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Edição Digital: Balanços e perspetivas, entrevista João Duque, Alojamento Local, AHETA e easyJet

A primeira edição de 2022 do Publituris faz capa com a auscultação a mais de três dezenas de profissionais do setor do turismo e a publicação dos balanços de 2021 e perspetivas para 2022.

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A primeira edição de 2022 do Publituris faz capa com a auscultação a mais de três dezenas de profissionais do setor do turismo e a publicação dos balanços de 2021 e perspetivas para 2022.

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A primeira edição de 2022 faz capa com a auscultação ao setor do turismo e a publicação dos balanços de 2021 e perspetivas para 2022.
Foram ouvidos mais de três dezenas de profissionais, das mais diversas áreas da indústria e uma coisa parece certa. Apesar das incertezas, as estimativas, esperanças e desejos vão no sentido de um 2022 melhor, bem melhor do que 2021.
O economista e professor do ISEG, João Duque, é o entrevistado desta primeira edição de janeiro. Crítico da decisão proposta por parte do Governo e aprovada por Bruxelas relativamente à TAP, João Duque abordou ainda outras questões relacionadas com o turismo. O tal turismo que “cresce, porque o Estado não se mete”.
As eleições na AHETA foram adiadas para 21 de janeiro e o Publituris falou com um dos candidatos: Hélder Martins. “Quero que a AHETA volte a ter a sua voz no Algarve”, diz o empresário, antigo presidente da RTA e agora candidato à presidência da AHETA.
O “Dossier” desta edição do Publituris analisa o mercado do Alojamento Local. Hoje já não há dúvidas e será até consensual: o Alojamento Local (AL) veio diversificar a oferta turística em Portugal, criou novos segmentos e novos públicos não só nas grandes cidades, mas também no interior do país, como ajudou ao surgimento de muitas outras empresas que servem de suporte para as mais diversas atividades que este segmento exige. A criação de empregos diretos em Portugal tem sido igualmente um fator decisivo, bem como a sua contribuição para a economia nacional.
Além da auscultação de vários players do mercado do AL, conversámos, igualmente, com o presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP). Segundo Eduardo Miranda, “a diversidade [do AL] trouxe uma riqueza ao turismo e tem sido uma parte importante da estratégia de crescimento e de posicionamento do turismo em Portugal”.
Nos “Transportes”, tivemos à conversa com José Lopes, diretor-geral da easyJet. A companhia está confiante de que 2022 vai ser um ano positivo e conta aumentar a capacidade em Portugal em 8% face à oferta que a companhia aérea disponibilizava em 2019. E os planos de crescimento podem até vir a ser ultrapassados, caso consiga alguns dos ‘slots’ que a TAP vai ter de abandonar no aeroporto de Lisboa.
As opiniões desta edição pertencem a Amaro F. Correia (Atlântico Business School), Pedro Castro (SkyExpert Consulting), Susana Rachão (ISAG) e António Paquete (economista).

Boas leituras e votos de um excelente 2022.

Leia a edição aqui.

 

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Nova edição: Os nomeados dos Portugal Trade Awards, Lisboa e autocarros de turismo

A nova edição do Publituris faz capa com os nomeados para os Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2023, que vão ser entregues no primeiro dia da BTL, a 1 de março. Além disso, inclui também um especial sobre Lisboa, um dossier sobre autocarros de turismo e passageiros, uma entrevista com o responsável da VARIAÇÕES e um artigo sobre a Turiset, a primeira agência em Portugal a ostentar o selo ‘Checked by DECO’.

A nova edição do Publituris, a última do primeiro mês de 2023, faz capa com os nomeados para os Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2023, que vão ser entregues no primeiro dia da BTL, a 1 de março.

Este ano, são 100 os nomeados, em 16 categorias, às quais acresce o prémio “Personalidade do Ano”, que é escolhido diretamente pela equipa do Publituris. A votação online arranca já na próxima segunda-feira, 23 de janeiro, prolongando-se até 17 de fevereiro.

Nesta edição, publicamos também um especial sobre Lisboa, destino cuja marca está a puxar toda a região, segundo Vitor Costa, presidente da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa e diretor-geral da Associação de Turismo de Lisboa (ATL). Neste trabalho, saiba também porque quer a ATL repensar a estratégia turística para a região, através das palavras da diretora executiva da associação, Paula Oliveira, fique a par das novidades da hotelaria na região da capital para este e para os próximos anos e conheça ainda a nova Doca da Marinha, que promete aproximar Lisboa do Tejo.

Na secção Distribuição, publicamos ainda um artigo sobre a Turiset, que se tornou na primeira agência de viagens em Portugal a ostentar o selo “Checked by DECO”, e, em MI, o destaque vai para uma entrevista com Diogo Vieira da Silva, diretor-executivo da VARIAÇÕES – Associação de Comércio e Turismo LGBTI+, que vai estar presente na BTL 2023 e que pede que Portugal crie uma estratégia para este segmento, que vale perto de 50 mil milhões de euros.

O Dossier desta edição do Publituris é dedicado aos autocarros de turismo e passageiros, que se mostram mais confiantes em relação a 2023, uma vez que, com a melhoria da situação epidemiológica, a procura parece estar a regressar. Apesar de positivas as expetativas para este ano, as empresas mostram-se moderadamente otimistas, uma vez que os desafios continuam a ser muitos e foram agravados com a guerra na Ucrânia, nomeadamente ao nível dos custos com o combustível, aos quais estas empresas estão particularmente expostas. Neste dossier, saiba ainda que novidades estão as empresas de autocarros de turismo e passageiros a preparar para este ano.

