depois assumimos a discussão de todos os processos de regulamentação.

A ALEP, mesmo numa fase inicial, teve que assumir um papel importante de representação e defesa da atividade, mostrando que o AL era importante para o turismo e que estava a começar em alguns destinos, como no Algarve, em Portugal. Vimos essa tendência a crescer e era preciso encontrar a melhor forma de esta atividade se desenvolver de forma legal, regulamentada, pagar impostos e encontrar um equilíbrio.

Estivemos e estamos abertos à discussão onde haja muita concentração, encontrar esse equilíbrio, mas não destruir o AL com regulamentação excessiva ou errada. Tem sido esse o nosso papel. Trabalhamos para todo o setor, sejam associados ou não.

Para os nossos associados, o nosso objetivo é ajudá-los a profissionalizar, até porque há uma concorrência muito grande. Por menor que seja o projeto, tem que ter a perspetiva que está a receber alguém. Mesmo que seja de uma forma informal, tem que ser com profissionalismo.

As questões digitais também são importantes. Pode-se ter uma pequena unidade, até mesmo no interior, mas o proprietário tem que ter conhecimento digital, porque toda a sua oferta é feita através das plataformas. Portanto, agora, o nosso papel é ajudá-los na informação e formação nas áreas comerciais, de operacionalização e marketing, para que Portugal continue a liderar pela forma como regulamentou e fez crescer o AL. Queremos que esse nível seja mantido.

Hoje fala-se muito em turismo sustentável nas suas várias formas. Como é que o AL se quer posicionar?
O que estamos a preparar é o papel que o AL pode vir a ter no encaminhamento para um turismo sustentável, até pela sua ligação com as comunidades, e o fato de 70% estar fora dos centros urbanos.

O AL tem um peso grande nos centros urbanos, mas nessas zonas onde se está a apostar em termos de sustentabilidade, esta atividade, juntamente com o turismo no espaço rural, já representamos 60/70% da oferta de alojamento.

Não estamos a falar apenas da sustentabilidade ambiental onde é preciso criar mecanismos de apoio e financiamento, principalmente nas unidades inseridas nas zonas históricas que têm dificuldades enormes de fazer conversões e melhorias, até porque, em algumas, são proibidas. Precisamos, sim de encontrar fórmulas para desenvolver toda a sustentabilidade ambiental, económica e social. Não tenho a menor dúvida que o AL vai ter um papel importantíssimo.

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Seis hotéis da INATEL recebem certificação Green Key

O galardão foi atribuído às unidades Cerveira Hotel, Flores Hotel, Palace São Pedro do Sul Hotel, Manteigas Hotel, Vila Ruiva Hotel e Linhares da Beira Hotel Rural.

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A Fundação INATEL recebeu a certificação ambiental e social da Green Key pelo trabalho desenvolvido em seis dos seus hotéis.

O galardão foi atribuído esta terça-feira, 21 de julho, às unidades INATEL Cerveira Hotel (quatro estrelas); Flores Hotel (quatro estrelas); Palace São Pedro do Sul Hotel (quatro estrelas); Manteigas Hotel (três estrelas); Vila Ruiva Hotel (quatro estrelas) e Linhares da Beira Hotel Rural (três estrelas).

A cerimónia de entrega teve lugar no Centro de Monitorização e Investigação das Furnas, em São Miguel.

De acordo com informação enviada pela fundação, “todos os hotéis INATEL participam num programa de sustentabilidade ambiental”.

Nesse sentido, o INATEL assegura que as unidades avaliam o impacto da operação sobre o ambiente e adotam medidas para reduzir o mesmo, promovendo “a sensibilização de clientes, fornecedores e a formação de colaboradores”.

Sobre o Green Key

O programa ambiciona a implementação de boas práticas, através do cumprimento de 150 metas em diferentes áreas de atuação, que valorizam a gestão ambiental e a promoção da educação ambiental para a sustentabilidade.

As entidades certificadas devem cumprir determinados critérios, como a introdução de um sistema de gestão ambiental, a redução do consumo de energia e água e a separação de resíduos.

Medidas como a utilização de produtos de limpeza amigos do ambiente, a promoção do consumo de produtos orgânicos, bem como a exclusão de herbicidas químicos também fazem parte das medidas a ser cumpridas por estas entidades.

