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AHP vai esclarecer sobre vistos de trabalho para a hotelaria

Esclarecer sobre vistos de trabalho para a hotelaria é objetivo de uma sessão online que a AHP promove esta quarta-feira, contando com a contribuição da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas (DGACCP).

Carolina Morgado
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AHP vai esclarecer sobre vistos de trabalho para a hotelaria

Esclarecer sobre vistos de trabalho para a hotelaria é objetivo de uma sessão online que a AHP promove esta quarta-feira, contando com a contribuição da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas (DGACCP).

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A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) promove esta quarta-feira, pelas 11 horas, uma sessão de esclarecimento para hoteleiros associados sobre “vistos de trabalho subordinado”, com a colaboração da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas (DGACCP).

Quais os requisitos para a contratação de trabalhadores no estrangeiro? O que é um visto de trabalho? Que tipo de vistos existem? Quem os emite? Qual o procedimento a seguir? O que mudou ou vai mudar com a entrada em vigor do Acordo sobre a Mobilidade nos países da CPLP? São estas questões que a AHP pretende ajudar a esclarecer nesta sessão online, no seguimento das reuniões que tem mantido com a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas.

Segundo a AHP, na segunda semana de fevereiro, em data concreta ainda a anunciar, segue-se uma outra sessão com o IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional) sobre procedimentos a seguir para o recrutamento internacional.

Estas iniciativas visam “encontrar soluções para responder à notória escassez de trabalhadores para a hotelaria e turismo”, tema de grande e repetida preocupação já manifestada pela Associação, que passa pela contratação no estrangeiro. Todavia, “a burocracia e os procedimentos são complexos ou desconhecidos e representam um obstáculo à contratação”, refere a AHP em comunicado.

 

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Dionísio Pestana: “Se não tivesse seguido o desafio do meu pai, estaria na banca ou na bolsa na África do Sul”

Com as previsões a apontarem para uma faturação recorde de 500 milhões de euros para 2022, o presidente do grupo Pestana está otimista para 2023. Contudo, Dionísio Pestana revelou que “o que está em execução é para acabar, o que for novo, vamos aguardar”. Assim, para o ano serão inaugurados dois hotéis em Lisboa – Alfama e Rua Augusta – e arrancará o de Paris.

Foi durante o almoço com a imprensa, no âmbito das comemorações do 50.º aniversário do Grupo Pestana, que José Dionísio, presidente do grupo, admitiu que, se não tivesse aceitado o desafio do pai, em 1976, “estaria na banca na África do Sul. Em boa hora isso não aconteceu”.

Foi a 20 de novembro de 1972 que nasceu o maior grupo hoteleiro português, com a inauguração do que é hoje o Pestana Carlton Madeira. Mas a história do grupo começa em 1966 e com um preço de 18.000 contos (hoje, 90 mil euros) pago por um terreno no Funchal onde seria erguido o que é hoje o Pestana Carlton Madeira, inaugurado há 50 anos.

Mas foi depois de o pai “dar como perdido o negócio hoteleiro”, como referiu Dionísio Pestana, que se dá a viagem da África do Sul para a Madeira, onde, inicialmente, a vontade do agora presidente do grupo era ser “diplomata, já que adorava viajar”.

“A revolução tinha destruído completamente o projeto e quando cheguei percebi que isto não era um problema, era um problemão”, reconhece Dionísio Pestana para revelar que, “com o tempo comecei a acreditar que era possível realizar o sonho do meu pai e fui alimentando também o meu próprio sonho”.

Ora esse sonho é hoje o maior grupo hoteleiro, com 108 hotéis espalhados por 16 países, e uma faturação prevista de 500 milhões de euros para 2022 – 80% em Portugal e 20% em estrangeiro – e cujos principais mercados são o britânico, alemão e na “agradável surpresa” em que se tornou o americano. De resto, Dionísio Pestana acredita que a aposta deve ser feita em mercados que distam duas a três horas de viagem ou então, nos Estados Unidos, já que se trata de um mercado que “paga mais e que tem maior poder de compra”.

Voltando, contudo, um pouco atrás no tempo, é com o “time-sharing” na década de 1980, que se dá o “turning-point” do grupo Pestana. Importado dos EUA, as pessoas tinham a possibilidade de comprar uma semana de férias por 30 anos – hoje já só por 10 anos -, tendo a primeira venda sido feito para o mercado britânico. “Hoje ainda temos famílias que compraram nessa altura e que ficaram connosco os 30 anos e renovaram por mais dez e por mais dez”. E foi, precisamente, essa tesouraria que possibilitou a concretização da parte financeira e na construção do grupo.