Além do Pulse Report, esta edição conta ainda com as opiniões de Francisco Jaime Quesado (economista e gestor); Mariana Marques (docente do ISG); Andrea Santos, Filipe Trindade e Gilda Mendes (coordenadores da Pós-Graduação em Organização de Eventos do ISAG); e António Paquete (economista).

Boas leituras!

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Edição Digital: Os nomeados dos Portugal Trade Awards, Lisboa e autocarros de turismo

A nova edição do Publituris faz capa com os nomeados para os Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2023, que vão ser entregues no primeiro dia da BTL, a 1 de março. Além disso, inclui também um especial sobre Lisboa, um dossier sobre autocarros de turismo e passageiros, uma entrevista com o responsável da VARIAÇÕES e um artigo sobre a Turiset, a primeira agência em Portugal a ostentar o selo ‘Checked by DECO’.

A nova edição do Publituris, a última do primeiro mês de 2023, faz capa com os nomeados para os Portugal Trade Awards by Publituris @BTL 2023, que vão ser entregues no primeiro dia da BTL, a 1 de março.

Este ano, são 100 os nomeados, em 16 categorias, às quais acresce o prémio “Personalidade do Ano”, que é escolhido diretamente pela equipa do Publituris. A votação online arranca já na próxima segunda-feira, 23 de janeiro, prolongando-se até 17 de fevereiro.

Nesta edição, publicamos também um especial sobre Lisboa, destino cuja marca está a puxar toda a região, segundo Vitor Costa, presidente da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa e diretor-geral da Associação de Turismo de Lisboa (ATL). Neste trabalho, saiba também porque quer a ATL repensar a estratégia turística para a região, através das palavras da diretora executiva da associação, Paula Oliveira, fique a par das novidades da hotelaria na região da capital para este e para os próximos anos e conheça ainda a nova Doca da Marinha, que promete aproximar Lisboa do Tejo.

Na secção Distribuição, publicamos ainda um artigo sobre a Turiset, que se tornou na primeira agência de viagens em Portugal a ostentar o selo “Checked by DECO”, e, em MI, o destaque vai para uma entrevista com Diogo Vieira da Silva, diretor-executivo da VARIAÇÕES – Associação de Comércio e Turismo LGBTI+, que vai estar presente na BTL 2023 e que pede que Portugal crie uma estratégia para este segmento, que vale perto de 50 mil milhões de euros.

O Dossier desta edição do Publituris é dedicado aos autocarros de turismo e passageiros, que se mostram mais confiantes em relação a 2023, uma vez que, com a melhoria da situação epidemiológica, a procura parece estar a regressar. Apesar de positivas as expetativas para este ano, as empresas mostram-se moderadamente otimistas, uma vez que os desafios continuam a ser muitos e foram agravados com a guerra na Ucrânia, nomeadamente ao nível dos custos com o combustível, aos quais estas empresas estão particularmente expostas. Neste dossier, saiba ainda que novidades estão as empresas de autocarros de turismo e passageiros a preparar para este ano.

Além do Pulse Report, esta edição conta ainda com as opiniões de Francisco Jaime Quesado (economista e gestor); Mariana Marques (docente do ISG); Andrea Santos, Filipe Trindade e Gilda Mendes (coordenadores da Pós-Graduação em Organização de Eventos do ISAG); e António Paquete (economista).

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Portugal e Espanha definem “pontos de encontro” no turismo transfronteiriço

Portugal e Espanha acordaram uma nova Estratégia para o Turismo Fronteiriço. Se do lado português, o ministro da Economia e do Mar, António Costa e Silva, considera que “definirá conceitos de turismo virados para o futuro”, a ministra do Indústria, Comércio e Turismo de Espanha, Maria Reyes Maroto, refere que se trata de “uma oportunidade e não de uma necessidade”.

Victor Jorge

O ministro da Economia e do Mar de Portugal, António Costa e Silva, e a ministra do Indústria, Comércio e Turismo de Espanha, Maria Reyes Maroto, apresentaram esta quinta-feira, 19 de janeiro, no decorrer da FITUR 2023, em Madrid, a nova Estratégia de Sustentabilidade do Turismo Transfronteiriço 2022-2024 no que o ministro português considerou ser um “projeto transformador” e que irá desenhar “novos pontos de encontro entre os dois países”.

António Costa e Silva destacou mesmo “o dia histórico”, uma vez que se trata de um “acordo único no mundo”. De acordo com o ministro português, este acordo permitirá, através do turismo, “fixar população, atrair talento e qualificar pessoas”, dando enfâse ao que os dois países poderão oferecer em termos de gastronomia, enologia, literatura, cultura, arte, entre outros.

Salientando o facto de “estarmos a falar de 1.234 quilómetros de fronteira” e, em termos demográficos, de “cerca de 140.000 quilómetros quadrados de território”, Costa e Silva considera que este projeto “redefine o turismo através do território”, uma vez que existe “uma forte ligação entre as regiões transfronteiriças portuguesas e espanholas”.

Contudo, o ministro da Economia e do Mar português salientou o facto de ser necessário” reinventar produtos turísticos para oferecer experiências novas” que assentarão, também, numa estratégia de promoção externa conjunta.

“As comunidades sentem-se abandonadas”, destacando Costa e Silva “a coesão territorial” como factor essencial para o futuro, frisando ainda que “com as acessibilidades que estão e serão construídas, teremos a capacidade de fidelizar fluxos turísticos”.

“Os países quando trabalham juntos podem ser transfigurados”, admitindo mesmo que esta estratégia agora apresentada e que será desenvolvida no futuro, “poderá reinventar a identidades dos dois países. No fundo, queremos apresentar conceitos de turismo virados para o futuro”, terminou António Costa e Silva.