A iniciativa é da responsabilidade da Foundation of Environmental Education (FEE), sediada na Dinamarca, e coordenada em Portugal pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE).

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Vila Galé abre novo resort no Brasil, o maior do Estado de Alagoas

O Vila Galé Alagoas conta com 513 quartos, é o “maior empreendimento do género neste estado brasileiro” e fica localizado a cerca de 40 minutos de Maceió, capital do Estado de Alagoas.

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A Vila Galé abriu um novo resort tudo incluído no Brasil, o Vila Galé Alagoas, que se encontra localizado a cerca de 40 minutos de Maceió e se apresenta como o “maior empreendimento do género neste estado brasileiro”.

Segundo um comunicado do grupo hoteleiro português, o Vila Galé Alagoas conta com 513 quartos, quatro piscinas, sete restaurantes, cinco bares, Clube Nep para crianças com parque aquático, Satsanga Spa & Wellness, discoteca, centro de convenções com 2.000 m2 e várias zonas de lazer e desportivas.

“Conseguimos superar todas as dificuldades e cumprimos a nossa meta de abertura, graças ao gigantesco esforço das equipas Vila Galé e de todo o pessoal em obra. Estamos muito orgulhosos do novo resort e de termos uma unidade em Alagoas”, afirma o presidente e fundador da Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida.

O novo resort da Vila Galé no Brasil conta também com uma vasta oferta de restauração, com destaque para a pizzaria Massa Fina e para a Cervejaria Portuguesa, sem esquecer o restaurante Inevitável e os buffets do Versátil. Além destes, o Vila Galé Alagoas conta também com o ‘Museu Do Sertão’, onde são servidos pratos típicos do estado de Alagoas, assim como com o restaurante NEP, com alimentação infantil e pensado para as crianças.

A nova unidade segue também a estratégia da Vila Galé, que tem vindo a dar um tema aos seus hotéis, sendo que, no caso do Vila Galé Alagoas, o tema escolhido foram os escritores de língua portuguesa de Portugal e do Brasil, aos quais o resort presta homenagem.

“Os quartos têm sempre uma referência a um escritor. Na receção, os mais célebres escritores mundiais foram homenageados com estátuas realistas. As escritoras também têm uma exposição própria e há uma galeria dos 54 prémios Nobel da Literatura”, indica a Vila Galé.

Este é o 10º empreendimento da Vila Galé no Brasil e vem reforçar a posição do grupo de hotelaria português como a maior rede de resorts no país.

 

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NH Hotel Group lança nova funcionalidade de reserva online de espaços para reuniões e eventos

Através do Click & Meet, os profissionais do setor podem reservar mais de 900 espaços para reuniões e eventos até 20 pessoas, em 17 países europeus.

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O NH Hotel Group lançou o Click & Meet, nova funcionalidade que está agora disponível no NH PRO, o site do grupo para profissionais, e que permite a reserva online de espaços para reuniões e eventos até 20 pessoas.

De acordo com um comunicado enviado à imprensa, através do Click & Meet, os profissionais podem agora ter acesso a mais de 900 espaços em 17 países europeus, “a qualquer hora e de qualquer lugar ou dispositivo”.

“Em apenas três minutos e quatro passos simples, podem ser consultadas as informações de preços e disponibilidades e fazer uma reserva de forma imediata”, refere o NH Hotel Group, explicando que, em caso de qualquer problema, as reservas podem ser “canceladas gratuitamente até 14 dias antes do evento”.

Na informação divulgada, o NH Hotel Group adianta que, com a retoma dos eventos e das viagens de negócios, planeia “ampliar as funcionalidades desta nova ferramenta” no futuro, de forma a oferecer ao utilizador a oportunidade de “reservar espaços e quartos em simultâneo e podendo ainda incluir novos espaços e mais hotéis de diferentes países”.

Além de Portugal, a nova funcionalidade está também disponível em Espanha, França, Itália, Áustria, Bélgica, República Checa, Dinamarca, Alemanha, Hungria, Irlanda, Luxemburgo, Roménia, Eslováquia, Suíça, Países Baixos e Reino Unido.