Acabar o que está em execução e abrandar em novos projetos
Quanto ao futuro, Dionísio Pestana considera que “as maiores preocupações são a inflação e os juros”. No que diz respeito à primeira, “já passámos por isso e o segredo está no aumento da produtividade, tendo imaginação na área das equipas, manter a receita e defender as margens”, disse o presidente do Pestana.

Já quanto aos juros, “é preciso estar sempre de olho na tesouraria e nos novos projetos que ficam congelados”, salientando Dionísio Pestana que, “o que está em execução é para acabar, o que for novo, vamos aguardar”. E o que está em execução são dois hotéis em Lisboa – Alfama e Rua Augusta –, a inaugurar durante o 1.º semestre de 2023, altura em que arrancará o outro projeto, em Paris, junto à Gare d’Austerlitz, um investimento de 60 milhões de euros, em que o grupo ficou com a parte hoteleira, com 210 quartos, num projeto de 100.000 m2 de construção.

De fora fica a possibilidade de vender qualquer ativo, situação que aconteceu com o Pestana Blue Alvor, adquirido pela Azora através do fundo Azora European Hotel & Lodging.

“Os fundos vieram revolucionar muito o negócio da imobiliária hoteleira, negócio esse que era dos bancos”, considera Dionísio Pestana, admitindo, também, que todos os meses o grupo tem abordagens por parte de fundos para a compra de ativos Pestana. Com José Theotónio ao lado do presidente, foi o CEO do grupo Pestana quem melhor caracterizou a venda desse ativo: “foi um negócio em que foi batida a cláusula de rescisão”, referiu, com Dionísio Pestana a frisar que “o negócio estava a correr bem”. Contudo, fica a revelação de que, “se não for estratégico”, a venda será “sempre equacionada”.

Com um dos problemas a residir no aumento dos custos – +10%, em geral, e 25% na energia – o presidente do grupo Pestana revelou que, também os custos com o pessoal aumentaram. Nesse aspeto, e com as outras preocupações – inflação e juros “resolvida” – no caso do capital humano, Dionísio Pestana salienta que “a estrutura está profissionalizada e preparada para o futuro. Não podemos ter medo, temos de estar preparados e temos gente capaz para o fazer”.

Contudo, admite que “não há mão-de-obra em Portugal e, por isso, temos de ir buscar fora”, dando como exemplo a Suíça: “se formos à Suíça, não são os suíços que trabalham na hotelaria”. E deu o exemplo da flexibilidade e adaptabilidade que se tem de ter, sem prejudicar negócio e operação: “nós temos colaboradores que a exigência que fazem é de entrar às 15 horas. Porquê? Porque querem ter a parte da manhã para ir praticar surf. Mas depois não se importam de trabalhar o resto do dia todo e ao fim-de-semana”.

“O que não podemos ter, são pessoas que não querem trabalhar aos fins-de-semana, já que a hotelaria se trata de um negócio que funciona 365 dias por ano, 24 horas por dia. Teremos sempre de ter turnos rotativos, sempre pessoal disponível, mas claro que podemos sempre ter alguma adaptabilidade”, referiu Dionísio Pestana, não se alargando muito em comentários sobre a proposta de quatro dias de trabalho, “realidade impossível de considerar para a hotelaria”.

Reconhecendo que existe alguma dificuldade em “importar” pessoal, a solução indicada está na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), “países que sabem a nossa língua”, advertindo, no entanto, que “são precisos vistos” e que, nesta matéria é preciso rapidez para não se continuar a debater sempre a falta de pessoal.

Certo é que para o próximo ano de 2023, o grupo Pestana já se encontra preparado para dar início ao processo de contratação e formação, tudo porque “o próximo verão vai ser bom”, admitiu Dionísio Pestana.

 

*O Publituris/Publituris Hotelaria viajaram para o Funchal a convite do grupo Pestana no âmbito das comemorações do 50.º aniversário.

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Congresso da Hotelaria e Turismo ruma para a Madeira em 2024

Está também prevista a mudança da data do congresso, que será realizado no primeiro trimestre do ano em 2024.

Carla Nunes

No encerramento do 33.º Congresso da Hotelaria e Turismo, organizado pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), o presidente desta associação, Bernardo Trindade anunciou que o próximo congresso será realizado na Região Autónoma da Madeira, a “única região por onde ainda não passámos”, dando conta que este irá decorrer no primeiro trimestre de 2024.