Já Maria Reyes Maroto também destacou o “acordo único” que os dois países passam a desenvolver a partir de agora e que fora assinado na Cimeira Bilateral de novembro de 2022 em Viana do Castelo. “Estamos a falar oportunidades e não de necessidades”, considerou a ministra do Indústria, Comércio e Turismo de Espanha.

Reyes Maroto definiu, de resto, quatro pontos estratégicos para este acordo: “oportunidade; desenvolvimento económico e social do território; sustentabilidade não só ambiental, mas também económica e social; e coesão”.

No final, António Costa e Silva referiu que “as duas entidades responsáveis pela promoção do turismo de ambos os países irão agora definir a respetiva estratégia conjunta”, não tendo avançado com prazos, investimentos e quais os mercados onde será realizada a aposta na promoção desta nova parceria.

 

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Receitas turísticas de novembro ultrapassam pela primeira vez os mil milhões de euros

Os dados do Banco de Portugal (BdP) mostram que, em novembro, pela primeira vez neste mês, as receitas turísticas ficaram acima dos mil milhões de euros, ultrapassando igual mês de 2019 em 35,1%, que tinha sido o melhor mês de novembro de sempre para o turismo nacional.

Inês de Matos

As receitas provenientes da atividade turística voltaram a subir no passado mês de novembro e, pela primeira vez, ultrapassaram os mil milhões de euros neste mês, que se tornou já no melhor novembro de sempre para o turismo nacional, com as receitas a somarem 1.226,67 milhões de euros, segundo os dados revelados esta quinta-feira, 19 de janeiro, pelo Banco de Portugal (BdP).

De acordo com o BdP, as receitas turísticas de novembro, que se encontram pelos gastos dos turistas estrangeiros em Portugal, ficaram 35,1% acima do apurado em igual mês de 2021 e ultrapassaram mesmo novembro de 2019, que tinha sido o melhor mês de novembro de sempre para o turismo nacional, em 24,4%.

Tal como as receitas turísticas, também as importações do turismo, que são apuradas pelos gastos dos turistas portugueses no estrangeiro, somaram, em novembro, o valor mais elevado de sempre para este mês, chegando aos 394,98 milhões de euros, o que traduz uma subida de 22,4% face ao valor apurado em novembro de 2021 e de 8,5% em comparação com novembro de 2019.

E também o saldo da rubrica “Viagens e Turismo” aumentou em novembro de 2022 e somou 831,69 milhões de euros, valor que ficou 42% acima do apurado em igual mês de 2021 e 33,4% do registado em novembro de 2019.

O BdP indica que, em novembro,  “a rubrica de viagens e turismo, cujas exportações e importações cresceram, em termos homólogos, respetivamente, 35,1% e 22,4%”, contribuiu para a subida das exportações e das importações na balança de serviços, que registou mesmo um excedente e compensou “parcialmente” o aumento do défice da balança de bens.

Acumulado também sobe

Tal como em novembro, também o acumulado desde o início do ano traz boas notícias, uma vez que as receitas turísticas somam já 19.722,13 milhões de euros, o que traduz um aumento de 16,1% face aos 16.955,7 milhões de euros que tinham sido apurados em novembro de 2019.

As boas notícias são ainda comuns às importações do turismo, que somaram, em novembro, 5.116,18 milhões de euros, ultrapassando em 8,3% o valor de 4.722,2 milhões de euros acumulado até novembro de 2019.

No saldo da rubrica “Viagens e Turismo”, o aumento foi de 16,5%, uma vez que os 12.508,73 milhões de euros apurados no acumulado dos primeiros 11 meses de 2019 comparam agora com um valor que chega aos 14.569,97 milhões de euros.

 

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Portugal espera repetir este ano crescimento do turismo acima do esperado de 2022

“Aquilo que estamos a prever para 2023 é continuar o crescimento que tivemos em 2022, obviamente, com grandes incertezas, da guerra na Ucrânia até à inflação. Mas acreditamos que estamos muito bem posicionados”, afirmou Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal.

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Portugal apresenta-se na Feira de Turismo de Madrid (FITUR), com 92 empresas num expositor de 900 metros quadrados do Turismo de Portugal, além da presença das sete regiões turísticas do país (Porto e Norte, Centro, Alentejo, Algarve, Madeira e Açores) e diversos municípios e entidades intermunicipais em ‘stands’ próprios na FITUR, com a expectativa de repetir este ano o crescimento do setor acima do que tinha sido previsto para 2022 e de captar mais turistas em Espanha.

O ano passado é já “o melhor de sempre do ponto de vista de receitas” do turismo português, com uma estimativa de mais de 22 mil milhões de euros, que comparam com os 18,4 mil milhões de 2019, o último sem qualquer impacto da pandemia de covid-19, disse aos jornalistas o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, em Madrid, na abertura da FITUR.

“Recuperámos antes do que prevíamos”, sublinhou o presidente da entidade responsável pela promoção de Portugal como destino turístico.

“Aquilo que estamos a prever para 2023 é continuar o crescimento que tivemos em 2022, obviamente, com grandes incertezas, da guerra na Ucrânia até à inflação. Mas acreditamos que estamos muito bem posicionados. Um exemplo disto é esta feira, a FITUR”, acrescentou Luís Araújo, que destacou que o mercado espanhol é atualmente o segundo maior para Portugal em número de hóspedes e o quarto em termos de receitas.

Em relação a Espanha há, assim, segundo Luís Araújo, “um trabalho a fazer” para aumentar as receitas, através de “segmentos específicos” do mercado.

De um ponto de vista mais global, a estratégia é “tentar diversificar ainda mais o núcleo de mercados” que são fundamentais para o turismo português, afirmou.

Para este objetivo, uma das chaves de crescimento está nas ligações aéreas, de que o turismo português depende por causa da localização geográfica do país.