Além desta funcionalidade e também com foco no MICE, o NH Hotel Group lançou ainda o Buyouts by NH, serviço que “oferece a possibilidade de contratação exclusiva de alguns dos seus hotéis e espaços na sua totalidade e com total privacidade e flexibilidade, para que os clientes os possam personalizar de acordo com as suas necessidades”.

Além disso, o grupo passou a permitir a reserva de espaços exteriores através do Outdoor Spaces by NH, colocando “à disposição dos clientes inúmeros tipos de espaços, desde terraços com vista para a montanha até coberturas em áreas urbanas”.

“Além de todas estas propostas inovadoras, estão disponíveis outros serviços, como os Smart Spaces, graças aos quais os clientes podem usufruir de espaços exclusivos para trabalhar e realizarem pequenas reuniões de negócios em locais únicos, com todas as comodidades e serviços dos hotéis; e as Reuniões Híbridas, por meio das quais o grupo implementou diferentes inovações tecnológicas visando facilitar o planeamento virtual de eventos, garantindo a realização de reuniões e conferências híbridas com todos os protocolos de saúde, nas melhores localizações”, lembra ainda o grupo, que pertence à Minor Hotels.

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Descidas de alemães e britânicos atrasam recuperação da hotelaria algarvia em maio

Segundo a AHETA, em maio, a hotelaria do Algarve registou uma taxa de ocupação de 64,8%, 7,4% abaixo do registado em igual mês de 2019, muito por culpa dos mercados alemão e britânico, que apresentaram descidas de 41,3% e 8,1%, respetivamente.

Inês de Matos

Em maio, as unidades de hotelaria do Algarve registaram uma taxa de ocupação de 64,8%, valor que fica 7,4% abaixo do registado em igual mês de 2019, antes da chegada da pandemia, avança a AHETA – Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, que identifica também uma descida do número de hóspedes dos mercados alemão e britânico, dois dos principais mercados emissores para a região.

De acordo com a AHETA, em maio, a taxa de ocupação até “superou o valor médio para este mês” e traduz uma subida de 275% relativamente a maio de 2021, ainda que face a 2019, que tinha sido o melhor ano turístico de sempre em Portugal, se continue a encontrar “uma descida de -7,4%, relativamente ao mesmo mês de 2019”.

Já a taxa de ocupação cama foi de 52,5%, o que indica uma descida de 10,2% face a maior de 2019, com a AHETA a adiantar que também no acumulado do ano se regista um decréscimo de 10,5% na taxa de ocupação face a maio de 2019.

“A variação homóloga verificada é justificada pela pandemia provocada pelo vírus COVID-19, cujo impacto na hotelaria começou a sentir-se no início do mês de maio de 2020. A taxa de ocupação média nos últimos doze meses quedou-se nos 45,7%”, acrescenta a associação, que divulgou esta terça-feira, 21 de junho, os dados relativos a maio.

Por zonas do Algarve, as maiores subidas face a mês homólogo de 2019 foram registadas nas zonas de Portimão/Praia da Rocha (+2,7pp, +3,7%) e Lagos/Sagres (+1,7pp, +2,6%), enquanto as principais quebras ocorreram em Tavira e (-17,9pp, -26,9%) e Albufeira (-12,9pp, -16,2%).

Já as zonas de Faro/Olhão, com 78,0%, e Portimão/Praia da Rocha, 75,5%, foram, segundo a AHETA, “as que registaram as taxas de ocupação mais elevadas enquanto a mais baixa ocorreu na zona de Monte Gordo/VRSA, com 40,7%”.

Por categorias, a principal descida relativamente a 2019 verificou-se nos hotéis e aparthotéis de quatro estrelas (-15,4pp, -19,6%), enquanto os hotéis e aparthotéis de três e duas estrelas  registaram a maior subida (+7,3pp, +14,2%) seguidos dos de cinco estrelas (+2,1pp, +3,1%).

Já os hotéis e aparthotéis de três e duas estrelas foram os que registaram a taxa de ocupação mais baixa (59,1%), tendo a ocupação mais alta sido registada nos aldeamentos e apartamentos turísticos de cinco e quatro estrelas (71,9%).