Frisou ainda, à semelhança do que anunciou no seu discurso na sessão de abertura, que em 2023 a associação fará o seu primeiro Marketplace, juntando parceiros e associados no segundo trimestre de 2023.

O 33.º Congresso da Hotelaria e Turismo, que este ano decorreu em Fátima, no Centro Pastoral Paulo VI, reuniu 597 congressista, 32 expositores, 44 moderadores e oradores e mais de 20 jornalistas, como enumerado pela vice-presidente da AHP, Cristina Siza Viera, na mesma sessão. O evento reuniu ainda 23 alunos na receção aos congressistas, coffee reaks e almoços e 80 alunos das escolas de hotelaria e turismo de Coimbra, Douro Lamego, Oeste e Porto na preparação do jantar do congresso.

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“Não somos nós que estamos a selecionar: os trabalhadores é que selecionam as empresas”

O CEO do Pestana Hotel Group, José Theotónio, participou no painel “Gerir em tempos de incerteza” do 33.º Congresso da Nacional da Hotelaria e Turismo, onde abordou a sua perspetiva relativamente à semana de quatro dias de trabalho, o impacto da guerra no turismo em Portugal, a contratação de mão-de-obra estrangeira para o setor hoteleiro e a retenção de talento.

Carla Nunes

Não há que temer que a contratação de mão-de-obra estrangeira para o setor hoteleiro afete a oferta de emprego na área para os portugueses. A garantia parte de José Theotónio, CEO do Pestana Hotel Group, que participou no 33.º Congresso da Nacional da Hotelaria e Turismo, organizado pela AHP.

Inquirido sobre a legislação que facilita a contratação de mão-de-obra estrangeira proveniente dos países PALOP e da Europa de Leste, José Theotónio aponta que esta é uma “boa lei” e que, apesar de poder pecar por tardia, “ainda bem que saiu”, por permitir às “empresas programarem melhor” a integração destes profissionais.

“Na hotelaria também é muito importante trazer as pessoas e dar-lhes um tempo de formação. Mesmo aqueles que já são profissionais, que já estão no setor, ao entrarem numa nova unidade precisam de conhecer os cantos à casa”, defende.

Afirma que no grupo Pestana “há abertura e disponibilidade” para acolher estes profissionais, já que têm em alguns países, “como por exemplo em Marrocos e Cabo Verde”, ligação às escolas hoteleiras.

“Lá há boas escolas hoteleiras, que formam boas pessoas, bons profissionais, que veem em Portugal uma boa oportunidade. Começando a fazer o trabalho agora, e havendo a possibilidade de fazê-lo com calma, de forma programada, é algo que é possível”.

Defende que não existe a possibilidade destes trabalhadores “tirarem trabalho a portugueses”, garantindo que, atualmente, em hotelaria, são os portugueses que escolhem a empresa onde vão trabalhar.

“Não somos nós que estamos a selecionar. Quem está a selecionar as empresas são os trabalhadores. O que temos de ter é uma boa oferta para a nossa força de trabalho, mostrando os valores da organização, as possibilidades de desenvolvimento e crescimento pessoal e profissional, e os benefícios que podem ter”, afirma José Theotónio, frisando novamente que estes profissionais “não estão a retirar o trabalho a ninguém: estão a completar aquilo que é um setor muito importante”.

O “desastre” da semana laboral de quatro dias

Também nesta sessão foi abordada a semana laboral de quatro dias, um ponto que José Theotónio defendeu não ser possível para o setor – além de obrigar “a uma flexibilização de toda a legislação laboral, nomeadamente em termos de trabalho”, considera o conceito “um desastre” para a área.

“Para algumas unidades até poderia ser produtivo. Agora: para uma indústria que trabalha 365 dias por ano, 24 horas por dia; em que falta um milhão e meio de trabalhadores para a indústria hoteleira [a nível mundial]; com a falta de 45 mil trabalhadores para o setor em Portugal e com a redução da qualidade do serviço pela falta de mão de obra, nesta fase do campeonato, passar de cinco para quatro dias de trabalho é um desastre, um tiro pelos pés”, defende o profissional, rematando que “a seguir a não se fazer o aeroporto é a maior vergonha nacional”.