“Temos conseguido retomar as rotas que tínhamos perdido em 2020 e 2021 e estamos já com os indicadores muito próximos [aos dos anos anteriores]. Este ano, 2023, vamos ultrapassar 2019. É uma das grandes âncoras para a retoma do setor”, afirmou o presidente do Turismo de Portugal.

Luís Araújo destacou que “o crescimento faz-se em todos os aeroportos” e deu como exemplo, precisamente, Espanha, país que teve ligações com os cinco aeroportos nacionais portugueses no ano passado, através da companhia aérea espanhola Iberia, “um fator ótimo de distribuição” de turistas, principalmente de mercados a que no passado Portugal não chegava, como o mexicano ou outros da América do Sul.

“O nosso papel é, em conjunto com cada um dos nossos aeroportos, e há ainda margem para crescer em muitos dos aeroportos, tentar demonstrar esta capacidade de atração para todas as regiões. Aquilo que nós entendemos é que existe obviamente um ‘hub’, que é Lisboa e faz esta distribuição, mas existem muitos motivos de interesse para muitos mercados para destinos como Algarve, o norte ou as ilhas”, afirmou.

Presente na FITUR está também o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (SETCS), Nuno Fazenda, que destacou, em declarações aos jornalistas, a importância do mercado espanhol e a “forte presença” de empresas nacionais na feira de Madrid deste ano.

“O mercado espanhol é um mercado muito importante para o nosso país, é o segundo maior mercado em dormidas e o primeiro em algumas regiões, como o Norte, Centro e Alentejo. E, nesse contexto, temos também de trabalhar vários segmentos para crescer também em valor e crescer também no interior, no território do interior de Portugal”, afirmou.

O ministro da Economia, António Costa Silva, e a ministra espanhola do Turismo, Reyes Maroto, apresentam esta quinta-feira, 19 de janeiro, a Estratégia de Cooperação Transfronteiriça entre Portugal e Espanha para o setor do turismo, que foi acordada na última cimeira ibérica, em novembro passado.

“É um reforço para desenvolver também turisticamente o interior do nosso país”, sublinhou Nuno Fazenda, que considerou a região transfronteiriça “uma centralidade ibérica” que é necessário potenciar através da promoção turística, mas também do aumento e melhoria das ligações aéreas, rodoviárias e ferroviárias entre Portugal e Espanha, como está previsto, sublinhou, no âmbito de investimentos com fundos europeus dos planos de recuperação e resiliência.

O secretário de Estado manifestou-se “muito satisfeito” com a adesão de empresas e outras entidades a esta edição da FITUR, com vista à afirmação de Portugal como destino turístico no mercado espanhol.

Em paralelo, defendeu a continuidade na aposta dos mercados estratégicos para Portugal dentro e fora da Europa, onde está concentrada 80% da procura turística do país.

Neste contexto, deu como exemplo o sucesso recente da aposta nos Estados Unidos, que transformou este país no quinto com maior peso no turismo português.

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Ministro do Turismo da Jordânia visita Fátima no 2.º semestre para analisar parcerias

O crescimento do Turismo Religioso faz com que o novo ministro do Turismo da Jordânia, Markam Al-Queisi, visite Fátima no 2.º semestre deste ano para analisar a possibilidade de futuras parcerias em prol de ambos os destinos.

Victor Jorge

O ministro do Turismo da Jordânia, Makram Al-Queisi, referiu esta quarta-feira, durante o decorrer na FITUR Madrid, que se realiza até ao próximo dia 22 de janeiro, que virá a Portugal para estudar com as entidades de Fátima uma possível parceria “para benefício de ambos os destinos”.

Em entrevista ao Publituris, Makram Al-Queisi considera que ambos os destinos possuem “uma forte componente no Turismo Religioso” e que uma parceria seria “uma boa forma de promover os dois destinos em muitos mercados internacionais e estabelecer trabalho conjunto no segmento que tem vindo a crescer exponencialmente”.

De referir que Makram Al-Queisi, que foi nomeado ministro do Turismo e das Antiguidades da Jordânia há pouco mais de um mês, conhece Portugal, uma vez que exerceu o cargo de Embaixador Extraordinário não residente no nosso país em 2014.

“Fátima é um lugar único e sabemos as visitas internacionais que possui ao longo do ano”, referiu Makram Al-Queisi ao Publituris. “Naturalmente que o nosso interesse em Portugal não se limita a Fátima”, avançando o ministro jordano que em termos de operação turística, a Jordânia irá contar com um voo charter a partir de maio e que irá prolongar-se até novembro, começando com um voo semanal, esperando, contudo, “e dado os números que esperamos de turistas portugueses, esse voo poderá passar a bissemanal”.

A Jordânia recebeu, em 2022, mais de 4.000 turistas portugueses, número que as autoridades do Turismo da Jordânia esperam duplicar com esta operação entregue à Avoris.

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OMT: Chegadas internacionais de turistas vão acelerar em 2023 e aproximam-se dos níveis pré-pandémicos

Após uma recuperação mais forte do que o esperado em 2022, as chegadas internacionais de turistas podem retomar aos níveis pré-pandémicos na Europa e no Médio Oriente, este ano. No entanto, num contexto económico difícil, os turistas tendem cada vez mais ajustar os seus orçamentos e deslocar-se para destinos mais próximos do seu local de residência.

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De acordo com as previsões da OMT para 2023, as chegadas de turistas internacionais podem ficar entre 80% e 95% dos níveis pré-pandémicos este ano, dependendo da extensão da desaceleração económica, de como as viagens se recuperam na Ásia e no Pacífico e qual é a evolução da ofensiva russa na Ucrânia, entre outros fatores.