Por mercados, a AHETA revela que “alguns mercados registaram subidas”, a exemplo do irlandês, que subiu 17,8%; e do holandês, que apresentou um aumento de 10,9%; ainda que a maior subida tenha pertencido ao mercado belga, com um acréscimo de 24,2%.

Em sentido contrário estiveram alguns dos principais mercados internacionais emissores de turistas para o Algarve, a exemplo do alemão e do britânico, que apresentaram, em maio, decréscimos de 41,3% e 8,1%, respetivamente, numa tendência que se reflete também no acumulado dos cinco primeiros meses de 2022.

“De janeiro a maio, a Alemanha é o mercado com a maior descida acumulada face a 2019 (-1,9pp, -38,2%) seguido pelo Reino Unido (-1,7pp, -12,3%) e Holanda (-0,4pp, -9,8%)”, indica a AHETA.

Ainda assim, em maio, a maior fatia das dormidas na hotelaria algarvia coube aos turistas britânicos com 39,8%, seguidos pelos portugueses (13,1%), irlandeses (10,9%) e holandeses (7,0%), sendo que os britânicos lideraram também em número de hóspedes, com 32,0%, seguidos pelos portugueses (20,6%), irlandeses (8,6%) e franceses (6,6%).

Em maio, a estada média na hotelaria algarvia foi de 4,2 noites, menos 0,1 que no período homólogo de 2019, com destaque para os holandeses que, com 5,5 noites, registaram as estadias mais prolongadas, seguidos dos irlandeses (5,4), britânicos (5,3) e be3lgas, com 5,0 noites. Já a estadia média dos turistas portugueses foi de 2,7 noites, ligeiramente abaixo do verificado em 2019.

A AHETA diz ainda que os britânicos representaram o maior número de dormidas em quase todas as categorias, com exceção dos aldeamentos e apartamentos de três estrelas, onde os portugueses foram o principal mercado, tendo também representado o maior número de hóspedes nos hotéis e aparthotéis de cinco estrelas e nos de quatro estrelas, assim como nos aldeamentos e apartamentos turísticos de cinco e quatro estrelas. Nas restantes categorias, o maior número de hóspedes coube aos portugueses.

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Traços D’Outrora volta a ser galardoado pelo Green Key

Pelo segundo ano consecutivo, o complexo turístico Traços D’Outrora, em Vale de Cambra, volta a ostentar o galardão Green Key.

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Localizado na aldeia de Trebilhadouro, o conjunto de quatro casas, que formam a Traços D’Outrora, voltou a arrecadar o prémio internacional que distingue as boas práticas ambientais.

Refira-se que o galardão Green Key tem por objetivo consciencializar para a adoção de práticas e comportamentos sustentáveis através da educação ambiental para a sustentabilidade, reduzir o impacto ambiental das atividades de comércio, serviços e restauração, mas também promover a redução e eficiência no consumo dos recursos naturais, facilitar e comunicar estratégias de sustentabilidade e reconhecer as iniciativas de gestão ambiental.

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Lisbon Marriott Hotel tem nova diretora de Operações

Com mais de 12 anos de experiência, Paula Morgado Lino assume a liderança das operações do Lisbon Marriott Hotel.

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Paula Morgado Lino é a nova responsável pela operação do Lisbon Marriott Hotel, que pertence ao grupo Sotéis, localizado na Av. dos Combatentes, em Lisboa.

Licenciada em Gestão Hoteleira e Turismo pela Universidade de Gestão Hoteleira do Estoril (2010-2013) e Pós-Graduação em Gestão Hoteleira e Turismo pela Universidade Cornell, Paula Morgado Lino possui mais de 12 anos de experiência em gestão hoteleira, tendo desenvolvido soluções criativas e eficazes de gestão no negócio através da implementação e desenvolvimento de processos inovadores por várias unidades hoteleiras de renome em diferentes países.

Antes de integrar a equipa do Lisbon Marriott, foi diretora de F&B no PGA Catalunya Golf & Wellness Resort (entre 2017 e 2019), esteve no Sandals Royal Bahamian, na capital das ilhas das Bahamas, onde desempenhou funções de & B Manager( 2016).

Anos antes, passou pelo novo Sandals Resorts International Barbados e no Crowne Plaza Shanghai na China.