Dando o exemplo de outro setor, Isabel Furtado, CEO da têxteis Manuel Gonçalves, e oradora no mesmo painel, dá conta que “na indústria é impensável trabalhar mais do que 40 horas”, já que “os acidentes de trabalho aumentam exponencialmente [na indústria] depois das sete a oito horas e meia de trabalho”. Com isto, deixa apenas uma questão: “Vamos pôr as pessoas a trabalhar dez horas?”.

Num último ponto, e quando questionado se Portugal pode beneficiar em termos turísticos com o conflito no Leste, José Theotónio afirma que “é preciso ter muito cuidado quando dizemos que a guerra poderá beneficiar o turismo em Portugal”. Se “é verdade que Portugal e Espanha, por serem dos países que estão mais a oeste”, atraem mais visitas, o CEO do Pestana Hotel Group lembra que “hoje a única certeza que temos é o mundo da incerteza”.

“[O conflito] pode prejudicar. Para já o aumento dos custos que tem tido. Estamos a falar de receitas, mas [também] dos aumentos de custos pessoais. Com este cenário macroeconómico é obvio que vamos ter de aumentar novamente os custos no próximo ano, para compensar o aumento das inflações. Depois, o custo da energia, o segundo maior custo a seguir à força de trabalho em hotelaria, e também na cadeia alimentar, que é o terceiro maior custo no setor”, aponta.

Lembra ainda que, além destas questões, é preciso ter em conta “o próprio setor da aviação”.

“As restrições que hoje existem por causa, também, da guerra, fazem com que alguns mercados tenham muitas dificuldades em fazer turismo. Se houver um agudizar do conflito, com certeza que vai criar ainda mais incerteza e ansiedade”.

Neste contexto, o CEO do Pestana Hotel Group refere igualmente a importância do turismo nacional para o turismo português.

“O turismo português também beneficiou muito do turismo nacional, que cresceu em Portugal nos anos de 2020 e 2021 em termos percentuais – até porque, quem não perdeu rendimento durante esses anos, também não tinha onde gastar. Com o atual cenário macroeconómico isso vai continuar? Mais um nível de incerteza”, refere.

O 33.º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, organizado pela AHP, decorre entre esta quinta e sexta-feira, 17 e 18 de novembro, em Fátima.

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Congresso AHP: “O tempo da política tem de se aproximar das necessidades da economia”

A afirmação é de Bernardo Trindade, presidente da AHP, na abertura do 33.º congresso desta associação, que este ano versa sobre o tema “Winds of Change”.

Carla Nunes

Decorreu na manhã desta quinta-feira, 17 de novembro, a sessão de abertura do 33.º Congresso da AHP, que contou com a participação de Bernardo Trindade, presidente da AHP; Luís Miguel Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Ourém; Carlos Manuel Pedrosa Cabecinhas, reitor do Santuário de Fátima; Francisco Calheiros, presidente da CTP; Pedro Machado, presidente da ERT Centro e António Costa Silva, ministro da Economia e do Mar.

Na sua intervenção, Bernardo Trindade apontou para a necessidade de o tempo da política ter “de se aproximar das necessidades da economia”, remetendo-se à questão da celebração do acordo com a CPLP para trazer cidadãos do espaço da lusofonia para trabalhar em Portugal. Neste contexto, defende que deve existir “um processo desburocratizado e simples”, numa altura em que o setor do turismo viu perder na pandemia 45.000 ativos.

“Da recuperação mais rápida do que prevíamos em 2022, resultou também uma qualidade de serviço pior. Tenhamos todos essa consciência. Sabemos que para repor esta força de trabalho perdida não nos bastamos a nós próprios. Foi por isso que apoiamos a celebração do acordo com a CPLP”, afirma.

Sobre esta questão, o Ministro da Economia e do Mar, António Costa e Silva, afirmou compreender “bem os problemas dos empresários”, dado o seu percurso no setor privado, reconhecendo que “de facto”, o tempo da administração não é o mesmo das empresas, sendo necessário “aumentar esta sincronização” – apesar de não apontar os meios necessários para o fazer.

O presidente da AHP fez notar ainda que, apesar de 2022 ser neste momento “um ano excecional na recuperação da confiança dos nossos clientes”, com Portugal a “liderar o crescimento económico na União Europeia”, não nos podemos “iludir”, já que “os anos da pandemia fizeram-nos recuar 20 anos em termos de dormidas e 10 anos em termos de proveitos”.