Segundo novos dados da OMT, mais de 900 milhões de turistas fizeram viagens internacionais em 2022, o dobro do verificado em 2021, embora esse número ainda esteja em 63% dos níveis pré-pandêmicos. Todas as regiões do mundo registaram aumentos notáveis ​​no número de turistas internacionais. O Médio Oriente teve o maior aumento relativo, com chegadas a subir para 83% dos números pré-pandémicos. A Europa atingiu quase 80% dos níveis pré pandemia, com 585 milhões de chegadas em 2022.

A África e as Américas recuperaram cerca de 65% dos visitantes pré-Covid, enquanto a região da Ásia-Pacífico recuperou apenas 23%, mantendo medidas mais rígidas relacionadas à pandemia que só começaram a ser suspensas nos últimos meses.

O primeiro Barómetro Mundial do Turismo da OMT de 2023 também analisa o comportamento por região e identifica os países com melhores resultados em 2022, incluindo vários destinos que já recuperaram os níveis de 2019.

De acordo com o secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, prevê-se “um ano forte para o setor, mesmo perante diversos desafios, incluindo a situação económica e a contínua incerteza geopolítica. As pessoas vão viajar em 2023 e a OMT espera que a procura por viagens domésticas e regionais permaneça forte e ajude a impulsionar a recuperação mais ampla do setor”.

A OMT estima ainda que o recente levantamento das restrições de viagens relacionadas com o COVID-19 na China, o maior mercado emissor do mundo em 2019, é um passo significativo para a recuperação do setor de turismo na Ásia, no Pacífico e mesmo no resto do mundo.

Ao mesmo tempo, a forte procura dos Estados Unidos, apoiada por um dólar americano forte, continuará a beneficiar os destinos na região e não só, enquanto a Europa continuará a desfrutar de fortes fluxos de viagens dos EUA, em parte devido a um euro mais fraco em relação ao dólar americano.

Por outro lado, a OMT indica que, na maioria dos destinos verificaram-se, em 2022, aumentos notáveis ​​nas receitas do turismo internacional, em vários casos superiores ao crescimento das chegadas, fator que tem sido apoiado pelo aumento do gasto médio por viagem devido a períodos de permanência mais longos, a disposição dos viajantes de gastar mais no destino e maiores custos de viagem devido à inflação. No entanto, a conjuntura económica poderá traduzir-se numa atitude mais cautelosa dos turistas em 2023, com redução de gastos, viagens mais curtas e deslocações mais próximas de casa.

 

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easyJet soma mais 5 novas rotas às 20 já apresentadas para o verão de 2023

O número de rotas operadas pela easyJet, no verão de 2023, ascenderá a um total de 89, fazendo com que o diretor-geral da companhia no nosso país, José Lopes, antecipe um novo recorde de lugares: 11,2 milhões.

Victor Jorge

A easyJet anunciou esta terça-feira, 17 de janeiro, mais cinco novas rotas para o verão para o verão de 2023 que se juntam, assim, às 20 previamente anunciadas, totalizando 89 rotas a serem operadas em Portugal.

As novas rotas ligarão Lisboa a Glasgow (duas vezes por semana, a partir de 2 de junho), o Porto a Nápoles (2 voos por semana, a partir de 1 de abril) e Palermo (um voo semanal, a partir de 1 de julho), e Faro a Barcelona e Toulouse (ambos com dois voos semanais, com voos a partir de 26 de junho e 28 de junho, respetivamente).

Com este aumento da oferta, a easyJet passará a oferecer um total de 89 rotas, distribuídas pelos aeroportos de Lisboa, que conta agora com um total de 35 rotas (17 novas), o Porto com 26 destinos (3 novas) e Faro com 21 trajetos (2 novas). Já no Funchal, a easyJet conta com o total de 9 rotas (3 novas) e mantém duas rotas no Porto Santo.

Um recorde de 11,2 milhões de passageiros para 2023
Este aumento do número de rotas em Portugal faz crescer também a capacidade de lugares disponíveis, anunciando a companhia que, para 2023, estão previstos 11,2 milhões de lugares, que em comparação com o ano anterior representa um aumento de 36% face aos 8,2 milhões de lugares disponibilizados em 2022.

No encontro com a imprensa, José Lopes, diretor-geral da easyJet Portugal, destacou “o forte investimento da companhia no país, antevendo “o verão mais movimentado de sempre”, admitindo que “iremos fulminar o nosso recorde”.

Destacando o investimento “realmente forte” que a easyJet irá fazer em Portugal, José Lopes revelou que a estas cinco novas rotas agora anunciadas poderá ser somada mais uma, sendo que esta está dependente de ‘slot’ no mercado de destino e não em Portugal.

Este aumento de oferta é, de acordo com José Lopes, o último que deverá acontecer, reconhecendo que “no futuro não deverão existir mais ‘slots’ a disponibilizar no mercado nacional”, admitindo mesmo que “Lisboa não terá capacidade para aumentos nos próximos seis a oito anos”, ou seja, até a região de Lisboa conhecer uma nova infraestrutura aeroportuária.

Já no Porto, José Lopes referiu alguns constrangimentos que poderão existir, devido à repavimentação da pista que já deveria estar a decorrer, mas que sofreu atrasos. Esta obra será, segundo informação avançada pelo diretor-geral da easyJet Portugal, por troços, com o horário das obras a decorrer da meia-noite às seis horas da manhã.

Certo é que a operação da easyJet cresceu mais em Lisboa do que as ‘slots’ disponibilizadas pela Comissão Europeia, situação que resultou da transferência de ‘slots’ da TAP para o mercado, bem como por mais seis ‘slots’ que a companhia passou a ter por perda da concorrência.