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44% do emprego criado em Espanha, em maio, foi no setor do turismo

Só no mês de maio de 2022, o setor do turismo, em Espanha, criou mais 409.615 empregos face a igual período do ano 2021 e mais 32.962 que em igual mês de 2019.

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Segundo as contas efetuadas pela Turespaña, o mês de maio terminou, em Espanha, com 2.608.600 pessoas inscritas na Segurança Social do país vinculadas a atividades turísticas, o que corresponde a mais 409.615 trabalhadores face a igual período do ano 2021 e a mais 32.962 que em igual mês de 2019.

Estes dados revelam que a atividade turística, em Espanha, foi responsável por 44% da criação de emprego no quinto mês de 2022, representando 12,9% do total da força de trabalho inscrita na Segurança Social.

“A recuperação do setor está a gerar um forte aumento na criação de trabalho, que ultrapassou 2,6 milhões de inscritos, em maio, na Segurança Social, o maior número registado em maio”, destacou a ministra da Indústria, Comércio e Turismo espanhola, Maria Reyes Maroto, à imprensa do país vizinho.

A responsável pela pasta do turismo explicou que esta realidade tem sido possível “graças ao “escudo social eficaz implementado pelo Governo durante a pandemia para manter de pé os nossos trabalhadores e empresas do setor do turismo e os elevados níveis de vacinação da população espanhola”, destacando, ainda, que a reforma levada a cabo pelo Governo de Pedro Sanchez permite a criação de emprego de “maior qualidade”.

Reyes Maroto admitiu, também, que Espanha iniciou a temporada de verão com “boas perspectivas”, apesar do contexto complexo derivado da guerra na Ucrânia, concluindo que “o turismo será um dos setores que mais contribuirá para o recuperação económica e criação de empregos neste ano”.

Por atividade, os dados da Turespaña mostram que foi na hotelaria e agências de viagens/operadores turísticos que, de forma conjunta, mais emprego se criou, registando uma subida de 20,7%, comparado com maio de 2021, significando mais de 306 mil empregos na hotelaria (183 mil nos serviços de F&B e 122 mil nos serviços de alojamento), enquanto as agências de viagens conseguiram mais 5.662 novos trabalhadores (+2,3%) e os operadores turísticos aumentaram em mais de 97 mil os empregos.

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Hotéis de luxo em Portugal podem concorrer aos Beyond Luxury Awards

Esta segunda edição dos Beyond Luxury Awards traz, como novidade, a inclusão de hotéis de luxo em Portugal, tornando-se os primeiros prémios deste setor na Península Ibérica.

Organizados pela plataforma de comunicação e networking The Rooms Collection Magazine, estes são os primeiros prémios em Portugal e Espanha, especificamente concebidos para reconhecer a hotelaria de luxo, atribuídos por um júri profissional e independente. Embora a primeira edição dos prémios, que decorreu no outono de 2020, tenha como foco a hotelaria espanhola, esta edição inclui estabelecimentos portugueses.

Os Beyond Luxury Awards são prémios reconhecidos pela independência da sua organização e do seu júri, composto por especialistas com reconhecida experiência em hotelaria, turismo, gastronomia, design, luxo e comunicação.

Os candidatos concorrem ao prémio numa das 20 categorias (mais 10 do que as que foram premiadas na primeira edição), incluindo o de melhor hotel de luxo do ano em Portugal e Espanha.

Os vencedores serão anunciados em cerimónia exclusiva no dia 10 de novembro no Hotel Finca Cortesín, localizado entre Marbella e Sotogrande (Espanha).

Na primeira edição, o Hotel Finca Cortesín foi precisamente o estabelecimento que ganhou o Prémio Melhor Hotel de Luxo do Ano 2020.

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RIU inaugura segundo hotel em Zanzibar

O hotel RIU Jambo tem 461 quartos e encontra-se no terreno adjacente ao hotel RIU Palace Zanzibar.

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A cadeia RIU apostou numa segunda unidade hoteleira em Zanzibar, com a inauguração do hotel RIU Jambo.

O novo hotel de quatro estrelas tem um edifício principal de seis andares e um total de 461 quartos, onde disponibiliza o serviço “Tudo Incluído 24h”, característico do grupo.