Aponta que “a autonomia financeira das empresas hoteleiras degradou-se durante a pandemia”, e se as linhas de créditos de apoio “foram importantes”, estas “caminham para a sua maturidade”. Definindo a tesouraria futura como “uma incógnita”, Bernardo Trindade reporta para a necessidade de se verem “alargadas as maturidades das linhas de crédito e premiados projetos em função de metas realizadas”.

“Basta copiar o ótimo exemplo do turismo de Portugal no microcrédito. Temos hoje um sistema financeiro robusto, temos baixíssimos níveis de incumprimento na banca, temos a garantia mútua, ajudemos as empresas”, declara o presidente da AHP.

Relativamente a este ponto, também Francisco Calheiros defendeu que “o grande problema do nosso país nos últimos 25 anos tem sido a falta de crescimento económico”. Apesar de afirmar que “foi dado um primeiro passo com a assinatura do acordo de rendimentos no mês passado”, é da opinião de que “temos de ser realistas: é preciso conseguir muito mais”.

“Temos todos de estar contra [a semana de quatro dias de trabalho] nesta altura”

Se Bernardo Trindade afirma que neste congresso não será debatido “o novo aeroporto”, importando sim ouvir “como se posicionam as companhias aéreas, o regulador, o concessionário, a sua congénere europeia”, Francisco Calheiros assegura que enquanto participante no evento “não pode deixar de falar do aeroporto”.

“A resiliência dos empresários do turismo em geral e da hotelaria em particular fez com que, contra todas as expetativas, ultrapassámos em 2022 o melhor ano turístico de sempre. Tentamos fazer tudo bem e, de repente, não podemos melhorar porque não há sítio para que os nossos visitantes turísticos nos possam visitar. Isto não é aceitável, é uma vergonha nacional. E que de uma vez por todas se decidam”, declara.

O modelo da semana laboral de quatro dias também esteve em cima da mesa nesta sessão de abertura, com Francisco Calheiros a assegurar que “temos todos de estar contra este projeto nesta altura”.

“A semana passada o conselho permanente da concertação social foi inteiramente dedicada à semana dos quatro dias. Bem sei que é facultativo, uma experiência piloto, mas já sabemos como é que estas experiências acabam. Numa altura em que estamos em pleno emprego, em que assinámos o acordo para o crescimento de rendimentos, a primeira coisa que fazemos é passar para menos 20% de trabalho, não faz sentido”, afinca.

Os próximos projetos

Já no final da sua intervenção, António Costa e Silva dá conta de um novo  programa a ser comunicado esta quinta-feira, o “Call 50 Turismo e Indústria”, que terá disponíveis 50 milhões de euros para ajudar o investimento das empresas.

“É uma espécie de programa que já foi também desenvolvido no passado de sale e lease back, para ajudar as empresas de turismo em relação a todos os seus edifícios e imóveis, para [que se possam] modernizar, recuperar e desenvolver”, explica o Ministro da Economia e do Mar, adiantando que “o programa será gerido pelo turismo de fundos, do Turismo de Portugal, para a aquisição destes imóveis como opção de recompra para as empresas”.

Enfatiza ainda que os empresários têm disponíveis ” 380 milhões de euros em programas que foram lançados anteriormente: cerca de 150 milhões de euros do Apoiar Turismo e mais 230 milhões do programa Requalifica”.

“São programas que estão disponíveis e trabalharemos sempre em parceria, como deve ser, para tentar construir soluções”, termina.

 

Numa nota final, Bernardo Trindade deu conta dos próximos projetos da AHP, nomeadamente a organização do “primeiro Marketplace AHP” no segundo trimestre do próximo ano, onde a associação irá procurar juntar os seus associados e parceiros, “dando expressão ao reforço desta parceria”.

Refere ainda a ambição da associação de “reforçar” o programa OSPES, programa de sustentabilidade ambiental e responsabilidade social da AHP, além de dar conta do lançamento da nova plataforma digital AHP Tourism Monitors, “já praticamente concluída, agora muito mais simples, atual e rápida, com novos indicadores”.

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Mercan Properties e Hilton estabelecem parceria para operar dois novos hotéis em Lagos

O Grupo Mercan Properties e a Hilton estabeleceram uma parceria para operar dois novos hotéis em Lagos, o Lagos Marina Hotel, Curio Collection by Hilton e o Hilton Garden Inn Lagos, ambos com abertura prevista no verão de 2024.

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O Grupo Mercan Properties e a Hilton estabeleceram uma parceria com vista à operação de dois novos hotéis que vão ser construídos em Lagos, concretamente o Lagos Marina Hotel, Curio Collection by Hilton e o Hilton Garden Inn Lagos, ambos com abertura prevista para o verão de 2024.