Com 10 aeronaves baseadas em Portugal, não foi somente o número de aviões que cresceu, revelando José Lopes que, face ao período pré-pandemia, a companhia cresceu para 830 colaboradores, quando em 2019 eram 350 e há uma década esse número não ultrapassava a centena. “Isto tem impacto direto na economia e na vida das pessoas”, frisou José Lopes.

Relativamente à operação, o diretor-geral da companhia no nosso país admitiu que a easyJet “não se vê como companhia com um caráter exclusivamente de lazer, já que tem uma forte operação étnica (emigração)”, fazendo referência, por exemplo, ao grande fluxo de emigrantes que a easyJet transportou aquando da ida de portugueses para o Reino Unido, especialmente, para a região londrina.

“75% dos passageiros que transportamos vêm de fora para Portugal”, considerando que os “city-breaks assumiram um papel essencial na atual conjuntura. Contudo, o objetivo da easyJet “não é só trazer turistas de fora para Portugal, mas também proporcionar aos portugueses a possibilidade de realizarem as suas escapadas”.

Para tal, a o responsável da easyJet revelou que os preços não aumentaram, até porque, “não podemos aumentar preço e querer aumentar a oferta e apresentar preços atrativos para que o mercado seja estimulado”.

E se as rotas e a operação crescem, também o número de aeronaves aumentou, com Lisboa a ter mais um A320 e mais três A321 neo, enquanto no Porto passaram as estar disponíveis seis A320 neo e em Faro 3 aeronaves do mesmo tipo.

Normalização da situação nos aeroportos
Depois de um verão atribulado em grande parte dos aeroportos europeus, José Lopes antecipa que neste verão de 2023 a situação já esteja “regularizada”, considerando que as grandes disrupções aconteceram devido à “falta de pessoal, principalmente no handling, mas que tem vindo a ser colmatada com novas contratações”. Neste aspeto, José Lopes referiu que tem vindo a manter um diálogo não só com a empresa de handling parceira da easyJet (Portway), mas também com a ANA e as entidades oficiais.

“Em 2022, o mercado não teve o número de passageiros que registou em 2019. Por isso, há margem para melhorar, já que o desejo para viajar mantém-se, senão mesmo aumentou”, referiu José Lopes. O que esta instabilidade criou foi, segundo o diretor-geral da easyJet Portugal, “um aumento das reservas ‘last-minute’”, sendo, por isso, necessário “dar confiança para dar estabilidade ao consumidor”, para que “em 2024 já possamos navegar num ano normal”.

Quanto ao tipo de viagens que os turistas farão no futuro próximo, José Lopes admite uma predominância das viagens de curto e médio curso em detrimento das viagens de longo curso.

Assim, José Lopes deixou um pedido ao setor da hotelaria: “em virtude de Portugal ser um destino com muita procura e uma vez que as viagens de curto e médio curso ainda irão prevalecer, seria bom que os hoteleiros não ‘estiquem’ os preços e assim não afastar as pessoas que queiram vir visitar Portugal. Até porque essa realidade impactará a nossa oferta. Se os preços forem demasiados altos, ninguém quererá voar para Portugal”.

A terminar José Lopes conclui: “queremos ser a companhia aérea mais amada em Portugal. Logo temos de investir e estamos a investir de modo a manter-nos um passo à frente”.

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American Airlines retoma voos entre Lisboa e Filadélfia a 27 de março

Segundo Victor Cortina, Manager Corporate e Channel Sales para Portugal e Espanha da American Airlines, a operação vai ser realizada num aparelho B787-900 Dreamliner, com capacidade para 285 passageiros, existindo a possibilidade de os voos passarem a ser anuais.

Inês de Matos

A American Airlines vai retomar, a 27 de março, a operação sazonal que liga Lisboa a Filadélfia, nos EUA, e que, este ano, vai ser operada num avião B787-900 Dreamliner, com capacidade para 285 passageiros.

Segundo Victor Cortina, Manager Corporate e Channel Sales para Portugal e Espanha da American Airlines, a operação da companhia aérea norte-americana vai voltar a contar com voos diários, ligando a capital portuguesa a Filadélfia, nos EUA, onde se situa um dos principais hubs da American Airlines.

“Está a começar a haver procura e as agências de viagens estão a começar a fazer reservas, vamos iniciar agora a promoção da rota Lisboa – Filadélfia, este ano, com um renovado avião B787-900 Dreamliner”, avançou o responsável ao Publituris, lembrando que, em 2022, a operação foi realizada com um aparelho B787-800 Dreamliner.

Victor Cortina revela que, em 2022, ano que marcou a retoma da operação depois do interregno devido à COVID-19, a procura pelos voos da American Airlines entre Lisboa e Filadélfia foi “muito satisfatória”, uma vez que o load factor foi elevado e foi acompanhado por “uma boa receita”.

“A maior parte da temporada registou overbooking”, indica Victor Cortina, explicando que a percentagem de passageiros dos EUA nos voos da American Airlines para Lisboa foi superior à de portugueses.

Este ano, Victor Cortina diz ter ainda melhores expetativas relativamente à rota Lisboa-Filadélfia, em grande parte devido à utilização do renovado avião B787-900 Dreamliner, existindo mesmo a esperança de que seja possível “manter ou aumentar” o load factor registado ao longo do ano passado.

Os voos da American Airlines entre Lisboa e Filadélfia vão decorrer até 28 de outubro, data que marca o final do verão IATA, mas Victor Cortina mostra-se confiante de que, caso a operação corra como previsto, os voos possam passar a anuais.

“Mantemos nossa rota sazonal a partir de 27 de março e até 28 de outubro. Talvez exista a possibilidade tornar o voo anual”, refere ainda o responsável da American Airlines.