Localizada na zona norte de Unguja, a ilha principal de Zanzibar, e junto à praia de Nungwi, a unidade encontra-se no terreno adjacente do hotel RIU Palace Zanzibar, remodelado em 2019.

O novo estabelecimento encontra-se nas antigas instalações do hotel La Gema dell’Est, adquirido pela RIU em 2019. Alguns dos elementos originais foram mantidos, como foi o caso da palafita em frente à unidade.

O edifício principal do RIU Jambo alberga a receção e a maior parte dos quartos, cuja fachada bebe inspiração “na cultura africana”, através de “máscaras que adornam as torres” da unidade.

Do total de quartos, 93 encontram-se no rés-do-chão de forma escalonada, de frente para o mar, para não ocultar a vista para a paisagem.

Para a decoração dos quartos apostou-se nos tons de terra, dando protagonismo às aplicações em madeira.

De acordo com informação enviada em comunicado, “os fatores de sustentabilidade e eficiência energética também estão presentes neste edifício”, dada a utilização de “materiais naturais” no mobiliário, decoração, pavimentos e revestimentos.

A unidade refere ainda que “o hall de entrada é um espaço completamente aberto, com ventilação natural cruzada e profusão de luz natural através dos vários vãos presentes”.

No que diz respeito à restauração, a unidade oferece dois restaurantes temáticos na zona de palafita: o Italiano “il Panzotto” e o “Kulinarium”, bem como o bar “Bahari”.

Para além destes, os clientes podem ainda desfrutar no edifício principal do restaurante asiático “Yunnan” e do “Maisha”, com esplanada e cozinha internacional.

A oferta de F&B estende-se ao bar com esplanada “Bongo Flava”, ao bar-piscina “Hakuna Matata” e ao snack-bar na praia “Rafiki”.

Na zona exterior, os clientes do hotel têm à disposição cinco piscinas, uma das quais para crianças.

Já na parte do entretenimento, a unidade disponibiliza o clube infantil RiuLand, com uma zona de RiuArt e com uma área de RiuFit. Além disso, os hóspedes podem descontrair na zona de spa junto ao ginásio, bem como praticar desportos aquáticos com a Scuba Caribe.

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Mercan Properties investe 16,8 milhões de euros em Évora com abertura de hotel em 2023

Em 2023, Évora passa a contar com um hotel Holiday Inn Express, resultado de um projeto de investimento de 16,8 milhões de euros da Mercan Properties, em parceria com a IHG Hotels & Resorts (IHG). O novo hotel tem abertura prevista para o verão de 2023, localizando-se na zona de Portas de Avis, em vários… Continue reading Mercan Properties investe 16,8 milhões de euros em Évora com abertura de hotel em 2023

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Em 2023, Évora passa a contar com um hotel Holiday Inn Express, resultado de um projeto de investimento de 16,8 milhões de euros da Mercan Properties, em parceria com a IHG Hotels & Resorts (IHG).

O novo hotel tem abertura prevista para o verão de 2023, localizando-se na zona de Portas de Avis, em vários edifícios renovados perto da praça central da cidade.

Este irá oferecer 76 quartos, piscina, restaurante, lounge bar e salas de reuniões, num edifício de “fachada clássica, em linha com o património envolvente”, tal como indicado em comunicado.

O grupo adianta que o empreendimento criará cerca de 100 postos de trabalho – 70 durante a fase de construção, e 30 postos permanentes aquando da abertura do hotel.

Explicam ainda que “a propriedade destina-se a viajantes de lazer e negócios, que queiram desfrutar da história e cultura de Évora”.

“O Holiday Inn Express Évora tem uma localização privilegiada dentro de uma área de grande riqueza histórica e cultural. O projeto de renovação, e subsequente investimento, demonstra a crescente procura turística em Évora e a confiança da Mercan em Portugal. Estamos encantados por acrescentar esta marca hoteleira de renome mundial ao nosso portfólio”, declara Jordi Vilanova, presidente da Mercan Properties.

Este é o segundo projeto da Mercan Properties em Évora, após o Hilton Garden Inn Évora, cuja primeira pedra foi colocada em 2021.

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