Segundo informação divulgada pelo Grupo Mercan Properties, o projeto prevê um investimento de 107,8 milhões de euros na reabilitação dos edifícios que vão receber os hotéis, que vão integrar um empreendimento com uma área bruta de construção de e aproximadamente 23.000 m2.

Para o Grupo Mercan Properties, este empreendimento “assume-se como um projeto único nesta cidade algarvia ao integrar dois hotéis com conceitos distintos”, concretamente o Lagos Marina Hotel, Curio Collection by Hilton, que vai ter 180 quartos distribuídos por quatro pisos, numa área bruta de 14.776 m2, e o Hilton Garden Inn Lagos, que vai contar com 90 quartos, 27 dos quais a serem convertidos em apartamentos com kitchenette, entre os 7.505 m2 de área bruta total.

“O acordo agora assinado com a Hilton é um sinal do desenvolvimento e interesse que a cidade de Lagos tem suscitado, afirmando-se cada vez mais como um local distinto, capaz de conjugar paisagens naturais soberbas com um rico património histórico e cultural. Este projeto representa também uma aposta vencedora para o Grupo Mercan Properties”, considera Jordi Vilanova, Presidente da Mercan Properties.

O acordo agora celebrado entre o Grupo Mercan Properties e a Hilton é o terceiro que as duas entidades estabelecem, depois da parceria que deu origem à recente abertura do Sé Catedral Hotel Porto, Tapestry Collection by Hilton e da futura abertura do Hilton Garden Inn Évora.

Além dos 180 quartos, o Lagos Marina Hotel, Curio Collection by Hilton vai contar também com um restaurante e dois bares, um dos quais situado num terraço com piscina infinita, existindo também uma piscina no rés-do-chão, assim como Spa e fitness center.

Já o Hilton Garden Inn Lagos, que vai proporcionar alojamento acessível, vai contar com quartos e suites com kitchenettes de elevada comodidade, dispondo também de um lobby multifuncional com  bar, restaurante e uma loja self-service 24 horas, além de ginásio e piscina exterior.

“Ambos os espaços de hotelaria estão inseridos no ambiente envolvente através de uma composição arquitetónica de linhas delicadas e cuidadas, pensada ao detalhe sempre com o conforto e bem-estar de um estilo de vida exclusivo em mente. Com a beleza natural de Lagos em mente, quartos e restaurantes foram desenhados com terraços, sunken gardens e varandas, para que os hóspedes possam aproveitar ao máximo o calor algarvio e a costa atlântica”, lê-se ainda na informação divulgada.

Os hotéis vão contar ainda com espaços para reuniões e eventos, assim como mais de 160 lugares de estacionamento repartidos entre ambos.

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Tivoli Marina Vilamoura passa por remodelação geral

A renovação do Tivoli Marina Vilamoura vai decorrer até 31 de janeiro de 2023 e vai ser dedicada à atmosfera das praias e do mar do Algarve.

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O Tivoli Marina Vilamoura vai ser submetido a um processo de remodelação geral, que abrange as áreas interiores e exteriores da unidade hotelaria, e que obriga ao seu encerramento entre 20 de novembro de 2022 e 31 de janeiro de 2023.

Segundo um comunicado enviado à  imprensa pela unidade hoteleira, a remodelação visa “oferecer aos clientes um ambiente ainda mais contemporâneo e sofisticado, sem esquecer os valores ligados à marca Tivoli Hotels & Resorts, como a elegância e a tradição”.

“A remodelação do Tivoli Marina Vilamoura visa renovar a nossa oferta de serviço aos hóspedes. Este é um dos hotéis mais emblemáticos de Vilamoura e do Algarve, com 35 anos de história, que se caracteriza pela localização ímpar e pela versatilidade dos diferentes espaços. As obras terão início este mês de novembro e vamos reabrir, no dia 1 de fevereiro do próximo ano, com muitas novidades”, adianta o diretor do resort, Hugo Gonçalves.

Todos os quartos do Tivoli Marina Vilamoura vão ser remodelados, assim como o lobby, o The Argo Cocktail Bar, o restaurante onde é servido o pequeno-almoço e toda a zona exterior da piscina e jardins.