O aparelho B787-900 Dreamliner que a American Airlines vai utilizar nos voos para Lisboa conta com capacidade para 285 passageiros, incluindo 30 lugares em business class, 21 em Premium Economy e 234 lugares em económica.

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“A maior transformação digital no setor do turismo em Portugal começou com o próprio turista”

Com os processos de digitalização a decorrer, senão já implementados, nunca como antes a tecnologia assumiu um papel tão essencial no setor do turismo. Para António Neves, Industry Manager, Travel da Google Portugal, embora o setor tenha feito um grande progresso, “ainda há muito trabalho a fazer no que toca a melhorar a presença online não só de algumas empresas como dos próprios destinos”.

Victor Jorge

A tecnologia sempre fez parte do universo do turismo. A pandemia, no entanto, veio acelerar a necessidade de uma maior digitalização ou transformação digital em toda a cadeia. Em Portugal, de acordo com António Neves, Industry Manager, Travel da Google Portugal, houve uma “maior necessidade de aceleração dado não só o peso que o turismo tem na nossa economia, mas também o facto de anteriormente termos estado um pouco atrás da Europa em alguns aspetos digitais”. Para este manager da Google, a grande dificuldade apresentada pela maior parte das empresas no setor no nosso país foi, provavelmente, “a escassez de habilitações digitais”, acreditando, no entanto, que esta aceleração [da digitalização] “irá continuar”.

Ao fim de quase três anos de pandemia, quais foram as maiores transformações tecnológicas ou digitais ocorridas no setor do turismo em Portugal?
A maior transformação digital no setor do turismo em Portugal começou com o próprio turista. Os turistas, nacionais ou internacionais, nunca foram tão digitais como hoje. Grande parte dos viajantes utiliza touchpoints digitais para fazer as suas decisões de viagens. Ao mesmo tempo, vimos os diferentes stakeholders do turismo a lançar a sua jornada de Transformação Digital, não só como consequência do novo comportamento dos turistas, mas também para se tornarem mais eficientes na forma como desenvolvem os seus negócios.

Neste aspeto, o setor do turismo, em Portugal, teve um comportamento diferente de outros mercados europeus e mundiais?
O processo de transformação digital do setor turismo é uma tendência global. Não existe país ou região em que este setor não se esteja a digitalizar nas suas diferentes áreas. Penso que em Portugal houve uma maior necessidade de aceleração dado não só o peso que o turismo tem na nossa economia, mas também o facto de anteriormente termos estado um pouco atrás da Europa em alguns aspetos digitais – nomeadamente em e-commerce e na criação de plataformas online. Nos últimos anos, a indústria do turismo em Portugal tem feito grandes avanços nesta área. Em 2021, de acordo com a Siteminder, os websites hoteleiros foram o 2.º principal canal de reservas em Portugal (atrás do Booking.com) e fomos dos poucos países europeus com uma agência de viagens local – Abreu Online – no Top 10. Isto mostra de facto o grande trabalho que todo o setor está a fazer para se transformar.

Não existe país ou região em que este setor [turismo] não se esteja a digitalizar nas suas diferentes áreas

Quais foram as prioridades tecnológicas mais relevantes implementadas? E quais foram as maiores dificuldades, exigências, necessidades apresentadas pelas empresas?
Acho que podemos olhar para as prioridades em três áreas. A primeira é chegar a potenciais clientes. Aqui, vimos uma grande evolução naquilo que foi a criação de websites e outros conteúdos online por parte dos destinos turísticos, hotéis, fornecedores de atividades turísticas, etc. de forma a chegar aos diferentes turistas espalhados pelo Mundo. A própria promoção das diferentes áreas do turismo passou a ser mais digital, dado que a maior parte dos turistas recorre a plataformas online para se inspirar onde e como viajar.

Em segundo lugar, temos a recolha, medição e ativação de dados: perceber quem são os nossos clientes, quem entrou no nosso website, como devemos e podemos voltar a entrar em contacto com eles… Tudo isto passou a ser fulcral, especialmente com a importância que Privacidade e Segurança passaram a ter nos últimos anos.

Finalmente, temos a experiência do utilizador. Muitos stakeholders do setor implementaram tecnologias de forma a melhorar a experiência do utilizador: processos de marcação fluidos, pagamentos contactless, chatbots e muito mais.

A grande dificuldade apresentada pela maior parte das empresas no setor foi provavelmente a escassez de habilitações digitais. A transformação digital de uma empresa requer que se comece a pensar num novo conjunto de capacidades que antes não existiam: consultores analíticos, data scientists, marketeers digitais e muito mais. Para muitas empresas no setor, existem algumas dificuldades em recrutar este tipo de talento devido à sua dimensão. É aqui que entra a importância de encontrar parceiros externos – parceiros tecnológicos, agências digitais, etc. – para fazer outsourcing deste tipo de capacidades.

Dentro do universo do turismo, qual o setor/segmento que maior atualização ou transformação protagonizou?
Penso que esta adaptação foi transversal a todo o setor. Penso que a diferença está mais na fase de transformação digital em que cada segmento se encontra. As companhias aéreas bem como as grandes cadeias hoteleiras já vêm há alguns anos a fazer esta transformação dada a importância que as marcações nos seus websites têm tido, mesmo antes da pandemia. Estas empresas nos últimos anos focaram-se mais em arranjar formas de atrair mais pessoas para os seus websites (ex. através de marketing digital) e melhorando a sua experiência online.

Por outro lado, algumas pequenas e médias empresas, como hotéis independentes ou agências de viagem locais, começaram mais recentemente a sua jornada digital, alguns deles criando o seu website pela primeira vez.

Acredita que esta aceleração em direção a uma maior digitalização se vai manter no futuro ou, depois de passado o impacto da pandemia, vai esfriar?
Penso que esta aceleração irá continuar. Por um lado, a utilização de ferramentas digitais para planear e marcar viagens continua em forte crescimento. A própria Google tem feito uma aposta muito grande em criar novos e melhores produtos para ajudar os utilizadores no seu planeamento: Google Flights, Things to Do, Google Hotels Search e muito mais.

Por outro lado, a digitalização das empresas traz muitos benefícios em termos de negócio. De acordo com um estudo da BCG, as empresas com maior maturidade digital aumentaram suas vendas em média 18 pontos percentuais a mais do que seus pares menos maduros e aumentaram a eficiência de custo em média 29 pontos percentuais.

Uma das grandes dificuldades na transformação digital no setor do turismo é a capacidade de trazer as capacidades digitais para dentro de algumas empresas dado a sua dimensão e recursos

O que falta ainda fazer em termos de digitalização ou transformação tecnológica no setor do turismo em Portugal?
O setor tem feito um grande progresso, mas existem sempre áreas a melhorar. Antes de mais, penso que ainda há muito trabalho a fazer no que toca a melhorar a presença online não só de algumas empresas como dos próprios destinos. Por exemplo, nos últimos três meses, houve menos de metade das pesquisas no Google por acomodação nos Açores para turistas internacionais do que na Madeira. O turismo é um mercado global e por isso não estamos apenas a concorrer com outras marcas ou destinos locais, estamos a concorrer com os melhores players globais. É por isso crítico que as empresas e marcas do setor do turismo apostem cada vez mais na internacionalização e olhem para o marketing digital como uma ferramenta de aquisição de clientes e de promoção da sua marca

Em segundo lugar, penso que ainda é preciso trabalhar na análise de dados que é crítica para obter insights sobre as preferências e comportamentos dos viajantes, o que pode ajudar as empresas de turismo a adaptar suas ofertas e atender melhor às necessidades de seus clientes.

Finalmente, dada a importância que a sustentabilidade tem hoje em dia, é importante começar a utilizar-se a tecnologia de forma não só a promover a sustentabilidade, mas a garantir que a maior sustentabilidade também acrescenta algum tipo de valor à experiência do viajante.

Esta adaptação tecnológica foi maior a nível interno das empresas ou houve que tivesse optado por uma externalização dos processos?
Tal como referi anteriormente, uma das grandes dificuldades na transformação digital no setor do turismo é a capacidade de trazer as capacidades digitais para dentro de algumas empresas dado a sua dimensão e recursos. Nestes casos, os parceiros tecnológicos, as agências digitais e outros parceiros externos têm e vão continuar a ter um papel fulcral em trazer estas capacidades para dentro das empresas de uma forma escalável e sustentável.

O setor do turismo é uma das indústrias em que o capital humano é mais importante

É comum ouvir que toda esta transformação digital leva a que se necessite cada vez menos de pessoas. Concorda?
Penso que o setor do turismo é uma das indústrias em que o capital humano é mais importante. Afinal, quando vamos viajar em lazer, uma das coisas que mais apreciamos é a hospitalidade, seja ao entrar num avião, ao fazer o check-in num hotel ou ao ser servido num restaurante. À medida que avançam na sua transformação digital, as empresas do setor do turismo terão a oportunidade de decidir onde melhor alocar o seu capital de forma a melhorar a experiência dos clientes e atrair mais turistas, seja no front office a oferecer esta hospitalidade que todos procuramos, ou no back office, por exemplo a trabalhar na promoção através de marketing digital.

Quais foram as principais soluções implementadas pela Google no setor do turismo?
O setor do turismo é um dos setores mais relevantes para a Google dado a importância que os touchpoints digitais têm no planeamento de viagens para os turistas. Nos últimos anos, a Google tem-se focado em criar ferramentas tanto para os utilizadores que estão a planear a sua viagem, como para as diferentes empresas do setor do turismo.

Ao nível do utilizador, a Google possui toda uma plataforma dedicada a viagens – o Google Travel. O Google Travel incorpora diferentes ferramentas que ajudam no planeamento de uma viagem: o Google Flights, pesquisa de hotéis, coisas a fazer e muito mais.

Para além disso, a Google tem desenvolvido um conjunto de ferramentas para ajudar as diferentes empresas do setor do turismo. O Destination Insights por exemplo, permite analisar como estão a evoluir as pesquisas por viagens para Portugal (voos e hotéis) de diferentes países de origem, e perceber assim que mercados apresentam um maior potencial para promover os nossos produtos e serviços.

Se tivesse de indicar três pontos essenciais para o futuro desta transformação tecnológica, digitalização ou transição digital, quais seriam?
Foco no utilizador – qualquer processo de transformação digital tem de ser feito com o intuito de acrescentar valor ao utilizador final. Muitos viajantes experienciam alguns problemas nas suas viagens. É crítico que as empresas se coloquem nos sapatos dos seus clientes/utilizadores e experienciem como é fazer uma reserva no seu website, como é resolver um problema no call center, etc. Todos estes processos, ao serem digitalizados, devem ter como foco principal a melhoria da experiência do cliente.
Personalização – a habilidade de oferecer experiências e recomendações personalizadas aos viajantes será um diferencial fundamental no futuro do turismo. A utilização de dados e cada vez mais de inteligência artificial vai ser crítica para entregar conteúdo e recomendações personalizadas com base nas preferências e comportamentos passados dos viajantes.
Trazer novas capacidades – a transformação digital de uma empresa não é possível sem novos talentos e capacidades: desenvolvedores de aplicativos web, analistas de dados, especialistas em marketing digital, etc. As empresas devem apostar em contratar este tipo de talento ou colaborar com parceiros externos como parceiros tecnológicos e agências digitais para obter estas capacidades.

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