“Com um design e decoração que reforçam um conceito de lazer e bem-estar aliado à sofisticação, característica da marca Tivoli Hotels & Resorts, toda a renovação será inspirada na atmosfera única das praias e do mar do Algarve, numa perfeita simbiose entre o espaço exterior e interior”, acrescenta o comunicado divulgado pela unidade hoteleira.

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Hyatt anuncia novo resort Inclusive Collection em Portugal

Os planos de expansão para Portugal da marca de resorts de luxo tudo incluído consistem na abertura da unidade Dreams Madeira Resort Spa & Marina, em Porto Santo.

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A Hyatt Hotels Corporation anunciou esta segunda-feira planos para a expansão da Hyatt’s Inclusive Collection – um novo portfólio global de marcas de resorts de luxo com tudo incluído – para Portugal.

Estes planos consistem na abertura do Dreams Madeira Resort Spa & Marina em Porto Santo, cuja abertura está prevista para 2024. O anúncio vem no seguimento dos planos de expansão da Hyatt’s recentemente anunciados para cinco resorts com tudo incluído na Bulgária, que se juntam à presença da marca com tudo incluído em Espanha e Grécia.

Previsto para abrir assim que as renovações estiverem concluídas no início de 2024, o Dreams Madeira Resort Spa & Marina oferecerá aos hóspedes de todas as idades o acesso a mais de dez restaurantes à la carte, sete bares, bebidas espirituosas internacionais e nacionais ilimitadas, serviço de quarto 24 horas, atividades diárias e entretenimento noturno. A programação também inclui um parque aquático, um Explorer’s Club para crianças, uma Core Zone para adolescentes e um spa de 3.000 metros quadrados para adultos, disponibilizando ainda áreas exclusivas para adultos.

Hyatt Inclusive Collection

Situado na ilha do Porto Santo, o resort Dreams Madeira Resort Spa & Marina contará com 366 quartos de luxo, desde quartos standard a moradias de luxo, bem como uma praia e marina privada. O resort será administrado operacionalmente pelo Apple Leisure Group, uma afiliada da Hyatt e propriedade de um investidor institucional, que contará com a Okami Hotels para a gestão de ativos da propriedade.

Os membros do World of Hyatt podem agora aproveitar os benefícios do programa, incluindo ganhar e resgatar pontos, em resorts Inclusive Collection em destinos como México, Costa Rica, Colômbia e Caribe. Em comunicado, o grupo declara que “espera-se que os resorts Inclusive Collection na Europa comecem a participar do World of Hyatt até o final do ano”.

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AHRESP alerta para consequências “cada vez mais preocupantes” da inflação no setor

A associação deu a conhecer esta segunda-feira, 14 de novembro, os resultados do seu inquérito mais recente, no qual 54% das empresas de restauração e 49% das empresas de alojamento apontaram ter quebras na faturação até 20%.

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Em comunicado de imprensa, a AHRESP alerta que o atual contexto de inflação – “cuja estatística oficial revela aumentos de 27,6% nos produtos energéticos e de 18,9% nas matérias-primas alimentares” – está a ter consequências “cada vez mais preocupantes para a sustentabilidade dos negócios”.

A afirmação é feita após os resultados do mais recente inquérito da associação, realizado durante a segunda quinzena de setembro e a primeira de outubro, no qual foram apuradas 473 respostas válidas nos setores da restauração e similares e do alojamento turístico.

De acordo com os resultados deste estudo, para 71% das empresas da restauração, e para 83% das empresas de alojamento, os custos com matérias-primas aumentaram até 50%.

A escassez de produtos essenciais também já se faz sentir nestas atividades, como apontado por 73% das empresas da restauração e 26% do alojamento inquiridas.

Neste contexto, a AHRESP afirma que “a atualização dos preços de venda foi inevitável”, com 83% dos inquiridos na área da restauração e 69% do alojamento a indicarem que aumentaram os seus preços de venda. Na restauração (51%) e no alojamento (45%), os aumentos não ultrapassaram os 10%.

Fazendo a correlação deste cenário com a entrada na época baixa, a associação garante que “a retração no consumo já se evidenciou”: em setembro, 54% das empresas de restauração e 49% do alojamento sentiram quebras na faturação até 20%. O inquérito revelou ainda quebras significativas, superiores a este intervalo.

Para atenuar os efeitos deste ciclo inflacionista, a AHRESP volta a afincar em comunicado as medidas temporárias que tem vindo a propor, “como a aplicação da taxa reduzida de IVA nos serviços de alimentação e bebidas e nas tarifas de energias, gás e eletricidade”. Ainda no mesmo inquérito, 89% das empresas de restauração confere como prioritária a medida do IVA, enquanto 81% das empresas de alojamento a redução do IVA na energia.

A associação alerta que “a ausência de medidas preventivas irá provocar um novo aumento de preços, despedimento de trabalhadores e encerramento de empresas”, já que, das empresas inquiridas, e no caso da restauração, 68% ponderam aumentar preços, 37% provocar despedimentos e 13% encerrar a atividade. No caso do alojamento turístico, 63% das empresas refere que terá de aumentar preços, 15% irá avançar com despedimentos e 8% equaciona o encerramento da atividade.

Antecipando o último trimestre de 2022, as perspetivas “são muito preocupantes”, de acordo com a AHRESP, que indica que 45% das empresas da restauração e 31% de alojamento inquiridas consideram que este último trimestre será pior ou muito pior que o quarto trimestre de 2019.

A somar a este cenário, a associação considera que “a subida das taxas de juros certamente provocará um forte impacto no rendimento disponível das famílias, conduzindo inevitavelmente a uma retração no consumo dos nossos serviços”.

“Estamos certos de que o Governo, atento à conjuntura e ao seu provável agravamento, procure melhorar o nível de rendimento familiar”, afirma a associação, esperando ainda que “o Governo venha a implementar mecanismos que permitam um saudável desenvolvimento das atividades económicas que representamos, assegurando o contributo que o Turismo confere à economia nacional”.

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Concurso para reabilitação do Palácio do Bussaco lançado até ao final do ano

Em declarações à agência Lusa, Guilherme Duarte explicou que o concurso internacional do Palace Hotel do Bussaco prevê a recuperação integral do edifício, no âmbito do Programa Revive.

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O presidente da Fundação Mata do Bussaco, Guilherme Duarte, garantiu este domingo que o concurso internacional que prevê a reabilitação do Palácio Hotel, classificado como monumento nacional desde 2018, vai ser lançado até ao final do ano.

“Este concurso está numa fase muito avançada, estimando-se que seja lançado até ao final do ano. No próximo ano haveremos de ter candidato para execução da obra física, que irá dotar todo este espaço de melhores condições”, explicou.

O Palácio Hotel do Bussaco, projetado no último quartel do século XIX pelo arquiteto italiano Luigi Manini, localiza-se na Mata Nacional do Bussaco, na freguesia do Luso, concelho da Mealhada, no distrito de Aveiro.

Em declarações à agência Lusa, Guilherme Duarte explicou que o concurso internacional do Palace Hotel do Bussaco prevê a recuperação integral do edifício, no âmbito do Programa Revive.

“Mantendo sempre a sua traça, o edifício vai ser alvo de intervenções ao nível de todas as canalizações, embrechados, telhados, sistemas de ventilação e aquecimento. Falamos de uma obra com um valor que não sei precisar, pois ainda não está fechado, mas que será de muitos milhões de euros”, descreveu.

Este concurso internacional prevê ainda a requalificação o Chalet de Santa Teresa, um chalet oitocentista que se encontra em perigo de ruir, bem como a recuperação das antigas cavalariças e a Casa da Forja.

“Vamos deixar de ter ruínas dentro da Mata. É uma grande obra, que irá demorar algum tempo, mas que vai ser uma realidade. Conta com o envolvimento e o empenho da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, do Instituto do Turismo de Portugal, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, e da Direção Geral do Património Cultural e da Câmara Municipal da Mealhada”, destacou.

O Programa Revive foi lançado com o objetivo de “promover a requalificação e o subsequente aproveitamento turístico de um conjunto de imóveis do Estado com valor arquitetónico, patrimonial, histórico e cultural”.

Foram afetos ao Programa Revive “um conjunto de imóveis que, por força das respetivas características históricas, arquitetónicas, culturais ou com possibilidade de aproveitamento económico, em conjugação com a falta de alocação de uma utilização de interesse público, se consideraram enquadrados na missão e objetivos que estiveram na génese deste Programa”.

Estes imóveis serão alvo de investimentos privados que “os tornem aptos para afetação a uma atividade económica com fins turísticos e ou culturais, tendo em vista a respetiva requalificação e valorização desses ativos e possibilitando o pleno aproveitamento e fruição pelas comunidades em que se inserem”.

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Carla Nunes

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*Para ler a versão completa desta edição da Hotelaria – em papel ou digital – subscreva ou encomende aqui.

Contacto: Carmo David | [email protected] | 215 825 430 **

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